Nome
do Filme : “A Street Cat Named Bob”
Titulo
Inglês : “A Street Cat Named Bob”
Ano
: 2016
Duração
: 102 minutos
Género
: Biográfico/Drama
Realização
: Roger Spottiswoode
Elenco
: Bob the Cat, Luke Treadaway, Ruta Gedmintas, Joanne Froggatt,
Anthony Head, Darren Evans, Tony Jayawardena, Beth Goddard, Ruth
Sheen, Caroline Goodall, Sasha Dickens, Cleopatra Dickens, Nadine
Marshall, Rob Jarvis, Ivana Basic.
História
: James Bowen é um jovem que à uns anos assistiu ao divórcio dos
pais, sofreu muito com o desprezo do pai, acabando por se tornar num
sem abrigo e também num toxicodependente. Na actualidade, ele vive
muito mal e ganha uns escassos trocos com canções que canta e toca
na sua guitarra pelas ruas durante o dia. Numa manhã, ele aceita
entrar num programa que consiste numa última tentativa de deixar o
vício e o principal incentivo é uma modesta casa que a sua
assistente lhe consegue arranjar em troca dele cumprir o acordo. Numa
das noites frias, James descobre que um gato lhe entrou pela casa
dentro e decide ficar com ele. Nesse preciso momento, ambos
desconheciam que as suas vivências iam mudar para melhor, tudo
porque se têm um ao outro e porque um cuida do outro.
Comentário
: Fiquei apaixonado por este filme assim que o acabei de ver, é
simplesmente emocionante e realista, ou não fosse ele adaptado de um
livro que muito vendeu, livro este que conta a história verdadeira
de um jovem adulto carenciado e do seu peculiar relacionamento com um
gato de rua que lhe faz uma visita inesperada a meio da noite. Sim,
esta história aconteceu na realidade e o verdadeiro James Bowen
apoiou como pode a produção do filme. Estamos perante um filme sem
pretensões, mas firme na história que pretende contar, dando aos
temas abordados a respectiva complexidade. Há cenas muito dramáticas
e existem planos espectaculares do ponto de vista do gato. O filme
também mostra como a vida é muito difícil para certas pessoas, e
mostra igualmente que existe gente muito má.
Luke
Treadaway tem aqui uma excelente prestação, ele esteve à altura do
complicado desafio que é o de interpretar o seu personagem, cantar,
tocar um instrumento, chorar, contracenar com um elenco de
secundários bastante competente e, por último, dividir o
protagonismo com Bob, o felino que é o verdadeiro protagonista do
filme. Bob, como animal-actor, esteve perfeito, a seguir ao cão “Hakita”
que interpretou Hachiko no filme com o mesmo nome, realizado pelo
agora polémico Lasse Hallstrom. Voltando ao filme, foi uma sorte Bob
ter engraçado com o actor que dá vida a James Bowen, ajudou imenso
a tornar tudo mais credível e realista. Eu adoro gatos, os felinos
são os meus animais preferidos e para mim, este filme é um prato
cheio, com a mais valia de abordar igualmente as relações humanas.
O filme prova também que com muita força de vontade, uma pessoa
consegue resolver grande parte dos seus problemas. É uma fita muito
dramática, sem nunca ser lamechas, mesmo assim confesso que algumas
cenas quase me fizeram derramar umas lágrimas. No início do
genérico final, surgem umas legendas sobre como estão James e Bob
na actualidade e ainda algumas fotografias dos dois. Trata-se de um
dos filmes que mais trabalhou a minha sensibilidade. Adorei.












































