terça-feira, 14 de agosto de 2018

Keeper

Nome do Filme : “Keeper”
Titulo Inglês : “Keeper”
Ano : 2015
Duração : 94 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Guillaume Senez
Produção : Isabelle Truc
Elenco : Kacey Mottet Klein, Galatea Bellugi, Catherine Salee, Laetitia Dosch, Sam Louwyck, Cedric Vieira, Vincent Sornaga, Dominique Baeyens, Beatrice Didier, Corentin Lobet, Aaron Duqaine, Leopold Buchsbaum, Sophia Leboutte, Mounia Raoui, Theo Dardenne, Alain Bellot, Sarah Ber, Emmanuelle Gilles-Rousseau, Karol Tatiana Ararat Mora, Bastien Rempp, Helene Kapako, Paloma Garcia Martens, Mathilde Warnier, Zoé De Smet.

História : Maxime e Mélanie têm ambos 15 anos de idade e apaixonam-se. Quase a completarem quatro meses de namoro, Mélanie descobre estar grávida dele. Depois de muito pensarem e de quase desistirem de terem a criança, os dois decidem que vão levar a gravidez para a frente. No entanto, o casal não contava com o poder das suas respectivas mães e com as duras leis da sociedade.

Comentário : Aos olhos de muitas sociedades, uma rapariga que engravida na fase da adolescência ou mesmo no início da idade adulta, é quase um crime e algo totalmente intolerável, razão pela qual são os pais e mães das meninas grávidas que ditam o destino desses bebés que é quase sempre o aborto. Infelizmente é o que temos. Claro que aquilo que se passa neste pequeno filme de noventa minutos é quase isso, e embora não sendo isso, vai dar ao mesmo, a mãe da menina grávida arranjou maneira de se livrar do neto e da responsabilidade de o criar. E quem perdeu mais no meio deste processo foram os pais do bebé. O filme evoca imenso estas duras realidades, embora neste caso seja de louvar o facto do pai da criança estar disposto a assumir o filho e todas as responsabilidades e tarefas que isso acarreta. E tudo podia ter dado certo, com a ajuda os avós paternos e não fosse a maldade da avó materna. Desculpem-me estes spoilers, mas infelizmente não existe outra maneira de comentar isto que vi, até porque eu não me revejo neste tipo de sociedades. Quem gosta deste tipo de história, certamente vai querer ver à mesma este filme, apesar de eu ter vomitado aqui alguns spoilers. Claramente que as melhores interpretações desta produção estão a cargo do casal protagonista, Kacey Mottet Klein e Galatea Bellugi estão espectaculares aqui e a empatia entre eles é o ponto mais alto do longa. Parecem um casal de verdade. Podemos contar também com uma boa fotografia que aqui age sempre a favor do filme e não o contrário. Penso que o filme podia ter tido uma carga dramática ainda maior, mas eu fiquei muito satisfeito com aquilo que vi.

A Ciambra

Nome do Filme : “A Ciambra”
Titulo Inglês : “The Ciambra”
Titulo Português : “Ciganos da Ciambra”
Ano : 2017
Duração : 118 minutos
Género : Crime/Drama
Realização : Jonas Carpignano
Produção : Paolo Carpignano/Martin Scorsese
Elenco : Pio Amato, Iolanda Amato, Patrizia Amato, Susanna Amato, Damiano Amato, Rocco Amato, Francesco Pio Amato, Damiano Nicolas Amato, Riccardo Amato, Gesuele Massimo Amato, Cosimo Damiano Amato, Massimo Amato, Antonella Amato, Simona Amato, Marcello Amato, Rocco Pio Amato, Donatella Amato, Enzo Amato, Fabrizio Addolorata Amato, Maria Addolorata Amato, Cristina Amato, Francesca Pia Amato, Maria Amato, Vincenzo Amato, Koudous Seihon, Pasquale Alampi, U Ciccarredù, Francisco Berlingeri, Maria Rusinova Asenova, Faith Uchenna Uburu, Michele Bovalino, Simona Asenova, Vincenzo Sposato, Francesco Papasergio, Nino Papasergio, Joy Odundia, Mark Benjamin, Vincenzo Fazzolari, Maria Swamy Rotolo.

História : Numa comunidade romani na Calabria, Pio Amato, um jovem de 14 anos, vive uma vida de rua. Relaciona-se tanto com italianos como com refugiados africanos, mas também com marginais. Tendo como modelo o irmão mais velho, Cosimo, cedo recorre, tal como ele, ao crime como estratégia de sobrevivência. Mas, um dia, Cosimo desaparece do pedaço e o ainda miúdo é obrigado a crescer e tornar-se o homem que continuadamente tentou provar ser.

Comentário : Aviso já que não darei qualquer tipo de opinião sobre o que acho do povo cigano, tal como nunca me pronunciei à cerca do povo africano ou de qualquer outro. O que aqui interessa é o cinema enquanto arte, e neste caso o que interessa mesmo é o que eu achei deste filme. Adorei este filme, apesar de ele conter uma ou duas coisas que eu não simpatizei tanto, mas vou interpretá-las como sendo conveniências de roteiro. Já devem ter reparado que os nomes da maioria dos actores são os mesmos dos seus personagens, foi como se a família Amato aceitasse ser filmada ou como se estivessem a representá-los a eles mesmos. Sem mais rodeios, este é um dos filmes mais realistas que eu já vi, tudo o que vemos parece estar mesmo a acontecer, como se o elenco não soubesse que estava a ser filmado. Eu adorei o Pio Amato deste filme, ele não é apenas o melhor personagem do longa, como também é um rapaz com imenso carisma e estilo. Mesmo sabendo que grande parte das coisas que ele faz estão erradas e não se deviam fazer, ainda assim, nós simpatizamos imenso com ele, nós gostamos realmente dele. No fundo, ele é uma espécie de espírito livre, e penso ser essa a verdadeira essência da maioria dos ciganos. Nesse sentido, não penso que o realizador nos dê uma má imagem deles, nada disso, em vez de tal, ele nos faculta a ideia deles serem seres humanos como quaisquer outros, e de serem também mais carenciados e vítimas de discriminação do que outros povos. Eu gostei bastante de acompanhar os Amato, apesar da fita se centrar mais em Pio, eu gostei também da Patrizia e da matriarca da família, Iolanda. Tal como disse, em tirando duas situações que não fizeram muito sentido para mim, eu gostei bastante deste filme alternativo, mas penso que se trata de um objecto direcionado a um “nicho”, ele tem um ritmo muito lento. Gostei desta experiência cinematográfica.

The Girl With All The Gifts

Nome do Filme : “The Girl With All The Gifts”
Titulo Inglês : “The Girl With All The Gifts”
Titulo Português : “A Menina Com Todos os Dons”
Ano : 2016
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Terror/Thriller
Realização : Colm McCarthy
Produção : Camille Gatin/Angus Lamont
Elenco : Sennia Nanua, Gemma Arterton, Paddy Considine, Glenn Close, Anthony Welsh, Anamaria Marinca, Fisayo Akinade, Dominique Tipper, Joe Lomas, Eli Lane, Connor Pratt, Grace McGee, Tessa Morris, Mia Garcha.

História : Num futuro próximo, um estranho vírus transforma pessoas em insaciáveis zumbis, agindo de maneira diferente em relação às crianças. Entre essas crianças, encontra-se uma menina que os cientistas acreditam ter a cura que salvará a humanidade.

Comentário : Não vou negar, gosto bastante de filmes de zumbis, embora confesse que prefiro os recentes, porque aqueles de antigamente, em tirando os filmes do falecido George Romero, não gosto muito. E este filme que venho aqui comentar agora não é mau. No fundo, é uma fita que funde o drama, o thriller e o terror, resultando numa mistura bastante eficaz que nos mantém sempre concentrado durante quase duas horas. Na componente de thriller, podemos contar com um pequeno grupo de pessoas que percorrem uma terra destruída e repleta de mortos-vivos com a intenção de sobreviverem e de encontrarem um porto seguro. Por outro lado e na componente dramática, acompanhamos a relação ternurenta e empática entre a menina do titulo e uma jovem mulher que jurou protegê-la dos interesses maléficos dos cientistas. Por fim, na componente de terror, temos todos os elementos desse pequeno grupo a tentarem defender-se dos zumbis e a matá-los, se necessário, tudo dentro de um clima de grande tensão. E por falar em tensão, o filme tem sim os seus grandes momentos dela, basta vermos a sequência em que eles enfrentam um grupo de crianças selvagens que pretendem matá-los e alimentarem-se deles. A nível das interpretações, os quatro principais do grupo estão muito bem e aceitáveis para este tipo de produção. Particularmente, eu gostei imenso da prestação da protagonista, a pequena Sennia Nanua vai muito bem no seu registo, a miúda possui não só uma boa interpretação como também uma excelente prestação física. Não querendo terminar este comentário sem um conselho, peço a quem ainda não viu o filme que não veja o trailer antes, porque existe uma situação em especial que estraga uma determinada surpresa a certa altura do filme. Há, e o final, eu não gostei do final, achei-o nada credível, muito infantil e totalmente inverossímil.

Tully

Nome do Filme : “Tully”
Titulo Inglês : “Tully”
Titulo Português: “Tully”
Ano : 2018
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Jason Reitman
Produção : Jason Reitman/Charlize Theron/Diablo Cody
Elenco : Charlize Theron, Mackenzie Davis, Ron Livingston, Mark Duplass, Lia Frankland, Elaine Tan, Asher Miles Fallica, Tattiawna Jones, Maddie Dixon Poirier, Bella Star Choy, Gameela Wright, Dominic Good, Joshua Pak, Emily Haine, Colleen Wheeler, Steven Roberts, Xantha Radley, Kevin Clash, Katie Hayashida.

História : Com o nascimento do seu terceiro filho, Marlo sente-se absolutamente esgotada. Quando vê que atingiu o limite das suas capacidades, aceita um conselho do irmão e contrata uma ama para cuidar da bebé durante a noite. É assim que Tully, uma jovem doce e bem intencionada, entra na vida daquela família. Percebendo os efeitos de uma boa noite de sono, Marlo sente-se revigorada. Entre as duas mulheres nasce então uma amizade estreita, baseada numa confiança e companheirismo inesperado que dará a Marlo a força e esperança que tanto necessitava.

Comentário : Confesso que não gostei nada de “Juno” e que ainda não vi “Young Adult”, mas não sei porquê, deu-me muita vontade de ver este filme, talvez porque a fita aborda, entre outros assuntos, o tema da maternidade. Mas sim, devido ao facto de eu não ter gostado nada da forma como o realizador tratou este tema em “Juno”, seria de esperar que não sentisse a mínima vontade de conferir este seu novo filme. Mas a critica foi razoável, principalmente devido à brutal interpretação de Charlize Theron que, sejamos sinceros, está fenomenal neste registo, com um corpo quase irreconhecível e totalmente convincente no papel de uma mãe assolada por uma depressão. Mas não se enganem, este não é um filme dirigido unicamente às mulheres, afinal, o personagem do marido da protagonista também desempenha um papel muito importante, ele representa muitos maridos por esse mundo fora, existem imensos homens assim. E depois, temos a personagem que dá nome ao título do longa, que é alguém com quem nós ganhamos facilmente empatia, eu adorei realmente a Tully. E depois temos outra questão, ao contrário de “Juno”, este “Tully” é um filme praticamente sem humor negro e sem maldade. Também ao contrário de “Juno”, este “Tully” é um filme que remete aos valores humanos e é quase um elogio à maternidade, tanto é assim, que se podem facilmente retirar bonitas mensagens deste novo registo de Reitman, todas alusivas a esse tão abençoado tema. Enfim, é um filme competente e detentor de um fantástico twist, gostei.

domingo, 12 de agosto de 2018

A Prayer Before Dawn

Nome do Filme : “A Prayer Before Dawn”
Titulo Inglês : “A Prayer Before Dawn”
Titulo Português : “Prece Ao Nascer do Dia”
Ano : 2017
Duração : 116 minutos
Género : Biográfico/Crime
Realização : Jean-Stephane Sauvaire
Produção : Rita Dagher/Roy Boulter/Nicholas Simon/Sol Papadopoulos
Elenco : Joe Cole, Pornchanok Mabklang, Panya Yimmumphai, Vithaya Pansringarm, Nicolas Shake, Sura Sirmalai, Somlock Kamsing, Sakda Niamhom, Komsan Polsan, Chaloemporn Sawatsuk

História : Encarcerado numa das prisões mais bárbaras e mortais do planeta, na Tailândia, Billy Moore está em busca de meios para se manter vivo e passar por todos aqueles problemas naquele verdadeiro inferno. Sendo assim, para sobreviver, decide ingressar na arte da luta e no mundo do Muay Thai.

Comentário : Confesso que gosto de filmes cuja história possui partes que acontecem numa prisão ou mesmo que seja esse o tema principal. E este que eu venho aqui mencionar mete a um canto muitas produções americanas do género. O filme em questão contém cenas bem violentas e aflitivas e, ao não nos dar muito drama, acaba por nos facultar algo bem credível e muito próximo da realidade. Ou não fosse porque se trata de um filme biográfico, ou seja, aquilo que vemos aconteceu de verdade, não exactamente da maneira retratada e mostrada no longa, mas muito próximo daquilo. E nesse aspecto, vale frisar a coragem, força e resistência do homem que passou por isto. Em tirando umas poucas falhas no roteiro, eu não encontrei quase nada de mal nesta produção, aliás, a jornada do personagem principal é convincente e a prestação do actor é tão boa que nós nos encontramos a torcer por ele o tempo todo. Basicamente é um filme de homens, é tudo muito masculino, estamos praticamente num mundo de homens e, meus amigos, aquela prisão chega a causar medo. Eu diria mesmo que se existe inferno, aquele local na Tailândia deve ser bem parecido com ele. Destaque também para as cenas de luta e para dois combates em especial, tudo muito bem montado e trabalhado, e o resultado não podia ter sido melhor. Apesar de ter sido um filme que me causou alguma aflição, eu gostei bastante dele. Eu não queria ir embora sem deixar umas reflexões : este é mais um daqueles filmes que provam que existem pessoas que têm vivências terríveis, que sofrem muito durante a vida e que, sinceramente, se nós pararmos para pensar, quando nos queixamos das nossas vidas, bom, elas são bem leves se comparadas às vidas dessas pessoas.

domingo, 5 de agosto de 2018

The Rider

Nome do Filme : “The Rider”
Titulo Inglês : “The Rider”
Ano : 2017
Duração : 99 minutos
Género : Drama/Western
Realização : Chloé Zhao
Produção : Chloé Zhao
Elenco : Brady Jandreau, Tim Jandreau, Lilly Jandreau, Cat Clifford, Lane Scott, Terri Dawn Pourier, Tanner Langdeau, James Calhoon, Derrick Janis, Greg Barber, Marshal Byrne, Steven DeWolfe, Kevin Hunter, Leroy Pourier, Allen Reddy, Jordon Slick Phelps, Frank Steele, Donnie Whirlwind Horse, Cameron Wright.

História : Após um acidente num rodeo que quase lhe tirou a vida, um cowboy só pensa em regressar ao activo, mesmo que isso seja prejudicial para a sua precária saúde. Ele tem ainda que cuidar do pai reformado e de dois irmãos deficientes.

Comentário : Este é daqueles filmes que tem originado muita conversa em torno dele, eu confesso que ando cansado de filmes com cavalos, geralmente eles giram quase todos à volta do mesmo e este filme também vai beber um pouco a essa fonte. É a típica história de um cavaleiro que sofre um acidente que quase o atira para a morte e que terá que recuperar para tentar seguir o seu sonho, que é quase sempre o mesmo de sempre. Aquilo que mais gostei neste filme foi logicamente da prestação de todo o elenco principal, todos me deram a sensação de pertencerem realmente aquele mundo rural. Está tudo muito realista. O protagonista vivido pelo jovem Brady Jandreau é quem se ajeita melhor nestas andanças, ele parece que nasceu para aquilo, tem aqui a melhor prestação do longa, é muito fácil entendermos o seu drama e a cruz que carrega. As duas piores coisas que se podem tirar a um ser humano são a visão e a liberdade e o nosso personagem principal perdeu a segunda. Gostei muito das interpretações do homem que desempenhou o pai dele e da jovem que representou a sua irmã problemática, mas muito amável. Aliás, eles os dois deram um bom suporte ao protagonista. Fiquei também muito sensibilizado e emocionado com o personagem do outro irmão dele, é impressionante as forças que arranjamos para tentar superar algo que nos dificulta a vida. Apesar de tudo, gostei dos cavalos que vi. É um filme que tinha muito potencial, mas que ficou-se pela razoabilidade, pelo menos é a minha humilde opinião, mas gostei à mesma. 

Hot Summer Nights

Nome do Filme : “Hot Summer Nights”
Titulo Inglês : “Hot Summer Nights”
Ano : 2017
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Elijah Bynum
Produção : Dan Friedkin/Ryan Friedkin/Bradley Thomas
Elenco : Timothée Chalamet, Maika Monroe, Alex Roe, Maia Mitchell, Thomas Jane, Emory Cohen, William Fichtner, Jeanine Serralles, Reece Ennis, Thomas Blake Jr, Alexander Biglane, Rebecca Koon, Ezra Bynum, Brian Kurlander, Hannah Kraar, Rebecca Weil, Simone Faoro, Jessie Andrews, Rebecca Ray, Caroline Arapoglou.

História : No Verão de 1991, em Massachusetts, um jovem solitário acaba fazendo amizade com o rebelde da cidade, se apaixonando pela garota mais linda do local e se envolvendo num ambiente de drogas.

Comentário : Mais um filme que vi, este bem mais leve que o anterior, mas não melhor que ele. Tal como disse, é um filme leve sobre dois rufias que ganham a vida à custa do crime, basicamente, eles traficam droga, vendem-na a vários tipos de clientes, obtendo muito dinheiro com essas vendas. No inicio da fita, fazem questão de nos informar que este filme é baseado em acontecimentos reais. Depois disso, somos logo apresentados ao personagem principal, aqui muito bem interpretado por Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), este jovem é demais. Aliás, é dele a melhor prestação deste filme. Na pele do seu “amigo” traficante, encontramos Alex Roe, aqui no melhor papel da sua carreira. Os dois funcionam muito bem juntos. Gostei imenso do personagem vivido pelo actor Thomas Jane. Se em relação a eles, tudo vai bem; o mesmo não se pode dizer delas. Todas as personagens femininas têm pouco que fazer neste filme e as duas principais foram muito mal usadas, culpa do roteiro que faz delas umas inúteis. Eu sou um grande admirador de Maika Monroe (It Follows) e de Maia Mitchell (Never Goin Back/The Fosters), mas elas aqui não tiveram papéis à sua altura, eu senti que elas serviram apenas de muleta para engrandecer os seus respectivos pares na fita. E é pena, porque elas são duas boas actrizes, já o provaram em outros registos. E são também muito bonitas. Mas sobre o filme, posso dizer que gostei dele de uma maneira geral, agradou-me imenso a banda sonora com sons que remeteram à minha adolescência, passei cem minutos bem passados.

Invisible

Nome do Filme : “Invisible”
Titulo Inglês : “Invisible”
Titulo Português : “Invisível”
Ano : 2017
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Pablo Giorgelli
Produção : Ariel Rotter/Juan Pablo Miller
Elenco : Mora Arenillas, Diego Cremonesi, Paula Fernandez Mbarak

História : Eloisa é uma adolescente que vive com a mãe num pequeno apartamento em um conjunto habitacional localizado no bairro de La Boca, na Argentina. Ela mantém uma relação distante com a sua mãe e leva uma rotina pesada, se dividindo entre as actividades domésticas, a escola e o trabalho diário numa pet shop. Tudo muda quando ela descobre estar grávida do seu próprio chefe, um homem casado e com filhos menores.

Comentário : Olá pessoal, espero que estejam bem. Hoje trago-vos o comentário a um filme argentino. De entre vários temas que o filme aborda, o principal é bastante delicado, neste caso é a gravidez na adolescência. Ainda assim, não é daqueles filmes que choca, nada disso, é antes uma produção bem simples que nos propõe apenas contar uma história. E é quase uma história real, quantas raparigas adolescentes por esse mundo fora engravidam de homens adultos e depois querem se livrar da situação. Sim, já é uma história muito batida, diria mesmo, é praticamente um cliché neste tipo de filmes. Embora tenha que dizer que o sucesso e aceitação deste tipo de produções depende da protagonista, da actuação da actriz e se nos convence ou não. No caso deste filme, pelo menos para mim, as coisas resultaram porque eu comprei o drama de Ely, e aqui o mérito é da jovem Mora Arenillas que convence enquanto alguém que tem uma vida complicada e também possui uma boa prestação no papel de uma miúda que está metida num enorme sarilho, do qual também tem a sua parte de culpa, mas que ao mesmo tempo, foi vitima de alguém mal intencionado. E aqui, poderíamos ter um debate. Tudo bem que o filme dá a entender que Ely nunca foi obrigada a ter relações sexuais com o patrão, mas temos que ter em conta que ele é um homem adulto e com a agravante de que é casado e com família estabelecida, ele cometeu um erro muito grave, ele devia ter juízo. Destaque também para a personagem da mãe da protagonista, ela representa alguém que desistiu de viver. Ao longo do filme, ouvimos nas rádios e na televisão sobre a crise financeira e o modo de vida difícil que vigora na Argentina, como se o realizador quisesse nos aliviar e distrair do clima pesado do tema central. Gostei bastante deste filme, principalmente porque adorei acompanhar o quotidiano de Ely, que personagem e que vida.

Apostasy

Nome do Filme : “Apostasy”
Titulo Inglês : “Apostasy”
Ano : 2017
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Daniel Kokotajlo
Produção : Andrea Cornwell/Marcie MacLellan
Elenco : Siobhan Finneran, Sacha Parkinson, Molly Wright, Robert Emms, Bronwyn James, Steve Evets, James Quinn, Claire Hackett, Aqib Khan, Jessica Baglow, Clare McGlinn, Jacqueline Pilton, Wasim Zakir, Kathleen Robb, Daisy Cooper-Kelly.

História : As irmãs Alex e Luisa e a sua mãe, Ivanna, são testemunhas de Jeová. Alex admira a sua irmã mais velha e se esforça para seguir os passos da mãe e ser também uma boa testemunha. Mas Luisa começa a questionar o conselho dos Anciões e comete uma transgressão que ameaça expulsá-la da congregação. Enquanto Ivanna e Alex não conseguirem convencer Luisa a voltar atrás, devem evitá-la completamente.

Comentário : Mais um bom filme que tive a sorte de ver. Esta produção trabalha vários assuntos, sendo os principais : os laços familiares e o fanatismo religioso. Para todos aqueles que amam a família e a consideram um dos bens mais preciosos que temos na vida, este não será o filme mais indicado, até porque isso está quase sempre a ser colocado em causa. Aliás, o filme move uma viagem aos meandros da religião Jeová e aponta o dedo directamente às coisas que eles possuem de errado. Por exemplo, é um grande insulto, dentro  daquilo que nos representa como sendo humanos, o facto deles repudiarem um familiar, apenas porque este se recusa a seguir as regras da religião. É ainda mais grave vermos o que a avó do filme pretendia para o futuro da neta, contrariando a vontade da mãe. Mas casos destes existem imenso por esse mundo fora, pessoas que não respeitam a maneira de ser do outro e querem mandar nele e moldá-lo à sua imagem e impor-lhe as suas regras, não tendo assim o mínimo de respeito por essa pessoa. Penso que o filme focou bem esses aspectos e deu-nos uma imagem clara sobre o que são de facto estas religiões, porque no fundo, são todas iguais, é o poder do mais forte sobre o mais fraco e desprotegido. O filme até chega, em alguns momentos, a nos fazer sentir alguma raiva por aquelas pessoas. Eu não suporto aqueles filmes que nos querem jogar na cara a religião e penso que aqui houve um cuidado do realizador em não fazê-lo. A dada altura do filme, acontece uma morte que é um twist que nos deixa de queixo caído, mas que no fundo, adianta pouco à questão de fundo. Siobhan Finneran, Sacha Parkinson e Molly Wright são as protagonistas desta produção e as três convencem em seus papéis, tendo boas prestações. É um bom filme.

domingo, 29 de julho de 2018

Custody

Nome do Filme : “Jusqu'à La Garde”
Titulo Inglês : “Custody”
Titulo Português : “Custódia Partilhada”
Ano : 2017
Duração : 93 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Legrand
Produção : Alexandre Gavras
Elenco : Denis Menochet, Lea Drucker, Thomas Gioria, Mathilde Auneveux, Florence Janas, Mathieu Saikaly, Saadia Bentaieb, Coralie Russier, Sophie Pincemaille, Emilie Incerti-Formentini, Jenny Bellay, Martine Vandeville, Jean-Marie Winling, Martine Schambacher, Jean-Claude Leguay, Julien Lucas, Noemie Verot, Sabrina Larderet.

História : O casal Miriam e Antoine Besson acaba de se divorciar. E para garantir a proteção de seu filho do pai, que ela acusa de ser violento, Miriam pede a custódia exclusiva. O juiz, no entanto, acaba concedendo custódia partilhada aos dois.

Comentário : Pessoal, eu ando muito cansado e a precisar de férias, razão pela qual esta semana apenas publico este único comentário, porque foi realmente o único filme que vi ultimamente. Mas quero deixar bem claro que gostei bastante deste filme francês que aborda assuntos bem complexos e delicados. Que não restem dúvidas de que, num divórcio em que existam filhos menores, as crianças são sempre as que mais sofrem. E isso é pior quando uma das partes, geralmente, as mães, dificultam as vidas aos antigos companheiros na questão de verem ou não seus filhos. Embora seja um pouco isso que acontece aqui, essas decisões acabam justificadas pela maneira de ser do pai dos miúdos, quem já viu o longa saberá porque motivo eu digo isto. Embora exista de tudo um pouco. A história é boa, o argumento apresenta poucas lacunas, e foi graças a ele que o realizador conseguiu nos transmitir as mensagens pretendidas. O filme possui quatro personagens centrais : a mãe, o ex-marido e o casal de filhos de ambos. Algumas cenas são bem irritantes, por exemplo, algumas em que pai e filho discutem e quase chegam à agressão. Muito por causa disso, o veterano Denis Menochet possui a melhor prestação do longa, seguido depois do jovem Thomas Gioria, que está muito aceitável para o seu papel, que é bem exigente. Lea Drucker está credível no papel de mulher fragilizada, a actriz consegue passar na perfeição a imagem da maioria das mulheres que passam por esta delicada situação. E Mathilde Auneveux tem pouco que fazer no seu registo, aliás, diria mesmo que a sua personagem é praticamente nula, se não existisse, não faria falta nenhuma. No fundo, é um filme delicado e credível que nos apresenta um retrato do machismo que ainda hoje vigora e que ilustra bem o quanto indefesas estão as mulheres e as crianças face a estes verdadeiros monstros. Bom filme.

domingo, 22 de julho de 2018

Princess Cyd

Nome do Filme : “Princess Cyd”
Titulo Inglês : “Princess Cyd”
Ano : 2017
Duração : 96 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Stephen Cone
Produção : Stephen Cone/Madison Ginsberg/Grace Hahn/Bryan Hart
Elenco : Jessie Pinnick, Rebecca Spence, Malic White, James Vincent Meredith, Matthew Quattrocki, Oksana Fedunyszyn, Paul Fagen, Dane Loperena, Keith Kupferer, Bryan Bosque, Max Fabian, Tyler Ross, Lily Mojekwu, Kelvin Roston, Gary Houston, Alma Washington, Laura Fisher, Bryce Gangel, Pat Whalen.

História : Cyd Loughlin é uma bonita rapariga de 16 anos cuja mãe e irmão mais velho morreram quando ela tinha apenas oito anos de idade, sendo então criada pelo pai, cuja relação nunca foi fácil. Seguindo um conselho dele, Cyd aceita ir passar umas semanas com uma tia que é uma escritora famosa. Juntas, as duas vão descobrir mais sobre elas mesmas e quem sabe, ajudar-se mutuamente nesta dura jornada que é a vida.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que adorei este pequeno filme independente. É um filme onde as mulheres dominam praticamente toda a narrativa, a história pertence-lhes na totalidade e eu adorei a protagonista deste filme, que personagem. Existem muitos momentos neste filme que eu adorei, quase todos relacionados com a personagem principal, Cyd. Na realidade, é impossível não ficarmos rendidos a esta menina e à linda actriz que a interpreta. Quando o filme terminou, eu queria ver mais da sua Cyd, queria ver como era a vida dela na sua cidade, seu quotidiano e vida com o pai, saber mais sobre ela. E isso acontece comigo muito raramente, só quando eu gosto realmente de um filme. Assim, Jessie Pinnick tem não só uma forte presença no ecrã, como também lhe pertence a melhor personagem e prestação do filme inteiro. É muito fácil, ganharmos empatia com ela, só aquele seu sorriso, ai, é de colocar qualquer um aos pés dela. E ao contrário do que ela diz, ela até tem uns pés bem bonitos.

A actriz que desempenha a sua tia famosa também mandou muito bem, neste caso, palmas para Rebecca Spence que representou muito bem o seu papel, aliás, a sua química com a sobrinha resultou na perfeição, já para não falar de algumas cenas entre as duas que resultam em bons momentos. Quem já teve a sorte de ter visto este filme, saberá onde eu pretendo chegar. Existem também duas cenas de sexo relevantes : uma heterossexual e uma outra lésbica, as duas muito bem filmadas e encenadas. Aliás, eu quero aqui frisar uma cena em especial com a nossa menina protagonista, que é quando uma participante do sarau lhe pergunta do que ela gosta a nível sexual, ao qual a miúda lhe responde : “Eu gosto de tudo”, simplesmente brutal. Fiquei com pena que uma situação entre Cyd e um personagem chamado Ridley não tivesse chegado aos finalmentes, foi lamentável porque podia ter resultado favoravelmente para o lado da protagonista. Pessoalmente, gosto bastante de filmes com personagens lésbicas e este não foi excepção, gostei de acompanhar a relação de Cyd com Katie, apesar destas duas personagens não terem muito a ver uma com a outra, aparentemente. Jessie Pinnick e a sua Cyd entraram já para a minha lista de preferências, boa actriz e boa personagem. Seguramente, um filme que representou para mim uma boa surpresa.


Menashe

Nome do Filme : “Menashe”
Titulo Inglês : “Menashe”
Ano : 2017
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Joshua Z. Weinstein
Produção : Joshua Z. Weinstein
Elenco : Menashe Lustig, Ruben Niborsk, Yoel Falkowitz, Hershy Fishman, Meyer Schwartz, Ariel Vaysman, Yoel Weisshaus.

História : Menashe é um funcionário infeliz da mercearia, que fica no coração da comunidade judaica de Nova York. Desde a morte da sua esposa Leah, ele está lutando para sobreviver e ser um bom pai para o filho de ambos, Riven. A tradição proíbe Menashe de criar uma criança sozinha, e o menino é adoptado pelo parente mais próximo de Menashe – o irmão da sua falecida esposa e tio de Riven. Começa então uma dura “batalha” de um pai não só pela conquista do amor do filho como também em provar que é capaz de criar o seu rebento sozinho.

Comentário : Ainda há pouco tempo tinha visto um filme sobre uma comunidade judaica e agora, surge este, que é bem mais sério e complexo. Eu gosto bastante deste assunto e de ler sobre os judeus, mesmo não concordando com certas coisas praticadas por eles, ainda assim, é admirável vermos e acompanharmos povos diferentes com culturas diferentes, nós aprendemos sempre qualquer coisa. E neste filme, o tema principal é a paternidade, nós acompanhamos a luta de um pai viúvo para tentar ficar e criar o filho da melhor maneira que pode. Claro, tudo contra o rigor e as regras do seu exigente povo. E olhem que ele se esforça bastante, mas o problema é que Menashe é um homem muito azarado e irresponsável, as coisas correm mal praticamente o tempo todo para ele. No entanto, gostei muito de ver o personagem do pai e o personagem do filho contracenarem, os dois funcionam muito bem naquelas funções, os dois são mesmo o melhor do filme. O realizador consegue dar-nos uma boa imagem daquele povo e como as coisas acontecem e funcionam entre eles em determinadas situações, onde facilmente concluímos que não deve ser nada fácil vivermos naquelas condições e com aquelas regras. Mas não são só as prestações de pai e filho que comovem, todos os outros personagens são credíveis e tudo graças a actores que encarnaram bem os seus papéis. Gostei do guarda-roupa, mas repito, não concordo com certas coisas deles, mas respeito. É um filme de homens, poucas mulheres aparecem ao longo da fita, me arrisco mesmo a dizer que apenas uma possui um papel minimamente relevante para a trama, mas é rapidamente esquecida. Gostei muito deste filme, embora tenha que confessar que preferia que ele fosse maior, umas duas horas, seria a duração ideal.

Sage Femme

Nome do Filme : “Sage Femme”
Titulo Inglês : “The Midwife”
Titulo Português : “Duas Mulheres, Um Encontro”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Martin Provost
Produção : Olivier Delbosc
Elenco : Catherine Deneuve, Catherine Frot, Olivier Gourmet, Mylene Demongeot, Quentin Dolmaire, Pauline Etienne, Pauline Parigot, Marie Gili-Pierre, Jeanne Rosa, Elise Oppong, Jacques Mechelany, Ana Rodriguez, Jisca Kalvanda, Fayçal Safi, Marc Prin, Nicolas Grandhomme, Melchior Carrelet, Margot Luciarte, Cecile Dominjon, Adou Khan, Sebastien Chassagne, Quentin Leopold, Anthony Dechaux, Audrey Dana, Karidja Touré, Marie Paquim.

História : Generosa, íntegra e bem-intencionada, Claire é uma mãe solteira de 49 anos que dedicou toda a vida ao filho e à profissão de parteira. Na mesma altura em que se debate com o possível encerramento da maternidade onde sempre trabalhou, depara-se com o súbito reaparecimento de Béatrice, a ex-namorada do seu falecido pai, de quem não tinha notícias há décadas. Ao contrário dela, Béatrice é exuberante, superficial e autocentrada. Este encontro vem causar algum desequilíbrio à vida de Claire, que nunca lhe perdoou o facto de ter levado o pai ao suicídio. Mesmo que a princípio o relacionamento entre elas se revele difícil, aos poucos vão criando laços e, apesar das diferenças óbvias, ambas sabem que têm muito a aprender uma com a outra.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que Catherine Deneuve é uma excelente actriz, que eu gosto bastante dela, embora respeite quem não gosta, por exemplo, conheço uma senhora de trato muito difícil e que não é lá grande pessoa, que não gosta desta actriz, mas enfim, isso não é para aqui chamado, foi só um desabafo. No entanto, quem mais me surpreendeu foi a actriz Catherine Frot, que eu confesso não me lembrar de a ter visto em outros filmes, mas que fiquei totalmente rendido a ela, que profissional, que mulher. A Claire de Catherine Frot foi a personagem que eu mais gostei neste filme, gostei dela, da sua personalidade, da sua maneira de ser e da excelente interpretação de Frot. Por outro lado, também a já frisada Catherine Deneuve está maravilhosa aqui, mais uma vez, esta senhora é encantadora. Gostei igualmente da prestação de Olivier Gourmet, aqui com um personagem bem interessante e relevante para a trama. Além de outros assuntos, o filme fala também de uma das mais belas e importantes profissões do mundo : parteira. E o faz de uma maneira exemplar, aliás, a fita abre com uma sequência alusiva a isso. É um filme que vive de momentos muito bonitos e outros bem sérios, ou a personagem de Deneuve não estivesse às portas da morte. A banda sonora é também generosa. A química entre as duas protagonistas é magistral, sente-se e vive-se na perfeição e isso deve-se e muito ao trabalho das duas excelentes actrizes. As cenas de amor entre uma das protagonistas e o personagem de Gourmet são muito bonitas, sem mostrar muito, transmitem o amor e o carinho que eles sentem um pelo outro. Sem dúvidas, foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. 

domingo, 15 de julho de 2018

Figlia Mia

Nome do Filme : “Figlia Mia”
Titulo Inglês : “Daughter Of Mine”
Ano : 2018
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Laura Bispuri
Produção : Marta Donzelli/Gregorio Paonessa
Elenco : Valeria Golino, Alba Rohrwacher, Sara Casu, Udo Kier, Michele Carboni, Fiorenzo Mattu, Julia Radovic.

História : A guarda de uma menina está sendo disputada por duas mães, a de criação e a biológica, que almeja tê-la de volta. No centro do conflito, Vittoria, se vê obrigada a lidar com questões existenciais muito acima do seu suposto nível de maturidade, e está também prestes a fazer uma escolha que afectará a sua vida para sempre.

Comentário : E para terminar mais uma semana de comentários, nada melhor do que um filme italiano, que eu confesso ter gostado bastante, embora tivesse odiado o seu final. O filme aborda temas muito sérios e complexos, pelo que eu já vi outros filmes que abordavam isto e o souberam trabalhar bem melhor, quero com isto dizer que a realizadora não foi ao fundo da questão, nos dando uma trama bem superficial. Não quero com isto dizer que o filme seja mau, muito longe disso, trata-se de uma obra bem consistente e agradável, eu fiquei sempre penetrado naquilo que estava a acontecer perante os meus olhos. Na verdade, é um filme bem eficaz que mete o dedo directamente na ferida e expõe aquilo que de mais irresponsável o ser humano pode ter. É, ser mãe, não é para todas e nesse aspecto, a personagem Angelica, é uma perfeita nulidade, até chega a fazer impressão certas atitudes que ela tem com a filha.

Por outro lado, a personagem Tina, é o pilar mais estabelecido do filme inteiro, ela parece ser a única pessoa normal e séria da trama, alguém que tem todos contra ela e tem que remar sozinha contra uma maré bem forte, eu adorei esta personagem. Já Vittoria, bom, é uma criança de dez anos, não sabe quase nada da vida, temos que perdoá-la pelas más atitudes, afinal, ela é a grande vítima desta embrulhada. Com as duas personagens referidas em cima, Valeria Golino e Alba Rohrwacher possuem interpretações muito boas, aliás, o filme pertence a estas três mulheres, já que para a idade, também Sara Casu tem aqui uma boa prestação. Existe uma cena em especial envolvendo a menina que me causou muita impressão, confesso que nem sei como ela se safou daquilo sem se magoar a sério. Mas existe uma sequência envolvendo musica que funcionou na perfeição. Tal como disse, o final é uma porcaria, eu pedia algo mais sério e verossímil. Penso que a realizadora falhou nesses dois aspectos : em não ter aprofundado mais a questão central e dar-nos algo mais complexo, e também falhou em não nos facultar um final digno para esta sua história que se apresentou boa e consistente até então. Ainda assim, gostei bastante desta fita, foi um filme que funcionou bem para mim.

Summer 1993

Nome do Filme : “Estiu 1993”
Titulo Inglês : “Summer 1993”
Titulo Português : “Verão 1993”
Ano : 2017
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Carla Simon
Produção : Valerie Delpierre
Elenco : Laia Artigas, Paula Robles, Bruna Cusi, David Verdaguer, Isabel Rocatti, Fermi Reixach, Montse Sanz, Berta Pipo, Etna Campillo, Paula Blanco, Quimet Pla, Dolores Fortis, Tere Sola, Josep Torrent, Cristina Matas, Noemi Pinana, Jordi Figueras, Arnau Ferrer, Ricard Catalina, Titon Frauca.

História : A pequena Frida é uma criança em crise. Depois de perder o pai, ela sofre também com a morte da mãe, devido a uma doença que ela ainda não é capaz de compreender. A garota é obrigada a se mudar para a casa dos tios, em outra cidade. Apesar do afecto e compreensão da família, Frida manifesta um comportamento agressivo, especialmente com a prima mais nova.

Comentário : Mais uma produção independente, esta vinda da Espanha. Já vi muitos filmes deste género, por isso, já sabia ao que vinha. Este não é um filme que agrade à maioria, tem um ritmo lento e parece que nunca acontece nada de grandioso, como nos grandes filmes. No entanto, algumas situações que aqui ocorrem são bem graves e podiam originar uma enorme tragédia. Para mim, foi uma história que se seguiu bem, eu senti logo no começo um interesse pela personagem principal, e mais tarde, pelas restantes três. Foi um filme que, em certa medida, me fez recordar a minha infância, quando eu ia passar férias na quinta do meu pai no interior do país. Existe até uma cena que está relacionada com isso e que podia bem ter sido cortada do filme, ela não adianta nada para a trama. É também um filme que fala da dor de perder alguém muito querido, neste caso, é a história de uma menina pequena que perde a mãe e que tem que lidar com isso, ela tem que aprender a conviver com a ausência da progenitora. Mas claro que isso não justifica as suas ações e aqui eu estou a referir-me a três dessas atitudes, que foram bem estúpidas e que podiam ter tido consequências gravíssimas. A Bruna Cusi e o David Verdaguer estão muito bem nos papéis de pais e tios, os dois não só têm boas interpretações, como também funcionam muito bem enquanto casal. E as crianças, bom, elas estão bem, embora eu tenha que confessar já ter visto crianças com melhores prestações, em filmes melhores e piores que este. Não entendi o que aconteceu ao gato de Anna, mas vou interpretar isso como furo do roteiro. No fundo, é um filme razoável.

Hannah

Nome do Filme : “Hannah”
Titulo Inglês : “Hannah”
Ano : 2017
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Andrea Pallaoro
Produção : Clement Duboin/John Engel/Andrea Stucovitz
Elenco : Charlotte Rampling, Andre Wilms, Stephanie Van Vyve, Simon Bisschop, Jessica Fanhan, Fatou Traore, Jean-Michel Balthazar, Gaspard Savini, Julien Vargas, Luca Avallone, Miriam Fauci.

História : Hannah é uma mulher de terceira idade que divide-se entre as aulas de teatro, a natação e o trabalho como empregada doméstica. Quando o marido vai preso, ela não tem alternativa a não ser a solidão e tenta refazer laços perdidos com descendentes, mas há um segredo na família que dificulta o seu relacionamento com terceiros.

Comentário : Voltamos assim aos filmes sérios com este novo filme de Charlotte Rampling, uma excelente actriz, uma verdadeira senhora. Eu conheço, na minha vida pessoal, uma mulher que é muito parecida com esta actriz, mas não é tão boa pessoa quanto Rampling o é, mas isso não é para ser discutido neste espaço, porque aqui falamos de cinema, de filmes. E falando neste filme, bom, ele é mais um daqueles títulos que não irá agradar à maioria, ele tem um ritmo lento, pouca coisa de relevante acontece, é um drama bem sereno e deixa mais perguntas do que dá respostas. Ainda assim, confesso ter gostado bastante deste filme, principalmente porque fiquei totalmente abrangido por ele durante a sua hora e meia de duração, apesar de não ter ficado a saber umas coisas sobre a história que era suposto ficarmos ao ocorrente. Mas paciência, a direção optou por não revelar o que realmente aconteceu no passado e na vida da protagonista que originou aquele distanciamento da família, sendo assim, só temos que aproveitar o pouco que o filme nos dá. Gostei do cão e do apartamento da personagem principal e confesso que não se perdia nada se tivessem aprofundado e desenvolvido mais o personagem do marido dela. Charlotte Rampling é a verdadeira e única estrela deste pequeno filme dramático, ela é uma verdadeira senhora, que tem aqui uma das melhores prestações da sua longa carreira. No final, as coisas iam terminar de um jeito que não me agradava de todo, mas felizmente que isso não aconteceu. Bom filme.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Jurassic World : Fallen Kingdom

Nome do Filme : “Jurassic World : Fallen Kingdom”
Titulo Inglês : “Jurassic World : Fallen Kingdom”
Titulo Português : “Mundo Jurássico : Reino Caído”
Ano : 2018
Duração : 128 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Ação
Realização : Juan Antonio Bayona
Produção : Belén Atienza/Patrick Crowley/Frank Marshall/Steven Spielberg
Elenco : Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Isabella Sermon, Geraldine Chaplin, Jeff Goldblum, Toby Jones, Ted Levine, Daniella Pineda, James Cromwell, Rafe Spall, Justice Smith, Peter Jason, BD Wong.

História : Três anos após o encerramento do novo parque dos dinossauros, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida desses animais na ilha Nublar. No local, não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar a decisão, se as equipas deslocam-se à ilha para resgatar os animais ou se não vão e os deixam para uma nova extinção. Decidida a salvá-los, Claire convoca Owen a retornar à ilha com ela e com uma equipa para a missão de salvamento das espécies.

Comentário : Vamos falar de dinossauros, finalmente aqui no nosso espaço, minhas amigas e meus amigos. Antes de mais, quero aqui dizer que eu adoro dinossauros, desde criança que adoro estes fantásticos animais. Eu tinha 13 anos quando estreou o primeiro “Jurassic Park” dirigido por Steven Spielberg, aliás, apesar de nutrir uma simpatia especial por todos os cinco filmes, o meu preferido é claramente o primeiro. Vale dizer que eu só sinto uma simpatia por estes filmes porque aparecem dinossauros, já que as histórias são bem fracas, e o primeiro e este quinto não são excepção. Mas vale sempre a pena entrarmos neste mundo mais uma vez, porque os filmes estão tão bem conseguidos que tudo se vê e segue com imenso prazer, apesar de sabermos que estes filmes são produzidos com o único objectivo de encher os bolsos dos estúdios, de fazer dinheiro. Neste novo filme, apesar da história também não ser grande coisa, pelo menos eu gostei mais deste filme do que do primeiro “Jurassic World”. Claro que os meus dinossauros preferidos deste filme são o T-Rex e a Blue.

Eu gosto também bastante do personagem principal, a cargo do carismático Chris Pratt (Guardians Of The Galaxy), ele tem jeito para o papel, vê-lo interagir com os animais é espectacular, principalmente com Blue. Bryce Dallas Howard está bem melhor neste segundo filme, claramente que gostei mais da sua personagem nesta sequela. Lamentavelmente, Jeff Goldblum e Geraldine Chaplin aparecem pouco, queria ver mais deles neste filme. A história principal do filme é a que está escrita na sinopse oficial, mas a partir do final do primeiro acto, surge-nos uma nova trama que ocupa todo o segundo acto, já o terceiro acto decorre quase todo numa mansão e nos oferece momentos bem sombrios. Do elenco, vale ainda frisar a pequena Isabella Sermon, no papel da melhor personagem humana do filme. Além disso, sobre a menina, é revelada uma informação que é bem interessante, já para não falar que é graças à sua Maisie que o próximo filme se encontra no estado que irá estar. Mas claro que o filme é todo dos dinossauros e são eles as grandes estrelas deste filme, feitos principalmente de efeitos práticos, eles convencem. Este filme é o segundo que mais gosto da saga.


Deadpool 2

Nome do Filme : “Deadpool 2”
Titulo Inglês : “Deadpool 2”
Titulo Português : “Deadpool 2”
Ano : 2018
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Aventura/Comédia
Realização : David Leitch
Produção : Simon Kinberg/Ryan Reynolds/Lauren Shuler Donner
Elenco : Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Josh Brolin, Julian Dennison, Zazie Beetz, Brianna Hildebrand, Shioli Kutsuna, Karan Soni, T. J. Miller, Leslie Uggams, Stefan Kapicic, Eddie Marsan, Jack Kesy, Randal Reeder, Rob Delaney, Lewis Tan, Bill Skarsgard, Terry Crews, Robert Maillet, Brad Pitt, Paul Wu, Alan Tudyk, Sala Baker, Hayley Sales, Islie Hirvonen.

História : Quando o super soldado Cable chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel, o mercenário Deadpool precisa salvá-lo. Para isso, ele recruta o seu velho amigo, Colossus e forma um novo grupo de mutantes chamado de X-Force.

Comentário : Inevitável sequela do grande sucesso de 2016 de “Deadpool”, este filme segue e bem a mesma linha do anterior, mas perde pontos ao fazer uma espécie de reciclagem do primeiro, dando a sensação de mais do mesmo. Ainda assim, continua a ser um divertido filme que resulta muito bem e que se segue com grande empenho e atenção, porque é algo que nunca cansa e deixa-nos com a adrenalina lá nos altos. Estes dois filmes do “Deadpool” fazem parte do universo dos “X-Men”, são filmes sobre mutantes, são fitas que falam basicamente de pessoas com habilidades especiais e eu sempre gostei disso. Tal como disse, o que temos aqui é mais do mesmo, mas penso que a receita repetida resultou num determinado sentido, porque o filme é super hilário e funcional. Novamente escrito, produzido e protagonizado por Ryan Reynolds, este segundo filme é uma loucura completa. Ryan Reynolds está novamente espectacular e convence mais uma vez no papel do mutante mais ordinário de todos. Josh Brolin e Julian Dennison têm boas prestações, mas eu gostava que o primeiro tivesse o seu personagem mais desenvolvido. Adorei a Domino, Zazie Beetz é espectacular. Gostava também que tivessem aparecido outros personagens do universo dos “X-Men” e não aquela cena super rápida que não mostra quase nada. O humor e a violência estão também aqui bem presentes e são de qualidade. A banda sonora é mais uma vez impecável. Podemos contar novamente com muitas referências a outros filmes, personagens e situações, bem como muitas piadas e boa comédia. É isso, gostei, tal como havia gostado do primeiro.


Nota : Tal como em quase todos os filmes da Marvel, este “Deadpool 2” tem cenas pós créditos. Apesar da inconsistência delas, eu gostei de todas. Apenas lamento o facto de quem manda ter cortado a última cena pós créditos. Essa última cena mostrava Deadpool a viajar e regredir no tempo até ao ano de 1889, onde matava Adolf Hitler quando ele era ainda um bebé, o que impediria o genocídio dos judeus e muitas outras maldades que os alemães fizeram entre 1934 e 1945. Claramente que eu e muita gente ia adorar ver essa cena pós créditos e foi lamentável tê-la tirado, pois seria a melhor cena pós créditos de sempre. Talvez apareça integrada no filme no DVD/Blu-ray.

Wonder Woman

Nome do Filme : “Wonder Woman”
Titulo Inglês : “Wonder Woman”
Titulo Português : “Mulher-Maravilha”
Ano : 2017
Duração : 141 minutos
Género : Ação/Aventura/Guerra/Fantasia/Drama
Realização : Patty Jenkins
Produção : Deborah Snyder/Zack Snyder
Elenco : Gal Gadot, Robin Wright, Connie Nielsen, Chris Pine, David Thewlis, Elena Anaya, Lucy Davis, Danny Huston, Eleanor Matsuura, Mayling Ng, Samantha Jo, Ewen Bremner, Doutzen Kroes, Said Taghmaoui, Florence Kasumba, Eugene Brave Rock, Lisa Loven Kongsli, Brooke Ence, Ann Ogbomo, Ann Wolfe, Madeleine Vall, Jacqui Lee Pryce, Emily Carey, Lilly Aspell.

História : Numa ilha paradisíaca e isolada, nasceu Diana, filha única de Hippolyta, rainha de uma tribo de amazonas. Com poderes sobre-humanos, desde criança que foi protegida do mundo exterior e treinada para ser uma guerreira imbatível. Quando conhece Steve, um piloto americano cuja avioneta se despenha no mar da ilha, percebe que, enquanto ela e a sua tribo vivem pacificamente na ilha, o resto do mundo está mergulhado num conflito global que parece não ter fim. É então que chega à conclusão que os seus poderes podem ser usados na luta contra o mal. Apesar da relutância da raínha em que ela abandone o reino para combater forças desconhecidas, Diana sabe que é chegado o momento de cumprir o seu destino, usando todas as suas forças para ajudar a terminar a grande guerra.

Comentário : Vamos falar de “Mulher-Maravilha”, o primeiro grande filme com uma heroína como protagonista, é verdade, a DC fez num curto espaço de tempo aquilo que a Marvel não conseguiu em dez anos com 20 filmes. Eu gostei bastante deste filme, não só por ter uma protagonista mulher que é uma super-heroína, mas também porque é um filme fechado e muito bem amarrado que funciona perfeitamente como filme de super-herói. Confesso que, no começo, não concordei muito com Gal Gadot neste papel, mas fiquei surpreso porque ela não só está aceitável neste registo, como também tem estilo e carisma para a coisa, apenas se lamenta que seja muito magra e isso não abona a favor de uma amazona. Todo o restante elenco vai bem, apenas o vilão principal falha, porque é muito genérico e tem CGI a mais. Sem esquecer a pequena Lilly Aspell, que é bem querida e desempenhou bem a infância da protagonista. Se o primeiro acto do filme é o melhor e funciona na perfeição, o segundo acto está apenas aceitável e desenvolve-se muito bem, já o terceiro acto é onde as coisas descambam naquele festival recheado de efeitos especiais típico da maioria dos filmes deste género. Apesar disso, é um filme que termina bem e sem gancho para sequela. O filme tem cenas muito boas e outras muito bem conseguidas. O facto de ter sido realizado, produzido e protagonizado por mulheres também contribuiu para que as coisas tivessem resultado. O tema musical da protagonista fica no ouvido. O filme foi um grande sucesso da critica e de bilheteira, fazendo com que a Marvel imite a DC e nos apresente para o ano “Captain Marvel” com a linda e talentosa Brie Larson no papel da protagonista. “Wonder Woman” tem como principal conquista o facto de apresentar uma super-heróina protagonista convincente e digna desse estatuto, num filme muito aceitável, que dá às mulheres aquilo que elas querem : Liberdade, Independência e PODER. “Wonder Woman 1984”, a sequela, será novamente realizada por Patty Jenkins e protagonizada por Gal Gadot e está prevista chegar aos cinemas no Halloween do próximo ano.




Curiosidade : Como qualquer filme de super-herói, também “Mulher-Maravilha” encantou muita gente que sonhava ser como a protagonista, originando que muita malta colocasse em prática várias coisas, como compra de material alusivo ao filme ou à personagem. Mas há sempre quem vá mais longe, por exemplo, houve um pai que fantasiou a filha de 3 anos de Mulher Maravilha e fez um ensaio fotográfico maravilhoso, originando fotos espectaculares. O fotógrafo comercial e artista digital Josh Rossi resolveu fantasiar a sua filha de 3 anos de Mulher Maravilha para o Halloween. A menina, Nellee Rossi, é super fã da amazona. Rossi comprou a vestimenta e adereços e com a ajuda do photoshop fez um ensaio fotográfico maravilhoso. A menina Nellee recriou poses e cenas dos filmes “Batman v Superman : Dawn Of Justice” e “Wonder Woman”. O pai da menina teve que se basear também no trailer desses dois filmes para se guiar e fazer a sessão de fotos. De acordo com uma fonte, Nellee e os pais gastaram horas assistindo aos trailers dos filmes, imitando as expressões faciais, gestos e movimentos da heroína nos quadrinhos. As fotos levaram apenas 1 dia para serem tiradas. Em baixo, algumas dessas fotos :