segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Heidi

Nome do Filme : “Heidi”
Titulo Inglês : “Heidi”
Titulo Português : “Heidi”
Ano : 2015
Duração : 107 minutos
Género : Drama/Aventura
Realização : Alain Gsponer
Elenco : Anuk Steffen, Bruno Ganz, Isabelle Ottmann, Anna Schinz, Lilian Naef, Peter Jecklin, Christoph Gaugler, Quirin Agrippi, Rebecca Indermaur, Monica Gubser, Arthur Buhler, Peter Lohmeyer, Katharina Schuttler, Jella Haase, Laura Parker.

História : Após a trágica morte dos pais, a pequena Heidi vai viver para os Alpes, para a quinta do avô, um homem solitário e de poucas palavras. Apesar de no principio as coisas não funcionarem, depressa nasce entre os dois um bom entendimento. Até ao dia em que a tia da menina a leva para a cidade com a intenção de Heidi fazer de dama de companhia e amiga para uma rapariga que está confinada a uma cadeira de rodas.

Comentário : Baseado no best seller internacional de Johanna Spyri e não confundir com o conto “Polyanna”, esta é uma co-produção entre a Alemanha e a Suíça que estreou nas salas de cinema no ano passado. Confesso só ter visto uma versão deste conto com a atriz Emma Bolger, pelo que havia gostado dessa. Mas confesso igualmente ter gostado mais desta. Tristemente, apenas consegui ver o filme dobrado em português, porque o DVD que está disponível para venda em Portugal apenas disponibiliza essa versão. O filme é muito bom, tirando as infantilidades próprias do argumento original, estamos perante uma fita bastante aceitável com muito drama e com uma protagonista que faz ver a muitas estrelas de Hollywood. Nesse papel, encontramos Anuk Steffen, que desempenhou o papel de Heidi na perfeição, nos oferecendo alegria, tristeza, coragem e amor, na melhor personagem de todo o filme. Bruno Ganz está excelente. Não posso deixar de falar na personagem de Klara, aqui vivida pela pequena atriz Isabelle Ottmann, também esteve muito bem. O filme tem ainda lindas paisagens e partes cómicas que, ao contrário do que costuma acontecer neste tipo de produções, não estragam em nada o produto final. Pessoalmente fiquei maravilhado e a melhor cena da película é aquela em que Klara anda sozinha aos olhos do pai.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Star Trek Beyond

Nome do Filme : “Star Trek Beyond”
Titulo Inglês : “Star Trek Beyond”
Titulo Português : “Star Trek : Além do Universo”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Ficção-Científica/Aventura/Ação
Realização : Justin Lin
Elenco : Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, John Cho, Simon Pegg, Sofia Boutella, Idris Elba.

História : A tripulação da USS Enterprise está numa nova missão de explorar o espaço, quando encontram um inimigo cruel que os coloca em causa a eles e à Federação.

Comentário : Trata-se do terceiro filme da nova saga “Star Trek”. Já havia gostado do primeiro e do segundo, claro que tinha que ver este terceiro. Na minha opinião, este terceiro filme está bom, mas não está ao nível dos dois primeiros, que foram muito bons. Tal como aconteceu nos dois primeiros filmes, aqui temos mais referências à equipa da saga antiga, nomeadamente ao velho Spock, interpretado por Leonard Nimoy. O elenco principal deste terceiro filme é praticamente o mesmo dos dois primeiros filmes e aqui, Zachary Quinto (Spock) e Zoe Saldana (Uhura) voltaram a se destacar, tendo as melhores prestações desta nova fita. Chris Pine (Kirk) está igual a si mesmo. Os outros estiveram igualmente bem. Das novas aquisições, o grande destaque vai claramente para a jovem Sofia Boutella (Jaylah), aqui no papel de uma personagem que ajudará os nossos heróis, tem também um visual muito particular. Nota negativa para o vilão principal, muito fraco. As imagens da destruição da nave causam o devido impacto e algumas cenas de ação estão muito bem conseguidas. A fotografia já não está tão arrebatadora como no primeiro filme. E depois temos os já habituais erros e exageros. Para mim, foram duas horas bem passadas. Confesso que gostei mais deste filme do que de “Suicide Squad”. Umas últimas palavras para o ator Anton Yelchin que faleceu no passado mês de Junho, espero que descanse em paz. Apesar de ser um substituto de J. J. Abrams na realização, Justin Lin fez um bom trabalho, mas eu continuo a preferir o filme de 2009. O final é o esperado.

domingo, 7 de agosto de 2016

Z For Zachariah

Nome do Filme : “Z For Zachariah”
Titulo Inglês : “Z For Zachariah”
Titulo Português : “Os Últimos na Terra”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Craig Zobel
Elenco : Margot Robbie, Chiwetel Ejiofor, Chris Pine.

História : A jovem Ann acredita ter sido a única sobrevivente de uma guerra nuclear à escala planetária. Por uma razão que desconhece, a quinta onde cresceu é o único local que não foi contaminado pela radioactividade. Há mais de um ano que não encontra qualquer ser humano e a sua única companhia é um cão. Um dia encontra John, um cientista que também se julgava sozinho na Terra. Entre eles inicia-se uma relação de cumplicidade que lhes dá uma nova esperança no futuro. Mas essa dinâmica altera-se totalmente quando ela encontra Caleb, um terceiro sobrevivente. Com os dois homens a lutar pela atenção da miúda, a confiança quebra-se e os conflitos tornam-se inevitáveis.

Comentário : O filme não é mau, mas também não é nada de especial. Primeiro temos logo no início um problema no argumento, o realizador mostra-nos muito pouco da protagonista, ficamos a saber muito pouco da vida e do quotidiano de Ann, porque John aparece dez minutos após o começo da fita. Podiam ter agendado a entrada do segundo personagem para mais tarde, nos dando espaço para conhecermos melhor a jovem. Não nos oferecendo mais que outros filmes já nos facultaram, isto é basicamente um filme que vive das prestações do trio protagonista, os três únicos atores do filme. E confesso que foram três boas interpretações. Mas, lá está, as suas personagens não são totalmente aprofundadas e temos tudo muito superficial. Ainda assim, Margot Robbie consegue aqui a melhor interpretação do filme, ela faz de uma jovem bastante segura de si, forte e firme nas suas decisões. Já Chiwetel Ejiofor também não deixou os seus créditos por mãos alheias, gostei igualmente da sua interpretação, a química dele com a jovem atriz resultou muito bem. O mesmo não se pode dizer de Chris Pine, apesar da sua prestação ser boa, a sua personagem não é tão importante para a trama, e o facto dele se envolver sexualmente com a protagonista do filme é o pior cliché da fita. Uma nota positiva para o cão, era muito engraçado. E depois, ficamos com aquela dúvida no ar. Um filme razoável, igual a tantos outros. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Into The Forest

Nome do Filme : “Into The Forest”
Titulo Inglês : “Into The Forest”
Ano : 2015
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : Patricia Rozema
Elenco : Ellen Page, Evan Rachel Wood, Callum Keith Rennie, Max Minghella.

História : Nell e Eva são duas irmãs que vivem com o pai numa habitação que fica no meio da floresta. Um dia, todo o planeta sofre um ataque e fica sem energia. Com o passar dos dias, os três aprendem a sobreviver. Quando o pai morre num acidente, a situação piora muito para as duas jovens.

Comentário : Gostei deste filme, embora tenha que confessar que esperava bem mais dele. Trata-se de um bom drama, um pouquinho claustrofóbico, apesar de se passar no meio de uma enorme floresta. Confesso que não conheço os filmes anteriores desta realizadora, logo, não sei nada sobre ela nem sobre o modo dela filmar. Sobre este filme, tenho que dizer que gostei da forma como ela capta as raparigas protagonistas e filma-as naquele meio envolvente. Mas o filme tem muita coisa desnecessária, por exemplo, o amigo de Nell ou mesmo aquele nojento que aparece a dada altura e altera Eva para sempre. A realizadora podia apenas ter-se focado nas suas duas atrizes e envolvê-las numa trama mais confinada à casa, talvez arranjando elementos da própria floresta para as intimidar ou atrapalhar as suas já complicadas existências. Ou ainda aprofundar mais as duas personagens. A certa altura, as coisas resvalam em algo pobre, envolto em clichés, por exemplo, a decisão da queima da casa é um profundo disparate, bem como tudo o que vem depois. Por outro lado, gostei do som e de algumas imagens da floresta. A cena da queda da árvore de Nell está muito bem concebida. Ellen Page e Evan Rachel Wood possuem boas prestações e a empatia entre as duas é perfeita, mas trata-se de um filme com um argumento paupérrimo. Ainda assim, foi uma hora e meia bem passada, devido ao clima de tensão que se vai gerando. Gostei.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sorgenfri

Nome do Filme : “Sorgenfri”
Titulo Inglês : “What We Become”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Bo Mikkelsen
Elenco : Mille Dinesen, Ella Solgaard, Ole Dupont, Marie Hammer Boda, Troels Lyby, Mikael Birkkjaer, Therese Damsgaard, Rita Angela, Benjamin Engell, Diana Axelsen.

História : Uma pequena cidade fica de quarentena porque um vírus que transforma os seres humanos apareceu e alastrou-se. Agora, uma família e um pequeno conjunto de vizinhos tudo fará para sobreviver e protegerem-se dos contaminados.

Comentário : Vi este filme numa destas tardes e confesso ter gostado. Ainda que o filme não seja nada de grandioso, é apenas uma fita razoável. Deste género já se fez bem melhor. Mas também já vi bem pior. Não sendo um filme americano e tratando-se de uma produção europeia, até que não está mesmo nada mau. O filme segue a um ritmo lento, sem nunca nos desviar a atenção para aquilo que de mais importante está a suceder diante dos nossos olhos. A nível das interpretações, o casal protagonista safa-se bem, tal como o filho, a namorada e a filha pequena. A dada altura, as coisas tornam-se um bocado claustrofóbicas, porque o ambiente fica confinado à casa da família, embora hajam as saídas do adolescente, filho do casal. Perto do final e com o desaparecimento da miúda, a família dispersa-se. Aqui os sustos são poucos e o medo é zero, mas o realizador consegue com que fiquemos sempre na expectativa do que irá acontecer a seguir. O filme não nos dá informações sobre a origem do vírus e a coisa termina um tanto ao quanto descontrolada. O principal ponto negativo é o facto do argumento ser cheio de clichés, habituais no género em que se insere. No fundo, é um filme que se vê muito bem. 

Suicide Squad

Nome do Filme : “Suicide Squad”
Titulo Inglês : “Suicide Squad”
Titulo Português : “Esquadrão Suicida”
Ano : 2016
Duração : 134 minutos
Género : Ação/Aventura/Fantasia
Realização : David Ayer
Elenco : Margot Robbie, Cara Delevingne, Will Smith, Viola Davis, Jared Leto, Jai Courtney, Jay Hernandez, Joel Kinnaman, Adewale Akinnuoye Agbaje, Karen Fukuhara, Adam Beach, Scott Eastwood, Alain Chanoine, Ezra Miller, Shailyn Pierre Dixon, Ike Barinholtz, David Harbour, Jim Parrack, Corina Calderon, Daniela Uruena, Alex Meraz, Kevin Vance, Robin Atkin Downes, Ted Whittall.

História : Um grupo de perigosos vilões é recrutado pelo governo americano com o objectivo de executar uma missão demasiado arriscada e perigosa para ser entregue a super-heróis. Habituados a trabalhar por conta própria, os vilões são forçados a superar antigos conflitos individuais para trabalharem em equipa. Em troca, o governo diminui-lhes as penas e dá-lhes alguns mimos que eles pedem.

Comentário (Tem Spoilers) : Estava na dúvida se viria ou não aqui comentar este filme, mas deixem-me que vos diga que, com este filme, faço a minha despedida dos blockbusters, para mim chega. Tudo porque eu estou cansado deste tipo de filmes e na grande parte das vezes a culpa nem é dos realizadores, mas já lá iremos. Pessoalmente, eu tinha depositado uma enorme expectativa neste blockbuster, não só por ser diferente dos demais, mas também devido à publicidade dele feita e principalmente por causa do excelente trailer da ComicCon do ano passado onde se via a primeira apresentação do filme ao público geral. Repito, o trailer era excelente, embora os trailers seguintes estragassem ligeiramente a coisa e dessem a entender que afinal vinha mais do mesmo. Mesmo assim, eu fui vê-lo ao cinema. Calma, o filme não é assim tão mau quanto a crítica anda a escrever, eu gostei do filme, está melhor do que “Man Of Steel” e do que “Batman v Superman : Dawn Of Justice” . No entanto, tenho que confessar que esperava bem mais de uma história com estes protagonistas.

Na minha opinião, os grandes culpados quando um filme (blockbuster) é fraco ou é mal recebido pela critica especializada são mesmo os estúdios, que fazem e exigem alterações às versões originais dos realizadores, por factores variados, sendo os principais motivos o de ganharem mais dinheiro e o de agradar a um público jovem. O caso mais recente disso foi mesmo o mal amado “Batman v Superman : Dawn Of Justice” cuja versão original do realizador tinha cerca de 180 minutos e o estúdio exigiu a Zack Snyder que fizesse cortes no sentido da fita durar apenas 150 minutos, prejudicando assim não só as classificações da fita como também os admiradores deste tipo de cinema. Já para não falar do facto de colocarem à venda no mercado o DVD com a versão de cinema e o blu-ray com a versão estendida (a original). Também fizeram isso com as sagas “The Lord Of The Rings” e “The Hobbit”, perdão por não frisar outros exemplos. Para mim, isto está errado e, como já disse várias vezes em comentários anteriores, o cinema transformou-se numa máquina de fazer dinheiro e deixaram a arte de lado. Não me admirava nada se daqui a uns meses, colocassem à venda também a versão estendida de “Suicide Squad”. Já agora também queria dizer que o fracasso deste filme também se deve às alterações meses antes da estreia, nomeadamente de algumas cenas e de alguns diálogos de forma a que a coisa fosse uma espécie de fusão entre “Deadpool” e “Guardiões da Galáxia”. Claro que tudo isto levou a que o produto final ficasse danificado e isso ficou provado com as críticas. Ainda assim, acredito que o filme vá fazer uma boa receita nas bilheteiras, porque a maioria do público quer é este tipo de cinema, querem é estes filmes, que nada possuem de arte. Já agora, na minha opinião, os melhores filmes de super-heróis são os três filmes que compõem a trilogia “The Dark Knight”, realizados por Christopher Nolan.

Mas vamos ao que interessa, o filme. Não gostei do começo do filme, acho errado apresentar alguns personagens daquela maneira, além disso, faltaram falar de dois. E depois temos imensas coisas que não fazem sentido no filme. Por exemplo, posso estar enganado, mas não se chega a saber qual a missão que Amanda Waller tinha para os vilões, porque eles são enviados às pressas para tentar resolver o problema da bruxa, problema esse que surge muito depois da reunião que a agente oficial tem com as chefias e colegas. Ou seja, então qual era a missão para eles, aquela antes destes acontecimentos se darem, nunca se chega a saber. Mas existem muitas outras coisas mal explicadas no filme. Outro exemplo, apesar de Deadshot ter dito que não matava mulheres e crianças, Amanda ordena-lhe que ele mate Harley Quinn em troca dele ter finalmente a filha para ele e o melhor sniper do planeta falha (porque quis, claro) o tiro fatal, não se percebe o motivo se em troca ele iria ter aquilo que sempre sonhou, não faz sentido e não foi explicado. Outro aspecto negativo é o argumento, cheio de lacunas. Outra coisa má foi não terem dado relevância a todos os membros do esquadrão de igual modo. Depois temos um bom ator num papel ridículo, falo do Joker. Verdade seja dita, o personagem de Jared Leto não está a fazer nada no filme, o Joker não serve para nada, se não aparecessem as suas cenas, não se perdia nada. Além disso, a prestação do ator é medíocre e ridícula. Outra coisa que ficou mal, a existência do vilão Incubus (“irmão” da bruxa) não serve para nada, é um personagem nulo, se fosse apenas Enchantress a vilã, já de si muito poderosa, seria o suficiente. Por último, o filme peca também pelo humor ridículo e por vários erros. Repito, o argumento é fraco, tem muitas lacunas e o final do filme é deplorável. 

Como aspectos positivos, temos quatro grandes prestações. Começo por Viola Davis, a verdadeira vilã do filme, ela tem uma interpretação bastante competente e é a segunda personagem mais forte do filme. Gostei bastante da firmeza da sua personagem que não precisou de poderes para mostrar a sua maldade. Depois temos a actriz/modelo Cara Delevingne (Paper Towns), aqui no papel da exploradora June Moon, que de vez em quando fica possuída por uma entidade maligna feminina que altera a sua aparência e faculta-lhe imensos e grandiosos poderes, essa entidade é conhecida como Enchantress, a personagem mais original do filme, embora a meio do longa, ela evolua para uma deusa maléfica ridícula. Cara Delevingne tem igualmente uma boa prestação e foi-lhe atribuída uma excelente personagem, só estou a falar da bruxa do inicio da fita. Claro que o facto de June Moon ter sobrevivido no final foi um grave erro do roteiro. De seguida, seguimos para Will Smith, seguramente o melhor personagem masculino do filme, que se deve principalmente ao excelente ator que ele é. Deadshot assenta-lhe muito bem e é à história com a sua filha que se deve a componente dramática do filme. Além disso, a química de Deadshot com Harley Quinn é perfeita. Por último, temos a linda e sexy Margot Robbie que se pode resumir facilmente por ser o melhor de “Suicide Squad”, a sua Harley Quinn é a melhor personagem do filme e o principal ingrediente para que tal tenha acontecido é a loucura da sua personagem. Harley Quinn é poderosa, linda, sexy e louca e isto foi uma mistura que se revelou de forma eficaz e resultou na perfeição. Os seus diálogos são deliciosos e gostei bastante da maneira como ela age com os outros personagens. Adorei as suas roupas. Não era preciso o Joker para a fazer brilhar, ela é uma estrela com luz própria (ver as duas melhores fotos da sua personagem em baixo). A miúda é simplesmente o melhor do filme. E pronto, das prestações é só isto que tenho para dizer. Amanda Waller, Harley Quinn, Deadshot e Enchantress (não June Moon) são as melhores personagens de “Suicide Squad”, os outros, por culpa de quem manda, não viram as suas personagens serem mais aprofundadas. 

Depois, temos uma boa banda sonora e bons efeitos especiais e a isto junta-se um bom som e uma espectacular fotografia. Uma última nota positiva para a caracterização das personagens, algumas devem ter dado imenso trabalho. O filme enquanto objecto de entretenimento funciona muito bem e é bem superior aos dois anteriores filmes da DC Comics, mas como objecto cinematográfico é fraco. Penso mesmo que o principal erro do fracasso destes e de outros blockbusters é o facto de quem não deve meter o dedo onde não devia e só fazer porcaria, com a intenção de lucrar e de ganhar o máximo dinheiro possível, à custa de parvos como eu que ainda perco o meu tempo com este tipo de filmes. Resumindo, gostei de “Suicide Squad” e esperava dele que fosse o melhor blockbuster do ano, o meu erro foi esse, esperava mais e muito dele porque pensava que era um filme diferente. Apanhei uma desilusão, apesar das coisas boas que o filme tem. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jason Bourne

Nome do Filme : “Jason Bourne”
Titulo Inglês : “Jason Bourne”
Titulo Português : “Jason Bourne”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Paul Greengrass
Elenco : Matt Damon, Julia Stiles, Alicia Vikander, Tommy Lee Jones, Vincent Cassel, Ato Essandoh, Riz Ahmed, Scott Shepherd, Bill Camp, Vinzenz Kiefer, Gregg Henry.

História : Quase dez anos depois de ter desaparecido dos radares da CIA, Jason Bourne ou David Webb, vive uma vida solitária e sobrevive à custa de vários biscates, principalmente de combates de rua. Um dia, reencontra Nicky Parsons, uma antiga funcionária da CIA e amiga sua que o ajudou a fugir naquela altura. A jovem conta-lhe então que a CIA tem um programa novo e aconselha-o a descobrir mais sobre o seu passado. Assim, Jason Bourne e Nicky Parsons passam a estar novamente na mira de gente muito perigosa que os quer matar a qualquer preço, antes que os dois descubram toda a verdade. A partir daí, Jason Bourne vai descobrindo cada vez mais coisas sobre o seu passado, coisas essas que podem colocar em causa o seu futuro.

Comentário : Eu gostei bastante dos primeiros três filmes da saga, principalmente do terceiro (Ultimato), mas depois descobri uma falha ou um erro grave na narrativa. Em “Supremacy”, Jason Bourne é informado que o seu verdadeiro nome é David Webb e assim ele fica informado da preciosa informação, no entanto, em “Ultimatum”, ele é novamente informado dessa dica, reagindo com surpresa. Ou seja, devem se ter esquecido que ele já tinha sido informado do seu verdadeiro nome no segundo filme. E depois, temos “The Bourne Legacy”, um filme que eu acho inútil e totalmente desnecessário, uma tentativa de angariar mais dinheiro com um franchise que devia ter ficado pela terceira fita. Agora, Paul Greengrass aparece-nos com este quinto filme, que é uma sequela de “Ultimato”. Confesso que não gostei nada deste filme e o acho desnecessário, o único motivo para o terem feito é simplesmente o lucro, ganharem mais dinheiro. Das poucas coisas que gostei foi das únicas duas sequências de ação : a da mota durante a manifestação um pouco depois do inicio (tudo muito bem filmado e conseguido, confesso) e depois, perto do final, o combate entre os dois e anterior perseguição. E pronto, o filme não nos dá mais nada.

Temos assim mais do mesmo, eu tive a sensação de já ter visto este filme, já vi este filme em “Identity”, já vi este filme em “Supremacy” e voltei a vê-lo em “Ultimatum”, apenas mudaram o nome do programa e as personagens inimigas. É tudo muito parecido com os primeiros três filmes, tudo bastante familiar. Matt Damon está com o mesmo estilo de sempre, gostei de o voltar a ver neste papel. Achei ingrato o destino que o realizador deu a Nicky Parsons, detestei mesmo. Os vilões não são nada de especial, Vincent Cassel não está melhor do que o agente inimigo de “Ultimatum”, por exemplo. Eu apanhei mesmo uma grande desilusão com este quinto filme, penso mesmo que Paul Greengrass estragou uma história que tinha terminado muito bem em “Ultimato”. Volto a dizer, é tudo já visto, é um filme já visto três vezes, não nos trouxe nada de novo, aquela história que inventaram de meter o pai do protagonista ao barulho é ridículo, não tinham mais por onde explorar a coisa. Apenas a trilogia me ficará na memória. 

Lights Out

Nome do Filme : “Lights Out”
Titulo Inglês : “Lights Out”
Titulo Português : “Terror Na Escuridão”
Ano : 2016
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : David F. Sandberg
Produção : James Wan
Elenco : Teresa Palmer, Maria Bello, Gabriel Bateman, Billy Burke, Alexander DiPersia, Alicia Vela Bailey, Andi Osho, Lotta Losten, Amiah Miller, Ava Cantrell, Emily Alyn Lind, Ariel Dupin, Elizabeth Pan, Rolando Boyce, Maria Russell.

História : Uma pequena família vive atormentada por uma estranha criatura fantasma que lhes aparece quando quer, mas somente onde está escuro.

Comentário : Este pequeno filme de terror é baseado numa curta que o realizador filmou e que se tornou viral. Confesso que não vi essa curta, mas confesso que achei esta longa metragem bastante aceitável para um género que anda pelas ruas da amargura e vem com um travo aqueles filmes que se faziam antigamente, com meios artesanais e pouco sofisticados. Vinda do cinema independente, a bonita Teresa Palmer tem a melhor prestação do filme, deu-nos uma personagem bastante credível. Maria Bello também vai muito bem neste filme, confesso que é sempre um prazer vê-la trabalhar e acredito que tenha dado muito dela nesta fita. Do lado masculino, temos o pequeno Gabriel Bateman que nos ofereceu uma prestação bastante convincente. 

Colocando de parte a inverossimilhança de alguns acontecimentos e alguns (poucos) erros da narrativa e estamos perante um filme bom, muito raro nos dias que correm. O filme consegue a proeza de nos causar alguns sustos, falo por mim, claramente. Não senti grande medo, penso que hoje em dia, é difícil um filme de terror ser bom ao ponto de nos fazer sentir muito medo, a coisa funciona geralmente melhor para o lado do susto. A aparição denominada “Diana” é assustadora, li algures que a maioria das cenas em que ela surge, não são CGI, é mesmo uma atriz que a “desempenha”. Em conjunto com o filme “The Conjuring 2”, estes são os dois melhores filmes de terror que nos apareceram até agora (neste ano). Espero que venham mais. Um último reparo, o som é outro grande foco do filme, notou-se que houve um grande cuidado nessa vertente na montagem final da fita, a realização e a produção estão de parabéns. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Evolution

Nome do Filme : “Evolution”
Titulo Inglês : “Evolution”
Titulo Português : “Evolução”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Lucile Hadzihalilovic
Elenco : Max Brebant, Roxane Duran, Julie Marie Parmentier, Mathieu Goldfeld, Nissim Renard, Pablo Noe Etienne, Nathalie Legosles, Chantal Aimee, Silvia Ferre, Laura Ballesteros, Eric Batlle, Anna Broock, Annie Enganalim.

História : Nicolas, de 10 anos, vive numa ilha isolada com a mãe, numa aldeia em que só existem mulheres e rapazinhos. Todos os rapazes fazem estranhos tratamentos médicos num hospital à beira mar. Só Nicolas se pergunta o que está a acontecer. Ele sente que a mãe lhe mente e está decidido a saber o que ela faz na praia todas as noites, com as outras mulheres. As suas descobertas marcam o início de um pesadelo para o qual ele é irremediavelmente atraído. Mas Stella, uma das jovens enfermeiras do hospital, revela-se uma aliada inesperada.

Comentário : Mais um filme bastante estranho que vi, este ainda mais estranho do que “Take Me To The River”. Imaginem rapazinhos de 10 anos a gerarem bebés dentro deles, pois é, não queria revelar assim o que se passa, mas é praticamente impossível comentar este estranho filme sem usar spoilers. A realizadora tem um gosto particular por mundos à parte, num filme anterior seu (Inocência), apresentou-nos a um mundo de meninas que viviam numa floresta governada por mulheres, num mundo muito próprio. Agora, troca apenas as meninas pelos meninos e adiciona um pouco de terror. No papel de menino protagonista, Max Brebant vai muito bem, mas os méritos no que à representação dizem respeito vão todos para a atriz Roxane Duran, a enfermeira amiga de Nicolas. O filme é muito escuro, quase toda a fita decorre em ambientes escuros e com pouca luz, a fotografia é amadora. Mas, no geral, a realizadora fez um bom trabalho. O filme peca no aspecto de nos facultar poucas explicações e poucas respostas, eu gostava de ter ficado a saber o que raio se passava naquela ilha. É tudo muito misterioso e silencioso. Gostei do final do filme. Trata-se apenas de um filme razoável, mas carente de explicações e respostas. Gostei, mas esperava ter ficado elucidado.

Bridgend

Nome do Filme : “Bridgend”
Titulo Inglês : “A Bridgend Story”
Ano : 2015
Duração : 110 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Jeppe Ronde
Elenco : Hannah Murray, Josh O'Connor, Patricia Potter, Adrian Rawlins, Nia Roberts, Elinor Crawley, Steven Waddington, Scott Arthur, Aled Llyr Thomas, Jamie Burch, Natasha Denby, Leona Vaughan, Liam Dascombe, Josh Green, Madeline Adams.

História : Setenta e nove suicídios misteriosos, a maior parte entre adolescentes, aconteceram em Bridgend County, uma pequena província de mineração de carvão no País de Gales, entre 2007 e 2012. Sara está se mudando para a área com o seu pai, Dave. Enquanto ela se apaixona por um jovem da região, seu pai tenta parar essa série de mortes.

Comentário : Filme baseado em factos verídicos foi este “Bridgend” que eu vi na madrugada passada. Gostei, mas o filme peca por ter um final inverossímil. Claramente que o foco do filme é a delinquência juvenil que leva quase sempre a atitudes extremistas. Pessoalmente, nunca esperei que a personagem principal (Sara) terminasse daquela maneira, achei mesmo lamentável e ridículo. Aliás, o grande problema deste filme é que tudo acontece muito rápido demais. Por exemplo, a protagonista chega à localidade num dia e, no dia seguinte, já está totalmente amiga do grupo de jovens e participa nas anormalidades deles. E o pior é que o argumento nos fez crer que Sara era uma rapariga calma e ponderada, que apenas pretendia iniciar uma nova vida com o seu pai, longe de chatices e problemas de maior. O argumento é uma bolinha de queijo cheia de buracos. Algumas atitudes dos personagens não batem certo com aquilo que deviam fazer. Mas nem tudo é mau. Gostei da banda sonora (hipnotizante), da fotografia e das prestações de grande parte do elenco, com maior destaque para a linda Hannah Murray. No final, as respostas foram poucas, mas eu entendi o básico. Um último reparo, o cão e o cavalo são lindos. Gostei do filme, mas esperava muito mais, seguramente. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

The Farewell Party

Nome do Filme : “Mita Tova”
Titulo Inglês : “The Farewell Party”
Titulo Português : “A Festa de Despedida”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Tal Granit/Sharon Maymon
Elenco : Levana Finkelstein, Ze'ev Revach, Aliza Rosen, Ilan Dar, Raffi Tavor, Yosef Carmon, Hilla Sarjon, Ruth Geller, Michael Koresh, Idit Teperson, Shmuel Wolf, Hanna Rieber, Hezi Saddik, Ruth Farhi, Aviva Paz, Mia Katan.

História : Um grupo de idosos israelitas arranjam uma máquina de praticar eutanásia para ajudar amigos em estado terminal.

Comentário : Possivelmente uma das mais importantes estreias cinematográficas desta semana e que curiosamente apenas estreia em três salas em todo o país, o que representa uma vergonha. O filme aborda o tema polémico e complexo da eutanásia, bem como o drama que certas pessoas vivem. O filme possui um toque de comédia, mas esta não surge muito acentuada, é mais humor negro. Esse mesmo humor não interfere diretamente com os assuntos em questão. Eu sou a favor da eutanásia, desde que o doente assim o queira, uma pessoa que está a sofrer devia ter o direito a optar pela morte, se assim o desejasse. Realizado a quatro mãos, o filme tem um elenco principal idoso e todos os atores desempenharam bem os seus papéis. O tema principal do filme é muito delicado, mas as coisas resultam, em parte devido a um argumento bem elaborado. É também uma fita muito triste e muito dramática, sem nunca apelar à lágrima, é uma obra muito humana. Confesso que não me importava se o filme durasse mais, apetecia-me ver muito mais desta história. Fiquei bastante comovido com este filme. Um último reparo, as cenas com o polícia eram completamente desnecessárias. Bom filme.

La Belle Saison

Nome do Filme : “La Belle Saison”
Titulo Inglês : “Summertime”
Ano : 2015
Duração : 102 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Catherine Corsini
Elenco : Cecile De France, Izia Higelin, Loulou Hanssen, Noemie Lvovsky, Jean Henri Compere, Kevin Azais, Benjamin Bellecour, Laetitia Dosch, Sarah Suco, Calypso Valois, Natalie Beder, Antonia Buresi, Julie Lesgages, Bruno Podalydes.

História : Duas mulheres, Carole e Delphine, conhecem-se e se apaixonam, iniciando assim uma história de amor.

Comentário : Antes de mais quero dizer que gosto muito de filmes e de histórias de “amores proibidos” e gosto especialmente de filmes que falem de lésbicas. Adorei o filme “A Vida de Adele”, o meu filme preferido do género. Mas este filme não aborda somente questões sobre relações entre pessoas do mesmo sexo. Este filme decorre na década de 1970 e aborda também a luta das mulheres pelos seus direitos, elas lutam para terem os mesmos direitos que os homens. Cecile De France e Izia Higelin entregaram-se totalmente aos seus papéis e obtiveram poderosas prestações. As melhores cenas do filme foram algumas em que Carole está com Monique, a mãe da sua companheira amorosa. A realizadora conseguiu ainda o feito de não banalizar o sexo no seu filme, as cenas nunca são gratuitas como na maioria dos filmes do género, aqui essas cenas servem a história e têm profundidade, embora eu retirasse, por exemplo, aquela sequência em que elas se amam no mato. Na minha opinião e pelo que vi, Izia Higelin possui um corpo mais bonito do que o corpo da sua colega, estou a falar para meu gosto pessoal. Gostei imenso daquela cena na estação dos comboios, triste, mas ao mesmo tempo, bela e cheia de simbolismo. Penso igualmente que o filme funciona como uma ode ao amor. Gostei.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

The Conjuring 2

Nome do Filme : “The Conjuring 2”
Titulo Inglês : “The Conjuring 2”
Titulo Original : “The Conjuring 2 : The Enfield Poltergeist”
Titulo Português : “The Conjuring 2 – A Evocação”
Ano : 2016
Duração : 135 minutos
Género : Terror
Realização : James Wan
Produção : James Wan
Elenco : Patrick Wilson, Vera Farmiga, Sterling Jerins, Madison Wolfe, Frances O'Connor, Lauren Esposito, Benjamin Haigh, Patrick McAuley, Simon McBurney, Franka Potente, Maria Doyle Kennedy, Bob Adrian.

História : Quando uma mãe solteira de quatro filhos se depara com acontecimentos estranhos e inexplicáveis dentro da sua própria casa, o casal Ed Warren e Lorraine Warren viajam, para o local, determinados a saber o que se passa e tentar afastar os espíritos malignos da casa daquela família.

Comentário : Antes de mais tenho que dizer que já vi o primeiro filme e o seu respetivo comentário já se encontra escrito neste espaço, gostei bastante da primeira entrega. Acabei agora mesmo de ver o segundo e confesso ter gostado igualmente, do mesmo modo claramente, embora tenha que discordar da maioria das opiniões, pessoalmente, não achei este filme melhor que o primeiro, simplesmente, achei que os dois estão ao mesmo nível. Depois de se ter aventurado pelos caminhos da alta cilindrada do cinema comercial (Furious Seven), o realizador James Wan regressa assim (e ainda bem) ao seu prato favorito, o horror. E consegue provar que ainda sabe fazer tudo direitinho. Tal como aconteceu no primeiro filme, aqui apanhei igualmente alguns sustos. As interpretações são muito boas, nomeadamente as prestações dos atores Patrick Wilson, Vera Farmiga e da jovem Madison Wolfe. Não fiquei satisfeito com o facto do casal não ter levado a filha de ambos com eles, sempre podia ter gerado outros desenvolvimentos. 

Como aspectos negativos, tenho que frisar que o filme demora imenso a arrancar, ou seja, o realizador perde imenso tempo a nos apresentar a família da miúda possuída, bem como a história da jovem. Apesar do argumento estar bem escrito, tal como sucedeu com o primeiro, notei algumas falhas ou erros. Aquela sequência que decorre na cave da casa na primeira vez que Ed desce lá a baixo para tentar concertar o cano está muito previsível. Antes das coisas acontecerem, eu já havia previsto que alguma coisa de assustador se iria passar ali, mas não contava que fosse tão ridículo. Confesso que esperava que alguém importante à trama tivesse morte certa, o que não se veio a verificar, penso que uma morte sempre ajudava a tornar tudo mais assustador e dava mais veracidade à história. Mas não quero especular sobre isso, afinal, tanto o primeiro quanto este segundo filme são baseados em acontecimentos verídicos. E a boneca Annabelle aparece num cameo, numa das últimas cenas do filme. Repito, gostei bastante deste segundo filme, mas o problema é que já havia gostado da mesma forma do primeiro, o que parece ter sido mais do mesmo. Mas que não haja dúvidas que estamos perante dois excelentes filmes de terror. 

Take Me To The River

Nome do Filme : “Take Me To The River”
Titulo Inglês : “Take Me To The River”
Ano : 2015
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Matt Sobel
Produção : Matt Sobel
Elenco : Logan Miller, Ursula Parker, Robin Weigert, Azura Skye, Ashley Gerasimovich, Josh Hamilton, Richard Schiff, Elizabeth Franz, Seth Young, Amy Hostetler,

História : Um rapaz é suspeito de ter abusado sexualmente de uma prima menor de idade.

Comentário : Cá está um dos filmes mais estranhos que já vi. Confesso que não percebi algumas coisas e não entendi algumas atitudes de certas personagens. Também não captei qual foi a mensagem que o realizador pretendeu passar com este seu filme independente. Trata-se de um estranho drama familiar que não nos dá respostas, pelo contrário, deixa-nos sempre com dúvidas. Temos bonitas paisagens, quando um filme se passa no campo, é sempre uma mais valia, é sempre melhor. Temos também uma boa fotografia. A nível das interpretações, Logan Miller esteve muito bem no seu papel, de rapaz sob quem caem todas as culpas, mas por breves momentos. No papel de sua mãe, Robin Weigert teve uma personagem forte e a desempenhou muito bem. A fazer de prima do protagonista, a pequena Ursula Parker surpreendeu pela positiva, que excelente prestação e ela monta muito bem a cavalo.

Mas é como disse, fiquei sem perceber o que se passou no celeiro, não entendo como, havendo as desconfianças que se instalaram, um pai permite que o suspeito regresse a casa e fique sozinho no quarto com a filha pequena. Acho que tudo sucedeu muito rápido, por exemplo, numa tarde dá-se o suposto abuso da miúda e na manhã seguinte, o pai da criança já está a convidar o “abusador” para ir lá a casa comer com eles e privar com a pequena. Também não entendi a parte da pistola. Felizmente, percebi o que se passou numa cena entre os dois no rio, mas que o protagonista não entendeu nada, eu pelo menos fiquei com a impressão de que ele não percebeu o que a miúda fez em quanto estava às suas cavalitas no pescoço. Volto a dizer, o filme é mesmo muito estranho – a própria personagem da miúda – Molly é muito precoce para a idade e isso percebe-se pela forma como ela age com todos. Adorei a cena dos dois andarem a cavalo e toda a sequência deles no rio e na areia foram as melhores cenas do filme. Não gosto daquele tipo de filmes todos muito bem explicados, mas confesso que umas informações a mais nesta obra, não fariam mal a ninguém. Gostei do filme, mas lamento não ter percebido grande parte das coisas e muito menos qual a mensagem que Matt Sobel quis passar com isto. 

sábado, 9 de julho de 2016

La Religieuse

Nome do Filme : “La Religieuse”
Titulo Inglês : “The Nun”
Titulo Português : “A Religiosa”
Ano : 2013
Duração : 112 minutos
Género : Drama
Realização : Guillaume Nicloux
Elenco : Pauline Etienne, Isabelle Huppert, Martina Gedeck, Louise Bourgoin, Alice de Lencquesaing, Françoise Lebrun, Agathe Bonitzer, Gilles Cohen, Marc Barbe, Fabrizio Rongione, Lou Castel, François Negret, Nicolas Jouhet, Pierre Nisse, Garance Clavel, Jean Yves Dupuis, Heloise Jadoul, Gaeline Kalis, Sandra Squillace, Lisa Lacroix, Stephane Bissot, Alexia Depicker, Patricia Steinam, Carolina Reichel, Jasmin Sille.

História : No século XVII, a jovem Suzanne sonha em ter uma vida livre, mas seus pais têm outros planos para ela, colocá-la num convento. Embora resista, ela é forçada a seguir a preparação para a vida religiosa.

Comentário : Esta noite tive a sorte de ver este filme francês que gostei bastante. Trata-se de um filme de época realizado por Guillaume Nicloux que aborda certas condutas que aconteceram na Igreja, espera-se sinceramente que estas coisas já não se passem na actualidade. O filme atinge alguns momentos de violência no momento em que Suzanne fica às ordens da sua segunda Madre Superiora. De facto, a jovem sofre imenso e é tratada de forma desumana. Mas é salva a tempo. Confesso que Isabelle Huppert entra tarde na fita, passaram cerca de 73 minutos quando ela entra em cena, no papel de uma Madre Superiora muito amável, mas com uma tendência um pouco invulgar para uma freira que alcançou tal patamar na hierarquia religiosa. A jovem Pauline Etienne teve uma excelente prestação, tal como Isabelle Huppert. Confesso não ter visto a versão de 1966 do famoso cineasta Jacques Rivette, mas tenciono vê-la assim que tiver a oportunidade. Quanto a esta nova versão, tenho que dizer que não a acho tão má como a crítica a faz parecer ser, pessoalmente, gostei bastante deste filme.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

The Innocents

Nome do Filme : “Les Innocentes”
Titulo Inglês : “The Innocents”
Titulo Português : “As Inocentes”
Ano : 2016
Duração : 116 minutos
Género : Drama
Realização : Anne Fontaine
Elenco : Lou de Laage, Agata Buzek, Agata Kulesza, Joanna Kulig, Eliza Rycembel, Katarzyna Dabrowska, Anna Prochniak, Helena Sujecka, Mira Maluszinska, Dorota Kuduk, Klara Bielawka, Joanna Fertacz, Karolina Zielen, Ewa Trzewicarz, Malgorzata Paprocka, Marta Mazurek, Iwona Dombeck Rybczynska, Dorota Zielinska, Aldona Jankowska, Barbara Sienkiewicz, Magdalena Gnatowska, Danuta Borsuk, Ewa Paluska, Katarzyna Skolimowska, Maria Szadkowska, Hanna Wolicka, Anna Korzeniecka, Irena Telesz Burczyk, Weronika Humaj, Delfina Wilkonska, Vincent Macaigne.

História : Na Polónia de 1945, uma jovem médica francesa é enviada para ajudar os sobreviventes dos campos alemães, acabando por descobrir num convento, freiras em avançado estado de gravidez.

Comentário : Esta noite vi esta fita que, além de ser uma co-produção entre a França e a Polónia, é igualmente a melhor longa-metragem da realizadora Anne Fontaine até à data. O filme em causa é baseado numa história verdadeira que aconteceu nos tempos da guerra na Polónia. Lou de Laage (a atriz de Breathe e The Wait) é Mathilde Beaulieu, uma jovem médica que é chamada acidentalmente por uma freira a um convento e descobre uma verdade que não é assim tão terrível, mas o é para quem comanda e gere aquele local. A bonita atriz tem a melhor prestação da fita, confesso que gostei imenso da sua Mathilde. A sua personagem acaba por ganhar a simpatia das freiras e até as ajuda, tornando-se numa espécie de visitante assídua do local. Em outros papéis, também eles importantes mas em lados opostos da barricada, encontramos Agata Buzek no papel de uma freira chamada Maria que abraça o lado do bem; e da outra “trincheira” temos Agata Kulesza, que desempenha a Madre Superiora, uma personagem que é uma fanática pela religião, disposta a cometer actos condenáveis em nome de um Deus que acredita cegamente, ela gere aquele convento com pulso de ferro. Estas três atrizes que indiquei e as suas personagens são os principais alicerces do filme. A isso, juntamos bonitas paisagens de exteriores (a floresta), um bom argumento e uma cuidada fotografia e temos assim um excelente filme. O filme acaba por ser uma triste, difícil, mas ainda assim bonita homenagem à maternidade. Adorei este filme.

Juliette

Nome do Filme : “Juliette”
Titulo Inglês : “Juliette”
Titulo Português : “Juliette”
Ano : 2013
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Pierre Godeau
Elenco : Astrid Berges Frisbey, Carla Zenou, Elodie Bouchez, Feodor Atkine, Yannik Landrein, Roman Kolinka, Sebastien Houbani, Nina Meurisse, Manu Payet, Abel Jafri.

História : Uma bonita adolescente vê-se prestes a entrar na vida adulta.

Comentário : Vi este filme francês que aborda a adolescência, enquanto fase mais complicada do ser humano, embora neste caso, a protagonista até nem seja problemática, como estamos habituados a ver neste tipo de filmes. Juliette é uma bonita rapariga que começou cedo a sua vida sexual, tem que lidar com a doença do pai e está a escrever um livro que conta a história de uma menina pequena. Além de tudo isto, ela tem ainda que lidar com o amor ou falta dele, e com os problemas do quotidiano, bem como com as suas amigas. A linda atriz Astrid Berges Frisbey (El Sexo De Los Angeles) possui neste pequeno filme independente uma excelente interpretação, na verdade, a prestação da jovem é a alma da longa-metragem. A seu lado, ela contou com um bom grupo de secundários que fizeram muito bem o seu trabalho. Gostei da banda sonora e da fotografia, já o argumento, penso que podia ter sido um pouquinho mais dramático, adicionando mais complicações à vida da protagonista. Claramente que quero com isto dizer que o filme é muito simples, limita-se a mostrar a vida de uma jovem como qualquer outra, típica dos dias que correm, pelo menos no Ocidente. Gostei bastante deste filme, mas confesso que esperava algo mais drástico, mas dramático.

Nahid

Nome do Filme : “Nahid”
Titulo Inglês : “Nahid”
Ano : 2015
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Ida Panahandeh
Elenco : Sareh Bayat, Nasrin Babaei, Pejman Bazeghi, Milad Hosseinpour, Navid Mohammadzadeh, Pouria Rahimi.

História : Nahid é uma jovem que nasceu e vive no Irão, onde foi casada. Actualmente, ela acaba de se divorciar mas, segundo as leis do seu país conservador, as crianças ficam sempre à guarda do pai. Apesar de ter tido a sorte do marido lhe consentir o divórcio, Nahid consegue também que ele lhe entregue o filho de dez anos de ambos, com a condição dela nunca mais se voltar a casar ou envolver-se com outro homem. No entanto, algum tempo depois, Nahid vê o pior acontecer ao voltar a apaixonar-se, podendo assim o menino regressar às mãos do pai.

Comentário : Trata-se do primeiro filme iraniano a abordar a questão das mulheres divorciadas e a refletir sobre o direito à guarda dos filhos. O filme fala de temas polémicos, assuntos que para uns países funcionam de uma forma conservadora e por vezes estranha, enquanto que no Ocidente as coisas são bem diferentes. E ambos os lados não se compreendem. Trata-se da primeira longa-metragem desta jovem realizadora, ela teve imensa coragem em trazer ao seu filme este tipo de assuntos, aposto que deve ter ficado mal vista por quem manda e define as regras no seu país conservador. A narrativa é um pouco repetitiva, ou seja, existem cenas que são parecidas em alguns momentos durante os cem minutos de projeção, para não dizer que se repetem.

O filme segue a um ritmo parado, mas isso para mim até nem foi mau. Gosto de filmes parados. A cineasta dá-nos a conhecer uma cidade muito cinzenta e fria, com o céu quase sempre nublado e onde as casas e prédios são banais. Tenho que frisar a excelente interpretação da atriz Sareh Bayat, a nossa protagonista, ela facultou-nos uma personagem bastante forte. É um filme que se vê bem. Como pontos negativos, temos um argumento com algumas falhas, por exemplo, não se entende como é que a protagonista, que anda quase sempre com falta de dinheiro, dá-se a alguns luxos ou despesas várias. Ou ainda, certas atitudes das personagens secundárias, algumas, não se compreendem. No geral, estamos perante um filme muito bom, confesso ter gostado bastante de o acompanhar ao longo dos cem minutos de imagens, é uma fita com uma história que dá que pensar. Mostra como, em certos países, funcionam as coisas para as mulheres, para as crianças e para as classes desfavorecidas. É a estes cineastas que se deve dar o devido valor.

Chevalier

Nome do Filme : “Chevalier”
Titulo Inglês : “Chevalier”
Titulo Português : “Chevalier”
Ano : 2015
Duração : 106 minutos
Género : Aventura
Realização : Athina Rachel Tsangari
Elenco : Panos Koronis, Vangelis Mourikis, Makis Papadimitriou, Yorgos Pirpassopoulos, Sakis Rouvas, Nikos Orphanos, Kostas Filippoglou, Giannis Drakopoulos, Yiorgos Kendros.

História : Seis homens encontram-se num iate, numa aventura piscatória no mar Egeu. Para matar o tédio, decidem iniciar um jogo onde vão competir entre si em muitas áreas. Aqui qualquer comparação é válida e tudo o que de mais trivial possam executar durante a viagem será transformado em pontos que serão acumulados ou subtraídos. No final, quando o concurso estiver terminado e eles forem escrutinados, apenas um sairá vencedor e ostentará orgulhosamente, um anel com um carimbo de cavalheiro. A pressão que cada um sente em tornar-se vencedor vai levá-los ao limite.

Comentário : Sinceramente não se percebe porque motivo este filme estreou apenas no Cinema Ideal e em dois únicos horários (duas sessões por dia), enquanto que filmes pertencentes ao chamado cinema comercial – e aqui, pode-se pegar no exemplo do novo filme de Steven Spielberg ou no novo filme sobre o Tarzan entre outros blockbusters – estreiam em várias salas por todo o país e em vários horários. Podemos apontar para o motivo ser por questões meramente lucrativas, claramente que um filme como este “Chevalier” vai passar despercebido por quase todos, somente quem frequenta o tal Cinema Ideal ou quem lê a imprensa na secção do cinema dará por ele. E é lamentável que assim seja, mas esta triste situação acontece todas as semanas com imensos filmes do género que são “pisados” pelos “grandes filmes”, não só pela tal questão que quase todos nesta área ganham dinheiro com isso, mas devido também ao facto da maioria dos portugueses não saber o que é o verdadeiro cinema e preferir cinema-pipoca do que cinema para pensar.

O novo filme da realizadora grega Athina Rachel Tsangari (Attenberg) funciona como uma espécie de humilhação dos homens, como que querer chamá-los de mais infantis ou mais estúpidos do que as mulheres. É como alimentar aquele velho ditado não português que diz “elas são melhores que eles em quase tudo, menos na força bruta”. Claramente que este tipo de conclusão sobre o filme não é da minha autoria, mas sim de um crítico de cinema inglês. Mas talvez não estejamos tão longe da verdade, no filme, vemos os homens competirem para ver quem é melhor em determinadas áreas, sendo a mais ridícula, aquela em que eles medem o tamanho do pénis! Mas existem mais provas ridículas neste estúpido jogo e a cineasta filma tudo de forma panorâmica, de modo a que os seis homens apareçam juntos quase sempre dentro dos planos. Basicamente, temos aqui um filme concebido por uma mulher que o fez para humilhar os homens enquanto seres humanos. Trata-se do olhar irónico sobre a vaidade, a estupidez e a competição masculinas, num filme que tem também um humor deliciosamente negro.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Valley Of Love

Nome do Filme : “Valley Of Love”
Titulo Inglês : “Valley Of Love”
Ano : 2015
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Guillaume Nicloux
Elenco : Isabelle Huppert, Gerard Depardieu.

História : Um antigo casal, Isabelle e Gerard, não se encontram há anos e recebem uma carta do filho morto, que os leva até à Califórnia, onde eles tentam apurar o que realmente se passa.

Comentário : Se ignorarmos a sinopse do filme que, sejamos sinceros, é ridícula, e nos deixarmos levar pelos noventa minutos de duração da fita, corremos o risco de gostar deste filme. Digo isto porque, na minha opinião, o filme não tem uma história consistente. É Gerard Depardieu e Isabelle Huppert a serem eles mesmos, mas com uma história tonta pelo caminho. O que mais gostei neste filme foi do evoluir das personagens, que são somente duas. Gostei especialmente de os ver a contracenar juntos. Ao longo do filme, acompanhamos as conversas e as situações em que eles se envolvem, algumas interessantes, outras nem por isso.

O realizador leva-nos aos poucos a conhecer o passado daquele casal, bem como as suas vidas individualmente. Mais uma vez, Isabelle Huppert e Gerard Depardieu estão excelentes. As paisagens são bonitas e o filme também tem muito de road-movie, visto que o casal faz uma viagem morosa. Algumas coisas não são explicadas, mas confesso que também não carecemos dessas explicações, temos unicamente que nos deixar levar pelo rumo dos acontecimentos e pelas coisas que vão sucedendo aos dois protagonistas. Se fizermos isso, sairemos satisfeitos da sala de cinema. Se tentarmos procurarmos uma lógica para o que acabamos de ver, a desilusão será grande. Eu gostei.

The Shallows

Nome do Filme : “The Shallows”
Titulo Inglês : “The Shallows”
Titulo Português : “Águas Perigosas”
Ano : 2016
Duração : 86 minutos
Género : Drama/Thriller/Terror
Realização : Jaume Collet Serra
Elenco : Blake Lively, Oscar Jaenada, Sedona Legge, Brett Cullen, Pablo Calva.

História : Uma jovem médica está a lidar com a perda recente da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar numa paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger num recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água pois a maré vai subir.

Comentário : Fiquei surpreso com este pequeno filme de terror. Confesso que nunca fui muito adepto da atriz Blake Lively, mas gostei de a ver neste filme, ela é a alma da fita. O realizador de “Orphan” fez assim um filme razoável, estou a falar a sério, não é um mau filme, é uma obra razoável. Tem erros, é verdade, por exemplo, a sequência do fogo na água que põe o tubarão a arder, e o animal não sofre nenhum dano ou ainda a protagonista nunca se queixa dos ferimentos provocados pelos tentáculos da medusa a partir do momento em que chega à bóia. Sou capaz de me esquecer de outro erro, mas nada disto chega para estragar o filme, e muito menos o enorme prazer para mim que foi assisti-lo. Em alguns momentos, eu quase senti o drama da personagem principal, algumas cenas foram mesmo aflitivas. Tinha alturas em que o tubarão parecia bem real. Quem esteve atento deve ter reparado que nunca nos é dito qual é o nome daquela praia. Gostei muito daquela gaivota, a cena em que a protagonista lhe cura a asa e é mordida pela ave está brutal. Reparei que a “irmã” de Nancy (Chloe) é muito bonita, tinha uma cor de olhos linda. A mim, o filme me convenceu, gostei.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

An

Nome do Filme : “An”
Titulo Inglês : “Sweet Bean”
Titulo Português : “Uma Pastelaria em Tóquio”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Naomi Kawase
Elenco : Kirin Kiki, Kyara Uchida, Masatoshi Nagase, Miki Mizuno, Miu Takeuchi, Saki Takahashi, Yurie Murata, Wakato Kanematsu, Etsuko Ichihara.

História : Sentaro gere uma pequena pastelaria de dorayakis, uma especialidade japonesa que consiste em duas panquecas recheadas com doce de feijão. Quando Tokue, uma senhora com cerca de 75 anos, se oferece para trabalhar na pastelaria de Sentaro, ele aceita com relutância. No entanto, Tokue rapidamente prova que a sua receita daquela iguaria é mágica. Graças à sua receita secreta, o negócio de Sentaro floresce rapidamente. Com o tempo, Sentaro e Tokue assistem ao desenvolver da amizade de ambos, revelando também algumas feridas dos seus respectivos passados.

Comentário : E depois do bom “Still The Water”, a realizadora surge-nos com este “An” ou “Sweet Bean”. Os dois títulos, apesar de estarem em idiomas diferentes, querem dizer praticamente o mesmo. Confesso ter adorado este filme, o argumento é muito simples, mas trabalha temas como a amizade, a gratidão, o trabalho árduo, a compreensão, a tolerância, a compaixão e os sentimentos humanos. A realizadora acertou novamente, concebeu um filme completo e com uma história que tem tanto de ternurento quanto de dramático. No papel principal masculino, Masatoshi Nagase possui uma excelente interpretação, tal como a veterana Kirin Kiki, uma verdadeira senhora, penso nunca a ter visto em filmes, mas deve ser uma grande atriz no Japão, o país donde esta fita é originária.

Apesar do filme ser possuidor de um ritmo bastante lento, eu segui-o muito bem, estava sempre curioso para ver o que iria acontecer a seguir. Ainda sobre as prestações, a empatia entre o patrão e a empregada idosa resultou muito bem, seja como atores, seja enquanto personagens. Uma última palavra para a linda jovem atriz Kyara Uchida, aqui no papel da independente Wakana, a miúda representou muito bem o seu papel. Ela e a sua personagem foram tão importantes para o filme, quanto o “casal” de protagonistas. Este trio e as suas interpretações fizeram o filme. Depois, tudo o resto ajudou. Temos lindas paisagens e locais, uma cuidada banda sonora e um corpo de secundários que fez o necessário. A Natureza tem também um importante destaque no filme. Se o meu querido Cinema King ainda estivesse aberto, de certeza que este filme ia estrear numa das suas três salas. Pessoalmente, eu adorei este filme oriundo do Japão. Isto é cinema.