Nome
do Filme : “Darkest Hour”
Titulo
Inglês : “Darkest Hour”
Titulo
Português : “A Hora Mais Negra”
Ano
: 2017
Duração
: 125 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Histórico
Realização
: Joe Wright
Produção
: Lisa Bruce/Eric Fellner/Anthony McCarten/Douglas Urbanski
Elenco
: Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Lily James,
David Strathairn, Ronald Pickup, Stephen Dillane, Nicholas Jones,
Samuel West, David Schofield, Richard Lumsden, Malcolm Storry, Hilton
McRae, Benjamin Whitrow, Joe Armstrong, Adrian Rawlins, David Bamber,
Paul Leonard, Eric MacLennan, Philip Martin Brown, Demetri Goritsas,
Mary Antony, Bethany Muir, Anna Burnett, Jeremy Child, Brian
Pettifer, Hannah Steele, Nia Gwynne, James Eeles, Richard Glover, Tom
Ashley, Faye Marsay, Imogen King, Bronte Carmichael.
História
: No ano de 1940, a Europa atravessa um período negro, com a
Alemanha nazi a ganhar território e poder sobre as forças aliadas.
Winston Churchill é um estadista brilhante que, a 10 de Maio desse
mesmo ano, se vê nomeado de urgência para o cargo de
primeiro-ministro britânico. Poucos dias depois da tomada de posse,
depara-se com a maior e mais difícil decisão da sua vida : aceitar
um tratado de paz com a Alemanha, submetendo-se às suas ordens; ou
declarar guerra ao inimigo, lutando pela liberdade e independência
do seu povo.
Comentário
: Claramente que não podia deixar passar este novo filme de Joe
Wright, um director muito dado a filmes de época, com alguns bons
registos na sua ficha, mas com fracassos também. O que Joe Wright
nos propõe com este seu novo trabalho é analisarmos a pessoa de
Winston Churchill e aquilo que ele fez pela Inglaterra naquela época.
Pessoalmente, não conheço quase nada do homem retratado neste filme
e por isso não posso fazer comparações, apenas posso constatar que
Gary Oldman está irreconhecível no papel daquele primeiro-ministro
e teve uma das melhores prestações da sua carreira. Eu gosto do
actor, ele é um verdadeiro senhor e ficou muito bem neste papel.
Nota também positiva para a fantástica recriação de época, a
esse nível está convincente. O filme funciona muito bem igualmente
a nível técnico, com uma cuidada fotografia, veja-se a excelente
cena em que o protagonista acende um fósforo no seu quarto escuro,
logo no início do filme. Toda a produção está de parabéns,
nota-se que houve um cuidado extremo nos detalhes, com todos os
artefactos de época, mobílias, guarda-roupa e veículos, tudo
perfeito e a condizer. O realizador passou bem a mensagem de que
Winston Churchill nunca se curvou perante os alemães e sempre
defendeu a liberdade do seu povo. Gary Oldman possui a melhor
interpretação do filme e aqui vale dizer que o actor carrega o
filme nos ombros com muita elegância. Kristin Scott Thomas e Lily
James tentaram o que puderam, mas infelizmente, foram totalmente
abafadas pelo elenco masculino, que obviamente domina nesse campo. A
cena do metro consegue ser em simultâneo a mais ridícula e absurda
do filme e também a mais bonita e cheia de significado. Confesso ter
gostado deste filme, embora tenha ficado, no decorrer da projeção,
ligeiramente cansado de o assistir, prefiro claramente o seu primo
próximo : “Dunkirk” de Christopher Nolan.













































