domingo, 5 de agosto de 2018

Hot Summer Nights

Nome do Filme : “Hot Summer Nights”
Titulo Inglês : “Hot Summer Nights”
Ano : 2017
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Elijah Bynum
Produção : Dan Friedkin/Ryan Friedkin/Bradley Thomas
Elenco : Timothée Chalamet, Maika Monroe, Alex Roe, Maia Mitchell, Thomas Jane, Emory Cohen, William Fichtner, Jeanine Serralles, Reece Ennis, Thomas Blake Jr, Alexander Biglane, Rebecca Koon, Ezra Bynum, Brian Kurlander, Hannah Kraar, Rebecca Weil, Simone Faoro, Jessie Andrews, Rebecca Ray, Caroline Arapoglou.

História : No Verão de 1991, em Massachusetts, um jovem solitário acaba fazendo amizade com o rebelde da cidade, se apaixonando pela garota mais linda do local e se envolvendo num ambiente de drogas.

Comentário : Mais um filme que vi, este bem mais leve que o anterior, mas não melhor que ele. Tal como disse, é um filme leve sobre dois rufias que ganham a vida à custa do crime, basicamente, eles traficam droga, vendem-na a vários tipos de clientes, obtendo muito dinheiro com essas vendas. No inicio da fita, fazem questão de nos informar que este filme é baseado em acontecimentos reais. Depois disso, somos logo apresentados ao personagem principal, aqui muito bem interpretado por Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), este jovem é demais. Aliás, é dele a melhor prestação deste filme. Na pele do seu “amigo” traficante, encontramos Alex Roe, aqui no melhor papel da sua carreira. Os dois funcionam muito bem juntos. Gostei imenso do personagem vivido pelo actor Thomas Jane. Se em relação a eles, tudo vai bem; o mesmo não se pode dizer delas. Todas as personagens femininas têm pouco que fazer neste filme e as duas principais foram muito mal usadas, culpa do roteiro que faz delas umas inúteis. Eu sou um grande admirador de Maika Monroe (It Follows) e de Maia Mitchell (Never Goin Back/The Fosters), mas elas aqui não tiveram papéis à sua altura, eu senti que elas serviram apenas de muleta para engrandecer os seus respectivos pares na fita. E é pena, porque elas são duas boas actrizes, já o provaram em outros registos. E são também muito bonitas. Mas sobre o filme, posso dizer que gostei dele de uma maneira geral, agradou-me imenso a banda sonora com sons que remeteram à minha adolescência, passei cem minutos bem passados.

Invisible

Nome do Filme : “Invisible”
Titulo Inglês : “Invisible”
Titulo Português : “Invisível”
Ano : 2017
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Pablo Giorgelli
Produção : Ariel Rotter/Juan Pablo Miller
Elenco : Mora Arenillas, Diego Cremonesi, Paula Fernandez Mbarak

História : Eloisa é uma adolescente que vive com a mãe num pequeno apartamento em um conjunto habitacional localizado no bairro de La Boca, na Argentina. Ela mantém uma relação distante com a sua mãe e leva uma rotina pesada, se dividindo entre as actividades domésticas, a escola e o trabalho diário numa pet shop. Tudo muda quando ela descobre estar grávida do seu próprio chefe, um homem casado e com filhos menores.

Comentário : Olá pessoal, espero que estejam bem. Hoje trago-vos o comentário a um filme argentino. De entre vários temas que o filme aborda, o principal é bastante delicado, neste caso é a gravidez na adolescência. Ainda assim, não é daqueles filmes que choca, nada disso, é antes uma produção bem simples que nos propõe apenas contar uma história. E é quase uma história real, quantas raparigas adolescentes por esse mundo fora engravidam de homens adultos e depois querem se livrar da situação. Sim, já é uma história muito batida, diria mesmo, é praticamente um cliché neste tipo de filmes. Embora tenha que dizer que o sucesso e aceitação deste tipo de produções depende da protagonista, da actuação da actriz e se nos convence ou não. No caso deste filme, pelo menos para mim, as coisas resultaram porque eu comprei o drama de Ely, e aqui o mérito é da jovem Mora Arenillas que convence enquanto alguém que tem uma vida complicada e também possui uma boa prestação no papel de uma miúda que está metida num enorme sarilho, do qual também tem a sua parte de culpa, mas que ao mesmo tempo, foi vitima de alguém mal intencionado. E aqui, poderíamos ter um debate. Tudo bem que o filme dá a entender que Ely nunca foi obrigada a ter relações sexuais com o patrão, mas temos que ter em conta que ele é um homem adulto e com a agravante de que é casado e com família estabelecida, ele cometeu um erro muito grave, ele devia ter juízo. Destaque também para a personagem da mãe da protagonista, ela representa alguém que desistiu de viver. Ao longo do filme, ouvimos nas rádios e na televisão sobre a crise financeira e o modo de vida difícil que vigora na Argentina, como se o realizador quisesse nos aliviar e distrair do clima pesado do tema central. Gostei bastante deste filme, principalmente porque adorei acompanhar o quotidiano de Ely, que personagem e que vida.

Apostasy

Nome do Filme : “Apostasy”
Titulo Inglês : “Apostasy”
Ano : 2017
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Daniel Kokotajlo
Produção : Andrea Cornwell/Marcie MacLellan
Elenco : Siobhan Finneran, Sacha Parkinson, Molly Wright, Robert Emms, Bronwyn James, Steve Evets, James Quinn, Claire Hackett, Aqib Khan, Jessica Baglow, Clare McGlinn, Jacqueline Pilton, Wasim Zakir, Kathleen Robb, Daisy Cooper-Kelly.

História : As irmãs Alex e Luisa e a sua mãe, Ivanna, são testemunhas de Jeová. Alex admira a sua irmã mais velha e se esforça para seguir os passos da mãe e ser também uma boa testemunha. Mas Luisa começa a questionar o conselho dos Anciões e comete uma transgressão que ameaça expulsá-la da congregação. Enquanto Ivanna e Alex não conseguirem convencer Luisa a voltar atrás, devem evitá-la completamente.

Comentário : Mais um bom filme que tive a sorte de ver. Esta produção trabalha vários assuntos, sendo os principais : os laços familiares e o fanatismo religioso. Para todos aqueles que amam a família e a consideram um dos bens mais preciosos que temos na vida, este não será o filme mais indicado, até porque isso está quase sempre a ser colocado em causa. Aliás, o filme move uma viagem aos meandros da religião Jeová e aponta o dedo directamente às coisas que eles possuem de errado. Por exemplo, é um grande insulto, dentro  daquilo que nos representa como sendo humanos, o facto deles repudiarem um familiar, apenas porque este se recusa a seguir as regras da religião. É ainda mais grave vermos o que a avó do filme pretendia para o futuro da neta, contrariando a vontade da mãe. Mas casos destes existem imenso por esse mundo fora, pessoas que não respeitam a maneira de ser do outro e querem mandar nele e moldá-lo à sua imagem e impor-lhe as suas regras, não tendo assim o mínimo de respeito por essa pessoa. Penso que o filme focou bem esses aspectos e deu-nos uma imagem clara sobre o que são de facto estas religiões, porque no fundo, são todas iguais, é o poder do mais forte sobre o mais fraco e desprotegido. O filme até chega, em alguns momentos, a nos fazer sentir alguma raiva por aquelas pessoas. Eu não suporto aqueles filmes que nos querem jogar na cara a religião e penso que aqui houve um cuidado do realizador em não fazê-lo. A dada altura do filme, acontece uma morte que é um twist que nos deixa de queixo caído, mas que no fundo, adianta pouco à questão de fundo. Siobhan Finneran, Sacha Parkinson e Molly Wright são as protagonistas desta produção e as três convencem em seus papéis, tendo boas prestações. É um bom filme.

domingo, 29 de julho de 2018

Custody

Nome do Filme : “Jusqu'à La Garde”
Titulo Inglês : “Custody”
Titulo Português : “Custódia Partilhada”
Ano : 2017
Duração : 93 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Legrand
Produção : Alexandre Gavras
Elenco : Denis Menochet, Lea Drucker, Thomas Gioria, Mathilde Auneveux, Florence Janas, Mathieu Saikaly, Saadia Bentaieb, Coralie Russier, Sophie Pincemaille, Emilie Incerti-Formentini, Jenny Bellay, Martine Vandeville, Jean-Marie Winling, Martine Schambacher, Jean-Claude Leguay, Julien Lucas, Noemie Verot, Sabrina Larderet.

História : O casal Miriam e Antoine Besson acaba de se divorciar. E para garantir a proteção de seu filho do pai, que ela acusa de ser violento, Miriam pede a custódia exclusiva. O juiz, no entanto, acaba concedendo custódia partilhada aos dois.

Comentário : Pessoal, eu ando muito cansado e a precisar de férias, razão pela qual esta semana apenas publico este único comentário, porque foi realmente o único filme que vi ultimamente. Mas quero deixar bem claro que gostei bastante deste filme francês que aborda assuntos bem complexos e delicados. Que não restem dúvidas de que, num divórcio em que existam filhos menores, as crianças são sempre as que mais sofrem. E isso é pior quando uma das partes, geralmente, as mães, dificultam as vidas aos antigos companheiros na questão de verem ou não seus filhos. Embora seja um pouco isso que acontece aqui, essas decisões acabam justificadas pela maneira de ser do pai dos miúdos, quem já viu o longa saberá porque motivo eu digo isto. Embora exista de tudo um pouco. A história é boa, o argumento apresenta poucas lacunas, e foi graças a ele que o realizador conseguiu nos transmitir as mensagens pretendidas. O filme possui quatro personagens centrais : a mãe, o ex-marido e o casal de filhos de ambos. Algumas cenas são bem irritantes, por exemplo, algumas em que pai e filho discutem e quase chegam à agressão. Muito por causa disso, o veterano Denis Menochet possui a melhor prestação do longa, seguido depois do jovem Thomas Gioria, que está muito aceitável para o seu papel, que é bem exigente. Lea Drucker está credível no papel de mulher fragilizada, a actriz consegue passar na perfeição a imagem da maioria das mulheres que passam por esta delicada situação. E Mathilde Auneveux tem pouco que fazer no seu registo, aliás, diria mesmo que a sua personagem é praticamente nula, se não existisse, não faria falta nenhuma. No fundo, é um filme delicado e credível que nos apresenta um retrato do machismo que ainda hoje vigora e que ilustra bem o quanto indefesas estão as mulheres e as crianças face a estes verdadeiros monstros. Bom filme.

domingo, 22 de julho de 2018

Princess Cyd

Nome do Filme : “Princess Cyd”
Titulo Inglês : “Princess Cyd”
Ano : 2017
Duração : 96 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Stephen Cone
Produção : Stephen Cone/Madison Ginsberg/Grace Hahn/Bryan Hart
Elenco : Jessie Pinnick, Rebecca Spence, Malic White, James Vincent Meredith, Matthew Quattrocki, Oksana Fedunyszyn, Paul Fagen, Dane Loperena, Keith Kupferer, Bryan Bosque, Max Fabian, Tyler Ross, Lily Mojekwu, Kelvin Roston, Gary Houston, Alma Washington, Laura Fisher, Bryce Gangel, Pat Whalen.

História : Cyd Loughlin é uma bonita rapariga de 16 anos cuja mãe e irmão mais velho morreram quando ela tinha apenas oito anos de idade, sendo então criada pelo pai, cuja relação nunca foi fácil. Seguindo um conselho dele, Cyd aceita ir passar umas semanas com uma tia que é uma escritora famosa. Juntas, as duas vão descobrir mais sobre elas mesmas e quem sabe, ajudar-se mutuamente nesta dura jornada que é a vida.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que adorei este pequeno filme independente. É um filme onde as mulheres dominam praticamente toda a narrativa, a história pertence-lhes na totalidade e eu adorei a protagonista deste filme, que personagem. Existem muitos momentos neste filme que eu adorei, quase todos relacionados com a personagem principal, Cyd. Na realidade, é impossível não ficarmos rendidos a esta menina e à linda actriz que a interpreta. Quando o filme terminou, eu queria ver mais da sua Cyd, queria ver como era a vida dela na sua cidade, seu quotidiano e vida com o pai, saber mais sobre ela. E isso acontece comigo muito raramente, só quando eu gosto realmente de um filme. Assim, Jessie Pinnick tem não só uma forte presença no ecrã, como também lhe pertence a melhor personagem e prestação do filme inteiro. É muito fácil, ganharmos empatia com ela, só aquele seu sorriso, ai, é de colocar qualquer um aos pés dela. E ao contrário do que ela diz, ela até tem uns pés bem bonitos.

A actriz que desempenha a sua tia famosa também mandou muito bem, neste caso, palmas para Rebecca Spence que representou muito bem o seu papel, aliás, a sua química com a sobrinha resultou na perfeição, já para não falar de algumas cenas entre as duas que resultam em bons momentos. Quem já teve a sorte de ter visto este filme, saberá onde eu pretendo chegar. Existem também duas cenas de sexo relevantes : uma heterossexual e uma outra lésbica, as duas muito bem filmadas e encenadas. Aliás, eu quero aqui frisar uma cena em especial com a nossa menina protagonista, que é quando uma participante do sarau lhe pergunta do que ela gosta a nível sexual, ao qual a miúda lhe responde : “Eu gosto de tudo”, simplesmente brutal. Fiquei com pena que uma situação entre Cyd e um personagem chamado Ridley não tivesse chegado aos finalmentes, foi lamentável porque podia ter resultado favoravelmente para o lado da protagonista. Pessoalmente, gosto bastante de filmes com personagens lésbicas e este não foi excepção, gostei de acompanhar a relação de Cyd com Katie, apesar destas duas personagens não terem muito a ver uma com a outra, aparentemente. Jessie Pinnick e a sua Cyd entraram já para a minha lista de preferências, boa actriz e boa personagem. Seguramente, um filme que representou para mim uma boa surpresa.


Menashe

Nome do Filme : “Menashe”
Titulo Inglês : “Menashe”
Ano : 2017
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Joshua Z. Weinstein
Produção : Joshua Z. Weinstein
Elenco : Menashe Lustig, Ruben Niborsk, Yoel Falkowitz, Hershy Fishman, Meyer Schwartz, Ariel Vaysman, Yoel Weisshaus.

História : Menashe é um funcionário infeliz da mercearia, que fica no coração da comunidade judaica de Nova York. Desde a morte da sua esposa Leah, ele está lutando para sobreviver e ser um bom pai para o filho de ambos, Riven. A tradição proíbe Menashe de criar uma criança sozinha, e o menino é adoptado pelo parente mais próximo de Menashe – o irmão da sua falecida esposa e tio de Riven. Começa então uma dura “batalha” de um pai não só pela conquista do amor do filho como também em provar que é capaz de criar o seu rebento sozinho.

Comentário : Ainda há pouco tempo tinha visto um filme sobre uma comunidade judaica e agora, surge este, que é bem mais sério e complexo. Eu gosto bastante deste assunto e de ler sobre os judeus, mesmo não concordando com certas coisas praticadas por eles, ainda assim, é admirável vermos e acompanharmos povos diferentes com culturas diferentes, nós aprendemos sempre qualquer coisa. E neste filme, o tema principal é a paternidade, nós acompanhamos a luta de um pai viúvo para tentar ficar e criar o filho da melhor maneira que pode. Claro, tudo contra o rigor e as regras do seu exigente povo. E olhem que ele se esforça bastante, mas o problema é que Menashe é um homem muito azarado e irresponsável, as coisas correm mal praticamente o tempo todo para ele. No entanto, gostei muito de ver o personagem do pai e o personagem do filho contracenarem, os dois funcionam muito bem naquelas funções, os dois são mesmo o melhor do filme. O realizador consegue dar-nos uma boa imagem daquele povo e como as coisas acontecem e funcionam entre eles em determinadas situações, onde facilmente concluímos que não deve ser nada fácil vivermos naquelas condições e com aquelas regras. Mas não são só as prestações de pai e filho que comovem, todos os outros personagens são credíveis e tudo graças a actores que encarnaram bem os seus papéis. Gostei do guarda-roupa, mas repito, não concordo com certas coisas deles, mas respeito. É um filme de homens, poucas mulheres aparecem ao longo da fita, me arrisco mesmo a dizer que apenas uma possui um papel minimamente relevante para a trama, mas é rapidamente esquecida. Gostei muito deste filme, embora tenha que confessar que preferia que ele fosse maior, umas duas horas, seria a duração ideal.

Sage Femme

Nome do Filme : “Sage Femme”
Titulo Inglês : “The Midwife”
Titulo Português : “Duas Mulheres, Um Encontro”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Martin Provost
Produção : Olivier Delbosc
Elenco : Catherine Deneuve, Catherine Frot, Olivier Gourmet, Mylene Demongeot, Quentin Dolmaire, Pauline Etienne, Pauline Parigot, Marie Gili-Pierre, Jeanne Rosa, Elise Oppong, Jacques Mechelany, Ana Rodriguez, Jisca Kalvanda, Fayçal Safi, Marc Prin, Nicolas Grandhomme, Melchior Carrelet, Margot Luciarte, Cecile Dominjon, Adou Khan, Sebastien Chassagne, Quentin Leopold, Anthony Dechaux, Audrey Dana, Karidja Touré, Marie Paquim.

História : Generosa, íntegra e bem-intencionada, Claire é uma mãe solteira de 49 anos que dedicou toda a vida ao filho e à profissão de parteira. Na mesma altura em que se debate com o possível encerramento da maternidade onde sempre trabalhou, depara-se com o súbito reaparecimento de Béatrice, a ex-namorada do seu falecido pai, de quem não tinha notícias há décadas. Ao contrário dela, Béatrice é exuberante, superficial e autocentrada. Este encontro vem causar algum desequilíbrio à vida de Claire, que nunca lhe perdoou o facto de ter levado o pai ao suicídio. Mesmo que a princípio o relacionamento entre elas se revele difícil, aos poucos vão criando laços e, apesar das diferenças óbvias, ambas sabem que têm muito a aprender uma com a outra.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que Catherine Deneuve é uma excelente actriz, que eu gosto bastante dela, embora respeite quem não gosta, por exemplo, conheço uma senhora de trato muito difícil e que não é lá grande pessoa, que não gosta desta actriz, mas enfim, isso não é para aqui chamado, foi só um desabafo. No entanto, quem mais me surpreendeu foi a actriz Catherine Frot, que eu confesso não me lembrar de a ter visto em outros filmes, mas que fiquei totalmente rendido a ela, que profissional, que mulher. A Claire de Catherine Frot foi a personagem que eu mais gostei neste filme, gostei dela, da sua personalidade, da sua maneira de ser e da excelente interpretação de Frot. Por outro lado, também a já frisada Catherine Deneuve está maravilhosa aqui, mais uma vez, esta senhora é encantadora. Gostei igualmente da prestação de Olivier Gourmet, aqui com um personagem bem interessante e relevante para a trama. Além de outros assuntos, o filme fala também de uma das mais belas e importantes profissões do mundo : parteira. E o faz de uma maneira exemplar, aliás, a fita abre com uma sequência alusiva a isso. É um filme que vive de momentos muito bonitos e outros bem sérios, ou a personagem de Deneuve não estivesse às portas da morte. A banda sonora é também generosa. A química entre as duas protagonistas é magistral, sente-se e vive-se na perfeição e isso deve-se e muito ao trabalho das duas excelentes actrizes. As cenas de amor entre uma das protagonistas e o personagem de Gourmet são muito bonitas, sem mostrar muito, transmitem o amor e o carinho que eles sentem um pelo outro. Sem dúvidas, foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. 

domingo, 15 de julho de 2018

Figlia Mia

Nome do Filme : “Figlia Mia”
Titulo Inglês : “Daughter Of Mine”
Ano : 2018
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Laura Bispuri
Produção : Marta Donzelli/Gregorio Paonessa
Elenco : Valeria Golino, Alba Rohrwacher, Sara Casu, Udo Kier, Michele Carboni, Fiorenzo Mattu, Julia Radovic.

História : A guarda de uma menina está sendo disputada por duas mães, a de criação e a biológica, que almeja tê-la de volta. No centro do conflito, Vittoria, se vê obrigada a lidar com questões existenciais muito acima do seu suposto nível de maturidade, e está também prestes a fazer uma escolha que afectará a sua vida para sempre.

Comentário : E para terminar mais uma semana de comentários, nada melhor do que um filme italiano, que eu confesso ter gostado bastante, embora tivesse odiado o seu final. O filme aborda temas muito sérios e complexos, pelo que eu já vi outros filmes que abordavam isto e o souberam trabalhar bem melhor, quero com isto dizer que a realizadora não foi ao fundo da questão, nos dando uma trama bem superficial. Não quero com isto dizer que o filme seja mau, muito longe disso, trata-se de uma obra bem consistente e agradável, eu fiquei sempre penetrado naquilo que estava a acontecer perante os meus olhos. Na verdade, é um filme bem eficaz que mete o dedo directamente na ferida e expõe aquilo que de mais irresponsável o ser humano pode ter. É, ser mãe, não é para todas e nesse aspecto, a personagem Angelica, é uma perfeita nulidade, até chega a fazer impressão certas atitudes que ela tem com a filha.

Por outro lado, a personagem Tina, é o pilar mais estabelecido do filme inteiro, ela parece ser a única pessoa normal e séria da trama, alguém que tem todos contra ela e tem que remar sozinha contra uma maré bem forte, eu adorei esta personagem. Já Vittoria, bom, é uma criança de dez anos, não sabe quase nada da vida, temos que perdoá-la pelas más atitudes, afinal, ela é a grande vítima desta embrulhada. Com as duas personagens referidas em cima, Valeria Golino e Alba Rohrwacher possuem interpretações muito boas, aliás, o filme pertence a estas três mulheres, já que para a idade, também Sara Casu tem aqui uma boa prestação. Existe uma cena em especial envolvendo a menina que me causou muita impressão, confesso que nem sei como ela se safou daquilo sem se magoar a sério. Mas existe uma sequência envolvendo musica que funcionou na perfeição. Tal como disse, o final é uma porcaria, eu pedia algo mais sério e verossímil. Penso que a realizadora falhou nesses dois aspectos : em não ter aprofundado mais a questão central e dar-nos algo mais complexo, e também falhou em não nos facultar um final digno para esta sua história que se apresentou boa e consistente até então. Ainda assim, gostei bastante desta fita, foi um filme que funcionou bem para mim.

Summer 1993

Nome do Filme : “Estiu 1993”
Titulo Inglês : “Summer 1993”
Titulo Português : “Verão 1993”
Ano : 2017
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Carla Simon
Produção : Valerie Delpierre
Elenco : Laia Artigas, Paula Robles, Bruna Cusi, David Verdaguer, Isabel Rocatti, Fermi Reixach, Montse Sanz, Berta Pipo, Etna Campillo, Paula Blanco, Quimet Pla, Dolores Fortis, Tere Sola, Josep Torrent, Cristina Matas, Noemi Pinana, Jordi Figueras, Arnau Ferrer, Ricard Catalina, Titon Frauca.

História : A pequena Frida é uma criança em crise. Depois de perder o pai, ela sofre também com a morte da mãe, devido a uma doença que ela ainda não é capaz de compreender. A garota é obrigada a se mudar para a casa dos tios, em outra cidade. Apesar do afecto e compreensão da família, Frida manifesta um comportamento agressivo, especialmente com a prima mais nova.

Comentário : Mais uma produção independente, esta vinda da Espanha. Já vi muitos filmes deste género, por isso, já sabia ao que vinha. Este não é um filme que agrade à maioria, tem um ritmo lento e parece que nunca acontece nada de grandioso, como nos grandes filmes. No entanto, algumas situações que aqui ocorrem são bem graves e podiam originar uma enorme tragédia. Para mim, foi uma história que se seguiu bem, eu senti logo no começo um interesse pela personagem principal, e mais tarde, pelas restantes três. Foi um filme que, em certa medida, me fez recordar a minha infância, quando eu ia passar férias na quinta do meu pai no interior do país. Existe até uma cena que está relacionada com isso e que podia bem ter sido cortada do filme, ela não adianta nada para a trama. É também um filme que fala da dor de perder alguém muito querido, neste caso, é a história de uma menina pequena que perde a mãe e que tem que lidar com isso, ela tem que aprender a conviver com a ausência da progenitora. Mas claro que isso não justifica as suas ações e aqui eu estou a referir-me a três dessas atitudes, que foram bem estúpidas e que podiam ter tido consequências gravíssimas. A Bruna Cusi e o David Verdaguer estão muito bem nos papéis de pais e tios, os dois não só têm boas interpretações, como também funcionam muito bem enquanto casal. E as crianças, bom, elas estão bem, embora eu tenha que confessar já ter visto crianças com melhores prestações, em filmes melhores e piores que este. Não entendi o que aconteceu ao gato de Anna, mas vou interpretar isso como furo do roteiro. No fundo, é um filme razoável.

Hannah

Nome do Filme : “Hannah”
Titulo Inglês : “Hannah”
Ano : 2017
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Andrea Pallaoro
Produção : Clement Duboin/John Engel/Andrea Stucovitz
Elenco : Charlotte Rampling, Andre Wilms, Stephanie Van Vyve, Simon Bisschop, Jessica Fanhan, Fatou Traore, Jean-Michel Balthazar, Gaspard Savini, Julien Vargas, Luca Avallone, Miriam Fauci.

História : Hannah é uma mulher de terceira idade que divide-se entre as aulas de teatro, a natação e o trabalho como empregada doméstica. Quando o marido vai preso, ela não tem alternativa a não ser a solidão e tenta refazer laços perdidos com descendentes, mas há um segredo na família que dificulta o seu relacionamento com terceiros.

Comentário : Voltamos assim aos filmes sérios com este novo filme de Charlotte Rampling, uma excelente actriz, uma verdadeira senhora. Eu conheço, na minha vida pessoal, uma mulher que é muito parecida com esta actriz, mas não é tão boa pessoa quanto Rampling o é, mas isso não é para ser discutido neste espaço, porque aqui falamos de cinema, de filmes. E falando neste filme, bom, ele é mais um daqueles títulos que não irá agradar à maioria, ele tem um ritmo lento, pouca coisa de relevante acontece, é um drama bem sereno e deixa mais perguntas do que dá respostas. Ainda assim, confesso ter gostado bastante deste filme, principalmente porque fiquei totalmente abrangido por ele durante a sua hora e meia de duração, apesar de não ter ficado a saber umas coisas sobre a história que era suposto ficarmos ao ocorrente. Mas paciência, a direção optou por não revelar o que realmente aconteceu no passado e na vida da protagonista que originou aquele distanciamento da família, sendo assim, só temos que aproveitar o pouco que o filme nos dá. Gostei do cão e do apartamento da personagem principal e confesso que não se perdia nada se tivessem aprofundado e desenvolvido mais o personagem do marido dela. Charlotte Rampling é a verdadeira e única estrela deste pequeno filme dramático, ela é uma verdadeira senhora, que tem aqui uma das melhores prestações da sua longa carreira. No final, as coisas iam terminar de um jeito que não me agradava de todo, mas felizmente que isso não aconteceu. Bom filme.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Jurassic World : Fallen Kingdom

Nome do Filme : “Jurassic World : Fallen Kingdom”
Titulo Inglês : “Jurassic World : Fallen Kingdom”
Titulo Português : “Mundo Jurássico : Reino Caído”
Ano : 2018
Duração : 128 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Ação
Realização : Juan Antonio Bayona
Produção : Belén Atienza/Patrick Crowley/Frank Marshall/Steven Spielberg
Elenco : Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Isabella Sermon, Geraldine Chaplin, Jeff Goldblum, Toby Jones, Ted Levine, Daniella Pineda, James Cromwell, Rafe Spall, Justice Smith, Peter Jason, BD Wong.

História : Três anos após o encerramento do novo parque dos dinossauros, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida desses animais na ilha Nublar. No local, não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar a decisão, se as equipas deslocam-se à ilha para resgatar os animais ou se não vão e os deixam para uma nova extinção. Decidida a salvá-los, Claire convoca Owen a retornar à ilha com ela e com uma equipa para a missão de salvamento das espécies.

Comentário : Vamos falar de dinossauros, finalmente aqui no nosso espaço, minhas amigas e meus amigos. Antes de mais, quero aqui dizer que eu adoro dinossauros, desde criança que adoro estes fantásticos animais. Eu tinha 13 anos quando estreou o primeiro “Jurassic Park” dirigido por Steven Spielberg, aliás, apesar de nutrir uma simpatia especial por todos os cinco filmes, o meu preferido é claramente o primeiro. Vale dizer que eu só sinto uma simpatia por estes filmes porque aparecem dinossauros, já que as histórias são bem fracas, e o primeiro e este quinto não são excepção. Mas vale sempre a pena entrarmos neste mundo mais uma vez, porque os filmes estão tão bem conseguidos que tudo se vê e segue com imenso prazer, apesar de sabermos que estes filmes são produzidos com o único objectivo de encher os bolsos dos estúdios, de fazer dinheiro. Neste novo filme, apesar da história também não ser grande coisa, pelo menos eu gostei mais deste filme do que do primeiro “Jurassic World”. Claro que os meus dinossauros preferidos deste filme são o T-Rex e a Blue.

Eu gosto também bastante do personagem principal, a cargo do carismático Chris Pratt (Guardians Of The Galaxy), ele tem jeito para o papel, vê-lo interagir com os animais é espectacular, principalmente com Blue. Bryce Dallas Howard está bem melhor neste segundo filme, claramente que gostei mais da sua personagem nesta sequela. Lamentavelmente, Jeff Goldblum e Geraldine Chaplin aparecem pouco, queria ver mais deles neste filme. A história principal do filme é a que está escrita na sinopse oficial, mas a partir do final do primeiro acto, surge-nos uma nova trama que ocupa todo o segundo acto, já o terceiro acto decorre quase todo numa mansão e nos oferece momentos bem sombrios. Do elenco, vale ainda frisar a pequena Isabella Sermon, no papel da melhor personagem humana do filme. Além disso, sobre a menina, é revelada uma informação que é bem interessante, já para não falar que é graças à sua Maisie que o próximo filme se encontra no estado que irá estar. Mas claro que o filme é todo dos dinossauros e são eles as grandes estrelas deste filme, feitos principalmente de efeitos práticos, eles convencem. Este filme é o segundo que mais gosto da saga.


Deadpool 2

Nome do Filme : “Deadpool 2”
Titulo Inglês : “Deadpool 2”
Titulo Português : “Deadpool 2”
Ano : 2018
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Aventura/Comédia
Realização : David Leitch
Produção : Simon Kinberg/Ryan Reynolds/Lauren Shuler Donner
Elenco : Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Josh Brolin, Julian Dennison, Zazie Beetz, Brianna Hildebrand, Shioli Kutsuna, Karan Soni, T. J. Miller, Leslie Uggams, Stefan Kapicic, Eddie Marsan, Jack Kesy, Randal Reeder, Rob Delaney, Lewis Tan, Bill Skarsgard, Terry Crews, Robert Maillet, Brad Pitt, Paul Wu, Alan Tudyk, Sala Baker, Hayley Sales, Islie Hirvonen.

História : Quando o super soldado Cable chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel, o mercenário Deadpool precisa salvá-lo. Para isso, ele recruta o seu velho amigo, Colossus e forma um novo grupo de mutantes chamado de X-Force.

Comentário : Inevitável sequela do grande sucesso de 2016 de “Deadpool”, este filme segue e bem a mesma linha do anterior, mas perde pontos ao fazer uma espécie de reciclagem do primeiro, dando a sensação de mais do mesmo. Ainda assim, continua a ser um divertido filme que resulta muito bem e que se segue com grande empenho e atenção, porque é algo que nunca cansa e deixa-nos com a adrenalina lá nos altos. Estes dois filmes do “Deadpool” fazem parte do universo dos “X-Men”, são filmes sobre mutantes, são fitas que falam basicamente de pessoas com habilidades especiais e eu sempre gostei disso. Tal como disse, o que temos aqui é mais do mesmo, mas penso que a receita repetida resultou num determinado sentido, porque o filme é super hilário e funcional. Novamente escrito, produzido e protagonizado por Ryan Reynolds, este segundo filme é uma loucura completa. Ryan Reynolds está novamente espectacular e convence mais uma vez no papel do mutante mais ordinário de todos. Josh Brolin e Julian Dennison têm boas prestações, mas eu gostava que o primeiro tivesse o seu personagem mais desenvolvido. Adorei a Domino, Zazie Beetz é espectacular. Gostava também que tivessem aparecido outros personagens do universo dos “X-Men” e não aquela cena super rápida que não mostra quase nada. O humor e a violência estão também aqui bem presentes e são de qualidade. A banda sonora é mais uma vez impecável. Podemos contar novamente com muitas referências a outros filmes, personagens e situações, bem como muitas piadas e boa comédia. É isso, gostei, tal como havia gostado do primeiro.


Nota : Tal como em quase todos os filmes da Marvel, este “Deadpool 2” tem cenas pós créditos. Apesar da inconsistência delas, eu gostei de todas. Apenas lamento o facto de quem manda ter cortado a última cena pós créditos. Essa última cena mostrava Deadpool a viajar e regredir no tempo até ao ano de 1889, onde matava Adolf Hitler quando ele era ainda um bebé, o que impediria o genocídio dos judeus e muitas outras maldades que os alemães fizeram entre 1934 e 1945. Claramente que eu e muita gente ia adorar ver essa cena pós créditos e foi lamentável tê-la tirado, pois seria a melhor cena pós créditos de sempre. Talvez apareça integrada no filme no DVD/Blu-ray.

Wonder Woman

Nome do Filme : “Wonder Woman”
Titulo Inglês : “Wonder Woman”
Titulo Português : “Mulher-Maravilha”
Ano : 2017
Duração : 141 minutos
Género : Ação/Aventura/Guerra/Fantasia/Drama
Realização : Patty Jenkins
Produção : Deborah Snyder/Zack Snyder
Elenco : Gal Gadot, Robin Wright, Connie Nielsen, Chris Pine, David Thewlis, Elena Anaya, Lucy Davis, Danny Huston, Eleanor Matsuura, Mayling Ng, Samantha Jo, Ewen Bremner, Doutzen Kroes, Said Taghmaoui, Florence Kasumba, Eugene Brave Rock, Lisa Loven Kongsli, Brooke Ence, Ann Ogbomo, Ann Wolfe, Madeleine Vall, Jacqui Lee Pryce, Emily Carey, Lilly Aspell.

História : Numa ilha paradisíaca e isolada, nasceu Diana, filha única de Hippolyta, rainha de uma tribo de amazonas. Com poderes sobre-humanos, desde criança que foi protegida do mundo exterior e treinada para ser uma guerreira imbatível. Quando conhece Steve, um piloto americano cuja avioneta se despenha no mar da ilha, percebe que, enquanto ela e a sua tribo vivem pacificamente na ilha, o resto do mundo está mergulhado num conflito global que parece não ter fim. É então que chega à conclusão que os seus poderes podem ser usados na luta contra o mal. Apesar da relutância da raínha em que ela abandone o reino para combater forças desconhecidas, Diana sabe que é chegado o momento de cumprir o seu destino, usando todas as suas forças para ajudar a terminar a grande guerra.

Comentário : Vamos falar de “Mulher-Maravilha”, o primeiro grande filme com uma heroína como protagonista, é verdade, a DC fez num curto espaço de tempo aquilo que a Marvel não conseguiu em dez anos com 20 filmes. Eu gostei bastante deste filme, não só por ter uma protagonista mulher que é uma super-heroína, mas também porque é um filme fechado e muito bem amarrado que funciona perfeitamente como filme de super-herói. Confesso que, no começo, não concordei muito com Gal Gadot neste papel, mas fiquei surpreso porque ela não só está aceitável neste registo, como também tem estilo e carisma para a coisa, apenas se lamenta que seja muito magra e isso não abona a favor de uma amazona. Todo o restante elenco vai bem, apenas o vilão principal falha, porque é muito genérico e tem CGI a mais. Sem esquecer a pequena Lilly Aspell, que é bem querida e desempenhou bem a infância da protagonista. Se o primeiro acto do filme é o melhor e funciona na perfeição, o segundo acto está apenas aceitável e desenvolve-se muito bem, já o terceiro acto é onde as coisas descambam naquele festival recheado de efeitos especiais típico da maioria dos filmes deste género. Apesar disso, é um filme que termina bem e sem gancho para sequela. O filme tem cenas muito boas e outras muito bem conseguidas. O facto de ter sido realizado, produzido e protagonizado por mulheres também contribuiu para que as coisas tivessem resultado. O tema musical da protagonista fica no ouvido. O filme foi um grande sucesso da critica e de bilheteira, fazendo com que a Marvel imite a DC e nos apresente para o ano “Captain Marvel” com a linda e talentosa Brie Larson no papel da protagonista. “Wonder Woman” tem como principal conquista o facto de apresentar uma super-heróina protagonista convincente e digna desse estatuto, num filme muito aceitável, que dá às mulheres aquilo que elas querem : Liberdade, Independência e PODER. “Wonder Woman 1984”, a sequela, será novamente realizada por Patty Jenkins e protagonizada por Gal Gadot e está prevista chegar aos cinemas no Halloween do próximo ano.




Curiosidade : Como qualquer filme de super-herói, também “Mulher-Maravilha” encantou muita gente que sonhava ser como a protagonista, originando que muita malta colocasse em prática várias coisas, como compra de material alusivo ao filme ou à personagem. Mas há sempre quem vá mais longe, por exemplo, houve um pai que fantasiou a filha de 3 anos de Mulher Maravilha e fez um ensaio fotográfico maravilhoso, originando fotos espectaculares. O fotógrafo comercial e artista digital Josh Rossi resolveu fantasiar a sua filha de 3 anos de Mulher Maravilha para o Halloween. A menina, Nellee Rossi, é super fã da amazona. Rossi comprou a vestimenta e adereços e com a ajuda do photoshop fez um ensaio fotográfico maravilhoso. A menina Nellee recriou poses e cenas dos filmes “Batman v Superman : Dawn Of Justice” e “Wonder Woman”. O pai da menina teve que se basear também no trailer desses dois filmes para se guiar e fazer a sessão de fotos. De acordo com uma fonte, Nellee e os pais gastaram horas assistindo aos trailers dos filmes, imitando as expressões faciais, gestos e movimentos da heroína nos quadrinhos. As fotos levaram apenas 1 dia para serem tiradas. Em baixo, algumas dessas fotos :








Deadpool

Nome do Filme : “Deadpool”
Titulo Inglês : “Deadpool”
Titulo Português : “Deadpool”
Ano : 2016
Duração : 108 minutos
Género : Ação/Aventura/Comédia
Realização : Tim Miller
Produção : Simon Kinberg/Ryan Reynolds/Lauren Shuler Donner
Elenco : Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Brianna Hildebrand, Karan Soni, Ed Skrein, Stefan Kapicic, Kyle Cassie, Taylor Hickson, Randal Reeder, T. J. Miller, Isaac C. Singleton Jr, Hugh Scott, Emily Haine, Leslie Uggams, Rob Hayter, Stan Lee.

História : Ex-militar e mercenário, Wade Wilson é diagnosticado com cancro em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura numa sinistra experiência científica. Recuperado, com super poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se em Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu a sua vida.

Comentário : Quando o público nerd pedia um filme de super-heróis diferente dos demais, eis que surgiu em 2016, Deadpool, e com ele uma nova esperança e uma certeza de que a partir dali, as coisas iam mudar. De facto, depois surgiu “Logan”, um filme de super-heróis muito bom e diferente de tudo já feito, seguindo a mesma leva de “Deadpool”, mas sem comédia e apostando apenas no sério e no drama. E eu confesso, o meu gosto por “Deadpool” e “Logan” fez-se sentir, finalmente, os estúdios saíram fora da caixa e arriscaram e os resultados foram, logicamente positivos. Ryan Reynolds redimiu-se assim dos seus dolorosos papéis nos filmes “X-Men Origins : Wolverine” e “Green Lantern”, fazendo assim, algo muito dele e cumprindo um sonho. É um filme em que quase nada é levado a sério, até parece tudo uma enorme brincadeira, onde o protagonista goza com quase tudo e é também um filme cheio de referências a outros filmes e outros personagens. As piadas são imensas e a violência impressiona, mas as coisas até que funcionaram, o filme segue-se bem e nunca cansa, é tudo muito original. Ryan Reynolds vai muito bem no papel principal, finalmente, ele estava como peixe na água e no seu território. A banda sonora também merece destaque, a maravilhosa abertura em camara lenta ao som de uma belíssima música é um excelente convite ao que vem a seguir. Temos também a quebra da quarta parede. Tal como aconteceu com “Kick-Ass”, não é um filme aconselhado a crianças, porque não são típicos filmes de super-heróis. Para ser sincero, eu curti bastante este filme.

domingo, 8 de julho de 2018

November

Nome do Filme : “November”
Titulo Inglês : “November”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Fantasia/Romance
Realização : Rainer Sarnet
Produção : Katrin Kissa
Elenco : Rea Lest, Jorgen Liik, Jette Loona Hermanis, Arvo Kukumagi, Klara Eighorn, Katariina Unt, Taavi Eelmaa, Meelis Rammeld, Heino Kalm, Dieter Laser, Jaan Tooming, Ene Pappel, Ernst Lillemets, Sepa Tom, Tiina Keeman, Heino Paljak, Ilmar Meos, Aare Lutsar, Mari Abel, Aire Koop, Jonathan Peterson, Linda Kolde, Maria Aua, Mart Laovali, Jaak Juhkam, Aksella Liimets, Ado Tikerpae.

História : Numa aldeia estoniana pagã medieval, onde nascem lobisomens, bruxas e criaturas estranhas, uma linda jovem camponesa chamada Liina, está perdidamente apaixonada por um rapaz do campo, de seu nome Hans, que por sua vez ama uma jovem baronesa que habita numa propriedade luxuosa.

Comentário : Este estranho e belíssimo filme resulta de uma co-produção entre a Estónia, a Holanda e a Polónia. E eu confesso que foi dos filmes mais estranhos que vi até hoje e olhem que eu já vi muita coisa. E digo isto porque ainda não tive a oportunidade de ver o filme “Luna” de Dave McKean do ano de 2014. Este “November” é um filme belíssimo porque, mesmo com imagens feias e bizarras, consegue extrair toda a beleza daquele estranho mundo, para além de nos contar e mostrar uma boa história minimamente convincente e apelativa. A maioria das personagens são bem bizarras e algumas das suas atitudes são dignas de uma lista de bizarrices. Onde nada parece fazer muito sentido, nasce a pequena história de uma linda menina que sonha um dia juntar-se a um rapaz humilde e fazer vida com ele. O filme fala de muitas coisas, mas o tema principal aqui é o amor e algumas das maneiras como ele se manifesta. Onde o filme soma pontos é na fabulosa fotografia a preto e branco, alguns planos apetecem emoldurar de tão bonitos que são. 

Todo o aspecto visual deste filme é verdadeiramente estonteante, parabéns aos directores de fotografia pelo excelente trabalho desenvolvido nesse campo. O filme também merece destaque quando se avalia a fantástica recriação de época, com todos os detalhes como os artefactos e objectos, o mobiliário, o guarda-roupa, a postura das pessoas e também a maneira como agem e se relacionam uns com os outros. Pessoalmente, eu gostei de quase tudo nesta produção. No entanto, aquilo que eu mais gostei foi, claro, da protagonista, que além de ser linda e do próprio filme aumentar ainda mais a sua beleza – Rea Lest – a actriz que desempenha a Liina de que falo, teve a melhor presença e a melhor prestação do filme. Eu adorei a sua personagem e apenas lamento o seu destino. O actor Jorgen Liik também merece destaque, foi o personagem masculino que eu mais gostei no filme, o Hans chega mesmo a convencer em alguns momentos. Também gostei da personagem da bruxa velha. Já a jovem baronesa, gostei dela mas lamento que tenha aparecido pouco e que fale ainda menos. É um filme bem estranho e muito bizarro que não irá agradar a maioria, não é uma obra de fácil digestão, é mesmo muito alternativa. Eu gostei, mas ainda assim, fica aí a recomendação. 


Disobedience

Nome do Filme : “Disobedience”
Titulo Inglês : “Disobedience”
Titulo Português : “Disobediência”
Ano : 2017
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Sebastian Lelio
Produção : Frida Torresblanco/Ed Guiney/Rachel Weisz
Elenco : Rachel Weisz, Rachel McAdams, Alessandro Nivola, Bernice Stegers, Anton Lesser, Allan Corduner, Nicholas Woodeson, David Fleeshman, Steve Furst, Sophia Brown, Trevor Allan Davies, Clara Francis, Lia Cohen, Cara Horgan, Liza Sadovy, Alexis Zegerman, Benjamin Tuttlebee, Mark Stobbart, Rose Walker, Orlando Brooke, Dominic Applewhite, Omri Rose, Caroline Gruber, Melanie Nute, Sheila Glass.

História : A fotógrafa Ronit retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade. Mas ela acaba acolhida por um primo e grande amigo de infância, para sua surpresa, actualmente casado com a sua paixão de juventude, Esti.

Comentário : Cá está mais um caso de um filme realizado por um director não americano que dirige um elenco de estrelas conhecidas de muitos filmes americanos. E isso é algo que tem vindo a acontecer ultimamente. Não que eu tenha algo contra isso, nada disso, mas faz-me confusão, esta tentativa de americanizar ou internacionalizar realizadores conceituados nos seus países de origem. Mas não falemos nisso, vamos ao filme, que é isso que nos interessa e é para isso que eu estou aqui. Desde já quero adiantar que gostei bastante deste filme, ele conversa muito bem com quem o vê. Gostei da história, ela não fala unicamente da relação amorosa entre duas mulheres, não é esse o foco principal, mas sim, a dura critica à religião judaica e à maneira como esta trata as mulheres, sem diminuir o povo em causa. Eu gostei da história, embora ela tenha aspectos que são previsíveis e isso não abona muito a favor do filme. Temos aqui uma bonita cena de sexo entre as duas protagonistas, que diz muito delas e daquilo que elas trazem guardado dentro de si. É um filme que fala muito de sentimentos, da opressão, da acumulação e do impedimento de expressar atitudes ou desejos menos próprios aos olhos de uma comunidade. A Rachel Weisz e a Rachel McAdams estão perfeitas aqui, nos facultando duas excelentes e complexas personagens, as actrizes fizeram um óptimo trabalho juntas ou separadamente, conseguindo até uma boa química sempre que as suas personagens contracenavam entre elas. O actor Alessandro Nivola também está muito bem no seu registo, eu adorei o seu personagem. Em resumo, gostei bastante deste filme, embora esperasse outro final.

Lean On Pete

Nome do Filme : “Lean On Pete”
Titulo Inglês : “Lean On Pete”
Titulo Português : “O Meu Amigo Pete”
Ano : 2017
Duração : 122 minutos
Género : Aventura/Drama
Realização : Andrew Haigh
Produção : Tristan Goligher
Elenco : Charlie Plummer, Chloe Sevigny, Alison Elliott, Steve Buscemi, Amy Seimetz, Travis Fimmel, Julia Prud'homme, Jason Rouse, Lewis Pullman, Justin Rain, Teyah Hartley, Bob Olin, Dana Millican, Rachael Perrell Fosket, Steve Zahn.

História : Charley foi abandonado pela mãe em criança e vive só com o pai, um empregado de armazéns, com poucas condições. Tendo apenas 15 anos, de modo a poder prosseguir os estudos e ter comida, ele arranja um trabalho de verão a auxiliar Del, um tratador de cavalos. Aí cruza-se com Pete, um cavalo de corrida já acabado, com quem vai desenvolver uma relação de amizade. Quando esse cavalo é condenado à morte num matadouro no México, Charlie decide salvá-lo e fugir. Juntos, vão iniciar uma longa, dura e comovente jornada pela América.

Comentário : Pessoal, eu vou ser sincero. Filmes com animais deixam-me sempre com uma perna atrás. Ou porque a narrativa é demasiado infantil, ou porque humanizam os bichos ou então porque tornam as coisas um pouco inverossímeis. Posto isto, a minha postura antes de ir para este filme era de incerteza, aliás, eu tenho que confessar aqui que nem era para ir vê-lo, mas ok. No início, as coisas custam a arrancar, mas a partir do momento em que um personagem morre, o comboio parece começar a acelerar e tudo corre bem depois. Sim, podemos dizer que eu gostei do filme, ele é leve e não quer ser pretensioso, ele nunca nos impinge uma moral da história. Claro que tem drama, aliás, para este tipo de filme, ele até abarca uma carga dramática bem considerável e isso eu gostei, deu mais alma ao longa. Gostei do animal em questão, é um cavalo normal, nunca o tentam fazer parecer superior e isso também foi um factor positivo. Aliás, outra das coisas bem positivas aqui é que existe um equilíbrio correcto entre humano e animal, cada um deles está no nível e na posição devida. Existe até uma cena bem rápida relacionada com o cavalo que é de cortar o coração. Não gostei do facto do elenco possuir nomes muito conhecidos, não sou a favor destes realizadores que outrora nos facultaram obras muito boas e que agora se aventuram em território americano. Porque geralmente eles descem um pouco o nível das suas produções. Ainda assim, quero frisar aquele que eu considero o melhor personagem do filme : Charley, e Charlie Plummer o interpretou de maneira excelente, grande protagonista. É, o filme está aceitável. 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Downrange

Nome do Filme : “Downrange”
Titulo Inglês : “Downrange”
Ano : 2017
Duração : 90 minutos
Género : Thriller/Terror/Drama
Realização : Ryûhei Kitamura
Produção : Ryûhei Kitamura/Tarô Maki/Ko Mori
Elenco : Kelly Connaire, Stephanie Pearson, Alexa Yeames, Rod Hernandez, Anthony Kirlew, Jason Tobias, Eric Matuschek, Ikumi Yoshimatsu, Hana Burson, Chris Powell, Nick Burson, Emory Lawrence, Graham Skipper, Aion Boyd.

História : Numa estrada deserta e pouco frequentada, depois do pneu do carro rebentar, seis adolescentes tornam-se nos alvos de um atirador enigmático e muito bem escondido. Agora, meninas e meninos terão que tudo fazer para sobreviverem e o pior é que não podem se afastar muito do local, tendo o veículo inutilizado como único refúgio.

Comentário : Confesso que já vi este filme há algumas semanas, mas como ele não é assim tão bom, não me apeteceu comentar naquela altura, então agora e como não tenho mais comentários para publicar, optei por este. Eu esperava bem mais deste filme, devido à sua premissa, que é interessante. De facto, o filme segue-se até muito bem ao longo dos noventa minutos, mas aquilo que me fez achá-lo apenas uma obra razoável foi o facto do vilão ter sido pouco desenvolvido, também porque existem alguns erros e por último e não menos importante, o facto do final deixar muito a desejar. Mas há coisas interessantes por aqui. Temos um ritmo de tensão que está quase sempre presente, uma boa fotografia, bons planos e enquadramentos, uma história empolgante, uma sensação de perigo quase sempre instalada e claro, boas interpretações dos seis principais personagens. Mas os twists são poucos, o terror é básico e pedia-se mais situações aflitivas, a dada altura, três dos seis personagens ficam posicionados numa determinada situação e durante esses longos minutos, pouco evolui. Como disse, existem uns poucos erros que são imperdoáveis, furos no roteiro. O vilão é enigmático demais e o pouco que ele aparece não convence minimamente. E depois temos aquele final, confesso que as coisas até iam mais ou menos, mas o final estraga praticamente tudo. Porque tem lá um determinado acontecimento relacionado com uma das personagens femininas que é tão ridículo que até ofende quem assiste. O director teve uma grande oportunidade de terminar o seu filme de uma maneira bem aceitável, mas infelizmente, jogou essa chance fora e resolveu estragar a história, nos facultando um fecho insultuoso. Apesar dos erros, gostei do primeiro e do segundo acto, mas a meio do terceiro acto e o final estragaram o filme e a minha experiência.