Nome
do Filme : “Transit”
Titulo
Inglês : “Transit”
Ano
: 2018
Duração
: 101 minutos
Género
: Drama
Realização
: Christian Petzold
Produção
: Florian Koerner Von Gustorf/Antonin Dedet
Elenco
: Paula Beer, Franz Rogowski, Godehard Giese, Maryam Zaree, Lilien
Batman, Barbara Auer, Matthias Brandt, Sebastian Hulk, Emilie de
Preissac, Antoine Oppenheim, Louison Tresallet, Justus Von Dohnanyi,
Alex Brendemuhl, Trystan Putter, Ronald Kukulies, Agnes Regolo,
Thierry Otin, Gregoire Monsaingeon, Brahim El Abdouni, Jean-Jerome
Esposito, Stina Soliva, Elisa Voisin.
História
: Quando Georg tenta fugir da França após a invasão nazista, ele
rouba os manuscritos de um autor falecido e assume a sua identidade.
Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie, que está desesperada
para encontrar o seu marido desaparecido, o mesmo que Georg está
fingindo ser. Para complicar ainda mais as coisas, ele começa a se
apaixonar por ela.
Comentário
: Este novo filme do realizador Christian Petzold passa-se durante o
nazismo e fala sobre refugiados e migrantes que procuravam uma vida
melhor em outros países. Mas o filme não vive apenas do drama, ele
também possui uma ligeira componente romântica, ainda que não se
trate propriamente de um romance. É igualmente um filme que vive
muito das relações que se estabelecem entre cinco personagens
principais, aqui tudo muito bem trabalhado pelo director e por cinco
fantásticos actores, onde eu destaco Franz Rogowski e obviamente
Paula Beer. O primeiro desempenha o papel do protagonista, ele tornou
o seu personagem bastante convincente, o seu Georg é um homem firme
e determinado nos seus propósitos e dá gosto vê-lo contracenar com
Marie. Esta é muito bem interpretada pela sempre competente Paula
Beer, que tem nesta sua personagem uma mulher cheia de sofrimento e
ternura, mas também muito amor para dar. Aliás, o elo que se vai
criando entre Marie e Georg é o melhor do filme, mas infelizmente
aparece muito tarde.
Tudo
porque o argumento fez o protagonista conhecer duas pessoas que
apesar de terem peso emocional na trama, em nada adiantam para a
história principal. Mesmo assim, eu gostei imenso dessas duas
personagens descartáveis. Nota igualmente positiva para a recriação
de época que está perfeita, sendo que toda a ambientação do filme
é cativante e nos envolve durante cerca de noventa minutos. A coisa
funciona tão bem que, por momentos, parece estarmos lá, naquela
época e na companhia daquelas pessoas. Porque no fundo, aquilo que
vemos no filme aconteceu de verdade, existiram pessoas que passaram
por todos aqueles dramas nas suas vidas pessoais. Por último, tenho
mesmo que dizer que o final em aberto não condiz em nada com aquilo
que vimos durante um filme inteiro, aquele fim não era de todo o
mais desejado para a narrativa que o realizador teceu. Posto tudo
isto, este “Transit” não é o melhor filme de Christian Petzold,
mas é uma fita bastante razoável que aborda algumas das
consequências do pior acontecimento da história da Humanidade. Um
dos filmes mais interessantes do ano, portanto.



































