Nome
do Filme : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo
Inglês : “Fantastic Beasts : The Crimes Of Grindelwald”
Titulo
Português : “Monstros Fantásticos : Os Crimes de Grindelwald”
Ano
: 2018
Duração
: 134 minutos
Género
: Aventura/Fantasia
Realização
: David Yates
Produção
: J. K. Rowling
Elenco
: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Jude Law, Alison Sudol, Zoe
Kravitz, Johnny Depp, Ezra Miller, Carmen Ejogo, Claudia Kim, Dan
Fogler, Callum Turner, Victoria Yeates, Kevin Guthrie, Olafur Darri
Olafsson, Fiona Glascott, Jessica Williams, Poppy Corby-Tuech, Derek
Riddell, Sabine Crossen, Brontis Jodorowsky, Ingvar Eggert
Sigurdsson, Olwen Fouere, Donna Preston, David Sakurai, Nasir Jama,
Liv Hansen, Alexandra Ford, Adam Ewan, Isaura Barbe-Brown, Jamie
Campbell Bower.
História
: O excêntrico magizoologista Newt Scamander é recrutado por Albus
Dumbledore, seu antigo professor em Hogwarts, para enfrentar o
terrível Grindelwald, considerado um dos mais poderosos feiticeiros
de todos os tempos, que escapou da prisão. Como prometido quando foi
capturado pelo Congresso Mágico, Grindelwald pretende reunir
feiticeiros de todo o mundo e assim dominar toda a população
“não-mágica”. Caberá a Newt Scamander e aos seus companheiros
resolver a situação, antes que seja tarde demais.
Comentário
: Confesso que estava muito indeciso sobre se vinha ou não aqui
comentar o filme mais recente que vi, este novo capítulo adaptado
dos livros da escritora J. K. Rowling. É lamentável que tanta gente
dê dinheiro para assistir a estes filmes no cinema, porque além de
não o canalizarem para filmes a sério, ainda estão a contribuir
para encher os bolsos aos grandes estúdios e a todos aqueles
mafiosos e ladrões que gerem este negócio há décadas. E quando eu
digo que são filmes de estúdio, é a pura verdade. Onde as versões
dos realizadores são quase sempre alteradas de forma a enquadrar
certos padrões instituídos pelos grandes estúdios com a finalidade
de lucrar o mais possível. Num negócio onde não existe o mínimo
de respeito pelas obras originais em que os filmes se baseiam, onde
os direitos dos espectadores não são respeitados, tudo em nome dos
grandes estúdios que só têm uma única finalidade : fazer dinheiro
em vez de facultar bons filmes com boas histórias. Mas infelizmente,
as pessoas “papam” quase todo o lixo que os cinemas lhes vendem e
enquanto for assim, quem gosta do verdadeiro cinema, sairá sempre a
perder.
Confesso
também que gostei imenso dos filmes do Harry Potter e, recentemente,
passei esta minha paixão à minha sobrinha mais velha. Gosto imenso
de a ver apaixonar-se pelos mesmos filmes que me fizeram feliz,
porque esses oito filmes, apesar de terem o mesmo objectivo de todos
os outros blockbusters, eram filmes bem executados. Vale frisar que
eu fui contra a divisão do sétimo livro em dois filmes, cuja única
finalidade foi a de gerar mais dinheiro. Mas neste caso deu para
desenvolver mais a história e isso foi positivo para nós. Agora, e
numa tentativa de repetir a proeza conseguida com os filmes do Harry
Potter, os estúdios pegaram num único livro da escritora e
dividiram-no em cinco filmes, claro que isto representa um verdadeiro
insulto para quem gosta não só do livro e da história, como também
é apaixonado por este mundo bem complexo. Este segundo filme desta
nova saga foi também realizado por David Yates e o que temos aqui é
mais do mesmo. Esta história existe em livro, quem gosta deste
mundo, tem o livro como base da história. Assim, pedia-se apenas 1
único filme longo que resumisse esta obra literária e não que o
dividissem em cinco filmes que durará cerca de dez anos. Enfim, eu
considero isto uma vergonha. A questão principal é : será que era
mesmo perciso isto. Não seria melhor adaptarem para filme o último
livro do Harry Potter : “Harry Potter And The Cursed Child”, eu
penso que seria mais inteligente, e a seguir faziam apenas 1 longo
filme adaptado de “Fantastic Beasts And Where To Find Them”.
Confesso
por fim, que não gostei nada do primeiro filme de “Animais
Fantásticos” e embora ache este segundo filme bem melhor, ainda
assim, é um filme que repete as mesmas fórmulas dos anteriores,
cheio dos mesmos clichés, não oferece nada de novo daquilo que os
filmes do Harry Potter já haviam entregado, é portanto tudo mais do
mesmo. Aquilo que este segundo filme ganha face ao primeiro, é a sua
história ou trama que é bastante complexa com mais personagens e
onde muitos consideravam o maior problema do filme, eu não partilho
dessa ideia. Pessoalmente, eu acho mesmo que isso só enriquece o
filme. Para mim, o principal problema deste segundo filme é a
mesmice, é o “vira o disco e toca o mesmo”. Continuo a não
gostar nem do personagem e nem da prestação de Eddie Redmayne, eles
não convencem em nada. Outra coisa que me desagrada é a troca de
elenco principal jovem por elenco principal adulto, os personagens
destes novos filmes não despertam qualquer tipo de interesse e quem
os vê, está-se a borrifar para aquilo que lhes possa acontecer,
tudo porque a história do depois já é conhecida e é bem mais
interessante. Johnny Depp (excelente actor) já se devia ter
reformado ou então se dedicado a filmes sérios ou dramáticos. O
Jude Law como Dumbledore não convence, simplesmente porque custa a
acreditar que aquele velhinho dos oito filmes anteriores foi em jovem
adulto aquilo que apresentam agora (a mesma coisa) e que somos
obrigados a acompanhar, porque nos foi impingido. Como pontos
positivos, apenas tenho que referir que a nível técnico o filme
roça a perfeição, desde a espectacular fotografia, passando por
todo o lado artístico e terminando nos fabulosos efeitos especiais,
já que a nível visual, este filme encanta. Mas isso é o mínimo
que se pedia, já que as tecnologias de agora assim o permitem,
condenável seria o contrário. Há, adorei ver a Nagini nas suas
duas formas!. O filme peca ainda por responder a poucas perguntas de
filmes anteriores, para além de ser um filme que apenas serve de
“ponte” para nos preparar para aquilo que iremos encontrar nos
próximos três filmes e isso é uma pena. Um último reparo, gostei
de ter voltado a ver Hogwarts e os seus alunos, que saudades.






































