Nome
do Filme : “The Glass Castle”
Titulo
Inglês : “The Glass Castle”
Titulo
Português : “O Castelo de Vidro”
Ano
: 2017
Duração
: 128 minutos
Género
: Biográfico/Drama
Realização
: Destin Daniel Cretton
Produção
: Ken Kao/Gil Netter
Elenco
: Brie Larson, Woody Harrelson, Naomi Watts, Ella Anderson, Chandler
Head, Sarah Snook, Sadie Sink, Olivia Kate Rice, Brigette Lundy
Paine, Shree Crooks, Eden Grace Redfield, Josh Caras, Charlie
Shotwell, Iain Armitage, Tessa Mossey, Max Greenfield, Robin
Bartlett, Joe Pingue, A. J. Henderson, Dominic Bogart, Chris Gillett,
Brenda Kamino, Vlasta Vrana, Sandra Flores, Kyra Harper, Sarah
Camacho, Alanna Bale, Sabrina Campilli, Andrew Shaver, Ross
Partridge.
História
: Uma menina atinge a maioridade numa família disfuncional de
nómadas inconformados, com uma mãe que é uma artista excêntrica e
um pai alcoólatra que tenta despertar a imaginação das crianças
com a esperança que elas se abstraiam da pobreza em que vivem.
Comentário
: Ser pai não é só colocar no mundo e já está, para além de ser
uma grande responsabilidade, é todo um processo evolutivo de tarefas
e descobertas que podem ser boas e más, nós temos que estar
preparados para tudo, mas a cima de tudo trata-se de alterarmos a
nossa vida radicalmente e passarmos a viver em função de alguém, cuidar de alguém.
Aquilo que se passa no novo filme de Destin Daniel Cretton é o
oposto, esta é a história de um casal irresponsável e negligente enquanto pais
e que não o sabem ser, mas é também um filme baseado em factos
reais, ou seja, é uma história que aconteceu de verdade, assim, existe sempre o tom de veracidade que está sempre presente,
pessoalmente, eu gostei de ter descoberto a história de Jeannette Walls.
Não é um filme fácil, existem aqui cenas bem dramáticas, por
exemplo, há uma parte em que o pai das crianças para ensinar a
protagonista a nadar, atira a menina para dentro da piscina por três
vezes, fiquei incomodado com isso. Vale lembrar que a verdadeira Jeannette Walls escreveu um livro sobre a sua história, cujo título tem dois significados : por um lado é sobre uma promessa que o pai fez às crianças de construir uma mansão segura e confortável para toda a família, coisa que ele nunca cumpriu; e por outro lado trata-se de uma metáfora para a fragilidade da relação familiar que pode sempre quebrar.
Como
eu disse, este filme mostra dois pais totalmente irresponsáveis
que não têm a mínima noção de como criar as crianças que
possuem em mãos, cometendo uma série de parvoíces para tentar remediar
certas situações bem graves. Como não conheço o material de origem,
limitei-me a ver e a aceitar aquilo que o realizador e o elenco me
mostravam. Woody Harrelson e Naomi Watts desempenham muito bem os
dois trastes progenitores, é impressionante assistirmos ao que eles
fazem e o mais chocante é saber que existem por esse mundo fora
muitos pais iguais a eles, pessoas que nem deviam ser pais. No papel
da protagonista, Brie Larson (“Short Term 12”, “Room”) é um
actriz completa, ela tem aqui uma excelente interpretação, eu adoro
esta actriz. Todas as crianças envolvidas tiveram bem nos seus
papéis, com destaque para a jovem Ella Anderson, esta pequena teve a
melhor prestação do elenco infantil e juvenil. O filme decorre
entre o passado e o presente das personagens, é um filme de época
que deambula facilmente entre alturas temporais e o faz de maneira
aceitável. Mais do que um filme sobre pais inúteis, é sobretudo um longa sobre quatro crianças que sofreram bastante durante a infância e a adolescência, passando necessidades e carências. A fita peca por se perder em cenas que em nada adiantam
para a história. Gostei, mas esperava uma fita ainda mais dura, triste, cruel, realista e
dramática. Ainda assim, é mais um filme que entra para a minha
lista de preferências.










































