Nome
do Filme : “Maine”
Titulo
Inglês : “Maine”
Ano
: 2018
Duração
: 86 minutos
Género
: Aventura/Drama
Realização
: Matthew Brown
Produção
: Michael B. Clark/Summer Shelton/Alex Turtletaub
Elenco
: Laia Costa, Thomas Mann, Yossie Mulyadi, Pete Burris, Pat Dortch,
Jeremy DeCarlos, Matthew Brown.
História
: Uma rapariga espanhola decide fazer o trilho dos Apalaches, em
busca de auto conhecimento. Na caminhada, ela conhece Lake, um jovem
americano fazendo turismo. Os dois resolvem fazer a caminhada juntos
e, nessa jornada, criam fortes laços.
Comentário
: Eu gosto imenso de filmes de aventura, que falem de aventuras e
este veio mesmo a calhar. Trata-se de um filme intimista, ele nunca
promete grandes coisas, de facto, ele não nos dá grandes feitos e
penso que nem era esse o objectivo. Penso mesmo que o realizador quis
nos facultar uma obra mais simples e sem grandes mensagens daí
resultantes. Eu fiquei a saber que houve imensa gente que não gostou
muito deste filme, alegando que ele não lhes transmitiu nada e houve
outros ainda que disseram que não se passou quase nada de relevante
ao longo dos oitenta minutos da projeção, e eu até compreendo
essas pessoas. No entanto, existem filmes que sendo muito simples,
conseguem ser grandes filmes e admirados por essa simplicidade. É
precisamente esse o caso, aquilo que eu mais admiro neste “Maine”
é a sua simplicidade, ainda que ele abarque em si uma poderosa
mensagem. Na minha opinião e segundo a minha interpretação do
filme, a principal mensagem, a tal poderosa mensagem que se retira
daqui, é que por vezes precisamos de abandonar tudo e entrarmos de
cabeça a fundo numa aventura que esteja fora da nossa zona de
conforto para imergirmos nela e vivermos uma experiência
transformadora e que nos faça ver o mundo de uma outra maneira.
Penso que foi isso que aconteceu com a nossa protagonista. No caso
dela, muito contribuiu a amizade que ela travou com Lake, o tal
americano compreensivo com quem ela gostou de se relacionar durante
parte da longa jornada. O filme possui paisagens belíssimas que nos
facultaram imagens lindas, daquelas que apetece imprimir e colar na
parede. A Laia Costa está brutal aqui, eu adorei a sua personagem, é
ela a protagonista do longa e se sai lindamente. O Thomas Mann está
muito bem no seu registo e a sua química com Laia convence. Um filme
simples, mas muito humano e natural.














































