Nome
do Filme : “Molly's Game”
Titulo
Inglês : “Molly's Game”
Titulo
Português : “Jogo da Alta-Roda”
Ano
: 2017
Duração
: 140 minutos
Género
: Biográfico/Crime/Drama
Realização
: Aaron Sorkin
Produção
: Amy Pascal/Matt Jackson/Mark Gordon
Elenco
: Jessica Chastain, Kevin Costner, Idris Elba, Jeremy Strong, Michael
Cera, Chris O'Dowd, J. C. Mackenzie, Bill Camp, Graham Greene, Brian
d'Arcy James, Justin Kirk, Angela Gots, Natalie Krill, Stephanie
Herfield, Madison McKinley, Claire Rankin, Whitney Peak, Khalid
Klein, Matthew Matteo, Jacob Blair, Chris Boyle, Duane Murray, Jeff
Kassel, Jason Weinberg, Rachel Skarsten, Moti Yona, Piper Howell,
Samantha Isler.
História
: No início dos anos 2000, Molly Bloom gere, entre Los Angeles e
Nova Iorque, um importante jogo de póquer com apostas altas, em que
participa um grupo altamente exclusivo de celebridades de Hollywood,
do mundo do desporto, dos negócios e até da máfia russa. Quase dez
anos depois, é apanhada pelo FBI e tenta defender-se.
Comentário
: Aqui está um filme que, quando eu comecei a vê-lo, não dava
nada por ele, mas com a continuação e apesar de lá pelo meio as
coisas terem ficado chatas, acabei por gostar do que vi e não me
arrependo nada de o ter visto. Trata-se de um filme biográfico, logo
aí, Aaron Sorkin teve de ter cuidado para não passar para a tela
nenhuma informação que comprometesse os visados. De facto, este
estreante realizador saiu-se muito bem neste seu primeiro trabalho,
escolhendo a história real de uma mulher extremamente inteligente
que fugiu do caminho que era suposto trilhar e tomou uma direção
que podia até conduzi-la à morte, afinal ela andava envolvida com
peixe graúdo, gente criminosa ao mais alto nível. Gostei muito de
ter ficado a saber desta história. Tal como disse, o filme é chato
em algumas partes, por exemplo, nas sequências em que eles estão a
jogar, mas tudo é devidamente compensado com os poderosos diálogos
dos dois personagens principais, com a melhor sequência da fita a
envolver uma conversa comovente e poderosa entre pai e filha que nos
deixa boquiabertos.
A
Jessica Chastain está perfeita neste filme, a sua personagem é
complexa, inteligente e cativante, apesar do que ela faz ser
condenável, nós acabamos por estar sempre do seu lado e isso
deve-se também ao carisma da actriz. O Idris Elba tem aqui
possivelmente a personagem em que eu mais gostei de vê-lo, é da
boca dele que saem os melhores diálogos proferidos nesta fita, já
para não falar que o actor tem uma forte presença no ecrã, para
além de ser dele um discurso com dois investigadores que me deixou
sem fôlego. E a química entre Chastain e Elba funciona na
perfeição, os dois foram as escolhas perfeitas para estes papéis.
Kevin Costner tem aqui uma presença muito paternal, ele desempenha o
pai da protagonista, ele não é só um excelente actor como também
é um verdadeiro senhor, dá prazer vê-lo a representar. A jovem
Samantha Isler, que representa a adolescência da protagonista, tem
uma sequência que envolve um interrogatório feito pelo pai, cujos
conteúdos das respostas face às perguntas coincidem com aquilo que
ela viveu na fase adulta e com aquilo que ela é, é de arrepiar. No
fundo, trata-se de um filme muito bem conseguido e cuja história e respectivo desfecho nos
deixa a pensar.











































