Nome
do Filme : “Une Vie”
Titulo
Inglês : “A Woman's Life”
Titulo
Português : “A Vida de Uma Mulher”
Ano
: 2016
Duração
: 119 minutos
Género
: Drama
Realização
: Stephane Brize
Produção
: Milena Poylo/Gilles Sacuto
Elenco
: Judith Chemla, Jean Pierre Darroussin, Yolande Moreau, Nina
Meurisse, Swann Arlaud, Olivier Perrier, Clotilde Hesme, Alain
Beigel, Finnegan Oldfield, Lucette Beudin, Jerome Lanne, Melie
Deneuve, Lise Lametrie, Sarah Durand, Henri Hucheloup, Remi Bontemps,
Martin de Mondaye, Jean François Jonval.
História
: Jeanne, uma jovem mulher, regressa a casa dos pais após concluir
os estudos num convento. Com uma existência limitada à vida em
clausura e a cabeça cheia de sonhos, ela tem uma visão pueril e
romanceada sobre as relações humanas. Nada preparada para a vida
adulta, aceita casar-se com Julien de Lamare, por quem se apaixona e
com quem espera viver uma grande história de amor. Contudo, após o
casamento, ele revela-se distante, avarento, machista e infiel.
Comentário
: O título desta obra é exactamente aquilo que o filme mostra ao
longo de quase duas horas, ele conta a história de uma mulher desde
o momento em que ela regressa a casa e fica noiva até, décadas
depois, quando ela acaba na falência, sozinha e com a neta nos
braços. Não vou mentir, é um filme muito triste e deprimente, em
tirando os primeiros cerca de quinze minutos, a nossa protagonista
passa o resto do filme sempre em sofrimento, devido às constantes
desilusões que vai tendo. A nível visual, é tudo muito bonito, a
ação do filme decorre totalmente no campo e isso permite-nos ter
cenas muito belas. No entanto, os interiores também são muito bem
filmados. Existe uma sequência que decorre à noite que está muito
mal conseguida. Além disso, nota-se perfeitamente que é uma fita de
baixo orçamento.
Trata-se
de um filme de época e a realização realça muito bem a maneira de
agir das pessoas daquele tempo, bem como a forma deles verem as
coisas, quase nada é deixado ao acaso aqui. As cenas em que a
protagonista está triste e deprimida são cruzadas com imagens de
alturas do passado em que ela foi feliz. A Judith Chemla está muito
bem neste filme, além de possuir a melhor prestação do longa, a
actriz consegue transmitir na perfeição o peso do sofrimento que
ela acumulou ao longo de décadas, ela é uma mulher profundamente
marcada pelo desgosto e pelas amarguras. O actor que desempenha o
marido dela passa na perfeição a imagem da maioria dos homens
casados daquela época, em que ao principio corre tudo muito bem, mas
a partir de certa altura, transformam as vidas das esposas num
verdadeiro inferno. Yolande Moreau e Nina Meurisse dão excelentes
personagens secundárias, elas são um bom apoio à protagonista. No
fundo, é um bom filme de época.









































