domingo, 9 de dezembro de 2018

The Hate U Give

Nome do Filme : “The Hate U Give”
Titulo Inglês : “The Hate U Give”
Titulo Português : “O Ódio Que Semeias”
Ano : 2018
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : George Tillman Jr.
Produção : George Tillman Jr.
Elenco : Amandla Stenberg, Regina Hall, Russell Hornsby, Anthony Mackie, Issa Rae, Common, Algee Smith, Sabrina Carpenter, K.J. Apa, Dominique Fishback, Lamar Johnson, Megan Lawless, TJ Wright, Rhonda Johnson Dents, Marcia Wright, Karan Kendrick, Andrene Ward Hammond, Tony Vaughn, Al Mitchell, Kurt Yue.

História : Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato do melhor amigo às mãos de um polícia. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única presente no local do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens e até uma ameaça de morte, ela está disposta a dizer toda a verdade pela honra do seu amigo e para que a justiça seja feita.

Comentário : Muito antes de ser uma fita importante, este é um filme necessário. Confesso que até há bem pouco tempo, eu nem sabia da sua existência e assim que vi o trailer e vi as imagens, me despertou logo a atenção. Depois de ler a sinopse, bem, eu disse para mim mesmo que tinha que ver este filme e foi o que aconteceu. Este não é só apenas mais um filme que trabalha o tema do racismo, mas é também uma fita que desenvolve outros assuntos, em que o racismo é o tema central, é o botão que aciona o motor que faz mover o filme inteiro. Com foco nos Estados Unidos, o filme trás à tona o eterno problema que confronta brancos e negros naquela região do mundo, possivelmente o local onde isso é mais evidente, sendo que o racismo é a cima de tudo um flagelo que se verifica em praticamente todo o mundo. É seguramente um dos filmes que trabalha melhor este tema. O principal problema deste filme é que não responde à questão : “Como é que um policia confunde uma escova de cabelo com uma pistola?”.

Por outro lado, o grande trunfo deste filme é que consegue esclarecer a diferença entre a maneira como a polícia aborda um branco em caso de suspeitas da forma como aborda um negro na mesma situação, diferença essa que se define numa simples mas decisiva frase. Quem já viu este maravilhoso filme, saberá das coisas que eu estou a falar. O argumento do filme é outro dos pontos positivos do longa, e “The Hate U Give” tem imensos pontos positivos, diga-se de passagem. O melhor do filme é Starr Carter, e a maneira como ele trabalha e mostra esta personagem, não só nas duas dualidades da sua personalidade, como também na sua própria maneira de ser e de estar na vida. Apesar dos seus 16 anos, Starr Carter é alguém adulta e complexa, mas principalmente complexa. E Amandla Stenberg consegue na sua excelente prestação mostrar e transparecer tudo aquilo que era necessário e preciso para entendermos a história, a Starr e o filme tal como o realizador queria. Para mim, este já é outro dos melhores e grandes filmes deste ano. Fica aí a dica, vejam, mas a cima de tudo, entendam o filme e a sua poderosa mensagem.

The Little Stranger

Nome do Filme : “The Little Stranger”
Titulo Inglês : “The Little Stranger”
Ano : 2018
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lenny Abrahamson
Produção : Andrea Calderwood/Ed Guiney/Gail Egan
Elenco : Ruth Wilson, Domhnall Gleeson, Charlotte Rampling, Will Poulter, Josh Dylan, Kate Philips, Anna Madeley, Harry Hadden Paton, Dixie Egerickx, Liv Hill.

História : A família Ayres, que vive numa enorme mansão na Inglaterra no período do pós-guerra, chama o Dr. Faraday, um respeitado médico da região, para atendê-los em casa. No entanto, o médico acaba descobrindo grandes segredos da família que não deveriam ter sido revelados.

Comentário : E depois de duas grandes surpresas, uma grande desilusão. Depois de em 2015, nos ter oferecido um dos melhores filmes desse ano (Room), o director Lenny Abrahamson surge-nos quase três anos depois, com este “The Little Stranger”, um dos maiores erros não só da sua curta carreira como também deste ano que agora termina. O elenco até é bom, ele tem Ruth Wilson, o Domhnall Gleeson, o Will Poulter e a senhora Charlotte Rampling, e o melhor do filme são precisamente as interpretações destes quatro actores. O grande problema deste filme é que ele tenta ser muita coisa, mas no fim das contas, ele não é nada daquilo que prometeu e isso é decepcionante. O filme até tenta nos dar algo graças ao seu clima de mistério que até a dada altura, parece estar a funcionar, mas algumas tomadas de decisão de certos personagens deitam tudo por terra. Vale salientar também a personagem da actriz Liv Hill, que apesar de ser interessante, foi muito mal aproveitada. A química entre as personagens é rasa, tão depressa eles parecem ser próximos, como de repente, é como se estivessem a relacionar-se pela primeira vez. O director podia ter trabalhado melhor a questão da relação entre as duas épocas, por vezes, é tudo muito confuso. Eu achei tudo isto muito desinteressante, sinceramente, estava à espera de algo mais aliciante e mais apelativo, para além de terem faltado algumas explicações cruciais para o entendimento do todo. E o final é frustrante. Analisando o filme como um todo, a sensação que me deu foi que, este realizador de cinema indie, dotado aqui de um orçamento muito maior, não soube gerir todos os recursos que tinha em mãos e espalhou-se ao comprido. Mas isso costuma acontecer com muitos, isso não é grande problema. O grande problema aqui, é que quem assistiu ao filme, investiu muito no produto que lhe foi vendido e perdeu quase duas horas da sua vida, neste caso, irrecuperáveis e totalmente perdidas.

BuyBust

Nome do Filme : “BuyBust”
Titulo Inglês : “BuyBust”
Ano : 2018
Duração : 127 minutos
Género : Thriller/Ação
Realização : Erik Matti
Produção : Erik Matti
Elenco : Anne Curtis, Mara Lopez, Sheenly Gener, Nafa Hilario Cruz, Brandon Vera, Victor Neri, Arjo Atayde, Levi Ignacio, Alex Calleja, Lao Rodriguez, Ricky Pascua, Nonie Buencamino, AJ Muhlach, Tarek El Tayech, Maddie Martinez, Mikey Alcaraz, Ian Ignacio, Joel Ignacio.

História : Uma grande equipa de narcóticos monta uma operação para invadir as favelas de Manila, nas Filipinas, e no meio disso há uma agente policial novata chamada Nina, que precisa dar um jeito de não perder o controlo da situação.

Comentário : Este filme de ação de origem filipina cativou-me principalmente devido ao facto de pertencer ao mesmo género daqueles filmes indonésios e coreanos de que eu gosto bastante e que põem a maioria dos filmes americanos do género a um canto. Aqui, em “BuyBust”, as cenas de ação estão muito bem filmadas e mostradas e o resultado é um prato cheio para todos os fãs deste género. Nós acompanhamos um grupo de agentes da autoridade que invadem com cuidado e estratégia as favelas perigosas e violentas de Manila, ficando expostos a todo o tipo de perigos, tendo ainda que fazer de tudo para sobreviver. É um filme tenso, frenético e muito actual, onde o ponto mais forte são claramente as fabulosas cenas de ação cruas e cheias de realismo. No entanto, demora imenso para a ação começar, durante a primeira meia hora praticamente não acontece nada de relevante, apesar de a mim, me ter agradado bastante porque me colocou dentro do cenário. É um filme muito violento, onde a maioria das cenas de morte causam impacto. Podemos encontrar também momentos cómicos na forma como certas coisas acontecem ou têm lugar, sem nunca cair no ridículo. Como costuma acontecer nos filmes desta natureza, as cenas de luta estão muito bem coreografadas, notou-se claramente um cuidado extremo para que tudo desse certo. A nível das interpretações, é tudo mais físico do que interpretativo, com destaque claro para a protagonista, Anne Curtis está brutal neste registo, ela é a razão deste filme existir. Poderá ser facilmente esquecido, mas nas suas duas horas de projeção, são 120 minutos que valem realmente a pena.

Post 1 – Captain Marvel (Expectativas) & Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Pessoal, eu anunciei que tinha desistido deste blogue, mas não consigo ficar longe disto, eu adoro este espaço, adoro cinema e escrever sobre filmes. Assim, eu estou de volta, até mesmo por uma questão de respeito aos poucos que gostam do meu trabalho e que ainda me leiem. Como já tinha anunciado no post de “Moana”, eu decidi abrir novos “quadros” neste blogue, e o primeiro deles foi o de comentar filmes de animação mas sem ficha técnica, apenas a imagem de um poster e o texto do comentário de seguida. O segundo “quadro” que venho agora anunciar são os “Post”, ou seja, este novo “quadro” consistirá em postagens numeradas seguidas do título dos assuntos que irei abordar nesses mesmos comentários, com textos e imagens incluídas. A estes dois “quadros” novos, junta-se um terceiro “quadro” que são os comentários aos filmes que vejo, que é o já habitual de sempre neste blogue. E pronto, é isso. Acho que me expliquei bem, isto é para tentar dinamizar o blogue e tornar este espaço mais diversificado. Começa assim uma nova fase para o “My Cute Movies”. E posto isto, vamos para os assuntos principais:

Captain Marvel (Expectativas)

Finalmente a Marvel resolveu fazer um filme de super-heróis protagonizado por uma mulher, ou seja, um filme de super-heroína. Eu confesso que tenho as minhas expectativas muito altas para este filme e o seu “hype” não podia ser maior. A isso juntamos o facto de quem interpreta essa super-heroina ser uma actriz vencedora de 1 óscar para melhor actriz do ano, então temos um prato cheio. Pelos dois trailers já lançados, espera-se um filme um pouco mais sério do que o habitual. Os trailers dão a entender que poderá ser um filme de origem, ou então de “flashbacks” da protagonista, afinal, existem duas actrizes jovens para fazer as cenas da infância e juventude da Carol Danvers. Como qualquer filme do género, terá grandiosas cenas de ação e aqui os efeitos especiais serão muito importantes. Tem a cena de luta entre a protagonista e a velha, claramente que ela deve ser um alien, daquela famosa raça alienígena que vive em guerra com uma outra. A ação do filme decorre nos anos 90, quando Nick Fury ainda tem os dois olhos, eu espero sinceramente que sejam respondidas a algumas questões ou que sejam colmatadas lacunas de filmes anteriores. A resposta principal que eu gostaria de ver respondida, é porque raio essa mulher não apareceu antes, durante os 20 filmes desta saga. Os uniformes ficam bem em Brie Larson, disso não há dúvidas, a sua personagem será também dona de um gato muito amoroso, animal que protagoniza uma espécie de cena pós-créditos do segundo trailer ao lado de Nick Fury. Espero voltar a este assunto num “post” futuro, afinal, este será um dos grandes filmes do próximo ano. Por tudo aquilo que sei sobre este filme, estou satisfeito. Brie Larson, uma das minhas queridas, é agora também uma super-heroína, uma das mais poderosas da Marvel.

Avengers: End Game (Trailer 1 e Poster 1)

Finalmente, saiu o primeiro trailer de “Vingadores4” e com ele também o título oficial daquele que será o filme que encerrará não só a terceira fase da Marvel no cinema, como também uma história de dez anos composta por 21 filmes. Eu adorei esse título, mas principalmente, eu adorei este primeiro trailer. É um trailer que ao mesmo tempo, ele não mostra quase nada, mas diz muito. Claro que toda esta espera foi ridícula, não faz qualquer sentido, refiro-me ao título, claramente. O mesmo se passa com o titulo do último filme da saga “Star Wars”, o episódio IX. Mas vamos ao tema. Como devem saber, no último filme – Guerra Infinita – o vilão Thanos conseguiu reunir as seis jóias do infinito, estalar os dedos e fazer com que metade das formas de vida do Universo desapareçam. Missão cumprida, ele agora descansa num planeta desconhecido, como que um agricultor a gozar a merecida reforma. Mas na Terra, vivem-se momentos terríveis, não só para o cidadão comum, como também para os nossos heróis. Por exemplo, o Capitão América está desolado, ele perdeu tudo. As pessoas lidam assim com o desaparecimento de amigos ou familiares.

No trailer, vemos um Tony Stark perdido no espaço. Após a derrota com o Thanos, Stark deve-se ter isolado na nave dos Guardiões juntamente com a Nebula e os dois fizeram-se ao espaço numa tentativa de chegar em algum lugar. Tony Stark está desolado, ele está já sem comida e sem água e o oxigénio supostamente irá terminar na manhã seguinte, ou seja, ele precisa de arranjar uma maneira de alguém o encontrar e o salvar ou de chegar a algum lugar. Ele grava uma mensagem para a sua amada, Pepper Potts, através do capacete da armadura, ele não sabe se ela sobreviveu ao estalo do Thanos. Vemos um Steve Rogers que voltou a vestir o manto de Capitão América, a Humanidade precisa dele novamente. Ele e a Black Widow estão na base dos Vingadores, tentando não só se conformar com o sucedido, como também aprender a lidar com a situação e encontrar uma forma de tentar concertar o que sucedeu. O Bruce Banner, única mente brilhante a sobreviver ao estalo, está pensativo a observar a lista de desaparecidos e aqui, não é uma certeza se a Shuri está ou não viva.

Vemos um Clint Barton transformado em Ronin, isso provavelmente aconteceu porque ele viu a esposa e os dois filhos morrerem devido ao estalo do Thanos e o homem, ficou transtornado. A Black Widow deve ir procurá-lo para o recrutar para uma nova missão. Isto porque o Scott Lang aparece com a sua carrinha carregada de material para a nova missão, aliás, eu adorei a expressão do Capitão América ao rever o Homem-Formiga, uma expressão de esperança, de que nem tudo está perdido, ainda há uma solução. Scott Lang que deve ter saído do Mundo Quântico pelas próprias mãos, afinal, ele já o fez uma vez. Depois de ter sido posto a par da situação por terceiros e depois de saber que o seu pessoal foi vítima do Thanos, Scott Lang resolveu ir procurar os Vingadores, provavelmente para usarem o Mundo Quântico para solucionar todo este problema, afinal esse método permite viajar no tempo. Depois, tem uma imagem bastante curiosa, que é quando o Capitão olha para a foto da sua amada dos anos 40, Peggy Carter. Eu acho que ele olha para essa foto, porque vai viajar no tempo e fazer-lhe uma visita final ou quem sabe, ficar por lá naquela época na condição que o Steve Rogers daquele tempo não seja despertado. Eu ainda acho que o Capitão América deve morrer neste último filme, se tornando no tal sacrifício que os realizadores dizem que acontecerá e que será preciso ser feito.

Vemos um Thor transtornado, ele foi quem mais perdeu nos últimos filmes. Na cena, ele está vestido à civil, mas nós já sabemos que ele se transformou no super-herói mais poderoso desta história, a seguir à Capitã Marvel. Por último, vemos um Capitão América firme nesta nova missão, ele chega mesmo a dizer que aquilo terá que funcionar porque ele já não tem mais nada para fazer nem o que fazer. O logo da marvel já mudou, aparece agora a desfazer-se, como se fosse também ele vítima do estalo do Thanos. O logo dos Vingadores com o título aparece de círculo fechado, alguma coisa quererá dizer. E o mais importante, aparece a reconstruir-se, significa que os poucos vingadores que sobraram estão refeitos e prontos para uma missão final, aquela que irá resolver tudo. O trailer não mostra por onde anda o nosso querido Rocket. Mas eu adorei esse trailer, ele transmite esperança e uma possível solução à vista. Voltarei a este assunto em “post” futuros.


Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald

Nome do Filme : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Inglês : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo Português : “Monstros Fantásticos : Os Crimes de Grindelwald”
Ano : 2018
Duração : 134 minutos
Género : Aventura/Fantasia
Realização : David Yates
Produção : J. K. Rowling
Elenco : Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Jude Law, Alison Sudol, Zoe Kravitz, Johnny Depp, Ezra Miller, Carmen Ejogo, Claudia Kim, Dan Fogler, Callum Turner, Victoria Yeates, Kevin Guthrie, Olafur Darri Olafsson, Fiona Glascott, Jessica Williams, Poppy Corby-Tuech, Derek Riddell, Sabine Crossen, Brontis Jodorowsky, Ingvar Eggert Sigurdsson, Olwen Fouere, Donna Preston, David Sakurai, Nasir Jama, Liv Hansen, Alexandra Ford, Adam Ewan, Isaura Barbe-Brown, Jamie Campbell Bower.

História : O excêntrico magizoologista Newt Scamander é recrutado por Albus Dumbledore, seu antigo professor em Hogwarts, para enfrentar o terrível Grindelwald, considerado um dos mais poderosos feiticeiros de todos os tempos, que escapou da prisão. Como prometido quando foi capturado pelo Congresso Mágico, Grindelwald pretende reunir feiticeiros de todo o mundo e assim dominar toda a população “não-mágica”. Caberá a Newt Scamander e aos seus companheiros resolver a situação, antes que seja tarde demais.

Comentário : Confesso que estava muito indeciso sobre se vinha ou não aqui comentar o filme mais recente que vi, este novo capítulo adaptado dos livros da escritora J. K. Rowling. É lamentável que tanta gente dê dinheiro para assistir a estes filmes no cinema, porque além de não o canalizarem para filmes a sério, ainda estão a contribuir para encher os bolsos aos grandes estúdios e a todos aqueles mafiosos e ladrões que gerem este negócio há décadas. E quando eu digo que são filmes de estúdio, é a pura verdade. Onde as versões dos realizadores são quase sempre alteradas de forma a enquadrar certos padrões instituídos pelos grandes estúdios com a finalidade de lucrar o mais possível. Num negócio onde não existe o mínimo de respeito pelas obras originais em que os filmes se baseiam, onde os direitos dos espectadores não são respeitados, tudo em nome dos grandes estúdios que só têm uma única finalidade : fazer dinheiro em vez de facultar bons filmes com boas histórias. Mas infelizmente, as pessoas “papam” quase todo o lixo que os cinemas lhes vendem e enquanto for assim, quem gosta do verdadeiro cinema, sairá sempre a perder.

Confesso também que gostei imenso dos filmes do Harry Potter e, recentemente, passei esta minha paixão à minha sobrinha mais velha. Gosto imenso de a ver apaixonar-se pelos mesmos filmes que me fizeram feliz, porque esses oito filmes, apesar de terem o mesmo objectivo de todos os outros blockbusters, eram filmes bem executados. Vale frisar que eu fui contra a divisão do sétimo livro em dois filmes, cuja única finalidade foi a de gerar mais dinheiro. Mas neste caso deu para desenvolver mais a história e isso foi positivo para nós. Agora, e numa tentativa de repetir a proeza conseguida com os filmes do Harry Potter, os estúdios pegaram num único livro da escritora e dividiram-no em cinco filmes, claro que isto representa um verdadeiro insulto para quem gosta não só do livro e da história, como também é apaixonado por este mundo bem complexo. Este segundo filme desta nova saga foi também realizado por David Yates e o que temos aqui é mais do mesmo. Esta história existe em livro, quem gosta deste mundo, tem o livro como base da história. Assim, pedia-se apenas 1 único filme longo que resumisse esta obra literária e não que o dividissem em cinco filmes que durará cerca de dez anos. Enfim, eu considero isto uma vergonha. A questão principal é : será que era mesmo perciso isto. Não seria melhor adaptarem para filme o último livro do Harry Potter : “Harry Potter And The Cursed Child”, eu penso que seria mais inteligente, e a seguir faziam apenas 1 longo filme adaptado de “Fantastic Beasts And Where To Find Them”.

Confesso por fim, que não gostei nada do primeiro filme de “Animais Fantásticos” e embora ache este segundo filme bem melhor, ainda assim, é um filme que repete as mesmas fórmulas dos anteriores, cheio dos mesmos clichés, não oferece nada de novo daquilo que os filmes do Harry Potter já haviam entregado, é portanto tudo mais do mesmo. Aquilo que este segundo filme ganha face ao primeiro, é a sua história ou trama que é bastante complexa com mais personagens e onde muitos consideravam o maior problema do filme, eu não partilho dessa ideia. Pessoalmente, eu acho mesmo que isso só enriquece o filme. Para mim, o principal problema deste segundo filme é a mesmice, é o “vira o disco e toca o mesmo”. Continuo a não gostar nem do personagem e nem da prestação de Eddie Redmayne, eles não convencem em nada. Outra coisa que me desagrada é a troca de elenco principal jovem por elenco principal adulto, os personagens destes novos filmes não despertam qualquer tipo de interesse e quem os vê, está-se a borrifar para aquilo que lhes possa acontecer, tudo porque a história do depois já é conhecida e é bem mais interessante. Johnny Depp (excelente actor) já se devia ter reformado ou então se dedicado a filmes sérios ou dramáticos. O Jude Law como Dumbledore não convence, simplesmente porque custa a acreditar que aquele velhinho dos oito filmes anteriores foi em jovem adulto aquilo que apresentam agora (a mesma coisa) e que somos obrigados a acompanhar, porque nos foi impingido. Como pontos positivos, apenas tenho que referir que a nível técnico o filme roça a perfeição, desde a espectacular fotografia, passando por todo o lado artístico e terminando nos fabulosos efeitos especiais, já que a nível visual, este filme encanta. Mas isso é o mínimo que se pedia, já que as tecnologias de agora assim o permitem, condenável seria o contrário. Há, adorei ver a Nagini nas suas duas formas!. O filme peca ainda por responder a poucas perguntas de filmes anteriores, para além de ser um filme que apenas serve de “ponte” para nos preparar para aquilo que iremos encontrar nos próximos três filmes e isso é uma pena. Um último reparo, gostei de ter voltado a ver Hogwarts e os seus alunos, que saudades.


Spider-Man : Homecoming

Nome do Filme : “Spider-Man : Homecoming”
Titulo Inglês : “Spider-Man : Homecoming”
Titulo Português : “Homem-Aranha: Regresso a Casa”
Ano : 2017
Duração : 133 minutos
Género : Aventura/Ação
Realização : Jon Watts
Produção : Kevin Feige
Elenco : Tom Holland, Robert Downey Jr., Michael Keaton, Marisa Tomei, Laura Harrier, Jacob Batalon, Jon Favreau, Donald Glover, Gwyneth Paltrow, Tony Revolori, Bokeem Woodbine, Michael Chernus, Angourie Rice, Garcelle Beauvais, Kenneth Choi, Abraham Attah, Tyne Daly, Hannibal Buress, Selenis Leyva, Martin Starr, Michael Mando, Logan Marshall Green, Jorge Lendeborg Jr., Tiffany Espensen, Isabella Amara, Michael Barbieri, Zendaya, Stan Lee.

História : Depois da sua experiência numa missão de apoio aos Vingadores, Peter Parker regressa a casa e recebe uma oferta do meu mentor Tony Stark : um uniforme tecnológico muito à sua medida. Com alguma dificuldade em distanciar-se das aventuras vividas com os super-heróis e encarar a relativa normalidade do seu dia a dia, vai lutando contra o crime nas proximidades, ajudando os vizinhos a enfrentar os seus problemas com os marginais. É então que, ao deparar-se com o terrível Vulture, um vilão que pretende prejudicar Tony Stark, encontra a oportunidade por que esperava para provar ao seu mentor, que é muito mais do que um simples adolescente com poderes e que, pela sua coragem e determinação, merece um lugar na equipa dos Vingadores.

Comentário : O Homem-Aranha é o meu super-herói preferido quando eu era mais jovem. De certa forma, penso que o filme até está bem conseguido e a principal razão de eu gostar bastante dele é o facto de mostrar um Peter Parker adolescente. Neste “Homecoming”, encontramos Peter Parker na sua adolescência, com os dilemas e problemas próprios da adolescência, com personagens na sua maioria jovens, lidando com os problemas da vizinhança e resolvendo pequenos delitos. Este sim, é o Peter Parker/Homem-Aranha que eu sempre quis ver no cinema. O actor principal, Tom Holland, foi uma excelente escolha para o papel, ele convenceu-me enquanto Peter Parker, e é isso que interessa. Gostei também de terem incluído Tony Stark no filme, ele foi muito bem inserido na história, não ocupa demasiado tempo, apenas o necessário. Gostei de quase todo o elenco jovem do filme, penso que todos estão bem nos seus papéis, com excepção da Zendaya, eu não gostei nada da sua personagem. Como vilão, Michael Keaton até não está mal, ele convence nas suas motivações, ainda assim, muito longe de ser um grande vilão como Thanos ou mesmo Erik Killmonger. O filme não aposta muito em grandes cenas de ação, como sucedeu em outros filmes do estúdio, mas faz bem em nos facultar uma história mais pé no chão com problemas um pouco mais reais, e com as respectivas consequências. Estão finalizadas as gravações do segundo filme desta nova trilogia do Homem-Aranha, o título é “Spider-Man: Far From Home” e irá estrear em Julho do próximo ano. O filme irá oficialmente abrir a quarta fase do MCU, onde supostamente irá começar uma nova história.

Ant-Man And The Wasp

Nome do Filme : “Ant-Man And The Wasp”
Titulo Inglês : “Ant-Man And The Wasp”
Titulo Português : “Homem-Formiga e a Vespa”
Ano : 2018
Duração : 119 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Ação
Realização : Peyton Reed
Produção : Kevin Feige
Elenco : Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Hannah John-Kamen, Abby Ryder Fortson, Michael Pena, Walton Goggins, Bobby Cannavale, Judy Greer, Randall Park, Laurence Fishburne, David Dastmalchian, Tip Harris, Divian Ladwa, Goran Kostic, Rob Archer, Sean Kleier, Benjamin Byron Davis, Michael Cerveris, Riann Steele, Dax Griffin, Hayley Lovitt, Langston Fishburne, RaeLynn Bratten, Madeleine McGraw.

História : Scott Lang lida com as consequências das suas escolhas tanto como super-herói membro dos Vingadores quanto como pai da pequena Cassie. Enquanto tenta reequilibrar a sua vida pessoal com suas responsabilidades como Homem-Formiga, ele é confrontado por Hank Pym e pela sua filha, Hope Van Dyne, com uma missão urgente : resgastar a verdadeira super-heroína Vespa e esposa de Pym, do Reino Quântico, onde ela está presa há décadas. Ao mesmo tempo, Scott Lang deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado de Hope, para tentarem impedir um novo vilão chamado “Ghost” de cumprir os seus objectivos, aparentemente nefastos.

Comentário : Vamos falar de “Homem-Formiga e a Vespa”, um dos últimos filmes que compõem o MCU, com estas suas primeiras três fases. Depois do grandioso “Vingadores : Guerra do Infinito”, nós ficamos num patamar muito alto e exigente no que diz respeito aos filmes de super-heróis da Marvel. Logo, muitos irão sair desiludidos deste segundo filme do Homem-Formiga, porque é um filme menor, ele não tem nada de grandioso e de espectacular, é uma fita simples e que serve como uma ponte muito pequena para “Avengers : End Game”. Penso que é melhor do que o primeiro filme do pequeno vingador, tem uma história mais interessante e melhores efeitos visuais, com cenas de ação muito boas, aliás, os conceitos e as cenas de escalas são aqui muito bem trabalhados. As personagens também são mais consistentes, principalmente a Hope, o Hank Pym e o próprio Scott Lang. Temos uma vilã que na verdade não é um vilão, a Ava ou a Ghost, é uma rapariga com um passado trágico e cujas motivações são perfeitamente aceitáveis e compreensíveis. O Paul Rudd está mais uma vez muito bem no papel principal, mas quem lhe rouba a cena é Evangeline Lilly no papel da nova Vespa, a super-heroína formada neste segundo filme. O Michael Pena vai bem no papel cómico, embora exagere por vezes. Temos novamente a pequena Abby Ryder Fortson no papel da filha do protagonista, aqui dando mais da sua querida personagem, a química entre Cassie e Scott Lang surge mais acentuada neste segundo filme. Aliás, este é seguramente o filme mais familiar da Marvel. Existem ainda rumores de Kevin Feige que talvez Cassie integre uma equipa de Jovens Vingadores na quarta fase dos filmes do MCU. “Homem-Formiga e a Vespa” é um bom filme, melhor do que o primeiro, e apenas peca pelo excesso de humor e pela pequena ligação que possui com “Avengers : End Game”, já que se pedia muito mais.

Guardians Of The Galaxy Vol. 2

Nome do Filme : “Guardians Of The Galaxy Vol. 2”
Titulo Inglês : “Guardians Of The Galaxy Vol. 2”
Titulo Português : “Guardiões da Galáxia – Volume 2”
Ano : 2017
Duração : 137 minutos
Género : Ação/Aventura/Ficção-Científica
Realização : James Gunn
Produção : Kevin Feige
Elenco : Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker, Pom Klementieff, Karen Gillan, Kurt Russell, Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, Sean Gunn, Chris Sullivan, Tommy Flanagan, Laura Haddock, Alex Klein, Evan Jones, Joe Fria, Terence Rosemore, Stephen Blackehart, Rob Zombie, Seth Green, Ving Rhames, Michelle Yeoh, Michael Rosenbaum, Jeff Goldblum, Stan Lee.

História : Os Guardiões continuam as suas aventuras pela Galáxia, enquanto que novos acontecimentos ameaçam o laço que existe entre eles.

Comentário : Eu gostei um pouco do primeiro volume e assim se mantém neste segundo volume, ambos os filmes não são os que eu mais gosto do universo da Marvel e eu confesso que não gosto das histórias dos Guardiões, mas curto bastante estas personagens. Uma coisa que eu tenho que frisar, eu lido mal com o humor neste tipo de filmes, penso que os estúdios e os realizadores podiam levar as coisas mais a sério, tipo o excelente trabalho que Christopher Nolan fez com o Batman. E neste filme dos guardiões, o estúdio e o próprio James Gunn levam as coisas a patamares verdadeiramente estúpidos, se o primeiro volume já era ridículo a nível das piadas e do humor, este segundo volume possui o dobro da estupidez. É compreensível que o estúdio queira agradar às massas e a um público pouco exigente que não pretende ver cinema mas sim diversão, mas não é aceitável que tornem as coisas demasiado estúpidas e acreditem, este filme possui humor a mais, nada se leva a sério. Além de termos um péssimo argumento. No entanto, a nível visual é estonteante e o filme faz ainda muitas referências a personagens, principalmente aos anos 80, com novas músicas e outros.

Voltando aos personagens, porque são eles aquilo que o filme tem de melhor. Visto que todos os actores estão bem nos seus papéis, vamos às personagens propriamente ditas. Peter Quill está demais no seu papel, foi com prazer que o vi regressar em grande forma, gosto bastante do seu personagem. Gamora é uma das minhas personagens femininas preferidas do universo Marvel e gostei imenso de a voltar a ver, ela tem uma cena muito bonita com Nebula, que é uma personagem que também funciona muito bem nestes filmes. Drax é possivelmente o personagem masculino mais interessante deste volume. Rocket é um dos meus personagens digitais preferidos do cinema e neste segundo volume está ainda mais hilariante, o bicho é adorável e é um mimo. O Baby Groot é a melhor personagem deste segundo volume, ele é ainda melhor do que a sua versão adulta. Yondu é outro personagem espectacular, eu adorei vê-lo mais neste segundo volume do que no primeiro. Por último, Mantis encanta, eu fiquei rendido aos encantos desta alienígena, bonita e ternurenta, ela é a melhor aquisição de James Gunn para este segundo volume, eu gostava de ver mais dela. E mais uma vez, temos um vilão que é uma porcaria, a Marvel não sabia fazer vilões no cinema até “Black Panther”.


domingo, 25 de novembro de 2018

Blue My Mind

Nome do Filme : “Blue My Mind”
Titulo Inglês : “Blue My Mind”
Ano : 2017
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Lisa Bruhlmann
Produção : Katrin Renz/Stefan Jager
Elenco : Luna Wedler, Zoe Pastelle Holthuizen, Lou Haltinner, Una Rusca, Yael Meier, Regula Grauwiller, Georg Scharegg, David Oberholzer, Timon Kiefer, Benjamin Dangel, Martin Rapold, Dominik Locher, Rachel Braunschweig, Ruth Schwegler.

História : Mia, de 15 anos, está enfrentando uma transformação esmagadora que questiona a sua existência. O seu corpo está a mudar radicalmente e, apesar das tentativas desesperadas de parar o processo, ela logo é obrigada a aceitar que a natureza é muito mais poderosa.

Comentário : Boa noite pessoal, ultimamente eu ando muito irritado, a vida não está fácil, felizmente ainda não perdi a vontade de ver filmes, que é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida. Eu já andava há bastante tempo para ver este filme e agora que o conferi, confesso que levei um verdadeiro murro no estômago. O filme é suíço, é cinema europeu de qualidade e eu gostei bastante, a Disney devia ver esta produção antes de passar a filme uma das suas melhores histórias clássicas, talvez tirassem algumas ideias interessantes e úteis para fazerem uma adaptação decente para imagem real de um dos seus contos infantis. No fundo, trata-se de um filme que começa de uma maneira e que termina em algo totalmente diferente, diria mesmo o oposto. A realizadora começa por nos mostrar a história de uma adolescente com todos os seus problemas e respectiva complexidade, para depois nos atirar à cara algo muito fora do normal que se pode resumir como uma criança desorientada. E praticamente é isso que temos, apesar de ser bem mais drástico, dramático e radical.

Confesso que dou por mim, à noite, a pensar que os pais, muitas das vezes, desconhecem o que as suas filhas andam a fazer quando não estão em casa ou até mesmo quando estão fechadas nos seus quartos agarradas aos portáteis na internet. E isso sempre foi algo que me fez imensa confusão, porque hoje em dia, existe pouco diálogo nas famílias, muitas das vezes, os pais não se interessam pelos quotidianos das suas filhas e estas também não “puxam” conversa com os seus progenitores. Quando são crianças, as meninas são compensadas pelos pais com brinquedos e outras coisas, no intuito de preencher a falta de atenção, de conversa e mesmo de amor. E isso é o mal de grande parte das sociedades actuais. Quase tudo o que acabei de escrever verifica-se neste filme dramático, ele funciona como uma espécie de alerta. E a mim, custa-me muito saber e ter conhecimento que existem muitas raparigas por esse mundo fora que se metem nestas confusões e não possuem respeito por elas próprias. Foi por isso que este filme me chocou e não por aquilo que aconteceu com Mia, embora outros filmes já tivessem sortido em mim o mesmo efeito e passado estas mensagens. Os pais “normais” tentam proteger as suas filhas da maneira como podem, mas este mundo é muito cruel, injusto e mau. Vale dizer que Luna Wedler e Zoe Pastelle Holtuizen estão excelentes nas suas interpretações, seguramente as melhores personagens do filme. Apesar de não nos dar as devidas respostas, o filme é muito bom e tem um final lindo. Adorei.



We The Animals

Nome do Filme : “We The Animals”
Titulo Inglês : “We The Animals”
Titulo Português : “Nós, Os Animais”
Ano : 2018
Duração : 94 minutos
Género : Drama
Realização : Jeremiah Zagar
Produção : Christina King/Andrew Goldman/Jeremy Yaches/Paul Mezey
Elenco : Sheila Vand, Raul Castillo, Evan Rosado, Isaiah Kristian, Josiah Gabriel.

História : Manny, Joel e Jonah são três irmãos trilhando os seus caminhos pela infância. Seus pais possuem um amor volátil, que faz e desfaz a família várias vezes, deixando os garotos por sua conta. Enquanto Manny e Joel vão se endurecendo e se tornando versões do seu pai, o mais novo e sonhador Jonah se torna cada vez mais consciente da necessidade de escapar daquele lugar e voar para bem longe dali.

Comentário : O filme fala basicamente de uma família quase disfuncional e muito pobre. São cinco, um casal e três filhos rapazes, mas o homem da casa está quase sempre em conflitos com a esposa, chegando mesmo a agredi-la algumas vezes, eles passam necessidades e fome, vivem de forma precária, tudo isto diante dos menores. Claro que a coisa só podia dar para o torto. Filmado de maneira quase amadora, este filme independente é um retrato de muitas famílias por esse mundo fora, e funciona muito bem nesse sentido. O filme tem apenas 88 minutos de imagens, mas parece demorar umas três horas e isso não se deve unicamente ao seu ritmo lento, mas também aos acontecimentos retratados dentro do próprio longa, ao mesmo tempo que acontece muita coisa, parece que nada acontece, é quase como se andássemos à roda e não saíssemos do mesmo sítio. Mas não se enganem, para uma das cinco personagens centrais, a história termina muito diferente da maneira como começou. Temos uma cena bem nojenta, mas que se torna bonita pela maneira como quase termina. Existe uma cena que está no trailer, mas que não aparece no filme, há, se puderem evitem ver o trailer, porque mostra quase tudo de relevante que o filme possui. A nível das interpretações, os adultos estão muito bem, Sheila Vand e Raul Castillo desempenham quase na perfeição o tipo de pais que se pretende mostrar, eles podem-se mesmo considerar vítimas de uma sociedade e de um tempo difícil. Os meninos também estão muito bem, com destaque óbvio para o mais novo, Evan Rosado é um achado e eu considero o seu Jonah, o melhor personagem do filme. Mesmo quando se descobre o conteúdo de grande parte do seu caderno, nós continuamos do seu lado devido às suas reais circunstâncias. É um filme muito realista e com alma.

Sabrina

Nome do Filme : “Sabrina”
Titulo Inglês : “Sabrina”
Ano : 2018
Duração : 113 minutos
Género : Terror
Realização : Rocky Soraya
Produção : Rocky Soraya/Raam Soraya
Elenco : Richelle Georgette Skornicki, Luna Maya, Christian Sugiono, Sara Wijayanto, Jeremy Thomas, Asri Handayani, Rizky Hanggono, Demian Aditya, Sahil Shah.

História : Vanya nunca aceitou a morte da mãe, sendo adoptada pelo tio e pela mulher dele. Como o tio é um fabricante de bonecas, Vanya recebe dele um modelo mais avançado da boneca que actualmente está a fazer muito sucesso e a encher-lhe os bolsos, de seu nome Sabrina. Mas com o passar do tempo, começam a acontecer coisas estranhas na casa onde os três residem e tudo leva a crer que se trata de um espírito que entrou nas vidas deles sem pedir permissão.

Comentário : Este filme não é um filme de terror americano, felizmente, ele é da Indonésia, ou seja, é sempre bom vermos e experimentarmos cinema de outros países, com outras propostas, possivelmente com ideias originais e com outras perspectivas. E por falar nisso, este “Sabrina”, ele é realizado por Rocky Soraya, um tipo que está muito dentro da onda de filmes de terror, e de fitas que falam de bonecas demoníacas. Aliás, este realizador já havia dirigido outros dois filmes com este mesmo tema : “The Doll” de 2016 e “The Doll 2” de 2017, e o mais curioso é que ele trouxe para este “Sabrina” uma personagem desses dois filmes anteriores, a Laras, ela é uma espécie de “caçadora de espíritos”, a função dela é ir a casa das pessoas e fazer com que os espíritos e os demónios abandonem aquelas casas e aquelas respectivas famílias. Rocky Soraya entra em “Sabrina” com o mesmo registo, esta é mais uma história de demónios e fantasmas, mas aqui com um argumento bem mais elaborado. Eu confesso que este é o primeiro filme que vejo dele. Nota-se claramente que é um filme de baixo orçamento, onde os efeitos especiais não são grande coisa, o roteiro tem furos, algumas partes são ridículas e existem alguns erros bem graves. E falando em erros, sem querer dar spoilers, existe uma cena em que uma personagem leva uma facada na barriga e um outro personagem leva também uma facada bem perto do coração, pois bem, ao longo dos próximos cerca de trinta minutos, esses dois personagens continuam as suas vidas, fazem imensa coisa, tudo como se não tivessem sido feridos com aquela gravidade. A boneca do título é horrenda, qualquer pessoa minimamente saudável não ia querer aquilo dentro de sua casa, muito menos oferecer algo assim a uma criança. A ideia do tablet identificador de entidades é gira. As interpretações são boas, com destaque para a menina pequena. Temos um twist que funciona muito bem e que explica muita coisa. Mas apesar destas três coisas positivas, estamos ainda assim, perante um filme bem fraco.


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Cuori Puri

Nome do Filme : “Cuori Puri”
Titulo Inglês : “Pure Hearts”
Título Português : “Coração Puro”
Ano : 2017
Duração : 110 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Roberto De Paolis
Produção : Roberto De Paolis/Carla Altieri
Elenco : Selene Caramazza, Simone Liberati, Barbora Bobulova, Stefano Fresi, Edoardo Pesce, Antonella Attili, Federico Pacifici, Isabella Delle Monache, Ruben Anello, Sara Borsarelli, Susanna Bugatti, Andrea Giannini, Alexia Murray, Ivano Negri, Nick Nicolosi, Francesco Primavera, Denise Priscilla Sciacca, Romano Talevi, Daniele Natali, Daniele Muzi.

História : Agnese e Stefano não podiam ser mais diferentes. Ela é uma rapariga de 18 anos recatada e religiosa que vive com a mãe, que a controla em praticamente tudo, elas são da classe média. Ele é extremamente pobre, tem um emprego precário, vive com a mãe e com um pai que não lhe liga nenhuma. Um dia, os dois conhecem-se numa situação bem peculiar e, mais tarde, tornam-se amigos, se apaixonando de seguida. Apesar de manter uma certa distância entre Stefano e a mãe, Agnese acaba por se envolver de forma íntima com ele, o que no entender da miúda, é como se a vida dela estivesse estragada.

Comentário : Nesta quarta-feira vi este filme italiano que confesso ter gostado bastante, é uma fita que fala do amor, neste caso, de uma maneira específica de amar, a maneira de amar de Agnese. Mas como o amor é o melhor dos sentimentos, tudo é compreensível. Inicialmente, o filme tem uma narrativa dividida em dois segmentos que vão intercalando constantemente, de um lado nos é proposto conhecer Agnese e a vida dela enquanto que do outro, passamos a acompanhar Stefano e como ele vive. A partir do momento em que os dois se apaixonam, os ponteiros são imediatamente acertados e temos história a sério. E em se tratando de uma história de amor, todos os ingredientes estão cuidadosamente reunidos. Penso que o realizador “cozinhou” muito bem tudo o que tinha em mãos, ou não fosse ele também o produtor principal do filme. Este filme é daqueles casos em que, mesmo abordando também a religião, nunca nos joga à cara isso, pelo contrário, trabalha essa questão tão importante na dosagem certa, sem fazê-la passar cá para fora, é tudo falado e trabalhado dentro do filme e assim não fere sensibilidades. Recordo que outros filmes costumam fazer o contrário, coisa que me irrita profundamente. O filme foca igualmente as diferenças entre classes sociais, bem como a pobreza em si. Somos também abordados sobre o facto da justiça e das leis não serem aplicadas a uma determinada etnia. Como romance, ele funciona na perfeição, a sequência de sexo chega a impressionar, simplesmente pela forma como tudo nos é mostrado e também pelo facto da rapariga ser uma virgem acabada de completar 18 anos e ser totalmente inexperiente a nível amoroso e sexual. E com tudo isto, Selene Caramazza e Simone Liberati possuem interpretações muito boas e uma excelente química sempre que estão juntos.

The Clovehitch Killer

Nome do Filme : “The Clovehitch Killer”
Titulo Inglês : “The Clovehitch Killer”
Ano : 2018
Duração : 109 minutos
Género : Thriller/Drama/Mystery
Realização : Duncan Skiles
Produção : Duncan Skiles
Elenco : Dylan McDermott, Charlie Plummer, Madisen Beaty, Samantha Mathis, Brenna Sherman, Lance Chantiles-Wertz.

História : Um jovem faz uma descoberta cujas consequências vão alterar a sua vida para sempre.

Comentário : Este é mais um bom filme que tive a sorte de ver, apesar de ser mais um filme sobre um assassino em série, ele possui coisas bem interessantes na sua história e três fantásticos twists que me encheram as medidas. Um dos principais trunfos deste filme é o seu clima de mistério que está sempre presente durante quase duas horas de duração. Temos também muita tensão e nesse sentido vale voltar a frisar que podemos contar com vários pequenos twists, mas existem três deles que são fantásticos. Confesso que eu adivinhei algumas coisas, sim, existem coisas previsíveis aqui, mas isso aconteceu comigo possivelmente porque eu já vi muitos filmes deste género. É um filme que dá que pensar, afinal, existem muitos homens como Don por esse mundo fora, o grande problema é que muitos desses nojentos nunca são descobertos e aqueles que o são, raramente chegam a pagar por tudo aquilo que fizeram. Em muitos países, a justiça ou nunca é feita ou então é demasiado branda, é realmente muito triste e injusto.

O roteiro chega-nos a pregar algumas partidas, por vezes, nós julgamos que vai acontecer algo a alguém ou alguma coisa, mas tudo acaba por ir em outra direção. Claro que existem aqui alguns clichés e existe perto do final, uma coisa que ficou muito mal explicada para mim. Dylan McDermott está muito bem no papel do nojento de serviço, ele cumpre bem as suas “duas personagens”, quem viu o filme saberá do que eu estou a falar. Charlie Plummer está impecável no papel do filho do nojento, ele convence enquanto alguém que descobre que o homem em que sempre confiou e que sempre o protegeu, não é nada daquilo que ele pensava. E aqui vale frisar que o jovem actor soube não só trabalhar a sua expressividade como também conseguiu imprimir no seu personagem sentimentos como desgosto, desespero, insegurança, medo, desprezo e principalmente amor. E Madisen Beaty tem aqui a melhor personagem feminina do filme, eu adorei a sua Kassi, ela é não só uma espécie de personagem “chave”, como também um factor importante e determinante para a resolução de tudo isto. Vale frisar também a fantástica química que existe entre Tyler e Kassi, estes dois personagens funcionam muito bem juntos, embora cada um deles funcione também em separado. Em relação ao final, foi uma surpresa para mim, mas eu gostei da maneira como tudo terminou.

Benzinho

Nome do Filme : “Benzinho”
Titulo Inglês : “Loveling”
Titulo Português : “Benzinho”
Ano : 2018
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Gustavo Pizzi
Produção : Gustavo Pizzi/Tatiana Leite
Elenco : Karine Teles, Adriana Esteves, Octávio Muller, Konstantinos Sarris, Arthur Teles Pizzi, Francisco Teles Pizzi, César Troncoso, Mateus Solano, Pablo Riera.

História : O primogénito de uma família de classe média é convidado para estudar na Alemanha e lança a sua mãe numa espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã, lidar com os problemas de casa, conviver com as instabilidades do marido e se desdobrar para dar atenção e cuidar dos seus outros três filhos, ela terá de enfrentar a sua partida antes de estar preparada para tal.

Comentário : Com alguns filmes bons para serem inscritos na lista do pré-óscar de melhor filme estrangeiro deste ano, não se entende que o escolhido tenha sido um filme tão fraco que eu nem me apetece vir aqui comentar, e o mesmo se passa com o nosso país, nós temos filmes bem melhores do que aquele que nos vai representar lá fora na grande cerimónia das estatuetas douradas, mas enfim. Tudo isto para dizer que este “Benzinho” podia muito bem ser o escolhido, não só por ser um filme bem melhor como também por ser um filme muito humano e realista. Pessoalmente, eu gostei bastante de ter conhecido a história desta família, em que o foco se concentra mais na mulher da casa, uma esposa e mãe bem desesperada. Ao olharmos bem para esta mulher, é muito fácil percebermos que aquilo que se passa com ela não difere muito do que acontece em outras casas. No início, é tudo muito bonito, mas quando os maridos se acomodam à vida de casados e quando os filhos começam a crescer, chegam os problemas. Eu próprio, já testemunhei duas ou três situações que vi aqui em outros locais e até mesmo uma determinada situação em particular na minha casa há uns bons anos. E com isso, é muito fácil para qualquer espectador se identificar com cada um dos elementos que compõem esta família. É também muito fácil nós ficarmos do lado desta mãe, anormal seria o contrário, e acreditem, esta mulher vive uma situação bem complicada e desesperante. No papel principal, encontramos uma muito profissional Karine Teles, esta actriz veterana tem aqui a melhor prestação do longa, como eu já frisei anteriormente, é muito fácil ficarmos do seu lado, porque ela é bastante convincente e representa o real. Adriana Esteves é uma das melhores actrizes brasileiras, ela aqui está a fazer aquilo que sabe fazer melhor, representar bem. Octávio Muller passa bem a mensagem de como são grande parte dos maridos de hoje, ou seja, uns incompetentes. E Konstantinos Sarris manda bem no papel do filho ingrato e irresponsável. No geral, estamos perante uma obra eficaz, um filme sobre a família muito actual.

domingo, 18 de novembro de 2018

Burning

Nome do Filme : “Beoning”
Titulo Inglês : “Burning”
Ano : 2018
Duração : 148 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lee Chang-dong
Produção : Lee Chang-dong/Gwang-hee Ok/Joon-dong Lee
Elenco : Ah-In Yoo, Jong-seo Jeon, Steven Yeun, Soo-Kyung Kim, Seung-ho Choi, Seong-kun Mun, Bok-gi Min, Soo-Jeong Lee, Hye-ra Ban, Mi-Kyung Cha, Bong-ryeon Lee, Wonhyeong Jang, Seok-Chan Jeon, Joong-ok Lee, Ja-Yeon Ok.

História : Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo reencontra Hae-mi, uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar do seu gato de estimação enquanto está longe. Passados uns tempos, Hae-mi volta para casa na companhia de Ben, um homem misterioso que conheceu em África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos.

Comentário : E para terminar mais um fim-de-semana em grande, resolvi fazê-lo vendo um filme coreano, que confesso ter gostado bastante. Antes de mais, tenho que dizer que este não é um filme para todos os tipos de público, tudo devido a ser não só uma obra muito simples como também por ser detentora de um ritmo muito lento, não é por isso uma narrativa que agrade à maioria. Outro factor que também irá desagradar a todos aqueles que adoram as grandes produções americanas, é o facto deste filme ser muito longo, são quase duas horas e meia de uma história que nos é contada e mostrada muito lentamente e aparentemente sem grande coisa a acontecer durante esse tempo. Mas a todos aqueles que amam o verdadeiro cinema e estiverem dispostos a conhecer uma nova história, poderão embarcar nesta aventura cheia de mistério e imagens bonitas. O filme tem uma excelente fotografia e está muito bem filmado.

Alguns defendem que se o realizador tirasse algumas cenas a fim de deixar o filme mais enxuto, as coisas seriam melhores. Claro que eu não concordo com isso, eu gostei de cada uma das cenas deste filme e embora algumas tivessem parecido demasiado simples, certamente terão o devido significado para o todo, penso realmente que nada estava ali ao acaso ou para preencher espaços. O que eu quero dizer com isto é que não senti que alguma cena estivesse a mais no filme, todas as cenas contribuíram e bem para culminar naquele final e serviram principalmente para compreendermos minimamente as três personagens centrais. A cena do gato na garagem é uma das melhores do filme, pelo seu significado. Mas todo o filme está cheio de bons momentos e de cenas muito bonitas. A nível das interpretações, eu adorei o registo da actriz Jong-seo Jeon, ela representa muito bem o papel da amiga de infância do protagonista, para além de possuir uma personagem bem agradável e fácil de empatizar. E como protagonista masculino, Ah-In Yoo, está soberbo nesse papel, eu adorei o seu personagem, já para não falar da química dele com ela que é perfeita e funcional. Sobre o final, confesso que não estava nada à espera daquilo, mas adorei o que Jong-soo fez para que houvesse justiça. Sem dúvidas, um dos grandes filmes deste ano.


Cam

Nome do Filme : “Cam”
Titulo Inglês : “Cam”
Ano : 2018
Duração : 94 minutos
Género : Terror/Mystery/Thriller
Realização : Daniel Goldhaber
Produção : Isabelle Link-Levy/John H. Lang/Adam Hendricks/Greg Gilreath
Elenco : Madeline Brewer, Patch Darragh, Melora Walters, Devin Druid, Imani Hakim, Michael Dempsey, Flora Diaz, Samantha Robinson, Jessica Parker Kennedy, Linda Griffin, Quei Tann, Clint Jung, Carl Donelson, Brayden Skoglund, Emily Berry.

História : Uma “cam girl” com a popularidade em alta tem a sua conta roubada por uma sósia e precisa identificar a farsante para reaver a sua identidade.

Comentário : A sétima arte está sempre a arranjar maneira de reinventar-se, buscando novas formas de contar histórias e mesmo de mostrar os seus filmes. Este “Cam” é mais dessa intenção, estamos mais ou menos perante uma história inédita. Aquilo que acontece aqui à nossa protagonista podia acontecer a qualquer pessoa que se aventura na internet. E tendo isso em conta, vale frisar o comentário de um personagem do filme em determinada altura : “se não queres problemas, não vás à Internet, deixa isso”. Eu não sei se esse mesmo personagem tem ou não razão ou se é assim tão fácil, mas o facto é que se alguém não quer ter problemas, basta para isso não se meter nas coisas, não se envolver. A maneira de ganhar a vida que a protagonista tem, é já de si, bem peculiar, quem assiste ao filme, fica pasmado com certas situações. E as coisas tendem sempre a piorar e acreditem, no caso de Alice, as coisas vão mesmo atingir proporções verdadeiramente preocupantes.

O filme é muito confuso, eu próprio não percebi umas duas ou três coisas. É também uma fita com um visual muito agressivo, sendo o quarto da protagonista o melhor cenário do filme, a mim, apetecia-me lá estar com ela a participar daquelas brincadeiras e a envolver-me nelas. Houveram pessoas que levaram a coisa para o lado sobrenatural, eu não concordo com isso, acredito fielmente que aquilo podia acontecer, hoje em dia a tecnologia já está muito avançada e roubos de identidade já existem. Ainda assim, algumas coisas não fizeram muito sentido e outras careciam de uma explicação. Madeline Brewer desempenhou muito bem a sua Alice e a sua Lola, as prestações desta jovem actriz estão bastante aceitáveis. O elenco de secundários é competente. Sobre o final, tenho que dizer que fiquei boquiaberto com tudo o que Alice fez para tentar resolver o problema de vez. A internet tem muita coisa de positivo, mas também tem imensa coisa má, temos que estar bem atentos. O filme mostra que, mesmo tendo muito cuidado, essas coisas podem acontecer à mesma.

sábado, 17 de novembro de 2018

Cold War

Nome do Filme : “Zimna Wojna”
Titulo Inglês : “Cold War”
Titulo Português : “Guerra Fria”
Ano : 2018
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Romance/Histórico
Realização : Pawel Pawlikowski
Produção : Ewa Puszczynska/Tanya Seghatchian
Elenco : Joanna Kulig, Tomasz Kot, Borys Szyc, Agata Kulesza, Cedric Kahn, Jeanne Balibar, Adam Woronowicz, Adam Ferency, Anna Zagorska.

História : Durante a Guerra Fria, entre a Polónia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível.

Comentário : Boas noites, meus amigos, hoje trago um filme polaco, algo que é aquilo que de melhor se faz a nível de cinema pela Europa. A realização é de Pawel Pawlikowski, que ganhou 1 óscar de melhor longa metragem com o seu “Ida” de 2013, um dos meus filmes preferidos. Tal como o referido filme, também este “Cold War” é a preto e branco e num formato diferente e muito apelativo. Mas este filme possui uma componente musical mais presente e confesso que isso em nada atrapalhou a experiência. E nesse sentido, foi com grande prazer que eu testemunhei o nascimento e a evolução do grupo musical “Mazurka”, mas infelizmente a dada altura do filme, isso é deixado de lado para se focar na relação entre o “casal” protagonista. A recriação de época está simplesmente perfeita, aliás, em determinadas cenas parece mesmo que estamos a ver imagens reais daquele período. E voltando a falar na fotografia, ao contrário do que costuma acontecer com alguns filmes recentes, o preto e branco contribuiu bastante para tornar tudo mais real e mágico, realmente, eu adoro a magia do cinema. A banda sonora é de luxo, com destaque evidente para as canções e prestações das “Mazurka”, tudo é agradável aos nossos ouvidos, convém para isso assistir a este filme com o som bem alto. A nível das interpretações, a Joanna Kulig está de parabéns, esta actriz não só se safa a cantar como também representa muito bem o seu papel e acaba por nos oferecer a melhor prestação do filme. No entanto, eu não gostei muito do evoluir da sua personagem, mas a vida é assim mesmo, não é justa. No papel do “companheiro” dela, encontramos um muito bom Tomasz Kot, eu confesso que ele foi o segundo melhor personagem deste filme. Além disso, a química existente entre estes dois é palpável, sente-se em cada frame que contracenam juntos. Vou confessar uma coisa, costumo rever o filme “Ida” quando tenho saudades dele e tal como ele, considero este “Cold War” como sendo um dos melhores filmes que vi.