Nome
do Filme : “The Darkest Minds”
Titulo
Inglês : “The Darkest Minds”
Titulo
Português : “Mentes Poderosas”
Ano
: 2018
Duração
: 105 minutos
Género
: Ficção-Científica/Drama/Romance/Aventura/Thriller
Realização
: Jennifer Yuh Nelson
Produção
: Dan Levine/Shawn Levy
Elenco
: Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Miya Cech, Skylan Brooks, Mandy
Moore, Golden Brooks, Gwendoline Christie, Patrick Gibson, Mark
O'Brien, Wade Williams, Catherine Dyer, Wallace Langham, Bradley
Whitford, Faye Foley, Kami King, Sammi Rotibi, Deja Dee, Ivylyn
Nickel, Tegan Jones, McCarrie McCausland, Grace DeAmicis, Izabella
Dzmitryieu, Larkin Campbell.
História
: Num mundo pós-apocalíptico, uma estranha doença matou a maioria
das crianças e adolescentes. Os que sobreviveram desenvolveram poderes
sobre-humanos. Por causa disso, o governo criou vários campos de
“reabilitação” onde todos são colocados. Entre eles está
Ruby, uma rapariga de 16 anos que desde os dez revelou ter poderes
extraordinários. Quando ela decide fugir do lugar onde passou os
últimos seis anos, apercebe-se de que pelo mundo fora, outras
crianças e adolescentes fugiram para tentar reencontrar as suas famílias,
acabando por se juntar a mais três adolescentes. Assim, para conseguirem
escapar às perseguições das autoridades e vencer as ameaças, os
quatro têm que aprender a trabalhar em conjunto e a controlar seus
poderes.
Comentário
(Com Spoilers) : Olá meus amigos, hoje trago-vos o comentário a um
filme que estreou à bem pouco tempo nas salas de cinema, ele
chama-se “The Darkest Minds – Mentes Poderosas” e é uma
adaptação de um primeiro livro de uma trilogia que, infelizmente,
penso que os seguintes não irão ver a luz do dia no cinema. Este
tipo de filmes ou sagas não é de hoje, há pelo menos mais de uma
década que Hollywood vem insistindo nisso. Dentro desses filmes de
adolescentes, tivemos sagas que fizeram sucesso como “Harry
Potter”, “Hunger Games” ou mesmo “Narnia”, mas tivemos
também outras sagas que foram fracassos como “Divergent” ou
mesmo “Maze Runner”. Pessoalmente e em tirando “Divergent”,
eu gostei de todas elas, sim, eu gosto muito deste tipo de filmes.
São filmes que nos permitem reviver a nossa infância e adolescência
e que, por cerca de duas horas, fazem-nos entrar num mundo
alternativo e nós sonhamos e vivemos aquelas realidades, em que tudo
funciona como que um escape para as nossas tristes e duras
realidades, que é o mundo real. Posto isto, vamos ao filme.
Aquilo
que eu mais gostei neste filme foi claramente a história, as quatro prestações principais e as quatro
personagens respectivas que no caso, são também adolescentes. A
história é parecida com a dos “X-Men”, que eu gosto bastante. A
seguir ao Homem-Aranha e às super-heroínas, eles são os meus
super-heróis favoritos. Neste caso, nós temos um pouco disso,
porque tem uma altura em que estes quatro elementos se juntam e usam
os seus poderes juntos para combater um inimigo comum. Além disso, o
filme ou a realizadora souberam trabalhar e fundir muito bem os
géneros da ficção-científica com o drama e com o romance. Gostei
muito das cenas de ação, elas estão muito boas e bem executadas.
Mas aquilo que eu mais gostei foi mesmo dos quatro personagens
principais e respectivas prestações, mas em especial da Ruby. A
Amandla Stenberg deu-nos a clara ideia de como seria uma jovem nas
suas condições e com o passado que era portadora. Ela convence
totalmente no papel da adolescente insegura que ainda não sabe
controlar os seus poderes, além disso a sua química com o jovem
Harris Dickinson funciona muito bem e ele é outro que está
igualmente seguro e bem no seu papel. O jovem actor interpretou bem o
seu boneco, tão bem, que por vezes pareceu-me estar a ver o jovem
Magneto. A Miya Cech, bom, essa menina me encantou, mesmo sem
proferir uma única palavra (que eu lembre) ao longo dos 100 minutos,
a sua Zu é tão fôfa e ternurenta que nos deixa apaixonados pela
sua personagem, principalmente devido à sua doçura e inocência. E
depois temos o Skylan Brooks que, embora tenha sido o mais apagado
dos quatro, foi aquele que nos despertou mais preocupação devido a
uma determinada situação que sucede com ele perto do final.
Agora
vou entrar em spoilers do filme, por isso, se ainda não tiverem
visto o filme, é melhor que parem a leitura por aqui e vão à sala
de cinema conferir o longa. Bom, é assim, o filme não é só coisa
boa, é lógico que tem coisas que eu não gostei. Desde logo a
duração do mesmo, 100 minutos é muito pouco para contar esta
interessante história, quase todos os 22 filmes que compõem as
cinco sagas mencionadas no início deste comentário têm pelo menos
duas horas ou mais de duração, enquanto que este possui apenas 100
minutos, se não contar-mos com os créditos. E isso é pouco,
existem coisas neste filme que mereciam ser melhor contadas, que
careciam de uma explicação. Mesmo tendo em conta a intenção dos
estúdios em filmar os outros 2 filmes que compõem a trilogia
literária, algumas coisas ficavam melhor, caso tivessem um
encerramento de arco, uma simples conclusão. Outra coisa que não
fez sentido é o facto de ao longo do filme darem-nos a entender que
o governo americano possui aprisionada uma criança de categoria
vermelha que eles a consideram uma espécie de último recurso para
conseguir vencer as batalhas e, no final, aparecem imensos jovens de
categoria vermelha e que ainda por cima, não dão luta quase
nenhuma.
Fiquei
sem saber onde estava o potencial dos elementos dessa categoria e
porque motivo eram tão temidos. Sério, fiquei a temer mais pelos
laranjas, que se revelaram bem mais poderosos. Ler e controlar mentes
é algo extremamente forte e quem fosse capaz de o fazer, bom, seria
o ser mais poderoso do planeta. O certo para mim no final, seria
aquela menina de categoria vermelha mostrando todo o seu potencial
contra os nossos quatro protagonistas que dariam tudo o que têm
contra ela, isso sim, seria o final perfeito. E não aquele
personagem inútil do filho do presidente que além de ser bem
idiota, infelizmente, continuou vivo para uma possível continuação,
não faz qualquer sentido. Hollywood tem um grave problema porque
gosta de manter vilões de primeiros filmes para usá-los em
possíveis continuações, tudo para continuar a explorar o pavio, em
vez de apostar em inimigos novos, mais interessantes e com novos
desafios para os bons da fita. Também não faz sentido a Ruby ter
usado aquele seu poder de apagar da memória de outros a sua
existência, neste caso dos próprios pais, não entendi isso. Penso
também que toda a sequência naquele acampamento do filho do
presidente era desnecessária, bastava confrontá-lo com os quatro
protagonistas na batalha final, tipo aliá-lo à menina de categoria
vermelha, seria bem mais interessante. Além disso, o filme peca
também por ter imensos clichés do género e por ter outras coisas
mal explicadas e outras que podiam ter sido inseridas para benefício
do longa. Mas eu gostei do que vi.





































