Nome
do Filme : “Werewolf”
Titulo
Inglês : “Werewolf”
Ano
: 2016
Duração
: 80 minutos
Género
: Drama
Realização
: Ashley McKenzie
Produção
: Ashley McKenzie/Nelson MacDonald
Elenco
: Bhreagh MacNeil, Andrew Gillis.
História
: Vanessa e Blaise são toxicodependentes totalmente marginalizados
numa cidade pequena. Sem teto, eles sobrevivem batendo de porta em
porta se oferecendo para cortar a relva dos jardins. Amarrados um ao
outro e com Blaise quase entrando em colapso, os sonhos de mudar de
vida parecem distantes.
Comentário
: Quando eu era adolescente, costumava imaginar como seria o meu
futuro, se ia obter bons resultados na escola ou na faculdade, se ia
conseguir um bom emprego, se ia ter um bom vencimento, se ia arranjar
casa, uma rapariga e filhos, enfim, eram sonhos de jovem, como
qualquer outro saudável. Mas havia uma coisa que me fascinava : a
sétima arte, os filmes. Infelizmente, não consegui quase nada
indicado em cima e muito menos algo ligado ao cinema. Tudo isto para
chegar a este pequeno filme. Quando pretendo ver um filme, eu procuro
uma boa história, bons personagens que têm que ser igualmente
apelativos e, a cima de tudo, algo minimamente consistente. E estas
três características eu encontrei neste filme. Esta pequena fita
fala de jovens com vidas estragadas, sem quaisquer perspectivas de
futuro, sem eira nem beira. E isto coloca-me a pensar como é que
adolescentes chegam a esta situação, o que acontece realmente nas
vidas destes jovens e dos seus pais para que as coisas sejam assim.
Se é suposto os pais amarem seus filhos, os ajudarem e os
protegerem, como é possível que eles cheguem ao nível e à
situação de uma Vanessa ou de um Blaise ? A resposta é só uma :
durante esse processo de educação de um filho que deve demorar,
normalmente, 18 anos, algo quebra. Basicamente, é isto que acontece
entre pais e filhos : numa determinada altura, algo quebra. Sim, a
vida é triste e muito injusta e nem sempre estamos preparados para
enfrentar certas situações.
Eu
trabalho num local que lida com a problemática da toxicodependência
e sei perfeitamente que é extremamente difícil para um jovem largar
o vício das drogas, mas sei igualmente que não é por falta de
aviso por parte de muita gente sobre os perigos das drogas e reais
consequências. Em grande parte dos casos, os jovens que se metem nas
drogas, fazem-no numa tentativa de escaparem ou esquecerem de
problemas pessoais ou familiares que possuem, possivelmente, numa
tentativa de desespero. Claramente que não é uma saída válida ou
aceitável, mas é em parte aquela que eles encontram, ou são as
drogas ou é o suicídio. Isto é tudo muito complexo para ser tratado
e trabalhado aqui neste espaço, serviu apenas para que vocês tenham
uma noção do que se trata realmente este filme. Adorei a maneira
como o filme foi filmado, com planos e enquadramentos fechados nos
rostos do casal protagonista. Isto é cinema independente do melhor.
Eu adorei a personagem Vanessa, aqui vivida e interpretada na
perfeição pela jovem Bhreagh MacNeil (linda), gostei da sua figura
e da sua coragem. Andrew Gillis também esteve muito bem, aliás, os
dois funcionam bem juntos enquanto casal. Viver não é fácil, a
própria vida é a prova viva disso mesmo. Um dos melhores filmes do
ano.












































