Nome
do Filme : “Bad Times At The El Royale”
Titulo
Inglês : “Bad Times At The El Royale”
Titulo
Português : “Sete Estranhos no El Royale”
Ano
: 2018
Duração
: 141 minutos
Género
: Drama/Mystery
Realização
: Drew Goddard
Produção
: Drew Goddard/Jeremy Latcham
Elenco
: Jeff Bridges, Cynthia Erivo, Dakota Johnson, Cailee Spaeny, Chris
Hemsworth, Lewis Pullman, Jon Hamm.
História
: Na década de 60, sete desconhecidos se encontram em El Royale, um
hotel degradado perto de Lake Tahoe, na Califórnia. Cada um deles
tem um segredo obscuro e precisa encontrar redenção durante a
noite, antes que algo aconteça.
Comentário
(Contém Spoilers) : Mais uma surpresa deste ano que está a uma
semana de terminar, surpresa sim, mas com alguns contras. Apesar de
não ser muito original, eu até curti a ideia central e fiquei
sempre colado à cadeira durante mais de duas horas de projeção. É
muito fácil ficarmos entretidos com esta história e com estes
personagens. Dividido em capítulos, este filme mostra o presente das
sete personagens, o intercalando com cenas que os mostram em
determinadas alturas dos seus passados. O espaço de cena convence, o
“El Royale” parece mesmo um hotel real, com locações reais e a
maneira como todos os personagens se movimentam dentro dele é
crível. O realizador consegue ainda nos dar uma noção bastante
competente de como todo aquele local fica distante de tudo, quase
como algo esquecido e perdido no tempo. Podemos também contar com um
bom clima de mistério e com toda uma tensão que vai aumentando à
medida que vamos conhecendo e entendendo os personagens. Como temos
um director competente que soube trabalhar todo o material que tinha
em mãos, tudo parece estar a resultar na perfeição, até
determinado ponto.
Num
determinado momento, como eu disse, o jogo altera-se por completo e
aquilo que podia ter sido algo diferente com o mal a vencer o bem,
resulta em algo cliché e que se traduz por mais do mesmo, claro que
eu preferia que Rose e Billy Lee tivessem ficado vivos e saídos da
situação com o dinheiro, seria algo bem diferente e uma lufada de
ar fresco dentro da mesmisse do costume. A nível das interpretações,
os sete estão muito bem. Sempre excelente a representar, Jeff
Bridges manda bem no seu registo dualista, ele nos faculta aqui
alguém bem misterioso e enigmático, nós ficamos na dúvida à
cerca do seu personagem até ficarmos a saber quem ele é e aquilo
que pretende. A Cynthia Erivo é aquela que está melhor do elenco,
ela tem uma presença forte e encanta com a sua graciosidade, além
disso, a sua personagem e a de Bridges funcionam na perfeição
juntas. Não sendo uma das minhas actrizes preferidas, Dakota Johnson
consegue pela primeira vez estar bem num papel, ela não está
apática e convence como durona. É um encanto vermos Cailee Spaeny
representar a sua Rose, esta é de longe a minha personagem preferida
do longa, nos transmitindo vida e liberdade, ficando apenas a
lamentar-se o seu destino. O Chris Hemsworth dá aqui um bom vilão,
ele consegue não só não ser genérico como também ser ameaçador.
O Lewis Pullman tem um arco interessante e nos reserva uma surpresa
para o final. Já o Jon Hamm, ele está bem, mas o seu personagem é
o mais fraco dos sete. Tirando o final, adorei isto.
















































