Nome
do Filme : “Cherchez La Femme”
Titulo
Inglês : “Some Like It Veiled”
Titulo
Português : “Há Quem As Prefira de Véu”
Ano
: 2017
Duração
: 88 minutos
Género
: Comédia Dramática/Romance
Realização
: Sou Abadi
Produção
: Michael Gentile
Elenco
: Felix Moati, Camélia Jordana, William Lebghil, Anne Alvaro,
Predrag Manojlovic, Carl Malapa, Laurent Delbecque, Oscar Copp,
Oussama Kheddam, Walid Ben Mabrouk, Mostafa Habibi, Hamidreza
Djavdan, Behi Djanati Atai, Leli Anvar, Sam Mirhosseini, Shohreh
Sabaghy, Sohelia Azizi.
História
: Armand, filho de imigrantes iranianos, apaixona-se por Leila, uma
colega da faculdade, e ambos fazem planos para passarem uma temporada
em Nova Iorque. Mas os planos dos dois saem furados quando o irmão
de Leila regressa do Médio Oriente transformado num fundamentalista
e proíbe Armand de ver a namorada., mantendo-a presa em casa. Para
contornar isso, Armand decide vestir uma burqa e fazer-se passar por
uma mulher para poder visitá-la. Porém, a situação complica-se
bastante quando o irmão de Leila se apaixona pela suposta amiga da
irmã.
Comentário
: Não devia ser segredo para quem me segue aqui, que o género de
comédia é o único que eu não gosto. No entanto, gostei bastante
deste filme e isso deve-se ao facto da fita não ser estúpida demais
e de nem ter um humor ridículo, como a maioria das comédias
americanas. Foi com grande gosto que segui a jornada destes
personagens, com incidência no trio principal : Armand, Leila e
Mahmoud. De facto, é muito fácil gostarmos e querermos acompanhar o
que se passa com estes três personagens, principalmente com Armand.
É que, estes três movem-se pelo amor e é pelo amor que eles tomam
as decisões. O argumento é bom e a história torna-se apelativa,
pessoalmente, senti-me totalmente imerso na trama e sempre na
expectativa daquilo que viria a acontecer a seguir. O filme tem
também uma componente política e discussões à cerca dos
migrantes, temáticas que são trazidas à baila pelos pais de
Armand. Certas situações são engraçadas, repito, sem nunca cair
no ridículo, embora hajam alguns erros, ou seja, certos desajustes
que facilmente são visíveis. No papel de Armand, encontramos um
talentoso Félix Moati, este jovem convence como mulher debaixo de um
longo vestido negro, onde só são visíveis os olhos, gostei muito
dos dois personagens que ele interpreta. Como Mahmoud, William
Lebghil manda bem, primeiro como “tarado” e fundamentalista, e
posteriormente enquanto perdidamente apaixonado por uma suposta
princesa. Registar o seu processo de evolução e mudança é um dos
principais atractivos do filme. Por seu lado, a bonita e sensual
Camélia Jordana tem aqui o papel feminino mais forte do longa, a
jovem possui uma boa prestação e vive aqui três cenas em especial
que me deixaram em delírio. No fundo, estamos perante um bom filme
que prova que é possível fazer-se uma comédia séria e sem cair na
estupidez.














































