Nome
do Filme : “Star Wars : The Last Jedi”
Titulo
Original : “Star Wars : Episode VIII – The Last Jedi”
Titulo
Inglês : “Star Wars : The Last Jedi”
Titulo
Português : “Star Wars : Os Últimos Jedi”
Ano
: 2017
Duração
: 152 minutos
Género
: Aventura/Ficção-Científica/Drama
Realização
: Rian Johnson
Produção
: J. J. Abrams
Elenco
: Daisy Ridley, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Oscar Isaac,
John Boyega, Andy Serkis, Laura Dern, Domhnall Gleeson, Gwendoline
Christie, Kelly Marie Tran, Billie Lourd, Lupita Nyong'o, Anthony
Daniels, Joonas Suotamo, Jimmy Vee, Frank Oz, Tim Rose, Tom Kane,
Amanda Lawrence, Justin Theroux, Adrian Edmondson, Mark Lewis Jones,
Veronica Ngo, Paul Kasey, Andrew Jack, Lily Cole, Warwick Davis,
Benicio Del Toro.
História
: Enquanto Rey inicia o seu treino com Luke Skywalker, a Primeira
Ordem e a Resistência preparam-se para um último confronto.
Comentário
(com spoilers) : Eu gostei bastante do episódio 7 e este episódio
8, apesar de ser diferente em alguns aspectos, também me fez gostar
dele. Digamos que os dois filmes se completam na perfeição. Recuso
fazer comparações com as duas anteriores trilogias e vou-me focar
unicamente nestes dois últimos episódios, mais concretamente, neste
“Os Últimos Jedi”. Quando há dois anos terminara o episódio 7,
eu queria ver mais dele e agora J. J. Abrams deu-me aquilo que eu
precisava naquela altura, uma conclusão para esta história, com a
preciosa ajuda de Rian Johnson (Brick). Este último, com as devidas
ajudas, fez um trabalho exímio neste oitavo episódio, temos assim
uma excelente realização. Claro que ele alterou algumas coisas que
já estavam estabelecidas sobre os Jedi, mas enfim. O filme segue com
os seus passos vagarosos bem do jeito de Rian Johnson, tudo graças a
um argumento muito bem escrito, embora alterando algumas coisas
escritas por Abrams. Os efeitos especiais e sonoros são excelentes,
originando batalhas espaciais espectaculares, aliás, todo o visual
do filme é uma delícia para os nossos olhos. A banda sonora, sempre
a cargo de John Williams, é perfeita e é um deleite para os nossos
ouvidos. A criação de mundos e de ambientes é perfeita. Tudo
parece real e palpável. Adorei todas as criaturas, com destaque
máximo para os porgs e para as raposas de cristal.
Tal
como já disse, este oitavo episódio mostra novas facetas da Força
e ainda bem que eles inovaram nesse sentido, já estava um pouco
cansado de ver sempre o mesmo. O filme tem muitas personagens e quase
todas têm o seu tempo, quase todas. É um filme sobre os Skywalker,
sobre a Rey e sobre a eterna luta entre o bem e o mal, neste caso,
entre a Resistência e a Primeira Ordem. O filme divide-se
principalmente entre o arco de Rey, Luke e Kylo Ren e o arco que
mostra a luta da Primeira Ordem contra a Resistência, e os dois
acabam por convergir muito bem. Claro que a minha personagem
preferida desta história é a Rey, ela é a alma desta trilogia e
neste oitavo episódio podemos vê-la a tornar-se num jedi, para isso
ajudou a excelente prestação da linda Daisy Ridley. Mark Hamill
está excelente como Luke Skywalker, ele possui um personagem
detentor de uma carga dramática bem acentuada, ele foi marcado por
um passado sofredor e exilou-se com os seus próprios pensamentos.
Embora custe a acreditar que o Luke da trilogia antiga seja o mesmo
Luke que faz o que faz nesta nova história. Rey, Luke e Kylo Ren são
os personagens mais interessantes deste filme, os três funcionam tão
bem quer juntos, quer em arcos separados, aliás, o próprio filme
trabalha muito bem os dramas pessoais de cada um destes três
intervenientes. Além disso, ver Rey aos comandos da nave de Han Solo
é um prazer, finalmente temos uma protagonista feminina em Star
Wars.
Gostei
da ilha onde Luke está exilado que é onde fica situado o Templo
Jedi e gostei ainda de saber mais sobre o local e sobre os jedi.
Infelizmente, esperava uma história mais complexa e mais dramática
envolvendo o passado de Luke com Kylo Ren, foi tudo muito
superficial, repito, o Luke do passado não é o mesmo do actual, a
maneira de ser e de agir não condizem. Fiquei satisfeito por Rey não
ter nenhuma ligação aos Skywalker, ela é usuária da Força
simplesmente porque sim, a última cena do filme, com aquele menino,
prova nitidamente que qualquer um pode ser usuário da Força. Neste
filme é finalmente dito quem são os pais da Rey, a origem da miúda
é assim finalmente revelada, eles eram pessoas simples que renegaram
a filha. Eu acho a Rey uma personagem linda e perfeita e a única
coisa que eu critico é que ela passa os dois filmes com o cabelo
apanhado, eu adoraria vê-la neste filme com o cabelo totalmente
solto, mostrando assim toda a feminidade e beleza da rapariga
enquanto personagem. Existe ainda uma cena envolvendo Luke, R2-D2 e
um holograma que é uma das melhores coisas do filme.
Gostei
de ter revisto Leia novamente, eu adoro esta personagem e ela aqui
tem um papel marcante, tendo cenas em que mostra que também é uma
forte usuária da Força, embora eu ache a cena do espaço muito
ridícula. Leia possui ainda uma sequência de pequenas cenas com
Luke e eu confesso que gostei de ter visto o final dado à sua
personagem, foi louvável não usarem a morte da actriz para darem um
fim trágico à sua personagem. Luke e Leia têm cenas muito bonitas
e ternurentas em determinada altura do filme. Kylo Ren continua
indeciso neste oitavo episódio, uma hora ele protege Rey, outra hora
quer matá-la, mas nos minutos finais ele revela a sua verdadeira
índole e transforma-se no vilão desumano que Luke havia previsto.
Kylo Ren é ainda um personagem bem complexo, ele quer ocupar o seu
lugar no espaço, ele quer destruir os jedi, os sith, enfim o passado
e o antigo, ele pretende instaurar o novo.
Não
gostei de Finn nem de Rose, eles têm demasiado tempo em cena,
partilham cenas bem ridículas e algumas desnecessárias, eles podiam
ter morrido durante o filme que nada se perdia. Podiam ter colocado
um membro da resistência a fazer aqueles procedimentos de maneira
séria e sem palhaçadas. A Phasma e o Hux são outros personagens
bem problemáticos, também podiam ter morrido no episódio 7 que não
se perdia nada. O filme peca também pelo humor em demasia, em
algumas situações de tensão certos personagens soltam uma piada
que corta o clima e quase estraga a cena. Os estúdios têm que
perceber que piadas e humor em momentos de tensão e aflição não
funcionam. E depois temos Benicio Del Toro, eu detestei vê-lo neste
universo, foi um erro metê-lo ali, um actor desconhecido a fazer o
que ele fez, de certeza que causaria um melhor efeito. O filme possui
imagens muito bonitas e planos fantásticos, a fotografia é
magistral, volto a dizer, as batalhas espaciais e a batalha terrestre
são fenomenais, posso mesmo dizer que a nível técnico, o filme
roça a perfeição. Tem imensos twists, a maior parte deles são
surpreendentes.
Tal
como no episódio 7, este oitavo capítulo também funciona como uma
carinhosa homenagem à saga clássica. Ambos os filmes têm várias
referências aos episódios 4, 5 e 6. Gostei de voltar a ver o Yoda
clássico e também gostaria que o Obi-Wan Kennobi fizesse uma
aparição. Aliás, eu adorei todas as cenas passadas entre Luke e
Yoda neste filme, são momentos muito bonitos e nostálgicos. BB-8
continua aceitável e gostaria que Chewbacca, R2-D2 e C-3PO tivessem
mais tempo de antena. Existe uma sequência longa e empolgante cheia
de cenas espectaculares envolvendo Rey, Kylo Ren, Snoke e os soldados
do líder maléfico que pode bem ser a melhor parte do filme inteiro.
Eu adorei o modo como Snoke morre, que espectáculo, foi uma morte
que já veio muito tarde, o gajo já podia ter morrido no episódio
7. Temos uma batalha final no planeta do sal que, apesar de curta,
está espectacular. As lutas de sabres de luz estão espantosas. Eu
adorei todo o combate final entre Luke e a Primeira Ordem, e com o
próprio Kylo Ren em específico, aquilo que vemos é colossal e
poderoso, o irmão de Leia prova daquele jeito que é um verdadeiro
mestre Jedi e momentos depois na ilha, ele faz o mesmo procedimento
que Obi-Wan Kennobi e Yoda fizeram para se unir à Força. Luke
cumpriu assim a sua missão, tornando-se numa lenda para as crianças
da galáxia, tal como as últimas cenas o mostram.
Achei
patética toda aquela relação súbita de telepatia entre Rey e Kylo
Ren, mas depois foi muito bem explicado o porquê daquilo ter
acontecido. No final do filme, Rey transforma-se na heroína da saga
enquanto que Kylo Ren vira o verdadeiro e único vilão da história.
Algumas passagens podem ter outras interpretações, algumas
filosóficas ou mesmo oníricas e alegóricas. Gostava de ter tido
mais algumas respostas, mas tudo bem. J. J. Abrams vai realizar o
episódio 9, que encerrará esta trilogia, se se ficassem por este
episódio 8, as coisas ficariam bem, mas eles é que sabem. Cá
ficarei à espera do capítulo que fechará a história de Rey, até
porque a própria Daisy Ridley já confirmou que depois do episódio
9, não fará mais nada ligado a este universo, só prova que a miúda
tem juizo. Mas eu gosto imenso deste oitavo capítulo, tal como gosto
imenso do episódio 7, dois excelentes filmes que são uma carinhosa,
sincera e bonita homenagem aos episódios 4, 5 e 6. Este oitavo e
novo filme tem um final muito bonito que nos apresenta uma boa
conclusão para a história iniciada no sétimo filme. Um último
reparo, eu amo a Rey enquanto personagem, os grandes estúdios deviam
apostar mais em protagonistas femininas e mesmo em personagens
femininas fortes nos seus filmes.






































