Nome
do Filme : “The Transfiguration”
Titulo
Inglês : “The Transfiguration”
Ano
: 2016
Duração
: 97 minutos
Género
: Drama
Realização
: Michael O'Shea
Produção
: Susan Leber
Elenco
: Chloe Levine, Eric Ruffin, Aaron Moten, Anna Friedman, Andrea
Cordaro, Danny Flaherty, Jada Jarvis, Lloyd Kaufman, James Lorinz,
Dangelo Bonneli, Tarikk Pagan, Carter Redwood, Tyler Rossell, Luis
Scott, Charlotte Schweiger.
História
: Milo é um adolescente problemático que é vítima de bullying e
que mora com o irmão mais velho. Ele tem um estranho fascínio por
tudo o que estiver relacionado com vampiros, mas é também um rapaz
solitário que vive no seu mundo próprio. Um dia, Milo conhece uma
bonita rapariga chamada Sophie e os dois iniciam uma estranha
amizade.
Comentário
: Gosto bastante quando começo a ver um filme sem grandes
expectativas e fico surpreendido no final, foi o que me aconteceu
aqui. Trata-se de um filme simples e que ao principio nada damos por
ele, mas à medida que os minutos avançam e apesar do seu ritmo
lento, vamos acompanhando as personagens a desenvolverem-se. O filme
tenta ser de terror, mas nunca o é. Filmado de maneira quase
amadora, esta fita serve-se bastante do cariz próprio do actor
principal e o usa para fazer do seu personagem aquilo que pretende.
De facto, o jovem Eric Ruffin é bastante competente e convincente no
seu papel, pessoalmente, nunca suspeitei daquilo que realmente se
passava, praticamente até ao twist final. A acompanhá-lo está a
bonita Chloe Levine que faz uma dupla bastante eficaz com o rapaz. Os
dois funcionam de forma quase simbiótica, a empatia entre eles
funciona na perfeição e é por conta deles que temos as melhores
cenas do filme. Mas não é somente nas interpretações principais
que o elenco sai triunfante, temos um muito competente grupo de
secundários que estão bastante realistas e ajudaram a que a
história surtisse efeito. Claro que existem umas pequenas coisas que
não são explicadas ou que parecem não fazerem muito sentido, mas
isso não estraga o trabalho do realizador. Eu passei o filme todo
confiante num determinado sentido, mas fico feliz pelo facto do
argumento me ter levado noutra direção. Gostei bastante do destino
dado à personagem da Sophie. Gostava de ter visto o personagem do
irmão do protagonista ser mais desenvolvido, mas pronto. Não venham
para este filme à espera de uma obra sobre vampiros, porque irão
sair desiludidos, não é disso que se trata. Esta é uma fita sobre
a complicada vida dos adolescentes, de como eles vivem as suas vidas
e a forma como os seus passados os moldaram. Um último reparo, a
banda sonora, se é que se pode chamar assim, é bem estranha. É um
filme que primeiro estranha-se e depois entranha-se.


































