Nome
do Filme : “Loving”
Titulo
Inglês : “Loving”
Titulo
Português : “Loving”
Ano
: 2016
Duração
: 125 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Romance/Histórico
Realização
: Jeff Nichols
Elenco
: Joel Edgerton, Ruth Negga, Michael Shannon, Will Dalton, Alano
Miller, Chris Greene, Sharon Blackwood, Christopher Mann, Winter Lee
Holland, Marton Csokas, Robert Haulbrook, Bill Camp, David Jensen,
Andrene Ward Hammond, Jevin Crochrell, Jordan Williams Jr., Georgia
Crawford, Brenan Young, Dalyn Cleckley, Quinn McPherson, Jon Bass,
Nick Kroll, Terri Abney.
História
: Richard e Mildred Loving, um casal interracial, são presos em
junho de 1958 por terem casado. Exilados do estado onde viviam, eles
lutam pelo matrimónio e pelo direito de voltar para casa como uma
família.
Comentário
: Depois de ter concebido 3 excelentes filmes independentes (Shotgun
Stories, Take Shelter e Mud) e um filme fraco (Midnight Special), o
realizador Jeff Nichols regressa assim ao cinema de qualidade com
este filme biográfico baseado num incrível caso real que fez
história na América. O filme em questão chama-se simplesmente
“Loving” e eu já o considero como sendo um dos melhores filmes
que o ano de 2016 me facultou. O cineasta é bom em nos fornecer
histórias de dramas humanos e aqui isso volta a acontecer e olhem
que este caso é bem dramático e complexo. É impressionante como as
pessoas pertencentes à raça negra eram tratadas naquela altura, ou
melhor, como sempre foram tratadas e ainda o são de forma negativa,
apenas por não serem brancos. Penso mesmo que isto é uma vergonha,
muitos brancos deviam-se envergonhar por tratar de forma diferenciada
as pessoas de outras etnias. E o filme foca bem isso.
Jeff
Nichols soube gerir bem todo o material que tinha em mãos e fez um
excelente trabalho, sendo o argumento e as interpretações os
principais alicerces da fita. Joel Edgerton tem aqui um visual muito
diferente daquilo que estamos habituados a ver nele, o seu personagem
transmite carinho, amor, compreensão e proteção que são esses os
sentimentos que ele nutre pela esposa. Joel Edgerton está muito bem
neste filme e possui a segunda melhor prestação. Actor fetiche do
realizador, Michael Shannon tem aqui uma intervenção muito pequena
e discreta, mas revela-se marcante para o avançar dos
acontecimentos. Mas quem brilha realmente é Ruth Negga que consegue
a melhor interpretação do filme, além de que a sua empatia com
Joel Edgerton resultou na perfeição. O ambiente de época está
muito bem recriado, de facto, parece que tudo foi realmente filmado
nos anos cinquenta e sessenta. O elenco de secundários também
ajudou, quase todos eles estiveram à altura daquilo que era
espectável. Não gostei dos actores que desempenharam aquele dueto de
advogados que conseguiram com que o casal ganhasse o caso. Confesso
que não conhecia esta história e este caso e estou grato a Jeff
Nichols por tê-la conhecido, estamos sempre a aprender e todo o
conhecimento é bem-vindo. Grande filme. Gostei.












































