Nome
do Filme : “Eshtebak”
Titulo
Inglês : “Clash”
Titulo
Português : “Clash”
Ano
: 2016
Duração
: 95 minutos
Género
: Drama/Thriller
Realização
: Mohamed Diab
Produção
: Remi Burah/Mohamed Hefzy/Eric Legesse/Moez Masoud
Elenco
: May Elghety, Nelly Karim, Hani Adel, Sebaii Mohamed, Ahmed
Abdelhamid Hefny, Waleed Abdel Ghany, Tarek Abdel Aziz, Hosny Sheta,
Ahmed Dash, Ahmed Malek, Mohamed Abdel Azim, Gamil Barsoum, Mohamed
Tarek, Mohamed Gamal Kalbaz, Ashraf Hamdi, Amr Elqady, Ali Eltayeb,
Mahmoud Gomaa, Mohamed Salah, Mohamed Alaa Jamaica, Mohamed Abu
Elsoa'ud, Ahmed El Turky, Mohamed Radwan.
História
: Dentro de uma carrinha da polícia, durante os protestos de rua que assolaram o
Egipto em 2013 e enquanto uma multidão se manifesta nas ruas, estão
detidas sob um calor abrasador várias pessoas dos dois lados do
conflito. Sem água nem acesso a cuidados sanitários, estão algumas
dessas pessoas, como um repórter e um fotógrafo, acusadas de
pertencerem à Irmandade Muçulmana. A partir de um determinado
momento, a confusão instala-se.
Comentário
: Do mesmo realizador do filme “Cairo 678” e resultado de uma
co-produção entre o Egipto e a França, este filme é uma fonte de
tensão. Posso dizer que as coisas aqui resultaram muito bem e em
vários sentidos. Muitos realizadores americanos deviam colocar os
olhos em Mohamed Diab e aprender alguma coisa com ele. Muito bem
filmado e por estar praticamente confinado ao interior da uma
carrinha policial, o filme possui uma boa história que é também
baseada em acontecimentos reais. E aqui a única coisa a lamentar é
o facto do filme ser muito curto, estamos a falar de apenas hora e
meia. Talvez, se a fita fosse meia hora mais longa, certas
personagens tivessem mais tempo de antena e vissem as suas histórias
serem mais desenvolvidas. Existem aqui situações bem tensas e
aflitivas, bem como todo um ambiente de claustrofobia que está e
vigora em quase toda a duração do filme.
De
referir que este trabalho de Mohamed Diab recebeu alguns prémios e
distinções. Podemos também contar com bons planos e uma fotografia
muito apelativa. Quase todo o elenco é preenchido por homens,
existem apenas duas mulheres aqui e neste caso, tanto Nelly Karim
quanto a jovem May Elghety estão de parabéns, as duas representaram
bem o lado feminino. Quanto aos homens, quase todos estão muito bem,
embora e eu aqui volto a bater na mesma tecla, os dramas deles podiam
ter sido mais desenvolvidos, caso tivessem mais tempo de antena. É
tudo muito condensado, embora fiquemos com uma boa, mas curta
perspectiva daquilo que alguns pensam e querem. O filme aborda
igualmente questões políticas e religiosas, em que alguns elementos
chegam mesmo a entrar em conflito. O realizador insere cuidadosamente
alguns temas fortes na sua narrativa, alguns deles funcionam bem, um
ou dois nem tanto. O filme também tem violência e aqui ela aparece
ligeiramente justificável, pelo menos entre os elementos detidos no
interior da carrinha, é lá dentro que as coisas estão a ser
levadas ao limite. No fundo, é um filme para pensar e que funciona
muito bem.












































