Nome
do Filme : “Everything Beautiful Is Far Away”
Titulo
Inglês : “Everything Beautiful Is Far Away”
Ano
: 2017
Duração
: 91 minutos
Género
: Drama/Ficção-Científica
Realização
: Pete Ohs/Andrea Sisson
Produção
: Pete Ohs/Andrea Sisson
Elenco
: Joseph Cross, Julia Garner, C. S. Lee, Jillian Mayer (voice).
História
: Num futuro distópico, um homem chamado Lernert atravessa o deserto
em busca de recursos, carregando consigo os mantimentos de que
precisa para sobreviver e uma cabeça de um robôt que lhe é muito
útil. Um dia, ele encontra uma jovem chamada Rola e isso marca o
início de uma grande amizade.
Comentário
: Este filme é uma obra muito independente e muito diferente daquilo
que estamos acostumados a ver em fitas sobre mundos distópicos, já
que não tem tiros, explosões e efeitos especiais. É antes, uma
obra muito contida e firme nos seus propósitos. Filmado de forma
quase amadora, este filme tem apenas três personagens e uma voz
activa, que é pertencente ao robôt, a única companhia e ajuda do
protagonista masculino. No início, o filme parece ser muito
estranho, a mim particularmente foi essa a sensação que me causou,
mas depois ganhamos empatia com o que vemos diante da tela e
desejamos ver mais. É uma história muito simples, não esperem
grandes acontecimentos à volta destes três personagens, quase
quatro, aliás, o terceiro elemento do elenco só aparece por cerca
de dois ou três minutos, eu quase me arriscaria a dizer que ele não
acrescenta nada ao longa.
O
filme centra-se basicamente em Lernert e Rola, enquanto personagens
principais e físicos, tendo o tal tobôt como espécie de auxiliar
de ambos. O filme bebe muito da fonte do novo “Mad Max”, ou seja,
é a prova que não precisa de grandes cenários aparatosos para
causar impacto, no caso destes dois filmes, basta-nos o deserto, que
funciona muito bem como cenário único e palco para a ação de
desenrolar. Também não são para aqui chamados grandes efeitos
especiais. Se o recente filme de George Miller recorreu ao máximo a
efeitos práticos, este então leva isso ao extremo. Joseph Cross tem
uma interpretação solene e razoável, é fácil nós ganharmos
gosto por ele e prazer em seguir a sua jornada. Por seu lado, Julia
Garner manda muito bem também, aliás, os dois juntos e o
relacionamento que se estabelece entre eles é a grande mais valia do
filme. A banda sonora é esquizofrénica, eu preferia que fosse um
filme sem música, só com os sons do que se passa, isso seria o
ideal. Por último, tenho que dizer que adorei o robôt. É um filme
que vive de momentos, onde o amor que Rola passa a sentir por Lernert
é a cereja no topo do bolo.














































