Nome
do Filme : “Lumière!”
Titulo
Inglês : “Lumière!”
Titulo
Alternativo : “Lumière! – L'Aventure Commence”
Titulo
Português : “Lumière! - A Aventura Começa”
Ano
: 2016
Duração
: 90 minutos
Género
: Documentário
Realização
: Thierry Frémaux
Produção
: Thierry Frémaux/Bertrand Tavernier
Elenco
: François Clerc, Benoit Duval, Leopoldo Fregoli, Loie Fuller,
Madeleine Koehler, Auguste Lumière, Louis Lumière, Andrée Lumière.
História
: O director do Festival de Cinema de Cannes e do Instituto Lumière,
Thierry Frémaux, seleccionou mais de 100 obras restauradas dos Irmãos
Lumière, que ordenou por temas, numa homenagem à Sétima Arte e aos
cinéfilos de todas as idades.
Comentário
: Depois de tomarem conhecimento do cinetoscópio – que resultava
em imagens em movimento dentro de uma pequena caixa escura com um
buraco por onde espreitava uma pessoa de cada vez – Auguste e Louis
Lumière entregaram-se ao estudo e aperfeiçoamento da técnica de
projecção de imagens. O aparelho idealizado, a que chamaram
cinematógrafo, tomou forma e foi registado. A invenção era, na
verdade, a síntese de pesquisas realizadas por vários
investigadores desde o início do século XIX. Depois de melhorarem a
técnica do seu aparelho, empenharam-se em produzir filmes. Até que,
no dia 28 de Dezembro de 1895, fizeram uma exibição pública em que
apresentaram, perante um grupo de pessoas numa sala do Grand Café,
no Boulevard des Capucines em Paris, um programa que incluía vários
documentários e o seu famoso filme “La Sortie de L'Usine Lumière
à Lyon”. Para muitos, esse foi o dia em que o cinema nasceu.

Eu
não me considero um grande conhecedor de cinema, mas amo a sétima
arte e claro que tinha que vir aqui comentar este excelente filme, um
documentário que funciona não só como uma grande homenagem à
Sétima Arte como também pode ser considerado o tributo actual que
os Irmãos Lumière tiveram. Não devia ser segredo para quem
acompanha este espaço que ver filmes é das coisas que mais me dá
prazer na vida e assistir aos pequenos filmes que aparecem neste
longa foi um privilégio. São pequenos filmes de cerca de cinquenta
segundos cada que foram filmados à mais de 100 anos, são coisas que
já não existem, pessoas e animais que já morreram, confesso até
que isso me causou uma certa impressão, mas isso sempre aconteceu
com a minha pessoa, faz-me muita confusão ver imagens e filmes com
pessoas que já morreram. E é preciso ter um enorme respeito por
estes trabalhos dos irmãos Lumière, praticamente eles foram os
pioneiros do cinema. Filmes como “A Chegada do Comboio à Estação”,
“Saída da Fábrica Lumière” ou “O Gato e a Criança” são
hoje grandes clássicos supremos da história do cinema, confesso que
apenas se lamenta que sejam filmes muito pequenos, se eles tivessem
feito longas-metragens, a situação seria ainda melhor. Tal como já
disse, ver estes pequenos filmes onde mostram situações passadas,
pessoas e animais que já morreram, é uma grande honra para mim.

Na
minha opinião, este filme é um documentário muito importante e um
objecto cinematográfico precioso, funciona mesmo como um resumo do
trabalho dos Lumiére. O filme é composto por onze capítulos que
mostram a diversidade dos Lumière, mostram também que eles foram
pioneiros em várias técnicas de filmar que muitos realizadores da
actualidade aplicam nos seus filmes. E isso foi muito interessante.
Ao longo de quase hora e meia, somos convidados a conhecer muitos
filmes destes irmãos realizadores, filmes não somente dirigidos por
eles, mas por colegas de trabalho ligados à firma. Todos são muito
interessantes. Ter a grande oportunidade de assistir a este
documentário é quase um acontecimento histórico, tal não é a
riqueza do seu conteúdo e daquilo que ele representa. O primeiro
personagem da história do cinema foi o povo, sim, os trabalhadores
que saíam da fábrica. A sensação de susto de quem assistia na
sala de cinema ao filme da chegada do comboio à estação, tudo isto
é mágico e admirável. Existe até um filme que mostra os Lumière
a usar os primeiros efeitos especiais da história do cinema, em que
aparece um mendigo a ser atropelado e mais tarde ressuscitado. Mas
volto a repetir, assistir aquelas situações e ver aquelas pessoas a
mexerem e a se relacionarem mais de 100 anos após aquilo ter
acontecido, até causa arrepios. O Cinema é mesmo a mais brilhante
das artes, quase parecida com a fotografia, porque gravam coisas e
pessoas que aconteceram e viveram na vida, é a prova mais importante
que algo realmente existiu e aconteceu. Um dos melhores, mais
importantes e mais interessantes documentários que vi na vida.


