Nome
do Filme : “The Party”
Titulo
Inglês : “The Party”
Titulo
Português : “A Festa”
Ano
: 2017
Duração
: 70 minutos
Género
: Comédia Dramática/Drama
Realização
: Sally Potter
Produção
: Christopher Sheppard
Elenco
: Patricia Clarkson, Bruno Ganz, Timothy Spall, Kristin Scott Thomas,
Emily Mortimer, Cherry Jones, Cillian Murphy.
História
: Para festejar o novo cargo de “ministra sombra” da Saúde do
partido da oposição, Janet resolve fazer uma festa em sua casa com
um grupo de amigos próximos. As pessoas vão chegando, felizes com a
boa-nova. Mas o que prometia ser um encontro aprazível altera-se
quando Bill, o marido de Janet, decide fazer um anúncio inesperado.
Em choque com o que acabaram de saber, anfitriões e convidados dão
início a uma série de revelações que transformam aquela noite num
autêntico pesadelo.
Comentário
: Trata-se de um pequeno filme a preto e branco muito bem dirigido
pela realizadora Sally Potter com sete excelentes interpretações,
mas cujo resultado final podia ter sido bem melhor. Juntou-se sete
bons actores num pequeno espaço, escreveu-se um argumento
interessante e moderno, mas algumas frases feitas não resultaram tão
bem. De facto, confesso ter gostado deste pequeno grande filme,
principalmente porque todos os sete intervenientes estão impecáveis
e fizeram o trabalho de forma competente, tudo para que o barco
chegasse a bom porto. Pessoalmente, fui ganhando interesse pelas
personagens à medida que elas iam aparecendo e iam revelando e
mostrando algo de si. Gostei dos sete. A Kristin Scott Thomas
desempenha muito bem a esposa dedicada ao marido, uma mulher
igualmente dedicada ao trabalho, mas que esqueceu-se de tomar atenção
aos sinais que ele lhe ia enviando ao longo dos últimos dois anos.
Timothy Spall tem aqui um papel deveras interessante, o seu
personagem fala pouco, mas soma pontos no que à sua expressividade
diz respeito, ele diz muito com o olhar e com o rosto.
Patricia
Clarkson, por seu turno, vai bem no papel de amiga sarcástica e que
diz o que pensa de forma cínica, ela foi uma das personagens que eu
mais gostei. Bruno Ganz é outro que me cativou bastante, ele veste a
pele de alguém quase mágico, é fácil gostarmos do seu Gottfried.
Emily Mortimer e Cherry Jones desempenham duas lésbicas que se amam,
mas com intelectos bem distintos, eu gostei das duas, embora prefira
a personalidade da primeira. E Cillian Murphy que é um actor que eu
não gosto muito, embora reconheça que ele é um bom profissional,
confesso igualmente que foi o personagem que eu menos gostei dos
sete, mas o facto é que ele esteve muito bem. O filme possui alguns
twists, uns funcionam bem, outros nem tanto. A revelação final
surpreende, embora seja ridícula e um pouquinho descabida. Volto a
dizer, o filme peca por ter frases demasiado trabalhadas e pela
duração que é curta demais, pedia-se mais vinte minutos. Ainda
assim, é um filme que se vê bem e que é fácil de se gostar.

















































