domingo, 16 de dezembro de 2018

Creed II

Nome do Filme : “Creed II”
Titulo Inglês : “Creed II”
Ano : 2018
Duração : 130 minutos
Género : Drama
Realização : Steven Caple Jr.
Produção : Sylvester Stallone
Elenco : Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Dolph Lundgren, Florian Munteanu, Phylicia Rashad, Brigitte Nielsen, Russell Hornsby, Wood Harris, Milo Ventimiglia, Jacob Duran, Andre Ward, Robbie Johns.

História : O peso-pesado Viktor Drago, filho de Ivan Drago, célebre rival de Rocky Balboa, vai enfrentar Adonis Creed no ringue. A missão de Creed está longe de ser fácil, mas vai contar com uma ajuda importante: a experiência do velho Balboa.

Comentário : Quando eu vou ver um filme, eu procuro não só ser surpreendido como também retirar algo daquilo que estou a ver, se possível uma mensagem construtiva. Ao oitavo filme, a saga “Rocky” tinha a obrigação de inovar e de mostrar algo diferente ou pelo menos nos facultar uma boa história que fosse interessante. Aquilo que eu encontrei em “Creed II”, foi não só mais do mesmo como também uma história totalmente previsível e sem um pingo de originalidade. Sim, eu sou um defensor do primeiro “Creed”, brilhantemente realizado pelo muito bom Ryan Coogler, razão pela qual eu não entendo porque motivo o homem não quis ou não aceitou dirigir este segundo, preferindo fazer um filme de super-heróis. Claro que a realização de Steven Caple é um dos problemas do filme e nem a produção a cargo de várias mãos mas comandada por Sylvester Stallone consegue trazer ao longa a vitalidade e a energia que uma segunda parte merecia. Não considero este filme como sendo uma sequela, na verdade, o primeiro “Creed” não pedia uma sequela, ele tinha terminado de boa, quase tudo o que vemos nesta sequela “caça níquel” é cliché e sem brilho. E acreditem que não estou a exagerar, à medida que ia vendo o filme, eu adivinhava aquilo que ia acontecer a seguir ou mesmo as consequências disso.

Naquilo que este “Creed II” é bom consiste em duas coisas : novamente as três interpretações principais. Sylvester Stallone está muito bem e a idade do homem não é impedimento para ele ainda dar umas “tacadas” e se ir safando. Outrora campeão, ele agora funciona muito bem no papel de mentor e embora não sendo actor de óscar, consegue convencer na perfeição no seu registo, além disso ele conservou do sétimo filme a sua excelente química com Michael B. Jordan. Este, por sua vez, repete o feito de estar à altura do desafio, eu fiquei o tempo todo do lado do seu Adonis Creed, afinal, o actor do famoso “Erik Killmonger”, convence como lutador, como amante e como homem. Tessa Thompson está espectacular aqui, com mais tempo de antena do que no anterior capítulo, ela apresenta aqui uma Bianca evoluída e firme naquilo que pretende para o futuro ao lado do seu Adonis, agora os dois até se tornam pais de uma menina. Os três funcionam bem juntos enquanto personagens centrais, tal como no primeiro filme. A segunda coisa em que o filme é bom é o facto de repetir a tensão existente nos seus combates, aqui são dois grandes combates decisivos, eu confesso ter ficado bem tenso, mesmo que não goste deste desporto. Por último, tenho que reconhecer que apesar de eu não ter gostado dele, este “Creed II” é um bom filme, mas desnecessário.

The Equalizer 2

Nome do Filme : “The Equalizer 2”
Titulo Inglês : “The Equalizer 2”
Titulo Português : “The Equalizer 2 – A Vingança”
Ano : 2018
Duração : 122 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Antoine Fuqua
Produção : Denzel Washington
Elenco : Denzel Washington, Melissa Leo, Pedro Pascal, Ashton Sanders, Orson Bean, Bill Pullman, Jonathan Scarfe, Sakina Jaffrey, Kazy Tauginas, Garrett Golden, Tamara Hickey, Antoine Lartigue, Caroline Day.

História : Ex-agente das forças especiais americanas, Robert McCall foi treinado para defender os mais fracos. Depois de alguns anos afastado e a viver sob anonimato, está de regresso ao combate ao crime, agora por sua conta e risco. Quando descobre que assassinaram Susan Plummer, ex-colega e amiga dos tempos em que trabalhava para as forças especiais, decide encontrar os responsáveis e fazê-los pagar com a sua própria vida.

Comentário : Apesar de não ser inovador e de nada trazer de novo, o primeiro filme era bom. Mas este segundo era desnecessário, a ideia já tinha ficado cimentada no primeiro filme. É praticamente o mesmo caso de “Creed II”, são filmes que foram feitos unicamente para os estúdios ganharem mais dinheiro, é tudo uma questão de dinheiro quando se trata de sequelas, a não ser que sejam continuações de uma história, como nos casos, por exemplo, de “The Lord Of The Rings” ou “Harry Potter”. O filme é novamente realizado por Antoine Fuqua, que aqui baixa imenso a qualidade daquilo que era pedido para este tipo de filme, de história e de protagonista. Se no primeiro filme tinhamos uma vítima (Chloe Grace Moretz) que não tinha nada a ver com o protagonista, neste segundo, a coisa é mais levada para o caso pessoal ou quase, trata-se de uma das melhores amigas e colegas dele e da necessidade de exercer uma vingança e não de salvar alguém. Temos portanto uma mudança de paradigma e pelo meio ainda temos que apanhar com o super cliché do vilão usar uma criança como escudo, algo já visto em dezenas de outros filmes do género. Denzel Washington já não surpreende ninguém neste seu registo, é mais do mesmo, nós sabemos que o homem é bom, sendo “Man On Fire” e “Training Day” talvez os seus melhores registos neste campo. O restante elenco é básico, eles entregam aquilo que já era esperado, nada de especial. As cenas de luta corpo a corpo até funcionam mais uma vez, embora seja novamente tudo mais do mesmo. Vale destacar as mensagens a retirar do filme e o confronto final que consegue, ainda assim, extrair bons momentos. Espero muito sinceramente e tal como em “Creed II”, que não façam o terceiro. Precisamos urgentemente de heróis novos e de histórias novas.

Lizzie

Nome do Filme : “Lizzie”
Titulo Inglês : “Lizzie”
Titulo Português : “A Vingança de Lizzie Borden”
Ano : 2018
Duração : 105 minutos
Género : Biográfico/Crime/Drama
Realização : Craig William Macneill
Produção : Chloe Sevigny/Elizabeth Destro/Naomi Despres
Elenco : Chloe Sevigny, Kristen Stewart, Fiona Shaw, Kim Dickens, Denis O'Hare, Jamey Sheridan, Jeff Perry, Jay Huguley, Tara Ochs, Laura Whyte, Darin Cooper, Tom Thon, Don Henderson Baker, Katharine Harrington, Jody Matzer, Daniel Wachs.

História : Nos finais do século XIX, Lizzie, de 32 anos, é uma mulher vulnerável que foi sempre controlada pelo pai, um homem austero e dominador. Quando Bridget Sullivan, uma jovem irlandesa, vem trabalhar como empregada da família. Lizzie sente-se finalmente compreendida. Com o tempo, a relação das duas transforma-se numa paixão carnal que culminará num crime hediondo.

Comentário : Confesso que gostei bastante deste filme que é baseado em factos verídicos, na verdade, trata-se de uma biografia. Esta é a história não só de uma rapariga ou de duas raparigas se preferirem e de um crime ou de dois crimes como se também preferirem. E a forma como nos é contado e mostrado não é de todo original, outros longas já o fizeram assim. Nos primeiros minutos de filme, nós vemos que os crimes já aconteceram e a protagonista está a ser interrogada, logo depois a história recua seis meses e passamos a seguir a rotina daquela família composta por quatro elementos a que mais tarde se junta a nova empregada e o tio das raparigas, somos postos a par das personalidades daquelas seis pessoas e dos laços que se vão criando ou desenvolvendo umas com as outras. Depois de uma série de acontecimentos que podem servir para entender o motivo dos crimes, as mortes acontecem e o que temos a seguir é um filme de tribunal com a protagonista a ser julgada e ouvidas as testemunhas. E, por último, temos o desenlace final, onde tudo nos é revelado.

Sinceramente, nada foi uma total surpresa para mim, eu já tinha entendido mais ou menos o que havia acontecido, só não sabia como as coisas se tinham desenrolado entre a protagonista e a empregada. O realizador faz questão de mostrar exactamente como tudo aconteceu com todos os detalhes, algo que eu não discuto, mas também confesso que se ele não o fizesse, não haveria problema, por vezes, a falta de informação também é bom, torna tudo mais encantador. Há filmes onde isso funciona, em outros nem tanto, no caso deste “Lizzie” penso que ambas as opções iam funcionar e eu gostei da que foi utilizada pelo director. A nível das interpretações, Chloe Sevigny é a melhor do grupo, ela imprimiu na sua personagem todo o mistério necessário à sua condição, de louvar a forma como ela se entregou ao papel. Mais recatada mas também de parabéns, Kristen Stewart está muito bem, a sua prestação transmite à sua Bridget muito sofrimento e dor envolvidos em silêncio. A química entre as duas é boa. Os secundários estão ok. A recriação de época está fantástica. É um filme muito violento, mas isso era necessário. Gostei do filme, embora tenha que dizer que a previsibilidade de algumas situações tenha atrapalhado um pouco a experiência.

Galveston

Nome do Filme : “Galveston”
Titulo Inglês : “Galveston”
Ano : 2018
Duração : 93 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Melanie Laurent
Produção : Tyler Davidson
Elenco : Elle Fanning, Ben Foster, Maria Valverde, Jeffrey Grover, Christopher Amitrano, Mark Hicks, Beau Bridges, Michael Ray Escamilla, Sean Von Buseck, C. K. McFarland, Michael John Lane, Robert Aramayo, Rhonda, Heidi Lewandowski, Adepero Oduye, Kayte Hughes, Lili Reinhart, Tinsley Price, Anniston Price.

História : Após escapar de uma armação feita pelo seu antigo chefe, um assassino moribundo resgata uma jovem prostituta e foge com ela para Galveston, onde planeia a sua vingança. Os dois precisam encontrar suas forças enquanto são perseguidos por pessoas perigosas e pela sombra dos seus passados.

Comentário : Aqui está mais um filme que me surpreendeu devido ao destino dado a uma das protagonistas e sem querer dar spoiler, quando virem este filme e caso se importem com essa personagem tal como eu, irão ter a mesma sensação. Arraçado de road-movie, este novo filme da realizadora Melanie Laurent é uma fita que não sabe para onde quer ir, tipo uma mosca volante. O seu início é muito bom e promete muito, mas as coisas no segundo acto levam uma queda bruta e nós quase perdemos o interesse. Pela marca do minuto 62 as coisas voltam a entrar nos eixos, culminando no tal destino mal pensado e num final que, apesar de muito triste, acaba por ser bastante recompensador. É um filme violento, mas detentor de bons momentos vividos sobretudo pelo casal protagonista que, não sendo propriamente um casal daqueles por quem torcermos que fique junto, é ainda assim um duo de protagonistas por quem sentimos um apego e uma empatia muito significativa, tudo devido ao excelente desempenho dos seus actores. Nesse ponto, Ben Foster (Leave No Trace) está mais uma vez bestial neste seu novo registo, apesar de viver um criminoso, ele abarca em si uma componente humana muito forte, tendo até muito amor para dar às duas ninas que lhe aparecem na vida sem pedir licença. Elle Fanning (uma das minhas actrizes preferidas) tem novamente uma excelente prestação, eu só não gostei de 1 filme seu, e aqui ela convence no papel de Raquel, uma jovem com um terrível passado e com uma vivência bem problemática. Vale dizer que Foster e Fanning funcionam muito bem juntos, grande parte das cenas em que eles contracenam, resultam nos melhores momentos do longa. Existe uma terceira personagem que acaba por ser o motor da história, a conclusão do filme é a prova disso. Em tirando o meu probleminha com a tal questão de Raquel, eu gostei deste filme, ele é razoável, mas eu estou mesmo é ansioso para ver Elle Fanning no novo filme de Woody Allen, venha ele.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Look Away

Nome do Filme : “Look Away”
Titulo Inglês : “Look Away”
Titulo Português : “Não Olhes”
Ano : 2018
Duração : 103 minutos
Género : Thriller/Drama
Realização : Assaf Bernstein
Produção : Assaf Bernstein/Brad Kaplan/Giora Kaplan/Dana Lustig
Elenco : India Eisley, Jason Isaacs, Mira Sorvino, Penelope Mitchell, Kristen Harris, John C. MacDonald, Harrison Gilbertson, Kiera Johnson, Michal Bernstein, Glenn Odero, Burt Lancon, Ernie Pitts, Adam Hurtig, Braeley Hobbs, Cindy Myskiw.

História : Maria é uma adolescente estudante do secundário que está em sofrimento pelas suas dificuldades de integração no colégio e pelos grandes problemas que tem com os pais. Mas tudo muda quando Maria troca de olhares com a figura que lhe surge refletiva no espelho quando ela se olha.

Comentário : Penso que foi na semana que agora passou que estreou nas nossas salas de cinema este pequeno filme à cerca de uma adolescente cheia de problemas em casa e na escola. Confesso que não vi o trailer do filme e sabia pouco sobre ele. Bem, na realidade, apenas sabia que a personagem principal era vivida pela bonita India Eisley, que aqui interpreta duas personagens : a protagonista Maria e a sua “sósia” Airam. E a miúda safa-se muito bem nesses dois registos. Não sendo o filme grande coisa, podemos ainda assim contar com bons momentos, quase todos devido à protagonista, ou às duas protagonistas. As duas fotos que aparecem em baixo deste comentário não estão ali por acaso, elas podem revelar ou não o grande spoiler do twist desta fita. Caso sejam perspicazes ou já tenham visto o longa, facilmente as entenderão e chegarão à razão pela qual eu as coloquei aqui, embora o filme seja aberto a várias interpretações. Durante todo o filme, confesso que nunca deduzi que se tratasse daquilo, mas não é fácil chegarmos a essa conclusão, até porque existem muitas coisas que, durante a história, não fazem muito sentido e outras que não são muito verossímeis. O realizador brinca também com aquilo que é realidade e aquilo que é imaginação das protagonistas. Por vezes confuso, o filme trabalha ainda temas como o bullying, a descriminação, a carência de afectos maternos e paternos, a indiferença, a injustiça e o crime em si. Mas trata-se a cima de tudo de um thriller bem básico, onde quase tudo já foi contado e mostrado em outros filmes. Creio que já dei a entender isto, mas India Eisley consegue a melhor prestação do filme, já que o restante elenco jovem limita-se ao básico enquanto que os adultos e em especial os que fazem de pais de Maria, não se esforçaram minimamente para nos facultar algo mais crível e eficiente. A fita é ainda portadora de um clima envolvente, mas infelizmente o resultado final é um produto fraco, cliché e básico, que nem a miúda conseguiu salvar.


Mortal Engines

Nome do Filme : “Mortal Engines”
Titulo Inglês : “Mortal Engines”
Titulo Português : “Engenhos Mortíferos”
Ano : 2018
Duração : 128 minutos
Género : Aventura/Fantasia/Ação
Realização : Christian Rivers
Produção : Peter Jackson
Elenco : Hera Hilmar, Robert Sheehan, Hugo Weaving, Jihae, Ronan Raftery, Leila George, Patrick Malahide, Stephen Lang, Colin Salmon, Mark Mitchinson, Rege-Jean Page, Menik Gooneratne, Frankie Adams, Leifur Sigurdarson, Andrew Lees, Sophie Cox, Kee Chan, Sarah Peirse, Mark Hadlow, Caren Pistorius, Poppy Macleod.

História : Num futuro pós-apocalíptico, as cidades do mundo percorrem o globo sobre rodas gigantes enquanto se confrontam. Mas uma mulher aparece para alterar o rumo da história.

Comentário : Produzido pelo brilhante Peter Jackson (The Lord Of The Rings e The Hobbit), estreou esta semana nas salas de cinema este filme de aventura futurista cuja ideia até é interessante, pena é que na prática as coisas não funcionaram tão bem. Eu considero este “Mortal Engines” um filme razoável, mas com alguns problemas. Pontos positivos : os efeitos especiais são muito bons e fazem com que visualmente o filme seja belíssimo, a protagonista é a única que convence devido ao seu estilo e carisma, a criação de mundo é impecável e isso faz com que aquelas máquinas andantes pareçam bem reais, tem boas cenas de ação e de confronto entre as máquinas, as personagens femininas foram muito bem desenvolvidas e convencem, os momentos dramáticos são eficazes. Como aspectos negativos : temos situações bem previsíveis e outras onde aparece o “Deus Ex-Machina”, alguns erros na lógica da coisas e muita inverossimilhança, o argumento é básico e com a agravante de que se esperava bem mais desta premissa, o terceiro acto é praticamente todo de noite e isso não só ajuda a disfarçar os eventuais erros como também dificulta um pouco a nossa percepção daquilo que se está a passar, o vilão principal é caricato demais e igual a tantos outros, temos todos os clichés deste tipo de produções e, por último, temos as sempre atitudes de algumas personagens que não fazem muito sentido. No elenco, o grande e merecido destaque vai para Hera Hilmar que abraça a sua personagem com toda a garra e afinco exigidos pelo roteiro, ela é a grande estrela do filme. Já a Hugo Weaving era pedido muito mais do que o vilão genérico e caricato que ele entregou e por isso, o seu Valentine é totalmente esquecível. Não sendo um dos piores filmes do ano, “Mortal Engines” é assim, um projecto com um enorme potencial desperdiçado.

Mowgli

Nome do Filme : “Mowgli”
Titulo Inglês : “Mowgli”
Titulo Português : “Mogli: A Lenda da Selva”
Ano : 2018
Duração : 104 minutos
Género : Aventura/Drama
Realização : Andy Serkis
Produção : David Barron/Steve Kloves/Jonathan Cavendish
Elenco : Rohan Chand, Freida Pinto, Christian Bale, Cate Blanchett, Benedict Cumberbatch, Naomie Harris, Peter Mullan, Jack Reynor, Matthew Rhys, Eddie Marsan, Tom Hollander, Louis Ashbourne Serkis, Andy Serkis, Amara Motala.

História : Criado por uma alcateia no meio de uma enorme floresta da India, Mogli vive com os animais da selva e conta com a amizade especial de um urso e de uma pantera. Ele é aceite por quase todos os animais, excepto por um tigre muito temido. Mogli se depara também com as suas origens humanas e perigos maiores do que a rixa com o tal tigre.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que gostei muito mais desta versão de Andy Serkis do que da versão de 2016 a cargo de Jon Favreau. Este filme de Andy Serkis está muito mais realista e é mais cru e duro do que o anterior. A única coisa que eu não gostei neste filme foi da falta de realismo da maioria dos animais, sendo a cobra a única que parece verdadeira. Mas ainda assim, eu gostei imenso de ver os animais deste filme, bem como o interface deles, seja entre os próprios ou com Mowgli. Eu devo confessar que os meus animais preferidos são os felinos e os golfinhos, pelo que custa-me sempre que vejo filmes em que os primeiros representam o perigo ou o inimigo. Mas como o tigre deste filme não se parece muito com um verdadeiro, não me fez muita diferença. As hienas já são feias por natureza e aqui o realizador conseguiu torná-las ainda mais feias, gostei desse pormenor. Adorei a pantera.

O elenco que dá voz aos animais vai bem, embora os humanos estejam bem fracos, principalmente Freida Pinto que está aqui muito apagada. Além da cobra e da pantera, quem mais brilha neste filme é ele, sim, Mowgli, ele é a verdadeira estrela desta película. Não só pelo pequeno e talentoso actor que lhe dá vida, mas também pela fantástica versão desta personagem que Rohan Chand interpreta e representa, e visto por esses prismas, o miúdo está excelente. Eu adorei o Mowgli desta versão de Andy Serkis, Rohan Chand está perfeito em todos os frames que aparece : o cabelo, as feições, as expressões, o estilo, o ser uma criança na selva, o interface com os animais digitais (a primeira cena com o elefante é linda), a prestação física e a sua interpretação, e a terminar no facto de ser muito bonito, em algumas alturas parece uma menina – ele foi seguramente a melhor escolha para o papel. Podem-se retirar importantes mensagens deste filme. O filme só não entrará para a lista dos melhores trinta filmes vistos por mim neste ano, porque todos esses trinta são mesmo muito bons na minha opinião, claro. Esta é a minha versão preferida do Mowgli.


Spider-Man: Into The Spider-Verse

Era inevitável, mais cedo ou mais tarde e depois de terem já arrecadado milhões no cinema com seis filmes do Homem-Aranha em imagem real, os estúdios decidirem apostar num filme de animação lançado nas salas de cinema. Realizado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, este filme de quase duas horas de duração, é uma verdadeira pérola para todos os admiradores não só deste super-herói como também daquela série de animação que passava há cerca de duas décadas, onde eu também me incluo obviamente. Aquilo que eu não gostei neste filme foi da história, ou seja, do facto de envolver realidades alternativas ou universos alternativos, onde praticamente tudo é possível. Para mim, bastava uma narrativa linear que contava e mostrava apenas mais uma história do teioso, mesmo com vários vilões, mas uma história mais simples e sem grandes doses de fantasia, mas como se trata de um filme de animação, eu tenho que me calar, afinal, isto não é um filme de animação japonês com histórias pesadas e dramáticas. E perante o disparate feito pelo principal vilão, não temos 1, mas seis versões do herói aracnídeo : O Miles Morales, um Peter Parker mais velho, o Homem-Aranha Noir, a Gwen Stacy ou Gwen-Aranha, a pequena Peni Parker, e o Porco-Aranha. É lógico que dei mais importância ao Miles Morales e às duas versões femininas do “Homem-Aranha” (Peni e Gwen), porque foram as três personagens que mais gostei do filme. Stan Lee tem até uma versão animada de si neste filme, ele é o dono de uma loja.

Podemos contar com uma excelente qualidade do tipo de animação usada aqui, temos espectaculares cenas de ação ou não fosse este já considerado como o melhor filme de animação do ano por muitos críticos. Repito, a qualidade da animação deste filme é excelente, muito superior à maioria dos filmes de animação que Hollywood cospe cá para fora anualmente. Os vilões são praticamente aqueles que conhecemos da série de animação dos anos 90, embora com algumas alterações e não todos os vilões, mas a seleção deles até foi boa. Existem aqui algumas cenas que apetece imprimir e meter na parede de tão bonito que é. Toda a maneira como os vários personagens se relacionam também é um factor a ter em atenção. O filme tem referências quer à série de animação dos anos 90, aos quadrinhos e também aos filmes do teioso que foram lançados para o cinema. Temos também um humor muito presente, o que originou cenas bem divertidas. Praticamente quase tudo aqui resultou bem, até mesmo os clichés que são usados neste filme a favor da narrativa acabam por ter um resultado bem positivo. As personagens secundárias que rodeiam o nosso protagonista também estão muito bem conseguidas e quase todas possuem a sua utilidade específica. O elenco que dá voz aos personagens é recheado de caras conhecidas, com destaque para a Lily Tomlin, o Nicolas Cage e a Hailee Steinfeld, sem esquecermos a Zoe Kravitz, o Shameik Moore e o Chris Pine. E temos também drama que casa bem com as cenas em que ele é aplicado. E como eu não consegui ver nenhum filme de animação japonesa neste ano, este primeiro filme animado de um novo franchise acabou de se tornar o melhor filme de animação que vi em 2018. Embora o Homem-Aranha oficial não apareça neste filme de animação, o longa funciona como uma homenagem a este super-herói criado por Stan Lee.



O Fim da Inocência

Nome do Filme : “O Fim da Inocência”
Titulo Inglês : “The End Of Innocence”
Ano : 2017
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Joaquim Leitão
Produção : Ana Costa
Elenco : Oksana Tkach, Joana Aguiar, Francisco Fernandez, Rodrigo Paganelli, David Gomes, Joana Barradas, Raquel de Oliveira, João Alves, Vírgilio Castelo, Sofia Alves, Leonor Vasconcelos, Raquel Franco, Ana Marta Ferreira, Ricardo Sá, Luís Garcia, Catarina Matos, Marco Paiva, Sara Graça, Sandra Celas, Sónia Costa, Cátia Guerra, Ângela Gomes, Ana Machado, India Branquinho, Ana Costa.

História : Inês é uma adolescente com uma vida aparentemente perfeita. Oriunda de uma família abastada, frequenta um dos melhores colégios do país e convive quase exclusivamente com gente do seu estrato social. Porém, depois das aulas, sem que nenhum adulto à sua volta se aperceba, ela e os “amigos” mais próximos participam em arriscados jogos sexuais, utilizam a internet de forma compulsiva e frequentam a vida noturna de Lisboa, onde consomem regularmente vários tipos de drogas.

Comentário : Tal como no mundo dos adultos, em que a maioria dos homens para além de não respeitar as mulheres as consideram como sendo inferiores a eles, também nos jovens isso se verifica. Não por causa disso – coisa que eu já sabia – confesso que fiquei chocado com este filme, ou com aquilo que vi neste filme. Sei também que os miúdos de hoje não são os mesmos de quando eu era adolescente e as coisas que eles fazem em nada têm a ver com as que eu fazia com os meus amigos, mas aquilo que o tão famoso livro nos dá a ler e que agora este filme nos mostra, é tão à frente, mas tão à frente, que até custa a acreditar que as coisas se passem realmente assim com certos adolescentes. Mas não é por causa do facto de eu não ter gostado daquilo que vi nesta fita que o considero um mau filme, nada disso, e digo mais, o cinema português precisa de mais filmes como este, filmes de denúncia e de alerta, filmes obrigatórios para qualquer pai ou mãe que se interesse minimamente pelos seus filhos. E a reboque de “O Fim da Inocência”, surgem os também filmes de denúncia “Encontro Silencioso”, “Carga” e “Leviano”, três filmes que eu não vi ainda, mas que espero colmatar essa falha brevemente. Neste “O Fim da Inocência”, acompanhamos a jornada de descoberta de uma miúda chamada Inês, mas que representa muitas raparigas por esse país fora. É difícil ver esta Inês a sofrer e mais difícil se torna vê-la passar por todas aquelas situações nefastas que nenhuma rapariga menor devia passar. Todas as interpretações do elenco jovem vistas aqui são do nível “novela da televisão portuguesa”, com a excepção de Joana Aguiar que é uma profissional e da revelação Oksana Tkach, que sendo modelo, representou melhor do que muita malta jovem que desfila por essas já frisadas novelas. Este filme funciona ainda como um terror para qualquer pai que tem uma filha na adolescência e nos tempos que correm. Ter filhos e criar uma filha é a tarefa que abarca maior responsabilidade na vida de um ser humano. É lamentável sabermos que certas raparigas passam por aquilo que Inês, Mónica e Rita passam. E é a ouvirmos o refrão de um dos cânticos criados pelos rapazes - “A Nós, A Elas, A Nós Dentro Delas” - que facilmente percebemos as mentalidades daquelas bestas que dizem ser amigos delas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

The Meg

Nome do Filme : “The Meg”
Titulo Inglês : “The Meg”
Titulo Português : “Meg : Tubarão Gigante”
Ano : 2018
Duração : 113 minutos
Género : Aventura/Ação
Realização : Jon Turteltaub
Produção : Colin Wilson/Belle Avery/Lorenzo Di Bonaventura
Elenco : Jason Statham, Bingbing Li, Shuya Sophia Cai, Jessica McNamee, Ruby Rose, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Page Kennedy, Robert Taylor, Masi Oka.

História : Nas profundezas do oceano, um grupo de cientistas efectua uma expedição integrada num programa internacional de vigilância submarina. Quando o submersível onde se encontram é parcialmente destruído por um megalodonte, um tubarão de vinte metros, dado como extinto há mais de dois milhões de anos, os tripulantes ficam encarcerados no fundo do oceano. É então que o oceanógrafo responsável pela missão contacta Jonas, um mergulhador americano especializado em resgates em águas profundas, para resolver a situação.

Comentário : A meio deste ano estreou nas salas de cinema este filme de monstro que, apesar de não ser lá grande coisa e de ser também mais do mesmo no que a este género diz respeito, é uma fita muito divertida de se ver. Na verdade, eu me prontifiquei a acompanhar durante quase duas horas, a história de um tubarão gigante que se libertou de uma espécie de “cave” existente abaixo do fundo do oceano. E basicamente é a isto que o tema central do filme se resume, porque o que temos a seguir é mais do mesmo, um grupo de humanos à caça do bicho para o matar. No entanto, tenho que confessar que este “Meg” tem coisas bem interessantes. Desde logo o facto de haver toda uma plataforma ou base debaixo de água, isso ficou muito bem conseguido. Ainda sobre essa estrutura, existem coisas nela que resultaram em imagens muito bonitas, a equipa de efeitos especiais está de parabéns. Existe uma cena em particular que envolve uma criança, um vidro e o megalodonte que está espectacular, mas isso não é novidade, pois essa cena aparece num dos trailers do filme. O próprio megalodonte em si, é um espanto, porque mesmo que nós saibamos que ele já não existe, o bicho parece real de tão bem feito que está, causando mesmo um certo impacto em determinadas cenas. Este filme acaba também por funcionar como uma espécie de homenagem ao filme de Steven Spielberg. O argumento é fraco e apresenta alguns furos, enquanto que a maioria das interpretações é muito problemática, destacando obviamente Bingbing Li como única referência positiva nesse campo. Gostei daquela sequência em que o bicho movimenta-se dentro de água e em cima estão dezenas de pessoas a curtir a praia. Mas lá está, é um filme básico, para se desligar o cérebro e curtir o que ele tem para nos dar. Um último reparo : se não fossem as regras do estúdio, este podia ter sido um filme bem diferente.


domingo, 9 de dezembro de 2018

Aquaman

Nome do Filme : “Aquaman”
Titulo Inglês : “Aquaman”
Titulo Português : “Aquaman”
Ano : 2018
Duração : 140 minutos
Género : Aventura/Fantasia/Ação
Realização : James Wan
Produção : Rob Cowan/Peter Safran
Elenco : Jason Momoa, Amber Heard, Nicole Kidman, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Dolph Lundgren, Temuera Morrison, Yahya Abdul Mateen II, Ludi Lin, Michael Beach, Randall Park, Graham McTavish, Tainui Kirkwood, Tamor Kirkwood, Kaan Guldur, Otis Dhanji, Julie Andrews, John Rhys Davies, Djimon Hounsou, Sophia Forrest, Natalia Safran.

História : Fruto do amor entre um humano e a raínha de Atlantis, Arthur Curry viveu toda a sua vida na superfície terrestre. Com uma estranha capacidade de comunicar com criaturas aquáticas e manipular marés, ele sempre se sentiu diferente de todos em seu redor. Até que um dia é contactado por Mera, uma jovem atlante que lhe diz que Orm, seu meio irmão e actual rei de Atlantis, está decidido a reunir os governantes dos sete mares e atacar o mundo à superfície antes que a poluição os destrua. Para o impedir, Arthur Curry tem de assumir o trono, proteger o seu povo, e evitar uma catástrofe sem precedentes que ameaça a extinção de toda a vida na Terra.

Comentário : Sim, pode-se considerar como sendo um dos melhores filmes da DC Comics, pelo menos desta nova leva de filmes que começou em “Homem de Aço”. Este “Aquaman” apenas fica a trás de “Mulher Maravilha”. O filme é realizado por James Wan, que é um bom director, eu gosto da maioria dos seus filmes. E ele aqui fez um bom trabalho. Este “Aquaman” apenas peca pelo humor por vezes ridículo, pelas piadas desnecessárias e aplicadas em contextos onde não eram para ser ditas e pelos erros e exageros habituais neste tipo de produções. A nível visual, “Aquaman” é excelente, é um deleite ver cenas a acontecerem debaixo de água, ver as personagens a conversarem e a lutarem dentro de água e com água e peixes à sua volta. A história é razoável e chega mesmo a ser aceitável, dada a raíz da sua fonte, os quadrinhos. Jason Momoa está impecável como Arthur Curry ou Aquaman, nós já tínhamos tido um pouquinho deste personagem no filme de união “Liga da Justiça”, um dos piores filmes da DC. Momoa consegue ainda imprimir bastante estilo ao seu personagem, ele convence no papel do protagonista. Além disso, a química entre Momoa e Amber Heard é boa, Aquaman e Mera funcionam muito bem juntos, é também um deleite vê-los contracenar. Nicole Kidman e Willem Dafoe são aqueles que mais se destacam do elenco de secundários. Como vilão principal, Patrick Wilson não é genérico, mas consegue o mérito de ser o melhor vilão dos seis filmes. O filme tem sequências de ação extraordinárias e muito bem filmadas e conseguidas. Os efeitos especiais são muito bons, nos facultando sequências belíssimas. O filme tem ainda bons momentos protagonizados pelos seus personagens. Eu adorei os peixes, monstros e demais criaturas aquáticas vistas neste filme. A cena em que Arthur e Mera entram e estão dentro da baleia e toda a sequência com ele e aquele super monstro no covil do trident são as melhores do longa. Eu me emocionei no momento em que o Aquaman surge da água vestido com o uniforme novo e com o trident poderoso na mão. Não atingindo ainda a qualidade dos melhores filmes da Marvel e mesmo de “Mulher Maravilha”, Aquaman é um dos melhores filmes de super-herói vindos da DC Comics.



Las Herederas

Nome do Filme : “Las Herederas”
Titulo Inglês : “The Heiresses”
Titulo Português : “As Herdeiras”
Ano : 2018
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Marcelo Martinessi
Produção : Marcelo Martinessi/Sebastian Pena Escobar
Elenco : Ana Brun, Margarita Irun, Ana Ivanova, Nilda Gonzalez, Maria Martins, Alicia Guerra, Ana Banks, Rossana Bellassai, Clotilde Cabral, Natalia Calcena, Norma Codas, Patty Gadea, Ines Guerrico, Marissa Monutti, Chili Yegros, Lucy Yegros, Regina Duarte.

História : Cheila e Chiquita, herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita é presa devido a uma dívida, a até então submissa e pacífica Cheila precisa de se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Um dia, ela conhece Angy, e a sua vida muda.

Comentário : Os principais trunfos deste filme do Paraguai são o realismo, a simplicidade e o seu factor humano. É um filme muito realista na medida em que aquilo que acontece parece suceder sem estar a ser filmado como se fosse mesmo a realidade ou imagens reais; é um filme muito simples porque nos convida a conhecer duas vidas simples de duas senhoras de meia idade e tudo com uma história igualmente simples e, por último, é um filme muito humano principalmente porque além de não existir maldade nestas personagens, as duas são senhoras muito simpáticas e muito amigas que tentam fazer tudo a bem e pelo bem de todos. E o realizador soube trabalhar todos estes factores de uma maneira bastante eficaz, condensando tudo de forma cordata e profissional, nos facultando uma história muito agradável de se seguir. Mesmo com um ritmo lento, eu nunca perdi o interesse naquilo que estava a ver, pelo contrário, estava bem atento e na expectativa daquilo que iria acontecer a seguir. Basicamente, são duas senhoras muito amáveis e simples, muito amigas uma da outra e quando uma terceira entra na vida delas, acaba agitando-as, principalmente Cheila. A profissão de escape que Cheila arranja para ganhar mais algum dinheiro é engraçada, ela vira uma espécie de taxista particular, levando pessoas de uns sitios para os outros. No papel de Cheila, uma dessas senhoras herdeiras, Ana Brun vai muito bem no seu registo, ela convence totalmente e até dá gosto ver a sua personagem agir dentro do filme. Já Margarita Irun, bom, ela está igualmente bem no papel de Chiquita, além disso, a química entre as duas senhoras sente-se em cada frame que contracenam. As duas funcionam muito bem seja individualmente ou juntas, isso é inegável. Aliás, a relação das duas senhoras é o motor da fita, é o alicerce que sustenta o filme. “Las Herederas” consegue assim ser outra das boas surpresas deste ano que está quase a terminar.


The Hate U Give

Nome do Filme : “The Hate U Give”
Titulo Inglês : “The Hate U Give”
Titulo Português : “O Ódio Que Semeias”
Ano : 2018
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : George Tillman Jr.
Produção : George Tillman Jr.
Elenco : Amandla Stenberg, Regina Hall, Russell Hornsby, Anthony Mackie, Issa Rae, Common, Algee Smith, Sabrina Carpenter, K.J. Apa, Dominique Fishback, Lamar Johnson, Megan Lawless, TJ Wright, Rhonda Johnson Dents, Marcia Wright, Karan Kendrick, Andrene Ward Hammond, Tony Vaughn, Al Mitchell, Kurt Yue.

História : Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato do melhor amigo às mãos de um polícia. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única presente no local do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens e até uma ameaça de morte, ela está disposta a dizer toda a verdade pela honra do seu amigo e para que a justiça seja feita.

Comentário : Muito antes de ser uma fita importante, este é um filme necessário. Confesso que até há bem pouco tempo, eu nem sabia da sua existência e assim que vi o trailer e vi as imagens, me despertou logo a atenção. Depois de ler a sinopse, bem, eu disse para mim mesmo que tinha que ver este filme e foi o que aconteceu. Este não é só apenas mais um filme que trabalha o tema do racismo, mas é também uma fita que desenvolve outros assuntos, em que o racismo é o tema central, é o botão que aciona o motor que faz mover o filme inteiro. Com foco nos Estados Unidos, o filme trás à tona o eterno problema que confronta brancos e negros naquela região do mundo, possivelmente o local onde isso é mais evidente, sendo que o racismo é a cima de tudo um flagelo que se verifica em praticamente todo o mundo. É seguramente um dos filmes que trabalha melhor este tema. O principal problema deste filme é que não responde à questão : “Como é que um policia confunde uma escova de cabelo com uma pistola?”.

Por outro lado, o grande trunfo deste filme é que consegue esclarecer a diferença entre a maneira como a polícia aborda um branco em caso de suspeitas da forma como aborda um negro na mesma situação, diferença essa que se define numa simples mas decisiva frase. Quem já viu este maravilhoso filme, saberá das coisas que eu estou a falar. O argumento do filme é outro dos pontos positivos do longa, e “The Hate U Give” tem imensos pontos positivos, diga-se de passagem. O melhor do filme é Starr Carter, e a maneira como ele trabalha e mostra esta personagem, não só nas duas dualidades da sua personalidade, como também na sua própria maneira de ser e de estar na vida. Apesar dos seus 16 anos, Starr Carter é alguém adulta e complexa, mas principalmente complexa. E Amandla Stenberg consegue na sua excelente prestação mostrar e transparecer tudo aquilo que era necessário e preciso para entendermos a história, a Starr e o filme tal como o realizador queria. Para mim, este já é outro dos melhores e grandes filmes deste ano. Fica aí a dica, vejam, mas a cima de tudo, entendam o filme e a sua poderosa mensagem.

The Little Stranger

Nome do Filme : “The Little Stranger”
Titulo Inglês : “The Little Stranger”
Ano : 2018
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lenny Abrahamson
Produção : Andrea Calderwood/Ed Guiney/Gail Egan
Elenco : Ruth Wilson, Domhnall Gleeson, Charlotte Rampling, Will Poulter, Josh Dylan, Kate Philips, Anna Madeley, Harry Hadden Paton, Dixie Egerickx, Liv Hill.

História : A família Ayres, que vive numa enorme mansão na Inglaterra no período do pós-guerra, chama o Dr. Faraday, um respeitado médico da região, para atendê-los em casa. No entanto, o médico acaba descobrindo grandes segredos da família que não deveriam ter sido revelados.

Comentário : E depois de duas grandes surpresas, uma grande desilusão. Depois de em 2015, nos ter oferecido um dos melhores filmes desse ano (Room), o director Lenny Abrahamson surge-nos quase três anos depois, com este “The Little Stranger”, um dos maiores erros não só da sua curta carreira como também deste ano que agora termina. O elenco até é bom, ele tem Ruth Wilson, o Domhnall Gleeson, o Will Poulter e a senhora Charlotte Rampling, e o melhor do filme são precisamente as interpretações destes quatro actores. O grande problema deste filme é que ele tenta ser muita coisa, mas no fim das contas, ele não é nada daquilo que prometeu e isso é decepcionante. O filme até tenta nos dar algo graças ao seu clima de mistério que até a dada altura, parece estar a funcionar, mas algumas tomadas de decisão de certos personagens deitam tudo por terra. Vale salientar também a personagem da actriz Liv Hill, que apesar de ser interessante, foi muito mal aproveitada. A química entre as personagens é rasa, tão depressa eles parecem ser próximos, como de repente, é como se estivessem a relacionar-se pela primeira vez. O director podia ter trabalhado melhor a questão da relação entre as duas épocas, por vezes, é tudo muito confuso. Eu achei tudo isto muito desinteressante, sinceramente, estava à espera de algo mais aliciante e mais apelativo, para além de terem faltado algumas explicações cruciais para o entendimento do todo. E o final é frustrante. Analisando o filme como um todo, a sensação que me deu foi que, este realizador de cinema indie, dotado aqui de um orçamento muito maior, não soube gerir todos os recursos que tinha em mãos e espalhou-se ao comprido. Mas isso costuma acontecer com muitos, isso não é grande problema. O grande problema aqui, é que quem assistiu ao filme, investiu muito no produto que lhe foi vendido e perdeu quase duas horas da sua vida, neste caso, irrecuperáveis e totalmente perdidas.

BuyBust

Nome do Filme : “BuyBust”
Titulo Inglês : “BuyBust”
Ano : 2018
Duração : 127 minutos
Género : Thriller/Ação
Realização : Erik Matti
Produção : Erik Matti
Elenco : Anne Curtis, Mara Lopez, Sheenly Gener, Nafa Hilario Cruz, Brandon Vera, Victor Neri, Arjo Atayde, Levi Ignacio, Alex Calleja, Lao Rodriguez, Ricky Pascua, Nonie Buencamino, AJ Muhlach, Tarek El Tayech, Maddie Martinez, Mikey Alcaraz, Ian Ignacio, Joel Ignacio.

História : Uma grande equipa de narcóticos monta uma operação para invadir as favelas de Manila, nas Filipinas, e no meio disso há uma agente policial novata chamada Nina, que precisa dar um jeito de não perder o controlo da situação.

Comentário : Este filme de ação de origem filipina cativou-me principalmente devido ao facto de pertencer ao mesmo género daqueles filmes indonésios e coreanos de que eu gosto bastante e que põem a maioria dos filmes americanos do género a um canto. Aqui, em “BuyBust”, as cenas de ação estão muito bem filmadas e mostradas e o resultado é um prato cheio para todos os fãs deste género. Nós acompanhamos um grupo de agentes da autoridade que invadem com cuidado e estratégia as favelas perigosas e violentas de Manila, ficando expostos a todo o tipo de perigos, tendo ainda que fazer de tudo para sobreviver. É um filme tenso, frenético e muito actual, onde o ponto mais forte são claramente as fabulosas cenas de ação cruas e cheias de realismo. No entanto, demora imenso para a ação começar, durante a primeira meia hora praticamente não acontece nada de relevante, apesar de a mim, me ter agradado bastante porque me colocou dentro do cenário. É um filme muito violento, onde a maioria das cenas de morte causam impacto. Podemos encontrar também momentos cómicos na forma como certas coisas acontecem ou têm lugar, sem nunca cair no ridículo. Como costuma acontecer nos filmes desta natureza, as cenas de luta estão muito bem coreografadas, notou-se claramente um cuidado extremo para que tudo desse certo. A nível das interpretações, é tudo mais físico do que interpretativo, com destaque claro para a protagonista, Anne Curtis está brutal neste registo, ela é a razão deste filme existir. Poderá ser facilmente esquecido, mas nas suas duas horas de projeção, são 120 minutos que valem realmente a pena.

Post 1 – Captain Marvel (Expectativas) & Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Pessoal, eu anunciei que tinha desistido deste blogue, mas não consigo ficar longe disto, eu adoro este espaço, adoro cinema e escrever sobre filmes. Assim, eu estou de volta, até mesmo por uma questão de respeito aos poucos que gostam do meu trabalho e que ainda me leiem. Como já tinha anunciado no post de “Moana”, eu decidi abrir novos “quadros” neste blogue, e o primeiro deles foi o de comentar filmes de animação mas sem ficha técnica, apenas a imagem de um poster e o texto do comentário de seguida. O segundo “quadro” que venho agora anunciar são os “Post”, ou seja, este novo “quadro” consistirá em postagens numeradas seguidas do título dos assuntos que irei abordar nesses mesmos comentários, com textos e imagens incluídas. A estes dois “quadros” novos, junta-se um terceiro “quadro” que são os comentários aos filmes que vejo, que é o já habitual de sempre neste blogue. E pronto, é isso. Acho que me expliquei bem, isto é para tentar dinamizar o blogue e tornar este espaço mais diversificado. Começa assim uma nova fase para o “My Cute Movies”. E posto isto, vamos para os assuntos principais:

Captain Marvel (Expectativas)

Finalmente a Marvel resolveu fazer um filme de super-heróis protagonizado por uma mulher, ou seja, um filme de super-heroína. Eu confesso que tenho as minhas expectativas muito altas para este filme e o seu “hype” não podia ser maior. A isso juntamos o facto de quem interpreta essa super-heroina ser uma actriz vencedora de 1 óscar para melhor actriz do ano, então temos um prato cheio. Pelos dois trailers já lançados, espera-se um filme um pouco mais sério do que o habitual. Os trailers dão a entender que poderá ser um filme de origem, ou então de “flashbacks” da protagonista, afinal, existem duas actrizes jovens para fazer as cenas da infância e juventude da Carol Danvers. Como qualquer filme do género, terá grandiosas cenas de ação e aqui os efeitos especiais serão muito importantes. Tem a cena de luta entre a protagonista e a velha, claramente que ela deve ser um alien, daquela famosa raça alienígena que vive em guerra com uma outra. A ação do filme decorre nos anos 90, quando Nick Fury ainda tem os dois olhos, eu espero sinceramente que sejam respondidas a algumas questões ou que sejam colmatadas lacunas de filmes anteriores. A resposta principal que eu gostaria de ver respondida, é porque raio essa mulher não apareceu antes, durante os 20 filmes desta saga. Os uniformes ficam bem em Brie Larson, disso não há dúvidas, a sua personagem será também dona de um gato muito amoroso, animal que protagoniza uma espécie de cena pós-créditos do segundo trailer ao lado de Nick Fury. Espero voltar a este assunto num “post” futuro, afinal, este será um dos grandes filmes do próximo ano. Por tudo aquilo que sei sobre este filme, estou satisfeito. Brie Larson, uma das minhas queridas, é agora também uma super-heroína, uma das mais poderosas da Marvel.

Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Finalmente, saiu o primeiro trailer de “Vingadores4” e com ele também o título oficial daquele que será o filme que encerrará não só a terceira fase da Marvel no cinema, como também uma história de dez anos composta por 21 filmes. Eu adorei esse título, mas principalmente, eu adorei este primeiro trailer. É um trailer que ao mesmo tempo, ele não mostra quase nada, mas diz muito. Claro que toda esta espera foi ridícula, não faz qualquer sentido, refiro-me ao título, claramente. O mesmo se passa com o titulo do último filme da saga “Star Wars”, o episódio IX. Mas vamos ao tema. Como devem saber, no último filme – Guerra Infinita – o vilão Thanos conseguiu reunir as seis jóias do infinito, estalar os dedos e fazer com que metade das formas de vida do Universo desapareçam. Missão cumprida, ele agora descansa num planeta desconhecido, como que um agricultor a gozar a merecida reforma. Mas na Terra, vivem-se momentos terríveis, não só para o cidadão comum, como também para os nossos heróis. Por exemplo, o Capitão América está desolado, ele perdeu tudo. As pessoas lidam assim com o desaparecimento de amigos ou familiares.

No trailer, vemos um Tony Stark perdido no espaço. Após a derrota com o Thanos, Stark deve-se ter isolado na nave dos Guardiões juntamente com a Nebula e os dois fizeram-se ao espaço numa tentativa de chegar em algum lugar. Tony Stark está desolado, ele está já sem comida e sem água e o oxigénio supostamente irá terminar na manhã seguinte, ou seja, ele precisa de arranjar uma maneira de alguém o encontrar e o salvar ou de chegar a algum lugar. Ele grava uma mensagem para a sua amada, Pepper Potts, através do capacete da armadura, ele não sabe se ela sobreviveu ao estalo do Thanos. Vemos um Steve Rogers que voltou a vestir o manto de Capitão América, a Humanidade precisa dele novamente. Ele e a Black Widow estão na base dos Vingadores, tentando não só se conformar com o sucedido, como também aprender a lidar com a situação e encontrar uma forma de tentar concertar o que sucedeu. O Bruce Banner, única mente brilhante a sobreviver ao estalo, está pensativo a observar a lista de desaparecidos e aqui, não é uma certeza se a Shuri está ou não viva.

Vemos um Clint Barton transformado em Ronin, isso provavelmente aconteceu porque ele viu a esposa e os dois filhos morrerem devido ao estalo do Thanos e o homem, ficou transtornado. A Black Widow deve ir procurá-lo para o recrutar para uma nova missão. Isto porque o Scott Lang aparece com a sua carrinha carregada de material para a nova missão, aliás, eu adorei a expressão do Capitão América ao rever o Homem-Formiga, uma expressão de esperança, de que nem tudo está perdido, ainda há uma solução. Scott Lang que deve ter saído do Mundo Quântico pelas próprias mãos, afinal, ele já o fez uma vez. Depois de ter sido posto a par da situação por terceiros e depois de saber que o seu pessoal foi vítima do Thanos, Scott Lang resolveu ir procurar os Vingadores, provavelmente para usarem o Mundo Quântico para solucionar todo este problema, afinal esse método permite viajar no tempo. Depois, tem uma imagem bastante curiosa, que é quando o Capitão olha para a foto da sua amada dos anos 40, Peggy Carter. Eu acho que ele olha para essa foto, porque vai viajar no tempo e fazer-lhe uma visita final ou quem sabe, ficar por lá naquela época na condição que o Steve Rogers daquele tempo não seja despertado. Eu ainda acho que o Capitão América deve morrer neste último filme, se tornando no tal sacrifício que os realizadores dizem que acontecerá e que será preciso ser feito.

Vemos um Thor transtornado, ele foi quem mais perdeu nos últimos filmes. Na cena, ele está vestido à civil, mas nós já sabemos que ele se transformou no super-herói mais poderoso desta história, a seguir à Capitã Marvel. Por último, vemos um Capitão América firme nesta nova missão, ele chega mesmo a dizer que aquilo terá que funcionar porque ele já não tem mais nada para fazer nem o que fazer. O logo da marvel já mudou, aparece agora a desfazer-se, como se fosse também ele vítima do estalo do Thanos. O logo dos Vingadores com o título aparece de círculo fechado, alguma coisa quererá dizer. E o mais importante, aparece a reconstruir-se, significa que os poucos vingadores que sobraram estão refeitos e prontos para uma missão final, aquela que irá resolver tudo. O trailer não mostra por onde anda o nosso querido Rocket. Mas eu adorei esse trailer, ele transmite esperança e uma possível solução à vista. Voltarei a este assunto em “post” futuros.


Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald

Nome do Filme : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Inglês : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Português : “Monstros Fantásticos : Os Crimes de Grindelwald”
Ano : 2018
Duração : 134 minutos
Género : Aventura/Fantasia
Realização : David Yates
Produção : J. K. Rowling
Elenco : Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Jude Law, Alison Sudol, Zoe Kravitz, Johnny Depp, Ezra Miller, Carmen Ejogo, Claudia Kim, Dan Fogler, Callum Turner, Victoria Yeates, Kevin Guthrie, Olafur Darri Olafsson, Fiona Glascott, Jessica Williams, Poppy Corby-Tuech, Derek Riddell, Sabine Crossen, Brontis Jodorowsky, Ingvar Eggert Sigurdsson, Olwen Fouere, Donna Preston, David Sakurai, Nasir Jama, Liv Hansen, Alexandra Ford, Adam Ewan, Isaura Barbe-Brown, Jamie Campbell Bower.

História : O excêntrico magizoologista Newt Scamander é recrutado por Albus Dumbledore, seu antigo professor em Hogwarts, para enfrentar o terrível Grindelwald, considerado um dos mais poderosos feiticeiros de todos os tempos, que escapou da prisão. Como prometido quando foi capturado pelo Congresso Mágico, Grindelwald pretende reunir feiticeiros de todo o mundo e assim dominar toda a população “não-mágica”. Caberá a Newt Scamander e aos seus companheiros resolver a situação, antes que seja tarde demais.

Comentário : Confesso que estava muito indeciso sobre se vinha ou não aqui comentar o filme mais recente que vi, este novo capítulo adaptado dos livros da escritora J. K. Rowling. É lamentável que tanta gente dê dinheiro para assistir a estes filmes no cinema, porque além de não o canalizarem para filmes a sério, ainda estão a contribuir para encher os bolsos aos grandes estúdios e a todos aqueles mafiosos e ladrões que gerem este negócio há décadas. E quando eu digo que são filmes de estúdio, é a pura verdade. Onde as versões dos realizadores são quase sempre alteradas de forma a enquadrar certos padrões instituídos pelos grandes estúdios com a finalidade de lucrar o mais possível. Num negócio onde não existe o mínimo de respeito pelas obras originais em que os filmes se baseiam, onde os direitos dos espectadores não são respeitados, tudo em nome dos grandes estúdios que só têm uma única finalidade : fazer dinheiro em vez de facultar bons filmes com boas histórias. Mas infelizmente, as pessoas “papam” quase todo o lixo que os cinemas lhes vendem e enquanto for assim, quem gosta do verdadeiro cinema, sairá sempre a perder.

Confesso também que gostei imenso dos filmes do Harry Potter e, recentemente, passei esta minha paixão à minha sobrinha mais velha. Gosto imenso de a ver apaixonar-se pelos mesmos filmes que me fizeram feliz, porque esses oito filmes, apesar de terem o mesmo objectivo de todos os outros blockbusters, eram filmes bem executados. Vale frisar que eu fui contra a divisão do sétimo livro em dois filmes, cuja única finalidade foi a de gerar mais dinheiro. Mas neste caso deu para desenvolver mais a história e isso foi positivo para nós. Agora, e numa tentativa de repetir a proeza conseguida com os filmes do Harry Potter, os estúdios pegaram num único livro da escritora e dividiram-no em cinco filmes, claro que isto representa um verdadeiro insulto para quem gosta não só do livro e da história, como também é apaixonado por este mundo bem complexo. Este segundo filme desta nova saga foi também realizado por David Yates e o que temos aqui é mais do mesmo. Esta história existe em livro, quem gosta deste mundo, tem o livro como base da história. Assim, pedia-se apenas 1 único filme longo que resumisse esta obra literária e não que o dividissem em cinco filmes que durará cerca de dez anos. Enfim, eu considero isto uma vergonha. A questão principal é : será que era mesmo perciso isto. Não seria melhor adaptarem para filme o último livro do Harry Potter : “Harry Potter And The Cursed Child”, eu penso que seria mais inteligente, e a seguir faziam apenas 1 longo filme adaptado de “Fantastic Beasts And Where To Find Them”.

Confesso por fim, que não gostei nada do primeiro filme de “Animais Fantásticos” e embora ache este segundo filme bem melhor, ainda assim, é um filme que repete as mesmas fórmulas dos anteriores, cheio dos mesmos clichés, não oferece nada de novo daquilo que os filmes do Harry Potter já haviam entregado, é portanto tudo mais do mesmo. Aquilo que este segundo filme ganha face ao primeiro, é a sua história ou trama que é bastante complexa com mais personagens e onde muitos consideravam o maior problema do filme, eu não partilho dessa ideia. Pessoalmente, eu acho mesmo que isso só enriquece o filme. Para mim, o principal problema deste segundo filme é a mesmice, é o “vira o disco e toca o mesmo”. Continuo a não gostar nem do personagem e nem da prestação de Eddie Redmayne, eles não convencem em nada. Outra coisa que me desagrada é a troca de elenco principal jovem por elenco principal adulto, os personagens destes novos filmes não despertam qualquer tipo de interesse e quem os vê, está-se a borrifar para aquilo que lhes possa acontecer, tudo porque a história do depois já é conhecida e é bem mais interessante. Johnny Depp (excelente actor) já se devia ter reformado ou então se dedicado a filmes sérios ou dramáticos. O Jude Law como Dumbledore não convence, simplesmente porque custa a acreditar que aquele velhinho dos oito filmes anteriores foi em jovem adulto aquilo que apresentam agora (a mesma coisa) e que somos obrigados a acompanhar, porque nos foi impingido. Como pontos positivos, apenas tenho que referir que a nível técnico o filme roça a perfeição, desde a espectacular fotografia, passando por todo o lado artístico e terminando nos fabulosos efeitos especiais, já que a nível visual, este filme encanta. Mas isso é o mínimo que se pedia, já que as tecnologias de agora assim o permitem, condenável seria o contrário. Há, adorei ver a Nagini nas suas duas formas!. O filme peca ainda por responder a poucas perguntas de filmes anteriores, para além de ser um filme que apenas serve de “ponte” para nos preparar para aquilo que iremos encontrar nos próximos três filmes e isso é uma pena. Um último reparo, gostei de ter voltado a ver Hogwarts e os seus alunos, que saudades.