Nome
do Filme : “Chevalier”
Titulo
Inglês : “Chevalier”
Titulo
Português : “Chevalier”
Ano
: 2015
Duração
: 106 minutos
Género
: Aventura
Realização
: Athina Rachel Tsangari
Elenco
: Panos Koronis, Vangelis Mourikis, Makis Papadimitriou, Yorgos
Pirpassopoulos, Sakis Rouvas, Nikos Orphanos, Kostas Filippoglou,
Giannis Drakopoulos, Yiorgos Kendros.
História
: Seis homens encontram-se num iate, numa aventura piscatória no mar
Egeu. Para matar o tédio, decidem iniciar um jogo onde vão competir
entre si em muitas áreas. Aqui qualquer comparação é válida e
tudo o que de mais trivial possam executar durante a viagem será
transformado em pontos que serão acumulados ou subtraídos. No
final, quando o concurso estiver terminado e eles forem escrutinados,
apenas um sairá vencedor e ostentará orgulhosamente, um anel com um
carimbo de cavalheiro. A pressão que cada um sente em tornar-se
vencedor vai levá-los ao limite.
Comentário
: Sinceramente não se percebe porque motivo este filme estreou
apenas no Cinema Ideal e em dois únicos horários (duas sessões por
dia), enquanto que filmes pertencentes ao chamado cinema comercial –
e aqui, pode-se pegar no exemplo do novo filme de Steven Spielberg ou
no novo filme sobre o Tarzan entre outros blockbusters – estreiam
em várias salas por todo o país e em vários horários. Podemos
apontar para o motivo ser por questões meramente lucrativas,
claramente que um filme como este “Chevalier” vai passar
despercebido por quase todos, somente quem frequenta o tal Cinema
Ideal ou quem lê a imprensa na secção do cinema dará por ele. E é
lamentável que assim seja, mas esta triste situação acontece todas
as semanas com imensos filmes do género que são “pisados” pelos
“grandes filmes”, não só pela tal questão que quase todos
nesta área ganham dinheiro com isso, mas devido também ao facto da
maioria dos portugueses não saber o que é o verdadeiro cinema e
preferir cinema-pipoca do que cinema para pensar.
O
novo filme da realizadora grega Athina Rachel Tsangari (Attenberg)
funciona como uma espécie de humilhação dos homens, como que
querer chamá-los de mais infantis ou mais estúpidos do que as
mulheres. É como alimentar aquele velho ditado não português que
diz “elas são melhores que eles em quase tudo, menos na força
bruta”. Claramente que este tipo de conclusão sobre o filme não é
da minha autoria, mas sim de um crítico de cinema inglês. Mas
talvez não estejamos tão longe da verdade, no filme, vemos os
homens competirem para ver quem é melhor em determinadas áreas,
sendo a mais ridícula, aquela em que eles medem o tamanho do pénis!
Mas existem mais provas ridículas neste estúpido jogo e a cineasta
filma tudo de forma panorâmica, de modo a que os seis homens
apareçam juntos quase sempre dentro dos planos. Basicamente, temos
aqui um filme concebido por uma mulher que o fez para humilhar os
homens enquanto seres humanos. Trata-se do olhar irónico sobre a
vaidade, a estupidez e a competição masculinas, num filme que tem
também um humor deliciosamente negro.







































