sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

The Edge Of Seventeen

Nome do Filme : “The Edge Of Seventeen”
Titulo Inglês : “The Edge Of Seventeen”
Titulo Português : “Quase 18”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Kelly Fremon Craig
Produção : Kelly Fremon Craig/James L. Brooks
Elenco : Hailee Steinfeld, Haley Lu Richardson, Woody Harrelson, Kyra Sedgwick, Blake Jenner, Hayden Szeto, Alexander Calvert, Eric Keeleyside, Nesta Cooper, Daniel Bacon, Lina Renna, Ava Grace Cooper, Christian Michael Cooper, Jena Skodje, Katie Stuart, Meredith Monroe, Lyle Reginald, Christian Lagasse, Kirsten Robek, Paul Herbert, Laura Ward, Laine MacNeil.

História : Os dramas sociais de uma bonita adolescente que se acentuam quando a sua melhor amiga começa a namorar com o seu irmão mais velho.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que sou um grande admirador de Hailee Steinfeld enquanto actriz e pessoa, ela nunca me desiludiu em nenhum papel que desempenhou. Já estava a algum tempo para ver este filme e agora que o vi, confesso que gostei bastante, a realizadora abordou a adolescência de uma forma muito peculiar. O filme tem uma história que se segue muito bem, eu adorei seguir os dramas de Nadine, é uma personagem interessante e ficamos a zelar para que tudo dê certo com ela, apesar da sua imaturidade. Hailee Steinfeld (True Grit) é uma actriz completa, ela tem neste filme mais uma excelente interpretação, conseguindo passar na perfeição os dramas que a sua Nadine vive. Haley Lu Richardson (The Last Survivors) tem uma interpretação boa, ela e Hailee são duas raparigas lindas, gostei bastante das suas personagens. Woody Harrelson tem um personagem que primeiro estranha-se e depois entranha-se, no final, ele acaba por ter bastante carisma. E Kyra Sedgwick, Hayden Szeto e Blake Jenner são três bons apoios à protagonista, apesar de eu ter detestado o personagem do terceiro.

O filme tem uma componente cómica leve mas bastante consistente que nunca cai no ridículo. A banda sonora é de uma qualidade raramente encontrada em filmes do género. A fita consegue igualmente nos colocar bem dispostos em algumas ocasiões e a pensar, noutras situações. Nadine é uma personagem bastante admirável, é fácil gostarmos dela, nos sentimos parte dos seus problemas e dos seus dramas sociais e existênciais, tudo isto graças à excelente prestação da protagonista. Podemos também contar com uma sequência animada bastante original que surge perfeitamente enquadrada na narrativa devido a um dos personagens secundários, que no final, abarca uma importante e decisiva ligação com Nadine. A componente “escola” também foi bem trabalhada. A adolescência é a fase mais complicada do ser humano e em conjunto com a infância, são elas que definem que adultos nós seremos no futuro, tudo fruto das experiências que vivemos durante essas duas fases e a realizadora Kelly Fremon Craig conseguiu, através da escolha certa da actriz principal para o seu filme, nos passar essa mensagem. Trata-se de um dos meus filmes preferidos sobre a juventude, em parte, porque o argumento é muito bom e também pelo profissionalismo de Hailee Steinfeld. 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Passengers

Nome do Filme : “Passengers”
Titulo Inglês : “Passengers”
Titulo Português : “Passageiros”
Ano : 2016
Duração : 116 minutos
Género : Aventura/Drama/Ficção-Científica
Realização : Morten Tyldum
Elenco : Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne.

História : Jim Preston é um dos cinco mil passageiros que viajam em estado de hibernação pelo espaço numa nave sofisticada a caminho de um planeta distante para aí iniciarem uma nova vida, num desejado processo de colonização. Devido a uma chuva de asteróides, gera-se um problema na nave, o que origina que a cápsula de hibernação de Jim avarie, fazendo com que ele desperte noventa anos antes do previsto. Após cerca de um ano a deambular pela nave e conseguindo sobreviver nesse espaço de tempo, ele sente-se muito sozinho, acabando por tomar uma decisão que o fará cometer um acto condenável.

Comentário : Estamos perante um filme que falhou em alguns aspectos. Confesso que não gostei deste filme, porque ele tentou me vender algo que eu não estava disposto a comprar. Eu até estava a seguir bem os acontecimentos que envolviam o personagem principal, mas depois o filme toma um rumo totalmente descartável e detentor dos habituais clichés do cinema comercial americano. E digo isto com muita tristeza, porque as coisas podiam ter ido por outros caminhos bem mais interessantes, tornando tudo num fantástico thriller espacial psicológico. Primeiro, o que Jim faz é totalmente condenável, isto tendo em conta a situação em que todos estavam, é um acto de puro egoísmo e de machismo. O filme peca igualmente por ter aspectos que não são devidamente explicados, pequenos detalhes de coisas que acontecem. Como aspectos positivos, o filme tem uma boa fotografia e está impecável a nível técnico, possuindo uma sequência muito interessante envolvendo uma piscina e a gravidade, abrangendo a personagem de Jennifer Lawrence. Esta última e Chris Pratt têm boas interpretações e a química entre os dois resultou muito bem. Apesar do final do filme ser o desejado e o correcto, o terceiro acto da fita é uma autêntica porcaria, típica dos filmes comerciais de Hollywood. Nas mãos do realizador e do argumentista certos, este podia ter sido um bom filme. É mais uma das grandes desilusões deste ano. 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

It's Only The End Of The World

Nome do Filme : “Juste La Fin Du Monde”
Titulo Inglês : “It's Only The End Of The World”
Titulo Português : “Tão Só o Fim do Mundo”
Ano : 2016
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Dolan
Produção : Xavier Dolan
Elenco : Gaspard Ulliel, Nathalie Baye, Vincent Cassel, Lea Seydoux, Marion Cotillard.

História : Louis é um escritor que regressa à casa da mãe depois de doze anos de ausência para comunicar à família que está à beira da morte.

Comentário : O jovem realizador e produtor Xavier Dolan surge-nos com outro drama familiar, campo no qual ele é um senhor. Todos os filmes dele foram do meu agrado e já se encontram comentados neste espaço. É um filme que aborda os dramas familiares, as complicadas relações entre os vários membros de uma família e a forma como as suas ações no passado afectam o presente. Não é um filme fácil. É uma fita que fala do saudosismo de um passado razoável e da carência de qualquer coisa, o realizador sabe muito bem trabalhar a questão mãe-filho. Gaspard Ulliel possui uma excelente prestação aqui, ele é o protagonista e o actor em causa consegue nos transmitir na perfeição tudo o que ele está a passar. Vincent Cassel está convincente no seu papel, aqui no corpo de um personagem carregado de traumas e de sofrimento, principalmente por tudo o que já passou, por vezes chega a irritar. Nathalie Baye tem a melhor prestação do filme, ela é a mãe do protagonista e deu-nos uma personagem muito forte. Lea Seydoux, linda como sempre, nunca nos desilude no campo da representação, aqui está brutal no papel da irmã cheia de curiosidade para saber mais sobre o irmão que pouco viu. Por último, Marion Cotillard, ainda que um pouco engasgada na sua personagem, está leal como actriz, mas já nos deu muito melhor. Gostei bastante deste filme, porque aborda muito bem as complicadas relações entre pessoas. Xavier Dolan trabalha bem a complexidade que envolve uma família nos seus filmes. 

Split

Nome do Filme : “Split”
Titulo Inglês : “Split”
Titulo Português : “Fragmentado”
Ano : 2016
Duração : 117 minutos
Género : Thriller/Drama
Realização : M. Night Shyamalan
Produção : M. Night Shyamalan
Elenco : James McAvoy, Anya Taylor Joy, Haley Lu Richardson, Jessica Sula, Betty Buckley, Sebastian Arcelus, Brad William Henke, Izzie Leigh Coffey.

História : Kevin sofre de transtorno dissociativo de identidade, e dentro de si, existem várias personalidades distintas. Há muito que é acompanhado por uma psiquiatra especializada em distúrbios de identidade que se interessa particularmente pelo seu caso e acredita que essas alteridades podem provocar alterações no próprio corpo. Certo dia, Kevin rapta três bonitas adolescentes e as mantém aprisionadas numa cave, atormentando-as diariamente.

Comentário : Capaz de fazer bons filmes e de nos facultar fitas medíocres, M. Night Shyamalan aparece agora com este “Split” que já chega tarde. O filme era para ter estreado no ano passado, agora parece que é moda, estarem constantemente a adiar a data de estreia de filmes. Confesso que gostei deste “Split”, embora tenha que dizer que continua longe da qualidade de obras como “O Sexto Sentido” e “A Vila”, os dois melhores filmes do cineasta. O filme possui um clima de tensão que se vai adensando conforme os minutos vão passando e isso atinge o auge no final do confronto entre o predador e a presa, com o twist final a que o realizador já nos habituou. Gostei do twist e curti bastante o final do filme, apesar de acabar em aberto para essas duas personagens, de realçar também que o realizador faz referências a outros filmes seus. A banda sonora é cordata e a fotografia é apelativa. O principal problema deste filme é que custa a acreditar que um ser humano chegasse a tanto, pelo menos daquela maneira.

James McAvoy tem aqui uma boa prestação, apesar dos exageros da sua personagem. As jovens Haley Lu Richardson e Jessica Sula estão bem, embora as suas personagens sirvam apenas os propósitos estabelecidos, não lhes é dado quase nada para fazer durante o filme, é como se não tivessem utilidade, como se não produzissem. Betty Buckley tem uma interpretação segura e bastante consistente, a sua química com James McAvoy sente-se em cada cena que contracenam. Depois de ter tido uma excelente prestação no muito e bem aclamado “The Witch”, a jovem e bonita Anya Taylor Joy repete o feito, a miúda possui a melhor interpretação deste “Split”, é uma personagem muito forte, complexa e dramática, a adolescente consegue passar para quem vê a fita, a complicada vivência da sua personagem. O filme tem a sua trama central na história do psicopata que lida com as suas três vítimas capturadas, sendo também pautado por cenas que o mostram em consultas com a sua psiquiatra e ainda com flashbacks que nos dão a conhecer o facto de que uma das miúdas raptadas sofreu desde tenra idade e continua a sofrer de abusos sexuais e psicológicos por parte de um tio nojento. Gostei deste filme, embora tenha que confessar que é uma obra que vive muito das prestações de James McAvoy e de Anya Taylor Joy. 

domingo, 29 de janeiro de 2017

We Are What We Are

Nome do Filme : “We Are What We Are”
Titulo Inglês : “We Are What We Are”
Ano : 2013
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Jim Mickle
Elenco : Michael Parks, Bill Sage, Ambyr Childers, Julia Garner, Jack Gore, Odeya Rush, Kelly McGillis, Kassie Wesley DePaiva, Wyatt Russell, Annemarie Lawless, Traci Hovel, Nat DeWolf, Nick Damici, Vonia Arslanian, Joel Nagle, Reagan Leonard, Jack Turner.

História : Ao mesmo tempo que a família Parker tenta fazer tudo para manter um segredo que tem décadas, um delegado policial chamado Doc Barrow inicia uma investigação a nível pessoal para saber porque motivo três pessoas desapareceram misteriosamente naquela região e se o aparecimento de ossos está ligado a isso.

Comentário : Trata-se de um bom thriller realizado por Jim Mickle que possui um fantástico twist a meio do filme. Confesso que fiquei admirado quando me foi revelado o segredo da família, nunca pensei que a coisa chegasse a tanto. Eu não o considero um filme de terror, está mais virado para um thriller policial violento. Li algures que este filme é uma espécie de remake de um outro filme, nunca vi esse original. O argumento apresenta falhas, nomeadamente na sua conclusão, existem coisas que não são devidamente explicadas. A fotografia do filme é bastante cativante e temos excelentes planos, eu adorei aquela sequência perto do final em que as duas miúdas incluem o pai na ementa do jantar, o cenário é brutal.

Do elenco todos estão bem, gostei de todas as prestações no geral, com destaque para a bonita Ambyr Childers, possivelmente a melhor interpretação do filme. Tem cenas que eu gostei, outras talvez não tivessem resultado tanto, temos ainda a história do livro do pai das miúdas, que origina uma narrativa dentro da principal. Essa segunda narrativa ou história explica um pouco as razões dos membros daquela família agirem daquela maneira, e dá a entender que a coisa já vem desde há séculos, que aquilo é um costume que algumas pessoas costumam seguir, é o caso desta família Parker. “We Are What We Are” é assim um thriller eficaz que mostra que o ser humano sempre foi um animal muito estranho, uma obra estruturalmente agradável e que se segue bem, embora apresente algumas falhas no que ao argumento dizem respeito, houve coisas que ficaram por explicar. É um filme detentor de uma história que aborda um tema que dá que pensar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Manchester By The Sea

Nome do Filme : “Manchester By The Sea”
Titulo Inglês : “Manchester By The Sea”
Titulo Português : “Manchester By The Sea”
Ano : 2016
Duração : 137 minutos
Género : Drama
Realização : Kenneth Lonergan
Produção : Matt Damon/Lauren Beck/Kimberly Steward.
Elenco : Casey Affleck, Michelle Williams, Lucas Hedges, Kyle Chandler, Mary Mallen, Gretchen Mol, Stephen Henderson, Tom Kemp, Chloe Dixon, Ellie Teeves, Oscar Wahlberg, Kara Hayward, Josh Hamilton, Anna Baryshnikov, Heather Burns, Jami Tennille, Erica McDermott, Danae Nason, Amanda Blattner, Kallie Tabor, Ben O'Brien, C. J. Wilson, Matthew Broderick.

História : Lee Chandler, um encarregado de limpeza, tenta lidar com a morte do irmão após um ataque cardíaco, ao mesmo tempo que lhe é confiada a custódia do sobrinho.

Comentário : Confesso que gostei deste filme, mas esperava mais. Trata-se de um drama muito humano sobre um homem com um passado trágico, que tem um emprego miserável, tendo ainda que carregar um fardo muito pesado. Quando se pensava que as coisas não podiam piorar mais, o seu irmão morre e é-lhe confiada a guarda do sobrinho, um jovem irresponsável. O argumento é muito bom, nota-se que está bem escrito e o realizador conseguiu passar para o ecrã o drama do protagonista. Sempre simpatizei com o actor Casey Affleck, gosto dele como actor e gostei de o ver neste papel. No filme, Casey Affleck tem uma boa interpretação e ele consegue nos transmitir os dramas do seu personagem. Quem também tem uma prestação muito boa é Michelle Williams, apesar de aparecer pouco, ela é a responsável por uma das sequências mais dramáticas e melhores do filme.

Não gostei da prestação do jovem Lucas Hedges, aliás, eu detestei o seu personagem e posso dizer que ele não acompanhou o ritmo de Casey Affleck, os dois não estiveram muito em sintonia, não houve química entre eles. Outra coisa que eu detestei foi a banda sonora, a maioria das melodias e temas parecem desajustados do que estamos a ver. O elenco de secundários fez um trabalho competente, com destaque para Kyle Chandler e Gretchen Mol. É um filme muito parado, possui um ritmo muito lento, mas não encontro nisso um problema. “Manchester By The Sea” é um bom filme que tem uma história muito dramática e que conta com duas grandes interpretações a cargo de Casey Affleck e de Michelle Williams. É uma fita cujas cenas nos transmitem bem o drama em que vive o seu protagonista.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Fences

Nome do Filme : “Fences”
Titulo Inglês : “Fences”
Titulo Português : “Vedações”
Ano : 2016
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Denzel Washington
Produção : Denzel Washington
Elenco : Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney.

História : Um homem, que durante a sua infância sonhava tornar-se num grande jogador de basebol, acaba frustrado com um emprego na recolha do lixo.

Comentário : Este filme é baseado numa peça de teatro e confesso que adorei esta fita realizada com grande dedicação e afinco pelo grande Denzel Washington. O filme tem poderosos diálogos que se encontram inseridos em longas sequências de conversa entre os sete membros do soberbo elenco, como se se tratasse realmente de uma peça de teatro. Trata-se de um rigoroso trabalho de adaptação de uma história complexa, que resultou de forma perfeita, eu fiquei preso ao ecrã ao longo das quase duas horas e meia. Realizado, produzido e interpretado por Denzel Washington, estamos realmente perante um dos melhores filmes de 2016. Penso até que as nomeações que tem são poucas para a sua grandiosidade. Não conheço a peça em que o filme se baseia, mas gostei da história, é um drama intenso e muito humano sobre pessoas, sobre a vida. Existe muito sentimento neste filme, existe muita vida e muita entrega por parte dos sete actores que compõem a peça. É um filme que fala de abdicarmos dos nossos sonhos, que transmite a ideia que a vida nos prega partidas, o que não deixa de ser verdade. É um filme que nos diz directamente na cara que viemos a este mundo para sofrermos e que temos que conviver com os nossos erros, que insistem em nos infernizar a nossa existência.

No papel principal, o excelente Denzel Washington está soberbo. Ele é um actor perfeito, tal como Meryl Streep é uma actriz perfeita. Ele consegue neste filme possivelmente a melhor prestação da sua longa carreira, é aquele tipo de interpretação que deixa a sua marca. O seu personagem nos transmite a imagem de um homem sofredor e marcado por um passado muito duro. Adorei o seu Troy. Depois de uma boa prestação em “Suicide Squad”, a grande actriz Viola Davis possui em “Fences” a melhor interpretação da sua carreira, aqui dá-nos uma mulher sofrida que abdicou dos seus sonhos e de ter uma vida própria, para se dedicar e viver para um homem, Troy. Confesso que ela me fez sentir os dramas da sua personagem, que me desculpem a Emma Stone e a Isabelle Huppert (duas excelentes actrizes), mas preferia que o óscar de melhor actriz fosse para Viola Davis, ainda que eu saiba que ela não está nomeada na categoria de actriz principal. A química entre Denzel e Viola é perfeita e sente-se fora do ecrã. Stephen Henderson, no papel de melhor amigo de Troy, convence bastante no seu personagem. Como filhos do protagonista mas de mães diferentes, Jovan Adepo e Russell Hornsby têm interpretações tocantes, cada um do seu jeito, embora eu tenha gostado mais do personagem do primeiro, Cory, puxa, como eu entendo este personagem. Mykelti Williamson está muito bem como irmão de Troy, ele nos transmite tristeza e alegria ao mesmo tempo. Por último, a pequena Saniyya Sidney nos contagia com a sua vivacidade, ela tem muito talento, gostei da sua participação, será uma futura estrela. “Fences” é um filme que eu não esquecerei, porque eu o entendi na perfeição. 

Hacksaw Ridge

Nome do Filme : “Hacksaw Ridge”
Titulo Inglês : “Hacksaw Ridge”
Titulo Português : “O Herói de Hacksaw Ridge”
Ano : 2016
Duração : 139 minutos
Género : Drama/Histórico/Biográfico/Guerra
Realização : Mel Gibson
Elenco : Andrew Garfield, Teresa Palmer, Sam Worthington, Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn, Nathaniel Buzolic, Robert Morgan, Richard Roxburgh, Luke McMahon, Thomas Unger, Daniel Thone, Yoji Tatsuta, Matt Nable, Bill Young.

História : O sonho do jovem Desmond T. Doss de se tornar médico é adiado devido aos escassos meios financeiros da família. Empenhado em salvar vidas, ele alista-se no exército para cumprir o que considera ser sua obrigação : ajudar os combatentes da Segunda Guerra Mundial, mesmo sabendo que as suas crenças pessoais e religiosas o impossibilitam de possuir uma arma ou matar um inimigo. Apesar do desdém e preconceito da maioria de alguns dos seus colegas que o consideram um cobarde, será durante a batalha de Okinawa, quase sem pegar em armas ou disparar um tiro, que mostrará a sua bravura. Sozinho, ele salva setenta e cinco soldados abandonados à morte em território inimigo. Esse feito fará dele o primeiro objector de consciência a receber a Medalha do Congresso Americano.

Comentário : Trata-se de um dos filmes de guerra mais realistas que vi até hoje e me perdoem todos aqueles aficionados em filmes do género. Mel Gibson é um excelente actor e um bom realizador, e nesta função a violência está sempre presente nos seus trabalhos. Este seu novo filme é muito violento, algumas cenas de guerra são espectaculares, viscerais e estão muito bem filmadas, para além de estarem muito realistas. A realização é um dos principais pontos fortes, bem como a edição de som, o filme tem excelentes efeitos sonoros, parece que estamos mesmo dentro da batalha. A fita possui uma primeira parte mais calma, mas a partir do momento em que o conflito começa, a tensão é sempre a subir e mantém-se quase até ao final.

Quando vi o filme “Silence”, disse no meu comentário a essa obra que tinha sido a melhor interpretação da curta carreira de Andrew Garfield, pois vejo-se na posição de alterar um pouco a minha opinião. Em “Silence”, ele tem a sua segunda melhor interpretação num filme, porque é neste “Hacksaw Ridge” que ele consegue o feito de ter a melhor prestação da sua carreira, fiquei rendido ao seu desempenho, Andrew Garfield está excelente neste papel, ele imprimiu no seu personagem toda a coragem e qualidades do verdadeiro Desmond Doss. Ele entregou-se totalmente a este complicado desempenho. Entre Andrew Garfield; Casey Affleck; Ryan Gosling e Denzel Washington, os quatro excelentes em seus papéis, que vença o melhor. Todo o restante elenco deste novo filme de Mel Gibson está de parabéns, fizeram um excelente trabalho, com destaque para Vince Vaughn. Sobre este último, foi com este papel e com este seu personagem que eu fiquei a gostar dele como actor. O filme peca por alguns erros, clichés do género, enaltecimento do ego americano e por não ter sido escrito pelo próprio Mel Gibson.

Lion

Nome do Filme : “Lion”
Titulo Inglês : “Lion”
Titulo Português : “A Longa Estrada Para Casa”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Garth Davis
Elenco : Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman, David Wenham, Sunny Pawar, Abhishek Bharate, Rita Boy, Priyanka Bose, Tannishtha Chatterjee, Nawazuddin Siddiqui, Menik Gooneratne, Pallavi Sharda, Arka Das, Emile Cocquerel.

História : Em 1986, Saroo, de cinco anos, perdeu-se do irmão perto de uma estação de comboios. Quando se refugiou numa das carruagens para descansar, adormeceu e acabou por ser levado para Calcutá, por onde vagueou sozinho durante semanas, sem saber que estava muito longe de casa. Apesar das enormes dificuldades, conseguiu sobreviver até ser colocado num orfanato e mais tarde adoptado por um casal australiano. Décadas depois, ele tenta reunir os factos por ele conhecidos e com recurso às tecnologias e às suas capacidades, decide tudo fazer para tentar reencontrar a família biológica.

Comentário : Ainda bem que eu não depositei muitas expectativas neste filme, apesar do elenco ser apelativo e de ter uma história interessante, aliás, foram estes os principais dois motivos que me levaram a ver esta fita. O filme não é americano, apesar de ter três actores de peso dessa indústria no elenco. Trata-se de um filme australiano realizado por Garth Davis que na prática nunca dirigiu uma longa metragem. Embora “Lion” não seja um grande filme, o director se sai bem na sua primeira incursão. Indo já para o elenco : Dev Patel possui aqui uma boa interpretação, mas muito longe da qualidade da sua prestação em “Slumdog Millionaire”, aliás, o filme de Danny Boyle é muito melhor do que este “Lion”, não são comparáveis. Rooney Mara está razoável, ela já nos deu muito melhor em outras fitas. E Nicole Kidman e David Wenham convencem com os seus papéis e com as suas interpretações, embora ela esteja bem melhor, eu não queria chegar a tanto, mas penso realmente que ela abarca a melhor prestação deste filme. A química entre Patel e Mara é bastante notável e isso verifica-se em algumas das cenas em que contracenam juntos, com destaque para a sequência do desentendimento principal.

O pequeno Sunny Pawar é excelente e adorável e os seus olhos são muito ternurentos e expressivos. A banda sonora é boa. A história está bem contada e bem mostrada, eu fiquei empolgado com o desenrolar dos acontecimentos, embora tenham havido umas poucas situações que não encaixaram muito bem ou que não funcionaram como devia ser, para além de não terem a devida explicação. Eu penso que o realizador dirigiu melhor o elenco indiano do que os outros actores, e isso funciona como um elogio. O filme tem igualmente boas sequências (cena do olhar de Kidman no carro, a lua vista do comboio, a questão dos aromas e a relação destes com as memórias e a da fruta) e momentos admiráveis, por exemplo, eu adorei o final desta fita, muito emotivo, foi sensacional. E ainda temos aquela questão do nome do protagonista bem como o seu significado, que fecha o filme com chave de ouro. “Lion” é um filme bem filmado, muito bonito e que tem uma história interessante, mas não passa disso. Gostei, mas esperava mais.

Hidden Figures

Nome do Filme : “Hidden Figures”
Titulo Inglês : “Hidden Figures”
Titulo Português : “Elementos Secretos”
Ano : 2016
Duração : 126 minutos
Género : Biográfico/Histórico
Realização : Theodore Melfi
Elenco : Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monae, Kevin Costner, Mahershala Ali, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Aldis Hodge, Glen Powell, Kimberly Quinn, Lidya Jewett.

História : Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson foram três mulheres afro-americanas brilhantes que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da história : o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita, um incrível feito que restaurou a confiança na nação.

Comentário : Na minha humilde opinião, este filme apenas está nos nomeados de melhor filme, devido à história de quererem inovar a Academia e alargar e diversificar as nomeações no sentido de não serem só brancos. Outro dos motivos que o filme está nomeado para melhor filme é por representar um grande passo para o povo americano, um grande feito dos americanos, para os enaltecer ainda mais. Quero com tudo isto dizer que vi o filme e achei-o apenas razoável, não é digno de estar na lista que se consta. Para mim, este filme vale pelas excelentes prestações de Octavia Spencer e de Taraji P. Henson e também pela fantástica recriação de época que está exemplar. Janelle Monae está bem e consegue a terceira melhor prestação da fita. As três estão maravilhosas. Mas o filme perde-se no argumento e na história que pretende contar com detalhes opacos , com a agravante de nos facultar ridículos momentos cómicos onde não fazem falta nenhuma, isto não é uma comédia, isto é um filme histórico, porra. Os maneirismos americanos estão no filme e isso também não ajuda, tornando-se mais evidente na maneira como alguns brancos tratam as nossas três figuras protagonistas, por elas serem de raça negra. Nós já sabemos como as coisas funcionavam naquela altura, não era preciso o exagero de vezes em que essas situações sucedem. É um filme razoável, mas erra na maneira como conta e mostra a história. Gostei do filme, mas ficou um gosto muito amargo.

La La Land

Nome do Filme : “La La Land”
Titulo Inglês : “La La Land”
Titulo Português : “La La Land : Melodia de Amor”
Ano : 2016
Duração : 128 minutos
Género : Drama/Musical
Realização : Damien Chazelle
Elenco : Ryan Gosling, Emma Stone, J. K. Simmons, Callie Hernandez, Jessica Rothe, Sonoya Mizuno, Jason Fuchs, Trevor Lissauer, Finn Wittrock, John Legend, Zoe Hall.

História : Ao chegar a Los Angeles, Sebastian, um pianista de jazz conhece a principiante actriz Mia e do inesperado, apaixonam-se. À procura de oportunidades para as suas carreiras na competitiva cidade, os dois jovens vivem na esperança que a vida lhes sorria e que possam concretizar os seus sonhos.

Comentário : Uma das coisas que me irrita solenemente em relação ao cinema em Portugal são os péssimos e por vezes ridículos títulos que as nossas distribuidoras escolhem para a maioria dos filmes que por cá estreiam. Confesso que não sou grande apreciador de filmes musicais, devo ter na minha lista uns cinco no máximo, mas tinha que ver este filme que acabei por gostar. Este filme está muito bem feito, já o anterior filme do realizador Damien Chazelle era um bom filme. “La La Land” funciona como uma espécie de carta de amor a Hollywood, na medida que é uma grande homenagem aos clássicos dos anos 40 e 50. É claramente um filme que respira música, que transpira música, penso mesmo que é um filme onde a componente musical é realmente o principal factor a ter em conta. Gostei da maioria das sequências musicais, onde destaco a dança inicial na estrada, a dança do casal na escuridão do observatório e aquela pequena sequência também do casal onde Mia aparece com um vestido de cor clara já perto do final. O realizador faz também um competente trabalho com as cores. Ryan Gosling e Emma Stone já eram excelentes profissionais na arte da representação antes de entrarem neste filme e com ele apenas provam que não só sabem cantar, como também sabem dançar bem. Além disso, a química entre os dois é perfeita e funcionou na perfeição. As coreografias estão perfeitas. As canções são boas. Além de ser um excelente musical, penso sinceramente que “La La Land” vai arrecadar os óscares e isto é somente o meu sexto sentido a funcionar. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Moonlight

Nome do Filme : “Moonlight”
Titulo Inglês : “Moonlight”
Ano : 2016
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Barry Jenkins
Elenco : Alex Hibbert, Ashton Sanders, Trevante Rhodes, Mahershala Ali, Andre Holland, Naomie Harris, Janelle Monae, Jharrel Jerome, Stephon Bron, Jaden Piner.

História : O relato da vida de um jovem afro-americano nas três fases da sua vida : a infância, a adolescência e o início da vida adulta. Apesar de ter crescido num bairro empobrecido de Miami e de não ter tido grande apoio emocional e afectivo dos pais, ele luta para encontrar a sua identidade e conquistar o seu lugar no mundo.

Comentário : Eu fico feliz quando gosto muito de um filme que é muito bom e que venho a saber depois que é de baixo orçamento. Este é um deles e se fizesse um top com os dez melhores filmes de 2016, de certeza que este filme estaria lá. O filme é muito bem realizado por Barry Jenkins que dirigiu um filme razoável anteriormente. A obra está cuidadosamente dividida em três partes que assumem o nome que o protagonista leva nas três fases a que cada uma dessas partes fazem alusão : infância, adolescência e fase adulta. Na primeira parte, o personagem é vivido pelo pequeno Alex Hibbert, que não sendo o melhor dos três, consegue nos transmitir a ideia de um miúdo atormentado pela falta de afecto dos progenitores. Na segunda parte, o personagem principal é interpretado pelo jovem Ashton Sanders, que tem mais experiência e isso nota-se, ele dá-nos a ideia de um adolescente vítima de bullying e que está no despertar da sua vida sexual. Por fim, na terceira e última fase, quem assume o papel é o expressivo Trevante Rhodes, um actor que com a sua cara, consegue transmitir todas as emoções e inseguranças do personagem, ele é o melhor dos três em campo e chega a emocionar tanto a nivel interpretativo, como também a nível físico, sendo o principal destaque a sua excelente expressividade. Ele diz muito apenas com as suas expressões e com o seu olhar.

Quem também possui uma excelente prestação é a actriz Naomie Harris, ela manda muito bem aqui, chega-nos a comover com a total entrega sua à personagem, nos transmitindo dor, sofrimento e arrependimento. A sua química com Trevante Rhodes é boa, nas poucas cenas em que os dois contracenam. O actor Mahershala Ali tem aqui um brilhante papel, ele assume a figura de “pai” do protagonista enquanto miúdo, ele está quase sempre presente para o ajudar e isso nota-se mais quando o pequeno personagem está mais carente. Já Janelle Monae empresta a sua beleza e excelente qualidade interpretativa à companheira do “pai protector” de M. Ali e o faz com bastante serenidade, ela convence totalmente, é uma espécie de madrinha do nosso “herói”. E Andre Holland fecha o elenco com chave de ouro, ele faz do “amigo” e também é o responsável pelo despertar da identidade sexual do nosso protagonista, ele é um personagem essencial à narrativa. Os últimos quinze minutos do filme apresentam excelentes e notáveis momentos entre os dois, são as melhores cenas da fita. O filme possui ainda uma excelente fotografia e está muito bem filmado, o realizador não usou a técnica com imagem granulada e o modo tremido que se costuma usar em alguns filmes independentes. A história está muito bem contada e é-nos apresentada de igual modo, tudo muito bem estruturado. Para isso ajudou e muito o excelente argumento que é de primeira água. “Moonlight” é um excelente filme independente que mostra que alguém machucado e traumatizado pelo passado pode vencer e tentar ser feliz à sua maneira. É um drama humano sobre a vida.

Arrival

Nome do Filme : “Arrival”
Titulo Inglês : “Arrival”
Titulo Português : “O Primeiro Encontro”
Ano : 2016
Duração : 116 minutos
Género : Ficção-Científica/Drama
Realização : Denis Villeneuve
Elenco : Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O'Brien, Tzi Ma, Abigail Pniowsky, Jadyn Malone, Julia Scarlett Dan.

História : Doze enormes naves alienígenas chegam ao nosso planeta e estacionam em 12 locais diferentes, ficando a pairar sem que nada aconteça. Nos Estados Unidos, é chamada uma especialista em idiomas chamada Louise Banks, considerada uma das melhores do mundo nesse ramo. Ela junta-se assim a uma equipa técnica, na missão de comunicar com os seres e tentar descobrir o que eles pretendem dos terrestres.

Comentário : Em primeiro lugar um aviso : se gostam de fantochada, barulho e de filmes cheios de efeitos especiais, de ritmo e de humor, então fujam desta fita. Confesso que gostei do filme, mas tenho que revelar que fui à internet pesquisar por algumas explicações, porque saí da projeção cheio de dúvidas e sem entender certas coisas. Com isto quero dizer que não é o típico filme que nos dá tudo mastigado, mas sim é daquelas fitas que nos põe a pensar e muito sobre aquilo que acabamos de ver. É um filme melancólico, muito parado e com uma banda sonora serena. A fotografia é seca e quase sem brilho e temos muitos planos de camara concentrados na protagonista. É um filme que aborda o passado e o futuro e o realizador trabalha muito bem os dois tempos, aliás, perceber a relação entre os dois, ajuda a entender o filme. Não é um filme fácil, é preciso muita calma e paciência para o ver e também é necessária muita atenção aos diálogos e às imagens que nos fornecem detalhes preciosos. Ainda sobre os tempos, atenção aos flashbacks da protagonista.

Amy Adams está soberba no filme, ela absorve o restante elenco principal com a sua excelente interpretação. As formas de comunicação entre os seres humanos também é um factor muito focado na fita e é outra das chaves para se perceber o que vemos. O director também mostra as atitudes de alguns países face ao problema, nos querendo dizer que o ser humano teme o desconhecido e parte quase sempre para o confronto, para a violência. O ponto negativo do filme é precisamente esse, ou seja, os Estados Unidos saem sempre bem na fotografia e são sempre eles que resolvem o problema. Quando o filme termina, se pensarmos bem, o início da fita é também o seu final e vice-versa, é uma espécie de palíndromo, tal como o nome da filha que a protagonista irá ter. Isso é dito nas primeiras frases que ela profere no começo do filme. Não vou revelar mais nada, apenas quero apelar para que vejam o filme com muita atenção e concentrem-se principalmente nos flashbacks de Louise Banks. Se os articularem bem aos acontecimentos que a narrativa vos mostra, de certeza que entenderão o filme. Isso não aconteceu comigo, mas aí o defeito é meu, e tive que ir pesquisar depois. Claramente que é filme para duas ou três visualizações obrigatórias para aqueles que não perceberem à primeira. Ou então façam o que fiz e recorram à internet. Uma obra calma, serena e introspectiva. Um dos melhores filmes de 2016, seguramente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Toni Erdmann

Nome do Filme : “Toni Erdmann”
Titulo Inglês : “Toni Erdmann”
Titulo Português : “Toni Erdmann”
Ano : 2016
Duração : 162 minutos
Género : Drama
Realização : Maren Ade
Produção : Maren Ade
Elenco : Sandra Huller, Peter Simonischek, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Putter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Victoria Cocias, Alexandru Papadopol, Victoria Malektorovych, Ingrid Burkhard, Jurg Low, Ruth Reinecke, Vlad Ivanov, Radu Banzaru, Klara Hofels, Hartmut Stanke, Hans Low, Julischka Eichel, Lennart Moho, Irene Rindje, Cezara Dafinescu, Ozama Oancea, Miriam Rizea.

História : Ines é uma mulher de negócios de uma grande empresa alemã sediada em Bucareste. Quando o pai lhe aparece inesperadamente, Ines não consegue esconder a sua contrariedade. Embora leve uma vida perfeitamente organizada sem qualquer solavanco, quando o pai lhe pergunta se ela é feliz, a sua incapacidade em responder desencadeia uma perturbação profunda. Este pai irritante, do qual ela se envergonha, faz tudo para a ajudar a encontrar um sentido para a vida, recorrendo à invenção de um personagem.

Comentário : Esta noite vi este filme alemão que já recebeu vários prémios em festivais de cinema. Gostei deste filme, é uma obra muito diferente daquilo que estou acostumado a ver. A história é acolhedora e bastante interessante, estamos perante uma mulher muito fria e viciada no seu trabalho que liga pouco às relações humanas, sendo muito desleixada em relação à família. E o seu pai volta a entrar na sua vida para tentar fazer dela uma pessoa diferente, mais feliz. O argumento aqui não apresenta grandes esquemas, a realizadora nos mostra tudo aquilo que pretende e usa ligeiramente o humor em algumas cenas, mas o filme não engana, ele nunca é uma comédia e nunca o tenta ser. Estamos perante um bom drama familiar que nos mostra como um emprego pode ser a principal causa do afastamento e desavenças das pessoas.

No papel principal feminino, encontramos uma Sandra Huller detentora de uma interpretação brutal, fiquei comovido com a sua personagem. Ela nos transmite todas as emoções que uma mulher que está a passar por aquilo sente. Durante o filme estamos sempre à espera que ela “expluda” de irritação, mas esse momento nunca acontece. No papel do protagonista masculino, Peter Simonischek está soberbo, fiquei muito satisfeito com as suas três personagens, quem já viu o filme sabe a que eu me estou a referir. Também fiquei surpreendido com uma jovem actriz chamada Ingrid Bisu, além de muito bonita, ela obteve aqui a terceira melhor prestação do filme, fiquei rendido aos seus encantos. No fundo, isto é um drama humano que eu assisti com todo o prazer. Um filme especial com uma mensagem forte. 


A Street Cat Named Bob

Nome do Filme : “A Street Cat Named Bob”
Titulo Inglês : “A Street Cat Named Bob”
Ano : 2016
Duração : 102 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Roger Spottiswoode
Elenco : Bob the Cat, Luke Treadaway, Ruta Gedmintas, Joanne Froggatt, Anthony Head, Darren Evans, Tony Jayawardena, Beth Goddard, Ruth Sheen, Caroline Goodall, Sasha Dickens, Cleopatra Dickens, Nadine Marshall, Rob Jarvis, Ivana Basic.

História : James Bowen é um jovem que à uns anos assistiu ao divórcio dos pais, sofreu muito com o desprezo do pai, acabando por se tornar num sem abrigo e também num toxicodependente. Na actualidade, ele vive muito mal e ganha uns escassos trocos com canções que canta e toca na sua guitarra pelas ruas durante o dia. Numa manhã, ele aceita entrar num programa que consiste numa última tentativa de deixar o vício e o principal incentivo é uma modesta casa que a sua assistente lhe consegue arranjar em troca dele cumprir o acordo. Numa das noites frias, James descobre que um gato lhe entrou pela casa dentro e decide ficar com ele. Nesse preciso momento, ambos desconheciam que as suas vivências iam mudar para melhor, tudo porque se têm um ao outro e porque um cuida do outro.

Comentário : Fiquei apaixonado por este filme assim que o acabei de ver, é simplesmente emocionante e realista, ou não fosse ele adaptado de um livro que muito vendeu, livro este que conta a história verdadeira de um jovem adulto carenciado e do seu peculiar relacionamento com um gato de rua que lhe faz uma visita inesperada a meio da noite. Sim, esta história aconteceu na realidade e o verdadeiro James Bowen apoiou como pode a produção do filme. Estamos perante um filme sem pretensões, mas firme na história que pretende contar, dando aos temas abordados a respectiva complexidade. Há cenas muito dramáticas e existem planos espectaculares do ponto de vista do gato. O filme também mostra como a vida é muito difícil para certas pessoas, e mostra igualmente que existe gente muito má.

Luke Treadaway tem aqui uma excelente prestação, ele esteve à altura do complicado desafio que é o de interpretar o seu personagem, cantar, tocar um instrumento, chorar, contracenar com um elenco de secundários bastante competente e, por último, dividir o protagonismo com Bob, o felino que é o verdadeiro protagonista do filme. Bob, como animal-actor, esteve perfeito, a seguir ao cão “Hakita” que interpretou Hachiko no filme com o mesmo nome, realizado pelo agora polémico Lasse Hallstrom. Voltando ao filme, foi uma sorte Bob ter engraçado com o actor que dá vida a James Bowen, ajudou imenso a tornar tudo mais credível e realista. Eu adoro gatos, os felinos são os meus animais preferidos e para mim, este filme é um prato cheio, com a mais valia de abordar igualmente as relações humanas. O filme prova também que com muita força de vontade, uma pessoa consegue resolver grande parte dos seus problemas. É uma fita muito dramática, sem nunca ser lamechas, mesmo assim confesso que algumas cenas quase me fizeram derramar umas lágrimas. No início do genérico final, surgem umas legendas sobre como estão James e Bob na actualidade e ainda algumas fotografias dos dois. Trata-se de um dos filmes que mais trabalhou a minha sensibilidade. Adorei. 



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A War

Nome do Filme : “Krigen”
Titulo Inglês : “A War”
Titulo Português : “Uma Guerra”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Guerra
Realização : Tobias Lindholm
Elenco : Pilou Asbaek, Tuva Novotny, Cecilie Elise Sondergaard, Adam Chessa, Andreas Buch Bogwardt, Alex Hogh Andersen, Dar Salim, Soren Malling, Charlotte Munck, Dulfi Al Jabouri, Petrine Agger, Christian Pedersen, Marianne Levy, Jonas Dienstrup.

História : O comandante Claus Michael Pedersen conduz um grupo de homens numa missão em Helmand, no Afeganistão. Em casa, na Dinamarca, a mulher cuida dos três filhos de ambos, numa espera desesperada pelo seu regresso. Um dia, numa missão de rotina, Pedersen e os seus soldados são apanhados num fogo cruzado supostamente com um grupo inimigo. Para salvar os seus homens, o comandante vê-se obrigado a tomar uma decisão. Porém, a sua precipitação, revelar-se-á um erro de consequências terríveis, que o levará a tribunal sob a acusação de crime de guerra.

Comentário : Vi este filme nesta noite e confesso que tive uma agradável surpresa com ele. As guerras não têm qualquer tipo de utilidade, apenas são para servir os interesses dos grandes envolvidos nesses conflitos, enquanto que os desgraçados dos soldados morrem. Estamos perante um drama muito pesado, com contornos realistas, eu próprio não me informei se o filme é ou não baseado em factos verídicos e confesso ter sido erro meu. Também não vi ainda o filme anterior deste realizador que dizem ser muito bom, outra falha minha. Mas vi este “A War” e confesso ter gostado do filme. A fita está dividida em duas partes : enquanto que na primeira somos convidados pelo realizador a assistir às missões militares do protagonista intercaladas com imagens do quotidiano da sua esposa e filhos; na segunda parte testemunhamos o reencontro dele com a esposa e com os três filhos, bem como o seu julgamento. O director soube dosear muito bem o drama com o clima de guerra, trabalhou muito bem os dois géneros. No papel principal, Pilou Asbaek tem aqui uma excelente interpretação, enquanto que no papel de sua esposa, Tuva Novotny tem uma personagem bastante convincente que se traduz numa mulher que sofre com a ausência do marido, falta essa que provoca carências nos filhos de ambos. Este filme europeu é muito melhor do que grande parte dos filmes de guerra americanos, não tem grandes meios nem poderosos efeitos especiais, mas abarca o essencial : o drama humano que provoca uma guerra. 

Teenage Cocktail

Nome do Filme : “Teenage Cocktail”
Titulo Inglês : “Teenage Cocktail”
Ano : 2016
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : John Carchietta
Produção : Travis Stevens
Elenco : Nichole Bloom, Fabianne Therese, Michelle Borth, Joshua Leonard, Pat Healy.

História : Uma linda adolescente chamada Annie Fenton muda de casa com os pais para uma nova cidade, onde arranja como única amiga, uma bonita e sensual rapariga chamada Jules Rae. Entre as duas miúdas nasce uma bonita amizade, que logo se transforma numa relação amorosa. Semanas depois, quando as duas se encontram bem financeiramente, tomam uma decisão errada e que é conhecida pelo nome de chantagem.

Comentário : Esta tarde vi este delicioso filme que adorei. Mesmo estando consciente que não se trata de um grande filme, eu adorei e senti-me empolgado e totalmente concentrado durante a fita. Annie e Jules são duas lindas e sensuais adolescentes que andam na escola e que sonham em conseguir da vida algo mais do que simplesmente um emprego simples e monótono naquela cidade pobre e pacata. Elas querem se dar bem na vida e se possível sem grande esforço, o que é muito complicado nos dias que correm. Mas uma delas descobre uma maneira eficaz e fácil de ganhar dinheiro e arrasta a outra amiga para esse jogo. Existe uma coisa que eu não entendo nos filmes americanos : porque motivo as portas das casas estão sempre abertas, a pessoa chega perto e dá um empurrão e a porta abre. Penso ser um dos piores e mais usuais erros dos filmes, será que ninguém naquele país se preocupa com segurança ou é mesmo erro de benefício e cliché dos filmes. Outra coisa que eu não entendi é que como é que um pai que acaba de descobrir que a filha menor faz aquilo e não conta nada para a esposa e não procura saber o que se passa, ele simplesmente, limita-se a recordar um momento em que a filha era mais pequena e ganhou um peluche e pronto, esquece o assunto.

Claramente que o filme possui mais erros, uns relacionados com o argumento e outros mais básicos. Mas aquilo que mais gostei neste filme foi do facto do protagonista serem duas adolescentes, na verdade, a fita pertence-lhes, tudo gira em torno delas. Como protagonistas, Nichole Bloom e Fabianne Therese possuem neste filme excelentes interpretações, as duas jovens actrizes carregam a fita toda às costas, com as suas boas prestações, com a beleza delas e com a entrega total às suas personagens. Eu achei-as maravilhosas, não acho condenável a maneira que Jules arranjou para ganhar dinheiro, afinal as duas estavam de mascarilhas, achei mal foi depois de obterem aquela enorme quantia de dinheiro daquele nojento, terem feito chantagem com ele. As duas podiam ter-se ficado por aquela noite e de certeza que, ao fugirem daquela cidade as duas juntas, iam-se dar bem na vida. Este filme é mais um que prova que a maioria dos homens são uns nojentos e nesse nível, ao actor Pat Healy, o papel assenta-lhe como uma luva, não me importava que a faca no pescoço tivesse feito o seu devido trabalho final. Não liguei para os poucos erros e falhas do filme, apenas lamentei que o filme não fosse tipo “A Vida de Adele”, mais cru e mais explícito, porque eu adoro lésbicas e sou a favor das relações amorosas entre raparigas, acho lindo. Com a sua camara marota, o realizador nos faculta belíssimos planos das duas protagonistas. Ainda sobre o "jogo" lucrativo delas, existem coisas bastante interessantes e que podiam ser alvo de estudos e debates. Mas, apesar de não ter gostado do final, adorei este filme, foi um deleite assistir a ele. E mantenho um dos meus lemas de vida : As raparigas são o melhor do mundo.


domingo, 15 de janeiro de 2017

All We Had

Nome do Filme : “All We Had”
Titulo Inglês : “All We Had”
Ano : 2016
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Katie Holmes
Produção : Katie Holmes
Elenco : Katie Holmes, Stefania Owen, Katherine Reis, Judy Greer, Eve Lindley, Richard Kind, Mark Consuelos, Odiseas Georgiadis, Tim Markham, Richard Petrocelli, Michael Cavadias, Lolita Foster, Randy Gonzalez, Siobhan Fallon, Luke Wilson.

História : Uma mulher irresponsável tenta fazer tudo o que está ao seu alcance para proporcionar uma vida melhor para a sua filha adolescente.

Comentário : Em primeiro lugar, tenho que confessar que sempre fui admirador de Katie Holmes enquanto mulher e actriz, pelo que ela sempre foi muito bonita ou o era, antes de se casar com Tom Cruise. O seu casamento com Tom Cruise só contribuiu para a degradação da actriz enquanto mulher, e a única coisa boa que sobrou dessa relação é uma linda menina chamada Suri. Katie Holmes produz, realiza e protagoniza este “All We Had”, um filme independente que eu já ansiava à muito tempo, praticamente desde o dia em que soube que Katie Holmes o ia fazer. Não sendo excelente, é um humilde e razoável drama sobre uma família disfuncional, elas são duas, são mãe e filha. A mãe passa a vida a trocar de namorado e de empregos, mas sem nunca deixar faltar nada à filha, a única coisa que sempre faltou à miúda foi um pai, não que ela precise de um, claramente. Com alguns erros, o argumento é eficaz e oferece-nos uma narrativa linear, onde mãe e filha vão conhecendo várias pessoas que as vão ajudando, devido à condição sempre complicada em que as duas se encontram.

No papel da mãe, Katie Holmes está bastante competente, que ela é uma boa actriz já sabíamos, mas também é verdade que não se sai nada mal como produtora e realizadora de cinema. Ficarei à espera de um novo filme dela. No papel de filha, a bonita Stefania Owen tem uma interpretação excelente, fiquei rendido ao talento desta jovem, a miúda tem a melhor personagem do filme. Existe uma química muito forte entre as duas, fazendo com que a empatia e a relação entre Katie Holmes e Stefania Owen resulte na perfeição, seja como actrizes, seja enquanto personagens. O excelente trabalho do pequeno grupo de secundários também ajudou a que a coisa desse certo, com destaque para a personagem do filho do dono do café que emprega Rita. Desta forma, Rita Carmichael e Ruthie Carmichael são duas excelentes personagens, é praticamente impossível a quem vê o filme não ficar do lado delas. Apesar da má conduta de vida que a mãe leva, ela ama realmente aquela filha, ou não fosse ela, uma mãe solteira atenciosa e sempre preocupada com a miúda. Confesso estar muito satisfeito com a evolução que Katie Holmes teve na sétima arte e lamento as fracas classificações que este filme teve, não entendo mesmo. Katie Holmes fez um grande esforço para que esta obra funcionasse e penso que, quem goste de filmes dramáticos vai gostar dele. Lamento é que ela ainda não tenha iniciado a filha no mundo do cinema, adorava ver Suri Holmes a entrar num filme, mas que fosse um filme sério. “All We Had” é um filme simples e eficaz que aborda temas complexos, mas que me surpreendeu pela positiva. Gostei. 

People Places Things

Nome do Filme : “People Places Things”
Titulo Inglês : “People Places Things”
Ano : 2015
Duração : 87 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : James Strouse
Elenco : Jemaine Clement, Aundrea Gadsby, Gia Gadsby, Regina Hall, Stephanie Allynne, Jessica Williams, Michael Chernus, Celia Au.

História : Will é um professor que adora dar aulas e, nos tempos livres, escreve histórias de quadrinhos. Ele é ainda casado com Charlie e tem com ela duas lindas filhas gémeas, Clio e Colette. Mas um dia, Will descobre da pior maneira que a esposa o anda a trair e a relação termina. Agora e a morar sozinho, Will tem que dar um novo rumo à sua vida, sem nunca dispensar a companhia das suas queridas filhas que o adoram.

Comentário : Trata-se de um bom filme independente que confesso ter gostado bastante. Já conhecia o realizador do também bom filme “Grace Is Gone”e isso foi um dos motivos para ver este filme. É um filme simples, o realizador nunca o carrega com a complexidade das temáticas nele abordadas e isso até nem foi mau neste caso. Na realidade, o cineasta até nos joga à cara algumas tiragens cómicas, sem nunca cair no ridículo. O filme tem também romance, primeiro o encontramos nas personagens de Jemaine Clement e de Stephanie Allynne e, mais tarde, nele com a bonita Regina Hall. Confesso que preferi claramente o relacionamento do protagonista com a mãe da aluna, adorava que eles ficassem juntos e fiquei a apoiar a curta relação deles ao longo da fita toda. Infelizmente, o realizador não nos deu nada sobre como ficou a situação amorosa entre eles, fiquei muito desapontado com isso. Até mesmo, porque acho que a ex-mulher do protagonista não era digna dele e, após o divórcio, só lhe serviu para tramar a vida.

No papel principal, encontramos um muito competente Jemaine Clement, que possui o melhor desempenho do filme, é facil criarmos empatia com o seu Will, ele é um excelente pai para as meninas, um bom professor e sabe lidar com o sexo oposto, veja-se as cenas dele com Regina Hall, esta e ele possuem uma excelente empatia e foi uma delícia acompanhá-los. Regina Hall me surpreendeu pela positiva, não me lembro se já a havia visto em outro filme, a actriz tem uma boa prestação, para além de ser muito bonita. Repito, eu aprovo totalmente a relação dela com o nosso protagonista. Stephanie Allynne tem apenas uma prestação razoável, eu não comprei a sua personagem, ela não é certa, é uma figura cheia de dúvidas e dilemas, não sabe o que quer e com isso acaba prejudicando o ex-marido e até mesmo as filhas. Jessica Williams vai muito bem no papel de aluna preferida de Will, gostei imenso do desempenho desta jovem actriz, nota-se também uma boa química entre a miúda e o professor. As pequenas e queridas Aundrea Gadsby e Gia Gadsby brilham a cada cena que entram, fiquei totalmente rendido e emocionado com o enorme talento destas duas meninas gémeas, elas são muito fôfas e dá vontade de tê-las como filhas. As melhores cenas do longa são aquelas em que elas contracenam com o protagonista (excelente química), afinal, eles fazem de pai e filhas e nesse sentido, essas partes estão tão realistas que parece mesmo que o são. “People Places Things” é um filme que funciona muito devido ao facto de termos um elenco bastante competente e também porque o realizador sabe contar bem uma história, ele entende na perfeição os dramas que o ser humano vive no seu quotidiano.