Nome
do Filme : “The Neon Demon”
Titulo
Inglês : “The Neon Demon”
Titulo
Português : “O Demónio De Neon”
Ano
: 2016
Duração
: 120 minutos
Género
: Thriller/Crime
Realização
: Nicolas Winding Refn
Produção
: NWR
Elenco
: Elle Fanning, Abbey Lee, Jena Malone, Bella Heathcote, Christina
Hendricks, Jamie Clayton, Stacey Danger, Rebecca Dayan, Taylor Marie
Hill, Vanessa Martinez, Lily Moffett, Charlize Cotton, Allie Lewis,
Georgia Fowler, Dani Seitz, Alysse Reynolds, Autumn Alderson, Lucy
Cronkite, Tea Jo, Jennifer Wade, Olga Glenn, Lareja Drane, Frances
Parsons, Aminata Mboup, Claire Eberle, Anna Gonzales, Lauren Adams,
Bridgham Leigh, Nicole Robinson, Jaydn Meier, Lunden Lisherness,
Kiera Smith, Lavinia Postolache, Sophie Mazzaro, Rebecca Kiser,
Samantha Miller, Tessa Miller, Keanu Reeves, Alessandro Nivola, Karl
Glusman, Desmond Harrington.
História
: A linda Jesse, de 16 anos, chega a Los Angeles determinada a
realizar o sonho de se tornar modelo profissional. Após uma sessão
fotográfica, é contratada por uma agência. Ali terá de aprender a
lidar com o enorme egocentrismo das outras modelos, que estão
dispostas a tudo pelo reconhecimento, e também com Ruby, uma
maquilhadora que se revela muito amorosa, porém perigosa.
Rapidamente, Jesse percebe que o mundo da moda não é apenas sobre
beleza e perfeição, mas algo doentio, perverso e assustador.
Comentário
: Às vezes, quando um filme é mau, costumo perguntar-me o que se
passa na cabeça daqueles realizadores que têm à sua disposição
todos os meios financeiros e de pessoal para fazer algo bem feito e
resolvem nos apresentar uma valente merda, porque foi isso que o
egocentrista e convencido Nicolas Winding Refn fez com este “The
Neon Demon”. E com isto vem-me à memória e já não falando
daqueles filmes tipo “Sharknado”, as nossas novelas que são
daquilo que de mais nojento se produz no nosso miserável país e com
os nossos dinheiros. É que aquilo é tão mau e tão reles que me
espanta como é que tanta gente as vê, mas isso é facilmente
explicável pela cultura (ou falta dela) de um povo. Não vamos mais
longe, dos quatro canais normais da nossa televisão, não é por
acaso que o melhor deles (RTP2) é o menos visto pelo nosso triste
povo. Tudo isto para chegar até “The Neon Demon”, um objecto que
tenta alcançar o estatuto de filme de culto ou mesmo de
pseudo-filme, mas que não chega nem aos calcanhares desses dois
conceitos.
Cometi
o grave erro de ir ao cinema ver este filme, é verdade, fui hoje
(sexta-feira) à sessão das 16.50H no também miserável Cinema
Monumental, que muito me admira como é que Paulo Branco ainda mantém
abertas as quatro salas deste complexo. O filme em causa começa mal,
continua mal e termina terrivelmente mal. Muitos quiseram salientar o
aspecto visual da película, eu nem daí consigo obter virtudes.
Outros realizadores já fizeram bem melhor em outros filmes, no que
ao campo visual diz respeito. Assim à memória vem-me Tarsem Singh, Wes Anderson, David Lynch,
Stanley Kubrick ou mesmo J. J. Abrams, apenas para citar alguns.
Ainda sobre o mau cinema, esqueci-me de citar a trilogia remake dos
clássicos portugueses (isto é cinema?), que ainda conseguem ser
ainda mais reles do que filmes como este e tantos outros que surgem
anualmente nas nossas salas de cinema. Aliás, eu deste realizador
apenas gostei de “Drive”. Um dado curioso, quando saí da sala de
cinema, algumas pessoas que também dela saíram falavam muito mal do
filme, diziam que detestaram aquilo que haviam acabado de ver. Eu
depois fui comprar uns DVD's à parte da loja deles e a moça que lá
estava confirmou-me que as reacções àquele filme têm sido
abertamente negativas. Mas vamos ao filme. Trata-se de um filme
pretensioso que tem uma mensagem indefinida, eu não percebi qual a
mensagem que o cineasta pretendeu passar, se é que tem alguma.
O
filme está cheio de cenas ridículas, tudo parece um doloroso
video-clip de quase duas horas. A banda sonora é irritante, a
fotografia é má e isso chega ao ponto de nas cenas escuras mal
conseguimos ver os rostos dos atores, os diálogos são pobres, todas
mas mesmo todas as prestações são medíocres, mesmo Elle Fanning
(uma das melhores atrizes desta nova geração) tem aqui a sua
segunda pior interpretação da carreira (sim, em “About Ray”
ainda desceu mais baixo...). A miúda é linda e tem a
particularidade de possuir um rosto angelical, pois foram somente
essas duas coisas que ela usou neste filme, notei que ela fez um
enorme sacrifício ao encarnar esta personagem, coisa que eu não
consigo perceber onde ela estava com a cabeça quando decidiu alinhar
neste projeto sem ponta por onde se lhe pegue. Volto a dizer, no
campos das interpretações, não se aproveita ninguém.
O
filme falha também quando vinha rotulado de filme chocante,
profundamente ridículo, de chocante nada tem, apenas umas cenas de
violência (vistas em centenas de outras fitas) e a tão falada cena
do olho, a mim, tudo me deu vontade de rir, de tão ridículo que
aquilo é. O filme não tem história, tem um argumento paupérrimo e
vazio de conteúdo, existem muitas cenas que não fazem sentido,
outras tantas fora do contexto e alguns erros. Não quero influenciar
ninguém, mas não aconselho que vão ver este filme, poupem os
vossos euros, a mim, foram-se sete euros, que quase os chorei. E
pensar que o realizador tinha todo o potencial e todo o material nas
mãos para fazer algo decente. Nem uma cena de sexo lésbico foram
capazes de inserir no filme, a jovem de 16 anos ainda não tinha a
sua sexualidade definida, suponho eu, pois recusa homens e mulheres.
Para mim, foram duas horas penosas, nem chegou a duas horas, porque
assim que surgiram as primeiras letras do genérico final, eu
abandonei a sala, já estava farto de tanta porcaria num só filme.
Valeram a curtíssima aparição de um puma numa cama e a beleza
de Elle Fanning, os únicos pontos positivos de um filme que não tem
nada, não nos dá nada e que prometia imenso. É que o filme, que
era suposto falar-nos no mundo concorrido da moda e dos desfiles, até
nisso falhou, não vemos nada disso na fita, apenas sessões
fotográficas e audições. Para mim, este filme é um dos piores
filmes que eu vi em toda a minha vida. Para mim, foi como se o
realizador estivesse a gozar connosco, espectadores, senti que, com
este filme, Nicolas Winding Refn nos mandou à merda. A sério, eu
senti-me assim, quando saí da sala de cinema, mas ao mesmo tempo
aliviado, porque o inferno tinha terminado. Filme execrável e nulo,
mesmo muito mau.
Elle
Fanning (09/04/1998) – Filmografia Essencial
I
Am Sam (Lucy Dawson)
The
Door In The Floor (Ruth Cole)
Because
Of Winn Dixie (Sweetie Pie)
Babel (Debbie Jones)
Déjà
Vu (Abbey)
The
Nines (Noelle)
Reservation
Road (Emma)
Phoebe
In Wonderland (Phoebe Lichten)
The
Curious Case Of Benjamin Button (Daisy-age7/8)
Somewhere (Cleo)
Super
8 (Alice Dainard)
Twixt (V)
We
Bought A Zoo (Lily Miska)
Ginger
And Rosa (Ginger)
Young
Ones (Mary Holm)
Low
Down (Amy Albany)
Maleficent (Princess Aurora)
Trumbo (Niki Trumbo)
20Th Century Women (Julie)
Live By Night (Loretta Figgis)
20Th Century Women (Julie)
Live By Night (Loretta Figgis)
Mary Shelley (Mary Shelley)
Sidney Hall (Melody)
How To Talk To Girls At Parties (Zan)
The Beguiled (Alicia)
Galveston (Raquel)
A Think We're Alone Now (Grace)
Sidney Hall (Melody)
How To Talk To Girls At Parties (Zan)
The Beguiled (Alicia)
Galveston (Raquel)
A Think We're Alone Now (Grace)












































