Nome
do Filme : “Mary Shelley”
Titulo
Inglês : “Mary Shelley”
Titulo
Português : “Mary Shelley”
Ano
: 2018
Duração
: 120 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Romance
Realização
: Haifaa Al-Mansour
Produção
: Amy Baer/Ruth Coady
Elenco
: Elle Fanning, Maisie Williams, Bel Powley, Douglas Booth, Ben
Hardy, Tom Sturridge, Stephen Dillane, Joanne Froggatt, Ciara
Charteris, Sarah Lamesch, Jack Hickey, Michael Cloke, Ondra Dorian,
Donna Marie Sludds, Hugh O'Conor, Laurence Foster, Owen Richards,
Dean Gregory, Andy McKell, Gilbert Johnston, Rasneet Kaur, Ingridi
Verardo De Moraes.
História
: A relação entre o carismático poeta Percy Shelley e Mary
Wollstonecraft, uma linda jovem de 17 anos que viria a se tornar numa
aclamada e famosa escritora.
Comentário
: Antes de me referir ao filme propriamente dito, queria destacar
aqui duas ou três curiosidades. O principal actor masculino deste
filme chama-se Douglas Booth, que já havia interpretado um papel
semelhante num outro filme de época realizado por Carlo Carlei, onde
fez par romântico com a excelente actriz Hailee Steinfeld, que por
sua vez é uma grande amiga de Elle Fanning, que é a actriz que
desempenha também o par romântico de Douglas Booth neste filme
homónimo sobre a escritora Mary Shelley. E eu sou um grande
admirador dessas duas lindas raparigas, as considero excelentes
actrizes e gostava de as ver juntas num mesmo filme. Mas vamos já a
“Mary Shelley”. Antes de mais, quero dizer que esperava bem mais
deste filme biográfico, não fiquei desiludido de todo, mas estava a
contar com uma fita mais centrada na escritora do titulo, nas suas
vivências, experiências e relação com a escrita. Na realidade, a
protagonista escreve muito pouco ao longo das quase duas horas de
projeção, aliás, a realizadora até chega a focar mais o marido da
protagonista, do que ela.
Claramente
que Elle Fanning possui, ainda assim, a melhor prestação do filme.
A seu lado, temos uma bastante competente Bel Powley, a sua
personagem é igualmente interessante. Elle Fanning e Bel Powley
possuem uma eficaz química sempre que contracenam juntas, são duas
personagens que funcionam bem. Vi muito pouco de Maisie Williams,
outra excelente actriz desta nova vaga, gostaria de ter visto bem
mais da sua personagem, também ela interessante. Do lado masculino,
o destaque vai claro para o já frisado Douglas Booth, apesar do seu
personagem ser alguém odioso, imaturo e irresponsável, ele tem
carisma e desenrasca-se bem, mesmo que não convença com a sua
súbita mudança de carácter no final do longa. A realizadora foca
também que as mulheres sempre foram as mais sacrificadas, e neste
caso, a situação era de tal forma injusta, que uma mulher nem tinha
o direito de assinar uma obra literária escrita por si, tinha que
ser um homem. E veja-se outro exemplo, a situação da personagem
vivida pela actriz Bel Powley. Gostei bastante da fotografia, do
guarda roupa, da recriação de época e das ambientações, tudo foi
cuidadosamente trabalhado pela realizadora. O que se pode entender do
filme é que foi a dura vida, o enorme sofrimento e as más e
dolorosas experiências vividas por Mary, que a motivaram e a fizeram
escrever aquele livro, a miúda transformou em livro aquilo que
sentia e que lhe ia na alma, aquilo em que se havia transformado. Eu
gostei do filme, mas esperava que fosse uma fita unicamente centrada
em Mary Shelley e no seu mundo, ainda assim, é perdoável a
divagação da realizadora que optou por nos facultar outros focos e
perspectivas.








































