Nome
do Filme : “Benzinho”
Titulo
Inglês : “Loveling”
Titulo
Português : “Benzinho”
Ano
: 2018
Duração
: 95 minutos
Género
: Drama
Realização
: Gustavo Pizzi
Produção
: Gustavo Pizzi/Tatiana Leite
Elenco
: Karine Teles, Adriana Esteves, Octávio Muller, Konstantinos
Sarris, Arthur Teles Pizzi, Francisco Teles Pizzi, César Troncoso,
Mateus Solano, Pablo Riera.
História
: O primogénito de uma família de classe média é convidado para
estudar na Alemanha e lança a sua mãe numa espiral de sentimentos
pois, além de ajudar a problemática irmã, lidar com os problemas
de casa, conviver com as instabilidades do marido e se desdobrar para
dar atenção e cuidar dos seus outros três filhos, ela terá de
enfrentar a sua partida antes de estar preparada para tal.
Comentário
: Com alguns filmes bons para serem inscritos na lista do pré-óscar
de melhor filme estrangeiro deste ano, não se entende que o
escolhido tenha sido um filme tão fraco que eu nem me apetece vir
aqui comentar, e o mesmo se passa com o nosso país, nós temos
filmes bem melhores do que aquele que nos vai representar lá fora na
grande cerimónia das estatuetas douradas, mas enfim. Tudo isto para
dizer que este “Benzinho” podia muito bem ser o escolhido, não
só por ser um filme bem melhor como também por ser um filme muito
humano e realista. Pessoalmente, eu gostei bastante de ter conhecido
a história desta família, em que o foco se concentra mais na mulher
da casa, uma esposa e mãe bem desesperada. Ao olharmos bem para esta
mulher, é muito fácil percebermos que aquilo que se passa com ela
não difere muito do que acontece em outras casas. No início, é
tudo muito bonito, mas quando os maridos se acomodam à vida de
casados e quando os filhos começam a crescer, chegam os problemas.
Eu próprio, já testemunhei duas ou três situações que vi aqui em
outros locais e até mesmo uma determinada situação em particular
na minha casa há uns bons anos. E com isso, é muito fácil para
qualquer espectador se identificar com cada um dos elementos que
compõem esta família. É também muito fácil nós ficarmos do lado
desta mãe, anormal seria o contrário, e acreditem, esta mulher vive
uma situação bem complicada e desesperante. No papel principal,
encontramos uma muito profissional Karine Teles, esta actriz veterana
tem aqui a melhor prestação do longa, como eu já frisei
anteriormente, é muito fácil ficarmos do seu lado, porque ela é
bastante convincente e representa o real. Adriana Esteves é uma das
melhores actrizes brasileiras, ela aqui está a fazer aquilo que sabe
fazer melhor, representar bem. Octávio Muller passa bem a mensagem
de como são grande parte dos maridos de hoje, ou seja, uns
incompetentes. E Konstantinos Sarris manda bem no papel do filho
ingrato e irresponsável. No geral, estamos perante uma obra eficaz,
um filme sobre a família muito actual.


































