sexta-feira, 25 de março de 2016

10 Cloverfield Lane

Nome do Filme : “10 Cloverfield Lane”
Titulo Inglês : “Ten Cloverfield Lane”
Ano : 2016
Duração : 102 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Dan Trachtenberg
Produção : J. J. Abrams/Matt Reeves
Elenco : Mary Elizabeth Winstead, John Goodman, John Gallagher Jr.

História : Ao acordar, depois de um acidente de automóvel, Michelle apercebe-se que se encontra presa numa cave de uma espécie de bunker. Atordoada com a situação, o dono da casa diz-lhe que a salvou de um ataque químico e que o exterior é inabitável, assegurando-lhe que a cave é o único local seguro.

Comentário : Penso que este filme vai ser uma grande desilusão para os admiradores do filme “Cloverfield”, por vários motivos, mas principalmente, porque não parece ter grande coisa a ver com esse filme de 2008. E será também uma grande desilusão para quem vai ver o filme em busca de espectáculo e de efeitos especiais, como aconteceu no primeiro filme, apesar dos produtores estarem relacionados com ele. Nos primeiros setenta minutos não acontece nada de grandioso, o realizador dá-nos a conhecer mais ou menos cada uma das únicas três personagens da fita, depois temos um clima tenso de grande mistério e umas poucas tentativas de Michelle em fugir do local. Após esse tempo, temos o confronto entre a jovem rapariga e Howard e mais tarde, finalmente alguns momentos de ação, esta apenas surge nos últimos minutos. Aparentemente, o filme não tem nenhuma relação com “Cloverfield”, talvez os produtores queiram começar um franchise com este filme, as últimas cenas indicam isso. Repito, este filme vai ser uma enorme desilusão para aqueles que gostaram muito de “Cloverfield”, os monstros, bom, não aparecem quase nenhuns, apenas perto do final, dão um ar da sua graça e mesmo esses são uma nulidade, uma tremenda desilusão. Pessoalmente, confesso ter gostado do filme, devido ao clima de tensão e mistério que o envolve, mas prefiro claramente o primeiro filme.

terça-feira, 22 de março de 2016

The Fencer

Nome do Filme : “Miekkailija”
Titulo Inglês : “The Fencer”
Ano : 2015
Duração : 98 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Klaus Haro
Elenco : Mart Avandi, Maria Klenskaja, Liisa Koppel, Kirill Karo, Joonas Koff, Lembit Ulfsak, Ursula Ratasepp, Ann Lisett Rebane, Elbe Reiter.

História : A história verídica de um desertor que fugiu da sua cidade natal e refugiou-se numa pequena aldeia, ganhando um emprego numa escola rural. Aos poucos, ele foi ganhando a amizade dos seus alunos e, perante todas as adversidades, levo-os a tomar o gosto pela arte da esgrima.

Comentário : Mais uma surpresa que tive, mais um grande filme que vi. Esta é a história de Endel, alguém que, mesmo perante todas as adversidades, decide tudo fazer para ajudar um grupo de crianças a manterem um sonho e talvez mesmo alcançar um objectivo. Manter sempre a esperança é a principal mensagem do filme. Gostei muito das prestações dos actores, mesmo o director da escola, apesar de ser um tipo nojento, foi um personagem interessante. Gostei da interpretação do actor principal, tal como apreciei igualmente a prestação da professora que se torna namorada dele. Dos miúdos, todos estiveram bem, embora o destaque vá todo para o jovem Jaan e para a pequena Marta. Trata-se de um filme comovente sobre alguém que existiu de verdade e que significou imenso para aquelas crianças, que tinham vidas muito complicadas. É cinema europeu, neste caso, uma co-produção entre a Finlândia e a Estónia, uma fita que se revelou aos meus olhos como uma agradável surpresa. Gostei muito. 

sábado, 19 de março de 2016

Remember

Nome do Filme : “Remember”
Titulo Inglês : “Remember”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Atom Egoyan
Elenco : Christopher Plummer, Martin Landau, Bruno Ganz, Dean Norris, Henry Czerny, Peter DaCunha, Kim Roberts, Jurgen Prochnow, Duane Murray, Janet Porter, Sofia Wells, Stefani Kimber, Jane Spidell, T. J. McGibbon, Amanda Smith.

História : Zev Guttman é um idoso de noventa anos que sofre de demência. À setenta anos atrás, a sua familia foi morta por um nazi nos campos de concentração. Agora internado, Zev tornou-se amigo de Max Rosenbaum, alguém que viu a familia morta às mãos do mesmo homem que vitimou os entes queridos de Zev. Assim e impossibilitado de sair da clínica devido a problemas físicos, Max incentiva Zev a procurar o nazi que lhes assassinou as familias e a matá-lo. No entanto, a missão não corre como o esperado.

Comentário : Confesso que antes de ver este filme, não estava à espera de nada dele, mas depois de o ter visto, fiquei satisfeito por ter assistido a um grande filme. O filme aborda questões polémicas como o extermínio dos judeus às mãos dos nazis, os campos de concentração e o nazismo em si. Ao longo do filme notei sempre um clima de tensão, nomeadamente sempre que o personagem principal ia a casa de um dos suspeitos, é que existiam quatro com o nome do tal nazi criminoso. E Zev tinha que apurar qual o verdadeiro para o matar de seguida. Christopher Plummer e Martin Landau possuem as melhores prestações do filme, dois grandes senhores. O argumento está muito bem escrito e nos reserva algumas surpresas, adorei os twists finais, nos minutos finais, a história dá uma grande volta e troca tudo. Achei isso brutal. O filme peca apenas porque algumas coisas não são explicadas, mas são aspectos menores, nada que influencie ou prejudique o todo. Mais um grande filme que tive oportunidade de ver.

sábado, 12 de março de 2016

Our Little Sister

Nome do Filme : “Umimachi Diary”
Titulo Inglês : “Our Little Sister”
Ano : 2015
Duração : 127 minutos
Género : Drama
Realização : Hirokazu Koreeda
Elenco : Haruka Ayase, Masami Nagasawa, Kaho, Suzu Hirose.

História : Três irmãs moram sozinhas numa casa e cuidam umas das outras. Um dia, quando o pai delas morre, viajam até à terra onde nasceram para o respectivo funeral. Acabam por descobrir que o pai lhes deixou uma pequena irmã, que as três decidem levar para morar com elas.

Comentário : Hirokazu Koreeda é uma espécie de herdeiro directo do grande realizador Yasujiro Ozu, afinal, ambos concebem o mesmo tipo de cinema. Pessoalmente, gostei bastante deste filme, tal como gostei de todos os anteriores filmes deste realizador. Novamente, o tema principal é a familia e foi mais uma vez abordado de forma brilhante. Gostei da história, o argumento é bastante competente, embora tenha notado um ou outro erro. A nivel das prestações as quatro protagonistas merecem todo o destaque, todas elas fizeram um excelente trabalho. Alguns secundários também estiveram bem. Foi engraçado ver a evolução de Suzu desde o momento em que vai viver com as irmãs até ao minuto final, naquela praia e perante a confissão de uma das raparigas sobre a pequena. A empatia entre as quatro resultou na perfeição. Tal como acontece com todos os filmes de Koreeda, também este segue a um ritmo bastante lento, mas nunca maçador. Para mim, as duas horas passaram a correr, tal não foi a maneira como eu estava penetrado na fita. Uma agradável surpresa que este ano me trouxe. Muito bom filme. 

Spotlight

Nome do Filme : “Spotlight”
Titulo Inglês : “Spotlight”
Titulo Português : “O Caso Spotlight”
Ano : 2015
Duração : 129 minutos
Género : Biográfico/Drama/Histórico
Realização : Thomas McCarthy
Elenco : Michael Keaton, Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Stanley Tucci, Billy Crudup, Brian D'Arcy James, Liev Schreiber, John Slaterry, Elena Wohl, Doug Murray, Brian Chamberlain, Duane Murray, Jamey Sheridan, Gene Amoroso, Michael Countryman, Michael Cyril Creighton, Robert B. Kennedy, Neal Huff.

História : Quando a eficaz equipa de repórteres denominada “Spotlight” investiga as alegações de abuso sexual no seio da Igreja Católica, acaba por descobrir décadas de encobrimento aos mais altos níveis das instituições de Boston, religiosas e mesmo do governo, desencadeando uma onda de revelações por todo o mundo.

Comentário : Antes de ter visto este importante filme, eu já tinha conhecimento que existia pedofilia associada à Igreja Católica. Depois de ter visto este filme, fiquei surpreendido porque descobri que a podridão da Igreja Católica é ainda maior do que eu pensava. Confesso que nunca fui católico, apesar de ser baptizado. Nunca vou a igrejas e nem sei rezar. Penso que este filme é muito importante para aqueles que desconhecem a existência dos crimes praticados pela Igreja Católica e muita gente ficará surpreendida depois de o ver numa sala de cinema, quando estrear. Ao longo da história da humanidade, crimes horríveis foram cometidos pela Igreja Católica e em seu nome e os piores estão associados aos abusos sexuais contra menores.

Em relação ao filme, a fita retrata os acontecimentos reais de uma equipa de repórteres que no passado investigou a Igreja Católica da zona de Boston e apuraram que dezenas de padres haviam abusado sexualmente de crianças nas suas igrejas. O Cardeal, em vez de colocar termo à situação e denunciar esses padres, o que fazia era esconder os factos, mudando constantemente os sacerdotes de igreja para outra igreja e, em último caso para os ilibar, eram dados como doentes. A equipa de repórteres em questão, era a “Spotlight” e teve sucesso na sua investigação, mas o pior é que não era só em Boston que esses crimes eram praticados, mas sim, em todo o mundo.

Todo o elenco teve excelentes interpretações, com destaque para Mark Ruffalo, que tem neste filme uma das melhores prestações da sua carreira. O trabalho de realização é incrível, deve ter dado imenso trabalho a fazer este filme, com tanta informação que tinham em mãos. O filme está muito bem montado, o realizador teve imenso cuidado para que nada falhasse. Eu mesmo, fiquei concentrado na fita e estava sempre na expectativa daquilo que iria acontecer a seguir. Confesso que desconhecia desta história, quero dizer, da existência desta equipa e daquilo que eles fizeram. Há uma parte engraçada no filme, numa cena, comentam que há um rato morto no canto da sala dos livros e ninguém se preocupa com isso, fantástico. Trata-se de um filme técnico, mas muito importante, devia ser visto por todos, especialmente por católicos. O filme ganhou o oscar para melhor filme do ano, mesmo tendo preferência por outros dois filmes para ter ganho nessa categoria, fiquei satisfeito pela vitória de “Spotlight”.

The Gift

Nome do Filme : “The Gift”
Titulo Inglês : “The Gift”
Titulo Português : “Um Presente do Passado”
Ano : 2015
Duração : 110 minutos
Género : Mystery/Thriller/Drama
Realização : Joel Edgerton
Produção : Joel Edgerton
Elenco : Jason Bateman, Rebecca Hall, Joel Edgerton, Allison Tolman, Busy Philipps, Tim Griffin, Adam Lazarre White, Beau Knapp, Wendell Pierce, Mirrah Foulkes, Nash Edgerton, David Denman, Katie Aselton, Susan May Pratt, Felicity Price.

História : Robyn e Simon deixam a cidade de Chicago para iniciarem uma nova vida em Los Angeles, a cidade onde ele viveu a infância e a adolescência e onde agora vai assumir um cargo importante. Tudo parece acontecer segundo os planos até Simon reencontrar Gordo, um antigo colega de escola que não via há mais de vinte e cinco anos. Dias depois, a vida do casal muda para pior.

Comentário : Gostei bastante deste filme escrito, interpretado, produzido e realizado pelo actor Joel Edgerton. Apesar de ter gostado do final, achei aquela situação um pouco “inverossímil”. Basicamente, gostei da história, o argumento é bastante consistente e algumas situações causaram desconforto. Num registo diferente ao que nos tem habituado, Jason Bateman tem aqui uma das melhores prestações da sua carreira. Rebecca Hall, apesar de ver a sua beleza reduzida neste filme, teve a melhor prestação da fita. Joel Edgerton portou-se como um senhor em todas as tarefas que teve neste filme, mas como actor, esteve impecável e cativante. Nas cenas finais, Gordo dá a entender, via tlm, que Simon fez-lhe algo mais no passado do que fora contado até então, e isso nunca se soube, fiquei com aquela sensação de nervoso na barriga para saber o que ficou por contar. Repito, apesar de ser um pouco “inverossímil”, achei o final do filme brutal. No fundo, estamos perante um bom filme com uma trama envolvente e muito mistério, que é isto que se pretende de uma fita deste género.

Plus One

Nome do Filme : “+1”
Titulo Inglês : “Plus One”
Titulo Alternativo : “Plus One”
Ano : 2013
Duração : 96 minutos
Género : Mystery/Thriller/Terror
Realização : Dennis Iliadis
Elenco : Colleen Dengel, Rhys Wakefield, Logan Miller, Ashley Hinshaw, Natalie Hall, Adam David Thompson, Ronald Ogden, Bernard David Jones, Brad Mills, April Billingsley, Peter Luis Zimmerman, Josh Warren, Chelsea Hayes, Joey Nappo, Marla Malcolm, Megan Hayes, Chrissy Chambers, Ronke Shonibare, Crystal Lo, Joy Brunson, Hannah Kasulka, Jonathan Kleitman, Daniel Brule, Bobby Jordan, Rachel Brooks, Joanna Blair, Brenna Gates, Carolyn Lloyd, Alex Trewhitt, Suzanne Dengel.

História : Um grupo de amigos aceita ir a uma festa na mesma noite em que um meteorito cai perto do local e influencia a electricidade, causando estranhos eventos. Juntos, o grupo vai viver a pior noite das suas vidas, chegando-se mesmo a questionar se eles serão os mesmos depois de tudo terminar...

Comentário : Mais um filme bastante original que eu vi, gostei bastante deste. A fita possui um argumento tão estranho, algo que eu nunca pensei em toda a minha vida. Sem querer revelar muito, imaginem que durante uma grande festa descobrimos que deambulam pelo evento pessoas iguais a nós, tudo após um apagão que se deu. É com esta premissa que Dennis Iliadis concebeu esta fita muito original, com prestações coerentes e muito a cima da média. Gostei de algumas personagens, mas a minha preferida foi a vivida pela actriz Colleen Dengel e ficam a cargo desta e da sua irmã gémea as melhores cenas do filme (uma delas na foto em baixo). O filme peca por ter alguns erros e uns quantos exageros, bem como algumas falhas. O terror só se verifica nos minutos finais, mas durante a fita podemos igualmente contar com cenas de nudez e de sexo. O elenco é praticamente todo composto por jovens, uns estiveram à altura do desafio, outros nem tanto, mas o balanço final é positivo. O final abre um leque de possibilidades e poderia ser alvo de debate. Gostei bastante. 

sábado, 5 de março de 2016

Emelie

Nome do Filme : “Emelie”
Titulo Inglês : “Emelie”
Ano : 2015
Duração : 82 minutos
Género : Thriller/Terror/Suspense
Realização : Michael Thelin
Elenco : Sarah Bolger, Carly Adams, Thomas Bair, Chris Beetem, Dante Hoagland, Elizabeth Jayne, Randi Langdon, Susan Pourfar, Joshua Rush, Frank Rossi.

História : Um casal contrata uma jovem rapariga para tomar conta dos seus filhos e ao fazê-lo, irão contribuir para que as crianças vivam um verdadeiro inferno nas próximas horas.

Comentário : Confesso ter gostado deste filme, embora não tanto quanto gostei do que comentei antes. Trata-se de um filme mediano, um thriller sobre uma rapariga que se faz passar por babysiter, quando é na realidade, uma criminosa. O filme peca por ter alguns erros no argumento e em algumas acções dos personagens. A nível das prestações, Sarah Bolger (In America) é a estrela que mais brilha, embora também tenha gostado da interpretação do filho mais velho do casal. O filme tem intriga e algum suspense, tendo também algumas cenas interessantes, a sequência da cobra a matar o ratinho de estimação com as três crianças a serem obrigadas a ver, por exemplo. É daqueles filmes que quem o vai ver sem saber nada sobre ele, fica a ganhar. Pessoalmente, gostei, apesar de ser mais do mesmo.

Ratter

Nome do Filme : “Ratter”
Titulo Inglês : “Ratter”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Drama/Thriller/Suspense/Terror
Realização : Branden Kramer
Elenco : Ashley Benson, Matt McGorry, Kaili Vernoff, Rebecca Naomi Jones, Alex Cranmer, Michael William Freeman, John Anderson, Karl Glusman, Jeremy Fiorentino, Jon Bass, Dylan Chalfy, Tali Custer, Ted Koch, Jason Kolotouros.

História : Emma é uma linda jovem que é vitima de voyeurismo e algo mais.

Comentário : Este filme dá que pensar, a sensação com que fiquei depois de ter visto esta fita foi a mesma que eu tive depois de ter visto “Megan Is Missing”. É um filme sobre as desvantagens das novas tecnologias e sobre o perigo que elas representam. A personagem principal é perseguida por um voyeur que mais tarde se torna em algo bem pior. O filme é bastante assustador e tem cenas que causam arrepios, por exemplo, quando a protagonista está numa divisão da casa e vê-se através do fundo da porta que está alguém lá atrás. Ou ainda, quando Emma está a dormir e está alguém dentro de casa. Mas o filme possui outras cenas bem arrepiantes. Por outro lado, a camara quase sempre a tremer dá-nos excelentes planos da personagem principal, alguns deles bem excitantes. Nunca se chega a saber quem é o criminoso, mas pelas pistas dadas ao longo dos 75 minutos, na minha opinião, é o actual namorado, aquele que lhe deu o gatinho Clover. Pessoalmente, gostei bastante deste filme, tem um terror que praticamente não se vê, mas sente-se e de que maneira... É daqueles filmes que dá que pensar. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Mon Roi

Nome do Filme : “Mon Roi”
Titulo Inglês : “My King”
Titulo Português : “Meu Rei”
Ano : 2015
Duração : 125 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Maiwenn Le Besco
Elenco : Vincent Cassel, Emmanuelle Bercot, Louis Garrel, Isild Le Besco, Patrick Raynal, Yann Goven, Paul Hamy, Djemel Barek, Chrystele Saint Louis Augustin, Slim El Hedli, Lionnel Desruelles, Laetitia Dosch, Giovanni Pucci, Felix Bossuet, Michael Evans, Michelle Gomez, Aymeric Dapsence, Myriam Choukroune, Amanda Added.

História : Depois de um grave acidente de esqui em que quase perdeu a vida, Tony encontra-se internada numa clínica de reabilitação. Totalmente dependente de ajuda médica, ela passa o tempo a reflectir sobre o passado. O principal foco é a relação apaixonada mas muito tumultuosa que partilhou com o pai do seu filho de sete anos. À medida que vai recuperando fisicamente, Tony vai encontrando forças para sarar as feridas emocionais de muitos anos de uma relação profundamente destrutiva.

Comentário : Trata-se da melhor estreia de cinema desta semana nas nossas salas. Pessoalmente, gostei bastante deste filme, foca de forma brutal uma relação que começa bem, mas prossegue de forma bastante complicada e acaba mal. Vincent Cassel é um excelente actor e provou mais uma vez que é um excelente profissional neste ramo. Actriz e realizadora, Emmanuelle Bercot mostrou estar perfeitamente à vontade no papel de personagem feminina principal. Embora num papel secundário, o sempre versátil Louis Garrel também não esteve nada mal, gostei de o ver mais uma vez. Uma relação amorosa não é fácil de gerir, existem sempre divergências de parte a parte e é necessário haver cedências.

A realizadora, que já tinha dado provas do seu talento de cineasta no excelente “Polisse”, volta assim a surpreender, apostando novamente nas relações humanas e o quanto complicadas e atribuladas elas podem ser. Li algures numa revista manhosa que o filme peca por ter um ritmo muito lento, não podia estar mais em desacordo, na minha opinião, o filme segue a um bom ritmo, com a narrativa dividida entre passado e presente, dando mais destaque ao que o casal passou para chegar à fase do divórcio. Em certo modo, as partes do tempo presente são relativas aos tratamentos de recuperação da protagonista feminina e, posteriormente, do reatar da amizade do casal. Vincent Cassel e Emmanuelle Bercot possuem uma boa química seja como actores, seja enquanto personagens, são eles os principais alicerces do filme. É uma fita muito dramática que mostra como uma relação a dois pode ser difícil e prejudicial. “Mon Roi” é assim uma das agradáveis surpresas que este ano já nos facultou. 

Sensoria

Nome do Filme : “Sensoria”
Titulo Inglês : “Sensoria”
Ano : 2016
Duração : 80 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : Christian Hallman
Produção : Christian Hallman
Elenco : Lanna Ohlsson, Norah Andersen, Alida Morberg, Karin Bertling, Boel Larsson, Harald Leander, Rafael Pettersson.

História : Depois de ter perdido o emprego e a filha pequena, Caroline Menard muda de casa e instala-se num apartamento detentor de um passado negro. Com o passar dos dias, depressa Caroline se apercebe que algo de estranho se passa naquelas instalações, até mesmo porque os poucos vizinhos que possui, são muito estranhos. A situação agrava-se quando conhece uma estranha menina que todos no prédio dizem já ter morrido.

Comentário : Uma mulher chega a casa e deambula pelas divisões, mexe nos seus pertences patentes em caixas por arrumar e deita-se um pouco. Um objecto se move, fazendo o respectivo barulho, ela volta para verificar o que se passa, mas acaba por esquecer o assunto. Mais tarde, essa mesma mulher vai à cozinha buscar qualquer coisa, ao sair da divisão, a porta de um armário abre-se sozinha, expelindo um prato para o chão, partindo-se. Para a mulher, é como se nada de anormal se tivesse passado. Dias depois, uma miúda surge do nada e essa mulher nada pergunta, aceita ficar sua amiga e acredita em tudo o que a miúda lhe diz. As noites são de grande silêncio, de silêncios vivem-se igualmente alguns momentos do dia, porque a mulher em causa não trabalha, não faz nada, está a tentar refazer-se do trauma de ter perdido a filha, que morreu. 

Grande parte do que está escrito em cima poderiam ser erros de um argumento fraco, mas não é o caso. O argumento é bom, está é mal trabalhado. Trata-se de mais um filme de fantasmas, mas é uma fita diferente, mais séria e mais calma, mais serena, plena de silêncios e de tempos. A ação do filme decorre quase sempre no prédio e nas respectivas divisões do mesmo, claro que temos clichés, por exemplo, luzes a piscar e uma torneira constantemente a pingar. Temos também a cena alucinante da banheira e uma velha louca. Temos um atrasado mental psicótico e um invisual e um cão. E depois temos Caroline Menard, a personagem principal do filme, muito bem interpretada por Lanna Ohlsson, gostei bastante da prestação desta actriz, cuja existência eu desconhecia. 

Por último, temos a jovem Norah Andersen (a menina do poster e de duas fotos aqui colocadas), que e apesar da idade, teve a segunda melhor prestação do filme. A sua My é uma boa personagem, repleta de grande mistério. Claro que no final a sua existência é devidamente explicada e nós ficamos satisfeitos por saber o porquê de tudo aquilo e de sabermos das coisas que fizeram à miúda e também daquilo que a miúda fez para se vingar. Lanna Ohlsson e Norah Andersen possuem uma boa química. O final é muito bom, pessoalmente, nunca imaginei que o filme terminasse daquela maneira. Lamentável foram algumas coisas terem ficado por explicar (sobre os vizinhos, principalmente), ainda assim, fiquei bastante satisfeito com este pequeno filme de terror.

terça-feira, 1 de março de 2016

Wild Tales

Nome do Filme : “Relatos Salvajes”
Titulo Inglês : “Wild Tales”
Titulo Português : “Relatos Selvagens”
Ano : 2014
Duração : 121 minutos
Género : Drama/Thriller/Crime/Comédia Dramática
Realização : Damian Szifron
Produção : Pedro Almodovar/Agustin Almodovar
Elenco : Dario Grandinetti, Ricardo Darin, Maria Marull, Rita Cortese, Monica Villa, Julieta Zylberberg, Cesar Bordon, Leonardo Sbaraglia, Walter Donado, Nancy Duplaa, Oscar Martinez, Maria Onetto, Osmar Nunez, Erica Rivas, Diego Gentile.

História : Seis contos sobre o comportamento humano nas mais variadas situações.

Comentário : Adorei este filme de aproximadamente duas horas, filme este que foi nomeado para o oscar de melhor filme estrangeiro. Tratam-se de seis pequenas histórias, eu confesso ter gostado de quase todas, menos da primeira, a do avião. Na história dos carros na estrada, gostei de ver a reação do automobilista ofendido, que se colocou a defecar e a urinar para o vidro do carro do seu ofensor. Na história dos reboques, achei graça a imensas coisas, mas o que mais gostei foi de ter testemunhado o azar do protagonista deste conto, para além de ter adorado ter visto aquela fábrica a ser demolida logo no inicio. Na história do atropelamento da grávida, achei fantástico aquilo que as pessoas são levadas a fazer por dinheiro, o pai do rapaz culpado chegou a um ponto que desistiu de tudo e nem se importou se o filho fosse preso. Na história do cliente criminoso, gostei da atitude da velha que, primeiro queria matá-lo com veneno para ratos e depois, num acto de desespero, matou-o à facada. Por último, temos a história que eu mais gostei e que por acaso é a última. Erica Rivas é linda e maravilhosa, é a sua personagem (foto em baixo), a melhor do filme inteiro. Adorei verdadeiramente a última história do filme. A nomeação foi bem merecida, grande filme. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Promise Me This

Nome do Filme : “Zavet”
Titulo Inglês : “Promise Me This”
Titulo Português : “Promessas”
Ano : 2007
Duração : 128 minutos
Género : Comédia Dramática/Romance
Realização : Emir Kusturica
Elenco : Uros Milovanovic, Marija Petronijevic, Aleksandar Bercek, Predrag Manojlovic, Ljiljana Blagojevic, Kosanka Djekic, Stribor Kusturica, Vladan Milojevic, Stanoje Bogicevic, Slavko Tosic, Zeljko Terzic, Nenad Filipovic.

História : Um avô envia o neto à cidade para vender uma vaca, comprar um ícone religioso e uma lembrança e arranjar uma rapariga. No entanto, o rapaz acaba por se meter nas mais estranhas aventuras.

Comentário : Confesso ter visto este filme do original Emir Kusturica esta noite e confesso igualmente ter me divertido imenso ao vê-lo. O filme tem muita comédia, não sendo eu um grande apreciador deste género, tenho que dizer que fiquei surpreendido comigo mesmo por ter gostado. O realizador possui um estilo muito próprio de filmar e de contar as suas histórias, mais uma vez, não falhou. A história segue-se muito bem ao longo das duas horas de duração, na realidade, esse tempo passa a correr, tal não é a forma com que as situações nos envolvem. Algumas situações tornam-se credíveis de tão ridículas que são. As minhas personagens preferidas foram o menino protagonista e a sua pretendente. A vaca acaba por ser também uma personagem. Uros Milovanovic e Marija Petronijevic tiveram as melhores prestações da fita, a química entre os dois funcionou muito bem. Mais um grande filme de Emir Kusturica. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

La Môme

Nome do Filme : “La Môme”
Titulo Inglês : “La Vie En Rose”
Titulo Português : “La Vie En Rose”
Ano : 2007
Duração : 140 minutos
Género : Biográfico/Drama/Musical
Realização : Olivier Dahan
Elenco : Marion Cotillard, Gerard Depardieu, Emmanuelle Seigner, Sylvie Testud, Jean Paul Rouve, Jean Pierre Martins, Clotilde Courau, Pascal Greggory, Catherine Allegret, Marc Barbe, Caroline Silhol, Elisabeth Commelin, Marc Gannot, Caroline Raynaud, Marie Armelle Deguy, Valerie Moreau, Jean Paul Muel, Andre Penvern, Mario Hacquard, Aubert Fenoy, Felix Belleau, Nathalie Dorval, Chantal Bronner, Cylia Malki, Josette Menard, Manon Chevallier, Pauline Burlet.

História : Dos bairros de lata de Paris até às luzes da ribalta de Nova Iorque, a vida de Edith Piaf foi uma batalha para cantar e sobreviver, viver e amar. Educada num ambiente de pobreza, a sua voz magnífica, os seus romances ardentes e as amizades que tinha com grandes nomes da época, fazem de Edith uma estrela conhecida em todo o mundo.

Comentário : Detentor de uma narrativa muito saltitante, este espectacular filme é um hino à musica e funciona igualmente como sendo uma grande homenagem à cantora Edith Piaf. Temos uma quase irreconhecível Marion Cotillard, na melhor interpretação da sua carreira que lhe valeu um merecido oscar. Todo o elenco de secundários esteve igualmente bem, com destaque para a curta participação de Gerard Depardieu. A caracterização e a banda sonora são de luxo, bem como o guarda-roupa. Confesso que não sabia quase nada à cerca de Edith Piaf e fiquei a saber muito sobre ela neste filme. Muitos disseram que não foi frisado o lado menos bom da cantora, quanto a isso, nada posso dizer, eu gostei do filme. Aquilo que mais me chocou foi a complicada infância dela, nenhuma criança devia passar por aquilo que ela passou. Os minutos finais do filme são os melhores da fita. Marion Cotillard desempenhou na perfeição Edith Piaf e prestou-lhe uma justa homenagem com a sua prestação, magnifica. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Bridges Of Sarajevo

Nome do Filme : “Ponts De Sarajevo”
Titulo Inglês : “Bridges Of Sarajevo”
Titulo Português : “Pontes De Sarajevo”
Ano : 2014
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Leonardo Di Costanzo, Jean Luc Godard, Kamen Kalev, Isild Le Besco, Sergei Loznitsa, Vincenzo Marra, Ursula Meier, Vladimir Perisic, Marc Recha, Angela Schanelec, Aida Begic, Cristi Puiu, Teresa Villaverde.
Elenco : Bogdan Ninkovic, Fedja Stamenkovic, Andrej Ivancic, Nikola Brkovic, Mihailo Kovic, Samuel Finzi, Gilles Tschudi, Gergana Pletnyova, Nazim Mumunov, Ilian Petrov, Dimitar Dimitrov, Nikolay Serbezov, Eduard Iliev, Vladan Kovacevic, Alma Prica, Sead Jesenkovic, Dzevad Zafirovic, Anur Musovic, Amina Husic, Fadila Guska, Sida Mocevic, Mario Ivancevic, Fatima Nejmarlija, Majo Ivkovic, Muamer Dzinovic, Amir Mujezin, Anel Sahinovic, Behija Alic, Darko Trajkovic, Edin Avdagic Koja, Elma Selimovic, Haris Grizovic, Irena Mulamuhic, Mak Dzinovic, Zlatko Dzinovic, Zenana Brcic, Fabrice Aragno, Jean Paul Battaggia, Paul Grivas, Marian Ralea, Valeria Seciu, Sabina Sabic Zlatar, Sara Sabic Zlatar, Senaida K., Mak Hubjer.

História : Através de treze curtas-metragens cujo tema principal é a cidade de Sarajevo, treze cineastas de várias nacionalidades dão o seu contributo artístico para mostrar o que a cidade representou na história europeia durante o último século e o que ela representa na Europa da actualidade.

Comentário : À uns tempos vi este filme colectivo em que 13 realizadores fizeram curtas-metragens cujo tema principal foi a cidade de Sarajevo. O tema em si interessou-me logo no inicio, pareceu-me bem falarem de algo que nada tem a ver com os americanos. Algumas curtas são interessantes, outras nem por isso. Por exemplo, não gostei nada dos mini filmes de Jean Luc Godard e de Sergei Loznitsa, penso serem os mais fracos da lista. Por outro lado, gostei das curtas de Isild Le Besco, Ursula Meier, Vladimir Perisic, Marc Recha, Cristi Puiu e de Teresa Villaverde. As curtas de Isild Le Besco e de Teresa Villaverde são as minhas preferidas. Mas a de Cristi Puiu é muito importante, devido ao seu contexto. 

Os temas abordados são polémicos e abrangentes, pessoalmente, gostei de ter ficado a saber de algumas coisas que desconhecia. Gostei também das partes animadas entre cada curta. Confesso ter um certo fascinio por filmes colectivos, porque são fitas bastante ricas, do ponto de vista cultural. Talvez não funcionem muito bem em sala, mas em Home Video, penso que deviam haver mais filmes destes, temas e ideias não faltam. A ideia de fazerem este filme, esta compilação de curtas à volta de um assunto tão delicado, foi fenomenal. As curtas abordaram a cidade de Sarajevo, umas sobre a cidade de antigamente, outras sobre a cidade actual. Gostei bastante. 

Un Français

Nome do Filme : “Un Français”
Titulo Inglês : “French Blood”
Ano : 2015
Duração : 99 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Alain Dias
Produção : Marielle Duigou/Philippe Lioret
Elenco : Alban Lenoir, Samuel Jouy, Paul Hamy, Olivier Chenille, Jeanne Rosa, Lucie Debay, Blandine Pelissier, Alex Martin, Andy Gillet, Allain Naron, Capucine Mahe.

História : Com um passado de criminoso como skinhead, Marco Lopez inicia uma vida dita normal, arranja um trabalho e tudo faz para se redimir daquilo que fizera. No entanto, os fantasmas do passado insistem em assombrá-lo.

Comentário : Durante a manhã desta terça feira vi este filme francês que confesso ter gostado bastante. Até à pouco tempo, nem sabia da existência deste filme. É um filme que nos faz pensar à cerca dos crimes que se cometem em nome de supostas ideologias, algumas sem qualquer tipo de nexo. Alban Lenoir provou com o seu personagem principal que é um bom actor, particularmente, gostei imenso da sua prestação e curti bastante a sua personagem, nomeadamente na recta final do filme. O filme foca a relação complicada de Marco com os pais, bem como as suas amizades perigosas. Algumas cenas impõem respeito, por exemplo, quando o nosso protagonista leva uma facada que quase o mata, isso acontece à porta da discoteca onde ele trabalha. O filme aborda também a paternidade, ou a ausência dela, neste caso, Marco não acompanhou o crescimento da filha, apenas a via de longe. O inicio desta fita trouxe-me à memória o filme “América Proíbida”. Trata-se de um filme bastante interessante.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Perfect Day

Nome do Filme : “A Perfect Day”
Titulo Inglês : “A Perfect Day”
Titulo Português : “Um Dia Perfeito”
Ano : 2015
Duração : 106 minutos
Género : Drama
Realização : Fernando Leon De Aranoa
Elenco : Tim Robbins, Benicio Del Toro, Olga Kurylenko, Melanie Thierry, Sergi Lopez, Fedja Stukan, Eldar Residovic, Nenad Vukelic.

História : Um grupo de agentes humanitários tenta remover um cadáver de um poço em uma zona de conflito armado. O corpo foi deixado ali para contaminar a água e cortar o fornecimento para a população local. Mas as circunstâncias transformam uma tarefa simples numa missão impossível, devido a interesses vários.

Comentário : Durante a tarde desta segunda-feira vi este filme muito interessante sobre um grupo de pessoas que tentam ajudar os mais carenciados, mas estão sempre a ser impedidos por gente que vive de interesses e que apenas querem o lucro fácil. É um filme que se vê muito bem, pessoalmente, aquilo que mais gostei foi de os ver sempre às voltas de um lado para o outro e sempre metidos em situações várias. Gostei da personagem da idosa que seguia as vacas, sabendo assim se o terreno está ou não minado. Tim Robbins tem aqui mais uma brilhante prestação. Confesso que gostei mais de ver Benicio Del Toro aqui do que em “Sicario”, o seu personagem cativou-me mais. Melanie Thierry e Olga Kurylenko também desempenharam muito bem os seus papéis, acho a segunda bastante bonita e sensual. Por seu turno, o conhecido Sergi Lopez teve um papel muito apagado, além de aparecer muito pouco, o seu personagem não é ninguém relevante. O filme possui ainda um tom cómico, que até nem lhe ficou mal. Volto a dizer, o filme está adornado de cenas bastante interessantes e de situações caricatas, mas que funcionaram bastante bem. Adorei o final do filme. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A Uma Hora Incerta

Nome do Filme : “A Uma Hora Incerta”
Titulo Inglês : “At An Uncertain Time”
Titulo Português : “A Uma Hora Incerta”
Ano : 2015
Duração : 77 minutos
Género : Drama
Realização : Carlos Saboga
Produção : Paulo Branco
Elenco : Joana Ribeiro, Filipa Areosa, Joana de Verona, Paulo Pires, Gregoire Leprince Ringuet, Judith Davis, Pedro Lima, Ana Padrão, Filipe Crawford.

História : No Portugal salazarista de 1942, dois refugiados franceses, Boris e Laura, são presos. O inspector Vargas, sentindo-se atraído por aquela mulher, decide escondê-los em sua casa : um hotel vazio onde vive com a filha adolescente, Ilda, e a esposa, gravemente doente. Ilda descobre a presença dos refugiados e, consumida pelo ciúme, tenta fazê-los desaparecer a todo o custo...

Comentário : À segunda foi de vez. Depois de se ter estreado como realizador com o fraquinho “Photo”, o argumentista Carlos Saboga apareceu no ano passado com este pequeno filme, mas que resultou melhor. Na realidade, este segundo filme mete o primeiro a um canto, está bem melhor a todos os niveis. Longe da nulidade das novelas, Joana Ribeiro prova neste filme que é uma grande actriz e que consegue brilhar no grande ecrã. Sinceramente, gostei bastante da sua prestação. Filipa Areosa esteve também muito bem e a sua química com a protagonista funcionou na perfeição. A Ana Padrão coube-lhe um papel muito injusto. A excelente actriz Joana de Verona aparece tão pouco que quase não damos por ela. Judith Davis teve uma presença bastante notável, ela entregou-se totalmente ao papel. No elenco masculino, quem mais se destaca é Paulo Pires, adorei o seu papel. Na pele de um canastrão, Pedro Lima também não desilude. O argumento é consistente e a história bastante apelativa. As cenas que mais gostei foram aquelas em que Ilda e Deolinda estão na cama a ler uma história sobre duas irmãs que embriagaram o pai para fazerem sexo com ele e assim engravidarem, a cena final da sequência é um beijo na boca entre as duas miúdas. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Rudderless

Nome do Filme : “Rudderless”
Titulo Inglês : “Rudderless”
Titulo Português : “Ao Som Da Vida”
Ano : 2014
Duração : 106 minutos
Género : Drama/Musical
Realização : William H. Macy
Elenco : Billy Crudup, Anton Yelchin, Selena Gomez, Laurence Fishburne, Felicity Huffman, Jamie Chung, Alexandra Lovelace, Miles Heizer, Casey Twenter, David Flannery, Kenneisha Thompson, Jennifer Savidge, Kate Micucci, Ben Kweller, Suzanne Krull, Stacy Cunningham, Zoe Graham, Chandler Ryan, Michelle Rene, Mollie Milligan, Sheila Hamilton, William H. Macy.

História : Sam, um executivo publicitário de sucesso, entra em colapso e fica à deriva após a morte inesperada do seu filho. Ancorado no seu veleiro, Sam definha enquanto afoga as mágoas na bebida. Um dia, descobre uma caixa do seu filho cheia de letras e demos musicais. O talento que descobre é para Sam uma revelação chocante. Dedica-se então a aprender cada canção, até ao momento que encontra coragem para tocar num bar. Entretanto, Quentin, um jovem músico que assiste à actuação, fica cativado pelo que ouve e acaba por convidá-lo a formar uma banda.

Comentário : Este filme representou para mim outra valente desilusão. Possivelmente, um dos filmes mais parvos e mais infantis que vi na vida. Aqui nada é levado a sério, a fita aborda um crime horrível, um jovem que matou seis colegas e que depois se suicidou e o seu pai serve-se das músicas que o homicida fez em vida para ter sucesso, arrastando outros três jovens nisso. Claro que se percebe que essa atitude do pai deve-se ao facto dele estar arrependido de ter falhado na educação do filho, e toma aquela atitude numa tentativa frustrada de se auto compensar e também de manter viva a imagem do rebento. Aqui o problema é que tudo é feito de forma tão leviana e simples que até mete dó. Todos os personagens aqui são pobres e incapazes de despertar o mínimo de interesse em nós. Depois, temos situações parvas e ridículas que em nada ajudam o resultado final. Nenhum dos actores se esforçou minimamente para dar credibilidade às suas personagens, talvez a personagem de Selena Gomez tenha sido a mais bem conseguida, apesar de ter aparecido muito pouco. Praticamente nada me cativou neste filme. 

The Corpse Of Anna Fritz

Nome do Filme : “El Cadaver De Anna Fritz”
Titulo Inglês : “The Corpse Of Anna Fritz”
Titulo Português : “O Cadáver De Anna Fritz”
Ano : 2015
Duração : 73 minutos
Género : Thriller
Realização : Hector Hernandez Vicens
Elenco : Alba Ribas, Cristian Valencia, Albert Carbo, Bernat Saumell.

História : Quando Anna Fritz, uma estrela de cinema em ascensão, é encontrada morta, a notícia deixa o mundo em choque. Pau trabalha como assistente na morgue para onde o corpo é levado. Surpreendido por a encontrar junto dos outros mortos, resolve enviar uma foto do rosto dela para dois dos seus amigos. Eles aparecem, desejosos de apreciar a nudez da actriz que há muito habita as suas fantasias eróticas. É então que, dois deles, decidem aproveitar-se da situação e violar o cadáver. Porém, a situação foge ao controlo dos três jovens.

Comentário : Já não me lembro se este filme chegou a estrear nas nossas salas de cinema, confesso que não me recordo. Gostei deste filme, apesar de ter alguns erros. Por exemplo, a “defunta” está numa maca nua sem roupa e, minutos depois, quando é destapada já está vestida com um vestido de hospital. Também nunca nos é explicado porque motivo ela afinal não estava morta e acordou sem mais nem menos. O filme levanta um pouco a questão daquele mito urbano que diz que poderão existir funcionários das morgues que praticam sexo ou outros abusos com os cadáveres. Os três jovens actores que desempenham os abusadores estiveram bastante convincentes, enquanto que Alba Ribas fez o que pode com o ingrato papel que tinha em mãos. O filme possui ainda bons momentos de tensão, algumas cenas causam nervos, mas a tudo isto era exigido mais realismo. Com o material que tinha em mãos, o realizador podia ter dado outro rumo à coisa, em vez disso, deu-nos algo sangrento, que é basicamente como estas coisas terminam sempre. Gostei, mas as coisas podiam ter resultado melhor.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Photo

Nome do Filme : “Photo”
Titulo Inglês : “Photo”
Titulo Português : “Foto”
Ano : 2012
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Carlos Saboga
Produção : Paulo Branco
Elenco : Anna Mouglalis, Simão Cayatte, Johan Leysen, Didier Sandre, Rui Morrison, Marisa Paredes, Helene Patarot, José Neto, Anabela Brígida, Ana Padrão, José Rodrigues, Diogo Aleixo, Carla Sá.

História : A mãe acaba de morrer. O pai não é aquele que ela julgava. Elisa sente-se perdida entre um passado incerto e um futuro fechado pela perspectiva do casamento. A sua busca de um pai improvável, que é também uma fuga ao presente, leva-a de Paris a Lisboa, do fantasma dos anos 70 do século passado aos primeiros anos de um novo século. Este itinerário leva-a a cruzar mortos que falam, memórias que vacilam, torcionários reformados e revolucionários arrependidos.

Comentário : Lembro-me que fui ao cinema ver este pequeno filme português e que na altura não tinha gostado nada do filme. Esta noite voltei a ver o filme, numa tentativa de dar uma segunda oportunidade à fita, mas essa tentativa saiu furada. Na realidade, o filme não agarra o espectador, pessoalmente, não gostei da montagem e facilmente perdi o interesse naquilo que estava a acontecer. O filme tem umas poucas situações que não fazem sentido, por exemplo, não cabe na cabeça de ninguém uma mulher que conhece um tipo num dia e, horas depois, já está na cama com ele. Achei grande parte das prestações um pouco forçadas, com a excepção do ator José Neto, cuja prestação estava bastante convincente. Carlos Saboga, argumentista, estreou-se da pior maneira como realizador com este filme, mas não aprendeu a lição de que não serve para essa função e concebeu outro filme (A Uma Hora Incerta), que não sendo grande coisa, sempre é melhor que este “Photo”. Lamentável foi o facto dos dois filmes terem sido lançados em DVD recentemente, dois discos na mesma caixa, com uma mesma capa que serviu para as duas fitas, o que mostra uma enorme falta de respeito para com o trabalho do realizador. O correcto seria lançarem os dois filmes em caixas separadas com as respectivas capas nas caixas, num pack dedicado ao trabalho de Carlos Saboga.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Love At First Fight

Nome do Filme : “Les Combattants”
Titulo Inglês : “Love At First Fight”
Titulo Português : “Os Combatentes”
Ano : 2014
Duração : 98 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Thomas Cailley
Elenco : Adele Haenel, Kevin Azais, Antoine Laurent, Brigitte Rouan, William Lebghil, Thibaut Berducat, Nicolas Wanczycki, Steve Tientcheu, Frederic Pellegeay, Maxime Mege, Clement Allemand.

História : Madeleine Beaulieu é uma bonita adolescente que sempre teve apetência para a aventura e acha-se preparada para sobreviver, caso haja uma catástrofe. Arnaud Labrede é um jovem despreocupado que trabalha nas obras e com poucos horizontes. Um dia, os dois conhecem-se numa luta de praia e acabam por se inscrever no exército.

Comentário : Esta noite vi este filme francês de que gostei, embora tenha que confessar que esperava mais dele, porque a critica era muito boa e porque surgiu em duas listas de criticos dos melhores filmes de 2014. Pelo inicio, não dava nada pelo filme, embora as coisas só comecem a ficar realmente interessantes a partir do momento em que o casal abandona o exército e penetra na floresta. Adele Haenel e Kevin Azais possuem prestações bastante aceitáveis e convincentes, gostei dos desempenhos tanto dela como dele. Mas tenho que admitir uma coisa, não é um filme que nos ofereça muita coisa, na verdade, é apenas um filme bastante básico que mostra que algumas raparigas são capazes dos mesmos feitos dos rapazes. A Madeleine de Adele Haenel é a personagem mais forte e consistente do filme, é ela o verdadeiro pilar da fita, embora o personagem de Kevin Azais contribua para o equilibrio. O filme vê-se bem, mas não é nada de especial.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

The Diary Of A Teenage Girl

Nome do Filme : “The Diary Of A Teenage Girl”
Titulo Inglês : “The Diary Of A Teenage Girl”
Titulo Português : “O Diário De Uma Rapariga Adolescente”
Ano : 2015
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Marielle Heller
Elenco : Bel Powley, Alexander Skarsgard, Kristen Wiig, Abigail Wait, Miranda Bailey, Madeleine Waters, Margarita Levieva, Christopher Meloni, John Parsons, Willie.

História : Minnie é uma bonita adolescente de quinze anos de idade que está a atravessar uma crise existencial e passa ainda pelo despertar da sua sexualidade. Tem um pai ausente que se desligou da sua vida, tem uma mãe desnaturada que nada tem na cabeça, possui uma irmã carente de uma figura paterna, um gato lindo mas que se assanha com frequência, tem ainda um padrasto que adora foder com ela e com quem acaba por manter uma relação puramente carnal e ainda arranja tempo para manter uma relação lésbica com uma estranha amiga. Minnie tem assim uma existência muito complicada para uma simples garota de quinze anos. No entanto, ela arranja refúgio no desenho, mas nem esse hobbie será suficiente para que ela tenha uma vida saudável e normal.

Comentário : Apesar de não parecer, não estamos perante mais um filme de adolescentes, mas sim, estamos diante de uma fita adulta sobre a adolescência. Polémicas à parte, gostei de praticamente tudo neste filme, a banda sonora, a fotografia, o argumento original, as relações entre as personagens, os diálogos, as partes feitas em animação, o gato Willie, as cenas de sexo, os comportamentos das personagens, as interpretações e do genérico final. Bel Powley tem aqui a melhor prestação do filme, ela é a alma desta fita realizada a preceito por Marielle Heller, que também escreveu o original argumento. Uma relação entre um adulto e uma adolescente que é considerada condenável aos olhos da sociedade, é aqui tida como uma situação normal, factor que eu achei bastante positivo, afinal, desde que a jovem tenha consciência daquilo que faz e que não seja forçada a nada, não vejo qual o problema. Pessoalmente, achei este filme bastante original em vários aspectos, mas o aspecto mais fulcral foi a montagem, adorei a forma como o filme foi filmado e montado, tudo muito teen e perfeito. Um dos filmes mais originais que vi até hoje. 

The Brand New Testament

Nome do Filme : “Le Tout Nouveau Testament”
Titulo Inglês : “The Brand New Testament”
Titulo Português : “Deus Existe E Vive Em Bruxelas”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Fantasia/Comédia Dramática
Realização : Jaco Van Dormael
Produção : Jaco Van Dormael
Elenco : Pili Groyne, Benoit Poelvoorde, Yolande Moreau, Catherine Deneuve, Marco Lorenzini, François Damiens, Laura Verlinden, Serge Lariviere, Didier De Neck, Romain Gelin, Anna Tenta, David Murgia, Gaspard Pauwels, Bilal Aya, Johan Leysen, Dominique Abel, Lola Pauwels, Sandrine Laroche, Kiko Mirales.

História : Deus existe e vive em Bruxelas, é um estupor que maltrata a esposa e a filha. A sua filha é linda e chama-se Ea, tem dez anos de idade. Um dia, cansada de ser maltratada, ela revolta-se contra o pai, entra-lhe no computador central e transmite a toda a gente do mundo o seu dia de morte por SMS. Ea acaba por fugir e decide transformar o mundo que o pai estragou, num local melhor para todos.

Comentário : Na minha opinião, este é o filme mais original do ano. Este filme estreia nas nossas salas de cinema no próximo mês de Março. Confesso que desconhecia totalmente da sua existência até ter descoberto o trailer no YouTube. O realizador Jaco Van Dormael costuma fazer filmes bem loucos e este segue o mesmo caminho. Imaginem que Deus existe e é um maldoso homem que não dá valor à vida humana, brinca com as pessoas e faz a vida negra à esposa e à filha de apenas dez anos. Um dia, a pequena revolta-se com toda aquela situação e vai ao mundo dos humanos tentar emendar a porcaria que o pai fez ao longo do tempo. O argumento é o ponto mais alto desta fita, nem nos meus maiores delírios eu me lembraria de algo assim. Os poucos efeitos especiais que vão surgindo estão muito bem elaborados e foram usados a favor da pelicula e não o contrário, como é usual. 

A nivel das interpretações, os principais estão de parabéns. Benoit Poelvoorde tem aqui um papel ingrato, mas soube representá-lo na perfeição, tornando-se cómico por vezes. Depois temos uma grande atriz que tem sido muito desprezada pelos realizadores com quem tem trabalhado, Yolande Moreau, que apenas teve um único filme para provar o que valia (Seraphine), tem aqui um papel igualmente injusto, ela apenas serve de complemento, embora tenha o destaque merecido no final. Catherine Deneuve está muito bem, gostei do seu papel, o realizador colocou-a a contracenar com um enorme macaco, mas como versátil que ela é, soube fazer chegar o barco a bom porto. Todo o restante elenco de secundários esteve muito bem. Por último, a jovem Pili Groyne é a grande estrela deste filme, além de ter tido a melhor interpretação da fita, possui igualmente o papel mais importante da pelicula, a sua Ea é verdadeiramente adorável e muito fôfa, adorei a sua personagem. A miúda, com apenas três filmes, tem um grande futuro pela frente. Ela é a verdadeira protagonista do filme. Adorei o peixe luminoso. Um dos filmes mais originais do ano que foi nomeado até para um golden globe. Adorei este filme e o final é simplesmente mágico. 

Tale Of Tales

Nome do Filme : “Il Racconto Dei Racconti”
Titulo Inglês : “Tale Of Tales”
Titulo Português : “O Conto Dos Contos”
Ano : 2015
Duração : 125 minutos
Género : Fantasia/Drama
Realização : Matteo Garrone
Produção : Matteo Garrone
Elenco : Salma Hayek, Stacy Martin, Bebe Cave, Jessie Cave, Alba Rohrwacher, Vincent Cassel, Toby Jones, Shirley Henderson, Hayley Carmichael, Guillaume Delaunay, Kathryn Hunter, Giselda Volodi, Giuseppina Cervizzi, Luisa Ragusa, Christian Lees, Jonah Lees, Franco Pistoni, John C. Reilly.

História : No reino de Longtrellis, o rei e a raínha vivem com uma frustação, já que não podem ter filhos. Em busca de uma solução, eles entram em contacto com um mago, que oferece uma receita : é preciso capturar o coração de um monstro marinho e fazer com que uma rapariga virgem o cozinhe, sem que alguém esteja por perto. Num outro país, um rei guiado pelo desejo está obcecado por uma mulher que viu pela janela, no alto do seu palácio, sem saber que ela na verdade é uma idosa. Num terceiro país, um rei surpreende-se com a descoberta de uma pulga que, alimentada com o seu sangue, cresce cada vez mais.

Comentário : Trata-se de um filme totalmente diferente daquilo a que este realizador nos habituou. Desta vez, Matteo Garrone mergulha no género da fantasia para nos facultar uma fita original e fora do vulgar. Usando um elenco principal quase todo conhecido, o realizador dá-nos assim um filme bastante aceitável. O filme possui três histórias que no final se juntam numa última sequência. Pessoalmente, gostei mais da terceira história. A primeira história não tem muita graça e não me despertou grande interesse, até tive pena do monstro marinho. A segunda história, embora mais cativante que a primeira, acaba por perder o sentido e a lógica porque vai enrolando e enrolando, tornando-se muito seca. Claramente que é na terceira história que o filme ganha maior interesse, nomeadamente à custa de uma excelente prestação de Bebe Cave, cuja personagem é a mais interessante da fita toda.

A nivel das interpretações, Salma Hayek esteve praticamente apagada, não gostei muito da sua prestação. Por seu lado, Vincent Cassel esteve bem, dentro daquilo que lhe foi pedido, é uma personagem bastante curiosa. Stacy Martin teve direito a uma personagem muito intrigante, mas bastante composta. Toby Jones possui a personagem masculina mais importante e interessante do filme, sim, ele está integrado na terceira história. A empatia de Toby Jones com a jovem Bebe Cave resultou na perfeição, embora tenham sido duas personagens bastante divergentes. Por último, temos um John C. Reilly totalmente desnecessário, um ator desconhecido em seu lugar e a coisa talvez tivesse resultado melhor. Gostei bastante do monstro marinho e da pulga gigante, duas criaturas cujas mortes me causaram bastante lamento. Não é o melhor filme de Matteo Garrone, esse lugar pertence a “Gomorrah”, mas é seguramente um grande marco na carreira deste realizador ambiguo. Bom filme, diferente, mas bom.