Nome
do Filme : “First They Killed My Father : A Daughter Of Cambodia
Remembers”
Titulo
Inglês : “First They Killed My Father : A Daughter Of Cambodia
Remembers”
Titulo
Alternativo : “First They Killed My Father”
Ano
: 2017
Duração
: 137 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Histórico
Realização
: Angelina Jolie
Produção
: Angelina Jolie
Elenco
: Sareum Srey Moch, Phoeung Kompheak, Mun Kimhak, Sveng Socheata,
Heng Dara, Khoun Sothea, Sarun Nika, Run Malyna, Oun Srey Neang, Mony
Ros, Tharoth Sam, Nout Sophal.
História
: Os horrores sofridos por um povo durante o regime comunista
conhecido como o Khmer Vermelho, através dos olhos de uma menina
durante os dois anos que mudaram a sua vida para sempre.
Comentário
: Este filme é baseado num livro escrito por Loung Ung, com base na
vida da mesma e que foi adaptado para o cinema pelas mãos de
Angelina Jolie, aliás, este é o seu melhor trabalho atrás das
camaras. É um livro baseado em acontecimentos reais, portanto. Eu
gostei bastante deste filme porque me mostrou algo que eu não sabia
na sua generalidade, eu sabia mais ou menos que algo de mau tinha
acontecido com aquele povo, mas através do que vi, pude ter uma
ideia de como as coisas se passaram. E é impressionante chegarmos à
conclusão que a história da humanidade está repleta de casos de
violência e de dor que seres humanos infligem a outros da sua
espécie, seja por motivos políticos, religiosos ou raciais. Mas é
assim, o ser humano é o pior dos seres. Sobre este filme, tirando os
primeiros minutos, não se trata de uma obra de cariz político, mas
sim de uma fita que nos atira à cara uma dura realidade que se
passou nos anos 1970 e que originou a morte de cerca de um quarto da
população daquele país. É um filme realista, violento, objectivo
e que pode funcionar como objecto de denúncia, para não fazer
esquecer a quem interessa aquilo que sucedeu num passado trágico.
Muito
bem filmado, o filme possui cenas marcantes, desde belíssimos planos
aéreos quase silenciosos, passando por sequências realistas ou
tensas e terminando em cenas violentas que ilustram bem o sofrimento
sentido por aquele povo. Podemos contar também com sequências que
se passam dentro da cabeça da protagonista, ou seja, que mostram os
seus sonhos ou pensamentos, muitas vezes relacionados com as
situações por ela vividas. Muitos dizem que o filme é longo, eu
discordo, penso sinceramente que nada é descartável, tudo o que lá
está serve um propósito. O filme possui poucos
diálogos, quase tudo é filmado ao nível da altura da personagem
principal e isto serve para frisar que se trata de uma realidade
passada, que nos é mostrada através dos olhos de uma criança. A
realizadora foca ainda a camara directamente na cara da menina,
muitos planos são assim e servem para nos mostrar o seu drama
perante aquilo que se está a passar. A pequena Sareum Srey Moch é a
alma deste filme, o seu olhar, os seus choros, a sua prestação
física, a sua expressão facial, a sua postura, enfim, todo o seu
desempenho é brutal, tudo isto envolto numa interpretação pura, a
miúda devia receber um prémio grande por tudo o que fez aos mandos
de Angelina Jolie. Pessoalmente, adorei esta história dramática,
porque me foi mostrada por alguém inocente e vale dizer aqui que
Sareum Srey Moch representou bem a verdadeira Loung Ung.









































