Nome
do Filme : “Las Hijas de Abril”
Titulo
Inglês : “April's Daughter”
Titulo
Português : “As Filhas de Abril”
Ano
: 2017
Duração
: 103 minutos
Género
: Drama
Realização
: Michel Franco
Produção
: Michel Franco/Lorenzo Vigas/Moises Zonana
Elenco
: Emma Suárez, Ana Valeria Becerril, Joanna Larequi, Enrique
Arrizon, Hernan Mendoza, Tony Dalton, Ivan Cortes, Mario Escalante,
Maria Sandoval.
História
: Valeria tem 17 anos, vive com a sua irmã, Clara, em Puerto
Vallarta, no México, e está grávida. Dada a condição económica
de ambas, apesar de não querer, Valeria tem de pedir ajuda a Abril,
a sua mãe ausente. Prefere não revelar que está grávida, mas a
irmã acaba por contar. Quando os pais do companheiro de Valeria, que
também não sabem da futura criança, descobrem, tentam articular,
juntamente com Abril, um plano para se desfazerem da bebé.
Comentário
: Depois de ter visto este filme, passei a entender as suas fracas
classificações nos sites da especialidade, apesar de ter gostado do
filme, confesso que ele podia ter sido bem melhor, ou por outra,
pensei que ele podia e devia ter sido algo muito diferente. Até
certa altura, eu estava a gostar do desenrolar da trama, estava a ser
contada uma história normal de uma adolescente grávida, cuja mãe
não era muito a favor de tal, mas a partir do momento em que a
criança nasce, as coisas tomam um rumo totalmente sem nexo e a coisa
descamba totalmente. A Joanna Larequi desempenha a irmã mais velha
de Valeria, a actriz faz bem o seu trabalho, mas infelizmente foi-lhe
dado pouco material para trabalhar, eu gostaria de ter visto mais da
sua personagem neste filme e não da sua mãe. Por falar na mãe das
miúdas, bom, ela chama-se Abril e, deixem-me dizer que ela é uma
nojenta, uma mulher cruel e desumana que não olha a meios para
atingir os seus fins e a mim, até me custa a crer que hajam pessoas
como ela neste mundo; embora Emma Suárez tenha feito um excelente
trabalho nesse triste registo e é isso que importa. Por seu turno, a
Ana Valeria Becerril acaba por ter na sua personagem, a verdadeira
protagonista do longa e é para ela que desejamos que tudo de bom
aconteça à sua personagem. Eu gostei imenso da interpretação
desta jovem actriz, ela é a verdadeira estrela do filme. Já o actor
que desempenha o pai da criança, bom, o seu personagem também é do
mal, ele não presta para nada e devido a isso, nós estamos
nitidamente a borrifar para o seu destino. Apesar do filme ter
terminado bem, eu queria ter acabado o filme, vendo Valeria e a filha
num patamar de segurança bem melhor do que aquele que fechou o
longa, mas tudo bem. Penso que o realizador não se deve ter
empenhado totalmente desta vez, e apesar do filme sofrer de muitos
problemas, vale pela primeira meia hora. Pessoalmente, eu preferia
ter visto um “La Hija de Valeria”, mas ok, a interpretação, a
personagem e a presença de Ana Valeria Becerril já valem o filme
inteiro.































