Nome
do Filme : “Café Society”
Titulo
Inglês : “Café Society”
Titulo
Português : “Café Society”
Ano
: 2016
Duração
: 96 minutos
Género
: Comédia Dramática/Romance
Realização
: Woody Allen
Elenco
: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Blake Lively, Parker Posey, Steve
Carell, Jeannie Berlin, Ken Stott, Corey Stoll, Sheryl Lee, Paul
Schackman, Richard Portnow, Sari Lennick, Stephen Kunken, Laurel
Griggs, Anna Camp, Paul Schneider.
História
: Nos anos 1930, Bobby é um aspirante a escritor que resolve
mudar-se de New York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na
indústria cinematográfica com a ajuda do seu tio Phil, um produtor
que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera,
Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa
de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com
Vonnie, a secretária do tio. Só que ela, por mais que goste de
Bobby, mantém um relacionamento secreto.
Comentário
: O filme fala do personagem Bobby em dois momentos da sua vida : em
Los Angeles onde ele se apaixona pela secretária do seu tio; e em New
York trabalhando num clube nocturno frequentado pela alta sociedade.
Como a fita é realizada pelo excelente director Woody Allen
espera-se que o filme tenha belíssimas interpretações, um bom uso
das cores, um sentido cómico muito apurado, diálogos irónicos e
rápidos, belas composições visuais e um jogo de camara muito
clássico e característico dele. Logo na primeira sequência onde
decorre uma festa, dá para notar isso, ou seja, a maneira muito
peculiar de filmar de Woody Allen, que obtém aqui um plano
em que a camara parte de um canto da piscina e “levita” pelo
lado lateral, indo ao encontro dos convidados que estão numa mesa
inicial. Isso também é perfeitamente visível numa excelente
sequência na praia, onde a camara está parada à entrada de uma
gruta e o director joga apenas com os actores e seus respectivos
movimentos, possivelmente as melhores cenas do filme. E o que dizer
daquela sequência que decorre numa casa nocturna onde está uma mulher a
cantar em que a camara percorre o espaço e depois filma
circularmente alguns convidados, estas são apenas três provas que
se podem encontrar neste filme que demonstram a mestria do realizador
na arte de filmar. A fotografia é outro ponto de referência neste
filme, fizeram um excelente uso da cor, dando em pleno o aspecto
visual daquela época. A recriação de época está impecável, com
principal destaque para os espaços, cenários e principalmente para
a cor.
No
entanto, o filme tem vários clichés e evocações a produções
passadas do realizador muito superiores a esta. Lamentável é também
o facto do realizador usar as mesmas técnicas usadas em filmes
anteriores, como por exemplo, estar a narrar os acontecimentos, ou
seja, ele peca por contar, quando devia mostrar. A fita fala-nos de
um triângulo amoroso não muito original mas divertido, mas pareceu
que faltou uma conclusão para isso. Surgem sub-histórias que em
nada contribuem para o núcleo central da trama, sendo a narrativa e
o argumento os pontos mais fracos do filme. Jesse Eisenberg está
muito bem no seu papel, parece quase uma imitação do próprio Woody
Allen, com todo o seu estilo, tiques e maneirismos. Kristen Stewart
evolui bem na sua personagem, mas é um pouquinho abafada por Blake
Lively, que tem uma prestação muito boa. Steve Carell dá um vilão
compreensível e nada detestável, cujas más atitudes se percebem.
Por último, Parker Posey e Corey Stoll dão boas interpretações de
apoio, mesmo que a história deles pareça pertencer a outro filme.
Em resumo, Woody Allen consegue assim mais um bom filme, mas muito
longe da qualidade dos seus melhores trabalhos cinematográficos,
grande parte deles dos anos 70, 80 e 90. É um bom filme, mas peca
por ser mais do mesmo, tudo porque o realizador recusa-se a sair da
sua zona de conforto. Um último reparo, gosto muito de grande parte
dos filmes do realizador e também o aprecio enquanto pessoa, Woody
Allen é uma figura única.









































