Nome
do Filme : “Das Tagebuch Der Anne Frank”
Titulo
Inglês : “The Diary Of Anne Frank”
Titulo
Português : “O Diário de Anne Frank”
Ano
: 2016
Duração
: 130 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Histórico
Realização
: Hans Steinbichler
Produção
: Johanna Behre/Walid Nakschbandi/Michael Souvignier
Elenco
: Lea Van Acken, Stella Kunkat, Ulrich Noethen, Martina Gedeck, Ella
Frey, Andre Jung, Margarita Broich, Leonard Carow, Gerti Drassl,
Arthur Klemt, Stefan Merki, Jamie Bick, Maximilian Lowenstein,
Michael A. Grimm, Michael Kranz, Florian Teichtmeister, Marcus
Widmann, Mareile Blendl, Barbara Melzl.
História
: A vida da judia Anne Frank desde a sua infância até à morte
precoce na adolescência, durante a Segunda Guerra Mundial.
Comentário
: Não vou negar, é verdade que de todos os povos, os alemães são
os únicos que eu não gosto, mas também é verdade que estes filmes
sobre o holocausto mexem muito comigo. Este filme é mais um sobre
esse complexo tema e mais uma vez, me deixou arrasado. Confesso que
nunca li o livro em questão e muito me arrependo disso. Deve ser uma
leitura bem interessante. O holocausto foi o pior acontecimento da
história da humanidade e os alemães deviam se envergonhar do seu
passado, mas não, grande parte deles e principalmente os seus
governos ainda agem como se fossem superiores aos demais povos.
Filmes como este, e felizmente já se fizeram bastantes, servem para
mostrar aos nossos jovens aquilo de determinados grupos de seres
humanos sofreram e são um alerta para que uma situação destas não
volte a acontecer. Este filme chega mesmo a transmitir-nos agonia,
angústia e desespero em algumas cenas e a forma como a protagonista
se apresenta e nos dá a conhecer o que aconteceu, contribuiu muito
para isso. A história já é conhecida e até já fora adaptada
algumas vezes para filme e para peças de teatro, mas nunca é demais
falarmos e vermos coisas sobre este período da história.
O
argumento e grande parte das coisas que vemos neste filme foi tirado
de escritos elaborados naquela altura e mesmo do próprio diário da
protagonista falecida desta história. É um filme duro, cruel e
quase desumano na maneira como nos mostra os acontecimentos, sem
nunca chocar e sem nunca deslizar para o factor gratuito. Hans
Steinbichler concebeu assim uma obra cordata e serena sobre a
vivência de uma família judaica, aqui vista pelos olhos de duas
jovens raparigas, Anne Frank e a irmã mais velha, com principal foco
na primeira e no diário que viria a tornar-se num dos livros mais
famosos e vendidos da história. No papel da menina protagonista,
temos uma muito competente Lea Van Acken (Stations Of The Cross), uma
jovem actriz que consegue aqui a melhor prestação do filme, o seu
olhar inocente, a sua determinação e as suas expressões faciais
dão total credibilidade à sua personagem. Ela é a alma desta
película, o centro de tudo. A seu lado e no papel de irmã mais
velha, Stella Kunkat também manda muito bem, num desempenho bastante
consistente. A empatia entre as duas é notável e funcionou na
perfeição. Esta é a minha versão cinematográfica preferida desta
história, muito pela forma como tudo nos é contado e mostrado. Mais
uma grande surpresa deste ano.






































