sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Spider-Man: Into The Spider-Verse

Era inevitável, mais cedo ou mais tarde e depois de terem já arrecadado milhões no cinema com seis filmes do Homem-Aranha em imagem real, os estúdios decidirem apostar num filme de animação lançado nas salas de cinema. Realizado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, este filme de quase duas horas de duração, é uma verdadeira pérola para todos os admiradores não só deste super-herói como também daquela série de animação que passava há cerca de duas décadas, onde eu também me incluo obviamente. Aquilo que eu não gostei neste filme foi da história, ou seja, do facto de envolver realidades alternativas ou universos alternativos, onde praticamente tudo é possível. Para mim, bastava uma narrativa linear que contava e mostrava apenas mais uma história do teioso, mesmo com vários vilões, mas uma história mais simples e sem grandes doses de fantasia, mas como se trata de um filme de animação, eu tenho que me calar, afinal, isto não é um filme de animação japonês com histórias pesadas e dramáticas. E perante o disparate feito pelo principal vilão, não temos 1, mas seis versões do herói aracnídeo : O Miles Morales, um Peter Parker mais velho, o Homem-Aranha Noir, a Gwen Stacy ou Gwen-Aranha, a pequena Peni Parker, e o Porco-Aranha. É lógico que dei mais importância ao Miles Morales e às duas versões femininas do “Homem-Aranha” (Peni e Gwen), porque foram as três personagens que mais gostei do filme. Stan Lee tem até uma versão animada de si neste filme, ele é o dono de uma loja.

Podemos contar com uma excelente qualidade do tipo de animação usada aqui, temos espectaculares cenas de ação ou não fosse este já considerado como o melhor filme de animação do ano por muitos críticos. Repito, a qualidade da animação deste filme é excelente, muito superior à maioria dos filmes de animação que Hollywood cospe cá para fora anualmente. Os vilões são praticamente aqueles que conhecemos da série de animação dos anos 90, embora com algumas alterações e não todos os vilões, mas a seleção deles até foi boa. Existem aqui algumas cenas que apetece imprimir e meter na parede de tão bonito que é. Toda a maneira como os vários personagens se relacionam também é um factor a ter em atenção. O filme tem referências quer à série de animação dos anos 90, aos quadrinhos e também aos filmes do teioso que foram lançados para o cinema. Temos também um humor muito presente, o que originou cenas bem divertidas. Praticamente quase tudo aqui resultou bem, até mesmo os clichés que são usados neste filme a favor da narrativa acabam por ter um resultado bem positivo. As personagens secundárias que rodeiam o nosso protagonista também estão muito bem conseguidas e quase todas possuem a sua utilidade específica. O elenco que dá voz aos personagens é recheado de caras conhecidas, com destaque para a Lily Tomlin, o Nicolas Cage e a Hailee Steinfeld, sem esquecermos a Zoe Kravitz, o Shameik Moore e o Chris Pine. E temos também drama que casa bem com as cenas em que ele é aplicado. E como eu não consegui ver nenhum filme de animação japonesa neste ano, este primeiro filme animado de um novo franchise acabou de se tornar o melhor filme de animação que vi em 2018. Embora o Homem-Aranha oficial não apareça neste filme de animação, o longa funciona como uma homenagem a este super-herói criado por Stan Lee.



O Fim da Inocência

Nome do Filme : “O Fim da Inocência”
Titulo Inglês : “The End Of Innocence”
Ano : 2017
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Joaquim Leitão
Produção : Ana Costa
Elenco : Oksana Tkach, Joana Aguiar, Francisco Fernandez, Rodrigo Paganelli, David Gomes, Joana Barradas, Raquel de Oliveira, João Alves, Vírgilio Castelo, Sofia Alves, Leonor Vasconcelos, Raquel Franco, Ana Marta Ferreira, Ricardo Sá, Luís Garcia, Catarina Matos, Marco Paiva, Sara Graça, Sandra Celas, Sónia Costa, Cátia Guerra, Ângela Gomes, Ana Machado, India Branquinho, Ana Costa.

História : Inês é uma adolescente com uma vida aparentemente perfeita. Oriunda de uma família abastada, frequenta um dos melhores colégios do país e convive quase exclusivamente com gente do seu estrato social. Porém, depois das aulas, sem que nenhum adulto à sua volta se aperceba, ela e os “amigos” mais próximos participam em arriscados jogos sexuais, utilizam a internet de forma compulsiva e frequentam a vida noturna de Lisboa, onde consomem regularmente vários tipos de drogas.

Comentário : Tal como no mundo dos adultos, em que a maioria dos homens para além de não respeitar as mulheres as consideram como sendo inferiores a eles, também nos jovens isso se verifica. Não por causa disso – coisa que eu já sabia – confesso que fiquei chocado com este filme, ou com aquilo que vi neste filme. Sei também que os miúdos de hoje não são os mesmos de quando eu era adolescente e as coisas que eles fazem em nada têm a ver com as que eu fazia com os meus amigos, mas aquilo que o tão famoso livro nos dá a ler e que agora este filme nos mostra, é tão à frente, mas tão à frente, que até custa a acreditar que as coisas se passem realmente assim com certos adolescentes. Mas não é por causa do facto de eu não ter gostado daquilo que vi nesta fita que o considero um mau filme, nada disso, e digo mais, o cinema português precisa de mais filmes como este, filmes de denúncia e de alerta, filmes obrigatórios para qualquer pai ou mãe que se interesse minimamente pelos seus filhos. E a reboque de “O Fim da Inocência”, surgem os também filmes de denúncia “Encontro Silencioso”, “Carga” e “Leviano”, três filmes que eu não vi ainda, mas que espero colmatar essa falha brevemente. Neste “O Fim da Inocência”, acompanhamos a jornada de descoberta de uma miúda chamada Inês, mas que representa muitas raparigas por esse país fora. É difícil ver esta Inês a sofrer e mais difícil se torna vê-la passar por todas aquelas situações nefastas que nenhuma rapariga menor devia passar. Todas as interpretações do elenco jovem vistas aqui são do nível “novela da televisão portuguesa”, com a excepção de Joana Aguiar que é uma profissional e da revelação Oksana Tkach, que sendo modelo, representou melhor do que muita malta jovem que desfila por essas já frisadas novelas. Este filme funciona ainda como um terror para qualquer pai que tem uma filha na adolescência e nos tempos que correm. Ter filhos e criar uma filha é a tarefa que abarca maior responsabilidade na vida de um ser humano. É lamentável sabermos que certas raparigas passam por aquilo que Inês, Mónica e Rita passam. E é a ouvirmos o refrão de um dos cânticos criados pelos rapazes - “A Nós, A Elas, A Nós Dentro Delas” - que facilmente percebemos as mentalidades daquelas bestas que dizem ser amigos delas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

The Meg

Nome do Filme : “The Meg”
Titulo Inglês : “The Meg”
Titulo Português : “Meg : Tubarão Gigante”
Ano : 2018
Duração : 113 minutos
Género : Aventura/Ação
Realização : Jon Turteltaub
Produção : Colin Wilson/Belle Avery/Lorenzo Di Bonaventura
Elenco : Jason Statham, Bingbing Li, Shuya Sophia Cai, Jessica McNamee, Ruby Rose, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Page Kennedy, Robert Taylor, Masi Oka.

História : Nas profundezas do oceano, um grupo de cientistas efectua uma expedição integrada num programa internacional de vigilância submarina. Quando o submersível onde se encontram é parcialmente destruído por um megalodonte, um tubarão de vinte metros, dado como extinto há mais de dois milhões de anos, os tripulantes ficam encarcerados no fundo do oceano. É então que o oceanógrafo responsável pela missão contacta Jonas, um mergulhador americano especializado em resgates em águas profundas, para resolver a situação.

Comentário : A meio deste ano estreou nas salas de cinema este filme de monstro que, apesar de não ser lá grande coisa e de ser também mais do mesmo no que a este género diz respeito, é uma fita muito divertida de se ver. Na verdade, eu me prontifiquei a acompanhar durante quase duas horas, a história de um tubarão gigante que se libertou de uma espécie de “cave” existente abaixo do fundo do oceano. E basicamente é a isto que o tema central do filme se resume, porque o que temos a seguir é mais do mesmo, um grupo de humanos à caça do bicho para o matar. No entanto, tenho que confessar que este “Meg” tem coisas bem interessantes. Desde logo o facto de haver toda uma plataforma ou base debaixo de água, isso ficou muito bem conseguido. Ainda sobre essa estrutura, existem coisas nela que resultaram em imagens muito bonitas, a equipa de efeitos especiais está de parabéns. Existe uma cena em particular que envolve uma criança, um vidro e o megalodonte que está espectacular, mas isso não é novidade, pois essa cena aparece num dos trailers do filme. O próprio megalodonte em si, é um espanto, porque mesmo que nós saibamos que ele já não existe, o bicho parece real de tão bem feito que está, causando mesmo um certo impacto em determinadas cenas. Este filme acaba também por funcionar como uma espécie de homenagem ao filme de Steven Spielberg. O argumento é fraco e apresenta alguns furos, enquanto que a maioria das interpretações é muito problemática, destacando obviamente Bingbing Li como única referência positiva nesse campo. Gostei daquela sequência em que o bicho movimenta-se dentro de água e em cima estão dezenas de pessoas a curtir a praia. Mas lá está, é um filme básico, para se desligar o cérebro e curtir o que ele tem para nos dar. Um último reparo : se não fossem as regras do estúdio, este podia ter sido um filme bem diferente.


domingo, 9 de dezembro de 2018

Aquaman

Nome do Filme : “Aquaman”
Titulo Inglês : “Aquaman”
Titulo Português : “Aquaman”
Ano : 2018
Duração : 140 minutos
Género : Aventura/Fantasia/Ação
Realização : James Wan
Produção : Rob Cowan/Peter Safran
Elenco : Jason Momoa, Amber Heard, Nicole Kidman, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Dolph Lundgren, Temuera Morrison, Yahya Abdul Mateen II, Ludi Lin, Michael Beach, Randall Park, Graham McTavish, Tainui Kirkwood, Tamor Kirkwood, Kaan Guldur, Otis Dhanji, Julie Andrews, John Rhys Davies, Djimon Hounsou, Sophia Forrest, Natalia Safran.

História : Fruto do amor entre um humano e a raínha de Atlantis, Arthur Curry viveu toda a sua vida na superfície terrestre. Com uma estranha capacidade de comunicar com criaturas aquáticas e manipular marés, ele sempre se sentiu diferente de todos em seu redor. Até que um dia é contactado por Mera, uma jovem atlante que lhe diz que Orm, seu meio irmão e actual rei de Atlantis, está decidido a reunir os governantes dos sete mares e atacar o mundo à superfície antes que a poluição os destrua. Para o impedir, Arthur Curry tem de assumir o trono, proteger o seu povo, e evitar uma catástrofe sem precedentes que ameaça a extinção de toda a vida na Terra.

Comentário : Sim, pode-se considerar como sendo um dos melhores filmes da DC Comics, pelo menos desta nova leva de filmes que começou em “Homem de Aço”. Este “Aquaman” apenas fica a trás de “Mulher Maravilha”. O filme é realizado por James Wan, que é um bom director, eu gosto da maioria dos seus filmes. E ele aqui fez um bom trabalho. Este “Aquaman” apenas peca pelo humor por vezes ridículo, pelas piadas desnecessárias e aplicadas em contextos onde não eram para ser ditas e pelos erros e exageros habituais neste tipo de produções. A nível visual, “Aquaman” é excelente, é um deleite ver cenas a acontecerem debaixo de água, ver as personagens a conversarem e a lutarem dentro de água e com água e peixes à sua volta. A história é razoável e chega mesmo a ser aceitável, dada a raíz da sua fonte, os quadrinhos. Jason Momoa está impecável como Arthur Curry ou Aquaman, nós já tínhamos tido um pouquinho deste personagem no filme de união “Liga da Justiça”, um dos piores filmes da DC. Momoa consegue ainda imprimir bastante estilo ao seu personagem, ele convence no papel do protagonista. Além disso, a química entre Momoa e Amber Heard é boa, Aquaman e Mera funcionam muito bem juntos, é também um deleite vê-los contracenar. Nicole Kidman e Willem Dafoe são aqueles que mais se destacam do elenco de secundários. Como vilão principal, Patrick Wilson não é genérico, mas consegue o mérito de ser o melhor vilão dos seis filmes. O filme tem sequências de ação extraordinárias e muito bem filmadas e conseguidas. Os efeitos especiais são muito bons, nos facultando sequências belíssimas. O filme tem ainda bons momentos protagonizados pelos seus personagens. Eu adorei os peixes, monstros e demais criaturas aquáticas vistas neste filme. A cena em que Arthur e Mera entram e estão dentro da baleia e toda a sequência com ele e aquele super monstro no covil do trident são as melhores do longa. Eu me emocionei no momento em que o Aquaman surge da água vestido com o uniforme novo e com o trident poderoso na mão. Não atingindo ainda a qualidade dos melhores filmes da Marvel e mesmo de “Mulher Maravilha”, Aquaman é um dos melhores filmes de super-herói vindos da DC Comics.



Las Herederas

Nome do Filme : “Las Herederas”
Titulo Inglês : “The Heiresses”
Titulo Português : “As Herdeiras”
Ano : 2018
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Marcelo Martinessi
Produção : Marcelo Martinessi/Sebastian Pena Escobar
Elenco : Ana Brun, Margarita Irun, Ana Ivanova, Nilda Gonzalez, Maria Martins, Alicia Guerra, Ana Banks, Rossana Bellassai, Clotilde Cabral, Natalia Calcena, Norma Codas, Patty Gadea, Ines Guerrico, Marissa Monutti, Chili Yegros, Lucy Yegros, Regina Duarte.

História : Cheila e Chiquita, herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita é presa devido a uma dívida, a até então submissa e pacífica Cheila precisa de se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Um dia, ela conhece Angy, e a sua vida muda.

Comentário : Os principais trunfos deste filme do Paraguai são o realismo, a simplicidade e o seu factor humano. É um filme muito realista na medida em que aquilo que acontece parece suceder sem estar a ser filmado como se fosse mesmo a realidade ou imagens reais; é um filme muito simples porque nos convida a conhecer duas vidas simples de duas senhoras de meia idade e tudo com uma história igualmente simples e, por último, é um filme muito humano principalmente porque além de não existir maldade nestas personagens, as duas são senhoras muito simpáticas e muito amigas que tentam fazer tudo a bem e pelo bem de todos. E o realizador soube trabalhar todos estes factores de uma maneira bastante eficaz, condensando tudo de forma cordata e profissional, nos facultando uma história muito agradável de se seguir. Mesmo com um ritmo lento, eu nunca perdi o interesse naquilo que estava a ver, pelo contrário, estava bem atento e na expectativa daquilo que iria acontecer a seguir. Basicamente, são duas senhoras muito amáveis e simples, muito amigas uma da outra e quando uma terceira entra na vida delas, acaba agitando-as, principalmente Cheila. A profissão de escape que Cheila arranja para ganhar mais algum dinheiro é engraçada, ela vira uma espécie de taxista particular, levando pessoas de uns sitios para os outros. No papel de Cheila, uma dessas senhoras herdeiras, Ana Brun vai muito bem no seu registo, ela convence totalmente e até dá gosto ver a sua personagem agir dentro do filme. Já Margarita Irun, bom, ela está igualmente bem no papel de Chiquita, além disso, a química entre as duas senhoras sente-se em cada frame que contracenam. As duas funcionam muito bem seja individualmente ou juntas, isso é inegável. Aliás, a relação das duas senhoras é o motor da fita, é o alicerce que sustenta o filme. “Las Herederas” consegue assim ser outra das boas surpresas deste ano que está quase a terminar.


The Hate U Give

Nome do Filme : “The Hate U Give”
Titulo Inglês : “The Hate U Give”
Titulo Português : “O Ódio Que Semeias”
Ano : 2018
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : George Tillman Jr.
Produção : George Tillman Jr.
Elenco : Amandla Stenberg, Regina Hall, Russell Hornsby, Anthony Mackie, Issa Rae, Common, Algee Smith, Sabrina Carpenter, K.J. Apa, Dominique Fishback, Lamar Johnson, Megan Lawless, TJ Wright, Rhonda Johnson Dents, Marcia Wright, Karan Kendrick, Andrene Ward Hammond, Tony Vaughn, Al Mitchell, Kurt Yue.

História : Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato do melhor amigo às mãos de um polícia. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única presente no local do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens e até uma ameaça de morte, ela está disposta a dizer toda a verdade pela honra do seu amigo e para que a justiça seja feita.

Comentário : Muito antes de ser uma fita importante, este é um filme necessário. Confesso que até há bem pouco tempo, eu nem sabia da sua existência e assim que vi o trailer e vi as imagens, me despertou logo a atenção. Depois de ler a sinopse, bem, eu disse para mim mesmo que tinha que ver este filme e foi o que aconteceu. Este não é só apenas mais um filme que trabalha o tema do racismo, mas é também uma fita que desenvolve outros assuntos, em que o racismo é o tema central, é o botão que aciona o motor que faz mover o filme inteiro. Com foco nos Estados Unidos, o filme trás à tona o eterno problema que confronta brancos e negros naquela região do mundo, possivelmente o local onde isso é mais evidente, sendo que o racismo é a cima de tudo um flagelo que se verifica em praticamente todo o mundo. É seguramente um dos filmes que trabalha melhor este tema. O principal problema deste filme é que não responde à questão : “Como é que um policia confunde uma escova de cabelo com uma pistola?”.

Por outro lado, o grande trunfo deste filme é que consegue esclarecer a diferença entre a maneira como a polícia aborda um branco em caso de suspeitas da forma como aborda um negro na mesma situação, diferença essa que se define numa simples mas decisiva frase. Quem já viu este maravilhoso filme, saberá das coisas que eu estou a falar. O argumento do filme é outro dos pontos positivos do longa, e “The Hate U Give” tem imensos pontos positivos, diga-se de passagem. O melhor do filme é Starr Carter, e a maneira como ele trabalha e mostra esta personagem, não só nas duas dualidades da sua personalidade, como também na sua própria maneira de ser e de estar na vida. Apesar dos seus 16 anos, Starr Carter é alguém adulta e complexa, mas principalmente complexa. E Amandla Stenberg consegue na sua excelente prestação mostrar e transparecer tudo aquilo que era necessário e preciso para entendermos a história, a Starr e o filme tal como o realizador queria. Para mim, este já é outro dos melhores e grandes filmes deste ano. Fica aí a dica, vejam, mas a cima de tudo, entendam o filme e a sua poderosa mensagem.

The Little Stranger

Nome do Filme : “The Little Stranger”
Titulo Inglês : “The Little Stranger”
Ano : 2018
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lenny Abrahamson
Produção : Andrea Calderwood/Ed Guiney/Gail Egan
Elenco : Ruth Wilson, Domhnall Gleeson, Charlotte Rampling, Will Poulter, Josh Dylan, Kate Philips, Anna Madeley, Harry Hadden Paton, Dixie Egerickx, Liv Hill.

História : A família Ayres, que vive numa enorme mansão na Inglaterra no período do pós-guerra, chama o Dr. Faraday, um respeitado médico da região, para atendê-los em casa. No entanto, o médico acaba descobrindo grandes segredos da família que não deveriam ter sido revelados.

Comentário : E depois de duas grandes surpresas, uma grande desilusão. Depois de em 2015, nos ter oferecido um dos melhores filmes desse ano (Room), o director Lenny Abrahamson surge-nos quase três anos depois, com este “The Little Stranger”, um dos maiores erros não só da sua curta carreira como também deste ano que agora termina. O elenco até é bom, ele tem Ruth Wilson, o Domhnall Gleeson, o Will Poulter e a senhora Charlotte Rampling, e o melhor do filme são precisamente as interpretações destes quatro actores. O grande problema deste filme é que ele tenta ser muita coisa, mas no fim das contas, ele não é nada daquilo que prometeu e isso é decepcionante. O filme até tenta nos dar algo graças ao seu clima de mistério que até a dada altura, parece estar a funcionar, mas algumas tomadas de decisão de certos personagens deitam tudo por terra. Vale salientar também a personagem da actriz Liv Hill, que apesar de ser interessante, foi muito mal aproveitada. A química entre as personagens é rasa, tão depressa eles parecem ser próximos, como de repente, é como se estivessem a relacionar-se pela primeira vez. O director podia ter trabalhado melhor a questão da relação entre as duas épocas, por vezes, é tudo muito confuso. Eu achei tudo isto muito desinteressante, sinceramente, estava à espera de algo mais aliciante e mais apelativo, para além de terem faltado algumas explicações cruciais para o entendimento do todo. E o final é frustrante. Analisando o filme como um todo, a sensação que me deu foi que, este realizador de cinema indie, dotado aqui de um orçamento muito maior, não soube gerir todos os recursos que tinha em mãos e espalhou-se ao comprido. Mas isso costuma acontecer com muitos, isso não é grande problema. O grande problema aqui, é que quem assistiu ao filme, investiu muito no produto que lhe foi vendido e perdeu quase duas horas da sua vida, neste caso, irrecuperáveis e totalmente perdidas.

BuyBust

Nome do Filme : “BuyBust”
Titulo Inglês : “BuyBust”
Ano : 2018
Duração : 127 minutos
Género : Thriller/Ação
Realização : Erik Matti
Produção : Erik Matti
Elenco : Anne Curtis, Mara Lopez, Sheenly Gener, Nafa Hilario Cruz, Brandon Vera, Victor Neri, Arjo Atayde, Levi Ignacio, Alex Calleja, Lao Rodriguez, Ricky Pascua, Nonie Buencamino, AJ Muhlach, Tarek El Tayech, Maddie Martinez, Mikey Alcaraz, Ian Ignacio, Joel Ignacio.

História : Uma grande equipa de narcóticos monta uma operação para invadir as favelas de Manila, nas Filipinas, e no meio disso há uma agente policial novata chamada Nina, que precisa dar um jeito de não perder o controlo da situação.

Comentário : Este filme de ação de origem filipina cativou-me principalmente devido ao facto de pertencer ao mesmo género daqueles filmes indonésios e coreanos de que eu gosto bastante e que põem a maioria dos filmes americanos do género a um canto. Aqui, em “BuyBust”, as cenas de ação estão muito bem filmadas e mostradas e o resultado é um prato cheio para todos os fãs deste género. Nós acompanhamos um grupo de agentes da autoridade que invadem com cuidado e estratégia as favelas perigosas e violentas de Manila, ficando expostos a todo o tipo de perigos, tendo ainda que fazer de tudo para sobreviver. É um filme tenso, frenético e muito actual, onde o ponto mais forte são claramente as fabulosas cenas de ação cruas e cheias de realismo. No entanto, demora imenso para a ação começar, durante a primeira meia hora praticamente não acontece nada de relevante, apesar de a mim, me ter agradado bastante porque me colocou dentro do cenário. É um filme muito violento, onde a maioria das cenas de morte causam impacto. Podemos encontrar também momentos cómicos na forma como certas coisas acontecem ou têm lugar, sem nunca cair no ridículo. Como costuma acontecer nos filmes desta natureza, as cenas de luta estão muito bem coreografadas, notou-se claramente um cuidado extremo para que tudo desse certo. A nível das interpretações, é tudo mais físico do que interpretativo, com destaque claro para a protagonista, Anne Curtis está brutal neste registo, ela é a razão deste filme existir. Poderá ser facilmente esquecido, mas nas suas duas horas de projeção, são 120 minutos que valem realmente a pena.

Post 1 – Captain Marvel (Expectativas) & Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Pessoal, eu anunciei que tinha desistido deste blogue, mas não consigo ficar longe disto, eu adoro este espaço, adoro cinema e escrever sobre filmes. Assim, eu estou de volta, até mesmo por uma questão de respeito aos poucos que gostam do meu trabalho e que ainda me leiem. Como já tinha anunciado no post de “Moana”, eu decidi abrir novos “quadros” neste blogue, e o primeiro deles foi o de comentar filmes de animação mas sem ficha técnica, apenas a imagem de um poster e o texto do comentário de seguida. O segundo “quadro” que venho agora anunciar são os “Post”, ou seja, este novo “quadro” consistirá em postagens numeradas seguidas do título dos assuntos que irei abordar nesses mesmos comentários, com textos e imagens incluídas. A estes dois “quadros” novos, junta-se um terceiro “quadro” que são os comentários aos filmes que vejo, que é o já habitual de sempre neste blogue. E pronto, é isso. Acho que me expliquei bem, isto é para tentar dinamizar o blogue e tornar este espaço mais diversificado. Começa assim uma nova fase para o “My Cute Movies”. E posto isto, vamos para os assuntos principais:

Captain Marvel (Expectativas)

Finalmente a Marvel resolveu fazer um filme de super-heróis protagonizado por uma mulher, ou seja, um filme de super-heroína. Eu confesso que tenho as minhas expectativas muito altas para este filme e o seu “hype” não podia ser maior. A isso juntamos o facto de quem interpreta essa super-heroina ser uma actriz vencedora de 1 óscar para melhor actriz do ano, então temos um prato cheio. Pelos dois trailers já lançados, espera-se um filme um pouco mais sério do que o habitual. Os trailers dão a entender que poderá ser um filme de origem, ou então de “flashbacks” da protagonista, afinal, existem duas actrizes jovens para fazer as cenas da infância e juventude da Carol Danvers. Como qualquer filme do género, terá grandiosas cenas de ação e aqui os efeitos especiais serão muito importantes. Tem a cena de luta entre a protagonista e a velha, claramente que ela deve ser um alien, daquela famosa raça alienígena que vive em guerra com uma outra. A ação do filme decorre nos anos 90, quando Nick Fury ainda tem os dois olhos, eu espero sinceramente que sejam respondidas a algumas questões ou que sejam colmatadas lacunas de filmes anteriores. A resposta principal que eu gostaria de ver respondida, é porque raio essa mulher não apareceu antes, durante os 20 filmes desta saga. Os uniformes ficam bem em Brie Larson, disso não há dúvidas, a sua personagem será também dona de um gato muito amoroso, animal que protagoniza uma espécie de cena pós-créditos do segundo trailer ao lado de Nick Fury. Espero voltar a este assunto num “post” futuro, afinal, este será um dos grandes filmes do próximo ano. Por tudo aquilo que sei sobre este filme, estou satisfeito. Brie Larson, uma das minhas queridas, é agora também uma super-heroína, uma das mais poderosas da Marvel.

Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Finalmente, saiu o primeiro trailer de “Vingadores4” e com ele também o título oficial daquele que será o filme que encerrará não só a terceira fase da Marvel no cinema, como também uma história de dez anos composta por 21 filmes. Eu adorei esse título, mas principalmente, eu adorei este primeiro trailer. É um trailer que ao mesmo tempo, ele não mostra quase nada, mas diz muito. Claro que toda esta espera foi ridícula, não faz qualquer sentido, refiro-me ao título, claramente. O mesmo se passa com o titulo do último filme da saga “Star Wars”, o episódio IX. Mas vamos ao tema. Como devem saber, no último filme – Guerra Infinita – o vilão Thanos conseguiu reunir as seis jóias do infinito, estalar os dedos e fazer com que metade das formas de vida do Universo desapareçam. Missão cumprida, ele agora descansa num planeta desconhecido, como que um agricultor a gozar a merecida reforma. Mas na Terra, vivem-se momentos terríveis, não só para o cidadão comum, como também para os nossos heróis. Por exemplo, o Capitão América está desolado, ele perdeu tudo. As pessoas lidam assim com o desaparecimento de amigos ou familiares.

No trailer, vemos um Tony Stark perdido no espaço. Após a derrota com o Thanos, Stark deve-se ter isolado na nave dos Guardiões juntamente com a Nebula e os dois fizeram-se ao espaço numa tentativa de chegar em algum lugar. Tony Stark está desolado, ele está já sem comida e sem água e o oxigénio supostamente irá terminar na manhã seguinte, ou seja, ele precisa de arranjar uma maneira de alguém o encontrar e o salvar ou de chegar a algum lugar. Ele grava uma mensagem para a sua amada, Pepper Potts, através do capacete da armadura, ele não sabe se ela sobreviveu ao estalo do Thanos. Vemos um Steve Rogers que voltou a vestir o manto de Capitão América, a Humanidade precisa dele novamente. Ele e a Black Widow estão na base dos Vingadores, tentando não só se conformar com o sucedido, como também aprender a lidar com a situação e encontrar uma forma de tentar concertar o que sucedeu. O Bruce Banner, única mente brilhante a sobreviver ao estalo, está pensativo a observar a lista de desaparecidos e aqui, não é uma certeza se a Shuri está ou não viva.

Vemos um Clint Barton transformado em Ronin, isso provavelmente aconteceu porque ele viu a esposa e os dois filhos morrerem devido ao estalo do Thanos e o homem, ficou transtornado. A Black Widow deve ir procurá-lo para o recrutar para uma nova missão. Isto porque o Scott Lang aparece com a sua carrinha carregada de material para a nova missão, aliás, eu adorei a expressão do Capitão América ao rever o Homem-Formiga, uma expressão de esperança, de que nem tudo está perdido, ainda há uma solução. Scott Lang que deve ter saído do Mundo Quântico pelas próprias mãos, afinal, ele já o fez uma vez. Depois de ter sido posto a par da situação por terceiros e depois de saber que o seu pessoal foi vítima do Thanos, Scott Lang resolveu ir procurar os Vingadores, provavelmente para usarem o Mundo Quântico para solucionar todo este problema, afinal esse método permite viajar no tempo. Depois, tem uma imagem bastante curiosa, que é quando o Capitão olha para a foto da sua amada dos anos 40, Peggy Carter. Eu acho que ele olha para essa foto, porque vai viajar no tempo e fazer-lhe uma visita final ou quem sabe, ficar por lá naquela época na condição que o Steve Rogers daquele tempo não seja despertado. Eu ainda acho que o Capitão América deve morrer neste último filme, se tornando no tal sacrifício que os realizadores dizem que acontecerá e que será preciso ser feito.

Vemos um Thor transtornado, ele foi quem mais perdeu nos últimos filmes. Na cena, ele está vestido à civil, mas nós já sabemos que ele se transformou no super-herói mais poderoso desta história, a seguir à Capitã Marvel. Por último, vemos um Capitão América firme nesta nova missão, ele chega mesmo a dizer que aquilo terá que funcionar porque ele já não tem mais nada para fazer nem o que fazer. O logo da marvel já mudou, aparece agora a desfazer-se, como se fosse também ele vítima do estalo do Thanos. O logo dos Vingadores com o título aparece de círculo fechado, alguma coisa quererá dizer. E o mais importante, aparece a reconstruir-se, significa que os poucos vingadores que sobraram estão refeitos e prontos para uma missão final, aquela que irá resolver tudo. O trailer não mostra por onde anda o nosso querido Rocket. Mas eu adorei esse trailer, ele transmite esperança e uma possível solução à vista. Voltarei a este assunto em “post” futuros.


Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald

Nome do Filme : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Inglês : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Português : “Monstros Fantásticos : Os Crimes de Grindelwald”
Ano : 2018
Duração : 134 minutos
Género : Aventura/Fantasia
Realização : David Yates
Produção : J. K. Rowling
Elenco : Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Jude Law, Alison Sudol, Zoe Kravitz, Johnny Depp, Ezra Miller, Carmen Ejogo, Claudia Kim, Dan Fogler, Callum Turner, Victoria Yeates, Kevin Guthrie, Olafur Darri Olafsson, Fiona Glascott, Jessica Williams, Poppy Corby-Tuech, Derek Riddell, Sabine Crossen, Brontis Jodorowsky, Ingvar Eggert Sigurdsson, Olwen Fouere, Donna Preston, David Sakurai, Nasir Jama, Liv Hansen, Alexandra Ford, Adam Ewan, Isaura Barbe-Brown, Jamie Campbell Bower.

História : O excêntrico magizoologista Newt Scamander é recrutado por Albus Dumbledore, seu antigo professor em Hogwarts, para enfrentar o terrível Grindelwald, considerado um dos mais poderosos feiticeiros de todos os tempos, que escapou da prisão. Como prometido quando foi capturado pelo Congresso Mágico, Grindelwald pretende reunir feiticeiros de todo o mundo e assim dominar toda a população “não-mágica”. Caberá a Newt Scamander e aos seus companheiros resolver a situação, antes que seja tarde demais.

Comentário : Confesso que estava muito indeciso sobre se vinha ou não aqui comentar o filme mais recente que vi, este novo capítulo adaptado dos livros da escritora J. K. Rowling. É lamentável que tanta gente dê dinheiro para assistir a estes filmes no cinema, porque além de não o canalizarem para filmes a sério, ainda estão a contribuir para encher os bolsos aos grandes estúdios e a todos aqueles mafiosos e ladrões que gerem este negócio há décadas. E quando eu digo que são filmes de estúdio, é a pura verdade. Onde as versões dos realizadores são quase sempre alteradas de forma a enquadrar certos padrões instituídos pelos grandes estúdios com a finalidade de lucrar o mais possível. Num negócio onde não existe o mínimo de respeito pelas obras originais em que os filmes se baseiam, onde os direitos dos espectadores não são respeitados, tudo em nome dos grandes estúdios que só têm uma única finalidade : fazer dinheiro em vez de facultar bons filmes com boas histórias. Mas infelizmente, as pessoas “papam” quase todo o lixo que os cinemas lhes vendem e enquanto for assim, quem gosta do verdadeiro cinema, sairá sempre a perder.

Confesso também que gostei imenso dos filmes do Harry Potter e, recentemente, passei esta minha paixão à minha sobrinha mais velha. Gosto imenso de a ver apaixonar-se pelos mesmos filmes que me fizeram feliz, porque esses oito filmes, apesar de terem o mesmo objectivo de todos os outros blockbusters, eram filmes bem executados. Vale frisar que eu fui contra a divisão do sétimo livro em dois filmes, cuja única finalidade foi a de gerar mais dinheiro. Mas neste caso deu para desenvolver mais a história e isso foi positivo para nós. Agora, e numa tentativa de repetir a proeza conseguida com os filmes do Harry Potter, os estúdios pegaram num único livro da escritora e dividiram-no em cinco filmes, claro que isto representa um verdadeiro insulto para quem gosta não só do livro e da história, como também é apaixonado por este mundo bem complexo. Este segundo filme desta nova saga foi também realizado por David Yates e o que temos aqui é mais do mesmo. Esta história existe em livro, quem gosta deste mundo, tem o livro como base da história. Assim, pedia-se apenas 1 único filme longo que resumisse esta obra literária e não que o dividissem em cinco filmes que durará cerca de dez anos. Enfim, eu considero isto uma vergonha. A questão principal é : será que era mesmo perciso isto. Não seria melhor adaptarem para filme o último livro do Harry Potter : “Harry Potter And The Cursed Child”, eu penso que seria mais inteligente, e a seguir faziam apenas 1 longo filme adaptado de “Fantastic Beasts And Where To Find Them”.

Confesso por fim, que não gostei nada do primeiro filme de “Animais Fantásticos” e embora ache este segundo filme bem melhor, ainda assim, é um filme que repete as mesmas fórmulas dos anteriores, cheio dos mesmos clichés, não oferece nada de novo daquilo que os filmes do Harry Potter já haviam entregado, é portanto tudo mais do mesmo. Aquilo que este segundo filme ganha face ao primeiro, é a sua história ou trama que é bastante complexa com mais personagens e onde muitos consideravam o maior problema do filme, eu não partilho dessa ideia. Pessoalmente, eu acho mesmo que isso só enriquece o filme. Para mim, o principal problema deste segundo filme é a mesmice, é o “vira o disco e toca o mesmo”. Continuo a não gostar nem do personagem e nem da prestação de Eddie Redmayne, eles não convencem em nada. Outra coisa que me desagrada é a troca de elenco principal jovem por elenco principal adulto, os personagens destes novos filmes não despertam qualquer tipo de interesse e quem os vê, está-se a borrifar para aquilo que lhes possa acontecer, tudo porque a história do depois já é conhecida e é bem mais interessante. Johnny Depp (excelente actor) já se devia ter reformado ou então se dedicado a filmes sérios ou dramáticos. O Jude Law como Dumbledore não convence, simplesmente porque custa a acreditar que aquele velhinho dos oito filmes anteriores foi em jovem adulto aquilo que apresentam agora (a mesma coisa) e que somos obrigados a acompanhar, porque nos foi impingido. Como pontos positivos, apenas tenho que referir que a nível técnico o filme roça a perfeição, desde a espectacular fotografia, passando por todo o lado artístico e terminando nos fabulosos efeitos especiais, já que a nível visual, este filme encanta. Mas isso é o mínimo que se pedia, já que as tecnologias de agora assim o permitem, condenável seria o contrário. Há, adorei ver a Nagini nas suas duas formas!. O filme peca ainda por responder a poucas perguntas de filmes anteriores, para além de ser um filme que apenas serve de “ponte” para nos preparar para aquilo que iremos encontrar nos próximos três filmes e isso é uma pena. Um último reparo, gostei de ter voltado a ver Hogwarts e os seus alunos, que saudades.


Spider-Man : Homecoming

Nome do Filme : “Spider-Man : Homecoming”
Titulo Inglês : “Spider-Man : Homecoming”
Titulo Português : “Homem-Aranha: Regresso a Casa”
Ano : 2017
Duração : 133 minutos
Género : Aventura/Ação
Realização : Jon Watts
Produção : Kevin Feige
Elenco : Tom Holland, Robert Downey Jr., Michael Keaton, Marisa Tomei, Laura Harrier, Jacob Batalon, Jon Favreau, Donald Glover, Gwyneth Paltrow, Tony Revolori, Bokeem Woodbine, Michael Chernus, Angourie Rice, Garcelle Beauvais, Kenneth Choi, Abraham Attah, Tyne Daly, Hannibal Buress, Selenis Leyva, Martin Starr, Michael Mando, Logan Marshall Green, Jorge Lendeborg Jr., Tiffany Espensen, Isabella Amara, Michael Barbieri, Zendaya, Stan Lee.

História : Depois da sua experiência numa missão de apoio aos Vingadores, Peter Parker regressa a casa e recebe uma oferta do meu mentor Tony Stark : um uniforme tecnológico muito à sua medida. Com alguma dificuldade em distanciar-se das aventuras vividas com os super-heróis e encarar a relativa normalidade do seu dia a dia, vai lutando contra o crime nas proximidades, ajudando os vizinhos a enfrentar os seus problemas com os marginais. É então que, ao deparar-se com o terrível Vulture, um vilão que pretende prejudicar Tony Stark, encontra a oportunidade por que esperava para provar ao seu mentor, que é muito mais do que um simples adolescente com poderes e que, pela sua coragem e determinação, merece um lugar na equipa dos Vingadores.

Comentário : O Homem-Aranha é o meu super-herói preferido quando eu era mais jovem. De certa forma, penso que o filme até está bem conseguido e a principal razão de eu gostar bastante dele é o facto de mostrar um Peter Parker adolescente. Neste “Homecoming”, encontramos Peter Parker na sua adolescência, com os dilemas e problemas próprios da adolescência, com personagens na sua maioria jovens, lidando com os problemas da vizinhança e resolvendo pequenos delitos. Este sim, é o Peter Parker/Homem-Aranha que eu sempre quis ver no cinema. O actor principal, Tom Holland, foi uma excelente escolha para o papel, ele convenceu-me enquanto Peter Parker, e é isso que interessa. Gostei também de terem incluído Tony Stark no filme, ele foi muito bem inserido na história, não ocupa demasiado tempo, apenas o necessário. Gostei de quase todo o elenco jovem do filme, penso que todos estão bem nos seus papéis, com excepção da Zendaya, eu não gostei nada da sua personagem. Como vilão, Michael Keaton até não está mal, ele convence nas suas motivações, ainda assim, muito longe de ser um grande vilão como Thanos ou mesmo Erik Killmonger. O filme não aposta muito em grandes cenas de ação, como sucedeu em outros filmes do estúdio, mas faz bem em nos facultar uma história mais pé no chão com problemas um pouco mais reais, e com as respectivas consequências. Estão finalizadas as gravações do segundo filme desta nova trilogia do Homem-Aranha, o título é “Spider-Man: Far From Home” e irá estrear em Julho do próximo ano. O filme irá oficialmente abrir a quarta fase do MCU, onde supostamente irá começar uma nova história.

Ant-Man And The Wasp

Nome do Filme : “Ant-Man And The Wasp”
Titulo Inglês : “Ant-Man And The Wasp”
Titulo Português : “Homem-Formiga e a Vespa”
Ano : 2018
Duração : 119 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Ação
Realização : Peyton Reed
Produção : Kevin Feige
Elenco : Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Hannah John-Kamen, Abby Ryder Fortson, Michael Pena, Walton Goggins, Bobby Cannavale, Judy Greer, Randall Park, Laurence Fishburne, David Dastmalchian, Tip Harris, Divian Ladwa, Goran Kostic, Rob Archer, Sean Kleier, Benjamin Byron Davis, Michael Cerveris, Riann Steele, Dax Griffin, Hayley Lovitt, Langston Fishburne, RaeLynn Bratten, Madeleine McGraw.

História : Scott Lang lida com as consequências das suas escolhas tanto como super-herói membro dos Vingadores quanto como pai da pequena Cassie. Enquanto tenta reequilibrar a sua vida pessoal com suas responsabilidades como Homem-Formiga, ele é confrontado por Hank Pym e pela sua filha, Hope Van Dyne, com uma missão urgente : resgastar a verdadeira super-heroína Vespa e esposa de Pym, do Reino Quântico, onde ela está presa há décadas. Ao mesmo tempo, Scott Lang deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado de Hope, para tentarem impedir um novo vilão chamado “Ghost” de cumprir os seus objectivos, aparentemente nefastos.

Comentário : Vamos falar de “Homem-Formiga e a Vespa”, um dos últimos filmes que compõem o MCU, com estas suas primeiras três fases. Depois do grandioso “Vingadores : Guerra do Infinito”, nós ficamos num patamar muito alto e exigente no que diz respeito aos filmes de super-heróis da Marvel. Logo, muitos irão sair desiludidos deste segundo filme do Homem-Formiga, porque é um filme menor, ele não tem nada de grandioso e de espectacular, é uma fita simples e que serve como uma ponte muito pequena para “Avengers : End Game”. Penso que é melhor do que o primeiro filme do pequeno vingador, tem uma história mais interessante e melhores efeitos visuais, com cenas de ação muito boas, aliás, os conceitos e as cenas de escalas são aqui muito bem trabalhados. As personagens também são mais consistentes, principalmente a Hope, o Hank Pym e o próprio Scott Lang. Temos uma vilã que na verdade não é um vilão, a Ava ou a Ghost, é uma rapariga com um passado trágico e cujas motivações são perfeitamente aceitáveis e compreensíveis. O Paul Rudd está mais uma vez muito bem no papel principal, mas quem lhe rouba a cena é Evangeline Lilly no papel da nova Vespa, a super-heroína formada neste segundo filme. O Michael Pena vai bem no papel cómico, embora exagere por vezes. Temos novamente a pequena Abby Ryder Fortson no papel da filha do protagonista, aqui dando mais da sua querida personagem, a química entre Cassie e Scott Lang surge mais acentuada neste segundo filme. Aliás, este é seguramente o filme mais familiar da Marvel. Existem ainda rumores de Kevin Feige que talvez Cassie integre uma equipa de Jovens Vingadores na quarta fase dos filmes do MCU. “Homem-Formiga e a Vespa” é um bom filme, melhor do que o primeiro, e apenas peca pelo excesso de humor e pela pequena ligação que possui com “Avengers : End Game”, já que se pedia muito mais.

Guardians Of The Galaxy Vol. 2

Nome do Filme : “Guardians Of The Galaxy Vol. 2”
Titulo Inglês : “Guardians Of The Galaxy Vol. 2”
Titulo Português : “Guardiões da Galáxia – Volume 2”
Ano : 2017
Duração : 137 minutos
Género : Ação/Aventura/Ficção-Científica
Realização : James Gunn
Produção : Kevin Feige
Elenco : Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker, Pom Klementieff, Karen Gillan, Kurt Russell, Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, Sean Gunn, Chris Sullivan, Tommy Flanagan, Laura Haddock, Alex Klein, Evan Jones, Joe Fria, Terence Rosemore, Stephen Blackehart, Rob Zombie, Seth Green, Ving Rhames, Michelle Yeoh, Michael Rosenbaum, Jeff Goldblum, Stan Lee.

História : Os Guardiões continuam as suas aventuras pela Galáxia, enquanto que novos acontecimentos ameaçam o laço que existe entre eles.

Comentário : Eu gostei um pouco do primeiro volume e assim se mantém neste segundo volume, ambos os filmes não são os que eu mais gosto do universo da Marvel e eu confesso que não gosto das histórias dos Guardiões, mas curto bastante estas personagens. Uma coisa que eu tenho que frisar, eu lido mal com o humor neste tipo de filmes, penso que os estúdios e os realizadores podiam levar as coisas mais a sério, tipo o excelente trabalho que Christopher Nolan fez com o Batman. E neste filme dos guardiões, o estúdio e o próprio James Gunn levam as coisas a patamares verdadeiramente estúpidos, se o primeiro volume já era ridículo a nível das piadas e do humor, este segundo volume possui o dobro da estupidez. É compreensível que o estúdio queira agradar às massas e a um público pouco exigente que não pretende ver cinema mas sim diversão, mas não é aceitável que tornem as coisas demasiado estúpidas e acreditem, este filme possui humor a mais, nada se leva a sério. Além de termos um péssimo argumento. No entanto, a nível visual é estonteante e o filme faz ainda muitas referências a personagens, principalmente aos anos 80, com novas músicas e outros.

Voltando aos personagens, porque são eles aquilo que o filme tem de melhor. Visto que todos os actores estão bem nos seus papéis, vamos às personagens propriamente ditas. Peter Quill está demais no seu papel, foi com prazer que o vi regressar em grande forma, gosto bastante do seu personagem. Gamora é uma das minhas personagens femininas preferidas do universo Marvel e gostei imenso de a voltar a ver, ela tem uma cena muito bonita com Nebula, que é uma personagem que também funciona muito bem nestes filmes. Drax é possivelmente o personagem masculino mais interessante deste volume. Rocket é um dos meus personagens digitais preferidos do cinema e neste segundo volume está ainda mais hilariante, o bicho é adorável e é um mimo. O Baby Groot é a melhor personagem deste segundo volume, ele é ainda melhor do que a sua versão adulta. Yondu é outro personagem espectacular, eu adorei vê-lo mais neste segundo volume do que no primeiro. Por último, Mantis encanta, eu fiquei rendido aos encantos desta alienígena, bonita e ternurenta, ela é a melhor aquisição de James Gunn para este segundo volume, eu gostava de ver mais dela. E mais uma vez, temos um vilão que é uma porcaria, a Marvel não sabia fazer vilões no cinema até “Black Panther”.


domingo, 25 de novembro de 2018

Blue My Mind

Nome do Filme : “Blue My Mind”
Titulo Inglês : “Blue My Mind”
Ano : 2017
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Lisa Bruhlmann
Produção : Katrin Renz/Stefan Jager
Elenco : Luna Wedler, Zoe Pastelle Holthuizen, Lou Haltinner, Una Rusca, Yael Meier, Regula Grauwiller, Georg Scharegg, David Oberholzer, Timon Kiefer, Benjamin Dangel, Martin Rapold, Dominik Locher, Rachel Braunschweig, Ruth Schwegler.

História : Mia, de 15 anos, está enfrentando uma transformação esmagadora que questiona a sua existência. O seu corpo está a mudar radicalmente e, apesar das tentativas desesperadas de parar o processo, ela logo é obrigada a aceitar que a natureza é muito mais poderosa.

Comentário : Boa noite pessoal, ultimamente eu ando muito irritado, a vida não está fácil, felizmente ainda não perdi a vontade de ver filmes, que é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida. Eu já andava há bastante tempo para ver este filme e agora que o conferi, confesso que levei um verdadeiro murro no estômago. O filme é suíço, é cinema europeu de qualidade e eu gostei bastante, a Disney devia ver esta produção antes de passar a filme uma das suas melhores histórias clássicas, talvez tirassem algumas ideias interessantes e úteis para fazerem uma adaptação decente para imagem real de um dos seus contos infantis. No fundo, trata-se de um filme que começa de uma maneira e que termina em algo totalmente diferente, diria mesmo o oposto. A realizadora começa por nos mostrar a história de uma adolescente com todos os seus problemas e respectiva complexidade, para depois nos atirar à cara algo muito fora do normal que se pode resumir como uma criança desorientada. E praticamente é isso que temos, apesar de ser bem mais drástico, dramático e radical.

Confesso que dou por mim, à noite, a pensar que os pais, muitas das vezes, desconhecem o que as suas filhas andam a fazer quando não estão em casa ou até mesmo quando estão fechadas nos seus quartos agarradas aos portáteis na internet. E isso sempre foi algo que me fez imensa confusão, porque hoje em dia, existe pouco diálogo nas famílias, muitas das vezes, os pais não se interessam pelos quotidianos das suas filhas e estas também não “puxam” conversa com os seus progenitores. Quando são crianças, as meninas são compensadas pelos pais com brinquedos e outras coisas, no intuito de preencher a falta de atenção, de conversa e mesmo de amor. E isso é o mal de grande parte das sociedades actuais. Quase tudo o que acabei de escrever verifica-se neste filme dramático, ele funciona como uma espécie de alerta. E a mim, custa-me muito saber e ter conhecimento que existem muitas raparigas por esse mundo fora que se metem nestas confusões e não possuem respeito por elas próprias. Foi por isso que este filme me chocou e não por aquilo que aconteceu com Mia, embora outros filmes já tivessem sortido em mim o mesmo efeito e passado estas mensagens. Os pais “normais” tentam proteger as suas filhas da maneira como podem, mas este mundo é muito cruel, injusto e mau. Vale dizer que Luna Wedler e Zoe Pastelle Holtuizen estão excelentes nas suas interpretações, seguramente as melhores personagens do filme. Apesar de não nos dar as devidas respostas, o filme é muito bom e tem um final lindo. Adorei.



We The Animals

Nome do Filme : “We The Animals”
Titulo Inglês : “We The Animals”
Titulo Português : “Nós, Os Animais”
Ano : 2018
Duração : 94 minutos
Género : Drama
Realização : Jeremiah Zagar
Produção : Christina King/Andrew Goldman/Jeremy Yaches/Paul Mezey
Elenco : Sheila Vand, Raul Castillo, Evan Rosado, Isaiah Kristian, Josiah Gabriel.

História : Manny, Joel e Jonah são três irmãos trilhando os seus caminhos pela infância. Seus pais possuem um amor volátil, que faz e desfaz a família várias vezes, deixando os garotos por sua conta. Enquanto Manny e Joel vão se endurecendo e se tornando versões do seu pai, o mais novo e sonhador Jonah se torna cada vez mais consciente da necessidade de escapar daquele lugar e voar para bem longe dali.

Comentário : O filme fala basicamente de uma família quase disfuncional e muito pobre. São cinco, um casal e três filhos rapazes, mas o homem da casa está quase sempre em conflitos com a esposa, chegando mesmo a agredi-la algumas vezes, eles passam necessidades e fome, vivem de forma precária, tudo isto diante dos menores. Claro que a coisa só podia dar para o torto. Filmado de maneira quase amadora, este filme independente é um retrato de muitas famílias por esse mundo fora, e funciona muito bem nesse sentido. O filme tem apenas 88 minutos de imagens, mas parece demorar umas três horas e isso não se deve unicamente ao seu ritmo lento, mas também aos acontecimentos retratados dentro do próprio longa, ao mesmo tempo que acontece muita coisa, parece que nada acontece, é quase como se andássemos à roda e não saíssemos do mesmo sítio. Mas não se enganem, para uma das cinco personagens centrais, a história termina muito diferente da maneira como começou. Temos uma cena bem nojenta, mas que se torna bonita pela maneira como quase termina. Existe uma cena que está no trailer, mas que não aparece no filme, há, se puderem evitem ver o trailer, porque mostra quase tudo de relevante que o filme possui. A nível das interpretações, os adultos estão muito bem, Sheila Vand e Raul Castillo desempenham quase na perfeição o tipo de pais que se pretende mostrar, eles podem-se mesmo considerar vítimas de uma sociedade e de um tempo difícil. Os meninos também estão muito bem, com destaque óbvio para o mais novo, Evan Rosado é um achado e eu considero o seu Jonah, o melhor personagem do filme. Mesmo quando se descobre o conteúdo de grande parte do seu caderno, nós continuamos do seu lado devido às suas reais circunstâncias. É um filme muito realista e com alma.

Sabrina

Nome do Filme : “Sabrina”
Titulo Inglês : “Sabrina”
Ano : 2018
Duração : 113 minutos
Género : Terror
Realização : Rocky Soraya
Produção : Rocky Soraya/Raam Soraya
Elenco : Richelle Georgette Skornicki, Luna Maya, Christian Sugiono, Sara Wijayanto, Jeremy Thomas, Asri Handayani, Rizky Hanggono, Demian Aditya, Sahil Shah.

História : Vanya nunca aceitou a morte da mãe, sendo adoptada pelo tio e pela mulher dele. Como o tio é um fabricante de bonecas, Vanya recebe dele um modelo mais avançado da boneca que actualmente está a fazer muito sucesso e a encher-lhe os bolsos, de seu nome Sabrina. Mas com o passar do tempo, começam a acontecer coisas estranhas na casa onde os três residem e tudo leva a crer que se trata de um espírito que entrou nas vidas deles sem pedir permissão.

Comentário : Este filme não é um filme de terror americano, felizmente, ele é da Indonésia, ou seja, é sempre bom vermos e experimentarmos cinema de outros países, com outras propostas, possivelmente com ideias originais e com outras perspectivas. E por falar nisso, este “Sabrina”, ele é realizado por Rocky Soraya, um tipo que está muito dentro da onda de filmes de terror, e de fitas que falam de bonecas demoníacas. Aliás, este realizador já havia dirigido outros dois filmes com este mesmo tema : “The Doll” de 2016 e “The Doll 2” de 2017, e o mais curioso é que ele trouxe para este “Sabrina” uma personagem desses dois filmes anteriores, a Laras, ela é uma espécie de “caçadora de espíritos”, a função dela é ir a casa das pessoas e fazer com que os espíritos e os demónios abandonem aquelas casas e aquelas respectivas famílias. Rocky Soraya entra em “Sabrina” com o mesmo registo, esta é mais uma história de demónios e fantasmas, mas aqui com um argumento bem mais elaborado. Eu confesso que este é o primeiro filme que vejo dele. Nota-se claramente que é um filme de baixo orçamento, onde os efeitos especiais não são grande coisa, o roteiro tem furos, algumas partes são ridículas e existem alguns erros bem graves. E falando em erros, sem querer dar spoilers, existe uma cena em que uma personagem leva uma facada na barriga e um outro personagem leva também uma facada bem perto do coração, pois bem, ao longo dos próximos cerca de trinta minutos, esses dois personagens continuam as suas vidas, fazem imensa coisa, tudo como se não tivessem sido feridos com aquela gravidade. A boneca do título é horrenda, qualquer pessoa minimamente saudável não ia querer aquilo dentro de sua casa, muito menos oferecer algo assim a uma criança. A ideia do tablet identificador de entidades é gira. As interpretações são boas, com destaque para a menina pequena. Temos um twist que funciona muito bem e que explica muita coisa. Mas apesar destas três coisas positivas, estamos ainda assim, perante um filme bem fraco.