Nome
do Filme : “Last Flag Flying”
Titulo
Inglês : “Last Flag Flying”
Titulo
Português : “Derradeira Viagem”
Ano
: 2017
Duração
: 126 minutos
Género
: Drama/Histórico
Realização
: Richard Linklater
Produção
: Richard Linklater
Elenco
: Bryan Cranston, Laurence Fishburne, Steve Carell, Tammy Tsai, J.
Quinton Johnson, Deanna Reed Foster, Yul Vazquez, Graham Wolfe, Jeff
Monahan, Dontez James, Richard Barlow, Cathy O'Dell, Richard
Robichaux, Jerry Lee Tucker, Cicely Tyson.
História
: Doc visita Sal, um ex-colega dos tempos em que esteve na Marinha.
No dia seguinte, os dois vão procurar o pastor Richard, companheiro
de ambos no Vietname. Ao conversarem sobre as suas vidas, Doc
explica-lhes a razão do seu súbito reaparecimento : a mulher
faleceu recentemente e ele precisa que o acompanhem ao funeral de
Larry, o seu único filho, que foi morto no Iraque. Juntos, os três
amigos vão fazer uma longa viagem que vai expor feridas que há
muito julgavam saradas.
Comentário
: É verdade que o realizador Richard Linklater já nos deu muito
melhor, por exemplo, a trilogia “Before” ou o excelente
“Boyhood”, que são quatro dos meus filmes preferidos. Mas
qualquer bom realizador tem os seus altos e baixos e este seu novo
trabalho não é dos seus melhores registos. O grande destaque deste
filme vai totalmente para o trio de actores protagonista, cada um à
sua maneira, fizeram um excelente trabalho de representação. Bryan
Cranston foi o que teve o personagem mais interessante do trio,
portador de mais uma boa interpretação, o actor provou que ainda
tem algo para dar e convenceu no seu papel de veterano de guerra.
Laurence Fishburne tem aqui o personagem menos interessante do trio,
mas e apesar disso, eu gostei bastante do seu reverendo e o actor foi
responsável por tiradas muito boas da parte do seu personagem. Steve
Carell não tem a melhor personagem, mas é seguramente o mais
complexo dos três, o seu drama é mais intenso e pesado, apesar de
ser um actor mais virado para as comédias, Carell tem aqui um dos
seus personagens mais consistentes.
Em
tirando a componente interpretativa à qual se aliam alguns poderosos
diálogos, o filme não tem mais nada a nos oferecer, sendo mais uma
fita que serve para enaltecer o ego americano e a suposta bravura e
bondade dos soldados seja no Vietname, no Iraque ou em qualquer outra
parte do mundo. Infelizmente, trata-se de mais um filme feito por
americanos que tenta passar a mensagem que os seus soldados vão
sempre nas missões para praticar o bem nos países onde estão
destacados, quando na realidade e na maior parte dos casos e à parte
dos médicos, eles só vão para lá, tendo actos duvidosos e com a
suposta superioridade face aos povos desses países; às ordens dos
grandes interesses superiores e na maior parte dos casos, para morrer
em combate ou para regressar a casa traumatizados de guerra e
estragando as vidas aos que cá estão, tudo a troco de nada. Se por
um lado temos uma excelente sequência entre os três que decorre num
comboio, por outro lado e no mesmo veículo, temos igualmente as
piores cenas do longa resultantes de conversas machistas. O filme é
fraco, mas não culpemos o realizador por isso.












































