Nome
do Filme : “The Purge”
Titulo
Inglês : “The Purge”
Titulo
Português : “A Purga”
Ano
: 2013
Duração
: 85 minutos
Género
: Terror/Thriller
Realização
: James DeMonaco
Produção
: Jason Blum/Andrew Form/Bradley Fuller/Sebastien Lemercier
Elenco
: Ethan Hawke, Lena Headey, Adelaide Kane, Max Burkholder, Edwin
Hodge, Rhys Wakefield, Tony Oller, Arija Bareikis, Tom Yi, Chris
Mulkey, Tisha French, Dana Bunch, John Weselcouch, Peter Gvozdas,
Alicia Vela Bailey.
História
: Num futuro próximo, uma pequena família é mantida refém por
abrigar o alvo de um grupo assassino durante a noite do crime, um
período de doze horas em que todo e qualquer crime é permitido.
Comentário
: Primeiro filme de algo pensado como uma trilogia, mas que devido ao
enorme sucesso, o realizador e os produtores já ponderam fazer um
quarto capítulo. Confesso que sou um admirador desta saga e agora
venho comentar este primeiro filme. A ideia principal da história
até é original, imaginem que durante uma noite e madrugada
inteiras, num período de doze horas, podemos cometer um crime e não
sofremos consequência alguma. Claro que os crimes por vingança
saltam logo à vista. Mas o filme e a trilogia em si vão mais longe,
pondo em cima da mesa, questões políticas, raciais, sexuais,
religiosas e outras. Todos os motivos servem para matar e até vale
matar sem motivo, só porque nos apetece. E existe muita gente que
gosta de purgar, gosta de exercer o seu direito, baseado numa lei
estúpida e sem qualquer sentido. Estamos perante um thriller com
pitadas de terror, tudo muito bem misturado. Como disse, a história
é original. A dada altura, nós estamos tanto a favor da família,
como nos vemos a favor do estranho ferido que é abrigado na
habitação pelo filho do casal. Mas depois, ficamos mais a favor da
família e achamos que, para o bem deles, é melhor o estranho ser
entregue. A trama tem o papel de nos dividir e faz isso muito bem.
Se
por um lado temos momentos calmos e cenas lentas que se arrastam, por
outro, temos muita tensão e pânico com o desenrolar dos
acontecimentos. Vale lembrar que a trama do filme decorre num futuro
próximo e a ideia do crime ser legal por doze horas tem tanto de
interessante como de preocupante, ou seja, dá que pensar. Lamentei
que o filme fosse pequeno, eu não me importava de ver mais. Temos
direito a um fantástico twist perto do final, confesso que me
surpreendeu pela positiva. Ethan Hawke desempenha o pai de família,
gostei da prestação dele, além de ser um excelente actor, é
também muito expressivo. Nos papéis de filhos adolescentes do
casal, temos uma bonita Adelaide Kane e um peculiar Max Burkholder,
ambos com boas interpretações e com personagens bem interessantes,
tanto a nível de visual como a nível psicológico. Os inimigos são
muitos, mas quero destacar Rhys Wakefield, nos facultou um líder de
assassinos aterrador e irritante, ele tem a cara ideal para o papel
que lhe foi atribuído. O modo como os personagens vão morrendo é
interessante, principalmente a maneira como o líder do grupo morre. O
realizador conseguiu assim um bom filme, misturando o suspense, o
terror e o clima de tensão. A trilogia podia ser alvo de debate. Bom
filme.










































