Nome
do Filme : “Cinzento e Negro”
Titulo
Inglês : “Grey And Black”
Titulo
Português : “Cinzento e Negro”
Ano
: 2015
Duração
: 126 minutos
Género
: Drama/Mystery
Realização
: Luís Filipe Rocha
Produção
: Luís Galvão Teles
Elenco
: Filipe Duarte, Joana Bárcia, Monica Calle, Miguel Borges, Camila Amado, Ana
Risueno, Manuel de Blas, João Fonseca.
História
: Maria é traída por David, o marido, que rouba todo o seu dinheiro
e foge para a ilha do Pico, nos Açores. Destroçada e com um enorme
sentimento de humilhação, ela só anseia por vingança. É então
que resolve contactar Lucas, um inspector de polícia, para encontrar
pistas sobre o paradeiro do ex-companheiro. Porém, numa visita à
ilha do Faial, Lucas apaixona-se por Marina, empregada do café
local. Este amor vai alterar o curso dos acontecimentos.
Comentário
: Gosto de cinema português, mas não daqueles filmes tipicamente
portugueses e ordinários, cheios de asneiras e calão, prefiro o
cinema de autor, sendo o Pedro Costa o meu realizador preferido.
Infelizmente, o cinema português é mais reconhecido e premiado em
outros países e somente depois alguns filmes são estreados no nosso
país e muitas vezes sem o reconhecimento merecido por cá. Mas a
maioria dos portugueses é assim, não dá valor ao que é seu,
esperando sempre que outros o façam para depois ir apanhar as
migalhas. Pessoalmente, gosto tanto de cinema português independente
e de autor como gosto de documentários. Penso que nós temos cá
bons profissionais no ramo da sétima arte, embora na televisão haja
muita porcaria. Tudo isto para dizer que estou sempre disposto a
conferir um filme português, desde que a história me cative e seja
apelativa. No caso deste novo filme de Luís Filipe Rocha, confesso
que não gostei muito e aqui o principal problema consiste no facto
de nem a história e nem os personagens me terem despertado o
interesse, à medida que as coisas iam se passando, simplesmente, eu
não ficava preso ao ecrã. As paisagens são lindas e a fotografia
deslumbra, além disso gostei muito das interpretações de Filipe
Duarte, de Joana Bárcia e de Monica Calle, os três vão muito bem
nos seus papéis. É como disse, o principal problema reside nas
personagens, que não são capazes de gerar empatia connosco, é tudo
muito seco, elas parecem distantes, apesar de haver aqui boas
prestações. A história também é pouco interessante e o final
deixa muito a desejar. É lamentável, porque com o material que
tinham em mãos, a coisa podia ter resultado bastante bem, valeram as
tentativas. Mas algum cinema português continua bom e recomenda-se.














































