Nome
do Filme : “Mãe Só Há Uma”
Titulo
Inglês : “Don't Call Me Son”
Titulo
Português : “Mãe Só Há Uma”
Ano
: 2016
Duração
: 82 minutos
Género
: Drama
Realização
: Anna Muylaert
Elenco
: Naomi Nero, Lais Dias, Daniela Nefussi, Luciana Paes, Daniel
Botelho, Matheus Nachtergaele, Helena Albergaria, Luciano Bortoluzzi,
June Dantas.
História
: Pierre é avisado que sua família não é biológica quando a
polícia prende a sua mãe. Confuso, ele é obrigado a ir morar com
os seus pais verdadeiros, que o conhecem como Felipe, e a sua nova
realidade faz com que o rapaz revele a sua real identidade.
Comentário
: Trata-se do novo filme da realizadora Anna Muylaert que nos deu o
fabuloso “Que Horas Ela Volta”, um dos melhores filmes
brasileiros do ano passado. Este seu novo filme não é tão bom
quanto o anterior, mas ainda assim é um bom registo. Aqui são
abordados temas como rapto de bebés, familias desfeitas, rebeldia na
juventude, carência de afectos, o importante papel dos irmãos, a
vivência num corpo errado e as relações familiares. Mais uma vez,
mas de forma diferente, a cineasta aborda a maternidade e o faz de
forma brilhante. Aliás o filme é baseado em vários casos reais e
livremente adaptado de um caso em particular. Para além de falar
sobre a maternidade, o longa aborda também os laços entre irmãos,
sejam eles de sangue ou não.
Todos
no elenco estão de parabéns, mas o destaque vai claramente para o
estreante Naomi Nero, que dá aqui um show de representação. Também
gostei da personagem da “irmã” do protagonista, cuja
interpretação da jovem Lais Dias me comoveu. Jaqueline acaba por
viver o mesmo drama do suposto irmão, também ela raptada por aquela
mulher criminosa que criou os dois como se fossem seus filhos. Estes
casos são mais comuns do que aquilo que se pensa. Apesar de não
gostar do actor Matheus Nachtergaele, tenho que reconhecer que ele
esteve muito bem aqui, sei que ele é um excelente actor, talvez não
simpatize com ele, porque ele é muito dado à comédia, um género
que eu não gosto. A morosa sequência no salão de bowling é a
melhor do filme. Lamentável é o facto de o filme ter pouca
divulgação e uma escassa distribuição. Mais um bom registo para o
cinema brasileiro, grande filme.











































