Nome
do Filme : “L'Avenir”
Titulo
Inglês : “Things To Come”
Titulo
Português : “O Que Está Por Vir”
Ano
: 2016
Duração
: 100 minutos
Género
: Drama
Realização
: Mia Hansen Love
Elenco
: Isabelle Huppert, Andre Marcon, Roman Kolinka, Edith Scob, Sarah
Picard, Solal Forte, Elise Lhomeau, Lionel Dray, Gregoire Montana,
Lina Benzerti, Yves Heck, Rachel Arditi, Linus Westheuser, Clemens
Melzer, Joachim Cohen, Anouk Buron, Elie Wajeman, Heloise Dugas,
Larissa Guist.
História
: Nathalie é professora de filosofia num instituto de Paris, onde
vive com o marido e os dois filhos. A sua grande paixão é o ensino,
ajudando cada um dos seus alunos a pensar e a encontrar o seu lugar
no mundo. Tudo lhe parece perfeito até ao dia em que o marido lhe
pede o divórcio. Apesar do inevitável choque inicial, ela percebe
que este pode ser o momento por que tanto esperava. Com 55 anos e uma
enorme vontade de se renovar, Nathalie aproveita aquela sensação de
liberdade para recomeçar.
Comentário
: Este filme assinala o encontro entre duas grandes mulheres : a
excelente atriz Isabelle Huppert e a grande realizadora Mia Hansen
Love. Aquilo que a realizadora nos propõe é acompanhar a crise de
meia-idade de uma intelectual burguesa que acreditou que o futuro ia
sempre estar ali ao alcance, e descobre que afinal não, e que não
existe filosofia nem pensamento que ajude. E é essa a grande ferida
em que a cineasta faz questão de meter o dedo e o faz da melhor
maneira. Colocando de parte todo o elenco à excepção de Isabelle
Huppert, esta última acaba por funcionar como a grande e única
estrela da fita, o filme pertence-lhe. O restante elenco cumpre e bem
os mínimos, sempre de forma cordata e afinada, pelo menos os mais
importantes. Temos também direito a uma gata adorável.
O
filme possui cenas engraçadas e outras bastante simbólicas e
irónicas, por exemplo, as passagens em que Nathalie está com o
marido. Para mim, este filme é um verdadeiro momento de cinema, é
possivelmente o melhor dos cinco filmes de Mia Hansen Love, aquele em
que ela atinge o seu auge, a partir daqui, ela pode pisar outros
terrenos. As cenas estão muito bem filmadas, com aquele ar de cinema
amador e caseiro, gosto imenso deste tipo de filmagem. A história é
interessante, tudo graças a um argumento muito bem elaborado e
finalizado. E temos a excelente Isabelle Huppert, uma atriz que
consegue fazer com que a maioria das suas personagens pareçam
mulheres normais, do quotidiano, assim é Nathalie. E quando uma
atriz tem essa capacidade, então é porque tudo correu bem. Temos
aqui cinema.










































