Nome
do Filme : “He's Out There”
Titulo
Inglês : “He's Out There”
Ano
: 2018
Duração
: 90 minutos
Género
: Drama/Terror/Thriller
Realização
: Quinn Lasher
Produção
: Adrienne Biddle
Elenco
: Yvonne Strahovski, Anna Pniowsky, Abigail Pniowsky, Justin
Bruening, Julian Bailey.
História
: Uma jovem mãe chega com as suas duas filhas pequenas a uma casa de
campo onde pretendem passar as férias, ficando apenas à espera do
marido que chegará mais tarde com prendas para as meninas. Com o
passar das horas, ela sente que algo não está bem, reparando que
está incomunicável naquela região remota. Com o cair da noite, as
coisas pioram e as três descobrem que estão à mercê de um
psicopata que apesar de estar lá fora de casa, vai fazê-las passar
a pior experiência das suas vidas.
Comentário
: Felizmente que ainda existem bons filmes de terror na actualidade,
sim, este é um desses filmes. Se o objectivo dos responsáveis por
este filme era gerar medo a quem o visse, então ele foi cumprido,
porque eu confesso que na noite em que o vi fiquei com receio de me
deitar. Eu temi pela vida das personagens principais, eu preocupei-me
realmente com o destino delas e isso é sinal que o filme surtiu
efeito. Quando quem assiste a um filme de terror sente a preocupação
para que nada de mal suceda aos personagens principais e fica nervoso
ao longo de todo o processo, é porque a coisa funcionou e o longa
cumpriu as metas propostas. Eu gostei deste filme não só devido a
esses aspectos, como também por sentir pânico e nervosismo em
algumas cenas. Em tirando as atitudes estúpidas e sem sentido do pai
das meninas, eu penso que não existe muito de errado neste filme de
terror. Sim, ele possui alguns clichés do género, mas o realizador
soube trabalhá-los bem e o resultado é, em grande parte, bastante
positivo.
Volto
a dizer, existem aqui cenas bem aflitivas e que nos provocam muito
nervosismo e ansiedade, para não dizer pânico. Afinal, as
potenciais vítimas são duas crianças pequenas, já para não falar
da mãe delas que, a dada altura, perde o controlo da situação e
quando as duas meninas se encontram à mercê do mal, então está
tudo estragado. A nível das interpretações, a actriz Yvonne
Strahovski manda bem no seu papel, tem uma prestação bem aceitável
para aquilo que lhe foi exigido, a sua Laura convence. Mas quem
carrega o filme nas costas no que à representação diz respeito,
são as manas Anna Pniowsky e Abigail Pniowsky, estas duas meninas
deixaram-me boquiaberto com a qualidade das suas prestações, muito
a cima da média para a tenra idade que têm. Espero sinceramente que
a sétima arte lhes abra as portas do sucesso que elas merecem. Por
último, o vilão, este está aceitável, não é nenhum
“super-homem”, ele é apenas um homem cheio de maldade com um
passado muito negro, alguém como muitos outros por esse mundo fora,
que só se sentem bem a fazer o mal. E falando nisso, as cenas em que
ele contracena com as miúdas são as mais tensas e aflitivas do
filme inteiro. O final agrada pelas razões que vocês irão
facilmente perceber, com a excepção de dois detalhes que deixam um
gostinho amargo na boca.



































