segunda-feira, 12 de março de 2018

The Square

Nome do Filme : “The Square”
Titulo Inglês : “The Square”
Titulo Português : “O Quadrado”
Ano : 2017
Duração : 151 minutos
Género : Drama
Realização : Ruben Ostlund
Produção : Erik Hemmendorff/Philippe Bober
Elenco : Claes Bang, Elisabeth Moss, Dominic West, Terry Notary, Lise Stephenson Engstrom, Lilianne Mardon, Marina Schiptjenko, Christopher Laesso, Annica Liljeblad, Linda Anborg, Elijandro Edouard, Daniel Hallberg, Martin Sooder, John Nordling, Sofie Hamilton, Robert Hjelm, Emelie Beckius, Jonas Dahlbom, Moa Enqvist, Sonya Flores Espinosa, Sarah Giercksky, Erika Jareman, Uri Levanon, Jan Lindwall, Mia Svenheimer, Mikael Olsson, Marga Pettersson, Julia Sporre, Madeleine Barwen Trollvik.

História : Christian é um homem respeitado que trabalha como curador num museu de arte contemporânea. É pai extremoso de duas meninas, conduz um carro eléctrico e contribui como pode nas causas humanitárias. Profissionalmente, o projecto que tem agora em mãos é “O Quadrado”, uma instalação peculiar que convida os visitantes a reflectir sobre altruísmo. Para o ajudar na promoção do evento, Christian conta com o departamento de relações públicas do museu. Mas os eventos que se sucedem acabam por lançar Christian numa crise que fará vir ao de cima uma versão menos correcta de si mesmo.

Comentário : Este é um dos filmes mais estranhos que eu vi até hoje e sim, admito que houve duas ou três coisas que eu não entendi e outras que mereciam algum tipo de explicação, mas enfim. O filme levanta várias questões e penso que serve de crítica ao mundo da arte ou aos artistas de uma maneira geral. Tudo está muito bem filmado e podemos contar com planos e enquadramentos muito eficazes e alguns bem peculiares, por exemplo, perto do final existe uma sequência em que o protagonista e as filhas sobem a escadaria de um prédio e a camara filma no modo circular. Existem dois personagens que são bem irritantes, são aqueles dois artistas que têm a ideia do conteúdo que está patente no vídeo que promove a exposição, sim, estou-me a referir ao vídeo da pequena miúda loira. Apesar de achar esse vídeo uma porcaria, eu entendi a mensagem que ele queria passar. Algumas situações em que o protagonista se vê envolvido são bem curiosas, a do miúdo irritante é a mais intrigante. O argumento é estranho, penso que deve ter dado muito trabalho a elaborá-lo. Claes Bang está perfeito no papel principal, ele tem o carisma necessário para que o seu Christian resulte, e resultou. A Elisabeth Moss tem uma interpretação bem estranha, a sua personagem tem uma atitude numa cena que eu simplesmente não entendi o porquê daquilo. E o Terry Notary tem uma prestação animalesca bem poderosa, aliás, a sequência em que ele actua é a melhor do filme. Vale frisar também as jovens actrizes que desempenharam as filhas do protagonista, apesar de pouco falarem, elas conseguem transmitir na perfeição a imagem de como seriam realmente as crianças filhas de um tipo como ele. É um filme estranho, aberto a várias opiniões e conclusões, eu gostei, e é isso. 

I, Tonya

Nome do Filme : “I, Tonya”
Titulo Inglês : “I, Tonya”
Titulo Português : “Eu, Tonya”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Biográfico/Drama/Crime
Realização : Craig Gillespie
Produção : Margot Robbie/Steven Rogers
Elenco : Margot Robbie, Allison Janney, Sebastian Stan, Julianne Nicholson, Caitlin Carver, Paul Walter Hauser, Bobby Cannavale, Bojana Novakovic, Mckenna Grace, Jason Davis, Anthony Reynolds, Cory Chapman, Lynne Ashe, Steve Wedan, Mea Allen, Amy Fox, Cara Mantella, Daniel Thomas May, Dan Triandiflou, Annie Livingston.

História : Desde muito cedo que Tonya Harding revelou um extraordinário talento para a patinagem. Essa aptidão, aliada a uma prática diária intensiva com a treinadora Diane Rawlinson, fez dela uma das mais brilhantes patinadoras no gelo de todos os tempos. Aguentando maus tratos e humilhações por parte da progenitora – uma mulher autoritária e ambiciosa que esperava enriquecer à custa do sucesso da filha – e, mais tarde, de Jeff Gillooly, o homem com quem casou aos 18 anos, a jovem atleta acaba por sofrer pressões de vários tipos.

Comentário : Antes de mais, tenho que dizer que até saber deste filme, desconhecia totalmente a existência de Tonya Harding. E depois de ter visto este filme, fiquei indiferente a essa pessoa, ou seja, apesar de ter gostado do filme, ela não me diz nada. Claro que o filme está bem conseguido, o director fez um excelente trabalho de elenco, de realização e de montagem, eu até me perguntei como é que ele filmou certas cenas. A banda sonora é um “pau de dois bicos”, se em certas alturas agrada muito, em outras incomoda bastante e neste caso talvez seja porque certas músicas não condizem com as situações que acompanham. O realizador também usa o recurso da “quebra da quarta parede”, que aqui até funciona. Infelizmente, o filme peca na questão da maquilhagem, neste caso está horrível, com excepção da personagem da mãe da protagonista. Além disso, os actores que dão vida a Tonya e a Jeff são velhos demais para desempenharem jovens, isso foi outra coisa que não funcionou.

Outra coisa que eu penso também não ter resultado foi o uso do falso documentário que aqui surge misturado constantemente com a trama ficcionada, na minha opinião essa fusão não surtiu o efeito desejado, devido à parte “documental”, arrisco mesmo a dizer que essa componente talvez tivesse sido desnecessária. Se o director tivesse apostado unicamente na ficção pura e dura, o filme seria mais realista. A Margot Robbie e a Allison Janney possuem excelentes interpretações, todos os prémios que receberam foram muito bem atribuídos, elas são mesmo grandes actrizes, neste filme, elas possuem as melhores prestações das suas carreiras. O filme é extremamente violento. Temos uma péssima mãe que maltratava a filha e um marido nojento que gostava de bater na mulher e que foi responsável pelo fim da carreira profissional dela. Tonya Harding sofreu uma vida de abusos, por parte da mãe, por parte do marido e mais tarde, por parte do público. Admira-me como que os verdadeiros envolvidos deste caso permitiram que este filme saísse. 

Happy End

Nome do Filme : “Happy End”
Titulo Inglês : “Happy End”
Titulo Português : “Final Feliz”
Ano : 2017
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Haneke
Produção : Margaret Menegoz
Elenco : Jean Louis Trintignant, Isabelle Huppert, Fantine Harduin, Mathieu Kassovitz, Laura Verlinden, Franz Rogowski, Nabiha Akkari, Aurelia Petit, Hassam Ghancy, Joud Geistlich, Philippe Du Janerand, Dominique Besnehard, Toby Jones.

História : Georges Laurent é o patriarca da família, que está quase entrevado. Sua filha Anne ainda mora com ele, enquanto que seu filho Thomas acaba de retornar a casa do pai, junto com a esposa e a filha Eve, cuja mãe morrerá em breve. Entre eles existe uma intensa incomunicabilidade, que faz com que todos levem a vida segundo os seus interesses pessoais.

Comentário : Trata-se do mais recente filme do polémico Michael Haneke, um realizador cujos filmes eu gosto bastante, e este está também muito bom. Este filme, em certos momentos, parece  uma sequela ou uma continuação de “Amour”, um dos melhores registos do director. Logo para começar, “Happy End” possui uma poderosa sequência de abertura que só mais à frente se vem a saber do que se trata. Pessoalmente, eu adorei essa sequência de abertura filmada com um telemóvel pela personagem mais interessante do filme, mas já lá vamos. Michael Haneke gosta de trabalhar e mostrar as relações humanas/familiares nos seus filmes e isso aqui volta a ser o foco principal. Nesse campo, são mostrados pelo menos quatro elos de ligação familiar : a relação de um pai sem amor pela filha e por aqueles que o rodeiam, a relação entre um pai senil e a filha que ainda mora com ele, a relação do tal pai irresponsável com a actual mulher e com a amante da internet e, por último, a relação de uma mãe trabalhadora com o seu filho irresponsável e imaturo. Todos perfeitamente operantes.

Existe aqui uma sequência entre um pai e a filha menor que é de partir o coração. Temos depois outra sequência de diálogos entre essa miúda e o avô que também é forte. É um poderoso filme que fala da falta de amor entre pais e filhos e entre familiares, no geral. E esse aspecto é marcante neste filme. O Jean Louis Trintignant (Amour) está impecável neste filme, ele é um homem velho e vivido no auge dos seus 85 anos, ele está consciente da sua condição e das suas limitações. A Fantine Harduin é um verdadeiro achado, ela é mesmo a melhor e mais interessante personagem do filme, é uma miúda vítima do desamor do pai e que já sofreu bastante. A jovem actriz tem aqui uma excelente prestação, por exemplo, veja-se a cena de choro no carro do pai onde ela demonstra toda a sua carência afectiva ou a sequência onde ela filma, indiferente, a tentativa de suicídio do avô. Já para não falar do prazer de ver duas gerações tão distintas a trabalhar e contracenar uma com a outra. A Isabelle Huppert está bem, mas o problema é que eu já a vi em melhores personagens e com interpretações bem superiores. É um bom filme, mas Haneke já nos deu muito melhor. 

 

Columbus

Nome do Filme : “Columbus”
Titulo Inglês : “Columbus”
Titulo Português : “Columbus”
Ano : 2017
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Kogonada
Produção : Danielle Renfrew Behrens
Elenco : Haley Lu Richardson, John Cho, Michelle Forbes, Parker Posey, Rory Culkin.

História : Cassandra é uma jovem que vive com a mãe numa pequena cidade desconhecida do Midwest cativada pela promessa do modernismo. Jin, um visitante do outro lado do mundo, vem assistir ao seu pai moribundo. Inquietos com o futuro, eles encontram alívio um no outro e na arquitectura que os rodeia.

Comentário : É assim que se prova que o cinema independente está em grande, grande filme este, é verdade, grande filme. O filme tem como um dos principais destaques o seu argumento, eu confesso ter gostado imenso da história que ele me proporcionou. Sim, é uma história simples, mas também muito bonita sobre um homem e uma rapariga que, não tem nada de mal ou com segundas intenções. Trata-se antes de uma história que nos dá a conhecer a relação peculiar de amizade entre um homem que está num país que não é o seu por causa do seu pai e uma jovem que está ansiosa para ir morar para longe dali, mas que não pode porque tem que cuidar da mãe. Porque aqui não temos uma história de amor, mas sim, uma história de amizade, algo diferente daquilo que estamos acostumados a ver em filmes de relações. E nesse aspecto, isso funcionou porque a empatia entre Cassandra e Jin é palpável e sente-se em cada cena que eles contracenam juntos. Não só são os dois melhores, mais interessantes e mais importantes personagens deste pequeno filme independente, como também são os principais alicerces que sustentam esta fita e isso estende-se às interpretações dos actores que dão vida a essas duas personagens.

O filme tem também uma componente artística bem presente, ou os dois protagonistas não tivessem um gosto e um interesse bem apurado pela a arquitectura, neste caso, eles são “apaixonados” por estruturas, por prédios e casas, eles admiram esses edifícios como se de verdadeiras obras de arte se tratassem. A protagonista até tem feita uma lista dos prédios da cidade que ela mais gosta. A Haley Lu Richardson (The Last Survivors/The Edge Of Seventeen) é linda e uma excelente actriz, ela não só possui a melhor prestação do filme, como também tem na sua Cassandra uma personagem forte e complexa, enfim, ela é o melhor do filme. O John Cho tem também uma excelente interpretação, ele tem um personagem cheio de camadas e apesar da sua humanidade ser por vezes questionável, o seu Jin é um homem adorável e pacífico, vê-lo com Cassandra é uma delícia, eles foram garantidamente as melhores escolhas para estes papéis. E Michelle Forbes, Parker Posey e Rory Culkin são personagens secundárias totalmente operantes, eles são um excelente elenco de apoio ao “casal” protagonista. É um filme calmo, terno, bonito, sereno, amoroso, lento e muito rico em cinema, uma das melhores películas que eu vi nos últimos anos, seguramente.


Coming Through The Rye

Nome do Filme : “Coming Through The Rye”
Titulo Inglês : “Coming Through The Rye”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : James Sadwith
Produção : James Sadwith
Elenco : Alex Wolff, Stefania Owen, Chris Cooper, Jacob Leinbach, Eric Nelsen, Jacob Rhodes, Kabby Borders, Collin Lenfest, Michael Siberry, Lucia Scarano, James Lorenzo, Adrian Pasdar, Randall Newsome, Caleb Emery, Jody Thompson, Melissa Lozoff, Robert Trevelier, Jared Thalwitz, Amy Parrish, Sara Rudeseal, Eva Allen.

História : Jamie Schwartz é um jovem que estuda num colégio interno, é vítima de bullying e sonha um dia adaptar para peça teatral uma história escrita pelo famoso J. D. Salinger. Certo dia, ele decide que quer conhecer pessoalmente esse escritor e parte com uma amiga numa jornada com a intenção de o conhecer e obter dele, uma espécie de autorização oficial para então fazer essa adaptação.

Comentário : Mais um filme independente que eu tive a sorte de ver. Gostei deste filme porque foi uma história que, apesar de certos disparates como a “quebra da quarta parede” que aqui não funcionou muito bem, me agradou do início ao fim e é portadora de dois personagens adoráveis : Jamie e Deedee. Estes dois personagens são mesmo o melhor que este pequeno filme nos pode oferecer, a empatia entre os dois é muito forte e deu para constatar que os dois actores deram quase tudo para tornar os seus personagens credíveis e autênticos. Tal como disse, o facto da história ser boa também ajudou. As pequenas falhas do argumento são isso mesmo, pequenas, e nunca chegam a afectar ou prejudicar o todo. O filme tem também uma boa fotografia e bons enquadramentos. O longa aborda também o bullying e a arte da escrita e do teatro, fazendo até uma homenagem às duas últimas. O longa possui duas viagens de carro feitas pelo protagonista e pela amiga que posso afirmar serem as melhores sequências da fita. O Alex Wolff vive aqui o personagem principal, ele é um excelente actor e transmite muita vida e energia ao seu Jamie, de longe, o melhor interveniente do filme. A Stefania Owen (All We Had) imprime seriedade, ternura e muita maturidade à sua Deedee, eu amei a sua personagem. E o Chris Cooper não está neste filme de graça, ele incute ao seu personagem uma firmeza e uma convicção verdadeiramente admiráveis, apesar de não precisar deste desempenho para provar que é um excelente actor, ele é o melhor “adulto” em cena. Achei o resultado da amizade entre Jamie e Deedee muito forçado, mas penso que o filme, de uma maneira geral, funciona bem. 

The Strangers : Prey At Night

Nome do Filme : “The Strangers : Prey At Night”
Titulo Inglês : “The Strangers : Prey At Night”
Titulo Alternativo : “The Strangers 2”
Titulo Português : “The Strangers – Predadores da Noite”
Ano : 2018
Duração : 85 minutos
Género : Terror
Realização : Johannes Roberts
Produção : Wayne Godfrey/James Harris/Robert Jones/Ryan Kavanaugh/Mark Lane
Elenco : Bailee Madison, Christina Hendricks, Martin Henderson, Lewis Pullman, Emma Bellomy, Lea Enslin, Damian Maffei, Preston Sadleir, Sunny Dixit.

História : Três psicopatas mascarados irão testar os limites de uma família, que vai lutar a todo o custo para sobreviver numa noite escura.

Comentário : Johannes Roberts já conta com algumas longas metragens no seu historial, mas foi com filmes como “The Other Side Of The Door” e “47 Meters Down” que ele ficou mais conhecido, ainda que esses dois filmes não sejam lá grande coisa. E este seu novo filme é vítima do mesmo resultado. Não duvido que ele seja um bom realizador, apenas ainda não realizou aquele filme que o defina enquanto tal. Pela sinopse deste filme, podemos facilmente deduzir que se trata de mais do mesmo, que vamos assistir a algo já visto em outros filmes e de facto é mesmo isso que acontece. Confesso que este filme é parecido com o anterior realizado por Bryan Bertino, aliás, o argumento deste segundo filme foi escrito por ele. De facto, ambos os filmes possuem muitas semelhanças e partilham de alguns clichés. Pode-se mesmo dizer que além do argumento ser fraco, este filme tem como outro dos seus principais problemas, o facto de sofrer de muitos dos clichés dos filmes do género e isso aqui tem um peso muito forte. Praticamente, não sabemos os motivos dos criminosos para fazerem aquilo, um deles a dada altura, diz que fazem aquilo porque sim, ou seja, não têm motivo, é apenas para se divertirem às custas do sofrimento alheio, eles têm prazer nisso. 

Basicamente, o que temos aqui são os elementos da família a lutarem para sobreviverem, os personagens passam a vida de um lado para o outro, escondem-se ou correm, são perseguidos ou sofrem. É como eu já disse, tudo já visto em outros filmes do género, o factor novidade não existe por aqui. O filme peca também por ser pouco violento, pedia-se muito mais nesse campo, os espectadores são muito exigentes. Christina Hendricks, Martin Henderson e Lewis Pullman estão ok, apesar de eu ter que confessar que esperava mais deles. O destaque vai todo para Bailee Madison (Brothers/Don't Be Afraid Of The Dark), eu tenho vindo a acompanhar o seu percurso desde “Lonely Hearts”, ela é muito talentosa, bonita e tem carisma, ela tem a melhor prestação do filme, apesar de ser mais do mesmo, o realizador podia-lhe ter atribuído mais camadas e torná-la numa personagem mais complexa. Aliás, estes personagens mereciam outro tipo de tratamento, já é tempo das personagens principais em filmes de terror serem melhor trabalhadas. No final do filme, temos dois clichés relacionados com um dos três criminosos, que contribuiu ainda mais para ser tudo mais do mesmo. No entanto, tenho que dizer que Kinsey nos dá bons momentos ao longo dos 80 minutos de filme. No fundo, é um filme que se vê bem, mas queríamos mais dele. É mais um. 


I Love You, Daddy

Nome do Filme : “I Love You, Daddy”
Titulo Inglês : “I Love You, Daddy”
Titulo Português : “I Love You, Daddy”
Ano : 2017
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Louis C. K.
Produção : Louis C. K.
Elenco : Louis C. K., Chloe Grace Moretz, John Malkovich, Rose Byrne, Helen Hunt, Edie Falco, Pamela Adlon, Charlie Day, Ebonee Noel, Albert Brooks, Dan Puck.

História : Glen é um bem sucedido produtor e argumentista televisivo. Mas quando China, a filha adolescente, se começa a interessar por Leslie Goodwin, um velho realizador e argumentista conhecido por manter relações com jovens raparigas, ele fica fora de si. Apesar de toda a vida ter admirado o trabalho de Leslie, Glen fica verdadeiramente preocupado com a filha e tenta, a todo o custo, dificultar o relacionamento do velho com a miúda.

Comentário : Este filme possui uma história muito interessante, uma boa fotografia a preto e branco e uma banda sonora maravilhosa, tudo culmina numa bonita homenagem à sétima arte, parecendo até um filme antigo ou um clássico. Confesso que já andava há muito tempo para ver este filme polémico, escrito, produzido e realizado por Louis C. K. Adorei o filme, com excepção de duas ou três coisas. Por exemplo, não gostei do personagem Ralph, aqui muito bem interpretado por Charlie Day, ele é detestável e uma má influência. Helen Hunt e a sua Aura é uma personagem totalmente nula e descartável. A Rose Byrne tem uma boa personagem, a sua Grace é alguém adulta e independente, totalmente convicta das suas atitudes, ela tem uma longa conversa com o protagonista sobre algo e eu confesso que sou totalmente da sua opinião. Só o facto dela ter optado por ser mãe solteira, já me conquistou. O realizador consegue gerir o elenco principal e o secundário da mesma forma e o resultado é bastante positivo para os dois lados.

Chloe Grace Moretz tem aqui a melhor e mais interessante personagem do filme, esta jovem é uma excelente actriz e já deu provas disso em filmes independentes. A sua China é uma personagem cheia de vida e decidida a aproveitar todas as oportunidades que lhe surjam pela frente, eu entendi na perfeição a sua personagem. A actriz é muito bonita e possui cenas aqui que são as melhores do filme. Quem também adorei, foi o senhor John Malkovich, um excelente actor que eu adoro, ele aqui tem um personagem bem intrigante, estranho mas muito interessante, além disso, a sua química com Moretz existe, ela funciona. No entanto, há uma atitude dele quando está com ela, que eu não entendi. Já Louis C. K., bom, ele limita-se a desempenhar o seu papel, a fazer aquilo que mais sabe fazer, ele é um pai que se preocupa com a filha, mas é uma nulidade como figura paterna, ser pai ou mãe não é aquilo e eu não estou a defender a mãe da miúda, ela também deixa muito a desejar. O amor pode assumir muitas formas e este filme fala também disso, ele fala de pessoas e da forma como nós nos relacionamos. A fita aponta ainda o dedo a uma sociedade inquisidora, sempre disposta a crucificar o outro, em que na grande parte das vezes não tem razão. É um bom filme, a história é boa e Chloe Grance Moretz e John Malkovich estão fantásticos e funcionais.

Marrowbone

Nome do Filme : “El Secreto de Marrowbone”
Titulo Inglês : “Marrowbone”
Titulo Português : “O Segredo de Marrowbone”
Ano : 2017
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Terror/Thriller
Realização : Sergio G. Sanchez
Produção : Juan Antonio Bayona
Elenco : Anya Taylor Joy, Mia Goth, George MacKay, Charlie Heaton, Matthew Stagg, Nicola Harrison, Kyle Soller.

História : Uma mulher chega com os quatro filhos a uma velha casa em Marrowbone, uma localidade rural americana. Nesse lugar remoto, eles estão esperançosos de começar uma nova vida, longe dos problemas do passado. Mas a mãe morre tragicamente. Temendo serem separados pelos serviços sociais, os irmãos tomam a decisão de a enterrar no quintal e fingir que nada aconteceu.

Comentário : Esta noite vi este filme espanhol que confesso ter gostado, mas tenho que dizer que esperava bem mais dele. Com um nome forte na produção, eu esperava algo mais complexo e sombrio, a premissa assim o pedia. Assim, temos um filme de terror leve e cativante em alguns momentos, pelo menos o realizador teve o mérito de nos deixar sempre em clima de tensão e na expectativa daquilo que ia acontecer a seguir. Por vezes, o filme segue a um ritmo lento, mas neste caso nunca parece aborrecido, já que estão quase sempre a acontecer coisas. Claro que lá mais para o final e com as últimas revelações, uma ou outra coisa não fazem lá muito sentido, mas acaba por se tornar minimamente compreensível. Pelo menos, o filme nunca nos dá sustos fáceis, quando eles surgem, causam algum efeito. O George MacKay tem aqui um personagem que funciona como uma espécie de chefe de família e é ele o portador do grande segredo. O jovem actor vai bem no papel e perto do final, chega a impressionar com a condição do seu personagem. O Charlie Heaton está bem, mas o seu personagem merecia ser mais desenvolvido. A Mia Goth tem aqui uma presença quase angelical, eu gostei da sua prestação, embora ache que a sua personagem merecia uma maior complexidade. O Kyle Soller tem aqui um personagem nulo, ele não serve para nada. E quem dá o show é Anya Taylor-Joy, esta talentosa actriz nunca desilude, ela tem aqui mais uma excelente prestação, a sua Allie é a personagem mais interessante do filme, ela tem uma presença forte em cena. Estamos perante um filme razoável que ainda nos faculta um final comovente e cheio de esperança na humanidade, pelo menos da parte delas. 

Les Affamés

Nome do Filme : “Les Affamés”
Titulo Inglês : “Ravenous”
Titulo Português : “Os Famintos”
Ano : 2017
Duração : 103 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : Robin Aubert
Produção : Stephanie Morissette
Elenco : Marc André Grondin, Monia Chokri, Charlotte St-Martin, Micheline Lanctot, Marie Ginette Guay, Brigitte Poupart, Edouard Tremblay Grenier, Luc Proulx, Didier Lucien, Robert Brouillette, Martin Heroux, Patrick Hivon.

História : Num mundo assolado por zombies, dois adultos e uma menina fazem de tudo para tentar sobreviver.

Comentário : Este filme canadiano venceu o Grande Prémio de Cinema Fantástico do Fantasporto 2018 e também o prémio de Melhor Realizador. Pessoalmente, achei-o apenas razoável, já vi alguns bem melhores dentro do género, assim à memória chegam-me obras como “Rec” ou “28 Days Later”. Ainda assim, estamos perante um excelente trabalho de direcção e podemos ainda contar com efeitos especiais práticos que chegam mesmo a funcionar melhor do que os tão famosos efeitos de encher o olho das grandes produções. Temos uma boa ambientação, existe aqui um clima de tensão quase sempre presente e para isso muito contribuiu a banda sonora que é forte. Por outro lado, os silêncios também funcionam muito bem, gerando uma onda de dúvida perante aquilo que está prestes a acontecer. Temos várias personagens, mas o foco centra-se basicamente em Bonin, Tania e Zoe : um homem novo, uma jovem rapariga e uma menina pequena, os três actores que os vivem possuem interpretações muito a cima da média para este tipo de filme. A relação que se estabelece entre os três também foi muito bem trabalhada e é operacional. Os secundários também estão muito bem. Os zombies estão bem conseguidos. O sangue parece real. Temos um personagem que funciona como espécie de alívio cómico que tem um destino espectacular. Certas coisas nunca chegam a ser explicadas, enquanto que outras têm uma explicação bem linear. Ainda assim, como filme de terror, ele funciona e isso é o mais importante. 

Le Fidèle

Nome do Filme : “Le Fidèle”
Titulo Inglês : “Racer And The Jailbird”
Titulo Português : “Fidelidade Sem Limite”
Ano : 2017
Duração : 130 minutos
Género : Crime/Drama
Realização : Michael R. Roskam
Produção : Pierre Ange Le Pogam/Bart Van Langendonck
Elenco : Matthias Schoenaerts, Adele Exarchopoulos, Nathalie Van Tongelen, Eric De Staercke, Jean Benoit Ugeux, Nabil Missoumi, Thomas Coumans, Fabien Magry, Kerem Can, Gianni La Rocca, Dimitry Loubry, Gael Maleux, Anaelle Potdevin.

História : Num circuito de corridas ilegais, Gigi, um homem com ligações ao submundo do crime, conhece Bibi, uma jovem condutora. A atracção entre ambos é instantânea. Com vidas tão distintas, eles sabem que aquela relação tem tudo para correr mal. Apesar disso, dão início a um relacionamento pelo qual lutarão com todas as suas forças, mesmo sabendo que essa decisão colocará em risco não apenas as suas vidas, mas também as dos que lhes são mais chegados.

Comentário : Cá está um filme que tinha tudo para dar certo, mas que não funcionou muito para mim. Vamos por partes, temos aspectos positivos e negativos. É um filme que está muito bem filmado e dirigido. Temos excelentes interpretações a cargo de Matthias Schoenaerts e de Adele Exarchopoulos. O personagem dele faz tudo errado o tempo todo, é impressionante como ele não faz uma coisa digna de louvar. Já ela, lamenta-se que tenha uma personagem estúpida, que fica com a vida estragada por causa dele. Aliás, a sua personagem é muito “maltratada” neste filme e isso incomoda. Outra coisa a lamentar é o facto que não existe química entre o casal protagonista, é impossível terem feito as audições e não terem percebido que os dois juntos não funcionavam. Já agora, deixem-me que vos diga que os produtores dos filmes da saga “Velocidade Furiosa” deviam ver este filme e tentar aprender alguma coisa, por muitos defeitos que este filme tenha, a história está perfeitamente articulada com as cenas de ação e com as corridas de carros. Eu gostei dos dois primeiros actos do filme, mas as coisas resvalam no terceiro acto e o filme segue um rumo que nada tem a ver com tudo contado até então, não se percebe o que aconteceu subitamente à protagonista e muito menos o destino dado à sua personagem. Percebe-se menos ainda porque motivo ele teve o destino que teve, visto que ela era a única pessoa com humanidade e inteligência do filme inteiro. Resta-nos assim rever o excelente “A Vida de Adele”, o filme onde a belíssima Adele Exarchopoulos possui a melhor prestação da sua carreira.

Star Wars : The Last Jedi

Nome do Filme : “Star Wars : The Last Jedi”
Titulo Original : “Star Wars : Episode VIII – The Last Jedi”
Titulo Inglês : “Star Wars : The Last Jedi”
Titulo Português : “Star Wars : Os Últimos Jedi”
Ano : 2017
Duração : 152 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Drama
Realização : Rian Johnson
Produção : J. J. Abrams
Elenco : Daisy Ridley, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Oscar Isaac, John Boyega, Andy Serkis, Laura Dern, Domhnall Gleeson, Gwendoline Christie, Kelly Marie Tran, Billie Lourd, Lupita Nyong'o, Anthony Daniels, Joonas Suotamo, Jimmy Vee, Frank Oz, Tim Rose, Tom Kane, Amanda Lawrence, Justin Theroux, Adrian Edmondson, Mark Lewis Jones, Veronica Ngo, Paul Kasey, Andrew Jack, Lily Cole, Warwick Davis, Benicio Del Toro.

História : Enquanto Rey inicia o seu treino com Luke Skywalker, a Primeira Ordem e a Resistência preparam-se para um último confronto.

Comentário (com spoilers) : Eu gostei bastante do episódio 7 e este episódio 8, apesar de ser diferente em alguns aspectos, também me fez gostar dele. Digamos que os dois filmes se completam na perfeição. Recuso fazer comparações com as duas anteriores trilogias e vou-me focar unicamente nestes dois últimos episódios, mais concretamente, neste “Os Últimos Jedi”. Quando há dois anos terminara o episódio 7, eu queria ver mais dele e agora J. J. Abrams deu-me aquilo que eu precisava naquela altura, uma conclusão para esta história, com a preciosa ajuda de Rian Johnson (Brick). Este último, com as devidas ajudas, fez um trabalho exímio neste oitavo episódio, temos assim uma excelente realização. Claro que ele alterou algumas coisas que já estavam estabelecidas sobre os Jedi, mas enfim. O filme segue com os seus passos vagarosos bem do jeito de Rian Johnson, tudo graças a um argumento muito bem escrito, embora alterando algumas coisas escritas por Abrams. Os efeitos especiais e sonoros são excelentes, originando batalhas espaciais espectaculares, aliás, todo o visual do filme é uma delícia para os nossos olhos. A banda sonora, sempre a cargo de John Williams, é perfeita e é um deleite para os nossos ouvidos. A criação de mundos e de ambientes é perfeita. Tudo parece real e palpável. Adorei todas as criaturas, com destaque máximo para os porgs e para as raposas de cristal.

Tal como já disse, este oitavo episódio mostra novas facetas da Força e ainda bem que eles inovaram nesse sentido, já estava um pouco cansado de ver sempre o mesmo. O filme tem muitas personagens e quase todas têm o seu tempo, quase todas. É um filme sobre os Skywalker, sobre a Rey e sobre a eterna luta entre o bem e o mal, neste caso, entre a Resistência e a Primeira Ordem. O filme divide-se principalmente entre o arco de Rey, Luke e Kylo Ren e o arco que mostra a luta da Primeira Ordem contra a Resistência, e os dois acabam por convergir muito bem. Claro que a minha personagem preferida desta história é a Rey, ela é a alma desta trilogia e neste oitavo episódio podemos vê-la a tornar-se num jedi, para isso ajudou a excelente prestação da linda Daisy Ridley. Mark Hamill está excelente como Luke Skywalker, ele possui um personagem detentor de uma carga dramática bem acentuada, ele foi marcado por um passado sofredor e exilou-se com os seus próprios pensamentos. Embora custe a acreditar que o Luke da trilogia antiga seja o mesmo Luke que faz o que faz nesta nova história. Rey, Luke e Kylo Ren são os personagens mais interessantes deste filme, os três funcionam tão bem quer juntos, quer em arcos separados, aliás, o próprio filme trabalha muito bem os dramas pessoais de cada um destes três intervenientes. Além disso, ver Rey aos comandos da nave de Han Solo é um prazer, finalmente temos uma protagonista feminina em Star Wars.

Gostei da ilha onde Luke está exilado que é onde fica situado o Templo Jedi e gostei ainda de saber mais sobre o local e sobre os jedi. Infelizmente, esperava uma história mais complexa e mais dramática envolvendo o passado de Luke com Kylo Ren, foi tudo muito superficial, repito, o Luke do passado não é o mesmo do actual, a maneira de ser e de agir não condizem. Fiquei satisfeito por Rey não ter nenhuma ligação aos Skywalker, ela é usuária da Força simplesmente porque sim, a última cena do filme, com aquele menino, prova nitidamente que qualquer um pode ser usuário da Força. Neste filme é finalmente dito quem são os pais da Rey, a origem da miúda é assim finalmente revelada, eles eram pessoas simples que renegaram a filha. Eu acho a Rey uma personagem linda e perfeita e a única coisa que eu critico é que ela passa os dois filmes com o cabelo apanhado, eu adoraria vê-la neste filme com o cabelo totalmente solto, mostrando assim toda a feminidade e beleza da rapariga enquanto personagem. Existe ainda uma cena envolvendo Luke, R2-D2 e um holograma que é uma das melhores coisas do filme.

Gostei de ter revisto Leia novamente, eu adoro esta personagem e ela aqui tem um papel marcante, tendo cenas em que mostra que também é uma forte usuária da Força, embora eu ache a cena do espaço muito ridícula. Leia possui ainda uma sequência de pequenas cenas com Luke e eu confesso que gostei de ter visto o final dado à sua personagem, foi louvável não usarem a morte da actriz para darem um fim trágico à sua personagem. Luke e Leia têm cenas muito bonitas e ternurentas em determinada altura do filme. Kylo Ren continua indeciso neste oitavo episódio, uma hora ele protege Rey, outra hora quer matá-la, mas nos minutos finais ele revela a sua verdadeira índole e transforma-se no vilão desumano que Luke havia previsto. Kylo Ren é ainda um personagem bem complexo, ele quer ocupar o seu lugar no espaço, ele quer destruir os jedi, os sith, enfim o passado e o antigo, ele pretende instaurar o novo.

Não gostei de Finn nem de Rose, eles têm demasiado tempo em cena, partilham cenas bem ridículas e algumas desnecessárias, eles podiam ter morrido durante o filme que nada se perdia. Podiam ter colocado um membro da resistência a fazer aqueles procedimentos de maneira séria e sem palhaçadas. A Phasma e o Hux são outros personagens bem problemáticos, também podiam ter morrido no episódio 7 que não se perdia nada. O filme peca também pelo humor em demasia, em algumas situações de tensão certos personagens soltam uma piada que corta o clima e quase estraga a cena. Os estúdios têm que perceber que piadas e humor em momentos de tensão e aflição não funcionam. E depois temos Benicio Del Toro, eu detestei vê-lo neste universo, foi um erro metê-lo ali, um actor desconhecido a fazer o que ele fez, de certeza que causaria um melhor efeito. O filme possui imagens muito bonitas e planos fantásticos, a fotografia é magistral, volto a dizer, as batalhas espaciais e a batalha terrestre são fenomenais, posso mesmo dizer que a nível técnico, o filme roça a perfeição. Tem imensos twists, a maior parte deles são surpreendentes.

Tal como no episódio 7, este oitavo capítulo também funciona como uma carinhosa homenagem à saga clássica. Ambos os filmes têm várias referências aos episódios 4, 5 e 6. Gostei de voltar a ver o Yoda clássico e também gostaria que o Obi-Wan Kennobi fizesse uma aparição. Aliás, eu adorei todas as cenas passadas entre Luke e Yoda neste filme, são momentos muito bonitos e nostálgicos. BB-8 continua aceitável e gostaria que Chewbacca, R2-D2 e C-3PO tivessem mais tempo de antena. Existe uma sequência longa e empolgante cheia de cenas espectaculares envolvendo Rey, Kylo Ren, Snoke e os soldados do líder maléfico que pode bem ser a melhor parte do filme inteiro. Eu adorei o modo como Snoke morre, que espectáculo, foi uma morte que já veio muito tarde, o gajo já podia ter morrido no episódio 7. Temos uma batalha final no planeta do sal que, apesar de curta, está espectacular. As lutas de sabres de luz estão espantosas. Eu adorei todo o combate final entre Luke e a Primeira Ordem, e com o próprio Kylo Ren em específico, aquilo que vemos é colossal e poderoso, o irmão de Leia prova daquele jeito que é um verdadeiro mestre Jedi e momentos depois na ilha, ele faz o mesmo procedimento que Obi-Wan Kennobi e Yoda fizeram para se unir à Força. Luke cumpriu assim a sua missão, tornando-se numa lenda para as crianças da galáxia, tal como as últimas cenas o mostram.

Achei patética toda aquela relação súbita de telepatia entre Rey e Kylo Ren, mas depois foi muito bem explicado o porquê daquilo ter acontecido. No final do filme, Rey transforma-se na heroína da saga enquanto que Kylo Ren vira o verdadeiro e único vilão da história. Algumas passagens podem ter outras interpretações, algumas filosóficas ou mesmo oníricas e alegóricas. Gostava de ter tido mais algumas respostas, mas tudo bem. J. J. Abrams vai realizar o episódio 9, que encerrará esta trilogia, se se ficassem por este episódio 8, as coisas ficariam bem, mas eles é que sabem. Cá ficarei à espera do capítulo que fechará a história de Rey, até porque a própria Daisy Ridley já confirmou que depois do episódio 9, não fará mais nada ligado a este universo, só prova que a miúda tem juizo. Mas eu gosto imenso deste oitavo capítulo, tal como gosto imenso do episódio 7, dois excelentes filmes que são uma carinhosa, sincera e bonita homenagem aos episódios 4, 5 e 6. Este oitavo e novo filme tem um final muito bonito que nos apresenta uma boa conclusão para a história iniciada no sétimo filme. Um último reparo, eu amo a Rey enquanto personagem, os grandes estúdios deviam apostar mais em protagonistas femininas e mesmo em personagens femininas fortes nos seus filmes.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Lady Bird

Nome do Filme : “Lady Bird”
Titulo Inglês : “Lady Bird”
Titulo Português : “Lady Bird”
Ano : 2017
Duração : 94 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Greta Gerwig
Produção : Evelyn O'Neill/Scott Rudin/Eli Bush
Elenco : Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Beanie Feldstein, Odeya Rush, Timothee Chalamet, Lucas Hedges, Jordan Rodrigues, Laura Marano, Lois Smith, Stephen Henderson, Marielle Scott, Bayne Gibby, Andy Buckley, Kathryn Newton, Marietta DePrima, Daniel Zovatto, Kristen Cloke, Jake McDorman, Sabrina Schloss.

História : Quase a terminar o liceu, Christine McPherson – ou Lady Bird, como prefere ser chamada – mal pode esperar por entrar na faculdade, de preferência bem longe de Sacramento, a cidade de onde nunca saiu. A mãe, uma enfermeira incansável que se desdobra em empregos para pagar as despesas familiares, acha a ideia absurda e despropositada. A relação entre mãe e filha entra assim em crise.

Comentário : Depois de ver este filme que funciona quase como uma auto-biografia da própria realizadora, confesso ter gostado bastante do que vi. É um filme simples e com uma história simples, mas poderoso no conteúdo e nas mensagens que pretende passar. Escrito e realizado por uma mulher (excelente Greta Gerwig), o filme fala da adolescência e da vontade que os jovens têm de abandonar a casa dos pais, a tão desejada “hora de voar para fora do ninho”, a obtenção da liberdade e da independência. Quase todos os jovens passam por isto, logo, a Lady Bird do titulo representa esses adolescentes que querem ser livres. Detentor de um argumento dado a detalhes, o filme está muito bem filmado e montado, a directora teve um cuidado especial na hora de criar a sua primeira obra enquanto realizadora. E se Greta Gerwig já deu provas de que é uma boa actriz, com “Lady Bird” provou também que é boa atrás da camara. Ao acompanharem o quotidiano de Lady Bird, a maioria dos adolescentes podem até se rever em algumas das suas atitudes e situações. É um pequeno filme independente que fala da vida, de nos tornarmos adultos, da tal passagem da noite.

Saoirse Ronan é a grande protagonista, mais uma vez esta excelente actriz tem aqui uma prestação memorável, para além de estar convincente no seu papel, é dela a melhor personagem do filme. Laurie Metcalf vai muito bem no papel de mãe da protagonista, aliás, isso vai de encontro ao outro assunto do filme que é a complicada e complexa relação entre pais e filhos, as duas actrizes exemplificam isso muito bem. O Timothee Chalamet manda bem no seu papel secundário, mas eu queria ter visto mais do seu personagem. Nunca gostei do actor Lucas Hedges, como tal, também não gostei da interpretação dele aqui, penso que ele não é um bom actor. O Tracy Letts está bastante aceitável como pai e amigo da protagonista. A Beanie Feldstein compõe aqui a melhor amiga da protagonista e o faz muito bem, é fácil simpatizarmos com ela. A Odeya Rush imprime muito bem vida, beleza e sensualidade à sua personagem, aliás, isso não é dificil pois são características naturais da jovem actriz, eu amei a sua Jenna. Por último, vale dizer que gostei imenso do personagem de Stephen Henderson, ele é simplesmente adorável. Gostei bastante deste filme, fez-me pensar no passado. 

domingo, 4 de março de 2018

Polina

Nome do Filme : “Polina, Danser Sa Vie”
Titulo Inglês : “Polina”
Titulo Português : “Polina”
Ano : 2016
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Valerie Muller/Angelin Preljocaj
Produção : Maxim Ajjawi/Gaelle Bayssiere/Didier Creste/Wim Goossens
Elenco : Juliette Binoche, Anastasia Shevtsova, Veronika Zhovnytska, Oriana Jimenez, Kseniya Kutepova, Aleksey Guskov, Niels Schneider, Miglen Mirtchev, Jeremie Belingard, Sergio Diaz, Gennadiy Fomin, Elef Zack, Hans Peter Dahl, Valentin Patry, Virginie Caussin, Jean Charles Dumay, Baptiste Coissieu, Lisa Le Meur, Thea Ratledge, Oxane Divaret, Liza Paturel.

História : Desde muito pequena que o objectivo de Polina é tornar-se primeira bailarina no reputado Teatro Bolshoi, em Moscovo. Mas ao crescer afasta-se desse caminho por causa da pressão que os pais depositam nela e por descobrir a dança contemporânea, acabando por se mudar para França para seguir um rumo muito diferente.

Comentário : Na noite passada, vi este filme francês que me agradou bastante. É um filme sobre dança e sobre como complicada se pode tornar a vida de alguém. Neste caso, seguimos a trajectória de uma jovem cuja vida segue um caminho diferente daquele que supostamente estava traçado para ela. De facto, a história é boa e segue-se com bastante interesse o evoluir da narrativa, bem como o desenrolar dos acontecimentos, ficamos sempre na expectativa daquilo que irá suceder a seguir. O filme é realizado a quatro mãos e embora alguns enquadramentos não sejam muito felizes, ainda assim, está tudo muito bem filmado. Sempre que a protagonista dançava, eu entrava numa espécie de transe e deixava-me levar pela beleza da jovem actriz, pela sensualidade dos seus movimentos e pela excelente forma como ela executava os seus números de dança contemporânea. Não sei se ela é mesmo bailarina na vida real, mas não me admirava nada se o fosse. Anastasia Shevtsova, é este o nome dessa linda jovem, e ela convenceu-me no seu papel, a miúda consegue passar na perfeição a imagem e a evolução da sua Polina. Juliette Binoche está mais uma vez excelente, mas eu já vi muito melhor da parte dela em outros registos. No elenco masculino, Aleksey Guskov, Niels Schneider e Jeremie Belingard vão bem, mas eu preferi o personagem do último. Aliás, este e a nossa protagonista são os responsáveis pelo excelente número de dança que encerra o filme que, diga-se de passagem, é a melhor sequência do filme inteiro. É um filme muito simples que nos encanta pela sua beleza e pelo profissionalismo e angelicalidade da linda Anastasia Shevtsova. 

Novitiate

Nome do Filme : “Novitiate”
Titulo Inglês : “Novitiate”
Titulo Português : “Noviciado”
Ano : 2017
Duração : 124 minutos
Género : Drama
Realização : Margaret Betts
Produção : Carole Peterman/Celine Rattray/Trudie Styler
Elenco : Melissa Leo, Liana Liberato, Margaret Qualley, Morgan Saylor, Dianna Agron, Julianne Nicholson, Eline Powell, Maddie Hasson, Ashley Bell, Rebecca Dayan, Chelsea Lopez, Lacy Hartselle, Chris Zylka, Denis O'Hare, Marco St. John, Marshall Chapman, Lisa Stewart, Adele Marie Pomerenke, Sasha Mason, Neva Swiney, Hannah Renee Jackson, Angela Fox, Rachel Mae Moore.

História : A jornada de uma adolescente que decide se tornar freira na década de 1960, numa altura em que a Igreja Católica estabelecia novas regras para a sua instituição.

Comentário : Confesso que há bastante tempo que eu andava para ver este filme. Não fiquei nada desiludido, pelo contrário, foi um filme que me deixou bastante satisfeito. A fita aborda não só a jornada de várias raparigas para se tornarem freiras com foco numa em específico, como também fala das inovações a que a Igreja Católica foi sujeita no decorrer da década de 1960. A realizadora conseguiu articular muito bem a ficção com a componente histórica e o resultado é um filme coeso e consistente, detentor de boas interpretações e que conseguiu o seu grande objectivo : mostrar algo que aconteceu da forma como aconteceu. Gostei da história e achei o argumento bastante aceitável. O filme mostra também como funcionava a mentalidade da maioria das pessoas daquela altura, principalmente das freiras superioras, aquelas que estavam muito enraizadas na religião e que não toleravam mudanças. Nesse aspecto, a excelente actriz Melissa Leo tem aqui a melhor prestação do longa, ela imprimiu à sua personagem, a rigidez e a altivez certas que o seu papel exigia. Existe uma sequência que a envolve a ela e a uma noviça que é bastante aflitiva, é quase uma tortura. Margaret Qualley, Liana Liberato e Morgan Saylor desempenham as três noviças principais e possuem interpretações bastante aceitáveis. Gostei muito de ver estas adolescentes vestidas de freiras, por acaso até lhes fica bem, embora eu prefira vê-las com roupas normais, claramente. No fundo, é um bom filme que funciona principalmente devido às prestações das miúdas e a uma realização feminina bastante competente. 


sexta-feira, 2 de março de 2018

On Body And Soul

Nome do Filme : “Testrol Es Lelekrol”
Titulo Inglês : “On Body And Soul”
Titulo Português : “Corpo e Alma”
Ano : 2017
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Ildiko Enyedi
Produção : Andras Muhi/Monica Mecs/Erno Mesterhazy
Elenco : Geza Morcsanyi, Alexandra Borbely, Ervin Nagy, Zoltan Schneider, Reka Tenki, Julia Nyako, Itala Bekes, Tamas Jordan, Zsuzsa Jaro, Eva Bata, Zsofi Bodi, Hanna Csata, Attila Fritz, Abel Galambos, Nora Rainer Micsinyei, Rozi Szekely.

História : Maria e Endre trabalham num matadouro em Budapeste. Ele é director financeiro; ela é inspectora de qualidade. São ambos pessoas tímidas e reservadas. Todas as noites eles têm o mesmo sonho : são um casal de cervos apaixonado que se encontra numa floresta coberta de neve. Ao descobrir que partilham a mesma fantasia, ficam perturbados mas tentam descobrir o motivo.

Comentário : Da Hungria, chega-nos este filme bastante peculiar que é um dos cinco candidatos ao óscar de melhor filme estrangeiro. E o filme é bom. A realizadora fez uma fita coesa onde nos apresenta duas pessoas bem invulgares, sendo que a personagem feminina é bem mais estranha do que a masculina, mas ambas são bem peculiares. Na realidade, a personagem feminina principal assemelha-se quase a uma alienígena, devido ao seu comportamento estranho que se mantém durante quase todo o filme. No entanto, eu gostei bastante da sua personagem e Alexandra Borbely, a actriz que lhe dá corpo, teve não só a melhor prestação do longa como também tem uma presença muito forte. Já Geza Morcsanyi tem aqui uma interpretação bem contida, ainda que seja o melhor desempenho masculino de todo o elenco. E eu tenho que confessar que gostei bastante da personagem da actriz Reka Tenki, é alguém que trouxe vigor e sensualidade à narrativa. O filme possui duas situações bem gráficas e eu talvez não o aconselharia a pessoas sensíveis, embora tenha também que dizer que, dessas duas situações, numa delas existe uma cena que é totalmente desnecessária e que não acrescenta nada ao que está a ser contado. Uma das cenas de sexo não foi filmada da melhor maneira, apesar de nos dar uma excelente perspectiva da mulher envolvida. As cenas que decorrem na floresta coberta de neve e que envolvem o casal de cervos estão verdadeiramente deslumbrantes e são uma delícia para os olhos. Gostei da canção que Maria escolheu para ser o seu tema. Por último, tenho que dizer que não gostei muito do final dado às personagens de Maria e Endre.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mom And Dad

Nome do Filme : “Mom And Dad”
Titulo Inglês : “Mom And Dad”
Ano : 2017
Duração : 86 minutos
Género : Terror/Thriller/Suspense
Realização : Brian Taylor
Produção : Tim Zajaros/Christopher Lemole
Elenco : Nicolas Cage, Selma Blair, Anne Winters, Zackary Arthur, Olivia Crocicchia, Robert Cunningham, Lance Henriksen, Marilyn Dodds Frank, Samantha Lemole, Rachel Melvin, Bobby Richards, Sharon Gee, Edwin Lee Gibson, Brionne Davis, Mehmet Oz, Grant Morrison, Joseph Reitman, Adin Alexa Steckler, Jennifer Roopenian, Sheri Carbone, Angela Weathers, Cassidy Slaughter Mason.

História : Carly e Josh são dois irmãos que vivem com os pais num bairro calmo. Um dia, todos os pais e mães têm um surto e enlouquecem, tendo como único objectivo : matar seus filhos. Agora, Carly e Josh têm que lutar pela sobrevivência a todo o custo.

Comentário : No campo da sétima arte, a vida do actor Nicolas Cage anda pelas ruas da amargura e ainda não é com este filme que ele dá a volta por cima e regressa à boa forma cinéfila. Vi este pequeno filme de terror na semana passada e confesso que esperava bem mais dele, ainda assim não chegou para ter sido uma desilusão. O filme até tem uma premissa interessante : imaginem que um dia, por qualquer motivo, os homens e as mulheres que são pais e mães, enlouqueciam e passavam a querer assassinar os seus próprios filhos, assim, sem mais nem menos e de uma hora para a outra. Pois é, é isso que vemos neste filme quase independente, onde Nicolas Cage e Selma Blair desempenham os pais de uma adolescente muito bonita e sensual e de um menino bem pacífico. O realizador trabalha bem as componentes de terror e thriller e o resultado é algo bem consistente no que ao desenrolar da ação diz respeito. Infelizmente, temos mais do mesmo, onde abundam os clichés próprios do género e algumas situações bem previsíveis, para além de existirem umas poucas cenas que mereciam uma melhor explicação. Ainda assim, Nicolas Cage está minimamente aceitável, embora se tivesse notado que o actor podia ter dado mais de si e que não tivesse sido tão caricato. A Selma Blair está razoável, ela entrega bem o papel de uma mãe afectada por algo que é superior a ela. E Anne Winters possui a melhor prestação e presença do filme, quando a sua Carly passa a ser a protectora do irmão, então temos mesmo a melhor e mais interessante personagem da fita. Um filme que funciona basicamente pelos seus momentos de tensão e pela presença de Anne Winters.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

The Shape Of Water

Nome do Filme : “The Shape Of Water”
Titulo Inglês : “The Shape Of Water”
Titulo Português : “A Forma da Água”
Ano : 2017
Duração : 123 minutos
Género : Drama/Aventura/Romance/Thriller
Realização : Guillermo Del Toro
Produção : Guillermo Del Toro
Elenco : Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg, Doug Jones, David Hewlett, Nick Searcy, Nigel Bennett, Stewart Arnott, Martin Roach, Lauren Lee Smith, Madison Ferguson, Jayden Greig, Allegra Fulton, John Kapelos, Morgan Kelly, Deney Forrest, Brandon McKnight.

História : No início da década de 1960, Elisa Esposito é uma mulher muda que trabalha como empregada de limpeza num laboratório de segurança máxima em Baltimore, nos Estados Unidos. A sua vida altera-se quando ali chega um humanóide anfíbio capturado nas águas da Amazónia que é mantido em cativeiro e usado em vários testes laboratoriais. Com o passar do tempo, Elisa começa a afeiçoar-se a ele e entre os dois surge o amor.

Comentário : Este filme é o exemplo claro de quando nós depositamos uma enorme expectativa em algo, para depois chegarmos à conclusão que as coisas afinal não eram assim tão grandiosas. Se eu dissesse que fiquei desiludido com este filme, estava a mentir. Eu gostei bastante do que vi, o novo filme de Guillermo Del Toro é um romance em fórmula de fábula. O filme possui uma exímia fotografia dominada pelo azul e pelo verde, onde o director faz um excelente uso das cores para ajudar a contar e a mostrar a sua história. Apesar da banda sonora ser boa, o filme tem um número musical que eu não gostei. O realizador destaca as minorias, onde os personagens principais são quase todos vítimas de discriminação. A protagonista é olhada de lado por ser muda e mulher da limpeza; o vizinho dela é rejeitado por ser homossexual; a colega de trabalho é vista como inferior por ser negra e a criatura é tratada como uma coisa porque é diferente de tudo aquilo que o olho humano já vira. Estes quatro personagens funcionam assim como uma espécie de personagem único que representa por si só a discriminação.

Apesar de a nível técnico o filme estar impecável, os efeitos especiais estão apenas aceitáveis, eles nunca deslumbram. A Sally Hawkins tem a melhor prestação do filme, ela diz muito e transmite imensas emoções só com o rosto e as mãos, tudo sem nunca pronunciar uma única palavra. O Michael Shannon vai bem no seu papel de nojento odioso, ele é a representação do homem enquanto ser masculino, ele é o verdadeiro monstro do filme. Não gostei da personagem da Octavia Spencer, aqui é ela novamente no mesmo papel de sempre. O Doug Jones está perfeito no papel da criatura, está bastante credível. O filme tem muitos clichés, muita coisa é previsível aqui, algumas situações não fazem muito sentido e umas poucas eram desnecessárias. É um filme muito violento, mas essa violência é aqui necessária para mostrar que o homem é cruel por natureza, que o homem não respeita aquilo que é diferente e muitas das vezes prefere destruir, explorar e tirar proveito em vez de compreender e aceitar. O filme possui referências a outras obras do realizador e funciona ainda como uma bonita homenagem à sétima arte. É um bom filme e eu gostei dele, mas tenho que confessar que estão a atribuir-lhe demasiado valor e ênfase.