Nome
do Filme : “Mother!”
Titulo
Inglês : “Mother”
Titulo
Português : “Mãe!”
Ano
: 2017
Duração
: 120 minutos
Género
: Drama/Mystery/Fantasia
Realização
: Darren Aronofsky
Produção
: Darren Aronofsky
Elenco
: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer,
Domhnall Gleeson, Brian Gleeson.
História
: A vida de um casal fica perturbada quando estranhos invadem a sua
casa.
Comentário
(Com Spoilers) : Antes de mais, tenho que confessar que sempre estive
dividido em relação a Darren Aronofsky enquanto realizador, já
para não falar enquanto pessoa. Nos seus filmes, dá para ver que o tipo não tem qualquer respeito nem consideração pela mulher, pelo ser feminino. Mas isso
é assunto para outro comentário. Tem filmes dele que eu gostei,
estou a falar unicamente das fitas : “The Wrestler” e “Black
Swan”; tem outros que eu achei irrelevantes, estou a referir-me aos
longas : “Pi” e “Noah” e tem ainda dois outros filmes que eu
odiei, sim, a palavra é mesma essa, claramente que estou a pensar no
ridículo “The Fountain” e no execrável “Requiem For A Dream”,
este último considerado por mim como um dos piores filmes que eu vi
na vida. Mas falemos agora do seu novo filme. Tenho
que dizer que este filme junta-se aos dois últimos frisados
anteriormente e encerra assim a minha trilogia pessoal da indiferença
que eu sinto por Darren Aronofsky, me atrevo até a dizer que o
pessoal valoriza demais os seus filmes.
Eu
interpreto este filme como sendo uma peça cinematográfica cheia de significados, metáforas e alegorias bíblicas, sim,
se formos a pensar bem, a personagem da Jennifer Lawrence (boa em
tudo como sempre) representa a Mãe Natureza, o personagem do Javier
Bardem representa o Criador, o Ed Harris faz de Adão enquanto que a
Michelle Pfeiffer encarna uma Eva absolutamente desprezível e metediça,
uma verdadeira cobra, e Domhnall Gleeson e Brian Gleeson são os seus
filhos Caim e Abel. Tanto é assim, que todos eles não possuem nome
próprio na ficha técnica. A casa é como se fosse o planeta, a Terra, aquilo que o Criador concebeu. Depois é só juntar dois mais dois. O Criador e a Mãe Natureza vivem bem
na casa, daí surge Adão e Eva que começam a perturbar a harmonia
do “casal”, gerando alterações na sua vivência. Esses dois invasores têm relações sexuais, simbolizando o pecado, inclusive o elemento masculino tem uma lesão nas costas, alusiva à costela de Adão. Depois vêm os
dois filhos e há uma morte em que um dos irmãos mata o outro devido a ciúmes, como na bíblia. A
seguir, a casa enche-se de pessoas que representam os seres humanos,
quase sempre invadindo tudo, destruindo e não respeitando o que não
lhes pertence, mas adorando falsamente o Criador e matando os filhos
da Mãe Natureza. Aliás, o facto dele ser escritor é uma metáfora para Criador, ou seja, a história nova que este poeta escreve e da qual obtém sucesso pode simbolizar o novo testamento. Por último, a Mãe Natureza revolta-se contra os
humanos e contra o seu Criador e destrói tudo, representando assim o apocalipse, mas o Criador sai
ileso e retira uma das melhores coisas que ela tinha, reconstruíndo tudo
novamente para um novo ciclo. Aliás, a cena que abre o filme é
semelhante com a que o encerra, pelo menos a intenção é essa. Esta é a visão pessimista do realizador sobre o estado das coisas e sobre aquilo que supostamente voltará a acontecer. Mas
eu vomito nisso tudo. Existem outras metáforas isoladas espalhadas pelo filme e este pode ter outras interpretações. Foi um filme que me causou muita irritação e
foram duas horas perdidas da minha existência que eu nunca mais irei
recuperar. É um filme que se gosta ou se detesta, eu me encaixo na
segunda categoria, sem dúvidas, um dos piores filmes que vi na vida.
Um último reparo, só vim aqui falar deste filme, como forma de
descarrego da raiva que acumulei ao vê-lo.










































