sexta-feira, 19 de agosto de 2016

The Neon Demon

Nome do Filme : “The Neon Demon”
Titulo Inglês : “The Neon Demon”
Titulo Português : “O Demónio De Neon”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Thriller/Crime
Realização : Nicolas Winding Refn
Produção : NWR
Elenco : Elle Fanning, Abbey Lee, Jena Malone, Bella Heathcote, Christina Hendricks, Jamie Clayton, Stacey Danger, Rebecca Dayan, Taylor Marie Hill, Vanessa Martinez, Lily Moffett, Charlize Cotton, Allie Lewis, Georgia Fowler, Dani Seitz, Alysse Reynolds, Autumn Alderson, Lucy Cronkite, Tea Jo, Jennifer Wade, Olga Glenn, Lareja Drane, Frances Parsons, Aminata Mboup, Claire Eberle, Anna Gonzales, Lauren Adams, Bridgham Leigh, Nicole Robinson, Jaydn Meier, Lunden Lisherness, Kiera Smith, Lavinia Postolache, Sophie Mazzaro, Rebecca Kiser, Samantha Miller, Tessa Miller, Keanu Reeves, Alessandro Nivola, Karl Glusman, Desmond Harrington.

História : A linda Jesse, de 16 anos, chega a Los Angeles determinada a realizar o sonho de se tornar modelo profissional. Após uma sessão fotográfica, é contratada por uma agência. Ali terá de aprender a lidar com o enorme egocentrismo das outras modelos, que estão dispostas a tudo pelo reconhecimento, e também com Ruby, uma maquilhadora que se revela muito amorosa, porém perigosa. Rapidamente, Jesse percebe que o mundo da moda não é apenas sobre beleza e perfeição, mas algo doentio, perverso e assustador.

Comentário : Às vezes, quando um filme é mau, costumo perguntar-me o que se passa na cabeça daqueles realizadores que têm à sua disposição todos os meios financeiros e de pessoal para fazer algo bem feito e resolvem nos apresentar uma valente merda, porque foi isso que o egocentrista e convencido Nicolas Winding Refn fez com este “The Neon Demon”. E com isto vem-me à memória e já não falando daqueles filmes tipo “Sharknado”, as nossas novelas que são daquilo que de mais nojento se produz no nosso miserável país e com os nossos dinheiros. É que aquilo é tão mau e tão reles que me espanta como é que tanta gente as vê, mas isso é facilmente explicável pela cultura (ou falta dela) de um povo. Não vamos mais longe, dos quatro canais normais da nossa televisão, não é por acaso que o melhor deles (RTP2) é o menos visto pelo nosso triste povo. Tudo isto para chegar até “The Neon Demon”, um objecto que tenta alcançar o estatuto de filme de culto ou mesmo de pseudo-filme, mas que não chega nem aos calcanhares desses dois conceitos. 

Cometi o grave erro de ir ao cinema ver este filme, é verdade, fui hoje (sexta-feira) à sessão das 16.50H no também miserável Cinema Monumental, que muito me admira como é que Paulo Branco ainda mantém abertas as quatro salas deste complexo. O filme em causa começa mal, continua mal e termina terrivelmente mal. Muitos quiseram salientar o aspecto visual da película, eu nem daí consigo obter virtudes. Outros realizadores já fizeram bem melhor em outros filmes, no que ao campo visual diz respeito. Assim à memória vem-me Tarsem Singh, Wes Anderson, David Lynch, Stanley Kubrick ou mesmo J. J. Abrams, apenas para citar alguns. Ainda sobre o mau cinema, esqueci-me de citar a trilogia remake dos clássicos portugueses (isto é cinema?), que ainda conseguem ser ainda mais reles do que filmes como este e tantos outros que surgem anualmente nas nossas salas de cinema. Aliás, eu deste realizador apenas gostei de “Drive”. Um dado curioso, quando saí da sala de cinema, algumas pessoas que também dela saíram falavam muito mal do filme, diziam que detestaram aquilo que haviam acabado de ver. Eu depois fui comprar uns DVD's à parte da loja deles e a moça que lá estava confirmou-me que as reacções àquele filme têm sido abertamente negativas. Mas vamos ao filme. Trata-se de um filme pretensioso que tem uma mensagem indefinida, eu não percebi qual a mensagem que o cineasta pretendeu passar, se é que tem alguma. 

O filme está cheio de cenas ridículas, tudo parece um doloroso video-clip de quase duas horas. A banda sonora é irritante, a fotografia é má e isso chega ao ponto de nas cenas escuras mal conseguimos ver os rostos dos atores, os diálogos são pobres, todas mas mesmo todas as prestações são medíocres, mesmo Elle Fanning (uma das melhores atrizes desta nova geração) tem aqui a sua segunda pior interpretação da carreira (sim, em “About Ray” ainda desceu mais baixo...). A miúda é linda e tem a particularidade de possuir um rosto angelical, pois foram somente essas duas coisas que ela usou neste filme, notei que ela fez um enorme sacrifício ao encarnar esta personagem, coisa que eu não consigo perceber onde ela estava com a cabeça quando decidiu alinhar neste projeto sem ponta por onde se lhe pegue. Volto a dizer, no campos das interpretações, não se aproveita ninguém.

O filme falha também quando vinha rotulado de filme chocante, profundamente ridículo, de chocante nada tem, apenas umas cenas de violência (vistas em centenas de outras fitas) e a tão falada cena do olho, a mim, tudo me deu vontade de rir, de tão ridículo que aquilo é. O filme não tem história, tem um argumento paupérrimo e vazio de conteúdo, existem muitas cenas que não fazem sentido, outras tantas fora do contexto e alguns erros. Não quero influenciar ninguém, mas não aconselho que vão ver este filme, poupem os vossos euros, a mim, foram-se sete euros, que quase os chorei. E pensar que o realizador tinha todo o potencial e todo o material nas mãos para fazer algo decente. Nem uma cena de sexo lésbico foram capazes de inserir no filme, a jovem de 16 anos ainda não tinha a sua sexualidade definida, suponho eu, pois recusa homens e mulheres. Para mim, foram duas horas penosas, nem chegou a duas horas, porque assim que surgiram as primeiras letras do genérico final, eu abandonei a sala, já estava farto de tanta porcaria num só filme. Valeram a curtíssima aparição de um puma numa cama e a beleza de Elle Fanning, os únicos pontos positivos de um filme que não tem nada, não nos dá nada e que prometia imenso. É que o filme, que era suposto falar-nos no mundo concorrido da moda e dos desfiles, até nisso falhou, não vemos nada disso na fita, apenas sessões fotográficas e audições. Para mim, este filme é um dos piores filmes que eu vi em toda a minha vida. Para mim, foi como se o realizador estivesse a gozar connosco, espectadores, senti que, com este filme, Nicolas Winding Refn nos mandou à merda. A sério, eu senti-me assim, quando saí da sala de cinema, mas ao mesmo tempo aliviado, porque o inferno tinha terminado. Filme execrável e nulo, mesmo muito mau.


Elle Fanning (09/04/1998) – Filmografia Essencial


I Am Sam (Lucy Dawson)
The Door In The Floor (Ruth Cole)
Because Of Winn Dixie (Sweetie Pie)
Babel (Debbie Jones)
Déjà Vu (Abbey)
The Nines (Noelle)
Reservation Road (Emma)
Phoebe In Wonderland (Phoebe Lichten)
The Curious Case Of Benjamin Button (Daisy-age7/8)
Somewhere (Cleo)
Super 8 (Alice Dainard)
Twixt (V)
We Bought A Zoo (Lily Miska)
Ginger And Rosa (Ginger)
Young Ones (Mary Holm)
Low Down (Amy Albany)
Maleficent (Princess Aurora)
Trumbo (Niki Trumbo)
20Th Century Women (Julie)
Live By Night (Loretta Figgis)
Mary Shelley (Mary Shelley)
Sidney Hall (Melody)
How To Talk To Girls At Parties (Zan)
The Beguiled (Alicia)
Galveston (Raquel)
A Think We're Alone Now (Grace)

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ghost Dog

Nome do Filme : “Ghost Dog : The Way Of The Samurai”
Titulo Inglês : “Ghost Dog”
Titulo Português : “O Método do Samurai”
Ano : 1999
Duração : 116 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Jim Jarmusch
Elenco : Forest Whitaker, John Tormey, Cliff Gorman, Frank Minucci, Richard Portnow, Tricia Vessey, Henry Silva, Gene Ruffini, Victor Argo, Gano Grills, Vince Viverito, Vinny Vella, Joseph Rigano, Isaach Bankole, Camille Winbush, Gary Farmer, Jerry Sturiano, Tony Rigo, Alfred Nittoli, Vanessa Hollingshead.

História : Um homem misterioso e de poucas palavras vive num terraço e divide o espaço com dezenas de pombos, gere a sua vida segundo os preceitos de um texto do século XVIII do guerreiro Hagakure; o livro do samurai; praticando antigas disciplinas japonesas e aplicando-as no seu trabalho como assassino contratado.

Comentário : Gostei muito deste filme, não conheço muito bem o cinema de Jim Jarmusch, mas começo a tomar-lhe o gosto. Li algures que ele gosta de filmar a noite, as rotinas, o negro e, curiosamente, aquilo que mais gostei neste filme foi de ver o protagonista a conduzir pelas ruas à noite, a ver o que se passa, as pessoas, a sentir o frio da madrugada, enfim, a testemunhar a vida noturna, em carros que não são dele. E tudo muito bem filmado, maravilhoso. Só por estas coisas, vale bem a pena o visionamento deste filme. Forest Whitaker obteve neste filme uma das melhores interpretações da sua carreira, ele faz o filme, a fita vive imenso da sua personagem, ele é a essência da película. Gostei também de várias outras cenas, algumas protagonizadas pelos inimigos. Muito curiosa é a amizade inesperada que o protagonista arranja com uma menina que adora andar com uma sacola cheia de livros. A banda sonora também é boa. Todo o elenco de secundários fez igualmente um bom trabalho no que à representação diz respeito. O filme pode desiludir aqueles que o querem ver em busca de ação, pois não possui praticamente nenhuma. É um drama sobre o mundo do crime, uma espécie de balada cinematográfica que aborda um homem que se rege pelos códigos dos antigos samurais. Confesso que não contava com aquele final, foi algo inesperado. Mas percebi a mensagem do autor. Grande filme.

Pete's Dragon

Nome do Filme : “Pete's Dragon”
Titulo Inglês : “Pete's Dragon”
Titulo Português : “A Lenda do Dragão”
Ano : 2016
Duração : 103 minutos
Género : Aventura/Drama
Realização : David Lowery
Elenco : Oakes Fegley, Bryce Dallas Howard, Robert Redford, Oona Laurence, Wes Bentley, Karl Urban, Isiah Whitlock Jr., Marcus Henderson, Phil Grieve, Aaron Jackson.

História : Pete, de dez anos, vive perdido numa grande e densa floresta há alguns anos, o mesmo tempo que não possui contactos com seres humanos. Um dia, é descoberto por Natalie e por Grace, uma guarda florestal que, ao vê-lo abandonado à sua sorte, decide ajudá-lo. Só que Pete não sobreviveu sozinho, ele teve a ajuda de um dragão que domesticou e o ajudou durante todo aquele tempo, entre humano e criatura nascera uma ternurenta amizade. Agora, ao terem encontrado o miúdo, isso poderá colocar em causa não só essa estranha relação como também a existência da lendária criatura.

Comentário : Estava com muita curiosidade para ver este filme, mesmo não sendo muito admirador dos filmes da Disney. Já o vi e gostei bastante. Gostaria de fazer aqui um apelo para que não liguem às criticas negativas que o filme está a ter, porque apesar de ser uma fita mais direcionada ao público infantil, pessoalmente, achei a película muito bem concebida e tudo estava bem elaborado. Quero com isto dizer que julgo que os pais que vão com as suas crianças ao cinema ver este filme, possivelmente também irão gostar daquilo que David Lowery nos tem para mostrar, porque é um filme um tanto complexo que explora o tema da amizade e da compreensão entre espécies, que é uma coisa que tem que ser incutida nos nossos filhos desde muito pequenos. Eu mesmo, ao ver este filme, senti como se estivesse a regressar à minha infância, quando via aqueles desenhos animados em que crianças mantinham amizades com animais, com a diferença que aqui, é quase tudo em imagem real. Mas podem acreditar que é um filme que vale bem o preço do ingresso, embora eu não aconselhe que o vejam em 3D. 

O que é de lamentar no caso deste filme é o facto de que existem mais versões faladas em português do que legendadas, ou seja, a versão original só existe praticamente à noite, mas julgo que normalmente é isso que fazem neste tipo de produções. Por exemplo, lembro-me que fizeram o mesmo com os três filmes da saga “As Crónicas de Nárnia” e o fazem sempre com este tipo de filmes. Nem ao menos pensam que existem adultos que, de vez em quando, também gostam de se distrair com estes filmes, chamados de filmes de família. Mas isto é o dinheiro e o lucro a falar mais alto. Voltando ao filme. Eu gostei bastante deste filme porque a história me encantou e porque fez lembrar a minha infância. E digo mais, gostei mais deste “Pete's Dragon” do que do “Suicide Squad”, estou a ser o mais honesto possível. O único e talvez o maior problema deste filme familiar é o facto de ter imensos clichés, não foram muito originais naquilo que nos deram, quase tudo já visto em outros filmes.

Em relação às interpretações, o melhor do filme chama-se Oakes Fegley e é o pequeno ator que desempenha o papel do protagonista, fiquei boquiaberto com a prestação deste menino. Além de ser lindo (não me importava que fosse meu filho), ele fez de Pete um poderoso personagem, credível e cheio de vida, Pete é claramente a minha personagem preferida do filme, tudo porque escolheram muito bem o pequeno ator para o desempenhar, o pequeno não se limitou a interpretá-lo, ele viveu tudo aquilo. Volto a dizer, Oakes Fegley e o seu Pete são o melhor do filme. Depois temos o dragão, está muito bem conseguido, gostei mais deste dragão do que do dragão do terceiro filme das crónicas de Narnia. Em relação ao interface da criatura com o menino, ficou perfeito. Volto a dizer, o dragão está muito realista. Do restante elenco, todos estiveram bem, com destaque para a pequena Oona Laurence (“Lamb” e “Southpaw”) e para o grande e excelente Robert Redford, este senhor raramente desilude. 

Gostei do som e da banda sonora, bem como da fotografia. O filme tem também bonitas paisagens, julgo que a floresta também seja real. As minhas sequências preferidas da fita são claramente aquelas em que Pete e o dragão “contracenam”, convivem e brincam na floresta, podemos contar com muito disso logo a seguir ao começo do filme. Por último, não posso terminar sem deixar de frisar o enorme trabalho que deve ter dado a fazer este filme, dou por isso os meus parabéns a toda a produção nele envolvida. Mesmo sendo adulto, gostei deste filme, tal como havia gostado da trilogia das Crónicas de Narnia, de “Harry Potter” ou do recente “Heidi”, porque às vezes, faz bem nos libertarmos e vivermos algo do passado, voltarmos a ser crianças nem que seja apenas por noventa minutos numa sala escura. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

The Clan

Nome do Filme : “El Clan”
Titulo Inglês : “The Clan”
Titulo Português : “O Clã”
Ano : 2015
Duração : 110 minutos
Género : Biográfico/Histórico/Crime/Drama
Realização : Pablo Trapero
Produção : Pablo Trapero/Pedro Almodóvar
Elenco : Guillermo Francella, Peter Lanzani, Antonia Bengoechea, Lili Popovich, Gaston Cocchiarale, Giselle Motta, Franco Masini, Stefania Koessl.

História : Baseado na vida de um dos gangues mais conhecidos da Argentina, os Puccio, somos levados a conhecer a família que ficou conhecida na década de 1980 por sequestrar e matar várias pessoas.

Comentário : Trata-se de um filme baseado em factos reais que ainda não vimos estrear nas nossas salas de cinema. Trata-se de uma co-produção entre a Argentina e a Espanha, uma fita que fala de uma família nada normal, uma família do crime, que vivia do crime. Uma das cenas foca bem o nível em que aquelas pessoas viviam, aquela parte em que o pai dá ao filho uma enorme quantidade de dinheiro, vários montes de notas. Na realidade, eles protegiam-se uns aos outros. O patriarca da família lidava com os assassinatos com uma facilidade brutal, era como se para ele fosse tudo normal. Guillermo Francella tem assim uma muito merecida melhor prestação do filme. Todos os atores e atrizes que desempenharam os restantes membros da família estiveram muito bem. Adriana foi claramente a minha personagem preferida. A cena do suicídio do rapaz no final está muito realista. Pessoalmente, gostei imenso de ter tido conhecimento da existência desta família e dos seus feitos, apesar de nada aqui ser de louvar. É tudo mais uma questão de ficar informado. Existiu e existe gente neste mundo muito doente e muito criminosa. No fundo, trata-se de um filme esclarecedor e com um bom argumento, que nos confronta com factos. Seria lamentável se este filme não tivesse direito a estrear nos nossos cinemas. 

Princess

Nome do Filme : “Princess”
Titulo Inglês : “Princess”
Titulo Português : “Princesa”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Tali Shalom Ezer
Elenco : Shira Haas, Keren Mor, Adar Zohar Hanetz, Ori Pfeffer.

História : Adar é uma bonita rapariga que acaba de entrar na adolescência, ela vive com uma mãe desnaturada e com um padrasto que abusa dela sexualmente. Como só vê o pai de tempos a tempos e numa última tentativa de superar os traumas, Adar cria um amigo imaginário que passa a fazer parte do seu mundo. Quando tem a primeira menstruação, a jovem vê os abusos por parte do padrasto aumentarem, acaba por contar à mãe, que não acredita nela. Para Adar, pode já ser tarde demais, pois nunca será uma mulher normal.

Comentário : Este filme representou para mim, um verdadeiro “murro no estômago”, na medida que aborda uma realidade que se pode passar em qualquer lar, o abuso sexual de menores. Sabe-se lá quantas Adar existem por esse mundo fora, que sofrem em silêncio os abusos sexuais, físicos ou psicológicos às mãos de padrastos ou de qualquer outro parente ou amigo chegado à família, gerando profundos traumas. Assim, a realizadora “mete o dedo na ferida” e cria uma espécie de camuflagem para a verdadeira condição da jovem protagonista, lhe atribuindo um amigo imaginário. Muitos dos abusos que a jovem sofre às mãos do padrasto são vividos pelo amigo imaginário dela. 

A jovem Shira Haas tem a melhor interpretação do filme, fiquei realmente surpreendido com o talento da miúda para a representação. Junto com o jovem Adar Zohar Hanetz, eles têm as cenas mais bonitas da fita, tudo isto num filme feio como a trampa que cagamos. Keren Mor limitou-se a representar a mãe “cabra”, enquanto que Ori Pfeffer fez bem o papel do nojento de serviço. A sequência de uma das violações que Adar sofre é bastante aflitiva. E o mais triste é sabermos que as penas criminais no nosso país para este tipo de crimes são leves e acabam por ser reduzidas em alguns casos. Elas, as miúdas, as vítimas, ficam marcadas e traumatizadas para sempre, porque na maior parte dos casos, ninguém realmente se preocupa com elas. E Adar assim continuou, entregue a si mesma, como tantas outras. Um último reparo, adorei a música que passa com os créditos finais.O filme é de Israel e é um dos filmes mais polémicos que o chamado cinema do mundo já nos facultou. 

Miles Ahead

Nome do Filme : “Miles Ahead”
Titulo Inglês : “Miles Ahead”
Titulo Português : “Miles Ahead”
Ano : 2015
Duração : 100 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Don Cheadle
Elenco : Don Cheadle, Ewan McGregor, Emayatzy Corinealdi, Christina Karis, Keith Stanfield, Brian Bowman, Michael Stuhlbarg, Brent Vimtrup, Morgan Wolk, Nina Smilow, Chris Grays, Michael Bath, Reginald Willis, Amber Hawkins, Mariah Means, Ken Early, Jeremy Dubin, Marissa Ford, Jeffrey Grover, Kaitlyn Rawlings.

História : Durante a década de 1970, mesmo no auge da sua carreira, o compositor e trompetista Miles Davis decide abandonar os palcos e fechar-se em casa. Durante cinco longos anos, viveu em quase total isolamento, lidando com uma dor crónica e problemas de voz decorrentes de uso abusivo de drogas. Até que, determinado a fazer uma reportagem sobre a grande estrela do jazz há muito desaparecida, Dave Braden, que se apresenta como repórter de uma célebre revista, o ajuda a regressar novamente ao mundo da música.

Comentário : Quem diria que o ator Don Cheadle ia realizar um filme sobre um compositor de jazz, pois é, a vida dá muitas voltas. Trata-se de um bom filme biográfico, quando ouvi falar neste filme pela primeira vez, nunca imaginei que semelhante ator estava ligado a ele. Foi tudo uma grande surpresa para mim, porque Cheadle saiu-se muito bem, seja como realizador, seja enquanto ator protagonista. Não achei que Ewan McGregor estivesse bem no filme, podiam ter colocado outro no seu lugar e a coisa talvez tivesse funcionado melhor. Confesso que nada sei sobre jazz e muito menos sobre Miles Davis, logo, saí satisfeito por ter ficado a saber umas coisas. A clausura do músico deu-se em parte devido ao facto da esposa o ter abandonado. O problema deste filme é que é um pouco confuso, porque possui uma narrativa que está sempre a alternar entre passado e presente, por vezes, mistura os dois, não mostrando muito bem a clareza dos acontecimentos. O ator/realizador deve ser mesmo um grande admirador de Miles Davis para se ter metido nisto. No fim, aquilo que temos é um filme revelador que nos mostra muito o lado menos bom de Miles Davis. Sem querer ser mau, duvido que algumas coisas que se viram no filme tivessem acontecido de verdade, mas enfim.

The Man Who Knew Infinity

Nome do Filme : “The Man Who Knew Infinity”
Titulo Inglês : “The Man Who Knew Infinity”
Titulo Português : “O Homem Que Viu o Infinito”
Ano : 2015
Duração : 109 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Matthew Brown
Elenco : Jeremy Irons, Dev Patel, Devika Bhise, Toby Jones, Stephen Fry, Jeremy Northam, Malcolm Sinclair, Raghuvir Joshi, Dhritiman Chatterjee, Padraic Delaney, San Shella, Richard Cunningham.

História : A história de Srinivasa Aiyangar Ramanujan, o prodígio da matemática que, apesar de ter nascido na Índia, foi distinguido e viu o seu trabalho ser reconhecido lá fora. Numa escola inglesa e em conjunto com o grande matemático G. H. Hardy, ele, apesar de todas as dificuldades de adaptação e de algum cepticismo do corpo docente, tornou-se professor em Cambridge e foi agraciado com o ingresso na Royal Society de Ciências. Entre os dois, viria a nascer uma grande amizade, que usaram para desenvolver grandes descobertas e projectos, que influenciaram vários matemáticos ao longo da história.

Comentário : Na semana em que este filme teve estreia nas nossas salas de cinema, eu confesso que pensei para mim mesmo que gostava de o ir ver. Não por gostar de matemática, mas porque é uma fita que fala de algo que existiu de verdade, trata-se de um filme biográfico baseado em factos verídicos sobre um jovem aspirante a matemático, um verdadeiro génio que teve o azar de falecer cedo demais. Uma outra razão pela qual o filme me despertou a atenção foi devido a ter no elenco principal, um dos meus atores preferidos, Jeremy Irons. Claro que gostei bastante deste filme, é uma obra que fala de lutarmos sempre para atingirmos os nossos objectivos, sem nunca desistir e perante todas as adversidades. Na escola, nunca fui bom aluno a matemática e nem a inglês, por isso, tudo aquilo que eles falavam e tratavam não significava muito para a minha pobre pessoa, mas gostei de ter ficado a saber umas coisinhas. Mais uma vez, Jeremy Irons possui uma excelente interpretação, ele é um autêntico senhor na arte da representação e a sua química com o jovem indiano Dev Patel funcionou na perfeição. O elenco de secundários também está de parabéns, com destaque para a linda Devika Bhise, uma bonita indiana que se saiu muito bem no desempenho da sua personagem. Toby Jones e Stephen Fry; como eu gosto também muito destes dois grandes atores; tiveram também boas prestações. Um bom filme para fugirmos à avalanche de cinema comercial que enche as nossas salas de cinema, somente para quem pretende pensar e aprender alguma coisa.

Born To Be Blue

Nome do Filme : “Born To Be Blue”
Titulo Inglês : “Born To Be Blue”
Ano : 2015
Duração : 97 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Robert Budreau
Elenco : Ethan Hawke, Carmen Ejogo, Callum Keith Rennie, Tony Nappo, Stephen McHattie, Janet Laine Green, Dan Lett, Kevin Hanchard, Kedar Brown, Katie Boland.

História : A vida complicada do famoso trompetista e cantor de jazz Chet Baker, sempre envolvido em sexo, drogas e violência nos finais na década de 1960. Um dia, ele conhece uma mulher que lhe dá um novo alento à sua vida.

Comentário : Confesso que já andava à bastante tempo para ver este filme biográfico com Ethan Hawke, que desempenha um cantor de jazz e um famoso trompetista. Finalmente, consegui ver o filme e, apesar de não ser nada de especial, tenho que afirmar que gostei do que vi. É um filme detentor de uma componente musical muito forte, uma boa fotografia e um argumento volátil que mistura o tempo do presente com flashbacks a preto e branco do passado do protagonista. Ethan Hawke tem neste filme mais uma brilhante interpretação da sua carreira. Como atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, a acompanhá-lo temos uma excelente Carmen Ejogo, que nos facultou uma personagem bastante convincente. A química entre os dois funcionou na perfeição. Achei a cena da banheira bastante aflitiva, por outro lado, adorei aquela sequência na apresentação em que ele canta uma música para ela em género de dedicatória e toca-lhe um pouquinho de trompete, obtendo assim um enorme aplauso pela maioria da plateia, pelo seu excelente trabalho. Claro que a complicada questão das drogas viria a ser a grande responsável pela separação do casal. Gostei deste filme, embora ache que podiam ter focado mais o lado pessoal e emocional de Chet Baker, bem como o convívio dele com outros músicos daquela época.

The Other Side Of The Door

Nome do Filme : “The Other Side Of The Door”
Titulo Inglês : “The Other Side Of The Door”
Ano : 2016
Duração : 96 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : Johannes Roberts
Elenco : Sarah Wayne Callies, Jeremy Sisto, Sofia Rosinsky, Logan Creran, Suchitra Pillai, Mishti Bangera, Shoa Hussain, Javier Botet.

História : Um casal vive com os seus dois filhos menores na Índia numa casa no campo. Um dia e num acidente de carro, apenas mãe e filha se salvam, provocando a morte do menino. Desde esse dia, a mãe não se perdoa e, numa tentativa de falar com o menino uma última vez para lhe pedir desculpa, aceita participar numa experiência que lhe permitirá tal feito. No entanto, ela não cumpre a regra mais importante que a empregada lhe recomendara. A partir desse dia, a existência daquela família transforma-se num verdadeiro inferno.

Comentário : Como filme de terror e se ignorarmos os imensos erros, a coisa até funciona. Apesar das coisas más que o filme tem, eu consegui “fechar os olhos” e assistir a tudo numa boa. Porque nem tudo é mau. Sim, o filme possui imensos erros, principalmente na lógica das coisas e perde-se um pouco por aí. Tem também poucos sustos, apenas a criatura chamada Myrtu é de arrepiar. A criatura é desempenhada pelo ator Javier Botet, o mesmo responsável por outras criaturas arrepiantes e medonhas do mundo dos filmes de terror, para dar um exemplo, foi ele quem fez a Nina Medeiros na sua fase terminal no filme “Rec”. Voltando ao filme, a fita sobrevive basicamente pelas prestações dos seus protagonistas principais e secundários. Sarah Wayne Callies, como mãe, esteve muito bem e emociona em algumas sequências. Jeremy Sisto, como pai e no pouco que aparece, não se pode dizer que estivesse mal, cumpriu os mínimos e nos minutos finais, dá um show. No papel de empregada indiana, Suchitra Pillai arrasou no seu papel, gostei bastante da sua prestação. Depois, temos a pequena Sofia Rosinsky, no papel de filha do casal, a miúda interpretou muito bem o papel de Lucy e, no final, chega mesmo a impressionar com aquilo que faz. No papel de irmão de Lucy e filho do casal e do pouco que aparece, Logan Creran esteve igualmente bem. Na sua forma de fantasma, o menino impressiona lá para o final ou naquela cena do caixão um pouco depois do inicio. Até o cão esteve bem. É um filme que vive às custas das prestações competentes de todo o elenco, mas falha no argumento cheio de buracos e nos imensos erros nos acontecimentos. 

Experimenter

Nome do Filme : “Experimenter”
Titulo Inglês : “Experimenter”
Titulo Português : “Stanley Milgram – O Psicólogo Que Abalou a América”
Ano : 2015
Duração : 99 minutos
Género : Biográfico/Histórico
Realização : Michael Almereyda
Elenco : Peter Sarsgaard, Winona Ryder, John Leguizamo, Anton Yelchin, Emily Tremaine, Kellan Lutz, Lucy Fava, Jude Patrick White, Josh Hamilton, Tom Farrell, Taryn Manning, Ned Eisenberg, Jim Gaffigan, John Palladino, Anthony Edwards.

História : Na década de 1960, o psicólogo Stanley Milgram se tornou conhecido pelos seus experimentos de obediência, inspirados pelos eventos do Holocausto. No seu trabalho, pessoas comuns eram levadas a dar o que acreditavam serem dolorosos choques elétricos em outras pessoas, mesmo quando escutavam gritos de dor. Raramente percebiam que as cobaias eram elas.

Comentário : Esta noite vi este filme e confesso que não o achei nada de especial. Para ser totalmente sincero, nem sei porque me dei ao trabalho de o ver, porque o assunto que ele aborda não me despertou qualquer tipo de interesse. Não achei a realização e a fotografia grande coisa, na verdade, penso até que este filme tem uma má produção. Detestei aquelas partes em que o protagonista se punha a falar para a camara. Algumas personagens eram irritantes. A história não me despertou grande interesse e estava sempre a desejar que o filme acabasse. A caracterização no que ao envelhecimento do protagonista diz respeito está muito mal feita, aquela barba está execrável, vê-se claramente que é falsa. Como aspectos positivos, temos uma boa prestação de Winona Ryder e pouco mais. Um último reparo, este foi mais um dos últimos filmes em que o jovem ator Anton Yelchin entrou, antes de falecer, à dois meses. Um filme somente para interessados na matéria.

Heidi

Nome do Filme : “Heidi”
Titulo Inglês : “Heidi”
Titulo Português : “Heidi”
Ano : 2015
Duração : 107 minutos
Género : Drama/Aventura
Realização : Alain Gsponer
Elenco : Anuk Steffen, Bruno Ganz, Isabelle Ottmann, Anna Schinz, Lilian Naef, Peter Jecklin, Christoph Gaugler, Quirin Agrippi, Rebecca Indermaur, Monica Gubser, Arthur Buhler, Peter Lohmeyer, Katharina Schuttler, Jella Haase, Laura Parker.

História : Após a trágica morte dos pais, a pequena Heidi vai viver para os Alpes, para a quinta do avô, um homem solitário e de poucas palavras. Apesar de no principio as coisas não funcionarem, depressa nasce entre os dois um bom entendimento. Até ao dia em que a tia da menina a leva para a cidade com a intenção de Heidi fazer de dama de companhia e amiga para uma rapariga que está confinada a uma cadeira de rodas.

Comentário : Baseado no best seller internacional de Johanna Spyri e não confundir com o conto “Polyanna”, esta é uma co-produção entre a Alemanha e a Suíça que estreou nas salas de cinema no ano passado. Confesso só ter visto uma versão deste conto com a atriz Emma Bolger, pelo que havia gostado dessa. Mas confesso igualmente ter gostado mais desta. Tristemente, apenas consegui ver o filme dobrado em português, porque o DVD que está disponível para venda em Portugal apenas disponibiliza essa versão. O filme é muito bom, tirando as infantilidades próprias do argumento original, estamos perante uma fita bastante aceitável com muito drama e com uma protagonista que faz ver a muitas estrelas de Hollywood. Nesse papel, encontramos Anuk Steffen, que desempenhou o papel de Heidi na perfeição, nos oferecendo alegria, tristeza, coragem e amor, na melhor personagem de todo o filme. Bruno Ganz está excelente. Não posso deixar de falar na personagem de Klara, aqui vivida pela pequena atriz Isabelle Ottmann, também esteve muito bem. O filme tem ainda lindas paisagens e partes cómicas que, ao contrário do que costuma acontecer neste tipo de produções, não estragam em nada o produto final. Pessoalmente fiquei maravilhado e a melhor cena da película é aquela em que Klara anda sozinha aos olhos do pai.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Star Trek Beyond

Nome do Filme : “Star Trek Beyond”
Titulo Inglês : “Star Trek Beyond”
Titulo Português : “Star Trek : Além do Universo”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Ficção-Científica/Aventura/Ação
Realização : Justin Lin
Elenco : Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, John Cho, Simon Pegg, Sofia Boutella, Idris Elba.

História : A tripulação da USS Enterprise está numa nova missão de explorar o espaço, quando encontram um inimigo cruel que os coloca em causa a eles e à Federação.

Comentário : Trata-se do terceiro filme da nova saga “Star Trek”. Já havia gostado do primeiro e do segundo, claro que tinha que ver este terceiro. Na minha opinião, este terceiro filme está bom, mas não está ao nível dos dois primeiros, que foram muito bons. Tal como aconteceu nos dois primeiros filmes, aqui temos mais referências à equipa da saga antiga, nomeadamente ao velho Spock, interpretado por Leonard Nimoy. O elenco principal deste terceiro filme é praticamente o mesmo dos dois primeiros filmes e aqui, Zachary Quinto (Spock) e Zoe Saldana (Uhura) voltaram a se destacar, tendo as melhores prestações desta nova fita. Chris Pine (Kirk) está igual a si mesmo. Os outros estiveram igualmente bem. Das novas aquisições, o grande destaque vai claramente para a jovem Sofia Boutella (Jaylah), aqui no papel de uma personagem que ajudará os nossos heróis, tem também um visual muito particular. Nota negativa para o vilão principal, muito fraco. As imagens da destruição da nave causam o devido impacto e algumas cenas de ação estão muito bem conseguidas. A fotografia já não está tão arrebatadora como no primeiro filme. E depois temos os já habituais erros e exageros. Para mim, foram duas horas bem passadas. Confesso que gostei mais deste filme do que de “Suicide Squad”. Umas últimas palavras para o ator Anton Yelchin que faleceu no passado mês de Junho, espero que descanse em paz. Apesar de ser um substituto de J. J. Abrams na realização, Justin Lin fez um bom trabalho, mas eu continuo a preferir o filme de 2009. O final é o esperado.

domingo, 7 de agosto de 2016

Z For Zachariah

Nome do Filme : “Z For Zachariah”
Titulo Inglês : “Z For Zachariah”
Titulo Português : “Os Últimos na Terra”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Craig Zobel
Elenco : Margot Robbie, Chiwetel Ejiofor, Chris Pine.

História : A jovem Ann acredita ter sido a única sobrevivente de uma guerra nuclear à escala planetária. Por uma razão que desconhece, a quinta onde cresceu é o único local que não foi contaminado pela radioactividade. Há mais de um ano que não encontra qualquer ser humano e a sua única companhia é um cão. Um dia encontra John, um cientista que também se julgava sozinho na Terra. Entre eles inicia-se uma relação de cumplicidade que lhes dá uma nova esperança no futuro. Mas essa dinâmica altera-se totalmente quando ela encontra Caleb, um terceiro sobrevivente. Com os dois homens a lutar pela atenção da miúda, a confiança quebra-se e os conflitos tornam-se inevitáveis.

Comentário : O filme não é mau, mas também não é nada de especial. Primeiro temos logo no início um problema no argumento, o realizador mostra-nos muito pouco da protagonista, ficamos a saber muito pouco da vida e do quotidiano de Ann, porque John aparece dez minutos após o começo da fita. Podiam ter agendado a entrada do segundo personagem para mais tarde, nos dando espaço para conhecermos melhor a jovem. Não nos oferecendo mais que outros filmes já nos facultaram, isto é basicamente um filme que vive das prestações do trio protagonista, os três únicos atores do filme. E confesso que foram três boas interpretações. Mas, lá está, as suas personagens não são totalmente aprofundadas e temos tudo muito superficial. Ainda assim, Margot Robbie consegue aqui a melhor interpretação do filme, ela faz de uma jovem bastante segura de si, forte e firme nas suas decisões. Já Chiwetel Ejiofor também não deixou os seus créditos por mãos alheias, gostei igualmente da sua interpretação, a química dele com a jovem atriz resultou muito bem. O mesmo não se pode dizer de Chris Pine, apesar da sua prestação ser boa, a sua personagem não é tão importante para a trama, e o facto dele se envolver sexualmente com a protagonista do filme é o pior cliché da fita. Uma nota positiva para o cão, era muito engraçado. E depois, ficamos com aquela dúvida no ar. Um filme razoável, igual a tantos outros. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Into The Forest

Nome do Filme : “Into The Forest”
Titulo Inglês : “Into The Forest”
Ano : 2015
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : Patricia Rozema
Elenco : Ellen Page, Evan Rachel Wood, Callum Keith Rennie, Max Minghella.

História : Nell e Eva são duas irmãs que vivem com o pai numa habitação que fica no meio da floresta. Um dia, todo o planeta sofre um ataque e fica sem energia. Com o passar dos dias, os três aprendem a sobreviver. Quando o pai morre num acidente, a situação piora muito para as duas jovens.

Comentário : Gostei deste filme, embora tenha que confessar que esperava bem mais dele. Trata-se de um bom drama, um pouquinho claustrofóbico, apesar de se passar no meio de uma enorme floresta. Confesso que não conheço os filmes anteriores desta realizadora, logo, não sei nada sobre ela nem sobre o modo dela filmar. Sobre este filme, tenho que dizer que gostei da forma como ela capta as raparigas protagonistas e filma-as naquele meio envolvente. Mas o filme tem muita coisa desnecessária, por exemplo, o amigo de Nell ou mesmo aquele nojento que aparece a dada altura e altera Eva para sempre. A realizadora podia apenas ter-se focado nas suas duas atrizes e envolvê-las numa trama mais confinada à casa, talvez arranjando elementos da própria floresta para as intimidar ou atrapalhar as suas já complicadas existências. Ou ainda aprofundar mais as duas personagens. A certa altura, as coisas resvalam em algo pobre, envolto em clichés, por exemplo, a decisão da queima da casa é um profundo disparate, bem como tudo o que vem depois. Por outro lado, gostei do som e de algumas imagens da floresta. A cena da queda da árvore de Nell está muito bem concebida. Ellen Page e Evan Rachel Wood possuem boas prestações e a empatia entre as duas é perfeita, mas trata-se de um filme com um argumento paupérrimo. Ainda assim, foi uma hora e meia bem passada, devido ao clima de tensão que se vai gerando. Gostei.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sorgenfri

Nome do Filme : “Sorgenfri”
Titulo Inglês : “What We Become”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Bo Mikkelsen
Elenco : Mille Dinesen, Ella Solgaard, Ole Dupont, Marie Hammer Boda, Troels Lyby, Mikael Birkkjaer, Therese Damsgaard, Rita Angela, Benjamin Engell, Diana Axelsen.

História : Uma pequena cidade fica de quarentena porque um vírus que transforma os seres humanos apareceu e alastrou-se. Agora, uma família e um pequeno conjunto de vizinhos tudo fará para sobreviver e protegerem-se dos contaminados.

Comentário : Vi este filme numa destas tardes e confesso ter gostado. Ainda que o filme não seja nada de grandioso, é apenas uma fita razoável. Deste género já se fez bem melhor. Mas também já vi bem pior. Não sendo um filme americano e tratando-se de uma produção europeia, até que não está mesmo nada mau. O filme segue a um ritmo lento, sem nunca nos desviar a atenção para aquilo que de mais importante está a suceder diante dos nossos olhos. A nível das interpretações, o casal protagonista safa-se bem, tal como o filho, a namorada e a filha pequena. A dada altura, as coisas tornam-se um bocado claustrofóbicas, porque o ambiente fica confinado à casa da família, embora hajam as saídas do adolescente, filho do casal. Perto do final e com o desaparecimento da miúda, a família dispersa-se. Aqui os sustos são poucos e o medo é zero, mas o realizador consegue com que fiquemos sempre na expectativa do que irá acontecer a seguir. O filme não nos dá informações sobre a origem do vírus e a coisa termina um tanto ao quanto descontrolada. O principal ponto negativo é o facto do argumento ser cheio de clichés, habituais no género em que se insere. No fundo, é um filme que se vê muito bem. 

Suicide Squad

Nome do Filme : “Suicide Squad”
Titulo Inglês : “Suicide Squad”
Titulo Português : “Esquadrão Suicida”
Ano : 2016
Duração : 134 minutos
Género : Ação/Aventura/Fantasia
Realização : David Ayer
Elenco : Margot Robbie, Cara Delevingne, Will Smith, Viola Davis, Jared Leto, Jai Courtney, Jay Hernandez, Joel Kinnaman, Adewale Akinnuoye Agbaje, Karen Fukuhara, Adam Beach, Scott Eastwood, Alain Chanoine, Ezra Miller, Shailyn Pierre Dixon, Ike Barinholtz, David Harbour, Jim Parrack, Corina Calderon, Daniela Uruena, Alex Meraz, Kevin Vance, Robin Atkin Downes, Ted Whittall.

História : Um grupo de perigosos vilões é recrutado pelo governo americano com o objectivo de executar uma missão demasiado arriscada e perigosa para ser entregue a super-heróis. Habituados a trabalhar por conta própria, os vilões são forçados a superar antigos conflitos individuais para trabalharem em equipa. Em troca, o governo diminui-lhes as penas e dá-lhes alguns mimos que eles pedem.

Comentário (Tem Spoilers) : Estava na dúvida se viria ou não aqui comentar este filme, mas deixem-me que vos diga que, com este filme, faço a minha despedida dos blockbusters, para mim chega. Tudo porque eu estou cansado deste tipo de filmes e na grande parte das vezes a culpa nem é dos realizadores, mas já lá iremos. Pessoalmente, eu tinha depositado uma enorme expectativa neste blockbuster, não só por ser diferente dos demais, mas também devido à publicidade dele feita e principalmente por causa do excelente trailer da ComicCon do ano passado onde se via a primeira apresentação do filme ao público geral. Repito, o trailer era excelente, embora os trailers seguintes estragassem ligeiramente a coisa e dessem a entender que afinal vinha mais do mesmo. Mesmo assim, eu fui vê-lo ao cinema. Calma, o filme não é assim tão mau quanto a crítica anda a escrever, eu gostei do filme, está melhor do que “Man Of Steel” e do que “Batman v Superman : Dawn Of Justice” . No entanto, tenho que confessar que esperava bem mais de uma história com estes protagonistas.

Na minha opinião, os grandes culpados quando um filme (blockbuster) é fraco ou é mal recebido pela critica especializada são mesmo os estúdios, que fazem e exigem alterações às versões originais dos realizadores, por factores variados, sendo os principais motivos o de ganharem mais dinheiro e o de agradar a um público jovem. O caso mais recente disso foi mesmo o mal amado “Batman v Superman : Dawn Of Justice” cuja versão original do realizador tinha cerca de 180 minutos e o estúdio exigiu a Zack Snyder que fizesse cortes no sentido da fita durar apenas 150 minutos, prejudicando assim não só as classificações da fita como também os admiradores deste tipo de cinema. Já para não falar do facto de colocarem à venda no mercado o DVD com a versão de cinema e o blu-ray com a versão estendida (a original). Também fizeram isso com as sagas “The Lord Of The Rings” e “The Hobbit”, perdão por não frisar outros exemplos. Para mim, isto está errado e, como já disse várias vezes em comentários anteriores, o cinema transformou-se numa máquina de fazer dinheiro e deixaram a arte de lado. Não me admirava nada se daqui a uns meses, colocassem à venda também a versão estendida de “Suicide Squad”. Já agora também queria dizer que o fracasso deste filme também se deve às alterações meses antes da estreia, nomeadamente de algumas cenas e de alguns diálogos de forma a que a coisa fosse uma espécie de fusão entre “Deadpool” e “Guardiões da Galáxia”. Claro que tudo isto levou a que o produto final ficasse danificado e isso ficou provado com as críticas. Ainda assim, acredito que o filme vá fazer uma boa receita nas bilheteiras, porque a maioria do público quer é este tipo de cinema, querem é estes filmes, que nada possuem de arte. Já agora, na minha opinião, os melhores filmes de super-heróis são os três filmes que compõem a trilogia “The Dark Knight”, realizados por Christopher Nolan.

Mas vamos ao que interessa, o filme. Não gostei do começo do filme, acho errado apresentar alguns personagens daquela maneira, além disso, faltaram falar de dois. E depois temos imensas coisas que não fazem sentido no filme. Por exemplo, posso estar enganado, mas não se chega a saber qual a missão que Amanda Waller tinha para os vilões, porque eles são enviados às pressas para tentar resolver o problema da bruxa, problema esse que surge muito depois da reunião que a agente oficial tem com as chefias e colegas. Ou seja, então qual era a missão para eles, aquela antes destes acontecimentos se darem, nunca se chega a saber. Mas existem muitas outras coisas mal explicadas no filme. Outro exemplo, apesar de Deadshot ter dito que não matava mulheres e crianças, Amanda ordena-lhe que ele mate Harley Quinn em troca dele ter finalmente a filha para ele e o melhor sniper do planeta falha (porque quis, claro) o tiro fatal, não se percebe o motivo se em troca ele iria ter aquilo que sempre sonhou, não faz sentido e não foi explicado. Outro aspecto negativo é o argumento, cheio de lacunas. Outra coisa má foi não terem dado relevância a todos os membros do esquadrão de igual modo. Depois temos um bom ator num papel ridículo, falo do Joker. Verdade seja dita, o personagem de Jared Leto não está a fazer nada no filme, o Joker não serve para nada, se não aparecessem as suas cenas, não se perdia nada. Além disso, a prestação do ator é medíocre e ridícula. Outra coisa que ficou mal, a existência do vilão Incubus (“irmão” da bruxa) não serve para nada, é um personagem nulo, se fosse apenas Enchantress a vilã, já de si muito poderosa, seria o suficiente. Por último, o filme peca também pelo humor ridículo e por vários erros. Repito, o argumento é fraco, tem muitas lacunas e o final do filme é deplorável. 

Como aspectos positivos, temos quatro grandes prestações. Começo por Viola Davis, a verdadeira vilã do filme, ela tem uma interpretação bastante competente e é a segunda personagem mais forte do filme. Gostei bastante da firmeza da sua personagem que não precisou de poderes para mostrar a sua maldade. Depois temos a actriz/modelo Cara Delevingne (Paper Towns), aqui no papel da exploradora June Moon, que de vez em quando fica possuída por uma entidade maligna feminina que altera a sua aparência e faculta-lhe imensos e grandiosos poderes, essa entidade é conhecida como Enchantress, a personagem mais original do filme, embora a meio do longa, ela evolua para uma deusa maléfica ridícula. Cara Delevingne tem igualmente uma boa prestação e foi-lhe atribuída uma excelente personagem, só estou a falar da bruxa do inicio da fita. Claro que o facto de June Moon ter sobrevivido no final foi um grave erro do roteiro. De seguida, seguimos para Will Smith, seguramente o melhor personagem masculino do filme, que se deve principalmente ao excelente ator que ele é. Deadshot assenta-lhe muito bem e é à história com a sua filha que se deve a componente dramática do filme. Além disso, a química de Deadshot com Harley Quinn é perfeita. Por último, temos a linda e sexy Margot Robbie que se pode resumir facilmente por ser o melhor de “Suicide Squad”, a sua Harley Quinn é a melhor personagem do filme e o principal ingrediente para que tal tenha acontecido é a loucura da sua personagem. Harley Quinn é poderosa, linda, sexy e louca e isto foi uma mistura que se revelou de forma eficaz e resultou na perfeição. Os seus diálogos são deliciosos e gostei bastante da maneira como ela age com os outros personagens. Adorei as suas roupas. Não era preciso o Joker para a fazer brilhar, ela é uma estrela com luz própria (ver as duas melhores fotos da sua personagem em baixo). A miúda é simplesmente o melhor do filme. E pronto, das prestações é só isto que tenho para dizer. Amanda Waller, Harley Quinn, Deadshot e Enchantress (não June Moon) são as melhores personagens de “Suicide Squad”, os outros, por culpa de quem manda, não viram as suas personagens serem mais aprofundadas. 

Depois, temos uma boa banda sonora e bons efeitos especiais e a isto junta-se um bom som e uma espectacular fotografia. Uma última nota positiva para a caracterização das personagens, algumas devem ter dado imenso trabalho. O filme enquanto objecto de entretenimento funciona muito bem e é bem superior aos dois anteriores filmes da DC Comics, mas como objecto cinematográfico é fraco. Penso mesmo que o principal erro do fracasso destes e de outros blockbusters é o facto de quem não deve meter o dedo onde não devia e só fazer porcaria, com a intenção de lucrar e de ganhar o máximo dinheiro possível, à custa de parvos como eu que ainda perco o meu tempo com este tipo de filmes. Resumindo, gostei de “Suicide Squad” e esperava dele que fosse o melhor blockbuster do ano, o meu erro foi esse, esperava mais e muito dele porque pensava que era um filme diferente. Apanhei uma desilusão, apesar das coisas boas que o filme tem. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jason Bourne

Nome do Filme : “Jason Bourne”
Titulo Inglês : “Jason Bourne”
Titulo Português : “Jason Bourne”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Paul Greengrass
Elenco : Matt Damon, Julia Stiles, Alicia Vikander, Tommy Lee Jones, Vincent Cassel, Ato Essandoh, Riz Ahmed, Scott Shepherd, Bill Camp, Vinzenz Kiefer, Gregg Henry.

História : Quase dez anos depois de ter desaparecido dos radares da CIA, Jason Bourne ou David Webb, vive uma vida solitária e sobrevive à custa de vários biscates, principalmente de combates de rua. Um dia, reencontra Nicky Parsons, uma antiga funcionária da CIA e amiga sua que o ajudou a fugir naquela altura. A jovem conta-lhe então que a CIA tem um programa novo e aconselha-o a descobrir mais sobre o seu passado. Assim, Jason Bourne e Nicky Parsons passam a estar novamente na mira de gente muito perigosa que os quer matar a qualquer preço, antes que os dois descubram toda a verdade. A partir daí, Jason Bourne vai descobrindo cada vez mais coisas sobre o seu passado, coisas essas que podem colocar em causa o seu futuro.

Comentário : Eu gostei bastante dos primeiros três filmes da saga, principalmente do terceiro (Ultimato), mas depois descobri uma falha ou um erro grave na narrativa. Em “Supremacy”, Jason Bourne é informado que o seu verdadeiro nome é David Webb e assim ele fica informado da preciosa informação, no entanto, em “Ultimatum”, ele é novamente informado dessa dica, reagindo com surpresa. Ou seja, devem se ter esquecido que ele já tinha sido informado do seu verdadeiro nome no segundo filme. E depois, temos “The Bourne Legacy”, um filme que eu acho inútil e totalmente desnecessário, uma tentativa de angariar mais dinheiro com um franchise que devia ter ficado pela terceira fita. Agora, Paul Greengrass aparece-nos com este quinto filme, que é uma sequela de “Ultimato”. Confesso que não gostei nada deste filme e o acho desnecessário, o único motivo para o terem feito é simplesmente o lucro, ganharem mais dinheiro. Das poucas coisas que gostei foi das únicas duas sequências de ação : a da mota durante a manifestação um pouco depois do inicio (tudo muito bem filmado e conseguido, confesso) e depois, perto do final, o combate entre os dois e anterior perseguição. E pronto, o filme não nos dá mais nada.

Temos assim mais do mesmo, eu tive a sensação de já ter visto este filme, já vi este filme em “Identity”, já vi este filme em “Supremacy” e voltei a vê-lo em “Ultimatum”, apenas mudaram o nome do programa e as personagens inimigas. É tudo muito parecido com os primeiros três filmes, tudo bastante familiar. Matt Damon está com o mesmo estilo de sempre, gostei de o voltar a ver neste papel. Achei ingrato o destino que o realizador deu a Nicky Parsons, detestei mesmo. Os vilões não são nada de especial, Vincent Cassel não está melhor do que o agente inimigo de “Ultimatum”, por exemplo. Eu apanhei mesmo uma grande desilusão com este quinto filme, penso mesmo que Paul Greengrass estragou uma história que tinha terminado muito bem em “Ultimato”. Volto a dizer, é tudo já visto, é um filme já visto três vezes, não nos trouxe nada de novo, aquela história que inventaram de meter o pai do protagonista ao barulho é ridículo, não tinham mais por onde explorar a coisa. Apenas a trilogia me ficará na memória. 

Lights Out

Nome do Filme : “Lights Out”
Titulo Inglês : “Lights Out”
Titulo Português : “Terror Na Escuridão”
Ano : 2016
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : David F. Sandberg
Produção : James Wan
Elenco : Teresa Palmer, Maria Bello, Gabriel Bateman, Billy Burke, Alexander DiPersia, Alicia Vela Bailey, Andi Osho, Lotta Losten, Amiah Miller, Ava Cantrell, Emily Alyn Lind, Ariel Dupin, Elizabeth Pan, Rolando Boyce, Maria Russell.

História : Uma pequena família vive atormentada por uma estranha criatura fantasma que lhes aparece quando quer, mas somente onde está escuro.

Comentário : Este pequeno filme de terror é baseado numa curta que o realizador filmou e que se tornou viral. Confesso que não vi essa curta, mas confesso que achei esta longa metragem bastante aceitável para um género que anda pelas ruas da amargura e vem com um travo aqueles filmes que se faziam antigamente, com meios artesanais e pouco sofisticados. Vinda do cinema independente, a bonita Teresa Palmer tem a melhor prestação do filme, deu-nos uma personagem bastante credível. Maria Bello também vai muito bem neste filme, confesso que é sempre um prazer vê-la trabalhar e acredito que tenha dado muito dela nesta fita. Do lado masculino, temos o pequeno Gabriel Bateman que nos ofereceu uma prestação bastante convincente. 

Colocando de parte a inverossimilhança de alguns acontecimentos e alguns (poucos) erros da narrativa e estamos perante um filme bom, muito raro nos dias que correm. O filme consegue a proeza de nos causar alguns sustos, falo por mim, claramente. Não senti grande medo, penso que hoje em dia, é difícil um filme de terror ser bom ao ponto de nos fazer sentir muito medo, a coisa funciona geralmente melhor para o lado do susto. A aparição denominada “Diana” é assustadora, li algures que a maioria das cenas em que ela surge, não são CGI, é mesmo uma atriz que a “desempenha”. Em conjunto com o filme “The Conjuring 2”, estes são os dois melhores filmes de terror que nos apareceram até agora (neste ano). Espero que venham mais. Um último reparo, o som é outro grande foco do filme, notou-se que houve um grande cuidado nessa vertente na montagem final da fita, a realização e a produção estão de parabéns. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Evolution

Nome do Filme : “Evolution”
Titulo Inglês : “Evolution”
Titulo Português : “Evolução”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lucile Hadzihalilovic
Elenco : Max Brebant, Roxane Duran, Julie Marie Parmentier, Mathieu Goldfeld, Nissim Renard, Pablo Noe Etienne, Nathalie Legosles, Chantal Aimee, Silvia Ferre, Laura Ballesteros, Eric Batlle, Anna Broock, Annie Enganalim.

História : Nicolas, de 10 anos, vive numa ilha isolada com a mãe, numa aldeia em que só existem mulheres e rapazinhos. Todos os rapazes fazem estranhos tratamentos médicos num hospital à beira mar. Só Nicolas se pergunta o que está a acontecer. Ele sente que a mãe lhe mente e está decidido a saber o que ela faz na praia todas as noites, com as outras mulheres. As suas descobertas marcam o início de um pesadelo para o qual ele é irremediavelmente atraído. Mas Stella, uma das jovens enfermeiras do hospital, revela-se uma aliada inesperada.

Comentário : Mais um filme bastante estranho que vi, este ainda mais estranho do que “Take Me To The River”. Imaginem rapazinhos de 10 anos a gerarem bebés dentro deles, pois é, não queria revelar assim o que se passa, mas é praticamente impossível comentar este estranho filme sem usar spoilers. A realizadora tem um gosto particular por mundos à parte, num filme anterior seu (Inocência), apresentou-nos a um mundo de meninas que viviam numa floresta governada por mulheres, num mundo muito próprio. Agora, troca apenas as meninas pelos meninos e adiciona um pouco de terror. No papel de menino protagonista, Max Brebant vai muito bem, mas os méritos no que à representação dizem respeito vão todos para a atriz Roxane Duran, a enfermeira amiga de Nicolas. O filme é muito escuro, quase toda a fita decorre em ambientes escuros e com pouca luz, a fotografia é amadora. Mas, no geral, a realizadora fez um bom trabalho. O filme peca no aspecto de nos facultar poucas explicações e poucas respostas, eu gostava de ter ficado a saber o que raio se passava naquela ilha. É tudo muito misterioso e silencioso. Gostei do final do filme. Trata-se apenas de um filme razoável, mas carente de explicações e respostas. Gostei, mas esperava ter ficado elucidado.