sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Toni Erdmann

Nome do Filme : “Toni Erdmann”
Titulo Inglês : “Toni Erdmann”
Titulo Português : “Toni Erdmann”
Ano : 2016
Duração : 162 minutos
Género : Drama
Realização : Maren Ade
Produção : Maren Ade
Elenco : Sandra Huller, Peter Simonischek, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Putter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Victoria Cocias, Alexandru Papadopol, Victoria Malektorovych, Ingrid Burkhard, Jurg Low, Ruth Reinecke, Vlad Ivanov, Radu Banzaru, Klara Hofels, Hartmut Stanke, Hans Low, Julischka Eichel, Lennart Moho, Irene Rindje, Cezara Dafinescu, Ozama Oancea, Miriam Rizea.

História : Ines é uma mulher de negócios de uma grande empresa alemã sediada em Bucareste. Quando o pai lhe aparece inesperadamente, Ines não consegue esconder a sua contrariedade. Embora leve uma vida perfeitamente organizada sem qualquer solavanco, quando o pai lhe pergunta se ela é feliz, a sua incapacidade em responder desencadeia uma perturbação profunda. Este pai irritante, do qual ela se envergonha, faz tudo para a ajudar a encontrar um sentido para a vida, recorrendo à invenção de um personagem.

Comentário : Esta noite vi este filme alemão que já recebeu vários prémios em festivais de cinema. Gostei deste filme, é uma obra muito diferente daquilo que estou acostumado a ver. A história é acolhedora e bastante interessante, estamos perante uma mulher muito fria e viciada no seu trabalho que liga pouco às relações humanas, sendo muito desleixada em relação à família. E o seu pai volta a entrar na sua vida para tentar fazer dela uma pessoa diferente, mais feliz. O argumento aqui não apresenta grandes esquemas, a realizadora nos mostra tudo aquilo que pretende e usa ligeiramente o humor em algumas cenas, mas o filme não engana, ele nunca é uma comédia e nunca o tenta ser. Estamos perante um bom drama familiar que nos mostra como um emprego pode ser a principal causa do afastamento e desavenças das pessoas.

No papel principal feminino, encontramos uma Sandra Huller detentora de uma interpretação brutal, fiquei comovido com a sua personagem. Ela nos transmite todas as emoções que uma mulher que está a passar por aquilo sente. Durante o filme estamos sempre à espera que ela “expluda” de irritação, mas esse momento nunca acontece. No papel do protagonista masculino, Peter Simonischek está soberbo, fiquei muito satisfeito com as suas três personagens, quem já viu o filme sabe a que eu me estou a referir. Também fiquei surpreendido com uma jovem actriz chamada Ingrid Bisu, além de muito bonita, ela obteve aqui a terceira melhor prestação do filme, fiquei rendido aos seus encantos. No fundo, isto é um drama humano que eu assisti com todo o prazer. Um filme especial com uma mensagem forte. 


A Street Cat Named Bob

Nome do Filme : “A Street Cat Named Bob”
Titulo Inglês : “A Street Cat Named Bob”
Ano : 2016
Duração : 102 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Roger Spottiswoode
Elenco : Bob the Cat, Luke Treadaway, Ruta Gedmintas, Joanne Froggatt, Anthony Head, Darren Evans, Tony Jayawardena, Beth Goddard, Ruth Sheen, Caroline Goodall, Sasha Dickens, Cleopatra Dickens, Nadine Marshall, Rob Jarvis, Ivana Basic.

História : James Bowen é um jovem que à uns anos assistiu ao divórcio dos pais, sofreu muito com o desprezo do pai, acabando por se tornar num sem abrigo e também num toxicodependente. Na actualidade, ele vive muito mal e ganha uns escassos trocos com canções que canta e toca na sua guitarra pelas ruas durante o dia. Numa manhã, ele aceita entrar num programa que consiste numa última tentativa de deixar o vício e o principal incentivo é uma modesta casa que a sua assistente lhe consegue arranjar em troca dele cumprir o acordo. Numa das noites frias, James descobre que um gato lhe entrou pela casa dentro e decide ficar com ele. Nesse preciso momento, ambos desconheciam que as suas vivências iam mudar para melhor, tudo porque se têm um ao outro e porque um cuida do outro.

Comentário : Fiquei apaixonado por este filme assim que o acabei de ver, é simplesmente emocionante e realista, ou não fosse ele adaptado de um livro que muito vendeu, livro este que conta a história verdadeira de um jovem adulto carenciado e do seu peculiar relacionamento com um gato de rua que lhe faz uma visita inesperada a meio da noite. Sim, esta história aconteceu na realidade e o verdadeiro James Bowen apoiou como pode a produção do filme. Estamos perante um filme sem pretensões, mas firme na história que pretende contar, dando aos temas abordados a respectiva complexidade. Há cenas muito dramáticas e existem planos espectaculares do ponto de vista do gato. O filme também mostra como a vida é muito difícil para certas pessoas, e mostra igualmente que existe gente muito má.

Luke Treadaway tem aqui uma excelente prestação, ele esteve à altura do complicado desafio que é o de interpretar o seu personagem, cantar, tocar um instrumento, chorar, contracenar com um elenco de secundários bastante competente e, por último, dividir o protagonismo com Bob, o felino que é o verdadeiro protagonista do filme. Bob, como animal-actor, esteve perfeito, a seguir ao cão “Hakita” que interpretou Hachiko no filme com o mesmo nome, realizado pelo agora polémico Lasse Hallstrom. Voltando ao filme, foi uma sorte Bob ter engraçado com o actor que dá vida a James Bowen, ajudou imenso a tornar tudo mais credível e realista. Eu adoro gatos, os felinos são os meus animais preferidos e para mim, este filme é um prato cheio, com a mais valia de abordar igualmente as relações humanas. O filme prova também que com muita força de vontade, uma pessoa consegue resolver grande parte dos seus problemas. É uma fita muito dramática, sem nunca ser lamechas, mesmo assim confesso que algumas cenas quase me fizeram derramar umas lágrimas. No início do genérico final, surgem umas legendas sobre como estão James e Bob na actualidade e ainda algumas fotografias dos dois. Trata-se de um dos filmes que mais trabalhou a minha sensibilidade. Adorei. 



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A War

Nome do Filme : “Krigen”
Titulo Inglês : “A War”
Titulo Português : “Uma Guerra”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Guerra
Realização : Tobias Lindholm
Elenco : Pilou Asbaek, Tuva Novotny, Cecilie Elise Sondergaard, Adam Chessa, Andreas Buch Bogwardt, Alex Hogh Andersen, Dar Salim, Soren Malling, Charlotte Munck, Dulfi Al Jabouri, Petrine Agger, Christian Pedersen, Marianne Levy, Jonas Dienstrup.

História : O comandante Claus Michael Pedersen conduz um grupo de homens numa missão em Helmand, no Afeganistão. Em casa, na Dinamarca, a mulher cuida dos três filhos de ambos, numa espera desesperada pelo seu regresso. Um dia, numa missão de rotina, Pedersen e os seus soldados são apanhados num fogo cruzado supostamente com um grupo inimigo. Para salvar os seus homens, o comandante vê-se obrigado a tomar uma decisão. Porém, a sua precipitação, revelar-se-á um erro de consequências terríveis, que o levará a tribunal sob a acusação de crime de guerra.

Comentário : Vi este filme nesta noite e confesso que tive uma agradável surpresa com ele. As guerras não têm qualquer tipo de utilidade, apenas são para servir os interesses dos grandes envolvidos nesses conflitos, enquanto que os desgraçados dos soldados morrem. Estamos perante um drama muito pesado, com contornos realistas, eu próprio não me informei se o filme é ou não baseado em factos verídicos e confesso ter sido erro meu. Também não vi ainda o filme anterior deste realizador que dizem ser muito bom, outra falha minha. Mas vi este “A War” e confesso ter gostado do filme. A fita está dividida em duas partes : enquanto que na primeira somos convidados pelo realizador a assistir às missões militares do protagonista intercaladas com imagens do quotidiano da sua esposa e filhos; na segunda parte testemunhamos o reencontro dele com a esposa e com os três filhos, bem como o seu julgamento. O director soube dosear muito bem o drama com o clima de guerra, trabalhou muito bem os dois géneros. No papel principal, Pilou Asbaek tem aqui uma excelente interpretação, enquanto que no papel de sua esposa, Tuva Novotny tem uma personagem bastante convincente que se traduz numa mulher que sofre com a ausência do marido, falta essa que provoca carências nos filhos de ambos. Este filme europeu é muito melhor do que grande parte dos filmes de guerra americanos, não tem grandes meios nem poderosos efeitos especiais, mas abarca o essencial : o drama humano que provoca uma guerra. 

Teenage Cocktail

Nome do Filme : “Teenage Cocktail”
Titulo Inglês : “Teenage Cocktail”
Ano : 2016
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : John Carchietta
Produção : Travis Stevens
Elenco : Nichole Bloom, Fabianne Therese, Michelle Borth, Joshua Leonard, Pat Healy.

História : Uma linda adolescente chamada Annie Fenton muda de casa com os pais para uma nova cidade, onde arranja como única amiga, uma bonita e sensual rapariga chamada Jules Rae. Entre as duas miúdas nasce uma bonita amizade, que logo se transforma numa relação amorosa. Semanas depois, quando as duas se encontram bem financeiramente, tomam uma decisão errada e que é conhecida pelo nome de chantagem.

Comentário : Esta tarde vi este delicioso filme que adorei. Mesmo estando consciente que não se trata de um grande filme, eu adorei e senti-me empolgado e totalmente concentrado durante a fita. Annie e Jules são duas lindas e sensuais adolescentes que andam na escola e que sonham em conseguir da vida algo mais do que simplesmente um emprego simples e monótono naquela cidade pobre e pacata. Elas querem se dar bem na vida e se possível sem grande esforço, o que é muito complicado nos dias que correm. Mas uma delas descobre uma maneira eficaz e fácil de ganhar dinheiro e arrasta a outra amiga para esse jogo. Existe uma coisa que eu não entendo nos filmes americanos : porque motivo as portas das casas estão sempre abertas, a pessoa chega perto e dá um empurrão e a porta abre. Penso ser um dos piores e mais usuais erros dos filmes, será que ninguém naquele país se preocupa com segurança ou é mesmo erro de benefício e cliché dos filmes. Outra coisa que eu não entendi é que como é que um pai que acaba de descobrir que a filha menor faz aquilo e não conta nada para a esposa e não procura saber o que se passa, ele simplesmente, limita-se a recordar um momento em que a filha era mais pequena e ganhou um peluche e pronto, esquece o assunto.

Claramente que o filme possui mais erros, uns relacionados com o argumento e outros mais básicos. Mas aquilo que mais gostei neste filme foi do facto do protagonista serem duas adolescentes, na verdade, a fita pertence-lhes, tudo gira em torno delas. Como protagonistas, Nichole Bloom e Fabianne Therese possuem neste filme excelentes interpretações, as duas jovens actrizes carregam a fita toda às costas, com as suas boas prestações, com a beleza delas e com a entrega total às suas personagens. Eu achei-as maravilhosas, não acho condenável a maneira que Jules arranjou para ganhar dinheiro, afinal as duas estavam de mascarilhas, achei mal foi depois de obterem aquela enorme quantia de dinheiro daquele nojento, terem feito chantagem com ele. As duas podiam ter-se ficado por aquela noite e de certeza que, ao fugirem daquela cidade as duas juntas, iam-se dar bem na vida. Este filme é mais um que prova que a maioria dos homens são uns nojentos e nesse nível, ao actor Pat Healy, o papel assenta-lhe como uma luva, não me importava que a faca no pescoço tivesse feito o seu devido trabalho final. Não liguei para os poucos erros e falhas do filme, apenas lamentei que o filme não fosse tipo “A Vida de Adele”, mais cru e mais explícito, porque eu adoro lésbicas e sou a favor das relações amorosas entre raparigas, acho lindo. Com a sua camara marota, o realizador nos faculta belíssimos planos das duas protagonistas. Ainda sobre o "jogo" lucrativo delas, existem coisas bastante interessantes e que podiam ser alvo de estudos e debates. Mas, apesar de não ter gostado do final, adorei este filme, foi um deleite assistir a ele. E mantenho um dos meus lemas de vida : As raparigas são o melhor do mundo.


domingo, 15 de janeiro de 2017

All We Had

Nome do Filme : “All We Had”
Titulo Inglês : “All We Had”
Ano : 2016
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Katie Holmes
Produção : Katie Holmes
Elenco : Katie Holmes, Stefania Owen, Katherine Reis, Judy Greer, Eve Lindley, Richard Kind, Mark Consuelos, Odiseas Georgiadis, Tim Markham, Richard Petrocelli, Michael Cavadias, Lolita Foster, Randy Gonzalez, Siobhan Fallon, Luke Wilson.

História : Uma mulher irresponsável tenta fazer tudo o que está ao seu alcance para proporcionar uma vida melhor para a sua filha adolescente.

Comentário : Em primeiro lugar, tenho que confessar que sempre fui admirador de Katie Holmes enquanto mulher e actriz, pelo que ela sempre foi muito bonita ou o era, antes de se casar com Tom Cruise. O seu casamento com Tom Cruise só contribuiu para a degradação da actriz enquanto mulher, e a única coisa boa que sobrou dessa relação é uma linda menina chamada Suri. Katie Holmes produz, realiza e protagoniza este “All We Had”, um filme independente que eu já ansiava à muito tempo, praticamente desde o dia em que soube que Katie Holmes o ia fazer. Não sendo excelente, é um humilde e razoável drama sobre uma família disfuncional, elas são duas, são mãe e filha. A mãe passa a vida a trocar de namorado e de empregos, mas sem nunca deixar faltar nada à filha, a única coisa que sempre faltou à miúda foi um pai, não que ela precise de um, claramente. Com alguns erros, o argumento é eficaz e oferece-nos uma narrativa linear, onde mãe e filha vão conhecendo várias pessoas que as vão ajudando, devido à condição sempre complicada em que as duas se encontram.

No papel da mãe, Katie Holmes está bastante competente, que ela é uma boa actriz já sabíamos, mas também é verdade que não se sai nada mal como produtora e realizadora de cinema. Ficarei à espera de um novo filme dela. No papel de filha, a bonita Stefania Owen tem uma interpretação excelente, fiquei rendido ao talento desta jovem, a miúda tem a melhor personagem do filme. Existe uma química muito forte entre as duas, fazendo com que a empatia e a relação entre Katie Holmes e Stefania Owen resulte na perfeição, seja como actrizes, seja enquanto personagens. O excelente trabalho do pequeno grupo de secundários também ajudou a que a coisa desse certo, com destaque para a personagem do filho do dono do café que emprega Rita. Desta forma, Rita Carmichael e Ruthie Carmichael são duas excelentes personagens, é praticamente impossível a quem vê o filme não ficar do lado delas. Apesar da má conduta de vida que a mãe leva, ela ama realmente aquela filha, ou não fosse ela, uma mãe solteira atenciosa e sempre preocupada com a miúda. Confesso estar muito satisfeito com a evolução que Katie Holmes teve na sétima arte e lamento as fracas classificações que este filme teve, não entendo mesmo. Katie Holmes fez um grande esforço para que esta obra funcionasse e penso que, quem goste de filmes dramáticos vai gostar dele. Lamento é que ela ainda não tenha iniciado a filha no mundo do cinema, adorava ver Suri Holmes a entrar num filme, mas que fosse um filme sério. “All We Had” é um filme simples e eficaz que aborda temas complexos, mas que me surpreendeu pela positiva. Gostei. 

People Places Things

Nome do Filme : “People Places Things”
Titulo Inglês : “People Places Things”
Ano : 2015
Duração : 87 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : James Strouse
Elenco : Jemaine Clement, Aundrea Gadsby, Gia Gadsby, Regina Hall, Stephanie Allynne, Jessica Williams, Michael Chernus, Celia Au.

História : Will é um professor que adora dar aulas e, nos tempos livres, escreve histórias de quadrinhos. Ele é ainda casado com Charlie e tem com ela duas lindas filhas gémeas, Clio e Colette. Mas um dia, Will descobre da pior maneira que a esposa o anda a trair e a relação termina. Agora e a morar sozinho, Will tem que dar um novo rumo à sua vida, sem nunca dispensar a companhia das suas queridas filhas que o adoram.

Comentário : Trata-se de um bom filme independente que confesso ter gostado bastante. Já conhecia o realizador do também bom filme “Grace Is Gone”e isso foi um dos motivos para ver este filme. É um filme simples, o realizador nunca o carrega com a complexidade das temáticas nele abordadas e isso até nem foi mau neste caso. Na realidade, o cineasta até nos joga à cara algumas tiragens cómicas, sem nunca cair no ridículo. O filme tem também romance, primeiro o encontramos nas personagens de Jemaine Clement e de Stephanie Allynne e, mais tarde, nele com a bonita Regina Hall. Confesso que preferi claramente o relacionamento do protagonista com a mãe da aluna, adorava que eles ficassem juntos e fiquei a apoiar a curta relação deles ao longo da fita toda. Infelizmente, o realizador não nos deu nada sobre como ficou a situação amorosa entre eles, fiquei muito desapontado com isso. Até mesmo, porque acho que a ex-mulher do protagonista não era digna dele e, após o divórcio, só lhe serviu para tramar a vida.

No papel principal, encontramos um muito competente Jemaine Clement, que possui o melhor desempenho do filme, é facil criarmos empatia com o seu Will, ele é um excelente pai para as meninas, um bom professor e sabe lidar com o sexo oposto, veja-se as cenas dele com Regina Hall, esta e ele possuem uma excelente empatia e foi uma delícia acompanhá-los. Regina Hall me surpreendeu pela positiva, não me lembro se já a havia visto em outro filme, a actriz tem uma boa prestação, para além de ser muito bonita. Repito, eu aprovo totalmente a relação dela com o nosso protagonista. Stephanie Allynne tem apenas uma prestação razoável, eu não comprei a sua personagem, ela não é certa, é uma figura cheia de dúvidas e dilemas, não sabe o que quer e com isso acaba prejudicando o ex-marido e até mesmo as filhas. Jessica Williams vai muito bem no papel de aluna preferida de Will, gostei imenso do desempenho desta jovem actriz, nota-se também uma boa química entre a miúda e o professor. As pequenas e queridas Aundrea Gadsby e Gia Gadsby brilham a cada cena que entram, fiquei totalmente rendido e emocionado com o enorme talento destas duas meninas gémeas, elas são muito fôfas e dá vontade de tê-las como filhas. As melhores cenas do longa são aquelas em que elas contracenam com o protagonista (excelente química), afinal, eles fazem de pai e filhas e nesse sentido, essas partes estão tão realistas que parece mesmo que o são. “People Places Things” é um filme que funciona muito devido ao facto de termos um elenco bastante competente e também porque o realizador sabe contar bem uma história, ele entende na perfeição os dramas que o ser humano vive no seu quotidiano.


Stories We Tell

Nome do Filme : “Stories We Tell”
Titulo Inglês : “Stories We Tell”
Titulo Português : “Histórias Que Contamos”
Ano : 2012
Duração : 110 minutos
Género : Drama Documental
Realização : Sarah Polley
Elenco : Sarah Polley, Michael Polley, Harry Gulkin, Susy Buchan, John Buchan, Mark Polley, Joanna Polley, Cathy Gulkin, Marie Murphy, Robert MacMillan, Anne Tait, Deirdre Bowen, Victoria Mitchell, Geoffrey Bowes, Tom Butler, Pixie Bigelow, Claire Walker, Rebecca Jenkins, Peter Evans, Alex Hatz, Justin Goodhand, Seamus Morrison, Allie MacDonald, Lani Billard, Andrew Church, Dave Kiner, Jef Mallory, Kristen Corvers, Christine Horne, Jeanie Calleja, Tracey Ferencz, Kaylin Griffin, Diane Polley.

História : A família de Sarah Polley, tal como todas as famílias, é tudo menos simples. Quando é revelado um grande segredo que a envolve directamente, ela é já conhecida pelo seu trabalho como actriz e realizadora. Agora, decidida a compreender a “verdade” e conhecer mais profundamente a sua falecida mãe, Sarah Polley decide questionar as pessoas mais próximas e fazer uma espécie de documentário onde todos reflectem sobre o seu passado. Assim, tentando decifrar as incoerências e os pontos comuns, a realizadora demonstra como cada história que contamos nunca deixa de ser, essencialmente, um ponto de vista particular.

Comentário : Possivelmente um dos melhores documentários que vi até hoje. Confesso que nutro uma certa simpatia por Sarah Polley. Primeiro gostei a conhecer enquanto actriz em filmes como “A Minha Vida Sem Mim” e mais tarde como realizadora do belíssimo “Away From Her – Longe Dela”. Para além dela ser uma rapariga muito bonita e talentosa. Este seu documentário foi a cereja no topo do bolo, ou seja, permitiu-me ficar a conhecer mais sobre ela. Mas este filme não é só sobre ela, é sobre os seus pais, sobre a sua família e mais alguém, é igualmente um filme sobre a memória de um passado delicado. Pessoalmente, gostei muito de ter ficado a conhecer a família de Sarah Polley, ajudou-me a perceber melhor ela enquanto mulher, enquanto ser humano, bem como o seu olhar sobre as coisas e vida profissional. Ela já em miúda era bonita.

Além disso, é fascinante para quem assiste, ficarmos a conhecer as vivências e experiências dos outros. Conhecer pessoas e suas respectivas vidas é das coisas que eu mais gosto. O documentário é uma mistura de drama e documentário, é um drama documental, onde a actriz e realizadora expõe de forma natural o seu passado e dos seus pais, com uma grande incidência na vida peculiar da sua mãe. Eu gostei de tudo neste documentário. O longa possui uma montagem bastante eficaz e temos muitas fotografias antigas e imagens de arquivo. O género “documentário” é um dos menos apreciados por quem vê filmes, felizmente existem pequenas pérolas como este filme realizado por Sarah Polley. Estou ansioso pelo seu próximo filme. 

After The Storm

Nome do Filme : “Umi Yori Mo Mada Fukaku”
Titulo Inglês : “After The Storm”
Ano : 2016
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Hirokazu Koreeda
Elenco : Hiroshi Abe, Yoko Maki, Taiyo Yoshizawa, Kirin Kiki, Lily Franky.

História : Após a morte do pai, um escritor tenta encontrar uma maneira de melhorar a sua vida, até mesmo porque está divorciado da mulher e vê pouco o filho de ambos.

Comentário : Trata-se do novo filme japonês do aclamado realizador Hirokazu Koreeda, que nunca fez um mau filme. Geralmente, os seus filmes incidem sobre a família. Neste seu novo drama, acompanhamos um homem que se divide entre ser escritor e detective. Ele voltou para casa da mãe após o divórcio e teve um filho fruto dessa relação. Como tem pouco dinheiro, ele não pode pagar a pensão do filho, pelo que o vê poucas vezes. Tem uma relação complicada com a irmã, mas relaciona-se bem com a mãe idosa. O argumento é o principal alicerce desta fita, tudo está muito bem escrito e a narrativa evolui favoravelmente. Não gostei da personagem da mãe idosa do protagonista, mas gosto da actriz, o trabalho dela feito no filme “An” está excelente. No papel de protagonista, Hiroshi Abe vai muito bem, cabe a ele a melhor prestação da fita. O actor consegue transmitir-nos aquilo que o seu personagem está a passar. Ele tem ainda um carisma muito próprio e a sua figura ajudou na composição do seu personagem. Gostei igualmente do desempenho da bonita actriz que fez de ex-mulher dele. O pequeno actor que fez de seu filho também me convenceu e a química do pequeno com o protagonista funcionou na perfeição. Mais um bom filme que Hirokazu Koreeda nos facultou, adoro todos os filmes deste realizador. 

Bang Gang

Nome do Filme : “Bang Gang (Une Histoire D'Amour Moderne)”
Titulo Inglês : “Bang Gang (A Modern Love Story)”
Titulo Alternativo : “Bang Gang”
Ano : 2015
Duração : 98 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Eva Husson
Elenco : Daisy Broom, Marilyn Lima, Finnegan Oldfield, Lorenzo Lefebvre, Manuel Husson, Olivia Lancelot, Raphael Porcheron, Tatiana Werner, Olivier Lefebvre, Yolande Carsin, Alexandre Perrier, Patricia Husson, Jules Cabat, Julien Gomez, Lea Bertin, Gaia Oliarj Ines, Julien Granel, Giulia Nori, Mathilde Cartoux.

História : Na área nobre de uma cidade, um grupo de adolescentes bem ajustados e acima da média acabam seguindo por um caminho singular.

Comentário : Realizado por uma mulher, este filme transmite uma imagem muito má dos jovens adolescentes, principalmente das raparigas. Pessoalmente, gostei do filme em geral, ele acaba por transmitir a ideia de que na adolescência temos liberdade para tudo, quando às vezes não é bem assim. O filme tem jovens irresponsáveis, droga e muito sexo, algumas cenas são explícitas e as cenas de nu imperam. Mas tudo isto acontece mais na segunda parte da fita. A banda sonora é serena e existe aqui também um alerta para os perigos da internet e das plataformas digitais. O filme não é só drama, a componente dramática existe sim e acentua-se mais na última meia hora, mas também existe romance por aqui e isso concentra-se mais nas personagens de George e Gabriel. As traições no namoro também fazem parte da trama do filme, embora aquilo não se considere namoro, é mais curtes.

A realizadora aborda a adolescência no geral, focando-se principalmente em quatro jovens, dois rapazes bem diferentes e duas meninas muito parecidas. Estas últimas possuem uma estranha relação de amizade e são elas as protagonistas do filme. Daisy Broom veste a pele de uma rapariga que vive com o pai e a forma como perde a virgindade não é propriamente aquela que uma rapariga ambiciona. Ela tem uma boa prestação, mas é a Marilyn Lima que calha o principal mérito, esta bonita adolescente possui a melhor prestação do filme. Além disso, a empatia entre as duas miúdas é bastante notável e funciona, mesmo quando elas estão zangadas uma com a outra. No papel de rapaz irresponsável e leviano, Finnegan Oldfield encarna-o muito bem, ele tem estilo disso e sai-se bem, nós não simpatizamos com ele pela maneira como ele trata as raparigas. Por último, Lorenzo Lefebvre tem a melhor prestação masculina da fita, aqui no papel de um jovem calmo e responsável que tem que lidar com a complicada situação de ter um pai paraplégico, sendo também um rapaz que tem um enorme respeito pelas raparigas. No geral, os quatro jovens convencem. Estamos perante um filme razoável que mostra como a adolescência é a fase mais complicada do ser humano, mas é igualmente marcante para eles e para elas. O filme aborda também a temática das doenças sexualmente transmissíveis e é uma fita baseada em factos reais. Os pais que têm filhos na idade da adolescência deviam ver este e outros filmes que abordem estas temáticas. Uma das grandes surpresas de 2015. 


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Hunt For The Wilderpeople

Nome do Filme : “Hunt For The Wilderpeople”
Titulo Inglês : “Hunt For The Wilderpeople”
Ano : 2016
Duração : 101 minutos
Género : Aventura/Comédia Dramática/Drama
Realização : Taika Waititi
Produção : Taika Waititi/Matt Noonan/Leanne Saunders
Elenco : Julian Dennison, Sam Neill, Tioreore Ngatai Melbourne, Rima Te Wiata, Oscar Kightley, Stan Walker, Mike Minogue, Cohen Holloway, Rhys Darby, Troy Kingi, Hamish Parkinson, Finn, Tuss.

História : Ricky é um menino muito problemático que nunca conheceu o pai e no passado foi abandonado pela mãe, indo sistematicamente parar a casas de correcção e centros de acolhimento devido ao facto de cometer pequenos crimes. Numa última tentativa de colocar alguma ordem no comportamento dele, as assistentes sociais enviam-no para morar com um casal numa casa de campo. O rapaz não gosta daquilo e, quando a mulher da casa morre inesperadamente, Ricky vê-se confrontado com a hipótese de voltar para uma casa de correcção. Para evitar isso, ele e o homem que o acolheu fogem para a floresta. Devido a uma série de constantes mal entendidos e imprevistos, a coisa não é bem vista pelas autoridades e dá-se início a uma verdadeira caça ao homem.

Comentário : Confesso que não costumo gostar de comédias, mas devido às excelentes classificações que este filme auferiu, decide dar-lhe uma oportunidade. E, apesar de algumas coisas que de facto eu não gramei, tenho que confessar que o balanço é positivo e o filme é bastante eficaz e resulta. O argumento está bem construído e a história dá algumas voltas bem interessantes. Apesar de algumas coisas surgirem sem explicação, o que é certo é que as cenas que se seguem acabam por articular tudo muito bem e essas falhas passam despercebidas. A dada altura, o filme começa a respirar o clima de aventura pura e o realizador mete o pé no acelerador e só pára a alguns minutos do filme terminar. É um tipo de aventura penetrante e que nos coloca sempre na expectativa daquilo que vai acontecer a seguir. É um filme que vive de camadas. O filme tem comédia e drama e o realizador trabalha habilmente esses dois géneros, fazendo com que a fita nos ponha bem dispostos e ao mesmo tempo nos comova.

No papel do pequeno protagonista, o jovem actor Julian Dennison é quem merece todos os méritos, fiquei totalmente rendido ao talento do rapaz. Apesar da sua aparência física, ele mexe-se muito bem e tem imensa agilidade nas cenas que assim o exigem. Há inclusive uma sequência dramática que envolve um javali violento e a morte de um cão, apesar de ser muito triste, eu adorei essas cenas, são seguramente as melhores do filme. A empatia entre o jovem actor e o grande Sam Neill também resultou muito bem. Os dois possuem excelentes prestações. Depois temos uma revelação, a jovem Tioreore Ngatai Melbourne vai muito bem e são muito mimosas as cenas em que ela anda a cavalo. Além disso, as partes em que ela contracena com o nosso protagonista são admiráveis de se ver, cheias de vida. E ainda temos direito a uma perseguição de carros ao estilo “Mad Max” lá mais para o final do filme. Apesar de certas contradições, o filme vê-se com grande agrado e me surpreendeu pela positiva. Gostei muito. 


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Krisha

Nome do Filme : “Krisha”
Titulo Inglês : “Krisha”
Titulo Português : “Krisha”
Ano : 2015
Duração : 83 minutos
Género : Drama
Realização : Trey Edward Shults
Produção : Trey Edward Shults
Elenco : Krisha Fairchild, Robyn Fairchild, Alex Dobrenko, Chris Doubek, Victoria Fairchild, Bryan Casserly, Chase Joliet, Atheena Frizzell, Augustine Frizzell, Olivia Grace Applegate, Rose Nelson, Bill Wise, Billie Fairchild, Trey Edward Shults.

História : Depois de anos de ausência, Krisha se reúne novamente com a sua família nas férias. Ela percebe que diante dela está a oportunidade de consertar os erros do passado, cozinhar o peru para a família e provar para os seus entes queridos que ela mudou para melhor.

Comentário : Durante a manhã de hoje vi este filme independente americano muito peculiar. Trey Edward Shults realiza, produz e interpreta uma das personagens secundárias do filme e saiu-se bem nessas três tarefas. Este pequeno filme me surpreendeu pela positiva, quanto mais não seja porque eu nada esperava dele. Basicamente, o que temos aqui é um drama muito realista cuja personagem principal é uma mulher claramente com pequenos disturbios mentais e com tendência para ficar alterada sempre que abusa de bebidas alcoólicas. Estes factores apenas nos são revelados com o decorrer da fita. O filme mostra o relacionamento que a protagonista vai tendo com cada um dos familiares na tal reunião de família, onde ela julga que se vai “reconciliar” com algumas dessas pessoas pelos seus actos do passado. Existe aqui um realismo sempre presente, parece que estamos a assistir realmente a uma reunião familiar e a todos os momentos daí resultantes e o excelente trabalho do realizador com a camara faz milagres nesse sentido, contribuindo para que tudo dê certo.

No papel principal, Krisha Fairchild (excelente) tem uma grande prestação e é graças a ela que estamos sempre na expectativa daquilo que acontecerá a seguir. O realizador consegue ainda a proeza de nos envolver num grande clima de tensão, principalmente a partir do momento em que Krisha se começa a passar. Nós percebemos na perfeição o que os vários familiares sentem por Krisha, vemos o castelo de cartas a desfazer-se aos poucos e a situação tende a agravar-se de minuto para minuto. Repito, é um filme muito tenso, as cenas mais espectaculares e tensas são as vividas entre as duas irmãs Krisha e Robyn e as coisas só podiam mesmo terminar daquela forma. À medida que os oitenta minutos passam, o realizador vai nos facultando cada vez mais detalhes daquela família e isso deixa-nos nervosos. Todos nós já sabemos que as relações entre seres humanos não são fáceis e quando se trata de relações familiares, aí é tudo bem pior. O ser humano é complicado por natureza e o filme trabalha essa questão muito bem, os personagens que mais se destacam ou que têm mais tempo de antena são muito bem expostos pelo realizador, mas tudo é nos facultado a seu tempo. O argumento é intrigante e alguns actores têm nas suas personagens os seus próprios nomes e isso me deixou com o bichinho atrás da orelha, afinal, não se sabe a veracidade de tudo o que é aqui mostrado. No fundo, a ideia foi bem pensada e resultou num filme muito bem conseguido. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

The Fits

Nome do Filme : “The Fits”
Titulo Inglês : “The Fits”
Ano : 2015
Duração : 73 minutos
Género : Drama
Realização : Anna Rose Holmer
Elenco : Royalty Hightower, Alexis Neblett, Makyla Burnam, Da'Sean Minor, Inayah Rodgers, Lauren Gibson.

História : Toni é uma jovem de 11 anos que passa os dias entre a escola, as actividades desportivas e de dança no ginásio e ainda arranja tempo para ajudar o seu irmão mais velho. A sua vontade de vencer é enorme e ela está disposta a todos os esforços para tal. Um dia, as suas colegas mais velhas começam a sofrer uma espécie de surtos, mas Toni não parece se importar muito com isso.

Comentário : A grande protagonista deste filme é uma menina de apenas onze anos de idade e é muito bem interpretada pela jovem revelação Royalty Hightower, uma miúda que não só nos dá uma excelente prestação, como também possui uma actuação física brutal. Na verdade, a jovem actriz carrega o filme todo às costas e é detentora de todo o mérito. Fiquei mesmo surpreendido com a pequena. A narrativa divide-se entre o interior do colégio e do ginásio e umas poucas cenas de exteriores. Basicamente, o filme passa-se quase todo dentro do ginásio e a realizadora apenas nos mostra jovens em ação, adultos vemos poucos. A personagem principal, Toni, é uma espécie de “maria-rapaz”, mas decide tentar mudar esse seu registo, ingressando na turma de dança, na qual fazem parte meninas de todas as idades. Até chega a furar as próprias orelhas com a finalidade de usar brincos, possivelmente para se tornar mais feminina. Embora tudo isto, a realizadora parece que nos quer dizer que a transformação não é aquilo que Toni pretende. O argumento é eficaz e, às vezes, parece estarmos a ver um filme baseado em acontecimentos reais. A banda sonora chega a ser soturna em alguns momentos, tendo uma forte mas discreta presença. Apesar de achar o filme estranho, gostei do que vi. Um filme diferente.

Southside With You

Nome do Filme : “Southside With You”
Titulo Inglês : “Southside With You”
Titulo Português : “Michelle e Obama”
Ano : 2016
Duração : 84 minutos
Género : Biográfico/Drama/Histórico
Realização : Richard Tanne
Elenco : Parker Sawyers, Tika Sumpter, Vanessa Bell Calloway, Phillip Edward Van Lear, Taylar Fondren, Deanna Reed Foster, Jerod Haynes, Gabrielle Lott Rogers, Preston Tate Jr., Donn C. Harper, Tom McElroy, Stephanie Monday.

História : Um dia na vida do presidente Barack Obama e da primeira dama Michelle Obama, quando ainda eram dois jovens em ínicio da vida adulta.

Comentário : Foi com grande satisfação que vi este pequeno filme independente muito bem realizado por Richard Tanne. Se gostaram da trilogia “Before” de Richard Linklater e do seu modo peculiar de filmar esses três excelentes filmes, então vão gostar deste filme, isso posso assegurar. A camara acompanha sempre o casal protagonista, desviando somente para as personagens secundárias quando necessário. O clima do filme é uma mistura de romance com drama social, dois temas muito bem trabalhados pelo realizador. Aliás, ele consegue ainda a grande proeza de articular muito bem a empatia dos dois protagonistas com aquilo que ambos vão relatando sobre eles mesmos um ao outro. Para mim tudo isto funcionou como uma boa experiência, até porque fiquei a saber imenso sobre o presidente da América e sobre a sua respectiva esposa e alguns desses factos são bastante interessantes. Trata-se de um filme biográfico que conta apenas uma das várias histórias sobre este magnífico casal. Parker Sawyers está excelente, ele dá um Obama bastante convincente e a sua prestação é muito boa, com todos os maneirismos do presidente, em algumas cenas, pareceu-me realmente que estava a ver Barack Obama. Já a jovem Tika Sumpter tem igualmente uma interpretação bastante aceitável, embora não tão parecida com a verdadeira primeira dama, ela também convence no seu papel, mesmo que eu não tivesse tido nela a mesma simpatia que tive pelo protagonista masculino. Trata-se de um bom filme, gostei.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Loving

Nome do Filme : “Loving”
Titulo Inglês : “Loving”
Titulo Português : “Loving”
Ano : 2016
Duração : 125 minutos
Género : Biográfico/Drama/Romance/Histórico
Realização : Jeff Nichols
Elenco : Joel Edgerton, Ruth Negga, Michael Shannon, Will Dalton, Alano Miller, Chris Greene, Sharon Blackwood, Christopher Mann, Winter Lee Holland, Marton Csokas, Robert Haulbrook, Bill Camp, David Jensen, Andrene Ward Hammond, Jevin Crochrell, Jordan Williams Jr., Georgia Crawford, Brenan Young, Dalyn Cleckley, Quinn McPherson, Jon Bass, Nick Kroll, Terri Abney.

História : Richard e Mildred Loving, um casal interracial, são presos em junho de 1958 por terem casado. Exilados do estado onde viviam, eles lutam pelo matrimónio e pelo direito de voltar para casa como uma família.

Comentário : Depois de ter concebido 3 excelentes filmes independentes (Shotgun Stories, Take Shelter e Mud) e um filme fraco (Midnight Special), o realizador Jeff Nichols regressa assim ao cinema de qualidade com este filme biográfico baseado num incrível caso real que fez história na América. O filme em questão chama-se simplesmente “Loving” e eu já o considero como sendo um dos melhores filmes que o ano de 2016 me facultou. O cineasta é bom em nos fornecer histórias de dramas humanos e aqui isso volta a acontecer e olhem que este caso é bem dramático e complexo. É impressionante como as pessoas pertencentes à raça negra eram tratadas naquela altura, ou melhor, como sempre foram tratadas e ainda o são de forma negativa, apenas por não serem brancos. Penso mesmo que isto é uma vergonha, muitos brancos deviam-se envergonhar por tratar de forma diferenciada as pessoas de outras etnias. E o filme foca bem isso.

Jeff Nichols soube gerir bem todo o material que tinha em mãos e fez um excelente trabalho, sendo o argumento e as interpretações os principais alicerces da fita. Joel Edgerton tem aqui um visual muito diferente daquilo que estamos habituados a ver nele, o seu personagem transmite carinho, amor, compreensão e proteção que são esses os sentimentos que ele nutre pela esposa. Joel Edgerton está muito bem neste filme e possui a segunda melhor prestação. Actor fetiche do realizador, Michael Shannon tem aqui uma intervenção muito pequena e discreta, mas revela-se marcante para o avançar dos acontecimentos. Mas quem brilha realmente é Ruth Negga que consegue a melhor interpretação do filme, além de que a sua empatia com Joel Edgerton resultou na perfeição. O ambiente de época está muito bem recriado, de facto, parece que tudo foi realmente filmado nos anos cinquenta e sessenta. O elenco de secundários também ajudou, quase todos eles estiveram à altura daquilo que era espectável. Não gostei dos actores que desempenharam aquele dueto de advogados que conseguiram com que o casal ganhasse o caso. Confesso que não conhecia esta história e este caso e estou grato a Jeff Nichols por tê-la conhecido, estamos sempre a aprender e todo o conhecimento é bem-vindo. Grande filme. Gostei. 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

American Honey

Nome do Filme : “American Honey”
Titulo Inglês : “American Honey”
Titulo Português : “American Honey”
Ano : 2016
Duração : 163 minutos
Género : Drama
Realização : Andrea Arnold
Elenco : Sasha Lane, Riley Keough, Shia LaBeouf, Arielle Holmes, Crystal Ice, McCaul Lombardi, Veronica Ezell, Chad Cox, Garry Howell, Kenneth Kory Tucker, Raymond Coalson, Isaiah Stone, Dakota Powers, Shawna Rae Moseley, Christopher David Wright, Summer Hunsaker, Brody Hunsaker, Chasity Hunsaker, Michael Hunsaker, Kaylin Mally, Laura Kirk, Will Patton, Daran Shinn, Sam Williamson, Bruce Gregory, Chris Bylsma, Andrea Fantauzzi.

História : Star é uma jovem sem nada a perder. Quando encontra um grupo de rapazes e raparigas que, como forma de sustento, viajam pelos EUA, a vender subscrições de revistas, decide juntar-se-lhes. Entre eles está Jake, por quem se apaixona e com quem vive uma relação muito peculiar. Star vê-se assim envolvida com um conjunto de inadaptados para quem as festas, o amor livre e a constante fuga às autoridades substituem a imposição de regras dos que se preparam para a vida adulta.

Comentário : Finalmente vi o filme “American Honey” e o balanço é bastante positivo. Já tinha gostado das três anteriores longas metragens da realizadora Andrea Arnold e, à quarta vez, ela consegue a proeza de voltar a acertar, os quatro filmes que ela realizou são todos bons. A cineasta sabe trabalhar com os seus elencos, sabe escolher os directores de fotografia e sabe mostrar tudo aquilo que pretende contar nas suas histórias. Em algumas criticas ao filme, pessoas a criticarem que o filme não prende, que o filme se arrasta, que é muito longo. Eu discordo de todas elas. Eu não estava nem aí para o filme ter quase três horas de duração e fiquei totalmente pregado ao ecrã, apesar de às vezes parecer que tudo gira às voltas e vai sempre parar ao mesmo local. De facto, tem um pouco disso, não existe um final digno para o filme em questão, embora a cena final tenha muito significado, mostra a total liberdade da protagonista.

A estreante Sasha Lane (a protagonista do filme) está simplesmente espectacular durante toda a projeção, tem a melhor prestação da fita e notou-se que ela se entregou quase totalmente ao seu difícil papel. Eu comprei direitinho os dramas da sua complexa personagem, não entendendo unicamente uma das suas atitudes logo nos primeiros minutos. Riley Keough faz aqui uma espécie de vilã do filme, mas não o suficiente para a detestarmos, gostei muito da sua personagem, ela é alguém forte e determinada, mesmo que o seu modo de vida seja condenável. Já Shia LaBeouf vai bem melhor do que nos blockbusters, ainda que a sua personagem não me tenha convencido, é como se eu não a entendesse, ou porque não tinha profundidade ou então simplesmente porque o seu Jake não sabe para onde ir. O filme tem belíssimas cenas e algumas sequências memoráveis, bem como uma atenção muito especial a alguns detalhes mínimos, algo que já vimos em filmes anteriores da realizadora como “O Monte dos Vendavais” ou “Fish Tank”. Para mim, “American Honey” foi um dos melhores filmes que o ano passado me facultou. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Nocturnal Animals

Nome do Filme : “Nocturnal Animals”
Titulo Inglês : “Nocturnal Animals”
Titulo Português : “Animais Noturnos”
Ano : 2016
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Thriller/Crime
Realização : Tom Ford
Elenco : Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon, Aaron Taylor Johnson, Laura Linney, Isla Fisher, Ellie Bamber, Imogen Waterhouse, Armie Hammer, Michael Sheen, Andrea Riseborough, Karl Glusman, Robert Aramayo, India Menuez.

História : Susan Morrow, uma negociadora de arte de Los Angeles, sente-se cada vez mais distante do marido. Um dia, recebe pelo correio a cópia de um romance escrito por Edward, o seu primeiro marido, de quem não tinha notícias há já vários anos. A obra, que lhe é dedicada, conta a história de um casal com uma filha adolescente. Ao mesmo tempo que se sente impelida à leitura, Susan sente-se profundamente incomodada com a violência contida no livro, acabando por se ver forçada a reavaliar as escolhas que a trouxeram até ali e as consequências de todas as decisões. E, na sua interpretação da história, vê tudo aquilo como uma forma de vingança de Edward, que nunca superou o facto de a relação ter fracassado.

Comentário : Gostei deste filme, embora tenha que confessar que esperava bem mais dele. Penso que fui um pouco alimentado pelas imensas criticas positivas que a fita teve pelos vários sites da especialidade. No entanto, foi um filme que me prendeu ao ecrã desde o começo até ao seu final. Penso ter percebido o filme, embora o final me tenha deixado um pouco na dúvida sobre o que realmente aconteceu, ou então, sou eu que quero que a história seja mais complexa do que o é. O filme é realizado por Tom Ford, que em 2009, se estreou em grande força com o excelente “A Single Man” e espero sinceramente que o estilista não nos faça esperar outros sete anos para nos aparecer com um novo filme, o homem sabe mesmo nos surpreender. O filme em análise tem uma excelente fotografia e a nível estético está impecável, todos os detalhes foram cuidadosamente bem trabalhados. Embora confuso, o argumento está bem delineado e tudo parece um filme dentro de outro filme.

Amy Adams está maravilhosa no papel principal, ela tem mais uma vez uma excelente interpretação. Jake Gyllenhaal desdobra-se em dois e triunfa-nos duplamente com duas prestações a cima da média. Aaron Taylor Johnson está sinistro no seu injusto papel, no entanto, o jovem me causou medo, só o seu olhar em certos momentos nos arrepia. Isla Fisher apenas brilhou no início do filme, mas embora seja muito parecida com Amy Adams, tem aqui uma personagem totalmente diferente ou talvez não da protagonista. Armie Hammer e Michael Sheen, em papéis secundários, estiveram muito bem, enquanto que Laura Linney nos encanta com a sua graciosidade, ela é uma verdadeira senhora. Já Michael Shannon, sempre no seu registo peculiar, aqui está mais uma vez consistente em seu personagem e arrepia não só pelas suas atitudes, mas também devido ao triste final que a sua personagem terá. Embora um pouco confuso, “Nocturnal Animals” é um bom filme, vê-se bem e deixa-nos com algumas dúvidas, possui um excelente elenco que foi muito bem aproveitado e nos facultou personagens muito interessantes. Metaforicamente, eu interpreto o titulo do filme à minha maneira.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Hitchcock/Truffaut

Nome do Filme : “Hitchcock/Truffaut”
Titulo Inglês : “Hitchcock/Truffaut”
Titulo Português : “Hitchcock/Truffaut”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Documentário
Realização : Kent Jones
Elenco : Alfred Hitchcock, François Truffaut, Mathieu Amalric, Wes Anderson, Olivier Assayas, Peter Bogdanovich, Arnaud Desplechin, David Fincher, James Gray, Kiyoshi Kurosawa, Richard Linklater, Paul Schrader, Martin Scorsese.

História : Em 1962, Alfred Hitchcock e François Truffaut encontram-se durante uma semana numa sala de estúdios da Universal para uma série de entrevistas sobre cinema. Durante esse tempo, os dois realizadores discutiram a obra completa de Hitchcock e a sua forma inovadora de filmar. Truffaut, apesar de na altura ser ainda bastante jovem, era já internacionalmente conhecido por bons filmes. Com base nessas entrevistas, Truffaut escreveu um livro, que se tornou numa espécie de bíblia para jovens cinéfilos e cineastas. Quase meio século depois da edição deste livro, o documentarista Kent Jones utiliza as gravações originais do encontro e, para entender a forma como a obra influenciou o cinema desde então, junta alguns dos mais importantes cineastas e recolhe os seus testemunhos pessoais.

Comentário : Na minha opinião, este documentário funciona como uma espécie de homenagem ao cinema e à sétima arte em si. O filme aborda uma série muito peculiar de temas, mas foca-se principalmente no realizador Alfred Hitchcock e em alguns dos seus filmes. Temos opiniões de vários realizadores da actualidade sobre aquele que é considerado como um dos principais cineastas de todos os tempos. Narrado pelo realizador e actor Mathieu Amalric, o filme conta também como o cinema de Alfred Hitchcock influenciou o trabalho de François Truffaut, bem como o de outros cineastas. Somos guiados pelos vários filmes do realizador, quer seja através de imagens dos mesmos, quer seja apenas por mencioná-los. Quase todos os intervenientes elogiam Hitchcock e o seu modo revolucionário de filmar, o seu cinema alterou por completo a maneira de fazer cinema, em que muito ajudaram os seus inovadores planos de camara. É um documentário extraordinário, nomeadamente para quem gosta de cinema, as referências filmicas e cinéfilas estão lá e foi com um enorme prazer que eu as descobri. Um trabalho único de visionamento obrigatório para quem gosta mesmo de cinema. O filme também nos dá a conhecer mais sobre Alfred Hitchcock. A única coisa que lamento é terem focado pouco as entrevistas. Sem dúvidas, um dos melhores documentários que eu vi até hoje. 


domingo, 18 de dezembro de 2016

The Light Between Oceans

Nome do Filme : “The Light Between Oceans”
Titulo Inglês : “The Light Between Oceans”
Titulo Português : “A Luz Entre Oceanos”
Ano : 2016
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Derek Cianfrance
Elenco : Michael Fassbender, Alicia Vikander, Rachel Weisz, Florence Clery, Caren Pistorius.

História : O humilde faroleiro Tom Sherbourne e a sua esposa Isabel, formam um casal feliz que vive numa ilha na costa da Austrália, no período após a Primeira Guerra Mundial. O maior desejo do casal é terem uma filha, mas depois de Isabel abortar duas vezes, perderam a esperança de que tal possa acontecer. No entanto, um dia o casal resgata uma menina que deu à costa, sozinha num barco a remos. Os dois decidem chamá-la de Lucy e adotá-la como sua filha. Depois de alguns anos de felicidade, Tom e Isabel, numa visita ao continente, encontram a viúva Hannah Roennfeldt, que perdeu o marido e a filha bebé no mar. Torna-se claro para Tom que Lucy é a filha desaparecida de Hannah, e ele sente que é seu dever devolver a criança à mãe verdadeira. Mas Isabel não quer que a sua família feliz seja destruída e muito menos perder Lucy. Um maravilhoso sonho transforma-se então num pesadelo, trazendo à superfície questões tão difíceis sobre o casamento e a paternidade.

Comentário : Este era um dos filmes mais esperados do ano para mim não só pela história que conta, por ter como protagonistas dois dos meus atores preferidos – o excelente actor Michael Fassbender e a linda e igualmente excelente actriz Alicia Vikander – mas também por se tratar de uma fita que aborda temáticas muito complexas que se podem facilmente resumir como sendo as relações entre pessoas. O filme fala do amor entre dois casais, fala do amor entre mães e filhos, fala da perda, de problemas emocionais, do luto, de atitudes tomadas sem pensar, fala também da dor de se perder filhos e, por último, do amor ao próximo. É uma grande e poderosa história de amor. O realizador Derek Cianfrance, que nos facultou excelentes filmes como “Blue Valentine” e “The Place Beyond The Pines”, soube articular muito bem todos estes ingredientes e o resultado é um drama intenso muito bem concebido, cujo argumento apenas peca em um ou outro erro.

Michael Fassbender (“Hunger”, “Shame”, “12 Years A Slave”) tem aqui mais uma excelente interpretação, gostei de algumas coisas da sua personagem, embora seja contra a atitude dele que estragou a família. Alicia Vikander (The Danish Girl) tem também uma interpretação muito boa, a sua personagem sofre o filme quase todo, a actriz consegue fazer passar para o espectador todo o drama que envolve a sua personagem, ou seja, a situação de uma mulher naquela situação. Rachel Weisz (The Constant Gardener) também convence no seu papel. Adorei estas três personagens. E as jovens Florence Clery (infância de Lucy-Grace) e Caren Pistorius (fase adulta de Lucy-Grace) também possuem uma forte presença no écrã. O filme aborda questões, e as personagens principais tomam decisões, que podem ser bem vistas ou não, depende da sensibilidade e do ponto de vista de cada espectador. Pessoalmente, tenho a minha opinião própria que não irei revelar. Quanto ao filme, gostei bastante, foi uma boa forma de terminar mais um ano cinematográfico.

Jogo de Damas

Nome do Filme : “Jogo de Damas”
Titulo Inglês : “Game Of Checkers”
Titulo Português : “Jogo de Damas”
Ano : 2015
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : Patrícia Sequeira
Elenco : Ana Nave, Ana Padrão, Fátima Belo, Maria João Luís, Rita Blanco, Óscar.

História : Cinco mulheres reencontram-se devido ao funeral de Marta, uma amiga em comum. Ao longo de uma noite, que decidem passar na casa de campo que Marta nunca chegou a inaugurar, as cinco amigas falam da vida, dividem segredos, recordam a amizade que as une e reflectem sobre a existência.

Comentário : Hoje tive a grande oportunidade e felicidade de ter descoberto este excelente filme. O elenco é praticamente todo feminino, tirando o cão que é macho e aparece poucas vezes. Até o realizador é uma mulher e ainda bem. As cinco actrizes estiveram muito bem, funcionam na perfeição seja individualmente, seja como um todo e é este o principal alicerce do filme. E enquanto personagens também funcionam. Na realidade, estamos perante uma pequena fita feita com poucos recursos, mas onde está tudo no lugar certo. Ana Nave como Maria parece estar alheia às coisas mas está por dentro do problema, nos oferece uma personagem bastante curiosa e tem na sua expressão facial o seu maior trunfo. Já Ana Padrão no papel de Dalila, no inicio fala pouco, embora perto do final revele que afinal era a mais próxima da falecida por causa de um motivo que eu não vou revelar. No papel de Ema, a actriz Fátima Belo tem aqui a personagem mais dramática do filme e, pouco depois da segunda parte, somos informados do porquê. Por seu turno e no papel de Ana, Maria João Luís faculta-nos uma das personagens mais importantes do grupo, ela é a mais adulta mentalmente e a mais velha das amigas. Finalmente, Rita Blanco faz de Mónica, das cinco ela é a mais racional, aquela que faz sempre tudo certinho. Ela tinha também uma relação muito especial com a falecida, ou não fosse esta a esposa do irmão dela. Um filme apenas destinado às mulheres e também aos poucos homens que compreendem estes fantásticos e maravilhosos seres, porque ao longo dos oitenta minutos de projeção, são ditas muitas e grandes verdades. Grande filme. Adorei.