Nome
do Filme : “Overlord”
Titulo
Inglês : “Overlord”
Titulo
Português : “Operação Overlord”
Ano
: 2018
Duração
: 109 minutos
Género
: Guerra/Mystery/Terror
Realização
: Julius Avery
Produção
: J. J. Abrams
Elenco
: Jovan Adepo, Mathilde Ollivier, Wyatt Russell, Pilou Asbaek, John
Magaro, Iain De Caestecker, Jacob Anderson, Dominic Applewhite,
Bokeem Woodbine, Gianny Taufer, Joseph Quinn, Erich Redman, Mark
McKenna, Marc Rissmann, Michael Epp, Tom Mothersdale, Ross Tomlinson,
Ben Tavassoli, Shubham Saraf, Andy Wareham.
História
: Nos dias anteriores às operações de desembarque na Normandia, em
1944, um grupo de pára-quedistas americanos “aterra” perto de
uma aldeia francesa ocupada pelos alemães. A missão é simples mas
fundamental : destruir um transmissor de rádio no topo de uma
igreja. Mas o que eles vão descobrir num laboratório médico nazi
situado debaixo do edifício vai não só surpreendê-los como também
colocar em risco a missão para a qual foram destacados.
Comentário
: Mais do que uma referência às horríveis experiências médicas que Josef
Mengele e outros médicos e cientistas nazis faziam em muitos judeus
(alguns deles crianças), este é a cima de tudo um filme de guerra
arquitectado em três géneros : o inferno da Guerra, o perfeito
clima de Mistério e o inferno do Terror pelo desconhecido que ocupa
praticamente todo o terceiro acto do filme. Estamos perante um filme
competente e isso deve-se não por causa do seu realizador mas devido
ao seu produtor, J. J. Abrams, o homem responsável pelas novas
trilogias de “Star Trek” e “Star Wars”, que convinhamos,
muito sucesso da crítica e do público têm feito. O elenco é todo
masculino, à excepção de uma personagem feminina que tem uma
grande utilidade para a trama. E por falar nela, Mathilde Ollivier
está muito boa nesta sua personagem, tem cenas dela que são um
deleite. O Jovan Adepo vai muito bem no papel do soldado bom que se
encontra num ambiente que em nada o caracteriza, mas quando é
preciso ir à luta, ele vai a fundo. E o Wyatt Russell está apenas
operante, o que ele faz de melhor é mostrar o dilema de ser alguém
que tem que fazer de tudo para cumprir a sua missão. É um filme
muito violento, existem cenas bem nojentas, não o aconselho a mentes
mais sensíveis. As cenas de guerra estão impecáveis e realistas,
os efeitos especiais convencem e o som é espectacular. Mas o
realizador usa e abusa do gore e da violência e estes elementos
quando são usados em demasia, perdem o seu impacto e deixam de
surtir o efeito desejado. O filme peca por isso, por ter muito
exagero e alguns clichés. Existe toda uma sequência que envolve uma
criança que é bem tensa e aflitiva. Por último, temos aquilo que
mais me irrita nos filmes, o humor e aqui ele não tem utilidade
nenhuma. Quando um filme é dramático e sério, ele não necessita
de ter piadas e humor, porque na vida real, as coisas não funcionam
assim. Mas no geral, é um filme competente.
































