sábado, 5 de maio de 2018

This Is Our Land

Nome do Filme : “Chez Nous”
Titulo Inglês : “This Is Our Land”
Titulo Português : “Esta Terra é Nossa”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Lucas Belvaux
Produção : David Frenkel/Patrick Quinet
Elenco : Emilie Dequenne, Andre Dussollier, Guillaume Gouix, Catherine Jacob, Anne Marivin, Stephane Caillard, Coline Marcourt, Mateo Debaets, Charlotte Talpaert, Patrick Descamps, Corentin Lobet, Thibault Roux, Michel Ferracci, Cyril Descours, Julien Roy, Manon Wathelier, Evelyne El Garby Klai, Iman Amara Korba.

História : Pauline é uma mulher aparentemente feliz : tem dois filhos adoráveis, amigos e amigas que gostam dela, tem a profissão que gosta, uma boa relação familiar e, ultimamente, recuperou um antigo amor. No entanto, é subitamente convidada para ser cabeça de lista de um partido político para as próximas eleições, o que transforma a sua vida num verdadeiro inferno.

Comentário : Trata-se de mais um bom filme francês que eu tive a grande oportunidade de ver, sim é verdade, a França tem bom cinema. Talvez aquilo que me tenha desiludido mais neste filme foi a sua abordagem política, ainda assim, o realizador soube tornear a questão e fez desse tema, quase sempre secante, outro dos bons motivos para seguirmos o filme. É verdade, para o caso de desconhecerem, eu não ligo nenhuma à política, mas como o longa foca outros assuntos bem mais interessantes e importantes, eu levei tudo numa boa onda. Por exemplo, o filme aborda igualmente o problema dos migrantes e das dificuldades que eles encontram nos países onde escolhem recomeçar as suas vidas. O longa foca-se também nos grupos racistas que não aceitam que esses migrantes venham para os países viver, esses grupos não aceitam que eles tenham os mesmos direitos dos seus cidadãos, como trabalhar, o direito a cuidados de saúde e a simplesmente terem uma vida dita normal. Claro que tudo isto é muito complicado e complexo na vida real, mas o filme soube trabalhar essa seriedade e chega mesmo a ir mais longe quando as situações retratadas no longa são parecidas com realidades que a França viveu ou ainda vive. A bonita e sensual Emilie Dequenne tem a melhor personagem e também a melhor prestação do filme, ela é a alma desta fita. Todo o elenco de secundários esteve muito bem, a maioria dos personagens que eles nos facultaram são bastante credíveis. No fundo, gostei do filme e ainda gostei muito mais do destino dado a Pauline.

Sicilian Ghost Story

Nome do Filme : “Sicilian Ghost Story”
Titulo Inglês : “Sicilian Ghost Story”
Ano : 2017
Duração : 127 minutos
Género : Drama
Realização : Fabio Grassadonia/Antonio Piazza
Produção : Carlotta Calori/Francesca Cima/Nicola Giuliano/Massimo Cristaldi
Elenco : Julia Jedlikowska, Gaetano Fernandez, Corinne Musallari, Andrea Falzone, Lorenzo Curcio, Federico Finocchiaro, Vincenzo Amato, Sabine Timoteo, Filippo Luna, Baldassare Tre Re, Rosario Terranova, Gabriele Falsetta, Vincenzo Crivello, Antonio Prester, Dino Santoro.

História : Luna, uma menina siciliana, tenta encontrar seu amigo, que desapareceu misteriosamente.

Comentário : Há pouco tempo decorreu cá em Portugal mais uma Festa do Cinema Italiano e eu quero aqui falar deste filme, um dos que lá passou. Antes de o comentar, tenho que confessar que foi um filme que me colocou a pensar e muito sobre aquilo que tinha acabado de ver. Há uns anos, vi um filme baseado em acontecimentos reais que me deixou chocado, chama-se “Megan Is Missing”, e tem semelhanças com este filme italiano. Os dois abordam um desaparecimento e ambos mostram que, às vezes, certos casos nunca são resolvidos e fica por se saber o que realmente aconteceu, e é isso que dá que pensar, e muito. Mas vamos ao filme. A história é muito interessante e seguimos tudo com grande expectativa, até porque em dada altura, a situação muda para algo mais tenso e aflitivo, em grande parte envolvendo o amigo da protagonista. E então temos uma atmosfera bem negra que lentamente começa a cobrir todos os personagens e mesmo aquela cidade em si.

A dor instala-se principalmente na mãe do menino desaparecido e também na nossa protagonista, Luna. Nós sentimos que são dores diferentes, mas cada uma delas é verdadeira o suficiente para que ambas as mulheres nunca percam a esperança de voltar a vê-lo. A pequena Luna até chega a sonhar com o amigo, tendo mesmo pressentimentos do que lhe aconteceu, mas sem êxito. Julia Jedlikowska e Corinne Musallari possuem boas interpretações, elas convencem enquanto amigas e as suas personagens são as melhores do filme. Gaetano Fernandez podia estar melhor, penso que o jovem actor não conseguiu transmitir-nos o real desespero de uma criança mantida por dois anos em cativeiro. Temos ainda excelentes planos, alguns são um deleite visual. No geral, é um bom filme que vale sobretudo pela presença e prestação de Julia Jedlikowska e também pelo excelente clima de mistério e de tensão. Um último reparo, o destino de Giuseppe, tal como os destinos de Megan e Amy no filme frisado na parte inicial do comentário, são simplesmente chocantes. Mas a vida segue em frente...

A Quiet Place

Nome do Filme : “A Quiet Place”
Titulo Inglês : “A Quiet Place”
Titulo Português : “Um Lugar Silencioso”
Ano : 2018
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : John Krasinski
Produção : Michael Bay
Elenco : John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Cade Woodward, Leon Russom.

História : Num futuro não muito distante, a Terra foi invadida por criaturas alienígenas que, embora cegas, possuem uma audição extremamente sensível e apurada. Letais para qualquer ser vivo, caçam através do som. Com grande parte da população terrestre extinta, um casal sobrevive há vários meses com os seus três filhos menores numa quinta isolada nos Estados Unidos. O perigo é activado pelo ruído e qualquer descuido pode significar a morte. Eles têm que permanecer em silêncio, comunicando através de linguagem gestual e usando todas as estratégias para não se fazerem notar.

Comentário : Finalmente chegamos aqui, a um dos filmes mais comentados das últimas semanas, mas será que o filme é tudo isso que estão falando ?. É assim, primeiro que tudo, quero dizer que gostei do filme, embora ele não me tenha convencido em alguns dos seus aspectos. Mas vamos por partes. Uma das coisas que me agradou bastante neste filme foi claramente o seu excelente clima de suspense e de tensão, tudo devido à situação em que os personagens se encontram. E daí, que tenham havido cenas bem aflitivas e tensas que me proporcionaram muito incómodo, mas no bom sentido. É um filme com poucos diálogos, grande parte das conversas existentes entre os poucos personagens são tidas através de linguagem gestual, sendo assim, uma fita que vive do silêncio. E aí reside o principal trunfo do longa, o silêncio é trabalhado de forma excelente e exímia pelo realizador e o resultado funciona plenamente. E outra coisa, existe uma personagem que é surda-muda e isso é também usado no filme de maneira bem eficaz, factor esse que é ainda usado mais à frente para jogar a favor dessa mesma personagem. O silêncio e o som caminham assim de mãos dadas.

Infelizmente, existem problemas e coisas que não fazem sentido, mas fiquem tranquilos que eu não vou entrar muito nos detalhes, para não dar spoilers. Por exemplo, existem erros em alguns acontecimentos ou mesmo atitudes nos personagens que não fazem muito sentido. E o argumento também falha em alguns aspectos. Eu vou só dar um exemplo : as criaturas aparecem do nada e desaparecem também do nada, como se fosse mágica. Tudo bem que em alguns momentos não é assim, mas é assim na maior parte das aparições. Para além de haver algumas coisas que não foram explicadas e aqui não me estou a referir ao que aconteceu antes da história começar. O John Krasinski vai bem neste papel, eu comprei o drama do seu personagem. A jovem Millicent Simmonds, que é surda-muda na vida real, tem uma prestação bestial, ela acaba por ter um papel fundamental no combate às criaturas. Mas quem rouba a cena é a actriz Emily Blunt, aqui numa das melhores interpretações da sua carreira. Aliás, todo o elenco está de parabéns. O final é apático. No geral, até gostei do filme. 

Pela Janela

Nome do Filme : “Pela Janela”
Titulo Inglês : “A Window To Rosalia”
Titulo Português : “Pela Janela”
Ano : 2017
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Caroline Leone
Produção : Maria Ionescu/Sara Silveira
Elenco : Magali Biff, Cacá Amaral, Paloma Contreras, Mayara Constantino.

História : Rosália é uma operária de 65 anos que dedicou a vida ao trabalho numa fábrica da periferia de São Paulo. Um dia, ela é demitida e, deprimida, é consolada pelo irmão José, que resolve levá-la a Buenos Aires em uma longa viagem de carro.

Comentário : Trata-se de uma mistura de road-movie com filme social. E o filme honra bem esses dois géneros. Eu gosto bastante de cinema brasileiro e não podia ser de outra forma, eu tinha que ver esse filme também e surpresa, não me arrependi. Claramente que a minha parte preferida do longa foi quando os irmãos estavam em viajem estrada fora. A história centra-se em Rosália, uma operária fabril que é subitamente despedida e fica sem saber o que fazer. O seu quotidiano e a sua rotina foram quebrados, ela precisa urgentemente de encontrar um rumo para a sua vida. Para muitos, pode não agradar o ritmo muito lento do filme, mas para mim, funcionou. Magali Biff tem uma excelente prestação no papel principal, enquanto que Cacá Amaral convence bem como seu irmão, alguém que se preocupa muito com ela. Eu gostei muito da personagem da actriz Paloma Contreras. Assim, a direção de actores é boa e o cuidado argumento ajudou também para que a coisa tivesse resultado. Tal como disse, o longa tece também uma dura critica social aos patrões que despedem os seus funcionários, com vista a obterem mais dinheiro. Mas nós já sabemos que grande parte dos patrões não tem qualquer tipo de respeito pelos seus funcionários, isto já não devia ser segredo para ninguém. Rosália é uma personagem muito forte e é igualmente a protagonista perfeita para o tipo de história que se pretendia contar e mostrar aqui. Gostei bastante deste filme.

See You Up There

Nome do Filme : “Au Revoir Là-Haut”
Titulo Inglês : “See You Up There”
Titulo Português : “Até Nos Vermos Lá Em Cima”
Ano : 2017
Duração : 116 minutos
Género : Drama
Realização : Albert Dupontel
Produção : Catherine Bozorgan
Elenco : Nahuel Perez Biscayart, Albert Dupontel, Heloise Balster, Emilie Dequenne, Laurent Lafitte, Niels Arestrup, Melanie Thierry.

História : Durante a Primeira Guerra Mundial, dois homens sem nada em comum ficam ligados por um laço de gratidão e lealdade. Algum tempo depois, já estabelecidos em França após o final do grande conflito, unem-se para se vingarem do tenente Pradelle, um homem cruel e ganancioso que ganha a vida beneficiando da desgraça dos milhares de soldados que arriscaram as suas vidas para defender o país. Esses dois amigos chamam-se Edouard e Albert, e o primeiro guarda segredos muito profundos e dolorosos.

Comentário : Além de ser um filme muito bonito, consegue ainda ter uma mensagem bem forte. Antes de ter visto este filme e mesmo depois de ter visto o seu trailer, eu não dava nada por ele, não podia estar mais enganado. É um filme que fala da amizade e em fazermos de tudo para sermos quem queremos, primeiro temos que nos aceitar a nós próprios, para depois sermos aceites pelos outros. E o protagonista vive metido nesses dramas, para além de ter sido muito afectado pela guerra. Logo na abertura, as cenas de guerra estão muito bem conseguidas e causam impacto, não ficando em nada a dever a grande parte das cenas do género em filmes americanos. Depois, somos apresentados aos dois amigos, dois personagens adoráveis e cheios de conteúdo. O argumento é bom, nota-se que houve um grande trabalho na construção da narrativa e também para que tudo resultasse de forma bem amarrada. Creio que o grande foco deste filme vai para as relações entre as personagens principais, que aqui se resumem aos dois amigos e à miúda amiga deles. Os secundários, com alguns nomes bem conhecidos, limitam-se a ser instrumentos de apoio ao trio principal. As interpretações são muito boas e estão bastante credíveis. Gostei do final dado ao vilão. Quanto ao destino do protagonista, bom, foi um final digno de artista. Como já disse, é um filme muito bonito e poderoso na mensagem que pretende transmitir. Bom filme, recomendo.

Manhattan Nocturne

Nome do Filme : “Manhattan Nocturne”
Titulo Inglês : “Manhattan Night”
Ano : 2016
Duração : 114 minutos
Género : Crime/Mystery/Drama
Realização : Brian DeCubellis
Produção : Brian DeCubellis/Adrien Brody/Steven Klinsky
Elenco : Adrien Brody, Yvonne Strahovski, Jennifer Beals, Campbell Scott, Raul Aranas, Thomas Bair, Will Beinbrink, Steven Berkoff, Kevin Breznahan, Stan Carp, Allegra Cohen, Karin Collison, Frank Deal, Madison Elizabeth Lagares, Linda Lavin, Arlene McGruder, Grace Rundhaug.

História : Um repórter vê-se envolvido com uma estranha mulher enquanto investiga a morte do marido dela.

Comentário : Pessoal, é assim, antes de mais, quero aqui dizer que não dava nada por este filme, mas neste caso, foi um colega meu que o sugeriu e eu disse, bom, vamos lá a isso, vamos ver o que isso vai dar. Bom, primeiro que tudo, o filme não é mesmo nada de especial, mas perto do final, a coisa se desenvolve de um jeito e nos faculta informações que, meus amigos, são de cortar o coração e a mim, surpreenderam-me bastante. O director propõe-nos seguir o quotidiano de um repórter habilidoso e que acabou de se sair bem de uma missão, ele encontrou uma menina pequena que estava desaparecida. Ele é casado e tem dois filhos, pode-se dizer que ele tem tudo para ser feliz. Mas, o tipo, ele é ambicioso e quer mais e mais, até que acaba por trair a esposa, sim, ele vai para a cama com a viúva da vítima várias vezes. Eu não vou contar mais nada que é para não estragar a surpresa, aliás, eu sou contra spoilers, mas em alguns casos, é necessário. O filme possui um tipo de história em que quem o assiste, fica totalmente concentrado no desenrolar dos acontecimentos, porque vão aparecendo sempre novas informações à cerca da personagem da mulher, inclusive, ela é bem intrigante e misteriosa, e mistério é coisa que não falta por aqui. Adrien Brody tem uma boa interpretação, embora eu já o tivesse visto a fazer melhor em outros registos. E Yvonne Strahovski, linda de verdade, ela convence no papel de esposa subjugada à mente doente do marido. Como eu disse, o final é cheio de revelações, eu digo, os últimos cerca de 20 minutos e o filme só teve a ganhar com isso. Eu gostei também do destino de todos os personagens. É um filme razoável, a roçar o fraco, mas vê-se muito bem.

The Ritual

Nome do Filme : “The Ritual”
Titulo Inglês : “The Ritual”
Titulo Português : “O Ritual”
Ano : 2017
Duração : 94 minutos
Género : Aventura/Terror
Realização : David Bruckner
Produção : Richard Holmes/Jonathan Cavendish
Elenco : Rafe Spall, Arsher Ali, Robert James Collier, Sam Troughton, Paul Reid.

História : Após uma desgraça que aconteceu com o quinto elemento do grupo, um conjunto de amigos faz uma grande viagem com destino a uma montanha com intenção de prestarem uma homenagem ao falecido.

Comentário : Este filme está disponível na Netflix e eu já andava há algum tempo para o ver, porque é um filme que mexe com bruxaria e espiritismo, temas que eu gosto bastante. Eu confesso que estes filmes e estes temas ligados ao sobrenatural me despertam bastante interesse, porque são filmes que nos deixam permanentemente em estado de nervos e muito tensos, têm cenas impactantes e, na maior parte das vezes, possuem twists bem inesperados. Claro que antes de ver este filme, eu me informei sobre o seu conteúdo e a sinopse despertou-me rapidamente a atenção. Primeiro que tudo, esta é a história de cinco amigos, mas o filme tem início quando dois deles vão fazer compras a uma loja e testemunham um assalto, que acaba por resultar na morte de um deles. É lógico que o outro que se safou, ele sobreviveu porque se escondeu e não foi ajudar o amigo, sentindo-se culpado. Meses depois, ele parte com os outros três amigos para a viagem e a aventura começa. O resto vocês podem já perceber, a coisa vai dar porcaria, como é lógico. O filme tem um excelente clima de tensão e mesmo de terror, a dada altura damos por nós a perguntar o que é que se passa?. Houve até uma cena em que eu ia gritando. Não tem como nós não torcermos pelos quatro amigos, afinal, eles estão numa situação muito aflitiva, eu mesmo, se me visse no lugar deles, eu não sei o que faria. Tem também uma criatura, inclusive, eu achei o bicho bem mais interessante do que os seres nojentos do filme também recente “A Quiet Place – Um Lugar Silencioso”. O filme peca pelas interpretações que são apenas razoáveis, exigia-se mais e a fita perde também pelo facto de ter coisas que não fazem muito sentido. Filme razoável, nada mais.

Below Her Mouth

Nome do Filme : “Below Her Mouth”
Titulo Inglês : “Below Her Mouth”
Ano : 2016
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : April Mullen
Produção : Melissa Coghlan
Elenco : Natalie Krill, Erika Linder, Sebastian Pigott, Daniela Barbosa, Mayko Nguyen, Tommie Amber Pirie, Melanie Leishman, Andrea Stefancikova, Elise Bauman.

História : Jasmine, uma editora de moda e Dallas, uma carpinteira, iniciam uma relação amorosa, acabando por compartilhar uma conexão poderosa e imediata que inevitavelmente vai mudar a vida das duas para sempre.

Comentário : Quem me acompanha neste espaço sabe que eu gosto de filmes que mostrem relações amorosas entre mulheres ou não fosse “A Vida de Adele”, um dos meus filmes preferidos. Claro que prefiro relações heterossexuais, mas gosto muito de lésbicas e este filme veio mesmo a calhar, pois se insere nessa onda. Como filme, não é nada de especial, mas enquanto história de amor entre duas mulheres, funciona na perfeição e, neste caso, é isso que se pretendia. Detentor de ambientações cativantes, o filme possui uma história bem interessante em que uma mulher fica dividida entre o amor que sente pelo noivo e a relação extra-conjugal que possui com uma mulher que acabou de conhecer, mas por quem se sente muito atraída. As cenas de sexo estão muito bem filmadas e são sugestivas, existe até uma sequência que envolve a masturbação de uma dessas mulheres e uma banheira de água quente. Natalie Krill, uma das protagonistas, é uma mulher muito bonita e a sua beleza é bem evidenciada no longa, já para não falar na prestação da actriz que é muito boa. Erika Linder também vai muito bem, mas não prima pela beleza, sendo ela o elemento masculino desta relação lésbica. Já Sebastian Pigott desempenha bem o papel do homem que é traído pela mulher, embora o seu personagem apareça pouco, o que não abona nada a favor da interpretação do actor. O filme levanta algumas questões, algumas são respondidas, mas duas ou três ficam sem resposta. O final é simples, mas cheio de esperança para as duas. Gostei do filme, mas esperava que tivesse mais conteúdo.

sábado, 28 de abril de 2018

Avengers : Infinity War

Nome do Filme : “Avengers : Infinity War”
Titulo Inglês : “Avengers : Infinity War”
Titulo Original : “Avengers : Infinity War - Part 1"
Titulo Português : “Vingadores : Guerra do Infinito”
Ano : 2018
Duração : 150 minutos
Género : Fantasia/Ação/Drama
Realização : Anthony Russo/Joe Russo
Produção : Kevin Feige
Elenco : Robert Downey Jr, Chris Evans, Chris Hemsworth, Chris Pratt, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Chadwick Boseman, Tom Hiddleston, Anthony Mackie, Zoe Saldana, Karen Gillan, Paul Bettany, Sebastian Stan, Pom Klementieff, Gwyneth Paltrow, Danai Gurira, Idris Elba, Peter Dinklage, Benedict Wong, Dave Bautista, Letitia Wright, Benicio Del Toro, Jacob Batalon, Josh Brolin, Bradley Cooper, Vin Diesel, William Hurt, Terry Notary, Carrie Coon, Michael James Shaw, Tom Vaughan Lawlor, Winston Duke, Florence Kasumba, Tiffany Espensen, Isabella Amara, Ethan Dizon, Samuel L. Jackson, Cobie Smulders, Ross Marquand, Monique Ganderton, Ariana Greenblatt, Stan Lee.

História : O planeta Terra enfrenta a sua maior ameaça alienígena : Thanos, um tirano intergaláctico que chega com o objectivo de reunir as jóias do infinito que lhe faltam e depois eliminar metade das formas de vida do Universo. Para o enfrentar, os Vingadores e alguns seres com habilidades especiais têm que reunir forças com os Guardiões da Galáxia para juntos, deterem Thanos e o seu exército.

Comentário : Sejamos sinceros, este tipo de filmes e demais blockbusters destinam-se principalmente a um público mais jovem ou então a adultos que gostam deste tipo de produções. Pessoalmente, confesso que prefiro os blockbusters mais sérios, mais dramáticos e que nos façam pensar, e sim, eles são raros. Apesar de ter uma simpatia pelo segundo e pelo terceiro filmes do capitão América, os meus filmes preferidos da Marvel no cinema são “Spider-Man : Homecoming” e “Black Panther”. O primeiro porque o super-herói que eu mais gostava em criança era o Homem-Aranha, e o segundo porque é o filme mais sério e dramático do estúdio. Mas confesso que, no geral, os filmes da Marvel no cinema até não são muito maus, pecam principalmente pelo facto de terem muito humor, mas não é o humor em si que me incomoda, mas sim, aquele humor que se caracteriza por piadas ditas em momentos sérios ou dramáticos, coisa que estraga totalmente o momento em questão. Já agora, o meu vingador preferido é claramente o Tony Stark ou Iron Man, este personagem e o actor que lhe veste a pele são a alma desta saga composta por 21 filmes, três ainda faltam estrear. A Marvel também peca por dar pouco protagonismo ou destaque às mulheres ou às heroínas, o que é mau. Já para não falar em incoerências no elenco e no argumento.

Confesso que fui ver este novo filme dos “Vingadores” com uma expectativa bastante elevada e não podia ter mais razão, pois o filme superou-as todas. Eu adorei este filme, mas continuo a preferir o “Black Panther” e a considerá-lo o meu filme preferido da Marvel no cinema. No entanto, tenho que confessar que em termos de espectáculo e tendo em conta a história dos vingadores e as jóias do Infinito, este é seguramente o melhor filme da Marvel, até agora. Muitos nerds vieram para aí dizer que este filme é sobre Thanos e que ele é o personagem principal do longa. Não concordo, este é um filme sobre a luta de alguns dos seres mais poderosos do Universo para tentar evitar que um alienígena louco e genocida cometa a pior das atrocidades. Fiquei chocado quando vi e ouvi outros a dizerem que a motivação de Thanos é aceitável e mais, disseram que até entendiam o tirano, alegando que ele queria fazer o certo seguindo o pior caminho, que disparate, mas enfim. Ele é realmente um grande vilão, louco e genocida, mas ainda assim, o maior e mais desenvolvido vilão dos filmes de quadrinhos que já teve em cinema, desculpa Joker. E é graças a Thanos que sentimos, pela primeira vez, o perigo a sério e o medo num filme de quadrinhos, desta vez é para doer.

Eu gostei de quase tudo no filme, com excepção dos vilões e do final, mas não desgostei de todo o final em si, apenas do facto do filme acabar em aberto e termos que esperar um ano para podermos assistir à conclusão desta longa história composta por 21 filmes no total. E sim, eu não considero o filme protagonizado por Edward Norton como parte integrante das três primeiras fases do MCU. “Vingadores : Guerra do Infinito” é um filme muito bem conseguido, nota-se claramente que o estúdio organizou tudo muito bem ao longo de dez anos, apesar de algumas falhas, por exemplo, não se percebe porque motivo os interesses amorosos dos principais vingadores não aparecem nos filmes de conjunto, ou mais grave ainda, por onde andou a Captain Marvel ao longo deste tempo todo e porque Nick Fury nunca mencionou ela para os heróis. Espero que esta última questão seja explicada no filme a solo da super-heroína ou na parte 2 deste filme. Fiquei um pouco chateado com o facto do Homem-Formiga, do Gavião Arqueiro e da Supergiant (quarta filha do Thanos e quinto membro da Ordem Negra) não terem aparecido neste filme. Nota-se ainda que existe uma versão longa deste filme, devido ao facto de durante este primeiro, verificar-se alguns cortes. Mas perdoa-se porque os dois filmes foram filmados ao mesmo tempo.

Apesar dos efeitos especiais deixarem a desejar num determinado local para onde alguns personagens vão, de uma maneira geral, toda a componente visual está impecável neste filme, com destaque para as partes em que os heróis contracenam juntos. Aliás, eu adorei ver a maioria dos encontros entre personagens diferentes, emocionou. Gostei das novidades de alguns personagens. Vibrei com os combates e gostei mais ainda sempre que os heróis se uniam para enfrentar algo mais poderoso. As cenas de luta estão boas. A banda sonora empolga em alguns momentos, mas confesso que podia ter sido mais imponente. Os quatro filhos de Thanos que compõem a Ordem Negra foram bem usados, apesar de não terem muita profundidade. O exército de Thanos convence e cumpre o seu papel, apesar de dever pouco à inteligência. A acção não decorre apenas na Terra, os outros locais visitados estão bem conseguidos, com a excepção de um. A nível das interpretações, penso não haver nada a dizer, já vimos do que quase todos são capazes nos filmes anteriores. 

Apesar da história ser básica, facilmente se desculpa até porque era muito complicado meter a conclusão de algo que foi construído durante tantos filmes, em apenas dois. Infelizmente e mais uma vez, as mulheres têm aqui pouco destaque, com excepção da Scarlet Witch e da Gamora, as duas únicas personagens femininas com peso dramático, com importância e com um papel importante a desempenhar na trama. Como já disse, é o melhor filme da Marvel no cinema em termos de avançar com a história, é também o mais dramático e eu confesso estar ansioso para ver o último filme, para ficar a saber como eles vão dar a volta à situação com que o filme terminou. Penso que essa solução vai passar pelo personagem do Homem-Formiga e algo mais. Estou também ansioso para ver o filme da Captain Marvel, talvez explique mais coisas e amarre mais pontas soltas. Este terceiro “Vingadores” explicou muita coisa e amarrou algumas pontas, mas ainda há coisas que precisam de uma resolução. Gostei de quase todos os personagens, com a excepção de Thanos e dos seus quatro asquerosos filhos. Por último, vale dizer umas coisas, se as coisas que aconteceram no filme forem para valer, então tudo bem. Mas se no último filme, os heróis arranjarem maneira de reverter e corrigir tudo, então vou ficar muito chateado, porque então este filme não tem peso nenhum e nós nos importámos com aqueles personagens para nada. Se tudo correr bem, em Maio do próximo ano, voltaremos a conversar.


A Saga dos Vingadores e as Jóias do Infinito no Cinema – 21 Filmes :


Iron Man (Jon Favreau)
Iron Man 2 (Jon Favreau)
Thor (Kenneth Branagh)
Captain America : The First Avenger (Joe Johnston)
The Avengers (Joss Whedon)

Iron Man 3 (Shane Black)
Thor : The Dark World (Alan Taylor)
Captain America : The Winter Soldier (Anthony Russo/Joe Russo)
Guardians Of The Galaxy (James Gunn)
Avengers : Age Of Ultron (Joss Whedon)
Ant-Man (Peyton Reed)

Captain America : Civil War (Anthony Russo/Joe Russo)
Doctor Strange (Scott Derrickson)
Guardians Of The Galaxy – Volume 2 (James Gunn)
Spider-Man : Homecoming (Jon Watts)
Thor : Ragnarok (Taika Waititi)
Black Panther (Ryan Coogler)
Avengers : Infinity War (Anthony Russo/Joe Russo)
Ant-Man And The Wasp (Peyton Reed)
Captain Marvel (Anna Boden/Ryan Fleck)
Avengers : Endgame (Anthony Russo/Joe Russo)


Black Panther

Nome do Filme : “Black Panther”
Titulo Inglês : “Black Panther”
Titulo Português : “Pantera Negra”
Ano : 2018
Duração : 134 minutos
Género : Aventura/Ação/Drama
Realização : Ryan Coogler
Produção : Kevin Feige
Elenco : Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Letitia Wright, Danai Gurira, Angela Bassett, Daniel Kaluuya, Winston Duke, Forest Whitaker, Sterling K. Brown, Nabiyah Be, Florence Kasumba, Martin Freeman, Andy Serkis, John Kani, Dorothy Steel, Connie Chiume, Isaach De Bankole, Danny Sapani, Sydelle Noel, Marija Juliette Abney, Zola Williams, Janeshia Adams Ginyard, Maria Hippolyte, Marie Mouroum, Jenel Stevens, Sope Aluko, Lidya Jewett, Stan Lee.

História : Após a morte do pai, T'Challa é o próximo a ocupar o trono como rei de Wakanda. No entanto, existe alguém que diz saber o que é melhor para o país e decide fazer o que estiver ao seu alcançe para tirar T'Challa do poder e reclamar o trono para si.

Comentário : Confesso que até gostei deste filme do Pantera Negra, simplesmente porque é um filme diferente da fórmula Marvel e que diverge bastante daquilo que os grandes estúdios nos costumam vender e mostrar. Contando com os dois filmes que estreiam no ano que vem (Captain Marvel e Avengers4), a Marvel produziu nos últimos dez anos cerca de 21 filmes sobre esta história dos Vingadores, e as jóias do Infinito. Com isto, arrisco-me a dizer que este “Black Panther” é o melhor filme da Marvel e tudo porque o estúdio resolveu apostar em algo fora das regras por ele definidas e também porque deram liberdade ao realizador Ryan Coogler para fazer o filme segundo a sua visão autoral; um pouco como aquilo que a DC Comics conseguiu com Christopher Nolan e a sua trilogia do Batman. No caso deste filme da Marvel, Ryan Coogler, ainda com algumas características do estúdio, deu-nos assim um filme de super-heróis diferente dos anteriores da saga, um filme com alma, com uma boa história, com o melhor vilão da Marvel no cinema (Erik Killmonger), com boas prestações, enfim, um filme rico na maior parte das suas características. O ponto que mais se destaca é o facto do realizador ter apostado num elenco quase todo composto por negros, atirando e bem os brancos para segundo plano. Onde o filme falha é no acto final, nos oferecendo o habitual último confronto entre herói e vilão e a famosa e confusa batalha final, tudo servido com maus efeitos especiais e com o fogo de artifício do costume. 

O filme destaca-se positivamente naquilo que pretende contar e mostrar, é uma história capaz, com bons personagens e isso é bom, porque nós nos importamos com eles. A trama é cativante e bastante apelativa, tendo personagens com substância. O realizador fez bem em dar destaque ao elenco feminino, as mulheres são realmente importantes neste filme. O estúdio viu que a diversidade num filme é bom e o público gosta, vendo isso não só na importância do elenco feminino como também na aposta em actores negros como únicos protagonistas. E nesses campos, as coisas não podiam ter corrido melhor. O Chadwick Boseman é o protagonista e o super-herói do filme e está excelente nesses registos, o actor foi a escolha acertada para rei de Wakanda e Pantera Negra. O Michael B. Jordan desempenha o já mencionado vilão do filme e é de longe o melhor (mas não o maior) vilão criado para um filme da Marvel. O Erik Killmonger é um excelente vilão, cheio de camadas, ele não é mau só porque sim, ele tem os seus motivos e as suas razões, e em certo ponto, nós até o compreendemos, mesmo que ele seja um criminoso. O Daniel Kaluuya e o Winston Duke possuem bons personagens. Sobre o elenco feminino, Lupita Nyong'o, Danai Gurira e Angela Bassett não só possuem excelentes prestações como também são detentoras de personagens totalmente relevantes para a história que está a ser contada, elas têm um peso muito forte no filme. E Letitia Wright tem simplesmente a minha personagem preferida do filme, a sua Shuri é fantástica, ela é linda, extremamente inteligente e é um dos pilares fundamentais e necessários para que a fita funcione. Posto tudo isto, resta-me dizer que gostei deste filme porque ele tem uma boa história, bons personagens e porque foge às regras da maioria destes filmes. E sim, são raros os blockbusters que me agradam. 

La Ragazza Nella Nebbia

Nome do Filme : “La Ragazza Nella Nebbia”
Titulo Inglês : “The Girl In The Fog”
Titulo Português : “A Rapariga no Nevoeiro”
Ano : 2017
Duração : 128 minutos
Género : Crime/Thriller/Mystery
Realização : Donato Carrisi
Produção : Maurizio Totti/Alessandro Usai
Elenco : Ekaterina Buscemi, Toni Servillo, Jean Reno, Greta Scacchi, Alessio Boni, Lorenzo Richelmy, Galatea Ranzi, Michela Cescon, Lucrezia Guidone, Daniela Piazza, Sabrina Martina, Jacopo Olmo Antinori, Marina Occhionero, Antonio Gerardi.

História : Anna Lou, uma bonita adolescente de 16 anos, nasceu e cresceu numa aldeia italiana situada perto de uma grande montanha. Quando, num dia aparentemente igual aos outros, ela tarda a regressar a casa, os pais contactam a polícia. Sem quaisquer vestígios da rapariga após buscas exaustivas, as autoridades chamam o detective Vogel, conhecido pela invulgar inteligência mas também pelo uso de métodos pouco ortodoxos.

Comentário : Não devia ser segredo para quem me acompanha neste espaço que eu adoro filmes de mistério e que sejam detentores de uma boa história. No caso desta fita, o filme começa nos apresentando uma boa história, possui muito mistério ao longo de boa parte do seu tempo, mas termina com um final que não faz justiça ao todo. É um filme com pouco drama, por exemplo, os pais da jovem desaparecida são muito mal desenvolvidos, o realizador recorre pouco a eles para dar impacto ao acontecimento que se traduz no desaparecimento de Anna Lou e penso que isso é uma falha. A trama centra-se principalmente na investigação que Vogel move e, mais tarde, foca-se também no personagem do suspeito do rapto, articulando muito bem estas duas vertentes. Por aquilo que se vê da personagem de Anna Lou, ela é uma jovem que tinha pouco afecto e pouca atenção dentro de sua casa, ou seja, os pais não exerciam essa sua função. Algumas cenas são intrigantes, outras aflitivas e as poucas descobertas que se vão tendo são bem-vindas. Tal como disse, o clima de tensão e principalmente de mistério estão patentes em grande parte do filme, existe inclusive, duas ou três situações que impressionam. O assunto abordado neste filme é bastante delicado e o argumento trabalhou isso de forma devida. No campo das interpretações, Toni Servillo é quem merece o destaque, ele está muito bem no seu papel, o seu personagem convence. Eu gostava de ter visto mais flashbacks de Anna Lou, penso que isso podia ajudar a entender melhor a relação que ela tinha com a família. Infelizmente, não gostei do final porque estraga aquilo que foi montado até então e a revelação envolvendo o personagem de Jean Reno, simplesmente não funcionou para mim.

Piuma

Nome do Filme : “Piuma”
Titulo Inglês : “Feather”
Titulo Português : “Piuma”
Ano : 2016
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Roan Johnson
Produção : Nicola Serra/Carlo Degli Esposti
Elenco : Blu Yoshimi (Blu Di Martino), Luigi Fedele, Michela Cescon, Sergio Pierattini, Francesco Colella, Francesca Antonelli, Brando Pacitto, Clara Alonso, Bruno Squeglia, Francesca Turrini, Massimo Reale, Luca Arseni, Piero Gimondo, Bruno Pavoncello.

História : Cate é uma adolescente que vive uma relação aparentemente feliz com Ferro, o seu namorado irresponsável. Um dia, ao descobrir que está grávida dele, vê a sua vida piorar e os problemas com a família aumentarem.

Comentário : Primeiro filme que venho comentar neste último fim-de-semana de Maio e desta vez, trago cinema europeu. As classificações do filme nos sites da especialidade não são nada de especial, mas eu nunca vou pelas notas dadas aos filmes e tinha que conferir este, não me arrependo. Trata-se de uma fita divertida e dramática, aliás, devo dizer que estes dois géneros foram muito bem trabalhados e misturados pelo cineasta e o resultado é bastante positivo. A história até é interessante, apesar de já estar muito batida, existe aqui um suave interesse em seguir a jornada do casal protagonista. E falando neles, Blu Yoshimi (Blu Di Martino) vai muito bem no papel da adolescente grávida, ela passa na perfeição a instabilidade que uma rapariga na sua situação costuma ter, ela nos faculta uma personagem credível, nós entendemos o drama da sua Cate. Por seu lado, Luigi Fedele também convence, mas aqui no papel de um rapaz irresponsável e imaturo que não dá valor à namorada e muito menos tem consciência que a sua vida mudou e que existem mudanças a serem feitas. Do elenco de secundários todos vão bem, mas eu confesso que adorei o personagem do pai de Ferro. Por outro lado, detestei o pai de Cate. Elas também vão muito bem. Perto do final, a narrativa decide ir num determinado sentido, mas ainda bem que se dá um acontecimento que impede isso. No fundo, trata-se de uma obra apelativa que tem como ponto negativo o facto de haver situações onde o humor não funciona tão bem.

domingo, 22 de abril de 2018

Casa Grande

Nome do Filme : “Casa Grande”
Titulo Português : “Casa Grande”
Ano : 2014
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Fellipe Barbosa
Produção : Iafa Britz
Elenco : Marcello Novaes, Suzana Pires, Thales Cavalcanti, Alice Melo, Bruna Amaya, Clarissa Pinheiro, Marília Coelho, Gentil Cordeiro, Georgiana Goes, Lucas Mendes, Sandro Rocha, Christian Gazzetta, Rodrigo Mazza, Lucas Cassano, Sandra Gamarano, Marcia Pedrosa, Carol Amato, Elisa Martins, Flora Dias, Marina Haikal, Nina Zonis, Alice Coelho, Andressa Coelho, Indianara Sousa, Suzana Aquino, Thallita Flor.

História : Sónia e Hugo são um casal da alta burguesia carioca e levam uma vida bastante confortável. Aos poucos vão à falência, mas ninguém sabe de seus problemas financeiros, nem mesmo o filho Jean, que faz de tudo para se desenvencilhar dos pais protectores. Para se manter, o casal corta despesas e ele, que só se preocupava com sexo e diversão, enfrenta pela primeira vez a dura realidade.

Comentário : Decididamente, o melhor filme que vi ultimamente, que mete o dedo directamente na ferida do problema que decorre na sociedade actual, principalmente no Brasil. Não é um filme fácil de se acompanhar, mesmo porque conta-nos a história de uma família em decadência moral e financeira, já para não falar do seu ritmo lento, o público mais jovem irá achar uma seca. Pessoalmente, eu adorei acompanhar estes personagens e esta história, a família do filme representa muitas outras, são situações da vida real e comum que podem bem acontecer no quotidiano, seja do Brasil ou mesmo de Portugal, apesar da situação dos dois países serem muito diferentes. Apesar disso, existem coisas que são iguais, por exemplo, a questão racial, aqui representada pelo namoro de Jean com Luíza, ou a questão social, aqui vivida pelas diferenças entre patrões e empregados. Ou ainda a questão financeira, que se vê pela situação das famílias e também na questão do procedimento do pai do protagonista face ao funcionário que despediu. Mas poderia ficar aqui a citar muitos mais exemplos, o filme é cheio deles.

O protagonista é aqui muito bem interpretado pelo jovem Thales Cavalcanti, este rapaz esteve à altura do desafio, eu adorei o seu personagem, apesar de um ou dois deslizes. O Marcello Novaes vai bem, mas eu já o vi a fazer melhor, ainda assim ele representa muito bem o seu personagem, ele exemplifica correctamente o tipo de homem que o realizador pretendeu mostrar. A Suzana Pires também manda muito bem, ela representa bem o papel da esposa alheia aos problemas da família, principalmente, muito longe de saber dos verdadeiros problemas dos filhos. No papel da empregada ordinária, Clarissa Pinheiro está impecável, aliás, ela recebeu um prémio pela sua prestação neste filme. Alice Melo cumpre bem o papel da irmã que é jogada para segundo plano pelos pais, mas que tem a perfeita noção do que se passa naquela casa e naquela família. Sem esquecer, Bruna Amaya, esta miúda tem aqui a melhor prestação feminina do filme, é a ela que se devem as melhores cenas e é ela quem possui a melhor personagem da fita. Eu adorei vê-la a contracenar com Thales Cavalcanti, os dois fazem magia. No fundo, este filme agradou-me imenso porque mostra bem como é a vida de alguns actualmente.

Ismael's Ghosts

Nome do Filme : “Les Fantômes D'Ismaël”
Titulo Inglês : “Ismael's Ghosts”
Titulo Português : “Os Fantasmas de Ismael”
Ano : 2017
Duração : 135 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Arnaud Desplechin
Produção : Pascal Caucheteux
Elenco : Mathieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg, Louis Garrel, Hippolyte Girardot, Alba Rohrwacher, Laszlo Szabo, Jacques Nolot, Catherine Mouchet, Samir Guesmi, Melodie Richard, Marc Prin, Bruno Todeschini.

História : Há 20 anos, Carlotta, a mulher de Ismael, desapareceu sem deixar rasto. Ele, julgando-a morta, viveu momentos terríveis. Depois de muito tempo à deriva, encontrou Sylvia, que o ensinou a voltar a amar e com quem vive feliz há dois anos. Um dia, sem qualquer explicação, a mulher que ele sempre julgara perdida regressa. Profundamente abalado com a sua aparição, vê-se a pôr tudo em causa, inclusivamente o seu afecto pelas duas mulheres.

Comentário : Já há algum tempo que eu não via um filme em que entrasse Mathieu Amalric, um actor que eu gosto bastante. E este filme serviu na perfeição para eu matar saudades dele. Além disso, o longa tem outros nomes bem conhecidos, actores e actrizes que eu gosto bastante e que gostei de os ver actuar mais uma vez. Para começar, este é um filme que fala de pessoas e de sentimentos, duas componentes que eu adoro ver trabalhadas em filme. E o realizador, mais uma vez um excelente Arnaud Desplechin, trabalhou-as como sempre o faz, sempre com a sua mestria habitual e soube combiná-las muito bem, sendo o resultado um drama humano com muito sentimento. Na maior parte do tempo, gostei da história e da forma como os acontecimentos se iam desenrolando. Infelizmente e aqui é onde reside o principal problema do longa, existem alturas em que o cineasta divaga muito e nos apresenta cenas que, a meu ver, nada acrescentam à história inicial e principal. Existe muita palha aqui e isso nota-se de forma bastante descarada. Mas no geral, trata-se de uma boa história de amores e se nos abstrairmos da gordura do filme, passamos um bom bocado e temos um filme bastante aceitável. Mathieu Amalric, Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg possuem excelentes interpretações e foi um enorme gosto vê-los neste filme, eles funcionam tão bem juntos quanto individualmente, são três excelentes profissionais. Infelizmente e apesar de eu gostar de os ver actuar, Louis Garrel e Alba Rohrwacher vão bem, embora os seus personagens não acrescentem grande coisa à trama principal. Já Hippolyte Girardot e Laszlo Szabo estão mais uma vez excelentes, dá prazer ver estes senhores a actuar. No fundo, o filme resultou bem para mim e eu gostei dele, mas tem coisas a mais.

Stephanie

Nome do Filme : “Stephanie”
Titulo Inglês : “Stephanie”
Titulo Português : “Stephanie”
Ano : 2017
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Akiva Goldsman
Produção : Bryan Bertino
Elenco : Frank Grillo, Anna Torv, Shree Crooks.

História : Uma menina pequena chamada Stephanie é abandonada pelos seus pais, sendo forçada a sobreviver comendo o que resta na casa e passando os dias a deambular pela enorme mansão, entretendo-se, entre outras coisas, com a sua tartaruga de peluche. Um dia, os seus pais retornam à propriedade, esperando não só receber o perdão da filha, como também protegê-la da enorme catástrofe que assolou o planeta.

Comentário : É muito bom quando vamos para um filme sem saber nada sobre ele e saímos da sessão surpreendidos com aquilo que acabamos de ver, foi isso que se passou com este filme. Eu não tinha visto qualquer trailer e muito menos lido sobre o filme em causa, aliás, somente com o decorrer do longa é que quem o vê é informado do que realmente se passa, é tudo mostrado aos poucos e dando espaço e tempo para nós absorvermos toda a informação. Até cerca de metade da projecção, apenas temos sinais de que possivelmente uma catástrofe assolou o nosso planeta, nós percebemos isso por artigos de jornal, livros e excertos que passam na televisão, coisas que a menina protagonista vivência e constata enquanto anda pela mansão. No início, tudo parece estranho, mas nunca é maçador, porque a direcção consegue nos manter sempre num crescente clima de tensão e com elevadas expectativas daquilo que irá suceder a seguir.

O facto de termos pouca informação até cerca de metade do filme, ajudou e muito para que a coisa funcionasse. Nós estranhamos imenso a relação existente entre aquela família, embora nunca cheguemos sequer a pensar naquilo que os últimos quarenta minutos nos vão revelar aos poucos. Penso que é mais ou menos assim que as coisas decorrem. Frank Grillo e Anna Torv estão bem nos seus papéis, mas aqui a grande estrela é a pequena Shree Crooks (The Glass Castle/Captain Fantastic), que com a sua tenra idade dá um verdadeiro show de representação, a miúda tem um futuro promissor pela frente, eu fiquei rendido à sua personagem, à sua Stephanie. Outras coisas que funcionaram também foi o clima de mistério e os poucos efeitos especiais que iam surgindo. Como pontos negativos, certas coisas ficaram por explicar e eu achei o filme muito curto, mais trinta minutos e seria o ideal. Mas o mais importante, é que o filme satisfaz e convence na proposta a que veio.


Wildling

Nome do Filme : “Wildling”
Titulo Inglês : “Wildling”
Ano : 2018
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Fritz Bohm
Produção : Liv Tyler/Charlotte Ubben/Trudie Styler/Celine Rattray
Elenco : Bel Powley, Liv Tyler, Brad Dourif, Collin Kelly Sordelet, James Le Gros, Kelly Lamor Wilson, Stephanie Salgado, Troy Ruptash, Charlotte Ubben, Frank Deal.

História : Anna foi raptada ainda bebé por um homem que apenas conhece por Daddy, alguém que cuidou dela e a criou ao longo de mais de quinze anos, privando-a de viver além do quarto onde passou toda a sua ainda curta e dolorosa vida. Aos 16 anos, Anna é resgatada pela xerife Ellen Cooper, que ajuda a miúda traumatizada a começar uma vida nova como uma jovem normal.

Comentário : Eu tenho que parar de ver trailer antes do filme, pois em grande parte dos casos, ao vermos o trailer, acabamos por estragar a experiência de assistirmos ao filme, simplesmente porque eles revelam muita coisa da fita, foi isso que aconteceu aqui. Eu gosto particularmente de histórias dramáticas, que envolvem pessoas raptadas por longos períodos de tempo e que depois são devolvidas à sociedade. Acompanhar a adaptação dessas pessoas à vida dita normal, é algo que me fascina, não é por acaso que um dos filmes da minha vida é “Room – O Quarto de Jack”. E de certa forma, é isso que temos aqui. Por razões que eu não vou revelar aqui, um homem mau encontra uma bebé e leva-a para casa, sem o conhecimento de mais ninguém, acabando por criar a menina à sua maneira, ou seja, de uma forma anormal. São situações que acabam por gerar uma certa revolta a quem vê, pelo menos a pessoas sensíveis como eu.

Aos 16 anos de cativeiro, acontece algo ao homem nojento e a menina é finalmente e tardiamente encontrada pela polícia. Escusado será dizer que, ao longo do filme que é muito curto, acontecem coisas estúpidas e sem sentido, mesmo tendo em consideração a situação peculiar da protagonista. Ou seja, mesmo aceitando a história que nos é apresentada, há certas coisas que não fazem sentido e outras que careciam de uma explicação. Ainda assim, temos uma excelente prestação a cargo da jovem Bel Powley, ela acaba mesmo por ser o melhor do filme, apesar dos cerca de trinta minutos finais estragarem completamente a sua personagem e o prazer de vermos a actriz actuar. Achei o filme apenas razoável e esperava algo diferente, ainda que o trailer me tenha estragado a experiência.

Gabriel e a Montanha

Nome do Filme : “Gabriel e a Montanha”
Titulo Inglês : “Gabriel And The Mountain”
Titulo Português : “Gabriel e a Montanha”
Ano : 2017
Duração : 131 minutos
Género : Drama/Biográfico/Aventura
Realização : Fellipe Barbosa
Produção : Clara Linhart
Elenco : João Pedro Zappa, Caroline Abras, Alex Alembe, Rashidi Athuman, John Goodluck, Luke Mpata, Manuela Picq, Roshinah Sekeleti, Leonard Siampala.

História : Gabriel é um jovem aventureiro cheio de planos. Antes de se preparar para a vida académica na Universidade da Califórnia, ele decide ir para África. Ele opta por andar um ano em viagem para se descobrir a ele mesmo.

Comentário : Outro grande filme brasileiro que eu tive a oportunidade de ver, confesso que gostei bastante dele e o recomendo a todos aqueles que gostem do tipo de filmes desta nacionalidade, porque alguns são mesmo muito bons. E falando no filme, não dá para não destacar a fantástica edição e montagem, está tudo muito realista e parece estarmos mesmo a acompanhar a aventura desse jovem, este sim, um filme escapista. Este filme é parecido com o também aventureiro e escapista “Into The Wild” de Sean Penn, embora eles sejam algo semelhantes, são ligeiramente diferentes na mensagem que pretendem passar, mas essa eu deixarei ao critério de quem já tiver assistido aos dois filmes, tudo isto para não dar spoilers, obviamente. À cerca da comparação entre os dois filmes, quero apenas frisar que este brasileiro é mais realista do que o registo de Sean Penn, ainda assim, dois filmes muito bons. Vale destacar a prestação do jovem João Pedro Zappa, ele entregou um Gabriel firme e determinado nas suas convicções e nos seus propósitos, quem assiste à sua jornada, acredita realmente naquilo que vê, tudo é extremamente realista. A actriz que desempenhou a sua namorada também merece parabéns, ela convence com a sua personagem, nós entendemos perfeitamente os seus dilemas e as suas desvantagens em ser companheira amorosa de alguém como Gabriel. No fundo, são duas personagens muito humanas e credíveis, nós nos preocupamos com elas. Podemos também contar com imagens muito bonitas e paisagens deslumbrantes. Enfim, gostei daquilo que vi.

Pendular

Nome do Filme : “Pendular”
Titulo Inglês : “Pendular”
Titulo Português : “Pendular”
Ano : 2017
Duração : 108 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Júlia Murat
Produção : Júlia Murat/Tatiana Leite
Elenco : Raquel Karro, Rodrigo Bolzan, Renato Linhares, Valeria Barretta, Martina Revollo, Neto Machado, Felipe Rocha, Marcio Vito, Larissa Siqueira.

História : Em um galpão abandonado, um casal observa a arte e sua intimidade se misturarem. Aos poucos, eles vão perdendo a capacidade de distinguir o que faz parte de seus projetos e o que é a relação amorosa.

Comentário : E voltamos ao cinema brasileiro, mas desta vez eu errei. Este filme não foi totalmente do meu agrado, na verdade ele foi uma verdadeira seca para mim e isso deve-se principalmente à história que é muito fraca e sem interesse. A culpa pode não ser da realizadora, ela até nos facultou bons personagens, tanto o casal protagonista quanto os secundários são bons e quase os confundimos com pessoas da vida real. E para isso muito contribuíram as excelentes prestações de Raquel Karro e Rodrigo Bolzan, eles entregaram-se de tal forma aos seus papéis que, a certa altura, pareceu-me estar a testemunhar um casal verdadeiro na vida real. O grande problema deste filme é que ele pretende ser uma homenagem às artes e às pessoas que vivem delas e para elas, mas acaba por falhar em quase todos os aspectos. Gostei de ver a personagem dela a dançar, a actriz deve perceber mesmo daquela modalidade e com ele passa-se o mesmo. As cenas de sexo estão muito bem filmadas e editadas, embora haja lá uma que se fosse retirada, nada se perdia. Outra coisa que o filme falha é em nos dar uma noção de como os artistas articulam a sua profissão com o quotidiano e com as suas vidas pessoais, apesar de ter havido um esforço nesse sentido. A protagonista é detentora de um número de dança que efectua em cuecas que é o melhor momento do filme inteiro. No fundo, trata-se de uma fita que prometeu muito, mas que não nos entregou quase nada. Basicamente, o filme vive das interpretações. Esperava mais.

Submergence

Nome do Filme : “Submergence”
Titulo Inglês : “Submergence”
Titulo Português : “Submersos”
Ano : 2017
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Romance/Thriller
Realização : Wim Wenders
Produção : Cameron Lamb
Elenco : Alicia Vikander, James McAvoy, Reda Kateb, Alexander Siddig, Jannik Schumann, Celyn Jones, Jess Liaudin, Mohamed Hakeemshady, Andrea Guasch, Godehard Giese, Harvey Friedman, Clementine Baert, Alex Hafner, Thibaut Evrard, Adam Quintero, Matthew Gallagher, Jean Pierre Lorit, Loic Corbery, Julien Bouanich, Virgile Sicard, Adama Barry.

História : De um lado está Danielle, uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio no abismo Ártico. De outro, James, um empreiteiro acusado de ser um espião, interrogado constantemente por terroristas. Encarando missões de vida ou morte, os dois precisam confiar na conexão emocional do relacionamento.

Comentário : Há cinco anos atrás eu vi um filme chamado “Promised Land – Terra Prometida” realizado por Gus Van Sant, mas detestei esse filme e os principais motivos foram que eu não me senti preso ao filme e que não havia encontrado nenhum traço do realizador nessa fita. Bom, o mesmo se passa aqui. Este filme que venho aqui hoje comentar foi realizado pelo excelente cineasta Wim Wenders e eu o considero o pior filme da carreira dele. É uma fita que não me prendeu minimamente à narrativa e muito menos aos acontecimentos e aqui eu também não encontrei a marca de Wenders em parte alguma da peça, ou seja, em momento algum parece estarmos a ver um filme realizado por Wim Wenders. Não tenho nada contra os realizadores inovarem no seu trabalho, mas ao menos que façam algo minimamente inovador e consistente, o que não foi o caso. Mas eu vou ainda mais longe, durante a projeção, eu não me senti envolvido na narrativa, eu não “comprei” a história e os dramas do casal protagonista, simplesmente porque o argumento é uma grande bagunça. Eu me senti cheio de tédio e foi quase um martírio assistir a este filme. Aquilo que me pareceu foi que o realizador não sabia para onde ir, para onde levar os seus personagens e muito menos o destino que lhes queria dar. Andamos ali às voltas e não “lucramos” nada com o que vemos. Mas nem tudo é mau, Alicia Vikander e James McAvoy têm boas interpretações, mas infelizmente o argumento não permite que eles desenvolvam os seus personagens. Podemos ainda contar com paisagens muito bonitas. Há, antes que me esqueça, o final é uma porcaria. É um filme que tenta ser muita coisa, mas que acaba por não ser nada.