domingo, 14 de maio de 2017

The Age Of Shadows

Nome do Filme : “Mil-Jeong”
Titulo Inglês : “The Age Of Shadows”
Titulo Português : “A Idade das Sombras”
Ano : 2016
Duração : 140 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kim Jee Woon
Produção : Choi Jeong Hwa
Elenco : Byung Hun Lee, Yoo Gong, Kang Ho Song, Ji Min Han, Hee Soon Park, Foster Burden, Shingo Tsurumi, Tae Goo Eom, Yeong Ju Seo, Ha Dam Jeong, Hiromitsu Takeda, Soo Yeon Han, Yu Hwa Choi, Joon Go, Ja Hyoung Kwak.

História : Na Coreia de 1923, um grupo de resistentes tem como missão transportar explosivos para detonar um grande complexo militar, símbolo da supremacia nipónica. Vários agentes da polícia são preparados para deter os criminosos e impedir o atentado. Tudo se complica quando o capitão da polícia japonesa, mas de origem coreana, sente nascer em si um conflito : deverá seguir as instruções e cumprir as ordens que lhe foram dadas pelos superiores ou apoiar uma causa maior, ajudando os rebeldes a libertar o seu país do jugo do inimigo.

Comentário : O cinema oriental (coreano, chinês e japonês) está de parabéns, que grande filme. Eu confesso que gosto bastante de cinema oriental, não dos filmes de luta, mas sim dos thrillers, dos policiais e dos dramas. E aqui estamos perante um poderoso thriller com contornos dramáticos, que é também um filme de época e que funciona na perfeição em todos os sentidos. Eu tenho um pouco de dificuldade em lidar com os nomes que compõem os elencos destes filmes, por essa razão, não vou aqui frisá-los, mas vou seguramente dizer que todos os actores estiveram muito bem, com especial destaque para o suposto protagonista desta história, o actor que desempenha o capitão da polícia infiltrado. Eu gostei imenso desta história, é um enredo envolvente, algo que nos prende muito bem ao ecrã, eu fiquei totalmente na expectativa daquilo em que tudo iria culminar. Eu senti-me totalmente dentro do filme. A banda sonora tem um papel fundamental aqui, a música é cativante e apelativa, ela apoia algumas cenas e dá-lhes um toque especial. Tem cenas aqui que, já sendo boas, ficam ainda melhor graças à grandiosa banda sonora. Podemos igualmente contar com boas sequências, veja-se as cenas que envolvem morosos diálogos, ou ainda a excelente e enorme sequência dentro do comboio, tensa e grandiosa, são os melhores quarenta minutos das quase duas horas e meia de projecção. A violência também tem um lugar a ocupar neste filme, apesar de não estar sempre presente, quando ela aparece, deixa-nos chocados. É uma fita em que o lado masculino é bem mais forte do que o feminino, só existe uma personagem feminina relevante aqui e que merece o grande destaque. Notei um erro assinalável e umas poucas coisas que não fazem muito sentido, a maior parte delas passam despercebidas. Em resumo, é um excelente filme que eu gostei bastante.


The Last Family

Nome do Filme : “Ostatnia Rodzina”
Titulo Inglês : “The Last Family”
Ano : 2016
Duração : 123 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Jan P. Matuszynski
Produção : Aneta Cebula-Hickinbotham
Elenco : Andrzej Seweryn, Dawid Ogrodnik, Aleksandra Konieczna, Andrzej Chyra, Zofia Perczynska, Danuta Nagorna, Alicja Karluk, Magdalena Boczarska, Agnieszka Michalska, Jaroslaw Gajewski, Pawel Paczesny, Adam Szyszkowski, Lukasz Gawronski, Dagmara Mrowiec, Marta Jozwik, Magdalena Pociecha.

História : A vida de uma família de artistas com ligações à pintura e à música.

Comentário : Existem filmes que não nos dizem nada, por muito que os seus realizadores se esforçem para nos dizer algo ou mesmo passar alguma mensagem. Foi o caso deste, sinceramente, logo no início, eu não fui com a cara dos personagens que compõem aquela família, não gostei deles mesmo. Principalmente o filho deles, puxa, é um personagem irritante, a principal característica dele é o facto de ser alguém louco e que não respeita os pais, principalmente a mãe, até dói a forma como aquele filho trata a coitada da mãe, existem duas cenas em particular que são dolorosas de se ver. De todas as personagens, foi mesmo da mãe que eu mais gostei, ainda assim, custa ao espectador se apegar a ela. O personagem do marido é completamente banal, ele não transmite nada. Eu não conheço esta história que foi real, honestamente, não estava familiarizado com esta história verídica e é um caso que não me despertou minimamente o interesse. No seu todo, é um filme chato, aborrecido e irritante que não desperta qualquer tipo de interesse. Como aspectos positivos, temos todo aquele ar de anos 80 e 90 que resulta bastante bem, a nível da recriação de época e do ambiente, as coisas resultaram bem. Nota positiva também para o clima de indiferença que cerca toda a película. No meu caso, apenas fiquei com interesse neste filme na última meia hora, quando as pessoas daquela família começam a morrer, os últimos trinta minutos cativam quem vê o filme, porque trata-se de uma conclusão lenta, mas elucidativa que nos prende ao ecrã. Mas foi como eu já disse, no geral é uma fita vazia e esquecível, na qual não se entendem as notas altas, no meu caso, fiquei muito desiludido com este filme. Foi uma história que não me despertou qualquer interesse.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Chiamatemi Francesco – Il Papa Della Gente

Nome do Filme : “Chiamatemi Francesco – Il Papa Della Gente”
Titulo Inglês : “Call Me Francis”
Titulo Português : “Francisco – O Papa do Povo”
Ano : 2015
Duração : 113 minutos
Género : Biográfico/Histórico
Realização : Daniele Luchetti
Produção : Pietro Valsecchi
Elenco : Rodrigo De La Serna, Alex Brendemuhl, Cuyle Carvin, Mercedes Moran, Maximilian Dirr, Muriel Santa Ana, Sergio Hernandez, Leah Allers, José Angel Egido, Andres Gil, José Eduardo, Gabriela Flores, Paula Baldini, Pompeyo Audivert, Claudio De Davide.

História : A viagem humana e espiritual que levou Jorge Bergoglio, filho de imigrantes italianos na Argentina, até ao cargo mais alto da Igreja Católica, o papado. Desde os seus anos de juventude até se tornar Arcebispo de Buenos Aires, sempre defensor dos mais fracos e oprimidos. Jorge Bergoglio vê a sua história chegar ao clímax na noite inesquecível de 2013 em que, vestido de branco e com uma cruz de ferro, cumprimentou o mundo com um novo nome : Francisco.

Comentário : E pronto, é amanhã que o Papa Francisco vem a Portugal, se tudo correr conforme o previsto, temos cá Papa. Eu lamento imenso não poder ir vê-lo, mas irei ver aquilo que eu puder pela tv. No mês passado eu comentei aqui o filme “Francisco – O Padre Jorge”, que gostei bastante e agora venho comentar um outro filme também sobre o Papa Francisco. Gostei também deste filme, embora prefira o primeiro. Enquanto o primeiro filme aborda a vivência de Jorge Bergoglio antes de ser Papa, este segundo centra-se mais na fase da ditadura e nos tempos em que o futuro chefe da Igreja Católica ajudava os mais desfavorecidos. Gostei da interpretação de Rodrigo De La Serna, ele tem carisma e convenceu no papel do Santo Padre. A recriação de época está boa e temos também todo um elenco de secundários bastante competente. Neste filme, temos um realizador que volta a usar o facto deste Papa ser alguém que gosta de ajudar os mais fracos e oprimidos, é alguém muito simples e que não gosta de luxos. Embora isso não esteja tão vincado aqui quanto o estava no primeiro filme sobre Francisco. É bom termos dois filmes sobre a mesma pessoa não só para estabelecermos comparações, como também para analisarmos dois olhares diferentes sobre a mesma figura. Na minha opinião, os dois filmes funcionam e completam-se, mas também acontece que o facto de o espectador gostar do Papa Francisco, também contribuiu para também gostarmos dos filmes. É emocionante acompanharmos pela televisão o valor que os peregrinos atribuem ao Santuário de Fátima, um lugar mágico e sagrado que nestes dois dias vai-se encher de milhares de pessoas para este grande evento. Espero sinceramente que tudo corra bem. 



domingo, 7 de maio de 2017

Aquarius

Nome do Filme : “Aquarius”
Titulo Inglês : “Aquarius”
Titulo Português : “Aquarius”
Ano : 2016
Duração : 146 minutos
Género : Drama
Realização : Kleber Mendonça Filho
Produção : Said Ben Said/Emilie Lesclaux/Michel Merkt
Elenco : Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Zoraide Coleto, Fernando Teixeira, Buda Lira, Paula Renor, Daniel Porpino, Barbara Colen, Pedro Queiroz, Carla Ribas, Germano Melo, Julia Bernat, Thaia Perez, Arly Arnaud, Leo Wainer, Lula Terra, Allan Souza Lima, Valdeci Junior, Clarissa Pinheiro, Rubens Santos, Bruno Goya, Andreia Rosa, Joana Gatis, Fábio Leal, Amanda Gabriel.

História : Clara é uma sexagenária viúva que vive na zona nobre da Avenida Boa Viagem, no Recife, Brasil. Foi ali que partilhou a vida com o marido, viu crescer os seus três filhos e passou a época mais marcante da sua existência. Com o intuito de construir um condomínio mais moderno naquele mesmo lugar, a Construtora Bonfim conseguiu adquirir todos os apartamentos do prédio, excepto o dela. E, por mais que Clara afirme que não existe preço que a faça vender o seu, acaba por se ver constantemente pressionada a mudar de ideias. Cansada de ser atormentada, resolve guerrear.

Comentário : Antes de mais tenho que dizer aqui que gosto bastante de cinema brasileiro e achei este novo filme de Kleber Mendonça Filho magnífico. Eu sou um grande admirador da actriz Sónia Braga e confesso que ela tem neste filme uma prestação excepcional. Conheço poucas actrizes nacionais com uma qualidade interpretativa como ela tem. Não entendi a polémica que se gerou no Brasil com este filme e também não o acho um filme político. É antes uma obra que mexe bem com a questão social, trabalhando o espaço como um dos personagens. A personagem principal tem uma forte ligação emocional com o apartamento onde mora, uma conexão muito vincada com o espaço envolvente. Foi ali que ela viveu com o marido, foi ali que ela criou os filhos, foi ali que ela viveu e ultrapassou um cancro, enfim, aquele apartamento é a vida dela. É um filme que mostra como é o brasileiro pobre, bem como as dificuldades que passam. Mas é igualmente uma obra que identifica a mentalidade de todos aqueles que só pensam no dinheiro e no poder, os que não têm valores e passam por cima dos sentimentos dos outros para alcançar um determinado fim. A música também tem um papel muito importante aqui e a protagonista joga-nos várias referências na cara, algumas bem deliciosas. O elenco de secundários é bastante competente e a química da protagonista com todos eles é bastante boa. Alguns objectos têm aqui algum destaque e existe um deles que tem um grande simbolismo. O trabalho de realização é bom, nota-se que houve um cuidado especial nos detalhes. Nota negativa para algumas cenas fora do contexto que não fazem falta nenhuma. Acho o filme um pouco longo, menos vinte minutos e ficava bem ajustado. As pessoas actualmente andam meio desligadas dos valores familiares e morais e este filme é um alerta para essa triste realidade. Uma última palavra para o final do filme, eu adorei a maneira como o filme terminou. “Aquarius” é uma obra que devia ser vista por todos aqueles que apreciam o verdadeiro cinema.

A Cure For Wellness

Nome do Filme : “A Cure For Wellness”
Titulo Inglês : “A Cure For Wellness”
Titulo Português : “A Cura de Bem Estar”
Ano : 2016
Duração : 147 minutos
Género : Drama/Mystery/Thriller/Crime
Realização : Gore Verbinski
Produção : Gore Verbinski
Elenco : Mia Goth, Dane DeHaan, Jason Isaacs, Ivo Nandi, Adrian Schiller, Celia Imrie, Harry Groener, Tomas Norstrom, Ashok Mandanna, Magnus Krepper, Peter Benedict, Maggie Steed, Michael Mendl, Craig Wroe, David Bishins, Lisa Banes, Carl Lumbly, Tom Flynn, Eric Todd, Jason Babinsky, Johannes Krisch, Rebecca Street, Bert Tischendorf, Leonard Kunz, Manon Kahle, Julia Graefner.

História : Um ambicioso jovem executivo é enviado para trazer de volta um membro da sua empresa de um idílico mas misterioso hospital, num local remoto dos Alpes Suíços. Ele depressa desconfia que os tratamentos milagrosos do centro hospitalar não são o que parecem. Quando ele começa a desvendar aos poucos os seus segredos aterrorizantes, a sua sanidade mental é posta à prova, quando é diagnosticado com a mesma doença que mantém todos os pacientes a ansiar pela cura.

Comentário : Este é um dos filmes mais intrigantes e estranhos que vi até hoje, ainda assim, gostei dele pelo constante clima de mistério que envolve toda a fita, criando uma expectativa na gente e curiosidade para saber o que realmente se passa. Começando logo pela doce melodia da miúda que nos acompanha por breves momentos ao longo do filme, é linda. Eu adoro coisas misteriosas e se existem três coisas que me fazem confusão e despertam a curiosidade são : a vida alienígena, o que realmente se passa nos pisos sub-terrâneos americanos da Área 51 e as experiências médicas feitas pelos médicos nazis. Logo, fiquei bastante curioso quando li sobre este filme e é vergonhoso o facto da sua estreia estar constantemente a ser adiada no nosso país. Gosto igualmente dos trabalhos do realizador Gore Verbinski, é um cineasta que gosta de nos surpreender. Gostei deste filme, embora tenham havido coisas que me desiludiram. Por exemplo, há coisas que são difíceis de explicar nesta fita e outras que ficaram por explicar, há alguns erros e coisas sem nexo, certas atitudes de alguns personagens não parecem ter lógica e a última cena deixa um gosto amargo na boca. Claramente que houveram coisas que eu não entendi, lá está, pedia-se mais informação, sendo o argumento bastante confuso e turvo. No campo do elenco, não gostei da interpretação de Jason Isaacs, embora Dane DeHaan tenha convencido com o seu boneco, ainda que o guião para o personagem do jovem actor seja muito limitado. Quem está melhor no filme é a bonita Mia Goth e a sua Hannah, uma personagem enigmática e sensual, que continuará um mistério após o encerramento do filme. O principal problema deste filme é que o mesmo se perde na história que pretende contar, criando muitas questões, grande parte delas sem a devida resposta. É bom, mas pedia-se mais. 

Still Life

Nome do Filme : “Sanxia Haoren”
Titulo Inglês : “Still Life”
Titulo Português : “Natureza Morta”
Ano : 2006
Duração : 112 minutos
Género : Drama
Realização : Zhangke Jia
Produção : Tianyan Wang/Pengle Xu/Wang Yu
Elenco : Sanming Han, Tao Zhao, Lizhen Ma, Zhou Lan, Hongwei Wang.

História : A velha cidade de Fengjie já está submersa, mas o seu novo bairro ainda não foi terminado. Han Sanming, um mineiro, viaja para Fengjie para tentar encontrar a ex-mulher e a filha que não vê há 16 anos. Também Shen Hong, uma enfermeira, viaja para Fengjie à procura do marido que não vê há dois anos. Quando os dois se encontram de novo juntos, abraçam-se em frente à barragem das Três Gargantas, mas apesar de tudo, ela pede-lhe o divórcio.

Comentário : Gosto de cinema oriental e já vi alguns filmes deste realizador conceituado lá por essas bandas. Confesso que gosto de filmes orientais, porque são feitos por cineastas que possuem uma maneira muito especial de filmar, parece que o fazem com uma calmaria e naturalidade muito próprias. Existiam há uns anos umas salas de cinema em Lisboa que passavam unicamente cinema independente, cinema do mundo e cinema alternativo, era o Cinema King, onde eu fui muitas vezes. Gostava imenso desse cinema e lamentei grandemente que ele tivesse encerrado. Julgo que foi lá que vi este filme de Zhangke Jia, gostei bastante do que vi. É um filme simples, mas com uma história poderosa sobre duas personagens principais que vivem marcadas por um triste passado. Muito bem filmado, é uma obra que cativa pelos cenários, é tudo natural aqui. Sanming Han e Tao Zhao, cada um à sua maneira, têm grandes interpretações, além de convencerem com os seus dramas, as suas personagens são bastante cativantes. Os dois agem com uma simplicidade muito característica, embora ao mesmo tempo, passem a imagem para fora do ecrã de transportarem um grande peso emocional com eles. Eu gostei das duas histórias, são narrativas simples e apelativas, que nos agarram e nos colocam sempre concentrados naquilo que se passa diante dos nossos olhos. Destaque para a cena da ponte a ser iluminada, eu gostei bastante dessa sequência. A calmaria que o filme transmite é notável. Foi um prazer assistir a esta película pela segunda vez.

Rings

Nome do Filme : “Rings”
Titulo Inglês : “Rings”
Titulo Português : “Rings”
Ano : 2017
Duração : 103 minutos
Género : Terror
Realização : F. Javier Gutierrez
Produção : Laurie MacDonald/Walter F. Parkes
Elenco : Matilda Anna Ingrid Lutz, Alex Roe, Johnny Galecki, Vincent D'Onofrio, Aimee Teegarden, Bonnie Morgan, Chuck David Willis, Patrick R. Walker, Zach Roerig, Laura Wiggins, Lizzie Brochere, Randall Taylor, Drew Grey, Kayli Carter, Jill Jane Clements.

História : Uma rapariga começa a investigar o que aparenta ser apenas mais uma lenda urbana : uma cassete de vídeo amaldiçoada, com conteúdo perturbador, cuja visualização é seguida de uma chamada telefónica que anuncia a quem a viu, que morrerá em sete dias. Depois de a ter visionado, ela faz uma descoberta, existe um vídeo dentro daquele vídeo que ninguém viu antes.

Comentário : O primeiro filme americano desta saga foi muito bem realizado por Gore Verbinski, eu confesso ter gostado bastante desse filme de terror. O segundo era muito fraco e eu não gostei nada. Agora surge-nos o terceiro que além de não chegar aos calcanhares do primeiro, é ainda pior que o segundo. A história de Samara Morgan agradou-me bastante e penso que o primeiro filme bastava, não era preciso fazer um segundo filme e muito menos um terceiro. A maioria das pessoas não estava interessada em conhecer o pai de Samara e muito menos a mãe dela. Claro que estou a chamar este novo filme de desnecessário, ele não adianta nada para a história da menina carente, já para não falar do facto de estar muito mal feito e de ter muitas alterações face à tese original. A Samara do primeiro filme era muito mais real do que esta deste terceiro filme, o factor digital perde muito nesta sequela. Os efeitos sonoros até são legais, mas o argumento é muito pobre e o filme é cheio de clichés do género e de situações descabidas e fora do contexto. Outras ainda são muito mal explicadas. Existem também algumas atitudes das personagens que são duvidosas e vão contra a lógica das coisas. A nível do elenco, não existe aqui uma interpretação de jeito, nem a protagonista se safa. Os sustos soam a falso, o factor surpresa não mora por aqui, a própria história do vídeo dentro do vídeo não pega, é uma grande estupidez. Perdeu-se a magia do original. Quiseram trazer a história de Samara para a era digital, mas falharam porque a coisa não resulta. A miúda carente passou da cassete VHS para os computadores, telemóveis e para a internet, a essência da coisa foi-se e é lamentável que assim seja. O final é patético e abre a porta para uma ou mais sequelas. Deviam ter contado e mostrado o passado de Samara de uma outra maneira. Um filme totalmente nulo e desnecessário. 

Rogue One

Nome do Filme : “Rogue One”
Titulo Original : “Rogue One : A Star Wars Story”
Titulo Inglês : “Rogue One”
Titulo Português : “Rogue One : Uma História de Star Wars”
Ano : 2016
Duração : 133 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Drama
Realização : Gareth Edwards
Produção : Kathleen Kennedy/Allison Shearmur
Elenco : Felicity Jones, Diego Luna, Donnie Yen, Forest Whitaker, Mads Mikkelsen, Ben Mendelsohn, Guy Henry, Riz Ahmed, Jimmy Smits, Alistair Petrie, Genevieve O'Reilly, Ben Daniels, Paul Kasey, James Earl Jones, Ingvild Deila, Anthony Daniels, Ian McElhinney, Fares Fares, Jonathan Aris, Sharon Duncan Brewster, Valene Kane, Daniel Mays, Warwick Davis, Beau Gadsdon, Dolly Gadsdon, Peter Cushing.

História : Depois de uma infância difícil, Jyn Erso está prestes a provar o seu valor quando Mon Mothma, líder da Aliança Rebelde, lhe dá uma arriscada missão : juntar-se a um grupo de pessoas comuns e roubar os planos da Estrela da Morte. Inventada e construída pelo Império, esta arma secreta e poderosa possui força suficiente para fazer explodir planetas inteiros. É assim que ela e um bando de rebeldes improváveis vão embarcar numa luta de vida ou morte, onde serão forçados a enfrentar as tropas de Darth Vader, quando este estava sob o comando do Imperador.

Comentário : A história deste filme pertencente ao universo “Star Wars” situa-se antes dos acontecimentos do episódio IV. Gostei bastante deste filme, embora tenha que dizer que não é tão bom quanto os filmes da trilogia clássica, mas é bem melhor do que qualquer um dos capítulos da trilogia prequela. Uma das coisas que mais se destaca nesta saga é o facto dos filmes viverem muito das suas personagens, são elas os principais alicerces de “Star Wars” e, neste filme, a história está-se a borrifar para os personagens. Apesar destes serem descartáveis, possuem um papel essencial aqui, afinal eles deram a vida para que os acontecimentos do episódio IV pudessem acontecer. Por algum motivo, eles não aparecem em “Star Wars : A New Hope”. Eu gostei de ter seguido esta jornada espacial, foi uma excelente ideia terem concebido este filme. A fita possui excelentes efeitos visuais e uma grande banda sonora. Ao contrário daquilo que costuma acontecer, desta vez, não gostei do dróide de serviço. Apesar do filme ter imensas referências a outros filmes da saga, sente-se a falta física do Imperador. Constatei um erro terrível, não sei como não pensaram nisso. Gostei de ver Mads Mikkelsen inserido neste universo, o mesmo não posso dizer de Forest Whitaker. Podiam ter mostrado mais criaturas. Existem umas poucas coisas que não batem certo com a história da saga em si, mas isso facilmente se releva. Adorei ver Darth Vader neste filme. Não achei muito bem terem metido um Peter Cushing digital a representar aqui, mas foi uma atitude necessária e justificável. Gostei da surpresa final envolvendo uma das personagens principais da trilogia clássica, é uma sequência muito bem feita. A actriz Felicity Jones está muito bem neste papel, embora eu prefira a Rey do episódio VII. Diego Luna tem a segunda melhor prestação do longa, embora eu preferisse que tivessem metido um actor menos conhecido. Por último, tenho que dizer que gosto bastante do trabalho de Gareth Edwards como realizador, seja aqui ou em anteriores filmes.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

The Autopsy Of Jane Doe

Nome do Filme : “The Autopsy Of Jane Doe”
Titulo Inglês : “The Autopsy Of Jane Doe”
Titulo Português : “A Autópsia de Jane Doe”
Ano : 2016
Duração : 86 minutos
Género : Mystery/Terror
Realização : Andre Ovredal
Elenco : Brian Cox, Emile Hirsch, Olwen Kelly, Ophelia Lovibond, Sydney.

História : Tommy Tilden e o seu filho, Austin, são médicos legistas numa pequena cidade americana. Numa noite, aparece-lhes o corpo de uma jovem não identificada. Foi assassinada sob estranhas circunstâncias e encontrada na cave de uma família. À medida que pai e filho vão avançando com a autópsia, numa tentativa de descobrir as causas da morte da rapariga, dão-se conta de alguns factos perturbadores.

Comentário : Tal como aconteceu com “Get Out”, também apanhei uma desilusão com este pequeno filme de terror. É assim, este filme de terror tem uma primeira parte muito boa, com o espectador a ficar totalmente envolvido com aquilo que se desenrola perante os nossos olhos. Acompanhamos o trabalho de um pai e do seu filho, ambos trabalhadores de uma morgue, que recebem um corpo inesperado e estranho e é-lhes pedido que façam a respectiva autópsia, para que de manhã, saibam dizer qual foi a causa da morte da jovem falecida. Primeiramente, é um trabalho muito eficaz de Brian Cox e Emile Hirsch, dois actores que dão muita credibilidade aos seus personagens, os dois têm uma boa química e conseguem com que quem os vê, seja realmente levado a conhecer como se faz uma autópsia. O realizador não nos poupa às nojices próprias daquilo que se está a passar. O clima de mistério resulta muito bem e nos deixa nervosos. Há uma tensão muito forte aqui.

No entanto, lá pela marca dos quarenta minutos que é mais ou menos quando começa a segunda parte do filme, tudo se altera. A sensação que me deu foi que, a partir de uma situação inverossímil, a história e o filme em si resvalaram para uma narrativa patética e ridícula, repleta de clichés do género e de situações estúpidas, o que estragou todo o bom trabalho feito até então. A mim, esta situação colocou-me triste, porque eu tinha depositado muita expectativa neste filme e, visto que a primeira parte é muito boa, a segunda parte não correspondeu em nada aquilo que eu havia idealizado. No campo do elenco, Brian Cox tem uma interpretação consistente, o seu personagem é um homem convicto da sua função e que faz o seu trabalho com afinco e dedicação, ele convence muito bem e nos transmite na perfeição como é um funcionário de uma morgue. Por seu turno, Emile Hirsch, está igualmente aceitável, embora não tenha sido tão convincente quanto Cox o foi. No entanto, Hirsch passa bem a imagem de uma parte da juventude de hoje, por vezes, desligados da realidade e um pouquinho irresponsáveis face ao trabalho. Ophelia Lovibond vai bem, mas teve uma presença limitada, podia ter tido mais tempo de antena. Olwen Kelly tem uma boa prestação física e muita paciência, não deve ter sido fácil passar o filme quase todo deitada numa maca parada. Por último, temos um gatinho muito querido. Lamentável foi o destino do bichano. É um filme detentor de uma primeira parte bastante competente, mas que se perde largamente num segundo acto profundamente patético e pouco imaginativo. 

Star Wars : The Force Awakens

Nome do Filme : “Star Wars : The Force Awakens”
Titulo Original : “Star Wars : Episode VII – The Force Awakens”
Titulo Inglês : “Star Wars : The Force Awakens”
Titulo Português : “Star Wars : O Despertar da Força”
Ano : 2015
Duração : 137 minutos
Género : Aventura/Ficção-Científica/Drama
Realização : J. J. Abrams
Produção : J. J. Abrams
Elenco : Daisy Ridley, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Lupita Nyong'o, Domhnall Gleeson, Gwendoline Christie, Andy Serkis, Max Von Sydow, Peter Mayhew, Warwick Davis, Kenny Baker, Anthony Daniels, Simon Pegg, Kiran Shah, Pip Torrens, Maisie Richardson Sellers, Ken Leung, Iko Uwais, Tim Rose.

História : Três décadas depois da derrota do Império, Luke Skywalker exilou-se e caiu no anonimato. Rey, uma jovem habitante do planeta Jakku, encontra um dróide que possui informações secretas. Ela torna-se ainda amiga de Finn, um stormtrooper desertor da Primeira Ordem, uma organização que quer reaver o Império e luta contra a Resistência, comandada por Leia Organa. Os três unem-se assim a Han Solo e a Chewbacca, abraçando a missão de tentar encontrar Luke Skywalker, ao mesmo tempo que Rey descobre que tem uma ligação muito forte à Força e que ela poderá vir a tornar-se na última Jedi.

Comentário : Sobre as duas anteriores trilogias : Enquanto que a trilogia prequela é muito fraca, onde o episódio III é o único que se aproveita; a trilogia clássica era inicialmente muito boa, mas George Lucas estragou-a ao fazer nela algumas alterações menos felizes, e a coisa agravou-se, quando ele a tornou definitiva. Este episódio VII volta a ter a qualidade da trilogia clássica e embora muitos não tenham gostado por ser parecido ao episódio IV, eu não partilho dessa opinião. Eu penso que J. J. Abrams quis com este filme fazer uma homenagem à trilogia antiga e conseguiu. Eu gostei muito de ter seguido Luke, Han Solo e Leia nos episódios IV, V e VI, claramente que gostei de os reencontrar neste novo capítulo. Apesar de familiar, a história é interessante e o facto de termos uma mulher como protagonista é o melhor do filme. O argumento está muito bem escrito e apenas lamentei o facto de não nos ter sido dito quase nada sobre o passado de Rey, não se ficou a saber quem era ela na realidade. Também fiquei um pouquinho triste porque Luke apenas aparece no último minuto. Gostei dos cenários e dos efeitos especiais, tudo parece muito real. A banda sonora é fabulosa. As alterações feitas à matriz da coisa não foram muito drásticas e, embora tenhamos vilões fraquinhos, esta é uma história que se segue muito bem. Nota negativa para o excesso de humor e para umas poucas situações que podiam ter sido evitadas.

Se a nível técnico o filme está muito bom, em termos de elenco também não lhe fica nada a dever. Foi com prazer que vi Harrison Ford e Carrie Fisher regressarem aos seus papéis e às personagens que os tornaram famosos, os dois estiveram muito bem neste filme. Quer dizer, não com a excelência com que tiveram na trilogia clássica, mas ainda assim e para a idade, mais não lhes podia ser exigido. Vou ser sincero, fui ver este filme no cinema e quando os vi a abraçarem-se (foto em cima), senti uma grande emoção. E Mark Hamill, apesar de apenas aparecer no minuto final, foi uma presença muito forte no ecrã, aquela cena dele com Rey foi uma das melhores do filme. John Boyega esteve igualmente bem no seu papel, foi uma boa aquisição para a saga, gostei do seu personagem e a química dele com Rey funcionou muito bem. Oscar Isaac esteve bem, embora um pouco apagado, pedia-se mais tempo de antena para o actor e um desenvolvimento mais amplo do seu personagem. Adam Driver deu um vilão um pouco fraco, ainda assim, muito superior ao Anakin Skywalker da trilogia prequela. A interpretação de Driver foi boa, ele conseguiu passar bem o drama do seu personagem, o conflito dele convenceu-me muito bem e aquilo que ele fez com alguém importante da história deixou-me muito revoltado. Eu adorei o combate de sabres de luz que ele travou com Rey e confesso ter lamentado que ele não tenha morrido nesse confronto. Por último, a estrela do filme chama-se Rey ou Daisy Ridley, como queiram. Esta jovem actriz foi a melhor aquisição para a saga, ela esteve excelente no filme, detentora de uma grande prestação e de uma boa fisicalidade, eu adorei a Rey. A miúda é linda, tem carisma e cria empatia com o público, para além de ser uma excelente actriz. Gostava de a ter visto um pouco com o cabelo solto. O elenco de secundários esteve bem, mas sem deslumbrar. Sem esquecer que foi emocionante rever Chewbacca, C-3PO e R2-D2, já para não falar no novo dróide, o redondo BB-8, que foi a melhor invenção deste episódio VII. Eu adorei este novo filme, é um excelente recomeço para uma grande saga e só espero que não estraguem a história nos episódios VIII e IX. Um último reparo, não se compreende porque motivo não é J. J. Abrams a realizar o segundo filme da trilogia.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Wolyn

Nome do Filme : “Wolyn”
Titulo Inglês : “Hatred”
Titulo Português : “Ódio”
Ano : 2016
Duração : 150 minutos
Género : Drama/Histórico/Guerra
Realização : Wojciech Smarzowski
Elenco : Michalina Labacz, Arkadiusz Jakubik, Wasyl Wasyik, Adrian Zaremba, Izabela Kuna, Jacek Braciak, Maria Sobocinska, Oleksandr Chesherov, Lech Dyblik, Roman Skorovskiy, Zacharjasz Muszynski, Gabriela Muskala, Michal Gadomski, Andrzej Popiel, Marcin Sztabinski, Jerzy Rogalski, Iryna Skladan, Oles Fedorchenko, Jan Aleksandrowicz, Magda Celowna, Janusz Chabior., Jaroslaw Gruda, Anna Grzeszczak, Magdalena Jaworska, Sonia Roszczuk, Emilia Sulej.

História : Uma jovem polaca chamada Zosia vive um romance escondido com um rapaz, quando é obrigada pelo progenitor a casar com um homem que tem idade para ser seu pai. Para piorar ainda mais a sua complicada situação, Zosia vê começar a Segunda Guerra Mundial e com ela agrava-se o ódio que os ucranianos têm pelos polacos. Sozinha com um filho pequeno nos braços, ela vê-se no meio de um conflito muito violento e mortal e tudo fará não só para garantir a sobrevivência do seu rebento, como também para se manter viva.

Comentário : O chamado cinema do mundo continua em grande e este filme polaco é a grande prova disso. É um filme muito violento, tendo cenas capazes de ferir a sensibilidade dos mais susceptíveis. Dentro do género em que está inserido, é mais um filme que mostra a maldade humana e a capacidade dos homens para cometer as mais horrendas barbaridades contra o seu semelhante. E custa a presenciar certas coisas, o realizador não nos poupa na altura de chocar. Durante o filme, a sensação que temos é a de estar a ver uma espécie de versão curta da fita, porque existem alguns cortes em certas cenas. Mas isso não afecta o todo. Temos uma recriação de época bastante aceitável, onde aquilo que mais se destaca é o guarda-roupa e os artefactos usados por todo o elenco. Gostei igualmente da fotografia e da banda sonora. Mas o grande pilar do filme são as brutais prestações de todo o elenco, principalmente a interpretação e caracterização da jovem protagonista Michalina Labacz, esta rapariga não só é muito bonita como também possui a melhor presença do filme, ela carrega a peça praticamente toda nos ombros. É impossível não ficarmos preocupados sempre que está prestes a acontecer-lhe alguma coisa de mal. A história da humanidade está cheia de atrocidades e injustiças e eu confesso que desconhecia que em tempos os ucranianos chegaram a odiar tanto os polacos. Lá para o fim, houve uma situação muito mal explicada, mas tudo bem. E o final, apesar de simbólico, é bastante aceitável. 

Nerve

Nome do Filme : “Nerve”
Titulo Inglês : “Nerve”
Titulo Português : “Nerve : Alto Risco”
Ano : 2016
Duração : 96 minutos
Género : Crime/Mystery/Aventura
Realização : Ariel Schulman/Henry Joost
Elenco : Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Miles Heizer, Colson Baker, Juliette Lewis, Kimiko Glenn, Marc John Jefferies, Brian Marc, Ed Squires.

História : Prestes a entrar na universidade, Vee esforça-se por superar a sua timidez, que sempre lhe criou insegurança e algumas dificuldades de relacionamento. Quando conhece um jogo online chamado “Nerve”, percebe que é chegado o momento de sair da sua zona de conforto e provar a si própria as suas capacidades de superação.

Comentário : Este filme foi associado ao perigoso jogo online “Baleia Azul”, porque o que se passa nele é muito parecido com aquilo em que o game consiste. Na verdade, trata-se de uma realidade muito perigosa. Este jogo é muito perigoso e basicamente, consiste em várias pessoas que têm que cumprir tarefas para serem aceites, ganhar fama e vencer. Se umas tarefas são simples, outras são bem arriscadas e chegam mesmo a prejudicar a saúde dos próprios jogadores. Na vida real, já houve até casos de mortes associadas a este jogo. Sobre o filme, eu gostei bastante dele, porque mostra como as pessoas podem ser cruéis, já que querem ver a desgraça e o sofrimento alheio. Gostei desta fita também porque a dupla de realizadores fez um excelente trabalho, desde o intrigante argumento, passando pelas boas prestações e terminando no fabuloso twist perto do final. Além disso, foi um filme que me envolveu totalmente naquilo que se passou ao longo dos seus noventa minutos, eu estava sempre na expectativa daquilo que ia acontecer a seguir. Apesar de alguns erros na lógica das coisas, penso que o filme funciona no geral muito bem. Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Miles Heizer e Colson Baker estão excelentes nos seus papéis, eu adorei estes cinco personagens e todos os actores que lhes dão vida, fizeram um bom trabalho. A sequência do comboio é arrepiante, a adrenalina é uma das principais componentes do jogo. É igualmente um filme que serve de alerta para os perigos da internet e para o evoluir das novas tecnologias, já para não falar do facto de cada vez mais, termos menos privacidade. Bom filme.


domingo, 30 de abril de 2017

Logan

Nome do Filme : “Logan”
Titulo Inglês : “Logan”
Titulo Português : “Logan”
Ano : 2017
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : James Mangold
Elenco : Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodriguez, Richard E. Grant, Eriq La Salle, Elise Neal, Quincy Fouse, Krzysztof Soszynski, Stephen Dunlevy, Hannah Westerfield, Ashlyn Casalegno, Alison Fernandez, Bryant Tardy, Parker Lovein, Doris Morgado.

História : Num futuro próximo, os mutantes estão quase extintos, entre eles está Logan. Física e psicologicamente debilitado, Logan é contactado por Gabriela, que lhe pede ajuda para criar e educar a pequena Laura, uma jovem mutante com poderes idênticos aos seus, que precisa de um mentor que lhe guie os seus passos e a proteja dos seus inimigos.

Comentário : Eu voltei a ver este filme e mudei radicalmente a minha opinião sobre ele, inicialmente havia dito que era mais do mesmo em relação aos restantes filmes da Marvel, mas tenho que mudar o registo, até porque ao rever outros filmes da empresa, este “Logan” não só é uma obra diferente e à parte como também é o melhor filme da Marvel. O realizador chegou a ponderar a hipótese de fazer o filme filmado a preto e branco, eu fiquei muito chateado e triste por ele não ter levado isso para a frente, lá está, o estúdio mais uma vez ditou as suas regras e estragou a beleza da coisa. Este filme foge muito à história tradicional dos filmes dos mutantes da Marvel, ele é uma espécie de “ovni” da empresa, pois prima pela diferença. É também um filme muito violento e realista em certos aspectos, este é o Logan que sempre quisemos ver no ecrã. Numa entrevista, o actor Hugh Jackman disse que esta era a última vez que desempenhava o papel do mutante mais importante do estúdio e eu fiquei satisfeito com isso, ele já deu muito à casa e já é hora de parar. Eu acho também que este actor é o ideal para este papel, se algum dia fizerem outro filme de Wolverine e colocarem outro actor por muito bom que seja, nunca chegará aos calcanhares de Hugh Jackman.

Hugh Jackman tem a melhor prestação deste filme, ele é a alma da fita, é a primeira vez que o seu personagem parece mesmo real e credível nos seus problemas. Este é o meu Logan preferido. Quem também está de parabéns é a pequena Dafne Keen, que garota sensacional, esta jovem actriz está perfeita neste papel e apenas falha quando abre a boca. Fisicamente impecável e tendo a segunda melhor prestação do filme, a jovem vai muito bem e faz com que nós queiramos ver mais dela. A empatia da miúda com Hugh Jackman funcionou na perfeição, os dois quase parecem pai e filha e estão excelentes como personagens principais. Também fiquei satisfeito com Patrick Stewart, finalmente temos um Professor Xavier mais realista e credível, sem toda aquela aura celestial onde sempre o vimos nos outros filmes. O filme peca por nos facultar poucas explicações, os vilões são uma porcaria e as cenas das mortes podiam ser bem mais dramáticas, realistas e chocantes. Sente-se também a falta de Magneto e de Jean Grey. Ainda assim, este é o meu filme preferido da Marvel, eles fizeram muito bem em ter quebrado um pouquinho as regras. 

domingo, 23 de abril de 2017

The Girl On The Train

Nome do Filme : “The Girl On The Train”
Titulo Inglês : “The Girl On The Train”
Titulo Português : “A Rapariga No Comboio”
Ano : 2016
Duração : 112 minutos
Género : Crime/Drama/Mystery
Realização : Tate Taylor
Produção : Marc Platt/Jared LeBoff
Elenco : Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Luke Evans, Justin Theroux, Edgar Ramirez, Allison Janney, Lisa Kudrow, Darren Goldstein, Laura Prepon.

História : Depois de um divórcio algo traumatizante, Rachel desistiu de si mesma, entregando-se à depressão e ao alcoolismo. Todos os dias da semana faz o mesmo percurso para o local de trabalho e depois o de regresso. Durante as viagens, ela observa as várias pessoas nas casas, onde se apega a um casal, criando um cenário e uma narrativa onde os enquadra numa relação perfeita. Um dia, descobre que a mulher foi dada como desaparecida, e acaba por se tornar ela mesma numa das principais suspeitas.

Comentário : Este filme é baseado num livro que foi um grande sucesso de vendas, que eu confesso nunca ter lido. Fui totalmente às escuras para este filme e tenho que dizer que gostei bastante do que vi. A maneira como a história nos é contada e mostrada não é nada aliciante, na verdade, eu pensei algumas vezes em desistir de continuar a ver o filme, mas a partir da altura em que a rapariga desaparece e que uma investigação tem início, fiquei logo agarrado ao que se estava a passar. Trata-se portanto de uma história que nos envolve, devido a um argumento que começa a ficar interessante a partir de um certo momento da narrativa. Foi curioso, porque em certas partes, dei por mim a tecer possíveis teses sobre o que realmente teria acontecido, claramente que sem êxito. O filme tem ainda alguns twists que se inserem muito bem na narrativa e foram uma surpresa para mim.

No papel principal, Emily Blunt possui a melhor interpretação do longa, é a ela que se deve os melhores momentos e os mais tensos. A actriz consegue ser convincente e fazer com que a sua personagem nos transmita realmente aquilo que está a passar. Haley Bennett é uma mulher muito bonita e sensual, para além de nos dar uma personagem interessante, a actriz possui uma prestação muito boa, adorei a sua Megan. Rebecca Ferguson fecha o triângulo feminino em beleza, a seguir a Rachel e a Megan, ela é a terceira personagem mais interessante do filme. Sobre o elenco masculino, Luke Evans e Justin Theroux estão muito mal aproveitados, além disso, as suas personagens me causaram irritação e nervos. Por último, Allison Janney e Edgar Ramirez são duas boas personagens de apoio ao elenco principal que estiveram muito bem. Aos poucos, nos últimos 15 minutos, as coisas começam a se esclarecer e o final é nos apresentado de forma bestial, eu quase aplaudi o desfecho de Rachel. O mesmo não posso dizer do desfecho de Megan, eu lamentei imenso o destino da personagem, achei mesmo injusto. Mesmo não lendo o livro, confesso que este deve ser ainda mais interessante. 

Personal Shopper

Nome do Filme : “Personal Shopper”
Titulo Inglês : “Personal Shopper”
Titulo Português : “Personal Shopper”
Ano : 2016
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Mystery/Thriller
Realização : Olivier Assayas
Produção : Charles Gillibert
Elenco : Kristen Stewart, Nora Von Waldstatten, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz, Anders Danielsen Lie, Ty Olwin, Benjamin Biolay, Audrey Bonnet, Pascal Rambert, Olivia Ross.

História : Maureen Cartwright é uma americana a viver em Paris. A sua função laboral é percorrer as lojas em busca de roupas e adereços que agradem a Kyra, uma sofisticada e intransigente modelo alemã. Ainda em luto pela morte do irmão gémeo, com quem toda a vida partilhou capacidades mediúnicas, ela esforça-se por comunicar com ele de todos os métodos possíveis. É então que começa a receber estranhas mensagens de um número desconhecido.

Comentário : É a segunda vez que o realizador Olivier Assayas trabalha com Kristen Stewart, eu gostei bastante do seu anterior filme, mas este não me agradou tanto, ainda assim gostei. Gostei da história, é algo que se segue muito bem e para isso contribuiu e muito o ritmo lento e pausado da fita. Em alguns momentos, ficamos tensos, surpreendidos por vezes, ainda assim é uma obra que nos revela pouco, sendo nos detalhes que surge a possibilidade de haver uma revelação. Gostei também do facto de nem sempre o filme saber para onde vai, tem momentos em que parece que ele vai numa direcção, para no momento seguinte, seguir um outro caminho. O realizador usa muito bem a técnica das mensagens de texto do tlm da protagonista, chega a ser assustador. Olivier Assayas sabe trabalhar Kristen Stewart muito bem, afinal já trabalhou com ela duas vezes e foi bem sucedido em ambas. Ela carrega o filme praticamente todo às costas, tem uma óptima prestação. O director gere ainda muito bem a questão do sobrenatural, nada aqui é exagerado e, com poucos meios, pode dizer-se que até fez um bom trabalho nesse campo. Tem uma cena em que Maureen chega a um quarto de hotel e, quando estamos prestes a saber quem é a entidade mistério, a cena é cortada, foi muito cruel isso ter acontecido. Segundos depois, acontece umas coisas que eu também não entendi. Fiquei mesmo furioso por estas duas situações. Mas o final é muito bom, confesso que não estava à espera. 

Viral

Nome do Filme : “Viral”
Titulo Inglês : “Viral”
Ano : 2016
Duração : 85 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Ariel Schulman/Henry Joost
Produção : Sherryl Clark/Jason Blum
Elenco : Sofia Black-D'Elia, Analeigh Tipton, Travis Tope, Michael Kelly, Linzie Gray.

História : As irmãs adolescentes, Emma e Stacey, estão a ajustar-se à vida depois de uma mudança para o sul da Califórnia e tentam ainda lidar com as tensões na relação dos pais. Quando uma estranha doença atinge uma colega da turma de Emma, a vida das duas irmãs fica virada do avesso. Uma quarentena de emergência separa-as do pai e as jovens são forçadas a cuidar de si mesmas, enquanto o governo declara lei marcial. Emma e Stacey vão descobrir que este vírus é afinal um verme parasita que faz o seu hospedeiro atacar violentamente, espalhando-se através do sangue assim a outras vítimas. Quando Stacey começa a mostrar sinais de estar infectada, Emma terá que lutar, não só para salvar Stacey, mas também para se salvarem a si próprias.

Comentário : Na noite passada tive a grande oportunidade de ver este pequeno filme de terror, que confesso ter gostado bastante. Não sendo daquelas obras de terror muito sangrentas e violentas, é antes um filme leve e pouco exigente cujo principal foco é a relação entre duas irmãs muito diferentes. Eu confesso que estava um pouco indeciso se havia ou não de ver este filme, afinal, a crítica não é muito favorável, mas optei por ignorar os comentários menos bons e embarcar nesta aventura. Claro que o filme tem clichés, os mesmos de sempre em filmes do género, mas as coisas vão-se encaminhando no bom sentido, o que resulta numa história capaz, onde quem vê fica sempre a desejar que corra tudo bem com as duas miúdas, principalmente com Emma. Embora, no filme, seja referido que a irmã mais velha talvez não fosse capaz de fazer pela mais nova, aquilo que esta fez por ela. O que se sente é que a mais nova é melhor pessoa do que a mais velha, foi isso que passou cá para fora, apesar de gostarem uma da outra.

No papel da irmã mais nova, Sofia Black D'Elia representa uma menina doce e simpática, muito diferente de Stacey. Emma segue sempre todas as regras e é toda certinha, mas acaba sempre por ser arrastada pela irmã para maus caminhos. Mas a jovem actriz tem a melhor interpretação do elenco, eu adorei a sua personagem. Já Analeigh Tipton como Stacey, é a típica irmã rebelde que não respeita os pais nem ninguém, sempre metida em confusões por ela criadas, a jovem é uma espécie de ovelha negra da família. Ainda assim, as duas meninas gostam imenso uma da outra e protegem-se mutuamente, a química aqui resulta muito bem, seja como actrizes, seja enquanto personagens irmãs. De referir ainda que esta última teve uma interpretação bastante aceitável. Depois, temos um clima de tensão que percorre todo o longa que resulta muito bem, eu mesmo me senti totalmente penetrado naquilo que estava a acontecer diante dos meus olhos. É um filme que dá que pensar, e se um dia isto viesse a acontecer, algo deste tipo, que afectasse a população humana. Gostei bastante deste filme. 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Road To Nowhere

Nome do Filme : “Road To Nowhere”
Titulo Inglês : “Road To Nowhere”
Titulo Português : “Sem Destino”
Ano : 2010
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Thriller
Realização : Monte Hellman
Produção : Monte Hellman/Melissa Hellman
Elenco : Tygh Runyan, Dominique Swain, Shannyn Sossamon, John Diehl, Cliff Young, Waylon Payne, Rob Kolar, Fabio Testi, Nic Paul, Mallory Culbert.

História : Mitchell Haven é um realizador que descobre o argumento perfeito para o seu filme na história verídica de dois amantes malditos : a jovem e belíssima Velma Duran e o político americano Rafe Taschen, envolvidos num escândalo de fraude, que culmina no trágico suicídio de ambos. Mitchell, fascinado com o enredo e mais ainda pela personagem de Velma, encontra na desconhecida Laurel Graham, a encarnação da beleza e carisma que procura para a sua personagem central. Mas com o passar do tempo, e cada vez mais envolvido na trama, a linha entre a ficção e a realidade começa a esvanecer-se.

Comentário : Existem, por vezes, filmes que contam histórias de filmes dentro de filmes, é o caso deste. Confesso que deixei este filme passar na altura, devido ao facto de não lhe ter prestado muita atenção, passou-me despercebido. Não sendo um grande filme, é uma obra razoável que se vê bem, embora no início custe a entranhar. Por vezes confusa, é uma história dentro de outra história. Por um lado, temos a equipa que está a filmar e a produzir o filme e depois temos os acontecimentos do tal filme que está a ser feito, embora seja mais do primeiro caso. Só para terem uma pequena ideia, no princípio aparece os dados técnicos do filme que está a ser feito e não do filme de Monte Hellman. Sobre o elenco, são elas quem mais se destacam. Dominique Swain está muito bem no seu papel, enquanto que Shannyn Sossamon irradia sensualidade com a sua beleza, gostei das interpretações destas duas, com destaque para a segunda. Por seu turno, o actor Tygh Runyan possui a melhor interpretação no que ao elenco masculino diz respeito. Gostei da fotografia e do facto deste filme ser também uma homenagem à sétima arte, visto mostrar em certas cenas os bastidores das filmagens de uma produção cinematográfica. Assim, assistimos à maneira como é filmada uma cena e como é trabalhado o argumento. A determinado momento, a confusão instala-se porque os dois filmes são cuidadosamente baralhados, embora se perceba claramente aquilo que se passa ou pelo menos assim pareça. Resta-me dizer que o filme possui um ritmo um pouquinho lento, mas isso aqui funciona como um elogio. Gostei.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Special Day

Nome do Filme : “Una Giornata Particolare”
Titulo Inglês : “A Special Day”
Titulo Português : “Um Dia Inesquecível”
Ano : 1977
Duração : 106 minutos
Género : Drama
Realização : Ettore Scola
Produção : Carlo Ponti
Elenco : Marcello Mastroianni, Sophia Loren, John Vernon, Patrizia Basso, Alessandra Mussolini, Tiziano De Persio, Maurizio Di Paolantonio, Antonio Guerrieri, Nicole Magny.

História : Em 6 de Maio de 1938, em Roma, Mussolini e Hitler encontram-se pela primeira vez. Com o marido e os filhos fora a celebrar o acontecimento histórico, Antonietta, uma solitária e resignada dona de casa, cruza-se acidentalmente com um vizinho seu, Gabriele, um ex-locutor de rádio. À medida que o dia avança para a noite, Antonietta e Gabriele vão desenvolvendo uma relação muito especial.

Comentário : Estive quase para não ver este filme italiano realizado e bem pelo conceituado Ettore Scola, mas optei por embarcar na viagem e gostei bastante do que vi. Gosto de Marcello Mastroianni como actor e também sempre gostei do trabalho de Sophia Loren enquanto actriz, não só eles tiveram bons desempenhos aqui, como a química entre os dois funcionou muito bem. A nível da história, também saímos daqui muito bem servidos, o argumento é intrigante e faculta cenas engraçadas, por exemplo, a sequência em que ele e ela brincam com um dos lençóis no terraço. O encontro também se deu porque o pássaro dela fugiu da gaiola, caso isso não tivesse acontecido, muito dificilmente os dois tinham se conhecido e muito menos as coisas se tinham proporcionado daquela maneira. O filme também diz muito de como as coisas eram nos anos trinta e quarenta, as mulheres estavam apenas destinadas a cuidar da casa e dos filhos menores e os homens estavam apenas destacados a trazer dinheiro para casa através do trabalho, muitas vezes, não tratavam as esposas da forma mais correcta. Veja-se uma frase proferida a meio do filme : “Vamos sair daqui, os homens não são para estar numa cozinha”, isto dito por ela. No início do filme, temos imagens de arquivo de época da visita dos dois líderes e das pessoas que os estavam a ver nas ruas. Gostei mesmo deste filme, disse-me imenso daquela época e acabou por me proporcionar um bom momento de cinema. Um último apontamento, este filme foi nomeado para duas estatuetas douradas : melhor actor e melhor filme estrangeiro.

In The White City

Nome do Filme : “Dans La Ville Blanche”
Titulo Inglês : “In The White City”
Titulo Português : “A Cidade Branca”
Ano : 1983
Duração : 108 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Alain Tanner
Produção : Alain Tanner/Paulo Branco
Elenco : Bruno Ganz, Teresa Madruga, Julia Vonderlinn, José Carvalho.

História : Paul é um operário de um navio que anda em viagem. Ele aproveita que o barco atraca num cais em Lisboa e decide ir conhecer a cidade. Hospedado numa pensão, Paul passa os dias a passear por Lisboa, a filmar aquilo que gosta de ver, enviando as filmagens e cartas para uma namorada que tem na Suíça. Um dia, a empregada da pensão mostra interesse nele e Paul vê a sua vida mudar.

Comentário : Realizado por Alain Tanner, produzido por Paulo Branco e filmado principalmente em Lisboa, este filme agradou-me bastante. E não apenas porque é filmado na grande e bonita cidade de Lisboa, mas também porque possui uma boa interpretação de Bruno Ganz e uma excelente prestação da então ainda bonita Teresa Madruga. Aliás, Bruno Ganz e Teresa Madruga estão muito bem neste filme, já para não falar da excelente química entre eles. Gostei de ver imagens da minha cidade, eu nunca me canso de ver Lisboa, seja de que maneira for. Foi com grande alegria que revi o eléctrico 28 de antigamente, tantas vezes que andei naquela linha. Podiam ter mostrado outras partes de Lisboa, mas já foi muito bom o pouco que nos deram a ver. O filme também pode funcionar como uma espécie de homenagem à sétima arte ou ao acto de filmar em si, afinal, o protagonista tem o hábito de filmar com uma camara, pequenas fitas de 8 mm que envia para a namorada no estrangeiro. O realizador filma o dia e a noite de uma parte específica da capital portuguesa da forma peculiar. Pessoalmente, gostei de acompanhar a jornada de Paul, para isso ajudou a história interessante, fruto de um argumento muito bem escrito. A situação da facada e do tempo de ausência não foi devidamente explicada, mas a atitude de Rosa é bastante verossímil e foi bem aceite. Também gostei da banda sonora e adorei a sequência em que Paul se apresenta aos pais de Rosa e os três tentam se entender sobre aquilo que dizem uns aos outros, essa parte é muito bonita. Um filme que me preencheu, gostei bastante.