Nome
do Filme : “Lucky”
Titulo
Inglês : “Lucky”
Titulo
Português : “Lucky”
Ano
: 2017
Duração
: 88 minutos
Género
: Drama
Realização
: John Carroll Lynch
Produção
: Danielle Renfrew Behrens
Elenco
: Harry Dean Stanton, David Lynch, Ron Livingston, Tom Skerritt, Beth
Grant, Ed Begley Jr., James Darren, Barry Shabaka Henley, Amy Claire,
Yvonne Huff, Hugo Armstrong, Bertila Damas, Ana Mercedes, Sarah Cook,
Ulysses Olmedo, Mikey Kampmann.
História
: Lucky, de 90 anos, vive numa pequena cidade do Texas. Os seus dias
seguem iguais, com a constante repetição das rotinas.
Comentário
: Trata-se de um filme simples que funciona como uma última
homenagem ao grande actor Harry Dean Stanton, aqui no seu último
grande papel, já que viria a falecer alguns meses depois. Com este
filme, o actor faz ainda uma reflexão sobre a sua vida, onde o seu
personagem é um pouquinho o espelho dele mesmo. Nesta fita, Harry
Dean Stanton representa-se a ele mesmo e o resultado são oitenta
minutos de cenas interessantes mas que não têm grande relevância,
ou pelo menos aparentemente. Aqui o foco está em acompanhar o
quotidiano deste personagem, as suas conversas com os restantes
personagens, testemunharmos algumas situações engraçadas e outras
bastante curiosas. Eu gostei de ter revisto David Lynch e Tom
Skerritt, dois verdadeiros senhores, tal como Stanton, os três a
fazer cinema. Para mim, o momento mais alto do filme é aquela longa
conversa que o protagonista tem com o personagem de Skerritt sobre a
guerra, a ser verdade aquilo e até dá para chorar, de tão chocante
e emocionante. Temos também direito a algumas piadas pelo meio, mas
nada que afecte o clima de dramatismo quase sempre presente. O filme
vale por tudo isto, mas vive essencialmente devido a Harry Dean
Staton, é ele a grande estrela e o principal pilar desta fita. É
lamentável que o actor que viveu este personagem não tenha sido
reconhecido com uma nomeação ao oscar deste ano, em vez disso,
temos a mesma merda do costume, é só interesses. Deste filme
pode-se tirar algumas mensagens. O filme possui referências a outro
grande trabalho do actor, de nome “Paris, Texas”. Também gostei
da banda sonora e daquela sequência da festa de aniversário do
menino, onde podemos contar com uma canção cantada pelo próprio
Harry Dean Staton, que verdadeiro senhor, que descanse em paz.













































