sexta-feira, 17 de junho de 2016

Eternal Summer

Nome do Filme : “Ododliga”
Titulo Inglês : “Eternal Summer”
Ano : 2015
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Romance/Aventura
Realização : Andreas Ohman
Produção : Andreas Ohman/Bonnie Skoog/Johannes Hobohm
Elenco : Madeleine Martin, Filip Berg, Fanny Ketter, Torkel Petersson, Mats Qvistrom, Hedda Stiernstedt, Mathilda Von Essen,

História : O jovem Isak e a linda Em conhecem-se durante uma estranha situação. Decidem então embarcar numa jornada, onde pretendem apenas viver e fazer loucuras.

Comentário : Este filme fez-me lembrar o muito aclamado “Badlands” de Terrence Malick, mas eu confesso que o achei bem melhor do que essa conhecida longa metragem, bem superior, diria mesmo. Nos minutos iniciais, somos apresentados a Isak, que julgamos ser o verdadeiro protagonista da fita, tremendo erro. A verdadeira protagonista do filme é Em, uma jovem que Isak conhece numa situação bizarra e acabam por se tornar amigos, amantes e mais tarde parceiros na arte do crime. Durante o filme, o cineasta dá-nos vários flashbacks da infância de Em, bem como da sua relação com os pais, com o psicólogo, mas principalmente com a talentosa irmã. Esses flashbacks facultam-nos um twist bastante curioso sobre o verdadeiro parentesco da miúda em relação à família. O próprio filme em si é adornado de vários twists, o que torna o todo ainda mais delicioso. No ínício, confesso que não simpatizei logo com Filip Berg, mas com o seguimento, ele deu-nos um personagem bastante credível. Pelo contrário, a linda Madeleine Martin sempre convenceu no papel de Em, a sua personagem é bastante forte. O twist que acontece perto do final é brutal. Um dos melhores filmes que vi ultimamente e é sueco. Muito bom. 

domingo, 12 de junho de 2016

The Correspondence

Nome do Filme : “La Corrispondenza”
Titulo Inglês : “The Correspondence”
Titulo Português : “A Correspondência”
Ano : 2016
Duração : 123 minutos
Género : Drama/Romance/Mystery
Realização : Giuseppe Tornatore
Produção : Isabella Cocuzza/Arturo Paglia
Elenco : Jeremy Irons, Olga Kurylenko, Shauna Macdonald, Irina Kara, Anna Savva, Simon Meacock, James Smillie, James Bloor, Stuart Adams, James Warren, Rod Glenn, Darren Whitfield, Ian Cairns, Colin MacDougall, Simon Johns, Carolina Massie, Florian Schwienbacher, Chantal Brosens, Daphne Mereu, Patricia Winker.

História : Amy é uma jovem que mantém uma relação secreta com um professor, casado e décadas mais velho que ela. Um dia, ele desaparece sem deixar rasto. Algum tempo depois, ela começa a receber mensagens suas em vários suportes : e-mail, cartas, SMS ou videos gravados em DVD e entregues pelo correio. Sem qualquer explicação sobre a localização dele, e determinada a perceber as suas motivações, Amy tenta descortinar os seus passos no labirinto de missivas que teimam em chegar.

Comentário : Giuseppe Tornatore trouxe-nos este ano este filme que conta uma história de amor um pouco dificil de entender. Eu mesmo confesso não ter ficado a perceber algumas coisas, a situação em si não é muito credível. Gostei de ver estes dois atores contracenarem juntos, ainda que só estivessem juntos fisicamente no ínício da fita. Jeremy Irons é um dos meus atores preferidos, gosto imenso da sua forma de actuar nos filmes, nesta fita, ele está um verdadeiro senhor e, apesar de aparecer quase todo o filme em gravações, provou mais uma vez que ainda tem muito para dar. Por seu lado, a linda Olga Kurylenko também não desiludiu, o realizador dá-nos bons planos dela, eu adorei aquele vídeo que ela fez deitada no jardim em frente à casa da mãe. A atriz teve uma excelente interpretação, as cenas em que ela chora foram aquelas que mais me comoveram. A banda sonora é mais uma vez assinada pelo mestre Ennio Morricone, obtendo neste filme lindas melodias e admiráveis arranjos musicais. Não gostei de algumas cenas, principalmente daquelas em que a protagonista faz de duplo de cinema. Claro que não é um dos melhores filmes de Giuseppe Tornatore, nem tão pouco um dos melhores do ano, mas é seguramente o filme onde a linda Olga Kurylenko está melhor e o filme onde ela obteve a sua melhor interpretação. Gostei.

My Skinny Sister

Nome do Filme : “Min Lilla Syster”
Titulo Inglês : “My Skinny Sister”
Titulo Português : “A Irmã Mais Nova”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Sanna Lenken
Elenco : Rebecka Josephson, Amy Linnea Deasismont, Annika Hallin, Henrik Norlen, Maxim Mehmet, Emelie Stromberg, Ellen Lindbom, Karin Frumerie, Elisabeth Callejas.

História : Stella é uma menina prestes a entrar no excitante mas complicado mundo da adolescência. Ela vive na sombra da irmã mais velha, Katja, uma talentosa e bela patinadora que os pais adoram. Stella esforça-se muito para tentar imitar o comportamento da irmã, de modo a ter mais atenção. Enquanto observa a irmã de perto, Stella percebe que algo está errado. Katja esconde um grave distúrbio alimentar que está a dominar e a estragar a sua vida.

Comentário : Belíssimo e excelente filme sueco. Se o anterior filme visto por mim abordava temas complicados como o bullying e o suicídio juvenis, este também mexe com uma temática não menos alarmante, a anorexia, a bulimia e os distúrbios alimentares na adolescência. As grandes e únicas protagonistas deste maravilhoso e único filme são duas miúdas fantásticas. Por um lado, a pequena Rebecka Josephson é a grande revelação da fita, que enorme talento esta jovem possui, carregou o filme quase todo nos ombros. Quem a ajuda nessa tarefa é a igualmente promissora Amy Linnea Deasismont que, no papel de sua irmã mais velha, arrasou também na sua personagem. As duas até parecem ser mesmo irmãs na vida real, tal não é a cumplicidade e ternura existente entre elas, seja como personagens, quer enquanto actrizes. As duas miúdas formam um elo perfeito.

O filme vive delas e é delas. A realizadora fez um excelente trabalho ao juntar estes dois grandes talentos. O filme é muito dramático, a temática abordada assim o exige, isto é mesmo um tema muito delicado, um autêntico flagelo, tal como o bullying no caso do filme anterior. Só se lamenta o final do filme, a miúda doente nem sequer chega a ser internada para receber cuidados médicos, simplesmente, aparece em cima da cama a rir-se com a irmã mais nova, como se nada fosse, penso ter sido uma falha. O filme divide-se entre cenas engraçadas e sequências dramáticas, todas a cargo das duas miúdas. Lamentavelmente, o filme é um exclusivo Medeia Filmes e apenas estreou numa única sala em todo o país, o que é uma vergonha, um filme que aborda este tema. Filmes como este deviam ser vistos pelos pais, como forma de alerta. Os pais das raparigas deste filme desconheciam por completo o problema grave de saúde que a filha mais velha tinha, foi preciso a filha mais nova alertá-los para isso. Estamos perante um filme de grande qualidade. Adorei. 

A Girl Like Her

Nome do Filme : “A Girl Like Her”
Titulo Inglês : “A Girl Like Her”
Ano : 2015
Duração : 91 minutos
Género : Drama Documental/Crime
Realização : Amy Weber
Elenco : Lexi Danielle Ainsworth, Hunter King, Jimmy Bennett, Stephanie Cotton, Mark Boyd, Christy Engle, Jon W. Martin, Madison Deadman, Anna Spaseski, Mariah Harrison, Emma Dwyer, Michael Maurice, Christy Edwards, Kevin Yon, Linda Boston, Gino Borri, Sarah Kyrie Soraghan, Jan Cartwright, Lisa Ortiz, Yana Lavovna, Bridget Maher.

História : Jessica Burns é uma linda adolescente que vai tendo boas notas e tem uma boa relação com os pais, com a irmã pequena e especialmente com o seu amigo íntimo, o delicado Brian Slater. Num dia de um exame, Jessica dá a entender a uma das suas amigas, a popular e sexy Avery Keller, que não está disponível para a ajudar. A partir desse dia, Avery Keller começa a fazer a vida negra a Jessica, tornando-se numa verdadeira bully para com ela e virando a sua pior inimiga. Ao fim de seis meses nesta situação e não contando para quase ninguém o que se passa, Jessica Burns comete suícidio, um acontecimento que vai afectar toda a escola.

Comentário : Não percebo porque motivo este e outros filmes de alerta (Megan Is Missing, Trust, Ratter, Polisse) estão tão mal classificados nos sites da especialidade e merdas como “Star Wars” e demais blockbusters recebem altas notas e até surgem em listas de melhores filmes. Este filme e outros do género deviam ser de visionamento obrigatório por pais, alunos, professores e médicos. Pessoalmente, fiquei chocado depois de ver este filme, que pode bem ser baseado em inúmeras histórias reais. Eu próprio, confesso ter sofrido bullying nos meus tempos de escola. Mas eu julgava que isto era uma coisa principalmente de rapazes, nunca imaginei que entre meninas, as coisas podiam tomar proporções desta escala. A forma como a realizadora montou e nos mostrou o seu filme está brutal, tudo parece um excelente documentário. Este filme, filmado em estilo documental, mostra até onde pode ir a crueldade humana face a outro ser humano, neste caso, temos o caso de uma rapariga que destrói por completo a vida de uma antiga amiga. Gostei de testemunhar a relação entre Jessica e Brian, aquilo sim é um verdadeiro amigo, nunca se chega a saber se ele estava apaixonado por Jessica, mas eu quero acreditar que sim. Na minha opinião, os pais e a própria escola também têm a sua parte de culpa nestes casos. A escola é uma selva. Fiquei muito sensibilizado com este pequeno, mas excelente filme. 

Journey To The Shore

Nome do Filme : “Kishibe No Tabi”
Titulo Inglês : “Journey To The Shore”
Titulo Português : “Rumo À Outra Margem”
Ano : 2015
Duração : 129 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Kiyoshi Kurosawa
Elenco : Eri Fukatsu, Tadanobu Asano, Masao Komatsu, Mika Muraoka, Tetsuya Chiba, Kaoru Okunuki, Masaaki Akahori, Miho Fukaya, Yumiko Ise, Yo Takahashi, Daiki Fujino.

História : Há já três longos anos que Yusuke, o marido de Mizuki, desapareceu inexplicavelmente. Agora, sem que ela esperasse, ele voltou. Durante todo esse tempo, ela esforçou-se por continuar a sua vida, sofrendo em silêncio e tentando encontrar razões que justificassem o seu afastamento. Ele explica-lhe então que a sua ausência se deveu a um trágico acidente onde morreu afogado. É o fantasma de Yusuke que está perante ela. Ele quer levá-la numa longa viagem por vários locais, para que Mizuki conheça todos os que com ele se cruzaram. Durante essa viagem, ambos se vão sentir redefinir, tanto como seres humanos, como enquanto casal.

Comentário : Se há pouco tempo vi um filme chinês que gostei (Mountains May Depart), hoje vi um japonês que gostei também. Embora tivesse gostado mais do primeiro. Não se trata de um filme fácil, confesso que é preciso ter muita paciência para assistirmos a este filme, eu mesmo, quase adormeci. Mas tenho que dizer que gostei de, aos poucos, ir descobrindo mais sobre a vida e o passado da protagonista. O filme possui uma componente de fantasia, embora de forma muito subtil. Gostei das prestações do casal protagonista, ambos dedicaram-se totalmente aos seus papéis. Podemos igualmente contar com belíssimos locais e bonitas paisagens. A melhor sequência do filme é aquela parte em que a menina toca no piano, até me causou arrepios. Penso que a fita mergulha também na infância da nossa protagonista. O filme estreou pela Medeia no nosso país, embora tenha estado pouco tempo em exibição, o que é profundamente lamentável, que não haja público para este tipo de cinema. Ainda assim, gostei de ter sido embalado por este simpático filme, mas continuo a dizer que esperava mais dele. 

sábado, 11 de junho de 2016

Enklava

Nome do Filme : “Enklava”
Titulo Inglês : “Enclave”
Ano : 2015
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Goran Radovanovic
Elenco : Filip Subaric, Miodrag Krivokapic, Denis Muric, Qun Lajçi, Nebojsa Glogovac, Meto Jovanovski, Danilo Mihajlovic, Anica Dobra, Ana Rusmir.

História : No meio dos conflitos entre sérvios e albaneses, Nenad é um menino de 10 anos que mora em Kosovo com o pai e o avô doente. Rodeados por albaneses, os três e um padre são os únicos sérvios do local. Levado de carro blindado para a escola, Nenad é o único aluno do local e sente a falta de brincar com outros rapazes. De vez em quando, ele vê pela janela dois garotos albaneses da sua idade e um menino mais velho que trabalha como pastor e odeia os sérvios, pois eles mataram o seu pai na guerra.

Comentário : Trata-se de um filme pertencente ao chamado cinema do mundo, neste caso, é um filme da Sérvia. O nosso protagonista é o pequeno ator Filip Subaric, confesso ter ficado surpreendido com a sua prestação, o miúdo possui um enorme talento para a representação. Claramente que não concordo com certas práticas dos personagens, mas cada país tem as suas regras. Achei engraçado o miúdo ir para a escola transportado num carro blindado. Em relação à brincadeira perto do sino, eu já desconfiava que ia dar mau resultado. O argumento é consistente, eu gostei de ter acompanhado esta história.

O filme tem alguns planos que facilmente eu retirava, por exemplo, não entendo porque motivo o realizador insiste em nos facultar imagens das vacas. Não entendi o porquê do ataque ao autocarro. Não gostei do personagem do pai do miúdo protagonista. Curiosamente, achei como outro aspecto negativo o facto do realizador não ter se focado mais no conflito entre os sérvios e os albaneses, podendo assim nos dar informações sobre esse assunto. O filme segue-se bem durante a quase hora e meia de duração, o ritmo não é lento, achei que a fita teve um bom desenrolar dos acontecimentos. Segue-se tudo muito bem, eu mesmo, estava sempre na expectativa daquilo que iria suceder a seguir. Nunca pensei que o miúdo pastor tivesse aquela atitude para com Nenad, foi um factor positivo e surpreendente. Este filme é do melhor daquilo que o cinema do mundo nos tem para oferecer. Gostei bastante. 

The Bride

Nome do Filme : “La Novia”
Titulo Inglês : “The Bride”
Titulo Português : “A Noiva”
Ano : 2015
Duração : 99 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Paula Ortiz
Elenco : Inma Cuesta, Manuela Velles, Leticia Dolera, Alex Garcia, Asier Etxeandia, Veronika Moral, Maria Alfonsa Rosso, Ana Fernandez, Mariana Cordero, Luisa Gavasa, Carlos Alvarez Novoa, Laura Contreras.

História : Dois amantes levam a sua paixão desafiando todas as regras morais e sociais. No mesmo dia do seu casamento, a noiva e o seu amante escapam a cavalo para viver o seu amor, a sua desobediência terá consequências trágicas.

Comentário : Isto é cinema espanhol, desta vez, a Espanha trouxe-nos uma fita que mostra um triângulo amoroso. Na realidade, esta é a história de uma jovem mulher que sempre se deu bem com dois amigos de infância e que parece nutrir amor pelos dois ao mesmo tempo, optando por se casar com um. Inma Cuesta possui a melhor prestação do filme, mas também reparei pela positiva na interpretação da velha actriz que desempenhou o papel de mãe do noivo. Penso que as cenas de nudez eram desnecessárias, estragam um pouco a magia das famílias conservadoras que abundam na Espanha. Destaque para a banda sonora e para alguns admiráveis planos de camara. A realizadora Paula Ortiz soube trabalhar na perfeição o material que tinha em mãos e o resultado final é um filme consistente e romântico, por vezes, desesperante, sobre um poderoso amor. Pessoalmente, confesso que desconfiava desde o início que ela gostava realmente do amigo de cabelos compridos. A personagem da velha vidente é inútil. Um último reparo, grande parte da ação do filme é a festa do casamento, notei que houve um esforço para que se parecesse mesmo com uma festa desse género. Grande filme. 

Neerja

Nome do Filme : “Neerja”
Titulo Inglês : “Neerja”
Ano : 2016
Duração : 121 minutos
Género : Drama/Thriller/Suspense/Biográfico
Realização : Ram Madhvani
Elenco : Sonam Kapoor, Rohit Assija, Shabana Azmi, Ali Baldiwala, Freny Bhagat, Sonal Paresh Borkhatariya, Dolly Bose, Madhu Anand Chandhock, Rajan Chhabra, Farrah Khan, Alex Kozyrev, Svetlana Kurochkina, Arnold Malek, Aarush Rana, Neelam Rana, Jim Sarbh, Vikrant Singta, Edward Sonnenblick, Poonam Sirnaik, Yogendra Tikku, Valery Tretyak, Abrar Zahoor, Ayn Zoya.

História : Um retrato sobre a vida da corajosa Neerja Bhanot, que sacrificou a sua vida ao mesmo tempo que protegia as vidas de centenas de passageiros de um voo em 1986. Voo esse que foi sequestrado por uma organização terrorista.

Comentário : Tenho que confessar que vejo pouco cinema indiano, e fui um bocado renitente para este filme. Apesar dos dizeres iniciais anunciarem que não se trata de uma biografia, para mim este é sim, um filme biográfico. Porque mostra o que se passou com aquela famosa hospedeira de bordo que sacrificou a própria vida para tentar salvar o maior número possível de passageiros. Sonam Kapoor consegue assim a melhor prestação do filme, na realidade, a sua personagem foi uma montanha russa de sentimentos ao longo da fita. Os atores que desempenharam os terroristas também tiveram prestações bastante credíveis. Hollywood devia meter os olhos neste filme e aprender alguma coisa no que diz respeito a conceber filmes deste género. Durante grande parte do filme, somos assaltados por um constante clima de nervos e tensão devido à situação em que os passageiros e tripulação se encontram. Apesar de um ou outro erro sem relevância, estamos perante um filme muito realista que mistura os acontecimentos trágicos decorridos no avião com imagens da vida pessoal da protagonista e de momentos dela com membros da sua familia. Para mim, é já um dos grandes filmes deste ano. Muito bom. 

Virgin Mountain

Nome do Filme : “Fusi”
Titulo Inglês : “Virgin Mountain”
Titulo Português : "O Grande Fusi"
Ano : 2015
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Dagur Kari
Elenco : Gunnar Jonsson, Franziska Una Dagsdottir, Ilmur Kristjansdottir, Margret Helga Johannsdottir, Sigurjon Kjartansson, Arnar Jonsson, Thorir Saemundsson.

História : Fusi é um homem obeso de 43 anos que ainda vive com a mãe, ele tem um emprego mediano e nunca teve uma mulher na vida. Ao conhecer uma estranha florista que se transforma numa espécie de namorada e uma menina pequena que se torna sua amiga, Fusi começa a ver a vida de uma outra forma.

Comentário : Os cartazes do filme enganam. Não se trata de uma comédia nem tão pouco de uma comédia dramática, estamos perante um drama profundo e muito humano que mexe em temas como o bullying, a intolerância, a discriminação, a indiferença, a falta de afectos e de auto-estima, a proibição de amizades supostamente erradas apenas devido a grandes diferenças de idades, a falta de compaixão, mas a cima de tudo, o tema principal é sobre um homem bondoso e amigo de todos que carrega o fardo de ser um dos homens mais azarados do mundo. Pessoalmente, senti um grande carinho pelo protagonista, é um ser adorável e sem qualquer tipo de interesses ou maldade, como existem muito poucos por esse mundo fora. Fiquei comovido em algumas cenas, noutras senti revolta. Até na companheira que finalmente arranja, a tal florista, ele teve azar. Para cúmulo, ainda possui uma mãe extremamente controladora que faz chantagem com ele, para que ele não saia de sua casa e não a abandone, como o recente amante fez. Vindo directamente de um país tão bonito como a Islândia, este filme cativou-me imenso e o considero um dos melhores filmes que tive a oportunidade de ver. A principal razão é porque mexeu comigo. Um último apontamento, a interpretação de Gunnar Jonsson é digna de um oscar. 

Land And Shade

Nome do Filme : “La Tierra Y La Sombra”
Titulo Inglês : “Land And Shade”
Titulo Português : “A Terra e a Sombra”
Ano : 2015
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Cesar Augusto Acevedo
Elenco : Hilda Ruiz, Marleyda Soto, José Felipe Cardenas, Haimer Leal, Edison Raigosa.

História : Alfonso é um velho fazendeiro que retorna à casa para cuidar do filho, que está gravemente doente. Ao chegar, redescobre o antigo lar, agora habitado por sua mulher, a nora e o neto. O local parece uma terra abandonada. Grandes campos de cana de açúcar rodeiam o local, criando nuvens de cinzas durante as queimadas. Quase duas décadas depois de os ter abandonado, Alfonso tenta não só aproximar-se e ajudar o filho, como também tentar se reconciliar com a sua antiga companheira.

Comentário : Mais um filme que tive a grande oportunidade de ver, mais uma grande fita que me surpreendeu. O filme divide-se entre o tema da família e o trabalho precário aliado à exploração laboral. No centro da trama, temos um homem velho que abandonou a esposa que na altura tinham um filho menor, o que gerou ressentimentos na senhora. Duas décadas mais tarde, ele regressa à habitação e tenta fazer as pazes com eles. Não é um filme fácil de ver, é uma obra muito parada e praticamente sem ritmo, com muitos momentos mortos. No entanto, o realizador depositou nos seus atores a responsabilidade de fazer com que os espectadores aguentem a sua obra e simpatizem com a história. Pessoalmente, gostei bastante do que vi, confesso até que já esperava aquele final. Apesar de ter gostado da prestação do velho ator, as verdadeiras estrelas do filme são a sua nora e a sua esposa, estas duas atrizes fizeram um excelente trabalho de representação, obtendo bons desempenhos. No inicio, não engraçamos com a velha senhora, mas depois descobrimos que ela afinal tem um coração de ouro. A esposa do homem acamado é de uma ternura bestial. Gostei bastante deste filme. 

Standing Tall

Nome do Filme : “La Tête Haute”
Titulo Inglês : “Standing Tall”
Titulo Português : “De Cabeça Erguida”
Ano : 2015
Duração : 114 minutos
Género : Drama
Realização : Emmanuelle Bercot
Elenco : Catherine Deneuve, Rod Paradot, Benoit Magimel, Sara Forestier, Diane Rouxel, Elisabeth Mazev, Christophe Meynet, Catherine Salee, Enzo Trouillet, Ludovic Berthillot, Michel Masiero, Yannick Courbe, Tiffany Crobu, Alice Houri, Vanessa Robin.

História : Abandonado pela mãe aos seis anos, Malony começa a cometer pequenos delitos e a ter constantemente problemas com as autoridades. Durante a sua adolescência, uma juíza do Tribunal de Menores e um educador tentam ajudá-lo.

Comentário : Possivelmente um dos filmes mais intensos e comoventes que tive a oportunidade de ver nos últimos anos. A realizadora Emmanuelle Bercot já tinha dado provas no seu anterior filme que era mestre na direção de atores e isso aconteceu novamente neste seu novo filme. Catherine Deneuve (uma verdadeira senhora) teve aqui um excelente papel e claramente que a sua interpretação é de igual excelência. Adorei a sua personagem. O jovem ator Rod Paradot foi uma agradável surpresa, que grande talento, possui uma excelente personagem e soube trabalhá-la. A quimica entre o rapaz e a diva do cinema francês funcionou na perfeição. O filme aborda a delinquência juvenil e as famílias disfuncionais e soube trabalhar muito bem esses temas. Confesso ter ficado emocionado em algumas cenas. Malony é um jovem que vive num ambiente de violência, rodeado de gente violenta e num mundo violento. Até faz um filho de forma violenta, é essa a sua natureza. Demorará imenso até que ele entre nos eixos e ao longo de quase duas horas acompanhamos o seu duro e complicado percurso, quase todo composto de asneiras. O final é muito bonito. 

Mountains May Depart

Nome do Filme : “Shan He Gu Ren”
Titulo Inglês : “Mountains May Depart”
Titulo Português : “Se As Montanhas Se Afastam”
Ano : 2015
Duração : 130 minutos
Género : Drama
Realização : Zhangke Jia
Elenco : Tao Zhao, Yi Zhang, Jing Dong Liang, Zijian Dong, Sylvia Chang, Zishan Rong.

História : Na China de 1999, Tao, uma jovem rapariga de Fenyang é cortejada por dois amigos de infância, Zhang e Liang. Zhang, proprietário de uma estação de serviço, tem reservado para si um futuro prometedor, ao passo que Liang trabalha numa mina de carvão. Com o coração dividido entre estes dois homens, Tao vai fazer uma escolha que irá marcar o resto da sua vida e da do seu futuro filho, Dollar.

Comentário : Trata-se de um profundo drama humano e intenso que eu adorei. É um filme chinês e confesso gostar bastante do tipo de cinema feito no Oriente. É impressionante vermos até que ponto chegam as vidas das pessoas, bem como as voltas que elas dão. O filme começa e termina quase da mesma maneira e ao som de uma belíssima canção dos anos 90. É no meio da fita que se centram todas as emoções. O argumento é um dos pontos mais altos do filme e a história segue-se bastante bem. A nível das interpretações, não existe nada a apontar. Claro que gostei imenso da prestação da bonita Tao Zhao e da sua personagem sofrida. O filme é um pouco longo, mas eu mal dei pelo tempo passar, tal não era a forma como estava penetrado naquilo que estava a acontecer. O filme aborda igualmente a questão do poder do dinheiro, note-se que principalmente por causa disso, o menino ficou à guarda do pai. Mas estou seguro que a mãe também devia ter os seus motivos para não ter o filho com ela. Seguramente, um dos melhores filmes que o ano passado me trouxe, potente, deprimente e lindo. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

The Anarchists

Nome do Filme : “Les Anarchistes”
Titulo Inglês : “The Anarchists”
Titulo Português : “Os Anarquistas”
Ano : 2015
Duração : 101 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Elie Wajeman
Elenco : Adele Exarchopoulos, Tahar Rahim, Aurelia Poirier, Guillaume Gouix, Swann Arlaud, Karim Leklou, Sarah Le Picard, Cedric Kahn, Emilie Preissac, Audrey Bonnet, Thibault Lacroix, Arieh Worthalter, Simon Bellouard, Louise Roch, Valentine Vittoz, Manuella Muller.

História : Nos últimos anos do século XIX, um sargento é encarregado de se infiltrar num grupo de anarquistas em Paris, podendo ganhar uma promoção caso a tarefa seja bem sucedida. Enquanto fornece relatórios aos seus superiores, ele começa a questionar a operação e desenvolve sentimentos pessoais por membros do grupo.

Comentário : Adele Exarchopoulos (LINDA) e Tahar Rahim estão excelentes neste filme. Gostei imenso desta fita de época e confesso que gostei de ter ficado a saber umas coisinhas. O personagem de Tahar Rahim é bastante interessante, porque recebe a missão de se enfiar num grupo de anarquistas e relatar para terceiros o que eles preparam. Gostei também da química entre ele e a personagem de Adele, embora não tenha gostado do rumo que as coisas levam e muito menos do destino da sua relação. Adele está linda (novamente) e exibe mais uma vez a excelência da sua representação, adorei vê-la neste papel, embora o meu filme preferido dela seja “A Vida de Adele”. Destaque para a fotografia e para o guarda-roupa, tudo foi feito a perceito e com todo o cuidado. A maioria das cenas resultaram bem, algumas não ficaram tão bem concebidas. Mas no geral, estamos perante uma obra bastante consistente, um filme que eu me senti bem ao ver. A realização é tão boa ao ponto de quem vê o filme, conseguir sentir o drama de cada personagem. O filme estreia brevemente nas nossas salas de cinema. 

Theeb

Nome do Filme : “Theeb”
Titulo Inglês : “Wolf”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Aventura/Drama
Realização : Naji Abu Nowar
Elenco : Jacir Eid Al Hwietat, Hussein Salameh Al Sweilhiyeen, Hassan Mutlag Al Maraiyeh.

História : Durante uma expedição para encontrarem um poço, um menino beduíno e o seu grupo são alvo de um tiroteio que culmina com a morte de quase todos. Sendo o único sobrevivente porque caiu a um poço, o pequeno Theeb fica sozinho e entregue a si mesmo no meio do deserto, abraçando uma perigosa jornada em busca da sobrevivência.

Comentário : Fiquei maravilhado com este pequeno filme do chamado cinema do mundo, que foi nomeado para um oscar para melhor filme estrangeiro. O filme é muito bom e é igualmente muito realista. Pessoalmente, nada conhecia sobre o filme, nem sobre os atores e muito menos do realizador. Logo, funcionou tudo como uma agradável surpresa para mim. A realização e fotografia são boas e nada existe a apontar de negativo para as interpretações, indo para o pequeno Jacir Eid Al Hwietat o merecido destaque, ele é um grande protagonista, o tal lobo do titulo. Tendo o deserto dos Emirados Árabes como cenário, fiquei mais concentrado neste curto filme do que em todos os filmes da saga da múmia, não estou a exagerar. Foi algo curiosa a relação inesperada que se cria entre o protagonista e o desconhecido que ajudou a matar o irmão e os companheiros da criança. Porém, o rapaz nunca esqueceu quem realmente ele era e fez o que devia. Gostava de ter visto o comboio mais de perto. Não percebi o que continha a caixa de madeira que o inglês tanto protegia. Na minha opinião, o miúdo protagonista (na foto em baixo) devia receber um grande prémio pela excelente prestação que fez neste filme, que enorme talento, o filme pertence-lhe. 

The Young Messiah

Nome do Filme : “The Young Messiah”
Titulo Inglês : “The Young Messiah”
Titulo Português : “O Pequeno Messias”
Ano : 2016
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Cyrus Nowrasteh
Elenco : Adam Greaves Neal, Sara Lazzaro, Agni Scott, Lois Ellington, Isabelle Adriani, Vincent Walsh, Finn Ireland, Christian McKay, Jane Lapotaire, Dune Medros, Clive Russell, Jonathan Bailey, David Bradley, David Burke, Jacopo Alaimo, Dorotea Mercuri, Douglas Dean, Giselda Volodi, Lydia Muijen, Sean Bean, Rory Keenan.

História : Depois de serem obrigados a fugir de Israel devido ao ódio do rei Herodes que mandou matar todos os recém-nascidos do sexo masculino, Jesus, Maria e José vivem em Alexandria. Jesus, agora com sete anos de idade, percebe que existem segredos relacionados com o seu nascimento mas desconhece as razões pelas quais é tratado de forma diferente de todos os outros meninos. Os seus pais, por seu lado, consideram ser demasiado cedo para lhe revelarem o milagre do seu nascimento e tudo o que isso significa.

Comentário : Apesar deste filme estar muito mal classificado nos sites da especialidade, eu gostei dele. A fita é baseada em manuscritos sobre a infância de Jesus e também nas histórias que conhecemos sobre Deus. Pessoalmente, gostei do filme porque nos deu uma visão diferente sobre o messias, geralmente, este tipo de filmes religiosos apresentam-nos Jesus em criança mas a maior parte da duração da fita é sobre a fase adulta dele até à crucificação ou não, enquanto que este filme centra-se unicamente nos sete anos de idade de Jesus Cristo. No papel do pequeno Jesus Cristo, Adam Greaves Neal teve um excelente desempenho, foi sempre assim que eu imaginei que seria Jesus em criança. Nos papéis de pais, Sara Lazzaro e Vincent Walsh tiveram boas prestações, embora o destaque seja para ela naquela comovente cena perto do final no campo em que a mãe conta a sua história ao filho. Destaque também para a excelente mas curta participação do ator David Bradley, adorei o seu personagem. Por outro lado, o mesmo não se pode dizer dos vilões, são péssimos personagens, o falso rei, por exemplo é execrável. Sempre me fascinaram as questões dos seres humanos que possuem habilidades especiais e essas questões remetem para a existência ou não dos chamados mutantes. Jesus Cristo foi realmente criado espiritualmente por Deus que engravidou milagrosamente Mary ou foi um dos primeiros mutantes da História ? 

American Beauty

Nome do Filme : “American Beauty”
Titulo Inglês : “American Beauty”
Titulo Português : “Beleza Americana”
Ano : 1999
Duração : 122 minutos
Género : Drama
Realização : Sam Mendes
Elenco : Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Mena Suvari, Wes Bentley, Chris Cooper.

História : Um casamento de fachada chega ao fim ao mesmo tempo que três jovens tentam apreciar o melhor que a vida lhes tem para oferecer.

Comentário : Hoje venho aqui vos falar de um dos filmes que eu mais gostei no passado. É este “American Beauty”, excelente filme cujo único mal é ser uma produção americana. Kevin Spacey está espectacular no seu papel, confesso que não sou grande apreciador deste ator, sendo este o único filme em que eu o gostei de ver. Annette Bening tem aqui uma interpretação brutal, foi neste filme que eu me rendi à atriz, até então nunca tinha reparado nela. Wes Bentley e Thora Birch (linda como sempre) formam o casal perfeito, a empatia entre as suas personagens sente-se a cada frame que partilham juntos, tiveram desempenhos excelentes. As imagens das filmagens do personagem dele são dos melhores momentos do filme, na minha opinião, a melhor cena da fita é a filmagem da “dança” do saco, lindo. Mena Suvari está muito sexy no filme, apesar de eu não a achar uma nina muito bonita, tenho que reconhecer que ela é uma boa atriz e a sua personagem transpira estilo por todos os poros. Por último, gostei da prestação de Chris Cooper, apesar de afirmar que lhe deram um personagem muito injusto. Todos os prémios que o filme auferiu foram justos e temos que reconhecer que é dos melhores filmes que os Estados Unidos já produziu. É o filme ideal que mostra a vida actual de algumas pessoas, de algumas famílias. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Marie Heurtin

Nome do Filme : “Marie Heurtin”
Titulo Inglês : “Marie's Story”
Titulo Português : “A Linguagem do Coração”
Ano : 2014
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Jean Pierre Ameris
Elenco : Isabelle Carre, Ariana Rivoire, Brigitte Catillon, Noemie Churlet, Laure Duthilleul, Martine Gautier, Patricia Legrand, Sonia Laroze, Valerie Leroux, Noemie Bianco, Eline De Lorenzi, Tiphaine Rabaud Fournier, Sandrine Schwartz.

História : Marie Heurtin é uma adolescente criada praticamente em ambiente selvagem e é também cega e surda. Um dia, uma freira bondosa chamada Marguerite tem pena da jovem e decide ajudá-la a tornar-se numa menina como as outras do convento. Nasce assim, uma poderosa relação de amor materno e de amizade entre as duas mulheres.

Comentário : Não conhecia esta história, isto porque o filme é baseado numa história real, a vivência de Marie Heurtin, uma rapariga que existiu de verdade, que foi transformada e melhorada por uma freira que também existiu. Pessoalmente, fiquei bastante comovido com este pequeno filme biográfico, onde Isabelle Carré possui uma grande prestação. Mas a melhor interpretação do filme cabe à jovem Ariana Rivoire, que me deixou boquiaberto com a sua prestação, pareceu tudo muito real. Naquela altura, a freira Marguerite gostava mesmo da jovem problemática para se ter dado a todo aquele trabalho e fazer dela uma linda menina e capaz. O filme está repleto de cenas bonitas, por exemplo, Marie na neve, o reencontro de Marie com os pais e respectivas comunicações por gestos entre eles, as sequências em que Marie cuida da freira que está em estado terminal com uma doença, como se os papéis se tivessem invertido. As cenas de rebeldia da jovem também estão brilhantes. Uma boa história, um argumento muito bem adaptado e excelentes interpretações, gostei bastante. Grande filme. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

The Fifth Wave

Nome do Filme : “The 5th Wave”
Titulo Inglês : “The Fifth Wave”
Titulo Português : “A 5ª Vaga”
Ano : 2016
Duração : 115 minutos
Género : Ficção-Cientifica/Aventura
Realização : J. Blakeson
Produção : Tobey Maguire
Elenco : Chloe Grace Moretz, Maria Bello, Maika Monroe, Maggie Siff, Zackary Arthur, Gabriela Lopez, Bailey Anne Borders, Nick Robinson, Ron Livingston, Charmin Lee, Parker Wierling, Tony Revolori, Liev Schreiber, Devin McGee, Adora Dei, Talitha Bateman, Cade Canon Ball, Alex MacNicoll, Flynn McHugh, Alex Roe.

História : Depois de ser invadido por uma espécie alienígena, o planeta está à beira de uma catástrofe sem precedentes. Na primeira onda de ataques, eles provocaram um apagão generalizado que lançou o caos e a desordem pelos cinco continentes. Na segunda, tomaram cidades, vilas e aldeias, destruindo tudo pelo caminho; na terceira, lançaram um vírus altamente contagioso que dizimou a maioria da população terrestre; na quarta investida, infiltraram-se entre os humanos que restaram, tomando a sua forma, disseminando a dúvida e a desconfiança, e dando cada vez menos espaço para qualquer gesto de solidariedade. Num ambiente de terror onde cada um luta pela sua própria sobrevivência, Cassie, uma bonita adolescente de 16 anos, tenta desesperadamente encontrar Sam, o irmão mais novo. Assim, enquanto o pouco que resta da Humanidade se prepara para um inevitável e último quinto ataque, Cassie vai ter de fazer algo que pode deitar tudo a perder para ela : confiar num desconhecido que, em circunstâncias desesperadas, pode ser a sua derradeira esperança de salvação.

Comentário : Sempre fui admirador da jovem actriz Chloe Grace Moretz, reparei nela desde que a vi no alto de uma casa num filme de terror muito fraco com Ryan Reynolds em 2005. Desde então já vi quase todos os filmes dela. Confesso que gosto de a ver representar. E, no caso deste seu novo filme, passou-se o mesmo, Moretz é a verdadeira estrela desta fita. O filme não é mau, é apenas razoável, e o seu principal problema é ter um argumento fraco. Outro problema é o facto de já termos visto isto em outros filmes. Os efeitos especiais também foi algo já visto em filmes do género. O elenco de secundários limitou-se a fazer o básico. O filme peca igualmente por ser detentor de erros vários, uns piores que outros. Tem igualmente coisas que não fazem sentido. Disse que o filme era razoável porque nos prende ao ecrã e ficamos sempre na expectativa daquilo que irá suceder a seguir. E depois, temos a estrela de serviço, Chloe Grace Moretz carrega o filme praticamente todinho nos ombros, é a ela que ficam a cargo os melhores momentos da fita, e é igualmente ela a razão para vermos o filme, porque a miúda sai-se sempre bem, seja em que confusão se meter. Mais uma vez, não gostei de ver actores conhecidos em papéis secundários, é uma coisa que tira o valor à cena. O filme indica haver uma sequela, mas possivelmente irá ter o mesmo destino de sagas que se iniciaram com os filmes “The Golden Compass” ou “Eragon”, ou seja, ficam-se pelo primeiro filme e não fazem as respectivas sequelas das trilogias, só pelo simples facto do filme não render o esperado ou pelas péssimas criticas, o que é lamentável.

domingo, 5 de junho de 2016

Yvone Kane

Nome do Filme : “Yvone Kane”
Titulo Inglês : “Yvone Kane”
Titulo Português : “Yvone Kane”
Ano : 2015
Duração : 119 minutos
Género : Drama
Realização : Margarida Cardoso
Elenco : Beatriz Batarda, Irene Ravache, Mina Andala, Adriano Luz, Samuel Malumbe, Gonçalo Waddington, Francisco Assunção, Susan Danford, Maria Helena, Herman Jeusse, Francilia Jonaze, Mário Mabjaia, Iva Mugalela, Ana Maria Pedro, Rosa Vasco.

História : Depois de uma tragédia que lhe roubou a vontade de viver, Rita decide voltar a África, ao país onde cresceu, e reencontrar Sara, a sua mãe. Enquanto Sara vive os últimos dias da sua vida procurando encontrar um sentido para o seu passado, Rita decide investigar o percurso de Yvone Kane, uma antiga guerrilheira e activista política cuja coragem e determinação marcou várias gerações e cuja morte nunca ficou esclarecida.

Comentário : Segundo filme da realizadora Margarida Cardoso que eu tive a oportunidade de ver. Confesso ter gostado mais deste “Yvone Kane” do que de “A Costa dos Murmúrios”, embora tenha gostado dos dois. Mais uma vez, Beatriz Batarda esteve muito bem, confesso que fiquei a gostar mais desta actriz devido a estes dois filmes, antes nunca reparei muito nela. Irene Ravache está igualmente poderosa no seu papel de mãe da protagonista. A química entre as duas resultou muito bem. O que resultou também muito bem foi a trama. Por um lado, temos a busca da nossa protagonista por informações e artefactos relacionados com a tal guerreira do titulo, temos a relação dela com a mãe e, por último, acompanhamos a história do protegido dela e a noticia do seu envolvimento no caso da violação das duas adolescentes de raça negra. A realizadora dá-nos também alguns planos muito bons do elenco, mas nomeadamente de Beatriz Batarda. O elenco de secundários também fez um bom trabalho. A fotografia é boa. O som, um dos grandes problemas do cinema português, surge aqui melhorado, já vi melhor, mas também já vi pior. Por último, temos que frisar o excelente trabalho feito por Margarida Cardoso enquanto realizadora, está muito bom. Bom filme. 

Gelo

Nome do Filme : “Gelo”
Titulo Inglês : “Ice”
Titulo Português : “Gelo”
Ano : 2016
Duração : 104 minutos
Género : Drama/Ficção
Realização : Gonçalo Galvão Teles/Luís Galvão Teles
Elenco : Ivana Baquero, Afonso Pimentel, Albano Jerónimo, Ivo Canelas, Ruth Gabriel, Inês Castel-Branco, Carlos Santos, João Jesus, Beatriz Leonardo, Violeta Galvão Teles, Leonor Galvão Teles, Maria Correia, Maria Marques, Sara Barros Leitão, Sara Mestre, Mia Tomé.

História : Concebida a partir do ADN de um cadáver congelado com mais de 20.000 anos, Catarina cresce encerrada num palácio isolado, sob a tutela de Samuel, um investigador da Vida Futura que a usa como cobaia num projecto sobre a imortalidade humana. Uma jovem estudante de cinema, Joana, apaixona-se por Miguel, um colega mais velho obcecado pelo gelo, paixão que acaba súbita e tragicamente durante uma viagem iniciática de ambos ao cume de uma montanha.

Comentário : Este filme é muito estranho, confesso que não percebi a mensagem que os realizadores quiseram passar. A protagonista deste estranho filme é a menina do filme “O Labirinto do Fauno” que cresceu e tornou-se numa linda mulher (foto em baixo). A história ou histórias do filme são muito confusas. Temos a história de Catarina, a tal menina concebida em condições estranhas que cresce numa espécie de prisão sempre controlada por um estranho homem, mas que não têm uma relação de pai e filha, visto que acabam o filme aos beijos na boca, tipo amantes. Depois temos a história (mais racional) de Joana, uma rapariga estudante de cinema que conhece um estranho rapaz com uma pancada por gelo. Os dois acabam por iniciar namoro. Quando a ambulância choca contra o carro de Catarina, as duas histórias cruzam-se. Ou será que são a mesma rapariga ?. Irritou-me bastante o facto de não ter percebido o filme, os seus autores também nunca nos dão respostas. Volto a dizer, o argumento é muito confuso, perdendo-se por vezes. O filme em si já começa de forma estranha e termina de forma ainda mais estranha. Não posso assegurar se gostei ou não gostei deste filme, mas tenho a certeza que foi dos filmes que mais incertezas me deixou. E depois no final, surgem frases a dizer que o filme é dedicado aos nosso pais, aos nossos filhos e aos nossos netos ??? Ainda mais confuso fiquei. Não recomendo este filme. 

sábado, 28 de maio de 2016

The Invitation

Nome do Filme : “The Invitation”
Titulo Inglês : “The Invitation”
Titulo Português : “O Convite”
Ano : 2015
Duração : 101 minutos
Género : Thriller/Mystery/Suspense
Realização : Karyn Kusama
Elenco : Logan Marshall Green, Emayatzy Corinealdi, Tammy Blanchard, Michiel Huisman, Michelle Krusiec, Mike Doyle, Jordi Vilasuso, Marieh Delfino, Danielle Camastra, Lindsay Burdge, Jay Larson, Karl Yune, Patricia Gates, John Carroll Lynch.

História : Will e Eden viviam juntos e viram morrer um filho. Ele entrou em depressão e ela desapareceu durante dois anos. Na actualidade, Eden reaparece na vida de Will, trazendo consigo um namorado e mostrando-se muito mudada. Ela acaba por convidar Will e a sua nova companheira mais outros amigos para uma noitada na sua casa. Uma vez na casa dela onde todos estão reunidos, Will sente que alguma coisa não está bem.

Comentário : Um conhecido meu viu esta fita e disse-me que estava razoável, e eu resolvi conferi-la. De facto, o filme não é mau e surpreende em alguns momentos. No entanto, tenho que dizer que desde que aquele pessoal se encontra todo junto naquela casa, eu desconfiei logo que algo de muito estranho se passava e que iria suceder algo muito mau. Acertei em cheio. Embora não concorde com o rumo que as coisas levaram, adorei a última sequência. Fiquei fascinado com o protagonista, seja pelo excelente trabalho de ator que ele fez, seja pela sua fantástica personagem, Will é um caracter poderoso, o seu olhar penetrante e sempre desconfiado vai nos revelando as coisas ao longo da hora e meia de projeção. Gostei também de ver a prestação da bonita Tammy Blanchard, não gostei muito do destino da personagem dela. Detestei o personagem de Michiel Huisman, profundamente odioso. Volto a dizer, adorei a última sequência (o significado das lanternas vermelhas), dá que pensar. 

The Curse Of Sleeping Beauty

Nome do Filme : “The Curse Of Sleeping Beauty”
Titulo Inglês : “The Curse Of Sleeping Beauty”
Ano : 2016
Duração : 87 minutos
Género : Mystery
Realização : Pearry Teo
Elenco : India Eisley, Ethan Peck, Natalie Hall, Bruce Davison, James Adam Lim.

História : Thomas é um rapaz que perdeu alguém que amava e resolveu se fechar no seu próprio mundo, começando a ter pesadelos e sonhos estranhos que o associam a uma casa. Um dia, é notificado para receber uma herança e calha-lhe a tal casa como seu bem principal. Com a ajuda de uma conhecida e de um especialista em assuntos paranormais, Thomas vai tentar desvendar que segredos tem aquela mansão e que influência ela tem sobre si.

Comentário : Trata-se de mais um filme mal compreendido pela critica, mas até percebo o motivo. O filme dura apenas cerca de oitenta minutos, os atores possuem fracas prestações, quase tudo é previsível, temos vários erros e algumas cenas sem sentido, já para não falar de situações mal explicadas. Na realidade, o filme não desperta grande interesse até à cena em que Thomas descobre as divisões secretas. A seguir, as coisas arrefecem novamente e retomam o seu fôlego quando os três enfrentam a situação final. Pessoalmente, o filme apenas vale pelas cenas que seguem a seguir ao despertar de Briar Rose, principalmente a tudo o que sucede a seguir ao magnífico twist envolvendo essa extraordinária personagem. Além do mais, a linda India Eisley está fenomenal no filme, nota alta para o seu visual nos sonhos do protagonista e pela essência da sua personagem. Basicamente e resumidamente, estamos perante um filme fraco com um argumento menor cuja única coisa que realmente interessa e o salva são os minutos finais. Todo o final é espectacular, e a última cena encerra o filme em beleza. 

A Costa dos Murmúrios

Nome do Filme : “A Costa dos Murmúrios”
Titulo Inglês : “The Murmuring Coast”
Titulo Português : “A Costa dos Murmúrios”
Ano : 2004
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Margarida Cardoso
Elenco : Beatriz Batarda, Monica Calle, Adriano Luz, Filipe Duarte, Luís Sarmento, João Ricardo, Dinarte Branco, Sandra Faleiro, Bia Gomes, Fernando Luís, Carlos Pimenta, Custódia Gallego, Carla Bolito, Jorge Pinto, José Airosa, Nuno Pinto, João Lagarto, Nuria Mencia, Monica Paulo, Ana Bastos, Maria Torres, Ana Rios, Maria Dias, Maria Outeiro.

História : No final da década de 1960, Evita chega a Moçambique para casar com um estudante de matemática. Uma vez lá chegada, apercebe-se de que o rapaz não é bem a pessoa que ela imaginara. Evita acaba por arranjar amizade e consolo em Helena, a esposa do Capitão do regimento onde o seu marido presta serviço.

Comentário : Depois de a realizadora ter ganho prémios pelo seu trabalho em “Yvone Kane”, fiquei curioso com os seus filmes e resolvi ver esta sua primeira longa metragem. Gostei muito deste filme, embora não ligue a mínima para as questões da Guerra Colonial e questões das colónias em África. Limitei-me a admirar uma história maravilhosa onde conhecemos uma rapariga chamada Evita que, sem saber, embarca numa estranha aventura numa terra que não conhece com um homem que pensava conhecer. Beatriz Batarda e Monica Calle possuem as melhores prestações do filme, fiquei fascinado com estas duas mulheres. Do elenco masculino, não gostei de nenhum deles, todos muito limitados e encerrados nas suas personagens, talvez aquele que se notou mais e deu mais de si tenha sido o ator que desempenhou o jornalista que se torna conhecido da protagonista. Margarida Cardoso (foto em baixo) nos faculta excelentes planos e uma boa fotografia, a recriação de época está aceitável. Adorei o final. Bom filme. 

Ne Change Rien

Nome do Filme : “Ne Change Rien”
Titulo Inglês : “Change Nothing”
Titulo Português : “Ne Change Rien”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Documentário/Alternativo
Realização : Pedro Costa
Elenco : Jeanne Balibar, Rodolphe Burger, Hervé Loos, Arnaud Dieterlen, Joel Theux, François Loriquet, Fred Cacheux.

História : O filme nasceu da amizade entre a actriz e cantora Jeanne Balibar, o director de som Philippe Morel, e o realizador Pedro Costa. Jeanne Balibar, cantora, dos ensaios às gravações, dos concertos rock às provas de canto lírico, dum sótão em Saint Marie-Aux-Mines aos palcos de Tóquio, de Johnny Guitar à Pericholle de Offenbach.

Comentário : Vi este filme experimental que confesso ter gostado embora, sendo uma obra de Pedro Costa, esperasse mais dele. Não se trata de um filme biográfico, é antes um documentário em estilo muito alternativo que mostra ensaios musicais, pedaços de concertos e treinos musicais de uma cantora com outros agentes do ramo. Filmado de forma brilhante a preto e branco, tendo na grande parte dos planos o preto como pano de fundo, o autor dá-nos assim fantásticos planos da cantora. Note-se que por vezes, a camara mostra somente metade do rosto de Jeanne Balibar, ficando o outro lado imerso na escuridão, verdadeiramente fascinante. Pessoalmente, gostei de duas canções, embora tenha detestado dois temas executados nos ensaios. Fiquei a saber à pouco tempo que este filme fez sucesso lá fora, mais do que em Portugal. E até há um gato que se passeia, de vez em quando, pelo local. Tal como disse, gostei, mas esperava bem mais.